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Meu Blog não é seu palanque

22/03/2007 - 12:44 pm  -  28 comentários


Existe um tipo de SPAM em comentários que é chato. O “adorei seu blog, visite o meu – http://algumaurldofotolog”. Tudo bem, são miguxos achando que são espertos, fazendo copiar/colar. Esses a gente mata e pronto. (o comentário, calma)

Outra categoria, muito mais perniciosa, são as rêmoras.

Para quem desperdiçou as manhãs de sábado jogando bola ao invés de assistir Mundo Animal e Jacques Costeau, Rêmora é um peixe com uma estrutura no alto da cabeça especializada para grudar em um tubarão ou outro peixe grande. Não são parasitas, pois não consomem recursos do hospedeiro (no máximo prejudicam a hidrodinâmica) mas também não vivem uma relação de colaboração, muito menos uma simbiose.

São apenas… caronistas, comendo as sobras do peixe grande.

[atualização] O Rafael tem um exemplo excelente. Vejam neste post aqui, os comentários, do 42 em diante. Sequestraram os comentários e transformaram em palanque.

Nos blogs temos comentaristas que aproveitam o espaço para vender seu peixe. Não no sentido “visite meu blog”, ou mesmo “Compre meu Vi@gr/\ natural”. Os caronistas gostam de fazer “denúncias graves”, contra a Rede Globo, a ONU, Papai Noel, etc. Assim temos um post sobre… “Psicoagronomia Marciana” e o sujeito posta um comentário de 250 linhas comecando com: “Denúncia Grave - A Saúde em Caicó” seguido de números de processos, o causo pessoal de como sua tia-avó teve a próstata removida por engano, bla bla bla.

Esses são eliminados sem dó nem piedade, e num dia ruim o email é colocado na lista negra do WordPress.

Entenda, caro peixe-parasita: Blog não é Palanque. Ou melhor: É. Meu. Ele reflete as MINHAS opiniões e a MINHA agenda pessoal. Se você acha que algo merece ser divulgado aqui, faça como o Fabiano, divulgando a campanha do Fábio, que quer trabalhar no Google: Mande um email.Entre em contato. Exponha sua idéia.

Dá certo? Nem sempre. Muitas vezes eu vou dizer “obrigado, mas não obrigado”. Outras vezes em vou achar legal, interessante e vou fazer uma puta campanha em cima da coisa.

Você só não vai conseguir simpatia, de mim e de mais ninguém, se entrar em nossos comentários e ficar deixando seu lixo por lá.

Notem, não estou reclamando de textos longos, ou de links. A função de um comentário é discutir sobre o assunto do post, e se com isso o visitante escrever um tratado, com links para posts em seu próprio blog, excelente. Quanto mais discussões melhor. Blogueiros gostam de discussões.

O que não gostamos é de que roubem o nosso palanque.



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Deficiente por um dia (ou um pouquinho mais)

21/03/2007 - 2:27 am  -  20 comentários


Um tempo atrás comecei a ter uma dor no pulso esquerdo, mas não aparecia quando eu estava trabalhando. Como todo bom brasileiro, deixei pra lá. Aos poucos a coisa foi piorando. Não conseguia mais fazer força em movimentos de pinça, nem empurrar nada com a palma da mão.

Fazendo uma pesquisa pela Internet vi que apresentava todos os sintomas de Síndrome do Túnel do Carpo. Inclusive o teste de Phalen.

Fiquei irritado, pois uma lesão ocupacional deveria prejudicar a ocupação, mas ela nem se manifestava quando eu usava o computador.

Bancando o Gregory House, fui adiante nas pesquisas. A mão direita (sou destro) não apresentava sinal nenhum de desgaste. Utilizei compressas por um tempo mas depois descobri que comprimir a região é pior, então tentei imobilização. Não adiantou muito.

Aos poucos percebi que tinha que forçar o uso da mão esquerda, inconscientemente, por ela doer, eu evitava. E acreditem, era muito estranho não ter força na mesma. Girar a chave na porta do banheiro exigia esforço e determinação.. Abrir latas era um inferno, e quando fui subir em um ônibus e puxei a balaustrada (é esse o termo?) com a mão esquerda sem-querer, eu vi estrelas.

