Google AdSense paga US$1,1 Bilhão. Não para mim, claro.

Segundo o balanço do 1o trimestre de 2007, os publishers do AdSense geraram uma receita de 1.3 Bilhões de dólares, recebendo em torno de US$1,1 Bi.

Fazendo as contas, englobando os principais probloggers brasileiros, mais o meiobit, mais o Internet Mega Corp, calculo que nós tenhamos contribuído com meio pentelhonésimo disso, o equivalente a duas Narjaras Turetas, segundo a última tablita de conversão.

Céus, como é difícil ser relevante no meio de gente grande ;)

Fonte: SERoundtable

PS: Seria uma boa se a Bia mexesse seu traseiro digo usasse seus dotes e desse sua opinião sobre os números do Google.

Um mundo sem hypes

Outro dia um amigo veio perguntar como estavam os negócios. Disse que estavam bem. Quando ele perguntou do crescimento dos sites, ficou decepcionado, pois não estavam mais crescendo 100% a cada 15 dias como na época do hype da Cicarelli.

Brasileiro é bicho muito mal-acostumado. Ganhamos em um dia o que um investidor na Civilização ganha em um mês, e reclamamos. Colocamos lucro de mais de 100% nos produtos, e ainda reclamamos. Crescemos, popularizamos e monetizamos um site, mas se ele não dobra todo mês, ainda reclamam.

Não é assim que a banda toca, gente. Menos ganância, mais realismo, por favor.

Quando apareceram os hypes dos últimos seis meses um monte de gente pulou no trem, só que na falta de conteúdo real, viram a visitação despencar até quase zero, quando a onda passou. Aí ficam se desesperando, como aquele canalha do Rafael Cardoso. Tenho vergonha de ter um primo assim.

Eu disse na época: Você pode, e deve aproveitar um hype, mas se seu conteúdo não for significativo para o leitor, ele não voltará. Mesmo descontados os paraquedistas.

Durante um tempo vi tentativas de criação de hypes. Recebi várias sugestões e propostas, a mais criativa tinha a ver com fazer um vídeo do acidente da Gol. Tá. O pessoal ficou meio desesperado.

Alguns que cresceram durante o hype aprenderam a diversificar, como o Slonik. Outros estão no ostracismo. Disseram outro dia que Darwin é uma de minhas obsessões. É verdade, pois como podemos ver, se aplica perfeitamente. Quem se adapta sobrevive.

Curiosamente agora é uma excelente época para começar um blog. Sem hypes, sem memes, sem nenhum grande tema. É um momento onde você pode se dedicar a gerar conteúdo, aprimorar seu texto, achar seu estilo. Assim, quando chegar o próximo hype, você não será um iniciante postando qualquer besteira aproveitando uma moda, e sim um blogueiro rodado (se eu falasse blogueira rodada e ameaçasse citar nomes, uau!) produzindo material de qualidade.

Essa é a diferença. Um post-lixo sobre um hype vai embora em algumas semanas. Um post bom continua, e continua, e continua…

Lançado o Podcast do Cardoso

Podcast está virando moda, mas o pessoal ainda não entendeu que é um formato novo, continuam achando que podcast é fazer rádio na web, e não tenho paciência pra podcasts de uma hora, ainda mais quando, em alguns casos, 25 minutos se passam antes do podcast começar. Sério, ouvi um uma vez que antes do podcast em si tinha:

  • Vinheta de abertura de 1’30”
  • Cumprimentos dos apresentadores
  • Retrospecto do podcast anterior
  • Chamadas para o podcast atual
  • Leitura de emails
  • Comentários sobre referências feitas por outros podcasts
  • Chamada para o próximo podcast
  • Beijinhos genéricos

Não sei o que houve depois, só sei que desliguei e apaguei. Se blogs fossem assim antes de começar um post teríamos página de teaser… “com a palavra, nossos patrocinadores…”

Mesmo assim recebo várias mensagens todo mês sugerindo que eu faça um podcast. Acabei cedendo, vou fazer um podcast curtinho, simples e direto, sem chamadas, vinhetas e outras besteiras.

