web metrics


Marketing Social: o Muito Certo e o Muito Errado

26/11/2009 - 3:38 pm  -  23 comentários


Trabalhar com blogs tem seu lado chato. Pra todo mundo. Aturar mimimi de blogueiro é fogo. Aturar blogueiro que não pode ser controlado (meu caso) é um saco.

Só que a maioria dos blogs tem uma justificativa que é mais que uma desculpa, é uma realidade: São amadores. São hobby. São de gente que não está acostumada com esse dia-a-dia. Não somos veículos. O blog que trabalha dessa forma é exceção, muitos sequer aceitam abrir estatísticas de visitação para agências.

Por outro lado agências não podem se dar ao luxo de agir assim. Já chega de dizer que mídias sociais são coisa nova e ninguém sabe lidar com elas. Bom-Senso e respeito, basta isso.

Vejam por exemplo o pessoal da Midia Digital, de Curitiba. Estou fazendo com eles a campanha do Palco HSBC, que você deve ter visto por aqui. Foge completamente do formato post pago compre meu produto, é uma oportunidade do leitor ter sua opinião destacada e valorizada E é uma oportunidade minha de escrever sobre temas de interesse geral, e ganhar por isso.

Tem sido um relacionamento ótimo, não tenho reclamações.

Já o Repelex…

Algum tempo atrás um monte de blogueiros recebeu um email com um amontoado de propostas. Em três parágrafos falam de um concurso cultural, uma promoção de ponto de vendas e um kit.

Primeiro, não pensam na nossa saúde. Claramente querem matar os blogueiros, veja o que diz parte do texto original:

“Nós gostaríamos de lhe enviar um kit completo e exclusivo de produtos Repelex para você usar, testar e provar o produto.”

Como assim, Bial? Vocês vão mandar inseticida e querem que eu PROVE?

A roubada continua:

“[O Repelex] está promovendo um concurso cultural onde os 2 vencedores ganham uma viagem para 4 pessoas por um final de semana no Hotel Ilha Flat, na capital do borrachudo, Ilhabela”

É sério? O Grande Prêmio é uma viagem para um lugar conhecido como… capital do borrachudo? Se fosse um remédio para quimioterapia me mandariam para Chernobil?

A proposta foi enviada por email para uns 50 blogueiros. SEM BLIND CARBON COPY (mas calma que melhora) No meio dos nomes temos…

O OBAMA! Sim, mandaram cópia do email para president@whitehouse.gov.

Não é FAIL o bastante? Claro que não, querido leitor. Você sabe que eu guardo a cereja pro final. Olhe pra barra lateral. Está vendo a caixinha de texto da campanha do HSBC? Torciloco? Tudo bem, olhe aqui por lado.

Acho que está caracterizada a condição de peça publicitária, não? No mínimo criaturas com mais de 2 neurônios conseguirão identificar que NÃO é um campo de fale conosco, correto?

Então alguém me explique porquê diabos a tal agência repelenta postou, no formulário da campanha do HSBC o tal texto-convite da campanha do mata-mosquito?

Melhor ainda, alguém me explique POR MISERICÓRDIA o motivo de mandarem a mesma porcaria duas vezes, com nomes diferentes.

Sério, Repelex, eu não tenho problema com mosquitos, mas no dia que vocês criarem um inseticida pra manter afastadas agências incompetentes, conheço um monte de blogs que compraria pra estocar.


Abaixo a Tolerância

26/11/2009 - 2:51 pm  -  36 comentários


A pergunta desta semana do Palco HSBC é “Você aceitaria ser padrinho em um casamento gay?”. Quem quiser participar por favor vá na caixinha ao lado e responda.

Ser padrinho em um casamento implica uma relação pessoal de amizade e respeito, eu não consigo imaginar alguém que tenha contato suficiente com um casal gay para ser chamado como padrinho, e rejeito por causa da condição… gay do casal.

Se for alguém apenas tolerante, aí sim.

Eu odeio esse termo “tolerância[bb]”. Tolerar é suportar algo que nos desagrada. Ser tolerante é ser contra mas não tomar atitude. Eu não acho que isso seja o que os gays ou qualquer outra minoria deseje. Saber que o vizinho me odeia mas não faz nada por ser “tolerante” não é um grande consolo.

O que deve ser ensinado vai muito além da tolerância. A tolerância leva ao politicamente correto, onde os preconceitos se mantém, apenas são internalizados.

Um bom exemplo é o cenário americano. Vários Estados aprovaram união civil entre gays, a televisão nunca esteve tão colorida, rapazes alegres decoram casas, dão make-overs em brucutus mal-vestidos, estrelam seriados de televisão e ganharam até uma franquia de filmes de vampiros só para eles.

