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Se você não construir, eles não virão. Ainda bem.

16/10/2007 - 3:57 pm  -  32 comentários


Eu amo o Flickr. É um excelente serviço de fotos, funciona tanto para quem quer uma comunidade vibrante (como diz o clichê) dos mais variados interesses, como para quem quer compartilhar fotos com os amigos. Há centenas de serviços agregados criados por terceiros, ele é limpo, funcional e rápido.

O Flickr também é virtualmente livre de miguxos, trolls e criaturas desagradáveis.

Eu achava que era por causa das facilidades para lidar com indesejáveis. O Flickr é draconiano em suas opções. Banir um sujeito implica em:

Ele não pode comentar mais as suas fotos

  • Os comentários antigos são apagados
  • Não pode comentar nos sets, comentários apagados idem
  • É removido de seus contatos
  • Você é removido dos contatos do sujeito
  • Ele não pode te adicionar novamente
  • Não pode adicionar suas fotos como favoritas
  • As já adicionadas são removidas
  • Não pode blogar suas fotos
  • Não pode adicionar tags ou notas
  • Não pode te mandar FlickrMail

Mas, depois de pensar um pouco, vi que eu só bani DOIS em todo o meu tempo de Flickr. Um ontem, um novato que ACABOU de entrar no Flickr, achou um post onde eu emitia uma opinião -pecado mortal se vai contra a opinião alheia- e saiu me xingando. O outro foi um verme desprezível do Interior de SP, mas isso é outra história, pras Páginas Afro-Brasileiras de minha autobiografia.

flickr-bloqueio.jpg

Portanto, a auto-regulamentação não deve ser justificativa para comportamento tão civilizado.

Vendo este post do Cybernet Tech News, que lista as cinco máquinas fotográficas mais populares no Flickr, percebi que a mais barata custa US$599,00. O resto é tudo bem mais caro. Não deveriam ser, proporcionalmente, máquinas baratas em primeiro lugar?

O Flickr, mesmo gratuito, tem muito mais recursos que o Fotolog. Deveria ter sido invadido, inclusive pelos gafanhotos brasileiros. Onde ixtaum os manows?

Pesquisando em blogs miguxos, vi que eles ABOMINAM o Flickr. As funcionalidades são “erradas” as cores são “erradas” o estilo minimalista é “errado”. Os comentários são “errados”.

O Flickr, em resumo, conseguiu se tornar um site livre de miguxos, livre da corja que invadiu o Orkut, sem nenhum esforço específico. Ou, na verdade, esforçando-se para atingir um público totalmente diferenciado deste.

O Flickr é complicado demais para as salsinhas usarem. É limpo, funcional demais. Ele não tem muitos visitantes de baixo nível por ser um local que não agrada a esse tipo de visitante. Parece óbvio, mas por que diabos nunca percebi isso antes?

É possível fazer isso em um site, em um blog?

Sim. No MeioBit nos livramos de 90% dos trolls através de um sistema de cadastro de usuários. O troll em geral é preguiçoso. Ele quer gritar mas não quer ter trabalho. Cadastrar-se já elimina a maioria deles. Agora voltamos com os ícones de identificação, ao lado do nome do usuário, em todos os posts e comentários, trazemos um ícone vermelho, de staff, um azul de usuário VIP (dado aos que se destacam e colaboram, com posts ou comentários, como o Kadu e o Cobalto) e inaguramos o ícone de Troll. Se você encontrar um usuário do MeioBit com este ícone meiobit-trollicon.gif ao lado do nome, não perca seu tempo, pule o comentário.

Em blogs pessoais entretanto sou contra cadastro, eu não usaria. Dependemos muito do visitante ocasional, o importante é que ele possa se expressar.

Portanto a melhor forma é manter os textos com um nível alto, não abrir mão das referências, inclusive nas piadas. Quanto menos estimular a favelização do blog, com piadinhas rasteiras mais apropriadas ao kibe, quanto menos hype pelo hype (hype por dinheiro ou hype por uma boa idéia, tudo bem) menos chance de ter um fotolog e mais chances de ter um Flickr.

