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Ainda não é hora de matar o seu designer

17/09/2006 - 3:31 pm  -  10 comentários


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Um dilema interessante para quem vive internet profissionalmente é que embora você deva estar em dia com as últimas tendências, de modo algum você pode aplicá-las indiscriminadamente.

As transições são em geral lentas, mesmo mudanças indiscutivelmente benéficas como a migração do VHS para o DVD não sáo unânimes nem instantâneas, conheço alguns cidadãos que ainda não possuem DVD. São luditas, eu sei, mas ainda assim, qualquer conteúdo lançado em DVD não os atingirá.

Na Internet durante um tempo foi comum sites pedirem toneladas de plugins, e como não havia nenhum dominante, cada grupo de sites utilizava um plugin diferente, para fazer a mesma coisa. Quem tinha o sistema operacional errado, ou não dispunha de banda suficiente para baixar o plugin, não acessava. Durante mais de um mês o site do Unikey, na época meu provedor/BBS ficou inacessível aos usuários do Netscape, funcionava apenas no Internet Explorer, que era um total e completo horror, com menos de 5% do mercado.

Motivo? O webmaster usava Internet Explorer, e para ele era o padrão, quem quisesse acessar, que o utilizasse.

A tentação de usar novas e excitantes tecnologias é compreensível, mas elas valem a pena se alienam a maior parte de seus usuários?

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Como destruir sua imagem em 1/232 de segundo

15/09/2006 - 3:45 am  -  12 comentários


Dizem que a primeira impressão é a que fica. É verdade. Você pode até achar mais complexidade por baixo dela, mas dificilmente será errada. Isso se aplica a seus textos. Na Internet, então, quando 80% dos visitantes costumam ser recém-chegados, é muito perigoso perder a linha, mudar o estilo ou simplesmente vacilar, por um segundo que seja, pois isso pode espantar seus leitores para sempre.

Nós, humanos, julgamos de forma rápida e impiedosa. Pergunte a qualquer mulher que depois de um jantar excelente, seu cavalheiro solta, sem-querer, um leve arroto. Babou, perdeu, playboy. Todo o esforço dos dias anteriores, todo o teatro de levá-la a um recital, escolher vinho, etc, foi por água abaixo.

Esses julgamentos podem ser corretos ou injustos, mas por segurança prefiro achar que são corretos. Um bom exemplo é o texto sobre “O que o Internauta Quer“, escrito por Raúl Candeloro e reblogado no Business Opportunities Brasil. O texto vai bem, até um momento em que o autor, aparentemente especialista em internet, comete um deslize, dizendo:

Hoje ninguém mais se posiciona como o maior catálogo de endereços do mundo – simplesmente porque ninguém quer chegar no Cadê, digitar ‘vendas’ ou ‘marketing’ e aparecerem 536 registros. Possivelmente os 20 primeiros serão analisados, o resto vai para o lixo.

Alerta vermelho, parem as máquinas. Onde esse cara se enfiou, debaixo de que pedra ele esteve nos últimos… 10 anos? Cadê? CADÊ?

Toda minha experiência de Internet me faz pensar: “Esse cara é um teorista, não vive a Internet. Não depois da invenção do modem V90″.

O resto das dicas é até interessante, mas são lidas com um pé atrás. O texto foi envenenado por uma palavra.

Assim, cuidado com o que escreve, não tente forçar familiaridade, é melhor confessar no início sua posição de leigo esforçado, a posar de especialista, escorregar e fazer papel de bobo diante de seu público. Do mesmo jeito que ninguém leva a sério um especialista em Internet que cita o Cadê como exemplo em 2006, o mesmo pode acontecer com n outros temas.

PS: Só para você não ficar com remorsos por não levar o Raúl a sério, mais adiante no texto ele dá a prova definitiva de que realmente, bem… leia por si mesmo:

Se quiser ter excelentes exemplos de diagramação, visite as homepages do UOL e Terra.


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A Stalinização da Internet – ou: Cardoso deu na Wikipedia

14/09/2006 - 10:51 pm  -  46 comentários


stalin.jpgUm espectro ronda a Internet, é o espectro do coletivismo. Esse leviatã, composto por milhares e milhares de egos dita suas próprias regras, vive segundo suas próprias leis e é o fim do indivíduo como o conhecemos.