Em teoria estamos vivendo tempos de aceitação e integração, certo?

Errado, em tudo que é lugar onde são feitos plebiscitos, o casamento gay está sendo rejeitado. Não por políticos, pela população mesmo. E não adianta dizer que é lobby da ala conservadora. A Ala Alegre também faz lobby. São campanhas abertas de grupos defendendo seus interesses.

A culpa é dos próprios ativistas gays politicamente corretos. Pronto, falei. A culpa é de quem bradou por tolerância, achando que era uma excelente bandeira.

Clique para ler o resto do artigo »


Em Uganda quem tem, tem medo. Quem tem e dá, morre

25/11/2009 - 1:51 pm  -  21 comentários


Você é uma bibinha pão-com-ovo de Copacabana, que considera homofobia quando a tia da loja de lingerie te olha atravassado quando pede pra experimentar o espartilho que quer comprar pro bofe?

Você é um senhor respeitável, que de vez em quando sai com travestis, porque afinal se tem peito não é gay, mas em público faz cara de “eu heim”, e isso te deixa com crise de consciência, “será que estou sendo homofóbico”?

Lamento dizer mas vocês todos são PINTO! Em Uganda o buraco é muito mais embaixo, e não no bom sentido.

Estamos no Século XXI. Achamos sinceramente que barbaridades como a perseguição a Alan Turing não existem mais. Vimos celebridades que passaram a vida inteira no armário como George Takei recebendo carinho de milhões de fãs, e não conheço nenhum trekker que não aceitasse na hora ser convidado pro casamento dele.

É possível ser gay publicamente na TV, ao menos nos EUA. Mais ainda, é possível ser gay sem assumir posturas caricatas. Eu mesmo descobri semana passada que o Neil Patrick Harris era do babado. E não, ele não vivia se escondendo, eu que não tinha lido as legendas e reparado que ele ia a eventos com o companheiro.

No Brasil ainda estamos atrasados, a não ser que o sujeito seja um Lafond da vida ainda precisa se manter no armário, mesmo que ele tenha portas de vidro. Vide o noivo de Copacabana e o Amigo da Bicharada.

Mesmo assim isso aqui é um paraíso, se compararmos com a África.

Em Uganda está sendo proposta uma Lei, que provavelmente será aprovada. Ela prevê que gays reincidentes pegos em atos de gaytitude explícita serão… executados.

ISSO MESMO, e além dos reincidentes, a pena de morte para gays também vale nas seguintes condições:

1 – Pegos com parceiros menores de 18 anos
2 – Pegos com parceiros com deficiência
3 – Um dos dois for HIV+

Homossexualismo já é ilegal em Uganda, mas com a nova lei a perseguição se torna medieval. Ser pego no ato ou promovendo homossexualismo para um grupo é cadeia, com pena de até 10 anos e multa de US$5.500,00 – ou 2/3 do PIB de Uganda.

Casamento gay, fora do país? A legislação prevê extradição para posterior julgamento. Pena? Prisão Perpétua. Agora, a cereja do bolo:

Se você estiver ciente de um cidadão ugandense gay, tem 24 horas para denunciá-lo, do contrário corre o risco de pegar 3 anos de cadeia.

Agora um Quiz rápido: Qual dos três grupos apóia a nova lei?

1 – NASA
2 – Royal Academy of Science, Inglaterra
3 – As igrejas locais e líderes religiosos

Vejam a incrível declaração de David Bahati, Ministro do Parlamento:

“Não acreditamos em nosso país que um homem dormir com outro homem, ou uma mulher ter intercurso sexual com outra mulher é um direito humano”

As entidades religiosas mais moderadas condenam apenas a parte de pena de morte, estão ok com o resto.

O pior de tudo é saber que a distância que me separa da África não serve de consolo. Agora mesmo, pisando o mesmo chão que piso outro boçal com o mesmo tipo de idéia medieval está apertando a mão do nosso Presidente. Um boçal que não só executa gays por serem gays como comete o SUPREMO crime de ódio, executa lésbicas adolescentes. Que tipo de mente distorcida um homem tem que ter para odiar lésbicas adolescentes?

O boçal em questão? O Ahmadinejad, presidente do Irã e iludido-mor.


Será que ele realmente pensa isso? Só tem um jeito, mandarei um email perguntando a seu novo melhor amigo qual sua opinião real sobre gays.

