Não gosta de paraquedistas? Visitante-bomba é bem pior
Tenho notado um grande preconceito em vários blogs contra os visitantes que chegam via Google. Alguns blogueiros chegam a omitir palavras-chave e não comentar assuntos da moda por medo desses visitantes. Outros literalmente reclamam quando são bem indexados por acaso.
Estudando minhas estatísticas, cheguei a uma conclusão surpreendente: O visitante paraquedista não é nocivo. Ruim é o visitante-bomba.
Explico: O paraquedista do Google chega procurando por algo. Se você abordou o tema, mesmo que não da forma que o visitante esperava, há boas chances de seu artigo ser lido. Eu ganhei vários leitores com a categoria “fenomenologia”, quando o Google resolveu indexá-la alto. 100% desses leitores não queria a minha fenomenologia, mas pararam, leram o texto, e alguns ficaram.
No MeioBit fiz um artigo sobre a tecnologia de controle anticolisão usada em aviões. Muita gente caiu de pára-quedas atrás de informações (e fotos, bah!) sobre o acidente da Gol, e ficou. O artigo é o recordista de comentários, só perdendo para os do Orkut, não que eu considere visitante pedindo convite de Orkut como gente.
As visitas do Google, se não encontram um post-armadilha descarado, tendem a render leitores.
O Leitor-Bomba
Existe outra categoria de leitor que é lançado sobre seu site, com consequências não tão boas. Fiz experiências postando links em sites agregadores de notícias, como o Fark e o Digg (não esses especificamente) e o que acontece: O leitor desses sites quer muita informação, para consumo rápido. Ele não quer ler um artigo de 1500 palavras, ele quer ler uma manchete engraçadinha, eventualmente clicar no artigo, ler mais um pouco de informação e voltar para o site agregador, para ler o resto das notícias.
Esse tipo de leitor não está interessado em adicionar mais um blog em sua coleção, na maioria das vezes ele sequer deixará um comentário. No final você gasta seu Latim, seu tempo e sua banda para satisfazer um leitor que nunca mais vai voltar. É a versão digital do one night stand, mas quem se F#$&*&#$ é você.
Economicamente também não é uma boa. Nas experiências que fiz tive picos de 4000 visitas em um único post, sendo que o ponteiro do AdSense sequer se moveu. Sério, nenhum clique. Nem por acidente. Estatisticamente algo deveria acontecer, mas nada. Mortinho. Me lembrou uma certa noite em _________ mas no caso do AdSense não deu pra culpar a comida do _________. (deixo aos desocupados a tarefa de preencher as lacunas)
Depois dessa experiência vocês não verão aqui links para sites agregadores. Esse tipo de link funciona para sites como o MeioBit, que tem alta rotatividade de notícias curtas, mas não funciona para meus sites, baseados em conteúdo mais complexo e pessoal.
Então, meu conselho: Trate bem os visitantes do Google, não tenha medo de falar de assuntos da moda. Se você for interessante, o visitante vai ficar. Ninguém que liga para a Luciana Vendramini desliga com um “desculpe, for engano” se a Juliana Paes atender.
Quanto aos agregadores, cuidado. Você pode ser invadido por uma horda para descobrir que não ganhou nenhum leitor, detonou seu servidor e no final comeram a sua banda. Com duplo-sentido.
Sobre o Post
Este post foi escrito em 28/11/2006 às 5:43 amEstá arquivado na(s) categoria(s) ProBlogger.
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Veja a reação da blogosfera

















Excelente post. O engraçado é que eu conheci o Blog do Cardoso exatamente dessa forma (buscando assuntos que levaram ao “Jesus não moleu na Cluz”).
Li diversos e me identifiquei com um bocado dos assuntos (sou tipo trekker tb e, pelo visto, temos gostos parecidos).
Além dos assuntos que realmente me interessam, tanto do Cardoso como do Contraditorium, há o fato da navegabilidade e velocidade para carregar os sites que é uma ajuda considerável na decisão de voltar.
Grande trabalho e parabéns pelos blogs.
