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Alou chucrutes, a cobra vai fumar. De novo!

08/07/2014 - 1:19 pm  -  6 comentários


cobrafumou

O dia 26 de Abril de 1944 foi um dia ruim para o Brasil. Tropas da FEB durante uma missão de reconhecimento ao sul de Parma deram de cara com um esquadrão de alemães, a linha de frente de uma tropa muito maior e muito mais bem-armada, inclusive com tanques, e por mais que os M8 fossem excelentes blindados leves de reconhecimento, não eram páreo para os panzers da 90. Panzergrenadier-Division. 

Recuaram para a cidade de Collecchio, onde o comandante do grupo de reconhecimento, Capitão Pitaluga pediu reforços ao mesmo tempo em que espalhava suas forças pela cidade, para tentar conter as tropas do Eixo.

Do lado inimigo eram a 148ª Divisão de Infantaria Alemã, a 90ª divisão de panzers e as 1ª divisão de infantaria leve e 4ª infantaria de montanha, italianas.

Do lado aliado, a 1ª Divisão da Força Expedicionária brasileira, com reforços do 751º e 894º batalhões de tanques dos EUA, e uma divisão de partisans.

Os números não eram favoráveis, mas  brasileiro sempre dá um jeitinho, e no caso o brazuca foi o General Zenóbio da Costa. Durante as batalhas anteriores ele percebeu que os alemães estavam se movendo muito rápido, e não usavam mais artilharia. Do lado brasileiro rebocar canhões atrasava muito, então o General decidiu abrir mão da artilharia pesada. Recolheu veículos auxiliares dessas divisões e transformou em transporte de tropas. Assim a FEB se tornou uma unidade de resposta rápida, com 606 jipes e 676 caminhões.

fuma

“É mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra” ou vencer a Alemanha, né?

Isso ajudou o Capitão Pitaluga, e antes do fim do dia Collecchio tinha mais brasileiros que Miami.

O comandante supremo das tropas brasileiras, General Mascarenhas de Moraes montou um plano fortificando as entradas da cidade, inclusive as saídas para Parma. Os alemães tentaram várias vezes furar o bloqueio, mas foram botados pra correr quando no dia 27 chegaram os tanques brasileiros e americanos.

Interrogados, prisioneiros alemães contaram que a 148ª estava estacionada ali perto, a apenas 14Km de distância. Sem perder tempo Mascarenhas de Moraes ordenou um ataque com tudo que tinham à cidade de Fornovo, QG dos nazistas. Iniciado às 18h do dia 28 de Abril, o ataque durou até às 22h, quando o General da Wehrmacht herr von Otto Fretter-Pico jogou a toalha.

Essa é a imagem de abertura deste texto. Mascarenhas de Moraes aceitando a capitulação do nada superior General Otto Fretter-Pico, único caso da Guerra onde uma divisão inteira se rendeu. Os brasileiros capturaram 14700 soldados alemães, 800 oficiais e 2 generais, 1500 veículos entre blindados, tanques e auxiliares, além de 80 peças de artilharia.

Infelizmente tivemos entre mortos e feridos, 45 baixas. Do lado alemão? Não sei e não me interessa.

Portanto, crianças, fica a lição: Dá pra vencer a Alemanha sim, e mesmo que a gente perca hoje, no máximo fica 1 x 1.

 



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Exoesqueleto da Copa – Brasileiro sendo vira-lata até o osso

13/06/2014 - 11:51 am  -  24 comentários


hulkbuster1

Agora o alvo é o “dinheiro público” gasto na pesquisa do Miguel Nicolelis. Gente que nunca abriu uma Superinteressante que seja se tornando “o” especialista em fomento e pesquisa. Cobram resultados irreais, como se tivessem prometido uma Armadura Mark 15 da Stark Technologies.

Desconhecem o conceito de prova de conceito. Desconhecem que para andar é preciso engatinhar e que os carros que estacionam sozinhos não surgiram da mão de Henry Ford, que a Dragon V2, que a VSS Enterprise não saíram da oficina dos Irmãos Wright.

A mesma gente que acha INADMISSÍVEL gastar dinheiro com exoesqueletos para paraplégicos não reclama da USP gastar dinheiro publicando teses sobre grafitos de banheiro. Continue reading “Exoesqueleto da Copa – Brasileiro sendo vira-lata até o osso” »



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A Inadmissível falta de respeito da Rede Globo com os Nerds

08/05/2014 - 12:29 pm  -  46 comentários


oqueaglobonaomostra

 

Chegou ao meu conhecimento que a Rede Globo de Televisão, esse resquício midiático da Ditadura, vendo sua audiência escorrer para as redes sociais do povo tentou, num gesto desesperado, atrair o público formado por nerds, investidores, profissionais de tecnologia que criam em futuro em prol da população brasileira.

