web metrics


Bahia… aqui me tens de regresso…

17/12/2009 - 2:50 am  -  3 comentários


 

Confesso que só visitei a terra de João Ubaldo uma vez. Milhares de anos atrás, em uma excursão rodoviária para Porto Seguro. É uma falha grave, pois acabo não conhecendo muita gente boa que tem pra lá do Pelourinho, como o Roberto, o Dudu e o Leo Baiano.

O Roberto aliás será Papai-Noel no Natal da APEPINTO, uma ONG que cuida de 150 crianças em comunidades carentes na periferia de Salvador. Se puder colaborar, visite o post e veja como.

Foi através do Leo que veio o convite para o BlogsBA, da Universidade do Estado da Bahia.

uneb-blogsba

Estarei embarcando em algumas horas e devo voltar no sábado. Farei uma apresentação dia 18 de Dezembro com o tema “Blogs como Ferramenta de Difusão do Conhecimento e divulgação de trabalhos acadêmicos”. Sim, Ciência, meu assunto favorito depois de Luciana Vendramini.

Ainda dá tempo de se inscrever, vá lá, meu rei!


Propaganda Social Enganosa é Crime Social?

16/12/2009 - 7:35 pm  -  26 comentários


Hoje vi no Sedentário um post com a promoção do Repelex. Lembra, aquele repelente de mosquitos e blogueiros que mandou spam pra Deus e o Mundo oferecendo incríveis kits de repelente em troca de divulgação?

Pois é. Resolvi visitar o site da promoção, depois que li um comentário que me assustou. Vamos lá, o site é este aqui. OK, uma ilustração genérica, bla bla bla, e a chamada da promoção:

 

ScreenShot031

“As 2 respostas mais criativas ganham uma viagem para Ilhabela – SP para toda a família” Guarde em sua mente o termo viagem.

Vamos consultar o regulamento, pois há asteriscos e asteriscos são coisas malignas.

 

Artigo 17 do regulamento:

A cada vencedor do concurso caberá a premiação  de  1 final de semana (sexta à domingo) para até 4 pessoas, com direito a café da manhã, no Ilha Flat hotel.

OK, então não estão incluídas despesas de almoço e janta, o que já aumenta consideravelmente o custo de uma viagem. Também vemos que o conceito de “toda a família” do Repelex se resume a 4 pessoas.

É claro que não acho correto uma Octomom levar seus 18 filhos, ou então brigar dizendo que cunhado é parente sim e tem que ir de graça, mas então não colocassem “toda a família”.

Se bem que o problema maior não é nem essa limitação.

O que você entende por “ganhou uma viagem”? Quando rolou o Porto Cai na Rede, tudo estava incluído, principalmente PASSAGENS.

Veja o resto do Artigo 17 e o 17.1:

Os vencedores receberão 1 voucher  cada,  válido  para  o  período  de  4  de  janeiro  de  2010  até  31  de março  de  2010. Os vouchers  não  são  válidos  em  feriados. 

17.1 A premiação não inclui eventuais despesas do ganhador para receber os prêmios.

ISSO MESMO QUE VOCÊ ESTÁ LENDO!  O Prêmio, que dizem com TODAS as letras ser uma “viagem” na verdade é só uma ESTADIA, e você que se vire para sair de qualquer lugar do Brasil para chegar até Ilhabela. E leve marmita para roubar pão de queijo do café da manhã, ou vai morrer na grana do almoço.

Eu considero esse tipo de promoção ENGANOSA, é uma falta de respeito com o consumidor que se dispõe a participar do concurso. Pior, é MESQUINHARIA.

Equivale a dar um final de semana no Hilton Las Vegas (sai por menos de US$300,00) mas a passagem é por sua conta. Aliás, não equivale NÃO, pois usei o termo “um final de semana”, e não uma VIAGEM para o Hilton Las Vegas.

Depois disso só posso dizer que o melhor adjetivo para caracterizar o Repelex com certeza é “repelente”.


