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Resenha: Teclado Bluetooth Dell




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A boa notícia é que meu teclado Bluetooth chegou. A má notícia é que é um Dell, e pode irromper em chamas a qualquer momento. Ou não. Se o PDA esquenta, esquenta e não pega fogo (ainda) no máximo a radiação eletromagnética vai me passar câncer e meus dedos vão cair.

Se bem que quando eu roubava balas dos despachos que o pessoal deixava no riacho atrás da casa de minha tia, as carolas diziam a mesma coisa, e se um Orixá não conseguiu fazer meus dedos caírem, não vai ser um chipinho inocente que o fará.

Em termos de hardware o teclado é muito bem-acabado, no melhor efeito transformer. Não há do que reclamar, em uma superfície sólida ele funciona perfeitamente. A trava lateral, ao lado do ENTER, dá a idéia de incomodar, mas é uma ilusão. Tenho dedos grandes e nem por isso resvalei na trava.

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O teclado fechado.

Como bom geek, desconsiderei o CD, pois já usava o driver da Stowaway, que tanto vale para o teclado Bluetooth quanto para o Infravermelho. Mais ainda, o driver é bom o bastante (e o PDA também) para funcionar com ambos os teclados ao mesmo tempo. Quando lembro de meu Palm T3, quando tinha que usar um hack de overclock, do contrário não conseguia que o PDA acompanhasse minha velocidade de digitação, vejo o quanto evoluí.

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No meio do processo de abertura

Há vantagens e desvantagens no meu novo teclado Bluetooth usado com o PDA e o Nokia 6600. A principal vantagem é que não preciso mais ficar acomodando o PDA, torto, com o carregador, ele pode ficar confortavelmente instalado em sua base, enquanto digito.

A outra vantagem é que por ser mais novo, este teclado é muito mais confortável, e psicologicamente parece até que é maior que o teclado antigo, embora os dois sejam rigorosamente iguais em termos de teclas.

A base destacável funciona muito bem, posso colocar o PDA na altura dos olhos, de lado, onde quiser. Em uma coincidência daquelas que só acontecem em filmes, o Nokia 6600 se encaixa perfeitamente na base. Curiosamente ela só não funciona direito anexada ao teclado, o efeito borboleta o torna meio instável, as microvibrações e a ausência de uma concha protetora como no teclado infravermelho fazem com que o PDA balance e eventualmente caia de seu suporte. O telefone idem.

Bem, se eu quisesse um PDA colado no teclado, teria ficado com o antigo. Agora é me acostumar com as luzes do WIFI e do Bluetooth piscando juntas, o teclado piscando também e a bateria sendo consumida em proporções dignas de um festim romano. Dos grandes.

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A base destacável, anexada ao teclado

A acentuação costumava ser um problema; usava um driver no X30, que não funciona no Windows Mobile 5. Sobrou o método esquisito de usar três, às vezes quatro teclas para acentuar. Alguns acham isso impraticável, mas em alguns dias usando o teclado IR, já me é familiar. Após matutar um pouco, percebi o motivo: Culpa do TK90X. Sim, aquele teclado genial do Sinclair, com 468 teclas, funções e comandos atulhados em um minúsculo tecladinho, com quatro teclas de função que modificavam o comportamento de todas as outras teclas me ensinou a usar o teclado Stowaway, décadas depois.

E ainda dizem que existe conhecimento desnecessário.

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O teclado Bluetooth. Atrás o Infravermelho

O emparelhamento dos dispositivos pode ser feito todas as vezes que for usado ou, preferencialmente, apenas uma vez, com o teclado adicionado como dispositivo confiável, criando assim uma conexão encriptada segura que tomaria quase 30 segundos de um hacker para ser quebrada, ao contrário dos 10 segundos da conexão normal. Aos donos de teclados semelhantes da Think Outside, não precisam pensar mais, não é semelhante, é idêntico, com direito a uma inscrição no fundo do teclado explicando que ele é feito para a Dell pela Think Outside, ou na verdade por Ping, um chinês de 8 anos que ganha meio cent de dólar por dia em uma sweatshop em Pequim.

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O PDA, precariamente posicionado.

Há uma pequena modificação em relação ao teclado antigo, no lugar da tecla de atalho, há uma tecla Windows, igual nos teclados Microsoft. A tecla exerce a mesma função da antiga, além de trazer, quando apertada sozinha, o menu principal do Windows Mobile. Outras combinações familiares do desktop funcionam, como ALT+TAB. CTRL+C e CTRL+V também. São muito úteis, pois vários programas não implementam opcões de cópia de conteúdo em seus menus, e via teclado isso se torna possível.

No geral estou bem satisfeito, daria nota 9/10 para o teclado, vou inclusive providenciar uma bateria king-size, para acomodar as necessidades de energia do Wifi, Bluetotth e do PDA em si.


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Este post foi escrito em 28/08/2006 às 12:45 pm

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8 Respostas para “Resenha: Teclado Bluetooth Dell”

  1. E eu dei azar de comprar um teclado pro 6600 e ser o UWK (o único que não tem driver que funcione no 6600).

    Agora tô vendo se encontro alguém com o PWK pra negociar … :(

  2. Só toma cuidado com o suporte pra pocket Cardoso.. O meu, mesmo eu sendo HIPER cuidadosa, só de abrir e fechar, rachou naquela junção com os "aramezinhos" se seguram ele aberto… e depois, quebrou de vez, literalmente sozinho. Ah, curti mais o teclado da Dell, aparentemente o cinza é mais escuro que o da Think (nos plasticos.)

  3. Estou que não me aguento de ansiedade, esperando meu teclado da Think Outside… quem sabe chega até o fim da semana.

  4. Porra, eu tou a milênios de atraso.

    Só uso lan-house.

    Tou cadastrado no IBSN, e tou espalhando a notícia pra todos os blogueiros.

    É o nosso código de barras.

  5. Compra logo um gerador, Cardoso. De repente sai mais barato, no final das contas… hehehe

  6. Se não for pedir muito, vocês poderiam me dizer onde comprar esse teclado. Gostaria de comprar um X51v, mas sem teclado é osso!

    Meu e-mail é dgl2hs@yahoo.com.br.

  7. [...] Resenha: Teclado Bluetooth Dell [...]

  8. grande teclado

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