Não quero uma vida tranquila
No delicado balanço eletroquímico de nosso cérebro não há espaço para detalhamento excessivo. A reação fisiológica para extrema alegria é indistinguível à reação de extrema angústia. Só a percepção do sentimento é diferente.
Estou vivendo uma privação que me causa desconforto quase físico. Descobri que estava ansioso, inquieto, hiperativo, irritado. Operacionalizei o que era necessário para resolver essa privação. é só questão de poucos dias. Achei que assim iria resolver a ansiedade.
Erro. A sensação não abrandou. Curiosamente, está até pior. O motivo é outro, a certeza de “tudo vai dar certo” é maior que nunca, e a ansiedade atinge níveis estratosféricos.
Só que agora eu brinco com ela. Fantasio sobre o futuro próximo, saboreio o que está por vir, faço a sensação de ansiedade trabalhar a meu favor. Quase consigo entender o prazer da autoasfixia erótica.
Em essência, estou fazendo a mesma coisa.
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Este post foi escrito em 20/07/2005 às 2:07 pmEstá arquivado na(s) categoria(s) Pessoais.
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Lugar comum, mas é por esse tipo de inspiração que gosto disso aqui.