Perder o uso diário da mão afeta todo pequeno movimento do dia-a-dia. (aquilo também, seus pervertidos) Até levantar da cadeira, apoiando-se nos braços da mesma, era difícil. Curiosamente movimentos delicados, precisos, não eram problema. Também podia fazer força em movimento de tração. Torção e pressão eram onde doía.

Fiz uma pesquisa sobre minhas opções. Poderia tentar um tratamento via infiltrações, com 80% de chance do negócio voltar em um ano, ou poderia partir direto pra cirurgia. Que seria cara, ainda mais a feita via endoscópica, para não deixar o braço do sujeito parecendo adereço de cena de filme de Frankenstein.

A alternativa poderia ser tentar dar um descanso pra mão. Legal, mas para quem escreve, não adianta. Pensei em usar o reconhecimento de voz do Vista (o em Inglês funciona muito bem) mas continuo me sentindo idiota falando com um computador. Não estou preparado para o futuro.

Já estava resignado a entrar pra faca, tirar dezenas de fotos e postar, pra ver se ao menos rendia uns cliques, quando percebi que estava usando a mão normalmente.

Pois é. Meu Fator de Cura Mutante voltou à ativa. Nem sinal da lesão, passo com louvor nos testes e recuperei toda a força na mão. Ufa.

Nós que temos as quatro patas funcionando não damos importância, mas acredite. Mesmo algo menor como perder um pouco de funcionalidade de uma das mãos pode ser muito limitante.

Devo dizer que foram duas semanas muito… interessantes. Síndrome do Túnel do Carpo é algo que pelo visto eu não tive (ou tive só um gostinho, ou tive uma recuperação milagrosa) mas que não recomendo a ninguém. Portanto, sigam os conselhos médicos:

Descansem a mão de vez em quando, nunca digitem sem apoio para o pulso, usem dispositivos diferentes, como um trackball, durante algum tempo. Teclados sem-fio geralmente permitem maior mobilidade, dá pra achar uma posição confortável para você e para seu pulso.

Sobretudo, não espere piorar. Nem todo mundo tem um fator de cura mutante, a maioria das vezes você não vai melhorar se não fizer nada. Se começar a sentir dor ou desconforto, procure seu médico. A não ser que a dor e desconforto sejam acompanhados de um bafo quente na nuca. Aí recomendo KY.

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Falando de Prazos

21/03/2007 - 1:53 am  -  6 comentários


Estou sem energia em casa faz tempo. Agora avisaram que nem tão cedo a luz voltará. Pior pra mim, pois não posso acompanhar o AdSense Notifier, a droga-de-escolha de um ProBlogger.

Por outro lado, a marcação de 30% no alto da barra de menus do computador me lembra de algo que é parte da vida de todo mundo que escreve para viver:

Deadline.

Prazos são importantes, e nada torna alguém mais displicente com eles do que se tornar blogueiro profissional. Podemos ter a intenção de postar todo dia, mas se não o fizermos, ninguém morre por causa disso. Mesmo os esporros dos leitores só chegam depois de alguns dias.

Só que e quando você tem que entregar um trabalho para terceiros? Quando há uma estrutura por trás esperando seu texto? Um editor da Wired não vai aceitar um “não rolou” como resposta, e você vai no mínimo pra lista negra dele.

Falar nisso, que conste nos autos que ainda pretendo emplacar um artigo na Wired. Isso sim faria bem ao ego. Troco meu ranking no BlogBlogs por isso, alguém topa?

Sei que é impossível cumprir a meta de um texto por dia se você não tem um editor nas costas te cutucando,  então só sobram os amigos. A Bia e o Morróida são dois que vivem me cobrando. “porra, cacete, não vai escrever nada hoje, merda?” (Essa obviamente não é a cobrança da Bia).

O melhor meio de criar o hábito de cumprir prazos é determinar prazos e tentar cumpri-los. Experimente, determine uma meta pequena mas atingível, algo como um texto a cada 3 dias, que seja. Escolha um tema e policie-se: “Tenho que terminar este artigo até terça-feira”. E não se esqueça de arrumar amigos/leitores para cobrar isso de você.