A tal novela -novela não, folhetim. Novela é coisa de Tolstoi, Hemingway ou do grande Jorge Amado. O tal folhetim mostra, mal e porcamente o dia-a-dia de jovens empreendedores brasileiros, ao mesmo tempo em que foca em um personagem que é um pastiche de Steve Jobs, Bill Gates e outros industrialistas ianques, como se o Brasil não tivesse sua parcela de grandes inventores, como Santos Dummont e Bartolomeu de Gusmão.

O personagem de Murilo Benício, que tanto honrou nossa pátria de chuteiras em Avenida Brasil, veste as cores do capitalismo ianque, indo gerar riqueza para Washington, baseando sua empresa na Califórnia. Agora, tomado de culpa ele resolve voltar para o Brasil, e faz uma apresentação de sua tecnologia, provavelmente criada por cérebros chineses e indianos, atraídos para o grande irmão do norte com promessas de fama e fortuna. Continue reading “A Inadmissível falta de respeito da Rede Globo com os Nerds” »



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Tire a mão da minha língua, Deputado André Moura

04/04/2014 - 2:00 pm  -  31 comentários


ygh

A Etimologia é um ramo fascinante do conhecimento humano. A formação das palavras e a evolução dos idiomas é bem mais interessante do que a versão bíblica, acredite. Fora que rende histórias divertidas de xenofobia, ignorância e vergonha alheia. Os franceses são especialistas nisso. Tentando impedir a entrada do anglicismo “Computer”, inventaram um tal de “Ordinateur”.

O problema é que Computer vem do verbo francês Compute que por sua vez vem do Latin Computare.

O grande erro da xenofobia linguística é achar que idiomas são entidades estanques que surgiram prontos. DE NOVO: A Torre de Babel é só uma lenda!

Uma das histerias brasileiras preferidas na Internet era denunciar o “barbarismo” Monetizar.  Chegava a dar desgosto o pessoal vomitando xenofobia sem fazer o dever de casa. Monetizar não vem do inglês Monetize. Ambos vêm do Latin Moneta, que significa moeda, dinheiro. Pombas, será que nenhum desses histéricos ouviu falar do Fundo MONETÁRIO Internacional? Quanto a ser neologismo, aparecer em um livro em português de 1858 tá bom?

Idiomas evoluem absorvendo e doando expressões. Culturas com mais tradição tecnológica exportam expressões tecnológicas, culturas mais musicais exportam expressões musicais, e por aí vai. Só que ninguém explicou isso pro Deputado André Moura, do PSC, eleito pelo único Estado brasileiro com pretensões automobilísticas.

Ele propôs um Projeto de Lei (PL 4854/12) que pune com CADEIA quem usar expressões em idioma estrangeiro sem colocar ao lado e em destaque a tradução. [nota: O texto ACABA de ser alterado e a detenção de 3 meses foi removida]

PL 4854/12: Torna obrigatório que as nomenclaturas
expostas em todo o território nacional, que
tenham em seu conteúdo palavras em outros
idiomas, possuam tradução, conforme
especifica.

Sim, você fez um CARAPALMA quando leu isso.

É ridículo uma loja de shopping colocar “SALE 50%” na vitrine? Com certeza, do mesmo jeito que é ridículo um casal do Bronx abrir uma sorveteria chamada Häagen-Dazs, que não quer dizer nada, mas parece estrangeiro então deve ser bom. (no caso é). Não me consta que os EUA tenham perdido sua identidade cultural por causa disso. Nem Sinatra cantando música brasileira acabou com ela.

No Projeto do Deputado:

No Brasil, segundo o censo do IBGE de 2010, existem cerca de 14
milhões de analfabetos. E se quase 10 por cento da população não domina a
língua mãe de seu país, imagina uma segunda língua?

Se eles são analfabetos não faz diferença. Eu sou analfabeto em relação a 99% dos idiomas do planeta.

O objetivo desta proposição não é de erradicarmos os termos citados
acima e sim tornar obrigatório a inserção junto aos referidos termos a tradução
do enunciado em português.

Afinal brasileiros são burros demais para deduzir o significado do termo, procurar por conta própria ou colocar no Google [número grande escrito errado] né, deputado?

