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Pingback to the Future

Há um bug muito interessante que afeta as plataformas de blogs mundo afora, é um bug que traz a você informações do futuro, mas também entrega os posts que você irá fazer.

A ferramenta de pingback (tudo sobre ela aqui) permite que você comunique a outro blog que está fazendo uma citação a um determinado post. Esses pingbacks (e também os trackbacks) são enviados no momento em que o texto é submetido ao gerenciador do blog. O problema é que em alguns casos a entrada é criada, submetida mas sua publicação é agendada para o futuro.

O gerenciador nada sabe, ele não mantém uma agenda de pingbacks a enviar. Ele envia na hora da criação, depois não mais. Quem recebe também não verifica a data, apenas inclúi o pingback em sua lista de comentários, ou simplesmente o ignora. Assim, um post agendado para amanhã irá aparecer, na lista de comentários do post a que se referencia, com seu título e um resumo de seu texto, no momento em que foi criado.

Isso aconteceu com este post do Bernabauer. Por causa disso minha resposta estava pronta antes do texto dele ir ao ar. Esse bug pode ser útil, ao dar uma vantagem estratégica para quem é trackbackeado, ou perigoso, se você agendar informação sensível. Imagine um post “ahah adeus cambada de otários, o desfalque deu certo, estou nas Bahamas” sendo lido três dias antes do devido?

Assim, quando usar os recursos de trackback / pingback, cuidado com o que você linka.


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Da Xenofobia Linguística e das Conclusões Precipitadas

dmz.jpgExiste um sentimento imediatista muito comum no brasileiro que nos faz pensar que Idiomas são coisas prontas e acabadas, citamos o exemplo francês como algo a ser seguido, e reclamamos da “invasão” do português por palavras americanas (o antiamericanismo endêmico nos impede de reclamar de palavras invasoras de outras etnias). A graça é que esse sentimento acaba cegando mesmo pessoas inteligentes, como o Bernardo, do Bernabauer.

Neste post ele comenta um artigo meu, e critica o uso do termo “monetização”, com as seguintes palavras:

Então na segunda semana da blogosfera um dos temas mais importantes foi o da ‘monetização’. Odeio este termo por que tem origem na palavra money. O termo deveria ser ‘dinheirizar’ ou algo parecido…

Concordo plenamente com o exagero dos modismos, gente que usa upar e printar ao invés de subir ou imprimir demonstra apenas falta de vocabulário, mas isso não é erguer um muro contra o crescimento do idioma. Línguas crescem e evoluem por aglutinação e incorporação de outros termos. Todo mundo aprendeu que “alface” é de origem árabe, assim como “sutiã” é de origem francesa e folclore é de origem anglosaxã. Quando exatamente foi baixada uma moratória impedindo novos termos? Quem usa Tempura sabe que o termo japonês tem origem no português tempero?

Os franceses se deram mal com essa, durante um tempo fizeram uma campanha nacional contra o uso do neologismo Computeur, por ser “macaqueação dos ingleses”. Impuseram Ordinateur. Os ingleses ergueram a cabeça da leitura do Times e entre uma bicada no chá, disseram: “Desculpem, mas Computer não é invenção nossa, vem do Latim computare, se vocês não reconhecem as origem de sua própria língua, problema seu” e voltaram para sua leitura.

No Brasil tentaram, durante o auge da xenofobia da Reserva de Mercado, transformar software em logiciário, coisa que obviamente não pegou.

Ao dizer que “monetizar vem de money”, o Bernardo está cometendo uma injustiça com os dicionaristas, com o pessoal do Fundo Monetário, com a Casa da Moeda e até com o Federal Reserve Bank. Segundo o Dicionário Online de Etimologia, “money” vem do francês arcaico moneie, que por sua vez vem do Latim moneta, que significa moeda.