Fature com mídias sociais fingindo-se de morto

11/12/2009 - 4:59 pm  -  11 comentários


Imagine a cena: Você está tranquilo no escritório, com seus brinquedos. Do nada a invasão: 4 policiais disfarçados, 2 normais e 6 membros da SWAT metem o pé na porta. Circulando, um heicóptero. Na sua mente a frase é “na cara não, pra não estragar o velório”.

O caso aconteceu com Jeremy Bell, em Toronto. Tudo por causa de um vizinho que o viu pela janela com uma arma  na mão.

Seria problemático se armas não fossem permitidas na cidade. Aliás, seria problemático mesmo se a arma em questão não fosse feita de… LEGO.

ScreenShot022 

Em seu blog ele conta a história toda. Comprou o brinquedo, chegou no final da tarde. Montou, deu para um amigo que desmontou, foram jogar Modern Warfare 2 no XBOX da empresa. Do nada, os gráficos melhoraram muito, pareciam até policiais da SWAT de verdade, e eram…

Chamando do lado de fora, ordenando-o para sair com as mãos para cima. após ser algemado os policiais invadiram o prédio, confirmaram que era LEGO mesmo, tudo um mal-entendido, fim da história, certo?

Errado. Um monte de blogs pegou a notícia. Jeremy revelou que a arma fora comprada da BrickGun, uma pequena empresa que monta kits LEGO de réplicas de pistolas. Tão pequenos que em sua sessão de imprensa citam referências em blogs, que fofo!

O resultado da altercação é que um vizinho super-zeloso, uma ação bem-organizada da polícia e um blogueiro sem rancor por ser algemado fizeram com que a BrickGun tivesse um pico de vendas. Avisaram no Twitter que os pedidos estão com prazo de entrega de 4 a 6 semanas, devido ao Efeito-SWAT.

O que temos aqui é um caso onde as mídias sociais alavancaram as vendas, informaram do caso (Jeremy narrou o caso via Twitter) e a empresa fez a coisa certa: NADA.

Declarações de apoio incondicional a Jeremy soariam como propaganda velada, como a faculdade de outro Estado que ofereceu bolsa para a Geisy da UNIBAN. Declarações tirando da reta soariam como… declarações tirando da reta.

Portanto, caro especialista em mídia social, lembre-se de que quando um cliente estiver no meio de um tiroteio, Fugir ou Atacar não são as duas únicas opções. Fingir-se de morto também funciona, exceto contra ursos, no Pernalonga.

(ok, o parágrafo anterior deveria ser algo mais Sun-Tsu, mas não estou inspirado…


Ninguém é melhor do que ninguém MY ASS!

11/12/2009 - 9:58 am  -  52 comentários


Uma das frases que mais detesto foi devidamente exorcizada pelo Cristiano no Twitter:

 

ScreenShot019

Essa besteira, repetida ad nauseum é citada mais de 2 milhões de vezes no Google, só em suas princiais variações. É uma “verdade” que só serve para cimentar nossa cultura de vira-latas, promovendo a ovelhização do brasileiro. Se ninguém é melhor do que ninguém, para quê tentar se destacar?

Se fosse no Brasil NEO ouviria:

“Que mané escolhido, seja mais humilde. E é claro que existe colher, olha na mão do garoto!”

Se fosse no Brasil Connor McLeod ouviria:

“Pode até ser que só possa haver um, mas quem disse que é você? Que arrogância!”

Vou contar um segredo, putada: UM MONTE DE GENTE É MELHOR DO QUE UM MONTE DE GENTE EM UM MONTE DE COISAS.

E isso não tem nada a ver com humildade. Humildade, como já disse, não é fingir que não há ninguém pior, é reconhecer que pode haver alguém melhor.

Aqui só vale elogio na 3a pessoa, é socialmente aceito dizer que “fulano toca muito bem”, é socialmente aceitável concordar ao ouvir um elogio assim. Já na 2a pessoa, JAMAIS. “você toca muito bem”  deve ser seguido de “que nada, só arranho”, mesmo que sejas o Frejat.

