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Dilema ético ou pura frescura?

17/11/2006 - 5:30 am  -  29 comentários


Quando ajudei o Cobra a montar o Frank Sinatra Brasil sabia que ele era fã absoluto, e cuidaria do blog, aproveitando o empurrão dos mil e poucos posts gerados pelo meu script, para em seguida colocar mais informações, catar vídeos no YouTube, etc.

Só que como você agiria se a situação não fosse tão eticamente clara?

Digamos que você tenha a possibilidade de gerar um ou dois blogs, com milhares de posts, que serão úteis para os visitantes, mas são assuntos que não te interessam minimamente, sequer contam com sua simpatia. Imagine que você pode, por exemplo, fazer um blog que atrairá milhares de fãs do RBD. Não serão enganados, ficarão satisfeitos com o conteúdo encontrado, e você nunca mais passará pelo blog exceto para limpar os spams nos comentários.

É válido fazer um blog assim, levando-se em conta que ele dará um bom dinheiro?

Qual o compromisso ético pessoal de um blogueiro nesse caso? O quanto você fica confortável em abrir mão por um momento da máxima de blogar por prazer (mesmo que do ponto de vista da Bruna Surfistinha) e produzir um blog completamente alienígena? Fazendo uma analogia, equivale a dar carona para seu cunhado chato, e em troca ele enche seu tanque.

Indo mais além, sequer um dilema ético aqui ou eu estou levando essa coisa de blog muito a sério?



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Eu não sou o Mr Manson

15/11/2006 - 1:58 pm  -  5 comentários


Tenho recebido muitos comentários me comparando ao Mr Manson, alguns sugerem que eu me torne uma espécie de Mr Manson profissional, criando mais hoaxes, fazendo mais leitores de patos, etc.

Ao que me consta ele ainda está vivo. A menos que eu esteja desatualizado, ele tenha morrido em um terrível e constrangedor acidente envolvendo anões besuntados, um martelete elétrico e um urso amestrado, e ironicamente realizado o desejo dos leitores que todo mês colocam seu nome como indicado para o Bolão Pé-na-Cova.

Então, não há necessidade de dois Mansons. Não somos uma família. Se fôssemos faríamos reuniões frequentes, e festas, até com coelhinhas da Playboy.

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O RSS vai matar o irrelevante?

15/11/2006 - 1:19 pm  -  2 comentários


O RSS pode ser visto como o iTunes da Internet. Ao invés de “comprar” um site inteiro, o usuário baixa apenas o que realmente interessa, como no iTunes, ao escolher músicas individuais, fugindo do modelo tradicional de comprar um CD com 8 porcarias e duas músicas boas.

Só que com isso, temos um problema: Os sites não podem produzir muito conteúdo irrelevante, pois o leitor simplesmente não irá acessá-lo. Uma coisa é você já estar no site, ver uma notícia mais ou menos e clicar, outra é estar lendo sua lista de feeds e dar de cara com a mesma notícia. No máximo vai praquele enorme buraco negro que se chama “depois eu vejo”.

A notícia ruim? Conteúdo relevante, de qualidade, é caro de produzir. Estagiários (eu espero!) para publicar hoaxes absurdamente falsos como se fosse verdade, é fácil de arrumar. Gente que sente a bunda e produza cinco, dez artigos interessantes em um dia? Não tem. Quando se encontra, custa caro. E ninguém quer pagar por um bom redator.

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Review Me: Este post é tão positivo que parece matéria paga

14/11/2006 - 2:58 am  -  22 comentários


Algum tempo atrás eu comentei sobre a pior idéia de todos os tempos, um site que pagava para que você postasse artigos positivos sobre um determinado produto. O “pay-per-post” era maligno desde o nascimento. Agora surgiu um outro, com uma proposta inicialmente semelhante, mas uma rápida olhada já mostra as diferenças:

O Review Me é especializado em resenhas, avaliações. Eles pagam uma comissão por post, independente da sua avalização do produto. A ética do site está explícita na FAQ:

“Nós exigimos que as resenhas tenham pelo menos 200 palavras, e que o post com a resenha seja destacado como sendo patrocinado, de alguma forma”

Mais adiante, na parte relativa aos anunciantes, é explicitado que um anunciante não pode exigir uma resenha positiva.

Qual o apelo desse tipo de serviço?

