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Seu blog é ruim. Por favor mude-o completamente…

Curioso. Não vejo ninguém ligando para a Globo dizendo que o Globo Repórter fala muito do Pantanal, ou para o Sílvio Santos reclamando que o Ratinho faz muito exame de DNA. Já nos blogs, muita gente acha que pode não só influenciar os artigos (o que é verdade) como se dão ao direito de reclamar do próprio tema do blog.

Devagar com o andor, gente. Uma coisa é dizer que o blog fala muito de determinado site, outra é dizer que um blog de aviação fala muito de aviação.

Chama-se segmentação, gente. É uma forma de conseguir uma boa monetização, atrair público qualificado e inclusive se destacar em uma área. É um fato. Blogs genéricos monetizam pior e contribuem menos para formação de uma reputação online.

Mesmo assim, vejo reclamações. De vez em quando aparece um blog qualquer reclamando que o Contraditorium fala muito de blogs, probloggers e monetização. Pombas, esse é o tema principal deste blog, documentar minhas experiências rumo à problogagem, meu público primário é o candidato a blogueiro com pretensões de profissionalização.

Não quer dizer que quem não se encaixe não deva lê-lo. Longe de mim sugerir isso. Só quer dizer que quem não se encaixa, não pode reclamar quando esses temas são abordados.

…Você não tem que gostar disso

Bloqueio de escritores, branco, falta de tesão de escrever, cabeça em outro lugar, emputecimento emo-temporal, viadismo, mau humor, chame como quiser. Esse bicho está rondando todo o tempo e pode te morder a qualquer momento. Muito mais provavelmente, se você tiver prazo e viver do que escreve.

Curiosamente nós que vivemos do que escrevemos somos os únicos que não podem declarar essas coisas para fugir do trabalho. (quer dizer, alguns não podem. Blogueiros podem, apenas não devem)

Um piloto de avião pode dizer “olha, não estou me sentindo bem” e não voa. Um astronauta idem. Pombas, até Presidente da Republica falta de vez em quando.
Não devemos nos dar ao luxo de baldar uma vez ou outra o trabalho, por falta de vontade?

Eu acho que não. Por quê? Porque é muito fácil. Vicia. Já fiquei vários dias sem escrever nada, olhando minha mesa, achando-a bagunçada e dizendo que aquilo me impedia de escrever. Deveria arrumá-la. Mas aí surgem porrilhões de outras pequenas coisas. A arrumação é deixada para lá. Ou então mexo uma palha aqui, uma caneca ali, digo que “comecei” a arrumar, vou empurrando com a barriga.

No final o tempo passa, o tempo voa e texto que é bom, nada.
Se não é a mesa, pode ser alguma outra coisa. Um telefonema recebido, um telefonema que não veio. A Carrie descobrindo que o cara era casado e você ficando deprimido junto, em solidariedade, apesar das palavras de consolo da Miranda e da Charlotte…

Sim, pra Não trabalhar a gente vê até Sex and the City.

Agora mesmo estou no Íbis da Paulista, com privacidade, Internet, cerveja, paz e o computador que sempre sonhei. (ok, o computador que sempre sonhei é a Sharon, de Galáctica, mas tudo bem)

Mesmo assim estou inventando mil desculpas. “o final de semana não aconteceu do jeito que eu imaginava,, está muito frio, se desligo o ar fica quente demais, a TV não tem nada, os episódios no iPod estão acabando, o som do MacBook é baixo, quartos de hotel me deprimem”.

Vá à merda, Cardoso.  (um monte de gente adoraria dizer isso)

Você está onde gostaria, é o único responsável por isso, e não precisa de um editor-babá cobrando. Ou não deveria, pelo menos. Eu tenho experiência suficiente para rodar um pouco em volta antes de achar o tema, mas engrenar um texto. O que é preciso é vontade. Não é só o anel do Lanterna Verde, tudo funciona com força de vontade. OK, tudo não, senão  a Pfeizer não venderia tanto Viagra.