Se eu tivesse um talento invejável e dezenas de anos de estudo e prática, garanto que seria de meu inteiro conhecimento que toco muito bem. Os shows em estádios lotados, milhões de discos seriam uma boa pista complementar do fato também. Só que reconhecer esse fato público e notório me transformaria imediatamente em mascarado.

Eu abomino essa mentalidade de rebanho, as pessoas são SIM diferentes umas das outras, elas nascem SIM com talentos e habilidades diversas e algumas SIM não têm talento pra nada. Se o sujeito precisa se iludir acreditando que ninguém no planeta é melhor do que ele em nada, é hora de repensar sua existência na Terra. E desencarnar.

Essa cultura leva a absurdos como o que aconteceu em São Paulo, com a Secretaria de Educação barrando uma ONG que incentiva estudantes superdotados, acusando-a de discriminação. Citando meu post sobre o tema:

 

Infelizmente aqui no patropi não é assim que a banda toca. Na Veja (hhuuuu Editora Abril, Veja, horror, peguem as tochas!) de 3 de Setembro há uma excelente embora deprimente coluna do Gustavo Ischope onde ele fala da colocação do Brasil nos Jogos Olímpicos Escolares. De 143 medalhas de Ouro o Brasil levou… zero.

“Não existe nenhuma preocupação oficial com a identificação e o desenvolvimento daquilo que o pais tem de mais precioso: Grandes mentes”

Ele fala também sobre a ISMART, uma ONG de São Paulo com um projeto que identifica jovens talentos e superdotados entre os estudantes pobres e os ajuda com bolsas de estudo e benefícios como auxílio-transporte e até computadores.

Excelente projeto, certo? Diga isso então ao senhor Gabriel Chalita, secretário de educação do Estado de São Paulo, que proibiu a ONG de aplicar suas provas de aptidão na rede estadual, e mesmo de divulgar a existência do projeto.

A secretaria de educação do Município de São Paulo foi completamente surreal:

“Se havia uma preocupação com os alunos fora de série, por que não focar naqueles com síndrome de Down?”

Eu gostaria muito de viver em um mundo onde pudéssemos exaltar quem é bom, sem essa hipócrita aura de humildade. Vejam por exemplo Tiger Woods, que está na moda por mostrar que além de golfe entende muito de bola taco e buraco.

O cara é bom. É o Pelé do Golfe, sem precisar falar na 3a pessoa. É um gênio e se fosse brasileiro seria criticado por ganhar demais.

Um belo dia em uma das várias versões de seus videogames surgiu um bug chamado “Jesus Shot”, onde o personagem anda sobre a água para fazer uma jogada. A Electronic Arts, autora do jogo ao invés de pedir desculpas e humildemente apenas consertar o bug, criou o vídeo abaixo.

Começa com uma reprodução do vídeo original do bug, identificando o autor (aqui, já seria processo, como ousa falar mal de nosso game?). Em seguida um aviso explica que não era um bug.

Resumo do vídeo para não estragar a visualização: “Não foi bug, ele é bom assim mesmo!”

 

Dois exemplo finais da ojeriza brasileira ao auto-reconhecimento: Enquanto era humilhada calada na UNIBAN a Geisy Arruda foi a Vítima Perfeita, digna de solidariedade e indignação de milhões (ok, milhares). No momento em que aceitou convites para ir a programas de TV, no momento em que apareceu em capas de revistas, quase todos os seus defensores passaram a xingá-la de puta, aproveitadora, quer aparecer… houve até quem insinuasse que era tudo parte de um plano, como se uma balconista de mercadinho, fodida, com filho pra criar tivesse tempo e capacidade de formular algo assim.

Satisfeito? Então prego no caixão da “humildade”: Se o José Mayer quisesse acabar com o Zé Mayer Facts, que dizia tanto irritá-lo, bastaria dar UMA entrevista declarando que pega mesmo, e que se bobear ele passa o rodo.