P.S. Vou dar (opa!) uma olhada no meiobit e conhecer melhor.
Abraço
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Nunca devemos deixar de lado os leitores vindos do Google… De repente, podem virar leitores assíduos de seu blog, assinar os feeds, etc…
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Em minha defesa eu digo que meu servidor atual não suporta indexações de assuntos da moda. Mas isso há de mudar! :)
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falando em Vendramini, ontem no supermercado me deparei com a capa de uma revista que o Rei está comendo ela… voce soube disso Cardoso? :p
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O modo como o contraditorium aborda as notícias é ótimo, por essas que a galera fica!
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Cesar, não só o contraditorium, mas o carloscardoso também… Cheguei até eles por vários lugares, quase que simultanemanete (foi numa época, quase que numa mesma semana). Pelo site da Bia, pelos grupos de discussão e coincidentemente pelo Google (foi a terceira e última das 3 formas que cheguei aqui). Hoje em dia visito regularmente (preciso instalar o programa e organizar meus feeds no computador e no Pocket, hehehe). Adoro os assuntos, as abordagens e até (senão o que costuma ser mais odiado) o jeito do Cardoso escrever, hehehe. =)
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Cardoso,
eu cheguei ao Contraditorium via Google também, procurando por “Cesar Maia”, e acabei agregando este blog, o Cardoso e o Meio Bit ao meu RSS Reader…
Na verdade, muito dos blogs que leio hoje cheguei via Google.
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Estou ficando bom nisso, parece que acertei em cheio na história do Google.
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Pois é, Cardoso, concordo com você.
Eu até escrevi um artigo falando que o maior desafio de um blogueiro é transformar aquele paraquedista em leitor, e nisso, convenhamos, vc está fera!
Eu nem lembro como que diabos vim parar aqui… Mas tô aqui até hoje.
Parabéns, mais uma vez!
P.S. Só uma dúvida cruel (hehehe)… Quando você fala:
Me diz aí: Qual foi o nome do Motel?!?!
Abraço, meu velho!
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Bom, eu cheguei aqui através do tutorial sobre o BitTorrent, em março ou abril, e tô aqui até hoje…
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É Cardoso, o que diferencia o Contraditorium de outros blogs é o conteúdo. Posts-armardilha quando sem conteúdo relevante, frustram não somente os paraquedistas do Google como também os leitores via feeds e isso vc não é besta de fazer.
Há quem se ache o máximo, por ter milhares de visitas em um único dia. Mas com “Visit Length” médio de 5 seg.
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Hilder, esse tipo de informação você só vai ter lendo minha autobiografia ou a carta que mandei pro Fórum da EleEla. O que sair primeiro.
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Concordo em gênero, etc. Mais de 30% das minhas visitas vem do google e os assinantes do feed têm aumentado proporcionalmente. E estou removendo os visitantes bomba, monitoro um link que coloquei em um site nada a ver com meu conteúdo e as visitas não duram nem 5 s.
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Vou clicar em um anúncio, só porque você disse que os “bombas” não clicaram. rs brincadeira.
Eu acho que voce tem razão.
Abraços e cada vez mais sucesso!
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Recentemente descobri a força que o google tem. Escrevi a algum tempo uma série de posts sobre uma câmera fotográfica muito conhecida e que é vendida durante os comerciais de programas de grande apelo comercial na TV. O número de pessoas que chegam nesses posts através do google é algo fenomenal. A coisa ficou tão grande que quando você procura pela citada câmera fotográfica no google o meu post aparece antes da página oficial do equipamento, hehe.
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[...] Não gosta de paraquedistas? Visitante-bomba é bem pior Ele tem razão, usuários vindos do Google, tendem a ser melhores que os que vêm via sites de social networking, mas o ideal é ter os dois (tags: Blogging ProBlogger) [...]
Cardoso, muito bom artigo, visitantes bomba são realmente muito piores que os visitantes que chegam pelo google, pois estes estão procurando algo que você possivelmente comentou em seu artigo, então a possibilidade destes retornarem e se tornarem visitantes fiéis é muito maior.
