web metrics





Você não me ama mas tem gente grande que gosta




É impressionante. Como sempre, não dá pra elogiar. Lendo os comentários do post do Fugita sobre a entrevista pra Época Negócios, descubro para minha (não muita) surpresa que – nas palavras dele- a revista:

Esqueceu de dar um mísero link, ou citar a URL do Techbits. Até na versão da internet.

Como costuma-se dizer nos blogs -para desespero da mídia tradicional, que não pode falar assim- é foda.

Será que em seus pequenos cérebros eles entendem que citar o nome já basta? Ou será que acham que colocar a URL já caracteriza jabá?

Será que não entendem que nossa URL é nosso ganha-pão? (metaforicamente, não seja tão literal, não estou com paciência)

Felizmente tem gente -grande- que não só aceita os blogs como uma realidade, como os consideram algo sério o bastante para exigir uma normalização.

Vejam por exemplo a Biblioteca Nacional de Medicina do Instituto Nacional de Saúde dos EUA. Não só eles sabem que blogs existem, como instituiram uma norma para unificar o formato de citações a blogs em suas publicações:

blogcitacao.gif

Isso mesmo, somos válidos o bastante para sermos citados em publicações científicas. Explicam inclusive que quando usadas citações, permissões devem ser conseguidas junto ao blog. Para o Instituto Nacional de Saúde dos EUA blogs são uma mídia como qualquer outra, o que é tudo que queremos, e muito mais do que temos hoje no Brasil.

Cada vez mais concordo com o Bruno, quando ela fala em desengavetar o blog em inglês.



Sobre o Post

Este post foi escrito em 14/10/2007 às 11:36 pm

Está arquivado na(s) categoria(s) Blogosfera.

Você pode acompanhar os comentários via RSS 2.0.

Você pode fazer um comentário, ou trackback de seu próprio blog.

Veja a reação da blogosfera


21 Respostas para “Você não me ama mas tem gente grande que gosta”

  1. Carlos, a url dele, o endereço do blog não tem nada a ver com assunto. Se eu visse uma url nesse tipo de reportagem, fecharia a revista na hora. Os americanos simplesmente são mais organizados do que nós, em quase tudo.

    [Reply]

  2. A notícia é importante e o ponto é válido. Marquei no del.icio.us.

    [Reply]

  3. Todo trabalho sério e bem realizado sempre tem dois resultados: Respeito e Inveja.
    Pessoas sérias, que trabalham seriamente, tendem a reconhecer algo bem realizado.
    Já o resto…

    [Reply]

  4. E caro Rafael, como assim a URL dele não é importante?
    Se o entrevistado fosse um jornalista da Globo (apenas um exemplo), ele já seria apresentado com essa informação.
    Mas no caso da globo, citar o nome já basta, na Internet precisa-se de URL para saber onde encontrar o trabalho de alguem.

    [Reply]

  5. Rafael.
    Se a URL dele fosse o de menos, não teria porque ele estar lá como blogueiro, e sim como um sujeito ligado a tecnologia.

    [Reply]

  6. < HUMOR >Hora de começar a praticar para o futuro do blog:
    The pendrive is on the table. The blog of my uncle has a guestbook. My name is Enio and I am a blogger. < /HUMOR >

    Embora o texto do Bruno esteja irretocável, embora a Cris Zimmermann e a Liliana (para ficar em dois exemplos que me lembro) tenham seus blogs em inglês, a idéia não deixa de me lembrar da década de 70, quando músicos brasileiros passaram a compor e gravar em inglês, para fazer frente às músicas “globalizadas” com quem tinham de disputar mercado. Será que a história vai ter de se repetir?

    [Reply]

  7. Por isso eu digo, o melhor nesses casos é recusar a entrevista ou o que for. Talvez acabe citado por birra, já que crédito só é importante se o referenciado for da casa. E se o blog não tem nada a ver com o assunto, Dr. Rafael, por que chamar um blogueiro?

    [Reply]

  8. j.noronha,

    Se recusarmos entrevistas, vamos ficar sempre renegados à escuridão. Acho importante sair em matérias positivas como essa. Eles não deram link, isso é fato. Mas era esperado, vindo da mídia tradicional. Assim como eles não podem controlar nossa linha editorial, nós também não podemos controlar a deles.

    Rafael,

    Quanto ao blog ser relevante ao assunto da matéria, acredito que seja. A matéria fala de blogs (entre outras coisas), “ensina” até executivos a criarem o seu. Fala da web 2.0, e eu costumo abordar esse assunto no Techbits.

    Cardoso,

    Achei legal essa regra de como referenciar um blog em uma publicação. Eu mesmo já fiz trabalhos que, na hora de colocar as referências bibliográficas, não sabia como dizer que aquilo veio de um site na internet. Agora já sei como!

    [Reply]

  9. A referência tem de ser instituída.

    [Reply]

  10. A referência tem de ser instituída na blogosfera.

    [Reply]

  11. Ewaldy , tudo bem ele ia ser apresentado como um jornalista da Globo e ia ter que por lá: canal tal ? Podiam ter mencionado o techbits mas ter que indicar a url é um absurdo! Só o Cardoso mesmo…

    [Reply]

  12. j. noronha, quando digo que o blog não tem nada a ver com assunto me refiro a reproduzir a url na forma escrita, jogada no meio do texto isso não é só ruim estéticamente falando. Um jornalista vai por uma url se ele for por exemplo entrevistar varios blogueiros, ai a origem individual de cada trabalho ganha uma força e é válido colocar um boxzinho com as devidas URLS.