Imediatamente de meme ele passaria a vilão, seria chamado de babaca, arrogante, “tá se achando” e rapidinho parariam de citar seus Facts. Mesmo sendo todos verdadeiros.

Helena que o diga.


Kibes Vampiros Portugueses (ou algo assim)

10/12/2009 - 10:17 am  -  31 comentários


Um dos maiores comunicadores de todos os tempos, Abelardo Barbosa costumava dizer: “Na televisão nada se cria, tudo se copia”. A grande sacada da ENDEMOL não foi ter criado Big Brother e outros programas, o genial mesmo foi ter montado um modelo pronto para franquia, o que facilita muito a venda dos formatos.

Não é um gameshow japonês, formato que além de muitas vezes ser excessivamente caro, depende de peculiaridades regionais. A maior parte das “pegadinhas” não funcionaria fora do Japão.

O reaproveitamento de formatos, infelizmente, não se restringe a compra de programas pronto. Isso em si não é ruim, adoraria um Guerra do Ferro-Velho, Rough Science ou Mythbusters brasileiro.  Até um programa como o da Sue Johanson, com a Suzana Vieira seria legal.

Ruim é quando a repetição do formato se torna kibada. É quando um programa deixa de ser versão, deixa de ser inspirado e vira apenas uma cópia.

A Record, com o Samba do Crioulo Doido que fez em suas 18 novelas de mutantes conseguiu ser original, mesmo não criando um “a”. Misturaram TUDO, de mutantes a atlantes passando por alienígenas reptilianos e a Pedra Filosofal. Foi uma tosqueira deliciosa, feita no estilo que os americanos chamam de “língua na bochecha”. Em nenhum momento ninguém além dos atores e autores levava aquilo a sério.

Bem diferente disto:

ScreenShot010

É uma kibada descarada da SIC, emissora portuguesa. Vejam a sinopse, direto do site:

Um colégio como tantos outros. Os problemas da juventude.
A paixão entre um rapaz e uma rapariga. Mas para além das aparências, um terrível segredo está prestes a ser revelado, pondo em causa este amor impossível. É que as diferenças que os separam podem vir a ser mais fortes do que tudo o que os une: ele é vampiro e está condenado a manter-se com a mesma idade para todo o sempre.
Uma história de humanos e vampiros adolescentes, cheia de humanidade e muitas emoções fortes.

Se eu acreditasse que havia um mínimo interesse em originalidade, diria que estão kibando Buffy, mas não acho que foram tão longe em suas “pesquisas”.

Acha que estou exagerando? Veja um dos teasers:

 

O efeito disso a longo prazo é terrível. Ninguém realmente criativo vai dormir feliz depois de ter feito algo como essa novela o dia inteiro. Os autores originais são colocados de lado, o material inédito nem chega a ser avaliado e a argumentação contra sequer é ouvida.

Para quê? A série cumpre sua função, gera milhares de pré-adolescentes histéricas assistindo com fidelidade canina e afetando a umidade relativa do ar, como disse o Kevin Smith.

O problema é a longo prazo, como disse dois parágrafos atrás. Quando Twilight sair de moda (e vai sair) o que virá? Quem os kibadores kibarão? Na cabeça dos executivos de TV, basta copiar algo que esteja em alta, e pronto. Só que ALGUÉM tem que criar esse algo.

Quem quer criar quando é mais fácil copiar? Quem quer criar quando é mais elogiado copiar? Quem quer criar quando reclamar da cópia é ser chato?

A tendência sequer é nova. Vide o conceito de franquias de séries abertas pelas próprias séries: CSI, Lei & Ordem, NCIS. Stargate. Será que os talentos envolvidos em uma das 18 versões de Lei & Ordem não seriam melhor aproveitados criando algo original?

Nunca saberemos, pois time que tá ganhando não se mexe, só se copia.

Agradecimentos ao Gilberto Gonçalves por ter dado a dica da novela no Twitter.


The Estagiário is on the table

08/12/2009 - 1:22 pm  -  32 comentários


O link veio via Twitter pelo Inácio Rolim, e nem é pela notícia, que já não é novidade, mas pela comida de bola mesmo.