Só que podcast curtinho, simples, direto sem chamadas, vinhetas e outras besteiras já existe. Eu gosto de ser pioneiro, eu gosto de dar trabalho. Assim, estou lançando o…

MORSECAST!

O primeiro Podcast em código-morse da Internet brasileira, quiçá da mundial!

Esta primeira versão é bem básica, mas a próxima edição já será enhanced, com tudo que tem direito, para o deleite dos usuários de iPods.

Para ouvir, basta usar o link para download, ou clicar no alto-falante ao lado do mesmo.

donwload do arquivo - 8 minutos, 1.8MB

Você escreve para o AdSense? Pois é, nem eu.

Uma das “acusações” que costumo ler por aí é que ao se profissionalizar o blogueiro passa a escrever para o AdSense, ao invés dos leitores.

Essa é uma das coisas mais idiotas que já li. Não é assim que a banda toca. Se você quer que seu blog cresça mais rápido que um mesotelioma, se quer ver sua audiência crescer mais do que um sujeito com overdose de Viagra, Cialis ou – qual o nome mesmo?- Ah, Levitra, você precisa de mais do que palavras-chave espalhadas pelo texto.

Escreva pensando no AdSense e sua visitação cairá mais rápido do que a Doris Giesse atravessando um telhado de asbestos, digo, amianto.

Blogs não são negócios como venda de notebooks ou cursos de informática, um blog precisa de um pouco mais de cuidado que uma aula de artesanato ou uma revenda da Herbalife, Avon ou Natura.

O AdSense, por melhor que seja, não clica nos anúncios. Quem faz isso é o visitante. E visitantes dependem de… visitas. Que só aparecerão se o site for bem indexado. O que só acontecerá se os outros blogs e sites o referenciarem. O que só farão se os textos forem de qualidade, como os carros da FIAT. Nenhuma agência de propaganda online pode fazer isso por você.

Escrever pensando no AdSense é algo básico. Eu faço isso o tempo todo. Mas penso no quanto vou receber como um todo, não como determinado post irá se comportar. É uma ilusão achar que a qualidade irá se manter se você ficar listando palavras-chave e tentar encaixá-las em todos os textos. No final você ficará com jeitão de vendedor forçado, como aqueles caras que andam com buttons “como perder peso rápido” ou “perca peso agora, pergunte-me como”.

Não conheço nenhum blogueiro decente que pegue uma lista de hot words e escreva seus textos baseado nelas. É perda de tempo. A grande graça do AdSense é justamente não termos que nos preocupar com a parte chata da publicidade. Escrever baseado em palavras-chave seria abrir mão dessa vantagem. Não virei blogueiro para arrumar um editor chamando AdSense. Quem define minha pauta sou eu.

O melhor SEO ainda é ser linkado por Deus e o mundo. Não recomendo perder tempo com listas de termos que “pagam bem”, catálogos que prometem os termos mais procurados no Google e outras estratégias “cinzentas”. Se o seu blog é genérico, isso vai limitar seus posts. Se é segmentado, no mínimo vai deixá-los estranhos. De qualquer jeito seus leitores vão perceber que você forçou uma barra.

E sem leitores, meu caro, babau. Por melhor que seja o robô do AdSense, ele não gera cliques válidos.

PS: gostaria de deixar um VTNC aos que leram os primeiros parágrafos e foram direto postar comentários dizendo que este post é um ímã de paraquedistas, foi feito pra faturar com palavras-chave, etc. Como eu sempre disse, o pessoal acusa mas não checa as fontes. Uma olhada no código-fonte da página revelará a tag <!– google_ad_section_start(weight=ignore) –>, que torna o conteúdo inteiro deste post invisível ao AdSense.

O que, aliás, é excelente quando você tem que falar de um tema controverso, envolvendo palavrões, temas controversos tipo aborto, etc.

O Bender estava preocupado justamente com isso, por ter descido a lenha em um post. Da próxima vez, é só usar a tag, não esquecendo de fechá-la com um <!– google_ad_section_end –>. Com isso seu CPM não será afetado.


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