É preciso muito cuidado.  Um dia ruim é aceitável, mas no mínimo você tem que fazer uma crônica sobre o dia ruim. Outro dia o Interney escorou nas 4 patas e descascou um pessoal na Blogosfera. Foi bom, ele estava claramente em um dia ruim, mas nem por isso fugiu das obrigações. (ok, participar de lista de email é meio complicado de chamar de obrigação mas vocês pegaram o espírito)

Se este fosse um blog de autoajuda (eu estaria rico) diria algo sobre transformar limões em limonada, ou outra baboseira. Não é isso. Também não é fazer o estilo “sou fodão, nada me afeta”. Claro que afeta. Ninguém é de ferro, só o Tony Stark. O que digo é: Ao invés de deixar de escrever, mude o foco. Fale de algo diferente. Compartilhe uma intimidade. Extravase seu emputecimento. Você tem esse direito, você tem um blog, não um maldito jornal engessado em uma estrutura burocrática. Você pode se dar a esse direito. Escolha um tema adequado.

Se você está triste, fale sobre algo que o entristece. Não necessariamente o que está te afetando, mas alguma outra coisa. Você com certeza escreverá de forma pungente. Se está revoltado, transfira a revolta para outro tema. Aproveite suas emoções, é bem melhor do que se tornar escravo delas.

Do contrário você começará a achar que só conseguirá escrever quando tudo estiver lindo perfeito e maravilhoso. E vou contar um segredo: Nunca estará o suficiente.

PS: Essa foi a crônica sobre falta de assunto mais estranha que já vi na vida.

Alguém no Japão adora este blog

Por sorte não é a Mariko Yashida (o namorado dela é meio invocado) mas infelizmente não é a Reon Kaneda ou a Miki Sawaguchi. Só sei que constantemente, na lista de links que direcionam tráfego pra cá, eles aparecem. Vejam a lista de links desta manhã:

Incoming Links More »

Que diabos é Skype 日本語ブログ ????

Clicando (blogueiro é bicho curioso, lembram?) fui parar em uma das páginas do Skype, oficiais, do Japão. O mistério aumenta quando não acho nenhum link para cá. Será o Technorati fazendo das suas? Será uma conspiração? Se for espero que não envolva tentáculos, mas a Mayu Shimizu, autora da página, parece ser gente boa. Só não escrevo pra ela e acabo com o mistério por achar que o mistério em si é bem mais divertido do que a (provavelmente sem-graça) explicação.

Kit Blogueiro Viajante, ou mundo sem fio my ass

Estava preparando a mala para a viagem de sábado, quando vou cobrir o BarCamp pelo MeioBit, e na hora que cheguei ao kit de gadgets… caramba. Tenho que dar razão à Bia Kunze (e isso não acontece todo dia) quando ela diz que para cada cabo que se perde é uma fonte que se ganha.

A maior quantidade de tralhas que levamos por aí é composta de fontes, carregadores, extensões, etc. Na foto acima, meu kit de viagens, com somente o necessário:

Parte da esquerda, fora do notebook, sentido horário:

  • Cabo de força da fonte do macbook
  • Cabo USB retrátil
  • Adaptadores do cabo
  • Fonte de alimentação do carregador da câmera digital
  • Carregador USB de tomada
  • Carregador do DigiMate
  • Carregador do Celular
  • Carregador do macbook
  • Headset para usar Skype

Em cima do macbook:

  • iPod
  • Base carregadora da câmera digital
  • Celular
  • Mini-tripé para a câmera
  • Cabo retrátil do iPod
  • Bateria extra pra câmera
  • DigiMate

Ah, claro, a câmera digital também vai, mas não dava pra aparecer na foto.

Esse kit é o mínimo. Se eu tivesse um smartphone de última geração talvez até pudesse abrir mão do notebook, mas em compensação teria menos flexibilidade para, por exemplo, editar imagens e pesquisar sites. No final eu ganharia em portabilidade e perderia em qualidade do material produzido, e qualidade é sempre um diferencial, vale o sacrifício.

O blogueiro está mais para correspondente de guerra do que para jornalista. Não temos uma equipe de produção, como na TV, nem temos um fotógrafo, como um repórter normal. Somos aquele maluco que se mete no meio da selva pra encontrar o Khmer Vermelho.

Mesmo assim não temos do que reclamar. A idéia de atualizar notícias, ao vivo, é quase ficção científica para quem lembra do evento que era uma ligação internacional, ou de como para fazer um DDD tínhamos que ligar algumas horas antes pra Embratel, dando o número a chamar, e esperar ansiosamente o telefonema de retorno. “Senhorrrr…. sua ligação foi completada”.

Principalmente, a lição que fica é: Toda essa tecnologia estará sendo usada para cobrir um evento que é, essencialmente, sobre pessoas.

PS: Estou decolando no sábado pela manhã, e desta vez vou de Gol. Seria muita sacanagem recortar a silhueta de um Legacy vindo em direção à câmera e colar na janela?


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