Em resumo, o Google lançou um serviço chamado Google Goggles, onde você envia uma foto tirada com o celular, ela é processada e resultados são retornados. Isso pode ser usado para identificar produtos, lugares, até mesmo pessoas (se bem que acho que não farão essa última).

Goggles, como qualquer um que fez 3 dias de Cultura Inglesa, são óculos especiais, temos os NVGs – Night Vision Goggles, temos óculos de esquiar, óculos de aviador, etc.

O estagiário do G1, entretanto, não deve ter feito os 3 dias de pré-requisito para saber disso. Veja como nomearam o produto nesta matéria aqui:

g1denovo

Eu até entendo que o sujeito não saiba o que são GOGGLEs, eu até entende que domínio básico da língua inglesa não seja pré-requisito para jornalismo, até entendo que alguém seja idiota e arrogante o suficiente para achar que vai chegar a algum lugar cobrindo tecnologia só falando português, até entendo que a mídia online ainda seja a gata borralheira mesmo das empresas como o G1 CRIADAS para ganhar dinheiro online.

O que não entendo é que o estagiário não PENSE, primeiro para perceber que “GOOGLE GOOGLES” Não faz o MENOR sentido.

Segundo, para olhar a maldita imagem colocada na matéria e LER, caceta, LER que no aplicativo exibido está grafado “GOOGLE GOGGLES”

ggoggles

PS: Antecipando a turma do mimimi, não, não foi erro no título, no corpo do texto eles usam “GOOGLES” de novo.


Nãotícias e So Whats

07/12/2009 - 3:31 pm  -  6 comentários


ScreenShot004A nãotícia é aquele tipo de informação nula, muito comum em sites de fofoca. Nem digo as informações de irrelevância relativa, como onde o artista comeu, quem comeu, quando comeu, isso é fofoca, faz parte. Chamo de nãotícia a informação que não é relevante nem para quem está envolvido direto com ela. Exemplo? Veja a imagem ao lado, e não, não é falsa, o link original está aqui.

Temos aqui uma não-troca de informações que faria McLuhan, tanto quanto eu quando receber o comentário perguntando onde toca esse tal de MC Luhan.

Para os paramécios que editam, escrevem e se satisfazem com esse tipo de notícia, tudo bem. Não há o que reclamar, coprofagia para humanos é um distúrbio, para alguns besouros é um meio de vida, então tudo é relativo. Mas… quando você não vive de nãotícias, comofas/?

Durante muito tempo era comum assessorias de imprensa enviarem releases com pouca ou nenhuma informação. Já fui a coletivas com presidentes de empresas onde NADA, NADA foi dito de útil, não havia nenhuma informação útil nem na boca nem nos releases.

Isso pode ser legal para a velha mídia, mas a nova não tem paciência para isso. Principalmente, nossos leitores não têm paciência.

Semana passada recebi um release sobre um lançamento de um aparelho por uma empresa de telefonia. No release não havia:

 

1 – Data do Lançamento

2 – Condições de planos do lançamento

3 – Preços do Lançamento

4 – Modelos disponibilizados

 

Se eu fizesse um post seria algo do gênero: “Operadora XX lançará o telefone YY não sabemos quando, como, qual nem quanto”. TODAS as perguntas básicas do bom jornalismo seriam devidamente ignoradas. Os leitores ficariam furiosos e com razão culpariam o blog pela falta de informação.

Talvez a culpa seja nossa, não temos a tradição de “notinhas”, onde esse tipo de nãotícia se encaixa. Mas será que o leitor ativo e propositivo do novo Século aceitaria passivamente notinhas com informação real zero?

Eu acredito que não. Acho que o leitor chato (no bom sentido) quer sim mais informação, e com a existência do canal de comunicação direto com o blogueiro, ele corre atrás. “Eu também não sei” não é resposta.

Portanto, fica a dica: Precisamos de mais informações, teasers são legais mas não para blogs. “Eu não sabia” pode até servir para blogs de política, não para os de tecnologia.