O estrangeirismo se concretiza no Brasil e ameaça a língua portuguesa.
O fato é que o único patrimônio vivo está perdendo sua independência, além
de reproduzir as desigualdades da sociedade brasileira.

Não, não se concretiza. O estrangeirismo faz parte de todo idioma. O Japonês tem até um alfabeto, o Hiragana, só pra palavras que não existem em Kanji. Palavras estrangeiras surgem, são modificadas e absorvidas, o idioma GANHA com isso. Sua mulher usa sutiã, sua avó usava soutien. Todo mundo que usa computador sabe o que é um mouse. Muitos não sabem que significa Camundongo, que aliás vem do Quimbundo kamundóngo.

Se estrangeirismo promovesse desigualdade Self-Service seria restaurante de rico, nobre Deputado.

Estamos assistindo uma descaracterização da língua portuguesa, onde
faz-se uso do estrangeirismo em abundância. O uso excessivo de palavras em
inglês, que somados com problemas de vocábulo, desvalorizam a língua.

Uai, era estrangeirismo, agora virou anglicismo? Sua ianquefobia está aparecendo, Deputado. Aliás, estude a origem do vocábulo, Ianque é um termo reconhecido pela Academia Brasileira de Letras. Obviamente surgiu do nada, como todas as palavras, certo?

Além de dificultar a comunicação, o uso indiscriminado de palavras
estrangeiras, constrange e confunde quem não a domina, pois a maior parte
das pessoas não compreende a mensagem e fica à margem do processo de
comunicação, criando mais uma diferença social entre os que falam bem e os
que falam mal.

Aqui fica evidente que o já mencionado legislador não frequenta comentários de portais. Nem fóruns de games [jogos]. O vocabulário médio do Internauta (outro termo que surgiu do nada, claro) é composto de 17 palavras, 11 são palavrões usados pra xingar o PT, 3 pra Globo e o resto é “vai mim segue”.

É comum estarmos diante de um estabelecimento comercial e nos
depararmos com placas com os seguintes enunciados: “Drive Thru”, “Fast
Food”, “delivery”, “closed”, “open”,”happy hour”, “play ground”, dentre outros.

Primeiro, eu nunca vi um lugar que não seja turístico com OPEN ou CLOSED, mas tudo bem. De resto… sério, deputado, cê acha MESMO que alguém que usa “happy hour” tem dificuldade com o significado do termo? E não é mais “play ground”, se escreve tudo junto. Na verdade todo mundo fala “Play”, todo mundo MESMO.

Ninguém vai falar “Serviço de entrega” se Delivery é um termo mais curto com o mesmo significado. Me irrita ver essa geração ainda nas fraldas chamando bicicleta de Bike mas a minha geração chamava de Camelo, não faz sentido mas era mais curto que biii ciiii clee taa…

Aliás a galera dos Rolezinhos (que aliás tem origem francesa. A palavra, não a galera, que aliás vem do catalão-mas divago. Voltando: A turma dos rolezinhos não parece ter nenhum problema de comunicação para achar os Shopping Centers, que em inglês se chamam Malls, diga-se de passagem.

Políticos adoram legislar sobre o que não compreendem, basta ver os deputados americanos tratando de temas científicos. Aqui temos toneladas de exemplos, um dos meus preferidos é o deputado que queria controlar CONSUMO por decreto, definindo quantos Reais você poderia gastar por mês, mas o André Moura ganhou uma menção honrosa. Sua preocupação é nobre, bem-intencionada, inútil, desastrosa e só serviria para atrasar nosso idioma, forçando um vocabulário congelado no tempo.

Aliás, Deputado André Moura, visitando seu site percebo que “bem-vindo” está escrito errado e Vossa Excelência tem uma “fanpage” no Facebook. Não deveria ser página de fã? OK, tanto faz, me preocupa é ler  seu Projeto de Lei e dar de cara  com:

Parágrafo único. A tradução a que se refere o caput deste artigo deve
ser do mesmo tamanho que as palavras em outro idioma expostas pelas
empresas e como título principal.

Caput? Sim, eu sei que é terminologia jurídica, mas se há algo que  “constrange e confunde quem não a domina, pois a maior parte das pessoas não compreende a mensagem e fica à margem do processo de comunicação, criando mais uma diferença social entre os que falam bem e os que falam mal”, é a Língua Latina. Pode perguntar a qualquer um que estudou essa desgraça no colégio.

Fonte: Tuinto do Victor.



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