Simples: Os grandes blogs costumam trabalhar com uma pequena rede de “fornecedores”, e milhares de outros fabricantes querendo penetrar (epa!) nessa rede. Convenhamos, quem tem tempo para resenhar a 24a rede de relacionamentos orkut-like da semana? Com o Review Me, os investidores desses produtos colocam a cara à tapa, pagando em troca do tempo do blogueiro.

É uma aposta. Muitas resenhas significam um bom posicionamento no Google, mas muitas resenhas ruins podem (e irão) prejudicar o produto. Se o sujeito tem um bom site, irá se beneficiar. Se for um “Enlarge your Penis”, vai ganhar uma resenha horrorosa. Ou pior ainda: NÃO vai ser resenhado.

Nada obriga o blogueiro a fazer uma resenha. Se ele não gosta do site, pode simplesmente ignorar. Em um mundo ideal você ganhará dinheiro escrevendo sobre sites que recomendaria de qualquer jeito.

O pagamento é bem interessante. MESMO. Você recebe 50% do preço de uma resenha. Esse valor vai depender do seu blog. O Contraditorium por exemplo custa US$60. Dos quais eu recebo US$30,00. Via PayPal ou via cheque. Outros blogs podem valer mais, outros podem valer menos. O máximo são US$200, segundo o material de divulgação.

Não é necessário que a resenha seja em inglês. A língua natal do blog é a ideal.

Eu acho que esse programa tem tudo para dar certo. Imagino que vão enfrentar uma leva de “espertos”, mas com o tempo os blogs sérios irão prevalecer.

Para os blogueiros preocupados com o impacto em sua credibilidade, não se preocupem. Continuem fazendo suas resenhas como sempre fizeram. Seus leitores são inteligentes o bastante para perceber quando você está falando a verdade. Acima de tudo, não altere sua rotina. Considere o Reiew Me como um incentivo para escrever mais, não para trocar seus posts normais por posts com resenhas.

Mais informações, inscrições, etc, no site do programa.

E sim, esta resenha me valeu US$30,00. O Review Me está com uma promoção onde você resenha o serviço e ganha um trocado.

Ultima forma: Lembre-se sempre de colocar algo assim no começo de sua resenha:

PUBLICIDADE: Esta resenha foi sugerida e patrocinada pelo programa REVIEW ME

 

 

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Lição de humildade para blogueiros arrogantes (e burros)

13/11/2006 - 10:43 pm  -  6 comentários


O que é a modéstia senão uma humildade hipócrita,
através da qual um homem pede perdão por ter as qualidades
e os méritos que os outros não têm?

– Schopenhauer –

 

Os arrogantes e inteligentes não precisam, pois sabem seus limites. O resto de nós precisa desses “reality checks” de vez em quando.

Quando você começa a ouvir (e falar muito) na “Blogosfera brasileira”, quando blogs começam a ser discutidos como se ao invés de um computador o blogueiro se comunicasse com o leitor com um arbusto em chamas, quando seus posts começam a ter epígrafes, quando você começa a citar a si mesmo, é hora de descer do pedestal.

A questão central, em minha opinião, conforme citação minha  neste artigo do Mediablog, é que:

“(…) Necesitamos tener consciencia de que no sólo grandes poderes traen grandes responsabilidades. Pequeños poderes también.”

Um blog é, antes de tudo, um pequeno poder. Sim, Virginia, nossas responsabilidades são grandes mas nós somos insignificantes. Os blogs não vão mudar o mundo enquanto o mundo não tomar conhecimento de sua existência. Hoje ainda dependemos da mídia tradicional, uma menção no Fantástico vale mais que qualquer primeira página do Google. parafraseando o Grande Líder, “Blogs são marginais. Pouca gente lê, pouca gente respeita“.

Escrever para um blog nem de longe é tão significativo para o grande público quanto escrever um livro. Um podcast não traz 10% do status de ter um programa de rádio. mesmo que o livro e o programa atinjam menos de 10% da audiência do blog e do podcast.

Isso quer dizer que o blog não vale à pena, que devemos abandonar tudo e procurar um espaço na mídia “de verdade?”

Por Xenu, claro que não! Só precisamos entender que blog é uma mídia recém-nascida, ainda não compreendida no Brasil, e que nossa penetração é mínima. Ainda falamos mais para nós mesmos do que para qualquer outro.

Para que eles se tornem acessíveis E respeitados, precisamos dessa consciência. Não somos profetas, não somos donos da verdade, e nossa mídia não é melhor nem pior do que qualquer outra. No máximo ela é diferente.