Marketing Social: o Muito Certo e o Muito Errado

26/11/2009 - 3:38 pm  -  37 comentários


Trabalhar com blogs tem seu lado chato. Pra todo mundo. Aturar mimimi de blogueiro é fogo. Aturar blogueiro que não pode ser controlado (meu caso) é um saco.

Só que a maioria dos blogs tem uma justificativa que é mais que uma desculpa, é uma realidade: São amadores. São hobby. São de gente que não está acostumada com esse dia-a-dia. Não somos veículos. O blog que trabalha dessa forma é exceção, muitos sequer aceitam abrir estatísticas de visitação para agências.

Por outro lado agências não podem se dar ao luxo de agir assim. Já chega de dizer que mídias sociais são coisa nova e ninguém sabe lidar com elas. Bom-Senso e respeito, basta isso.

Vejam por exemplo o pessoal da Midia Digital, de Curitiba. Estou fazendo com eles a campanha do Palco HSBC, que você deve ter visto por aqui. Foge completamente do formato post pago compre meu produto, é uma oportunidade do leitor ter sua opinião destacada e valorizada E é uma oportunidade minha de escrever sobre temas de interesse geral, e ganhar por isso.

Tem sido um relacionamento ótimo, não tenho reclamações.

Já o Repelex…

Algum tempo atrás um monte de blogueiros recebeu um email com um amontoado de propostas. Em três parágrafos falam de um concurso cultural, uma promoção de ponto de vendas e um kit.

Primeiro, não pensam na nossa saúde. Claramente querem matar os blogueiros, veja o que diz parte do texto original:

“Nós gostaríamos de lhe enviar um kit completo e exclusivo de produtos Repelex para você usar, testar e provar o produto.”

Como assim, Bial? Vocês vão mandar inseticida e querem que eu PROVE?

A roubada continua:

“[O Repelex] está promovendo um concurso cultural onde os 2 vencedores ganham uma viagem para 4 pessoas por um final de semana no Hotel Ilha Flat, na capital do borrachudo, Ilhabela”

É sério? O Grande Prêmio é uma viagem para um lugar conhecido como… capital do borrachudo? Se fosse um remédio para quimioterapia me mandariam para Chernobil?

A proposta foi enviada por email para uns 50 blogueiros. SEM BLIND CARBON COPY (mas calma que melhora) No meio dos nomes temos…

O OBAMA! Sim, mandaram cópia do email para president@whitehouse.gov.

Não é FAIL o bastante? Claro que não, querido leitor. Você sabe que eu guardo a cereja pro final. Olhe pra barra lateral. Está vendo a caixinha de texto da campanha do HSBC? Torciloco? Tudo bem, olhe aqui por lado.

Acho que está caracterizada a condição de peça publicitária, não? No mínimo criaturas com mais de 2 neurônios conseguirão identificar que NÃO é um campo de fale conosco, correto?

Então alguém me explique porquê diabos a tal agência repelenta postou, no formulário da campanha do HSBC o tal texto-convite da campanha do mata-mosquito?

Melhor ainda, alguém me explique POR MISERICÓRDIA o motivo de mandarem a mesma porcaria duas vezes, com nomes diferentes.

Sério, Repelex, eu não tenho problema com mosquitos, mas no dia que vocês criarem um inseticida pra manter afastadas agências incompetentes, conheço um monte de blogs que compraria pra estocar.


Mais Antigos


Quem é Cardoso

Para saber mais sobre o autor deste blog, visite este link. Para enviar uma mensagem, clique aqui. Para anunciar, clique aqui.






Jabá

O Contraditorium está hospedado no Bluehost, com 999GB de transferência mensal, 20GB de espaço em disco, 6 domínios principais, infinitos subdomínios, PHP, Ruby on Rails e todas as funcionalidades que você puder pensar. Quanto? US$6,95 / mês, quinze Reau, menos que uma pizza. Conheça o Bluehost, clique no link abaixo.