Assim, quando tiver um trabalho pago, solicitado por terceiros, você já estará habituado a escrever com regularidade. Principalmente, saberá dizer “não dá” se o prazo for curto demais.

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Falando de Prazos

21/03/2007 - 1:49 am  -  6 comentários


Estou sem energia em casa faz tempo. Agora avisaram que nem tão cedo a luz voltará. Pior pra mim, pois não posso acompanhar o AdSense Notifier, a droga-de-escolha de um ProBlogger.

Por outro lado, a marcação de 30% no alto da barra de menus do computador me lembra de algo que é parte da vida de todo mundo que escreve para viver:

Deadline.

Prazos são importantes, e nada torna alguém mais displicente com eles do que se tornar blogueiro profissional. Podemos ter a intenção de postar todo dia, mas se não o fizermos, ninguém morre por causa disso. Mesmo os esporros dos leitores só chegam depois de alguns dias.

Só que e quando você tem que entregar um trabalho para terceiros? Quando há uma estrutura por trás esperando seu texto? Um editor da Wired não vai aceitar um “não rolou” como resposta, e você vai no mínimo pra lista negra dele.

Falar nisso, que conste nos autos que ainda pretendo emplacar um artigo na Wired. Isso sim faria bem ao ego. Troco meu ranking no BlogBlogs por isso, alguém topa?

Sei que é impossível cumprir a meta de um texto por dia se você não tem um editor nas costas te cutucando,  então só sobram os amigos. A Bia e o Morróida são dois que vivem me cobrando. “porra, cacete, não vai escrever nada hoje, merda?” (Essa obviamente não é a cobrança da Bia).

O melhor meio de criar o hábito de cumprir prazos é determinar prazos e tentar cumpri-los. Experimente, determine uma meta pequena mas atingível, algo como um texto a cada 3 dias, que seja. Escolha um tema e policie-se: “Tenho que terminar este artigo até terça-feira”. E não se esqueça de arrumar amigos/leitores para cobrar isso de você.

Assim, quando tiver um trabalho pago, solicitado por terceiros, você já estará habituado a escrever com regularidade. Principalmente, saberá dizer “não dá” se o prazo for curto demais.

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O Grande Crash de 2007

20/03/2007 - 11:41 am  -  19 comentários


Estou recebendo emails de vários blogueiros desesperados com os pífios rendimentos do AdSense em Março. Muitos tiveram mais de 50% de queda em seu faturamento. O que será que aconteceu? Será que o Google encheu o saco e está indo embora do Brasil?

Será uma conspiração dos FunBloggers, convencendo os anunciantes a um boicote, eliminando assim os ProBloggers? Será que isso é coisa do Mário? (vai, pergunta…)

Chama-se sazonalidade, meninos e meninas.

O quê tivemos no mês passado, que já era curto, eliminando mais dias úteis ainda?

Exato: Carnaval.

Imagine a força de vendas do Google, das agências independentes, dos frilas, todo mundo tentando convencer anunciantes a investir seu rico dinheirinho em anúncios do AdSense. Agora imagine que um mês de 28 dias, feriados, enforcamentos (não, não estou falando do Saddam, ele foi bom pros blogs) e finais de semana.

Imagine que você tem uma cota de vendas mensal e descobre que quase 2/3 de seu mês desapareceu. Você faz milagre? Eu não.

O que vemos hoje é um reflexo do mês passado. A boa e velha Lei da Oferta e da Procura. Muita oferta, pouca Demanda, preços baixos. Ninguém se anima no AdWords, não está rolando muita concorrência, o ano literalmente começa em Março, e com isso o investimento em mídia online (ou seja: “nozes”) aparecerá em abril.

Ao menos é o que meu feeling diz, mas nas palavras de Nizan Guanaes, a única pessoa que ganhou dinheiro com Feeling no Brasil foi o Morris Albert.