Se você está em um surto messiânico, se achando o Rei da Blogosfera, a melhor técnica para voltar ao chão é ver como o Brasil ainda é pequeno. Entre na página de estatísticas do BoingBoing, veja o que é um blog de verdade, em termos de visitas, banda, hits.

Melhor agora? Entendeu que somos uma titica de galinha choca etíope subnutrida comparados com um blog DE VERDADE? Comigo funciona…

Agora que você não se acha mais a reencarnação do filho secreto de jesus com buda, alterado cirurgicamente para se parecer com Donald Trump e criado por maomé, volte ao trabalho e invista no seu blog, com menos vapor e mais informação. O problema é se ACHAR grande. Ser pequeno não faz mal. O Boingboing já teve UM visitante. Seu plano só dará certo se você aceitar que precisa começar do zero.



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Rapidinhas

11/11/2006 - 3:38 am  -  14 comentários


Experimentando um formato diferente. Comentando vários temas diferentes, sem me alongar muito:

Blogs e Pedestal

No Impermanentes é feita a afirmação: “Um blog não deve ser feito com objetivos financeiros, acho q isso perde um pouco da ideia de blog“. Eu entendo isso como uma visão romântica, até ingênua. Blogs não são diferentes de um telejornal, um filme, um programa de rádio, uma revista ou um livrinho de cordel. Não há nada que faça o blog melhor, mais nobre que essas outras mídias. Achar que ganhar dinheiro blogando vai contra “a idéia do blog” é torná-lo algo de especial. E não é.

Da mesma forma, achar que ganhar dinheiro com algo torna o ato menos nobre é um clássico fruto da cultura católica, onde aprendemos que “lucro é pecado”. Aos que consideram blogar pensando em dinheiro algo indigno, pois eles estão dispostos a blogar por puro prazer, pergunto: Pescadores amadores vão para as colônias de pesca apontar dedos para pescadores profissionais, dizendo que estão se afastando da “verdadeira” pescaria?

 

Feeds Parciais vs Feeds Completos

Fui um dos primeiros a defender feeds completos. A argumentação me convenceu. A experiência comprovou que é o caminho correto. Agora surgiu a terceira via. Querem feeds só com os títulos para facilitar a vida dos 0,00003% que usam dispositivos móveis. Aqui não. Eu uso dispositivos móveis e sei configurar tanto o Symbian quanto o PocketPC para pegarem somente os títulos. Criar um terceiro feed geraria alguns problemas:

1 – se o usuário se interessar terá que acessar o site completo para pegar a notícia. Foi-se a economia do feed só de título

2 – mais um feed significa tempo, manutenção e customização. Não tenho mão-de-obra sobrando ou uma legião de voluntários

3 – você julga um post pelo título? Como autor terei que dedicar 40% do tempo pensando no título, ao invés de produzir a matéria, se tudo que o usuário terá para basear a decisão de lê-la é um título. Eu gosto dos meus, mas nem sempre estou inspirado.

4 – oferecer mais feeds só vai confundir o usuário novato, ainda mais agora que com o Internet Explorer 7 o RSS vai estourar. Não quero correr o risco de um novato assinar o feed errado e sair reclamando que eu só disponibilizo os títulos.

 

O Kibe Não Compensa

Mr Manson foi o último a dar (epa!) a notícia, mas o fez com gusto: o Ig foi condenado a pagar R$20K pro Odisseu Kapyn, por plágio descarado safado e desqualificado. Bem feito. Todo mundo que cria material original passa por isso. Algum mané copia o artigo, enfia o próprio nome e parasita o seu trabalho. Quando o ladrão é alguém com muita visitação, fica pior ainda provar o plágio. Com essa ação pelo menos sabemos que “dá” pra levar esses parasitas para o pau.

O que os kibes da vida não entendem (aguardem longo artigo sobre o tema) é que fazer humor não é difícil, se você tem a equipe correta. Vão para um bar, com vários bloquinhos, em duas horas conseguirão material para vários dias. Não dá é querer manter um site de humor com um modelo de escritório de contabilidade, cheio de regras e funcionando de 9 às 6.



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Quando o assunto é dinheiro, eu me lixo pros comentários

08/11/2006 - 12:05 pm  -  23 comentários


Calma. Como dizem as boas esposas, não é o que você está pensando.