A opinião do Ahmadinejad, porque a opinião do Melhor Amigo a gente já conhece:

Fonte: IPS News


Batman usa Windows

24/11/2009 - 7:25 pm  -  23 comentários


No episódio The Vengeance Formulation (S03E09) de Big Bang Theory tivemos uma visão do desktop de Sheldon. Foi como se milhões de pinguins gritassem em desespero e em seguida se silenciassem. Sim, Sheldon Cooper usa Windows, Windows 7 ainda por cima.

Se serve de consolo, aquele Windows está ali por um motivo mais que justo: Dinheiro.

O nome disso é Product Placement, ou em português, Merchandising. Televisão é algo caro de fazer, e a idéia é monetizar ao máximo. Exibição de marcas quase sempre estão atreladas a contratos de publicidade. Por isso Marty McFly pede Pepsi mas em outros filmes vemos a famigerada máquina “Cola”, “Refreshments” ou a cerveja genérica “Beer”.

Em Star Trek conseguiram ir aonde nenhum merchandising jamais esteve: um futuro utópico de ficção científica, com direito a Nokia Tunes e um player MP∞ (se hoje já temos MP15 no Mercado Livre, imagine no Século XXIII).

Esse tipo de ação não era tão comum para eletrônicos, mas a tecnologia avançou o suficiente para ser viável colocar servidores Dell no laboratório de Tony Stark e não ficar algo bobo. Ao contrário do que sempre aconteceu, as interfaces dos computadores precisam ser simplificadas pelo departamento de arte, e não melhoradas, como era regra.

Netbooks, smartphones, tablets, todos são usados, dentro de contexto e rendem dinheiro. E se a Apple não quiser pagar ou ao menos fornecer os computadores, corre o risco de ter um adesivo colado em cima da maçã, como a Globo faz com quase todas as marcas. Tem coisa mais ridícula que o Gol do Rui, d´Os Normais, com a logo da VW coberta com fita?

Um fenômeno interessante é que não há mais a preocupação do passado em ser associado com os vilões. A IBM perdeu a chance de ter seu nome ligado a HAL, em 2001 por achar que ficaria ruim para sua imagem se o computador “vilão” fosse da IBM. HAL hoje é O exemplo de inteligência artificial e um dos computadores fictícios mais adorados do cinema.

Nem todo mundo compartilha desse medo, uma das ações de product placement pioneiras na área de tecnologia por exemplo foi feita com os computadores dos vilões. Estou falando de True Lies, e da cena que todo mundo comentou no cinema:

Em uma época onde todo filme usava imagens customizadas ou terminais de texto impessoais, ver a familiar tela do Windows fez as nerdaiada subir nas paredes. Era um tal de “alá! alá!” que transformou muito cinema em mesquita. A ação é comentada até hoje.

O segredo desse tipo de ação de propaganda é tornar o produto parte da cena. Não se vê o Sheldon elogiando o Windows 7, ele apenas… está lá. Os macs idem. O que não dá é parar a ação para entrar o merchandising. Em um episódio recente de 30 Rock inseriram uma cena absolutamente desnecessária onde era mostrada uma videoconferência com tecnologia Cisco. Tecnologia essa elogiada por vários personagens, que pararam a cena (já) desnecessária para falar… do produto.

Nós consumidores não pagamos por isso. Quer enfiar o merchã, enfia, mas com jeitinho. House brigando atrás de um monitor FullHD e ganhando um Dell é legal. O pessoal de 30 Rock falando de um zzzzzzz…. terminal de videoconferência? Não.

Há uma terceira alternativa, que é conseguir divulgação de graça, mas isso você só consegue se seu produto for realmente cool. Acontece com o iPhone, e aconteceu também com o Photosynth, aquela tecnologia da Microsoft de montar ambientes 3D baseados em fotos.

Um grupo de produtores de CSI estava visitando a empresa, viu uma demonstração e perguntou se podiam usar em um episódio. A Microsoft, claro, abriu sorriso de orelha a orelha, deu toda a colaboração técnica e o resultado é uma cena digna de ficção científica.


O assustador é saber que o Photosynth é aquilo mesmo.

Funciona pra todo mundo? Não, na maioria das vezes o produto é chato, sem-graça e jamais seria usado de forma espontânea. Nesses casos o melhor é apelar para a propaganda convencional.

Pode não ser tão eficiente quanto as ações de merchandising, mas são bem mais toleráveis. Um comercial ruim não ofende, um jabá descarado é chamar o consumidor de idiota.

Extrapolando para nossas novas mídias, fica o recado: Parem de contratar “especialistas” em mídias sociais e contratem criadores. Parem de mandar amostras-grátis (pros outros, pra mim podem continuar mandando) e mandem IDÉIAS GENIAIS. Quem faz boca-a-boca Cauda Longa são os leitores, eles que irão enviar o link para os amigos.