Claro, sempre existirão os paraquedistas, mas o importante é que eles cliquem, não que comentem e muito menos que se sintam em casa. Mesmo nos blogs especializados.

Nota: Visitante Ocasional não é paraquedista. Paraquedista é pejorativo, visitante ocasional é um sujeito que efetivamente contribúi para o blog, com um comentário decente, uma opinião bem-fundamentada.

O que mais me deixa feliz é perceber que é possível ter um site de alta visitação, economicamente viável com uma freqüência de altíssimo nível. Percebo que Contraditorium já é assim. Um dos meus medos de deixar o blog crescer muito era justamente essa possibilidade de favelização, que percebo agora, pode ser evitada.

Então, mãos à obra.

PS: Aguardem meu Projeto Cingapura, saindo da gaveta nas próximas semanas. Também há dinheiro na favela, e eu quero!



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Você não me ama mas tem gente grande que gosta

14/10/2007 - 11:36 pm  -  21 comentários


É impressionante. Como sempre, não dá pra elogiar. Lendo os comentários do post do Fugita sobre a entrevista pra Época Negócios, descubro para minha (não muita) surpresa que – nas palavras dele- a revista:

Esqueceu de dar um mísero link, ou citar a URL do Techbits. Até na versão da internet.

Como costuma-se dizer nos blogs -para desespero da mídia tradicional, que não pode falar assim- é foda.

Será que em seus pequenos cérebros eles entendem que citar o nome já basta? Ou será que acham que colocar a URL já caracteriza jabá?

Será que não entendem que nossa URL é nosso ganha-pão? (metaforicamente, não seja tão literal, não estou com paciência)

Felizmente tem gente -grande- que não só aceita os blogs como uma realidade, como os consideram algo sério o bastante para exigir uma normalização.

Vejam por exemplo a Biblioteca Nacional de Medicina do Instituto Nacional de Saúde dos EUA. Não só eles sabem que blogs existem, como instituiram uma norma para unificar o formato de citações a blogs em suas publicações:

blogcitacao.gif

Isso mesmo, somos válidos o bastante para sermos citados em publicações científicas. Explicam inclusive que quando usadas citações, permissões devem ser conseguidas junto ao blog. Para o Instituto Nacional de Saúde dos EUA blogs são uma mídia como qualquer outra, o que é tudo que queremos, e muito mais do que temos hoje no Brasil.

Cada vez mais concordo com o Bruno, quando ela fala em desengavetar o blog em inglês.



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Breaking News: Fugita deu na Época

14/10/2007 - 1:40 pm  -  12 comentários


Com essa moda de blogueiras querendo tirar a roupa em revistas, quando veio a notícia de que o Fugita saiu em uma, fiquei com medo. Vai que era uma G Magazine. (vai, clica!) Não riam, Photoshop faz milagres e a lente de aumento existe na toolbar dele faz tempo.

Felizmente, talvez por intervenção divina, não foi a G, e sim a Época Negócios, que me parece ser uma revista bem séria (exceto pelo site, ou ausência de).

Melhor ainda, com direito a foto (dizem as más línguas orientais -né, Katia?-) photoshopada, e página inteira.

techbits-na-epoca-negocios.jpg

Não vou dar muitos parabéns, senão ele vai ficar com o ego completamente inflado, vai se tornar uma ameaça ao Inagaki e ambos se enfrentarão em um duelo de katanas em frente ao MacDonald´s da Liberdade gritando “Só pode haver um, né?”.

Devo dizer que fiquei com inveja, Fugita mandou MUITO BEM nessa.

PS: Se você acha que inveja é feio, leia isto aqui, tchau.

Para saber mais sobre a história da matéria na Época Negócios, vejam este post do Techbits, onde o Fugita faz o discurso “quero vencer pelo meu talento e não pelo meu corpo”. Ainda bem. Não sei se o mercado editorial sobreviveria a um pôster central do Fugita.