Abraços
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Estou fazendo um tipo de experiência, que nada tem de rigor científico, e começou ontem… Mas percebi que quase todos os cliques em anúncios (estou falando do adsense) que tive vieram de pessoas chegando de mecanismos de busca. A maior taxa de conversão fica com o MSN… Lembre-se, comecei ontem (= não tenho dados suficientes) e não há rigor científico (=falei isso só pra ficar mais interessante).
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Cheguei aqui por meio de indicações mesmo. rss
Gostei do seu post e de sua explanação sobre o leitor bomba e o leitor “google”. Porem isso era mais do que óbvio. O leitor que vem do Google é um leitor novo e o leitor que assina seus feeds é um leitor que exige mais quando você posta (ou não) um assunto não tão importante ao gosto dele.
Enfim, não dá para saber quem é quem.
E o pior, o adsense não agradece ;D
Mas você não tem motivos para reclamar, não é?
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Tambem cheguei aqui caindo, mas não como uma bomba. To aqui ate hoje e gosto muito mesmo é da ausencia de frescuras.
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[...] Dizem por aí que quem clica nos anúncios do Google são os paraquedistas. Segundo a Wikipedia, os paraquedistas são profissionais especializados em realizar saltos de grandes altitudes sem sofrer danos corporais. Os paraquedistas são pessoas que vivem nas nuvens, literalmente. Como que eles podem clicar nos seus anúncios de lá? [...]
Olá Cardoso,
Aqui a fila anda rápido!
Sobre Assuntos da Moda e Cliques em Adsense:
“Leitores fiéis geralmente são autores de blogs e, por conhecerem o sistema, dificilmente ou jamais clicarão em um link patrocinado. Porém, postar “assuntos da moda”, depende do foco de cada autor.”
Sobre os visitantes paraquedistas:
“A minha sugestão é a criação de blogs diferentes, para poder escrever distintamente para públicos diferentes, neste caso, os fiéis e os “pára-quedistas” (que particularmente acho pejorativo chamá-los assim. Lembre-se que muita gente que chega por acaso, acaba ficando).”
Textos retirados deste
artigo.
Abraços e Sucesso!
Gino Netto
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[...] Cardoso em Não gosta de paraquedistas? Visitante-bomba é bem pior: “Estudando minhas estatísticas, cheguei a uma conclusão surpreendente: O visitante paraquedista não é nocivo. Ruim é o visitante-bomba. Explico: O paraquedista do Google chega procurando por algo. Se você abordou o tema, mesmo que não da forma que o visitante esperava, há boas chances de seu artigo ser lido. [...]
[...] Porque então os ditos profissionais bloggers focam tanto neles próprios? A resposta é simples: dinheiro. Quem clica nos anúncios, sustentando o editor de um blog, todos sabemos são os visitantes pára-quedas. Estes visitantes se originam de uma ferramenta de busca como o google em busca de um assunto. Assim eles aterrisam no blog lêem alguma coisa e logo saem clicando em algum link que os chama atenção (um anúncio do adsense ou link do buscapé). Só que para um blog ter um número suficiente de visitantes desse tipo, ele precisa ser bem rankeado, e para ser bem rankeado ele deve ser linkado por outros bloggers. Daí é que vem a recorrência ao assunto “blog”. Os editores são atraídos a posts desse tipo, pois se interessam por isso, e uma ligação (link href em potencial) acaba ocorrendo entre o editor e os leitores/bloggers. [...]
Realmente há uma distinção tremenda em ambos os casos, mas o bom que quando o para-quedas se fecha (na maioria dos casos) a pessoa já está no chão. Assim tem mais chances de ficar, realmente.
Então, to ficando por aqui blz? :D
Prefiro conteúdo a informação ligeira.
abraços
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[...] não espero nada dele que não sejam visitantes-bomba, como foram chamados no Contraditorium. Compartilhe este artigo: These icons link to social bookmarking sites where readers can share [...]
[...] de deixar aqui o meu abraço a todos os visitantes paraquedistas. Vocês, com seus argumentos de busca exóticos, diariamente caem aqui por engano e fazem da minha [...]