Aliás, segundo o Dicionário da Língua Portuguesa Online, monetizar vem do francês monétiser. Assim, Bernardo, se você quiser continuar odiando o termo monetizar, odeie-o por sua origem francesa. Muito tempo atrás. Antes até do primeiro governo Bush.


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Trabalhar pra pobre é pedir esmola pra dois

pobres.gifExistem blogs muito populares que trazem um retorno marginal em publicidade. A verdade nua e crua que esses blogueiros estão descobrindo é que um show de pagode a R$1,00 reunindo 10.000 pessoas na Apoteose rende menos que uma apresentação do Fantasma da Ópera no Municipal, para 1.000 pessoas, a R$150,00 por cabeça.

Aqui em meu pequeno império também acontece isso. O CarlosCardoso.com, com sua política zoneada, tem o dobro e ás às vezes o triplo dos visitantes do Contraditorium, mas em termos de rendimento, este blog gera duas a três vezes mais receita. Pelo visto leitores interessados em dissertações longas e opinativas cliquem mais nos anúncios, ou talvez o texto seja tão chato que cliquem em qualquer coisa para sair do site.

De ambas as formas, ganho mais cliques.

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Pogrom no IM

birds.jpg

Os anos passam e os Instant Messengers vão se acumulando. No princípio era o ICQ, depois a coisa degringolou. Hoje temos MSN, AIM, Yahoo, gTalk, Skype e até o Jabber. Fora os menores.

Meus contatos sofreram uma pequena diáspora, mas ainda se concentram no MSN. Os contatos do ICQ são em sua maioria gente que não entra faz tempo. O Yahoo é mantido por causa de dois contatos, que mal ou bem existem em outros IMs. O gTalk tem uma meia-dúzia de quatro ou cinco, mas é completamente subutilizado.

Chega. Ou dá ou desce, como disse o Bispo Macedo. Isso consome memória e disco, no caso do PC, onde fico com vários clientes abertos (ou rodo o Trillian e abro mão de funcionalidades) ou consome preciosos recursos, quando uso no PocketPC. E consome meu tempo.

Por mais que eu tenha multitarefa, espaço de sobra no cartão de memória, centenas de MHz no processador, carregar as listas de quatro serviços de IM não é moleza. Se uso via GPRS então, babau. Não há PDA que agüente.

No Symbian, com o Nokia 6600, a coisa piora. Uma eternidade para ele baixar a enorme lista de contatos (afinal baixa também os offline)

Assim, tomei uma decisão: Vou promover um pogrom em meus messengers, com as seguintes providências:

Erradicação do gTalk, Yahoo e ICQ do desktop.

Em dias normais usarei somente o MSN e o Skype. Em dias ecumênicos abrirei o Meebo estando disponível no ICQ e gTalk também, em honra aos velhos tempos.

Eliminarei todos os contatos do ICQ e do MSN que não tenham aparecido online nos últimos 15 dias ou que eu não tenha uma lembrança vívida de quem sejam. Eu sou acessível por email, homepage, Google, então, como disse o PG, quem quiser falar comigo consegue.

Espero com isso voltar a ter uma lista manejável, e que o Instant Messenger se torne novamente uma ferramenta útil, não um “arquivo de gente que conheci”, como é pra muita gente.

Em empresas a coisa mais irritante é conversar com alguém e ver que o MSN da pessoa não pára de piscar. É virtualmente impossível trabalhar assim, então empresas acabam pagando para pessoas baterem papo. Por isso muitas estão bloqueando os Instant Messengers, ou usando soluções restritas a servidores internos.

Não precisa ser assim. Em meu antigo emprego nós liberávamos seletivamente o acesso a MSN, dependendo do grau de responsabilidade da pessoa. É a melhor forma de agir, e vale para pilotar aviões, arrancar dentes, fazer neurocirurgias e utilizar Messengers.

Eu recomendo uma limpeza dessas para qualquer um. Afinal, mais do que o tempo de seu patrão, você está desperdiçando o seu próprio.


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