    [Reply]

  13. Wandecy Medeiros em 16/10/2007 às 12:28 am

    Um blog, dois blogs, três blogs, quatrocentos blogs, vinte e cinco milhões de blogs.
    Democratizou, logo melhorou e… piorou. É o preço.
    O orkut, outro vilão dos infernos, é bom porque levou até a empregada doméstica que só tem a segunda série do ensino fundamental a escrever, e mesmo escrevendo errado ela é levada a fazer certas conexões cerebrais que jamais faria se não tivesse seu orkut. Ela espreme o cérebro para dizer “eu cinto saldades”, mas é levada a escrever e isso certamente é positivo de alguma forma.

    Wandecy Medeiros: sou a favor

    [Reply]

  14. Rafael,

    Mas e no site? linkar um texto deixaria ele de outra cor. Esteticamente falando está dentro do esperado em uma página web.

    Na revista não precisa colocar no meio do texto. Pode ser no rodapé…

    [Reply]

  15. [...] Você não me ama mas tem gente grande que gosta [...]

  16. Vendo essa reportagem eu me lembrei de um professor da minha faculdade que deu piti porque os alunos colocaram, num trabalho, um endereço de um site de Internet na seção de referências.

    [Reply]

  17. Putz nao ter o endereco do blog citado em uma reportagem dessa ‘e pedir para matar o Jornalista.

    Ser’a que eles sabem oque s~ao refer^encias? :P

    A muito oque melhorar para os blogs serem muito bem aceitos como um novo veiculo de informacao respeitada e fidedigna. O preconceito que envolve os Blogs ainda ‘e grande.

    Os Blogueiros blogosf’ericos, na sua maioria, s~ao como Patys…

    Metidinhas , se acham o ‘O do borogod’o mas por tr’az ‘e s’o sacanagem….

    FALOW !!

    [Reply]

  18. As revistas poderiam adotar essa postura de colocar a URL sim. Algumas revistas que leio já o fazem – vejam a Scientific American Brasil, por exemplo.
    E colocar referências da internet em trabalhos acadêmicos também já é normal. Ainda não tinha visto os blogs entrarem na dança, mas custa pouco. Basta que os acadêmicos comecem utilizar a ferramenta, o que do meu ponto de vista, falta pouco para isso acontecer (e já acontece com muitos pós-graduandos, o que significa que no futuro, muitos acadêmicos a utilizarão…).

    abraço

    [Reply]

  19. Quando recebo informações sobre algo que me interessa, seja de pessoa física ou jurídica, por qualquer meio, sempre busco as fontes. Não me forneceu as fontes perdeu o leitor, o ouvinte, o telespectador. Ontem um jornal da região onde moro, publicou uma matéria com um entrevistado que me chamou a atenção por ter opiniões que eram radicalmente opostas as minhas; o jornal citou que o entrevistado tinha site e blog, mas não forneceu as URLs. A partir de hoje este jornal perdeu o leitor. O dinheiro que eles investem é alto, se eles começarem a perder clientes por causa de uma coisa dessas, creio que pelo menos irão pensar no assunto. A propósito disso, já enviei correio para eles indicando o motivo de terem perdido o leitor. Moro na periferia de uma vila de operários, e digito, por alguns trocados, os trabalhos de alguns estudantes. Quando eles pesquisaram em sites, ou blogs, exijo as URLs para colocar nas referências. Se eles não anotaram, faço uma busca com eles para achar o endereço, o título do artigo, o autor e a data, para inseri-los no trabalho. Se não conseguimos recuperar a informação das fontes, não digito o trabalho. Na próxima vez, o estudante, pelo menos o que precisa da minha “caridade”, vai valorizar os esforços de outros para produzirem informação, da qual ele se beneficia.

    [Reply]

  20. Comentei exatamente isso com o Alexandre por email, que no mínimo na versão online deveria ter o link. E na versão impressa acho que também deveria ter, ainda que fosse no rodapé. Não saiu link nem para o meu blog nem para o dele e comigo não é a primeira vez que acontece. Na Info do mês passado também saiu uma matéria sobre o meu caso com o Boticário e não colocaram nenhum link. Nas próximas entrevistas vou negociar este link ao menos na versão online. Acho que dá pra negociar sim, é só questão de conversar.

    [Reply]

  21. Eu sou plenamente a favor de uma citação. Mas no meio impresso existe uma série de problemas. Eles podiam responder por eles mesmos. Sei lá, fazer uma lista de motivos mesmo que bobos, mas que deixariam muita gente satisfeita ou mais insatisfeita ainda.

    [Reply]

Regras: Comentários de clones serão apagados. Caso seu comentário contenha ofensas pessoais, textos todos em caixa-alta, palavrões desnecessários ou miguxês você poderá ter seu email e IP expostos publicamente. Anonimato não é um direito, é um privilégio. Use-o bem ou perca-o. Se quiser me xingar, seja criativo, assim há uma leve chance de seu comentário ser aprovado. Do contrário não gaste seu tempo.
As opiniões expostas nos comentários não refletem as do autor do blog, algumas vezes mal refletem as do autor do comentário.

Faça seu comentário

Quem é Cardoso

Para saber mais sobre o autor deste blog, visite este link. Para enviar uma mensagem, clique aqui. Para anunciar, clique aqui.


Jabá

O Contraditorium está hospedado no Bluehost, com transferência mensal ilimitada, espaço em disco ilimitado, domínios ilimitados, infinitos subdomínios, PHP, Ruby on Rails e todas as funcionalidades que você puder pensar. Quanto? US$6,95 / mês, quinze Reau, menos que uma pizza. Conheça o Bluehost, clique no link abaixo.