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Revistas: Mídia Obsoleta ou morte anunciada prematuramente?

14/10/2007 - 12:57 pm  -  10 comentários


Nesta matéria aqui o autor simplesmente clama pelo fim da cobertura de gadgets e tecnologia pela mídia impressa. Diz que essa área é ágil demais, e as revistas principalmente não conseguem acompanhar. É verdade, mas será mesmo preciso essa atitude radical? Será que a mídia impressa como um todo está obsoleta?

O caso apresentado é bem convincente. A Entrepreneur Magazine de Outubro traz uma matéria elogiosa do novo lançamento da Palm, o Foleo. O problema é que um mês antes a própria Palm cancelou o Fooleo, ou Palm Fooleiro, como prefiro chamar, pois o Mercado em peso riu da proposta de um teclado com monitor que funcionaria como extensão dos Treos (e somente eles), não teria capacidade nem de rodar vídeos do YouTube, e ainda por cima custaria US$600,00 – preço de um notebook básico, nos EUA.

Motivo suficiente para que a cobertura desse tipo de lançamento, pelas revistas, seja repensado. MAS… é só isso que as revistas fazem?

internet_tough_guy_magazine.jpg

Blogueiros costumam ver o mundo como se o blog fosse a medida de todas as coisas. Não é. Também não existe uma vala comum para jornalistas (talvez na Birmânia). O modelo dos blogs compete com uma pequena faixa do jornalismo. Na verdade competimos muito com os colunistas, que curiosamente são quem menos se importa conosco.

Uma revista de tecnologia que cubra lançamentos realmente está em uma posição de inferioridade?

Depende do público. A INFO é uma revista que lista lançamentos com meses de atraso, mas o público não reclama. Sabem o motivo? Sentem-se, blogueiros, pode ser chocante mas… Quem lê a INFO nem sabe que nós existimos.

Doeu? Então de novo: NÃO EXISTIMOS PARA UMA ENORME PARCELA DO PÚBLICO.

soldier-of-surrender.jpg

O leitor da INFO não se sente desatualizado pois nem sabe que a matéria está desatualizada. Ele prefere ler com calma a revista de papel, ao invés de fuçar blogs.

E não é só em questão de forma que perdemos. Conteúdo também.

Em outras áreas, não podemos nem sonhar em competir. Lendo uma Veja sobre a Crise Aérea, notei um detalhe: No rodapé das páginas, frases de personalidades sobre o assunto. Alguém teve o trabalho de corno de ligar para pelo menos 43 pessoas (assumindo que 100% dos entrevistados rendeu algo aproveitável) para pinçar uma frase. Para o rodapé, nem era a matéria principal.

Qual foi a última vez que você falou com DUAS pessoas antes de escrever um post? OK, UMA? E passar um MSN pro Inagaki não conta.

Não temos equipe para isso. Mesmo os ProBloggers não têm tempo hábil para fazer algo assim.

Blogs também raramente fazem jornalismo investigativo, policial nem pensar. Blogueiro só sobe favela para buscar inspiração. (vou receber taaaaaanto hate mail por causa dessa…)

Quantos posts “em andamento” você tem? Quantos levaram mais de uma sentada (no bom sentido, a não ser que você blogue sobre teatro infantil)?

Cada vez mais eu vejo uma guerra que não existe. Nossos pontos fortes são os pontos fracos da mídia impressa e vice-versa. Nós não temos como ganhar em termos de cobertura em profundidade, blogs são iniciativas quase sempre individuais. Se o sujeito levar uma semana para fazer um post, vai falir.

Estamos para a mídia impressa como a televisão está para… a mídia impressa.

É algo que surpreendentemente as TVs não perceberam ainda, que nós somos competição para o jornalismo televisivo, e competição séria. Unimos o melhor de dois mundos, o texto opinativo e a capacidade de prover imagem e vídeo.

