As salsinhas e o desemprego
Esta eu descobri graças ao Guilherme, que me mandou um link sobre a Sylvia Kristel, no Verdes Trigos. Imediatamente me lembrei de um de meus desejos de infância, minha vizinha Rosane ser jornaleiro. Eu achava o máximo, poderia ler todos os jornais e revistas, e ainda ganharia dinheiro com isso. Depois vi que não era uma profissão muito rendosa, em uma banca de subúrbio, mas continuei a admirar a possibilidade de ter acesso a todo aquele material. Seguido a isso, só trabalhar em uma livraria.
Mas pelo visto, as salsinhas não compartilham dessa minha visão. Vejam o que encontrei, graças ao Verdes Trigos. Foi publicado na coluna do Gilberto Dimenstein, de hoje.
Canssei, cancei ou cansei?
Um vendedor da Livraria Cultura, na avenida Paulista, consegue tirar até R$ 4.500 mensais, com direito a assistência médica e odontológica, além de receber bolsa para estudar na faculdade. Dependendo do seu desempenho, ganha um bônus no final do ano -sem contar os descontos para a compra de livros. Mesmo assim, um dos principais problemas daquela livraria é atrair e manter empregados. “É desesperador”, resume Pedro Herz, proprietário da livraria.Desesperador porque os candidatos a vendedor apresentam falhas na sua formação, a tal ponto que muitos deles não perceberiam o erro no título desta coluna. Uma boa parte dos contratados não se adapta às exigências do trabalho, deixando o emprego na fase de experimentação. Resultado: vagas abertas há muitos meses, o que acaba por impactar a capacidade da livraria de elevar suas vendas.
Eu poderia escrever umas dez páginas, mas nada que eu diga vai ser mais contundente que os dois parágrafos acima.
Sobre o Post
Este post foi escrito em 30/07/2007 às 12:16 pmEstá arquivado na(s) categoria(s) Fenomenologia.
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Acabou seu arquivo de fotos de salsinhas?
Ah… Eu já sonhei em trabalhar em uma locadora, mas é como dizem, não existe almoço grátis, (o google que o diga) no máximo livre como em liberdade de expressão, se você usar as receitas do open source food.
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Eu participei de uma seleção da Livraria Cultura e os benefícios são esses mesmos. Vale muito a pena, principalmente se levarmos em consideração o salário de jornalista em início de carreira. Não fui selecionada por não ter inglês fluente, mas em compensação domino a minha língua e adoro ler. É triste ir em uma livraria, pedir uma sugestão de clássico do novo jornalismo e os caras te oferecerem “O caçador de pipas”. Nada contra, mas não é novo jornalismo. Enfim, eles perderam uma grande vendedora!
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Esse era o meu sonho de consumo. Trabalhar numa livraria e com um salário razoável.
Contudo, devo admitir que não sou um bom cliente (para o vendedor): não gosto de ninguém torrando minha paciência e dando sugestões de livros. Eu me viro sozinho, consulto os preços e bagunço as prateleiras. Ainda vou sozinho ao caixa.
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Só digo uma coisa: Porque eu não moro em São Paulo? Desde pequenininha eu sonho em trabalhar em uma livraria (na verdade o sonho inicial era meu pai ser dono de uma).
Será que a Saraiva tá precisando de gente também?
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4.500?! Dá licença que vou preparar meu currículo.
(Sério, se não fosse pela estabilidade que meu emprego me dá…)
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Pedro Herz vai ser obrigado a diminuir um pouco o critério de seleção, nesses tempos em que a apologia à ignorância vem direto do Planalto.
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Nossa, o Ronaldo aí em cima falou e disse, parabéns, apologia à inguinorança comessa lá no Planauto. Bate no peito e vai pra galera.
Agora, esse salário de R$4500,00 inclui quanto de comissões em vendas? Eu tenho minhas dúvidas se consigo vender salva-vidas em naufrágio.
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Eu sei que sou um péssimo vendedor, e um ótimo leitor. Trabalhar numa livraria tendo de vender, e não podendo sumir num canto e devorar os livros seria uma tortura…
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Quero trabalhar numa livraria! Sério, se não achar emprego bom depois que me formar na ingrata profissão de designer, e se não virar problogger, vou virar vendedora.
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Será que eles aceitam um currículo da Bahia com desconto do salário final? o.O
Me interessei, to abrindo a página da Livraria Cultura agora mesmo.
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[...] Salsinha [...]
Nossa, mas o salário da livraria em SP é bem maior que em Porto Alegre. E a propósito, os vendedores daqui não são assim não. A seleção é super criteriosa e são pouquíssimas vagas abertas por ano.
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