Os projetos comunitários, como a Wikipedia e os projetos Open Source estão deixando de ser excelentes ferramentas de socialização para virarem clubes fechados, não só refratários a críticas mas ativos em tentar destruir tudo e todos que se manifestam em termos menos que ufanistas em relação a eles.

Não é mais sequer permitido você dizer que não gosta de algo, os projetos comunitários criaram uma estratégia de rejeição de críticas que seria cômica, se não trágica.

Recentemente meu artigo onde demonstro a falta de conteúdo da Wikipédia em português foi invadido por um bando de wikiotas que decidiram que a melhor forma de refutar meus argumentos era atacar minha pessoa.

Agora um desses wikiotas se deu ao trabalho de criar uma entrada na Wikipédia com o nome de Contraditorium, somente para atacar este blog e principalmente, minha pessoa. Quer saber? EU ADOREI. Eu sou fã da Luciana Vendramini, mas nem por isso venci a preguiça e escrevi uma entrada sobre ela. Para o sujeito se dar ao trabalho, deve realmente se importar comigo.

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Temporada de Caça a Candidatos Spammers

14/09/2006 - 3:11 pm  -  15 comentários


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Um espectro ronda a Internet, o espectro do Spam Eleitoral. É hora de todos os poderes da Rede se unirem, em prol do bem comum, do contrário nossas caixas-postais e blogs se tornarão um reflexo das ruas, onde candidatos poluem todos os espaços, com seus santinhos, panfletos e outdoors com sorrisos falsos, rugas e culpa extirpados via Photoshop. Chega! Como dizem os gringos, The Buck Stops Here.

Este artigo traz uma lista, que infelizmente crescerá, de candidatos spammers. Conclamo todos os leitores, visitantes e até os bots do Google a NÃO votarem nesses candidatos. Mais ainda, ofereço o exemplo: Não votem, e enviem um email explicando o motivo. Spammers são spammers e em qualquer lugar do mundo só entendem duas coisas: a Força da Lei ou a Lei da Força. Usemos a segunda. Negue seu voto.

Em nosso catálogo de spammers:

  1. Paulo Renato – PSDB – SP
  2. Arnaldo Madeira – PSDB – SP
  3. Sergio Werner – PSDB – RJ
  4. Ronaldo Cesar Coelho
  5. Alexandre Bacchi
  6. Tiago Andrino
  7. Mozart Coelho
  8. Alfredo Kaefer
  9. Antonio Carlos
  10. Tati Teixeira

Agradeço aos que colaboraram, como o Lucas, o primo J e o Marcus.

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The Ubuntu Plan – Freakonomics Style

12/09/2006 - 12:01 am  -  7 comentários


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A maioria dos fãs não liga para esses detalhes, então não se preocupam de onde vem o dinheiro para adesivos, CDs gratuitos, equipes de marketing e desenvolvimento em diversos países e tudo mais que faz o Ubuntu ser o sucesso que é hoje.
Bem, há um plano ali. Ninguém joga dinheiro fora, e Mark Shuttleworth, o milionário sul-africano que está investindo milhões de dólares no Ubuntu está, bem… investindo. Ele tem um plano, e se for o que eu suspeito será a maior jogada da História da TI mundial. Claro, a maioria dos fanboys acha que os CDs aparecem por mágica, e que todo mundo da Canonical trabalha de graça, enchendo a barriga de idealismo.

O mundo é um pouquinho mais complicado que isso, mas Mark Shuttleworth está ciente do que deve ser feito.

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Golpe! O Super Trunfo dos Políticos Brasileiro

11/09/2006 - 11:00 pm  -  Nenhum comentário


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Essa eu vi no BoingBoing, é Brasil nas cabeças! Um daqueles momentos em que fico me roendo de inveja. A idéia? Simples: O bom e velho Super Trunfo, jogo da Grow muito popular nos anos 80, só que ao invés de navios, aviões de guerra ou carros de Fórmula 1, esta edição traz… Políticos Brasileiros.