Os jornais e revistas estão vindo para a Internet, tentando competir nos nossos termos. Sinceramente? Tiramos isso de letra, eles não são problema. Problema será quando a mídia falada e televisada (tm Odorico Paraguaçu) perceber que nós somos uma ameaça.

Aliás, problema mesmo será se eles perceberem isso antes de nós.



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O melhor post do dia

09/10/2007 - 10:50 am  -  16 comentários


Posts que assino embaixo são bons por dois motivos. Primeiro, mostram que há mais gente inteligente por aí, compartilhando de opiniões inteligentes e abalizadas como as minhas. Segundo, porque me poupa o trabalho de escrever um excelente post.

Como este aqui do Bruno.

Dica da Nosphy.



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Salsinha do Dia: Oh The Umanity!

08/10/2007 - 4:13 pm  -  27 comentários


Mais um dos gênios que comentam nos posts de paraquedistas.

Reparem na clássica indignação de quem procurou como bom carniceiro pelas fotos mas não achou.

Notem como ele demonstra revolta no texto do comentário, mas se entrega no campo “autor”:

A new comment on the post #445 “Quem quer ver as fotos dos corpos do acidente da Gol?” is waiting for your approval http://www.contraditorium.com/2006/10/06/quem-quer-ver-as-fotos-dos-corpos-do-acidente-da-gol
Author : gostaria de e todas as fotos do acidente da gol,criosidade e analise.
(IP: 201.19.123.230 , 20119123230.user.veloxzone.com.br)
E-mail : rafael-majo@hotmail.com
URL    : http://rafael-tarayahoo.com.br
Whois  : http://ws.arin.net/cgi-bin/whois.pl?queryinput=201.19.123.230
Comment:
isso e um cumulo,um disrespeito com a umanidade!!!

atualização

Quem diria, há solidariedade entre salsinhas.



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Excelente técnica para linkar indesejados

06/10/2007 - 12:47 pm  -  25 comentários


Um dos problemas de tratar com gente que não gostamos é dar “link love”. Linkar quem não nos linka é chato, mesmo quando precisamos citar a pessoa.

Hoje lendo este post no Crunchnotes, surgiu a solução:

Basta usar o www.tinyURL.com.

Você não repassará link love, pagerank nem nenhum dos recursos de SEO que o pessoal fala tanto, e mesmo assim poderá mostrar o quanto o sujeito foi inconveniente, sem graça ou chato feio e bobo. Para o leitor, tudo completamente transparente.

Gostei, vou usar.



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A irrelevância é o único e verdadeiro Inferno

06/10/2007 - 11:57 am  -  33 comentários


EU, TENHO PENA DO QUE VAI ACONTECER COM VC, DEUS IRÁ TE CASTIGAR POR TUDO ISSO QUE VC ESCREVEU,QUE DEUS TENHA MISERICORDIA DE VOCÊ MEU AMIGO.

Esse é o comentário típico que recebo dos leitores crentes.

Meu caro, a “ira” do seu amiguinho imaginário é o menor dos meus problemas. Mesmo que ele existisse, atrair a atenção da Criatura mais poderosa do Universo é algo que, apesar das conseqüências, faria muito bem ao meu ego.

Ruim seria você dizer: “Deus tem mais o que fazer, continue escrevendo o que quiser, ele nem sabe que você existe”.

Fazer diferença, para o bem ou para o mal é algo essencial para mim.

Tem gente que deixa comentários em um monte de blogs, compra brigas, escreve posts-isca ofendendo nominalmente grupos inteiros de Blogueiros, e mesmo assim não ganha um trackback. Um link. Sequer são lidos. É gente que só se sabe por terceiros. Se alguém quer ser um desafeto e só existe na base do “Viu o que fulano escreveu de você?” já fracassou. No máximo conseguem comentários em mesa de bar, recheados de desprezo.