E só digo uma coisa: Link de coisa legal que vi no blog do Cardoso viaja muito mais do que link da coisa legal que o Cardoso ganhou.


Não entender sarcasmo tudo bem, mas CLICA, anta.

23/11/2009 - 3:17 pm  -  52 comentários


Eu espero sinceramente que nunca descubram a cura do câncer, do contrário terei uma doença a menos para desejar aos batráquios que frequentam as internetes. Sério, seria muito conveniente darwinisticamente se esse povo fosse atropelado por um porta-aviões antes de ter capacidade de se reproduzir. Se isso acontecesse com frequência estaríamos viajando para as estrelas, ao invés de sofrer no Overbooking da Gol.

Claro, isso não vai acontecer.

Uma das esperanças do cardume de Polyannas que frequenta a Internet é achar que as pessoas com o tempo se educarão, lerão mais, aprenderão a se virar no mundo online. Achavam que Harry Potter faria as crianças criarem interesse pela leitura, bla bla bla.

Vou contar um segredo: Não funciona.

Quando o email se popularizou vários acadêmicos deram entrevistas dizendo que era uma Era de Ouro da Palavra Escrita, as crianças escreveriam como nunca, teríamos milhares de novos autores, o ensino do idioma no colégio seria facilitado, etc.

Aí veio o miguxês.

A triste constatação é que pessoas não evoluem. Continuam incapazes de entender pensamento lateral, ironia, sarcasmo e qualquer coisa que não seja dito de forma explícita, ordem direta, letras grandes palavras pequenas.

Neste post aqui por exemplo, fui burro e resolvi tentar um modelo diferente:

O texto é sobre um seriado americano, The Unit, com um episódio passado no Brasil. Ao contrário da maioria dos casos, a ambientação ficou muito boa, foi feita uma pesquisa, os problemas são de orçamento, não falta de boa-vontade.

A minha idéia foi fazer um “post-denúncia”, brincando com o bairrismo brasileiro que não admite qualquer tipo de crítica vinda de fora. A piada funcionaria em vários níveis.

1o – O discurso ultra-nacionalista anti-imperialista digno do mv-brasil.

2o – Eu pegaria somente os pontos onde acertaram, trataria como algo absurdo.

3o – No texto um link desmentiria a afirmação já absurda, com uma notícia da mídia demonstrando a realidade do “absurdo”.

Exemplo:

Os soldados ilegais da Força Delta são liderados pelo Sargento-Major
Jonas Blane, o cidadão da esquerda. Acima vemos uma cena claramente
inventada: Como todo bom representante dos anglo-saxões WASPs, os
soldados distribuem dólares para as crianças que aparecem pedindo
dinheiro. Todos sabemos que isso não existe no Rio de Janeiro, nenhuma criança se aproximaria de um turista com essas intenções.

O texto continua com cenas típicas do Rio: Crianças trabalhando para o tráfico, traficantes com armamento das forças armadas, bandidos com carros importados, fortalezas construídas em favela, polícia corrupta, etc. Eu nego TUDO, sempre com links mostrando o contrário.

Precisa dizer que um monte de gente não entendeu? Visite o post, veja os comentários.

A cereja do bolo foi a mensagem que recebi de um indignado que chamarei de Biba Histérica de Pelotas, via formulário de contato:

De: Biba Histérica de Pelotas

Assunto: Li um de seus posts e você se equivocou legal!

Mensagem: Cara… Você falou sobre o seriado THE UNIT(episódio que se passa no Rio de Janeiro). Desde quando não existe crianças com armas nas favelas? Lemos vários jornais e ficamos informados de quanta coisa anda acontecendo. Assaltos em massa. Até mesmo na zona Sul – lugar onde é tão avistado por nativos cariocas (que consideram somente a zona sul como RIO DE JANEIRO). Última(e não menos importante) foi falar dos gaúchos – citação:”sou hétero” – piada escrota – a cidade do rio de janeiro sendo escolhida como uma das mais gays do mundo. Homens gays, homens e mulheres “CASADOS” e que são gays também… fudeção em massa. E você vem dizer que Rio de Janeiro não é isso? Cara.. onde tu mora? Fora do Brasil???!!Pronto… coloquei para fora.

A segunda parte dessa diarréia mental do cidadão foi causada por uma resposta a um comentário, onde um sujeito indaga se sou gaúcho, por ter usado “bah” no final de uma frase. Vejam a minha resposta, a “piada escrota” que causou a indignação da Biba Pelotense:

Na verdade eu sou hetero (ok, piada obrigatória), mas um de meus
melhores amigos é gaúcho, minha padawan é gaúcha (mas perdeu o sotaque,
senão eu casava hoje) e tenho uma grande simpatia pelo Sul em geral.