O que acontece: O AdSense avalia o conteúdo de sua página dinamicamente, para escolher os anúncios que vai publicar. Quando há muito conteúdo, ele não gosta, se confunde e acaba não mostrando nada. Se ele acha muitas palavras proibidas, como aborto, terrorismo, pedofilia, sexo bizarro, etc, ele vai baixando o valor de sua página, no final você só exibe os anúncios mais vagabundos.

Quanto mais direcionado o conteúdo, maior a qualidade dos anúncios, e maior o valor pago.

OK, show me the money

Uma excelente forma de dar menos, porém melhor conteúdo para o AdSense mastigar é remover da vista dele a sua barra de opções, a sidebar E os comentários. SIM, principalmente posts muito frequentados, com grande quantidade de comentários, confundem o robozinho do AdSense. Mesmo ele só lendo os primeiros XX caracteres da página. (não tenho certeza do número). Comentários com termos chulos, comentários repetidos, SPAM, isso tudo afeta negativamente.

Para evitar esse tipo de problema, tomei duas medidas: Coloquei as Sagradas Tags de Antióquia ordenando ao Google que ignore os comentários E a sidebar.

Como?

Simples: Editando o template do blog. No WordPress, editei o arquivo sidebar e o comments. basta colocar a tag:

<!– google_ad_section_start(weight=ignore) –>

no início do template, e ao final:

<!– google_ad_section_end –>

A diferença é imediata.

Essa dica foi do Bruno, que teve mais paciência do que eu em ler a documentação do AdSense. Só que não lembro se é o Bruno Torres ou o Bruno Alves, então o Bruno correto por favor dê um passo à frente para que eu possa fazer o link.



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Parceria Caracu termina em seqüestro

08/11/2006 - 3:22 am  -  8 comentários


O Cobra comentou comigo que talvez sua máquina estivesse contaminada, pois toda hora aparecia um tal de guiamix.com.br no navegador, e ele decididamente não havia digitado o endereço do (inútil) site.

“Deixe-me adivinhar: Você entrou no Judão.”

“Sim, como adivinhou?”

O provedor do Judão, um tal de Globodata (NÃO afiliado às Organizações Globo, não culpem o Roberto Marinho) além de colocar um banner no alto da página, comendo precioso espaço de tela, usa de um dos recursos mais antiéticos que conheço em termos de propaganda:

SEQÜESTRAM o navegador do usuário, usando o método “onUnload()”, do Javascript, para ignorar o que quer que o usuário tenha digitado na linha de endereço, e abrir a SUA página de propaganda, no lugar.

Entendeu? Se estiver vendo a página do Judão, e digitar um endereço no navegador, ao invés da SUA página, ele vai para o guiamix.com.br.

Isso é muito, muito, muito feio. É o MESMO tipo de comportamento que leva empresas a levarem processos, nos EUA. É o mesmo tipo de manobra suja de um spyware. Se eu digito www.lucianavendramini.com.br no meu navegador, eu quero ir pra porra da página da Luciana Vendramini, não pra maldita guiamix.com.br. O que impede a globodata de colocar, por exemplo, uma página de phishing?

Consultado, o Borbs assegurou que “o Judão não tem qualquer responsabilidade ou autoridade sobre a  criação / disponibilização do tal anúncio”.

Há gente trabalhando junto ao Bondfaro, pois essa prática provavelmente viola os termos de uso, e a Globodata perderá seu registro junto ao anunciante. Quanto ao seqüestro, ocorre com outros domínios hospedados na empresa, como o www.britney.com.br.

Quanto ao Judão, provavelmente estarão de casa nova, muito em breve. Tomara. Acho muito triste ver usuários irritados com o site, ameaçando não mais visitá-lo, por algo que não é culpa deles, embora extremamente irritante.

Quando for escolher um hospedeiro para seu blog (céus, isso soou tão Aliens) preste atenção. O barato pode sair caro. Já contei da hospedagem de favor ilimitada que morreu com menos de 4GB de consumo. Não confie apenas em uma indicação. Pesquise, veja outros sites que utilizam o serviço. Mande um email para o responsável, ninguém deixará de responder uma questão simples e objetiva sobre se um determinado hosting é bom ou não.

Principalmente, fuja das parcerias, onde são oferecidas vantagens aparentemente incríveis em troca de “um bannerzinho de nada”. Embora pareçam atraentes à primeira vista, logo você perceberá que é uma clássica parceria Caracu, e como sempre você não entra com a cara.

 

 



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