A salvação, como disse no artigo sobre não colocar todos os ovos na mesma cesta, é a diversificação. Como a visitação dos blogs não caiu, ferramentas que não dependem diretamente de esforço de vendas como o Buscapé mantiveram seu rendimento. Ufa.



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Contraditorium Golden Sites

18/03/2007 - 9:21 pm  -  16 comentários


Calma, não é uma estratégia para concorrer com o Interney Blogs e recuperar o ranking perdido no BlogBlogs. O buraco é mais embaixo. E à direita. Ou esquerda. E vazio.

A questão é simples: Eu uso e recomendo os serviços de hospedagem do BlueHost, que como todo bom serviço de hospedagem oferece um programa de afiliados. Assim cada vez que alguém contrata o serviço deles através de meu link, eu ganho uns caraminguás, que prometo será usado em cachaça, farra, gibis, DVDs, gadgets e, eventualmente, na melhoria do blog.

Só que, pensando cá com meus botões… o que eu faço pelo pessoal que me prestigia comprando um servidor pelo meu link? Paicas, como diria os tipógrafos. E isso é sacanagem.

Assim pensei em uma forma de dar algum retorno para esse pessoal. Por isso inaugurei a seção Golden Sites aqui do lado, em local nobre, acima da dobra, como se diz em mídia impressa. Todo mundo que achei lá na lista de pagamento do BlueHost foi contemplado. Os futuros também o serão.

É pouco, mas espero que seja do agrado dos envolvidos.

Quanto ao BlueHost, continua com preços convidativos, espaço e banda pra caramba, e só não é recomendado para sites com número absurdo de visitas. Ah, e aceitam PayPal e cartões de crédito, ao contrário do DreamHost, que está exigindo um certo malabarismo de seus novos clientes.



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Quem não chora não mama

18/03/2007 - 7:01 pm  -  18 comentários


Essa veio por intermédio do Fabiano Fernandes, leitor, coruja e clicador eventual do AdSense (nas palavras dele).

O Fábio Ricotta (poupe-me de todas as piadinhas óbvias, 100% delas já passaram por minha cabeça) está se formando em Ciências da Computação, mas já tem uma certa experiência na área, além de um blog decente.

Tem também uma danada de uma pretensão, por achar que pode trabalhar no Google.

Eu posso me identificar com isso, portanto estou colaborando com a campanha e divulgando seu site http://www.euquerotrabalharnogoogle.com.

Boa sorte, Fábio. Se conseguir, aproveite pra mexer no meu CTR do AdSense, pq anda um lixo.

Nota: Este post seria ilustrado com esta foto da Luiza Tomé mas sei que meus leitores achariam de péssimo gosto a atriz expondo seus magníficos e engrandalhados seios de lactante…



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Onde estão as mulheres da blogosfera? No BarCamp!

18/03/2007 - 4:30 pm  -  13 comentários


De vez em quando o pessoal reclama que só tem homem blogando. É impressão. Nós só falamos mais alto. A mulherada vai bem-obrigado. Mesmo assim não imaginei que estivessem tão bem-representadas.
Vendo a lista de inscrição pra essa BarCamp que vai rolar em SP, tomei um susto. Dos 250 inscritos, nada menos que 60 são mulheres. Se retirarmos da lista os blogueiros que escrevem sobre moda e decoração de interiores então a coisa fica melhor ainda.

Para quem não sabe o BarCamp é uma mistura de mesa de bar, sem cerveja, com palestra, sem ninguém importante. A idéia é ir, vender seu peixe, bater papo, conhecer gente, etc.

Para a primeira parte, estarei cobrindo o evento para o MeioBit, que graciosamente pagará meu almoço (soube disso agora, né, Leo?). Lá teremos uma cobertura ao vivo, multimídia.

Desdobramentos, artigos mais aprofundados e perfis provavelmente sairão no Contraditorium.

Já o Etc (que é o que todo mundo quer saber) será coberto através de um pool com o Morróida, onde serão publicados os comentários politicamente incorretos, as avaliações do material presente (não estamos falando das palestras) e muito mais.

O barcamp acontecerá dias 24 e provavelmente 25 de março, em SP.

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