Eu gosto de usar expressões de tudo que é lugar, de vez em quando solto um “meu rei”, um “trem”, um “uai”.

Horrível, não? Fica evidente minha homo-gauchofobia galopante.

Por isso, deixo a dica: Quer ganhar dinheiro com humor no Brasil? Faça humor estilo Zorra Total, Kibeloco, Amy Winehouse do Pânico.

Fazer humor inteligente vai te posicionar na meritocracia informal da Internet, render uns convites pra festinhas legais, muitos tapinhas nas costas, e mais nada. Ou melhor: Renderá também uma enxurrada de idiotas indignados incapazes de entender as mais óbvias referências, será acusado de coisas que não disse, terá opiniões que não suas suas atribuídas a vocês, seu caráter será determinado por uma única frase (ou trecho, vide a Biba dos Pampas acima) e será obrigado a explicar repetidas vezes suas piadas, para evitar mal-entendidos.

Gostou? Nem eu, continuo porque sou burro, mas ao menos eu durmo bem, e num dia bom sonho que estou escrevendo pro Daily Show.


Palco HSBC – Leitores e Responsabilidade

19/11/2009 - 10:14 am  -  1 comentário


Semana passada vivemos um momento de utopia, na nossa discussão sobre Responsabilidade na campanha Palco HSBC perguntamos “Como seria o mundo se apontássemos os próprios erros com tanta eficiência como apontamos os dos outros?”

Somos bem tendenciosos quando estamos sob o holofote, nem dá pra reclamar. Farinha pouca meu pirão primeiro, mas será que precisamos ser tão liberais justificando todas as nossas besteiras E ao mesmo tempo apontando o dedo para quem faz exatamente a mesma coisa?


Clique para ler o resto do artigo »


Onde nenhuma cadeira jamais esteve

17/11/2009 - 11:58 am  -  28 comentários


Nem toda idéia precisa ser mirabolante. Algumas são muito simples, genial é tê-las, genial é executá-las. Genial é ver essa execução com efeitos reais, sem computação gráfica.

Confesso que fiquei impressionado com o Projeto Cadeira Espacial, da Toshiba. A idéia era promover as câmeras de vídeo FULL HD da empresa. A solução criada pela agência foi usar imagens que realmente impressionam, e pouca coisa impressiona mais que espaço.

Montaram um balão estratosférico, uma réplica em tamanho natural de uma cadeira, prenderam câmeras FULL HD na estrutura e filmaram o conjunto, a mais de 30Km de altitude.

O resultado ficou impressionante. É o tipo de coisa que me faz, por alguns segundos, querer voltar a trabalhar com propaganda.

Fonte: Wired

Lindo, não? E graças a mágica do VocêTubo, aqui está o making of:


Gafanhotos, Pérolas, Porcos, UNIBAN e Judeus

12/11/2009 - 11:06 am  -  84 comentários


Muito tempo atrás, em um BBS muito distante uma usuária postou uma dúvida complexa. Estava em um bom dia, então resolvi responder. Escrevi um texto enorme, começando com “seu problema é complicado mas tem solução. Preste atenção, pequeno gafanhoto…”

Foi o suficiente para o SYSOP do BBS receber um email irado, a mulher postar reclamação em público e exigir minha cabeça. “você não pode me desrespeitar assim, não fiz nada para ser chamada de inseto”.

acha ofensivo?Aperte ALT+F4 e mande seu protesto

De vez em quando por puro masoquismo faço citações a Groo, o Errante, excelente quadrinho de Sérgio Aragones. Uma das gags clássicas é quando algum personagem diz “isso é evidente, como qualquer idiota pode ver”  e Groo responde “eu posso ver!”. Adapto para “Qualquer idiota sabe disso. Eu sei disso” ou algo assim.

Em 98% dos casos o sujeito dá piti achando que foi chamado de idiota.

Clique para ler o resto do artigo »


Mais Antigos


Quem é Cardoso

Para saber mais sobre o autor deste blog, visite este link. Para enviar uma mensagem, clique aqui. Para anunciar, clique aqui.






Jabá

O Contraditorium está hospedado no Bluehost, com 999GB de transferência mensal, 20GB de espaço em disco, 6 domínios principais, infinitos subdomínios, PHP, Ruby on Rails e todas as funcionalidades que você puder pensar. Quanto? US$6,95 / mês, quinze Reau, menos que uma pizza. Conheça o Bluehost, clique no link abaixo.