São 32 cartas (marcadas) com os melhores exemplares de nossa fauna brasiliana. Foi feita uma bela pesquisa para reunir as estatísticas de cada um, como maior cargo alcançado, tamanho do partido e (não sei como mediram isso) astúcia. Segundo as regras, há até um Super Trunfo, chamado no caso de… GOLPE! Uma imagem de uma bomba em uma carta dá direito de aplicar um Golpe de Estado e vencer todos os outros jogadores. Qualquer semelhança com nuestra republiqueta é mera coincidência.

O jogo está disponível para download, e licenciado como Creative Commons, então pode roubar à vontade. Nada mais justo, em se tratando de um jogo sobre política. O site oficial, com as instruções de jogo e o link para download pode ser achado clicando neste link.

Mas lembre-se, esse é um jogo de ficção, na vida real políticos jamais se comportam de forma autoritária, antiética ou questionável!


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Webstandards e SEO: Se o Google não liga, eu que não vou me preocupar

11/09/2006 - 12:01 am  -  19 comentários


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Os designers e webmasters de uns tempos para cá adicionaram uma nova buzzword em seu vocabulário, os tais webstandards, só que ao invés de apenas promover o bom uso de padrões, resolveram seguir um discurso apocalíptico prevendo uma morte horrível a todos que não os sigam de forma religiosa.

O problema é que a realidade do mundo real (redundância proposital) não concorda com suas previsões. Claro, eles não se dão por vencidos, outro dia o Henrique surtou e resolveu ensinar o Google a fazer homepage. Quando escrevi sobre a importância maior do conteúdo em relação ao design, fui apedrejado. Mesmo mostrando exemplos CLAROS de sites que eram o número 1 absoluto em suas áreas de atuação. Os designers insistiam que seguindo boas regras de webstandards, SEO, etc, o site conseguiria uma posição melhor.

Não sei qual posição melhor que a número 1, e isso eles não explicaram. Como também não explicam qual o ganho que eu teria se perdesse dias alterando meu conteúdo e meus scripts para tornar o Contraditorium 100% compliant com os tais Mandamentos Webstandards.

Desculpe, gente, mas eu não gasto meu tempo com isso. Vejam um exemplo: Se você for no http://www.google.com.br e procurar por “desbloqueando celular” a primeira, primeira, primeira página retornada é esta aqui… minha.

O que eu ganho se reformulá-la? Segundo o Henrique, até o atributo style usado pelo Zoundry é maligno. Segundo ele, o Style é “resquício do cãncer de um passado sem padrões”. Não devo usá-lo? Bem, o artigo onde falo sobre esse excelente editor para blogs está listado na busca do Google em 4o lugar nas buscas por “Zoundry“. Mesmo estando cheio de tags “malditas”. O primeiro lugar, um post do Idéias ao Vento. Com um link para o Contraditorium.

Desculpem-me os puristas e zelotes, mas a melhor técnica de SEO que conheço é produzir conteúdo de qualidade. O resto é firula. Quod Est Demonstratum, não por mim, mas pelo Google. Reclamações com o Larry e o Sergey.


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Blogueiro que é blogueiro bloga até sem computador

10/09/2006 - 12:01 am  -  8 comentários


balzac.gifBalzac, que escrevia muito melhor que o senhor, o fazia à luz de velas”

Essa, reza a lenda, foi a resposta do prefeito de Bogotá quando Gabriel Garcia Marquez reclamou dos apagões constantes interferindo com sua máquina de escrever elétrica*.

O prefeito estava certo. O ato de escrever depende muito menos de como se escreve do que de quem escreve. Pouco importa se o autor utiliza cadernos manuscritos, máquinas elétricas ou o IBM Via Voice ditando diretamente para o computador.

A tecnologia não afeta o produto final, e sim o processo, e nesse momento ela pode, realmente, fazer diferença.

Como já contei, estou sem computador, usando quase sempre só o PocketPC para escrever meus artigos, gerenciar emails, etc. É complicado em alguns pontos, mas é uma opção viável, embora tenha alterado substancialmente minha forma de trabalhar.

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