Deve ser horrível, eu não consigo nem imaginar como é ter sua opinião ignorada de tal forma. Nem para discordar aparece alguém. Isso é vida (online)?

Na vida offline isso é igualmente importante. Ser mais um na multidão, ser um “conhecido” é muito ruim.

No Segundo Grau fiz alguns meses de curso de inglês com uma menina criada por uma família cristã fundamentalista. Ela chegou a ter crise de choro por perder o ônibus na saída do curso, pois os pais sabiam os horários e se ela chegasse atrasada (nem que 10 minutos) ficaria de castigo. Ela só falava comigo dentro do curso, do lado de fora algum vizinho poderia ver e se os pais soubessem que ela estava falando com um homem “do mundo”, castigo.

Aos 16 anos essa menina se matou.

Eu não me lembro do nome dela, só dos fatos acima. Hoje vejo que a importância dessa menina em minha vida foi muito pequena. Eu sei, é algo cruel de dizer, mas o fato dela ter se matado foi muito mais marcante que o fato dela ter vivido.

Eu não desejo isso para mim. Não desejo para ninguém. OK, até desejaria para alguns mas quem seria meu alvo consegue atingir a irrelevância de forma autônoma.

Mesmo assim, a diferença entre a megalomania patológica e a megalomania saudável, é que eu só me importo em ser relevante para as pessoas que são relevantes para mim. É uma versão pessoal da Regra de Ouro.

Talvez por causa disso eu tenha uma atração por mulheres esquisitas problemáticas complicadas danificadas complexas. Aparentemente é masoquismo, mas eu sinto que lidando com essas figuras, err… complexas, eu tenho muito mais possibilidade de ser relevante, de deixar um legado a longo prazo. Ajudá-las me ajuda a sair da multidão. É um sentimento de satisfação muito bom, ver uma figura que já esteve no fundo do poço, que saiu por sua ajuda, voar com as próprias pernas. (ok, não ficou uma boa figura de linguagem mas este post estava sério demais)

O lado ruim é que nem sempre aparece alguém para perguntar “quem era esse estranho mascarado? Nem tivemos tempo de agradecer”.

Quando você SABE que foi relevante, quando você sabe que FOI importante e descobre, da pior maneira que sua importância foi esquecida, que você foi compartimentalizado, isso é muito ruim. Voltar a ser mais um na multidão, depois de tanto esforço, é doloroso. Eu não havia pensado nessa possibilidade, mas depois de experimentá-la, tenho que admitir: Foi ruim.

Um “oi, que legal, vamos almoçar qualquer dia”, completamente amistoso toma uma conotação absolutamente cruel, quando dito pela pessoa certa da forma errada. Eu estou preparado para lidar com a rejeição (não é vantagem, sou homem, está no nosso DNA), com o desprezo, até com a fidelidade canina, mas eu não estou preparado para lidar com a mediocridade. Não de quem FOI importante para mim e para quem eu SEI que fui importante.

Deixar o passado para trás é uma atitude saudável. Fingir que ele não aconteceu ou minimizá-lo é queimar pontes. E exceto a do Rio Kwai, pontes não devem ser destruídas desnecessariamente, nunca se sabe quando precisaremos delas.

Passando isso para os blogs, fica a dica:

Se você se deixa afetar por comentários e opiniões de qualquer um, não tenha um blog.

Se você ignora a opinião de todo mundo, não tenha um blog.

Se você exige somente opiniões positivas, não tenha um blog.

Se você quer que todo mundo adore seu blog, não tenha um blog.

Se você precisa desesperadamente de atenção e aprovação, não tenha um blog.

Se você consegue discernir as boas opiniões, ignorar as ruins, tenha um blog.

Se você consegue ignorar completamente ataques de gente que não é relevante, tenha um blog.

Principalmente, assim como na vida, assim como nos filmes, assim como na TNT, nos blogs você vai ganhar e vai perder, mas não quer dizer que você tenha que gostar disso. Essa é a minha Regra de Ouro. E do Indy.



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