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MS Explorer bate em iceberg e afunda. Juro!

30/12/2007 - 5:53 pm  -  19 comentários


Eu não sei como  pessoal deixou passar isso. No dia 24 de Novembro um navio que fazia passeios no extremo sul bateu em um Iceberg, na costa da Argentina, e afundou. O navio se chamava… MS Explorer.

Aqui está o site de uma empresa de passeios que promove promovia viagens nele. Espero que tenham uma divisão especializada em mergulhos turísticos…

A piada é boa demais, nem sei se começo perguntando se o SS Firefox está bem, e se o USS Safari foi afetado…

Já o SS Opera, segundo imagens recentes, opera normalmente com a totalidade de seus usuários…


Seu blog preferido mudou. Não adianta chorar

30/12/2007 - 4:40 pm  -  12 comentários


Quando acompanhamos um blog é porque gostamos. Ou somos trolls masoquistas que só entramos pra falar mal e levar patada do blogueiro.

O problema é que nem todo blog se mantém fiel a seu formato original. Pessoas mudam, objetivos estratégicos mudam, sacos enchem, gente se entedia.

O Judão, por exemplo, continua a mesma coisa. Refinaram um pouco os textos, o que é natural para qualquer não-salsinha que escreve muito, mas a essência está lá.

Por outro lado temos blogs como o Diário de Um PM. Não sei se o fanfarrão do Alexandre levou uma chamada do Capitão Nascimento, ou se ele achou que seu blog seria mais útil como instrumento informativo para a categoria, mas seus posts estão raros e espaçados, e são basicamente convocações e avisos de assembléias.

Já o Fábio Seixas, depois de ir pros isteites como empresário de web, e de ser processado pelo Jeremias (o cara destes vídeos aqui. Não clique, é feio, ele não quer que o mundo saiba que ele foi preso, bêbado, encachaçado e patético) assumiu o lado empreendedor (não virtual, de verdade, dar dicas sem ter empresa é fácil) resolveu direcionar seu blog para outros megaempreendedores como ele.

Quem lia os dois blogs acima e percebeu essa mudança de rumo pode até ter se sentido traído. Não no nível do leitor do Polzonoff, que acompanhou umas 5 despedidas definitivas da Web, mas como um leitor que descobriu que o blogueiro tão familiar não fala mais para ele.

É chato? É, mas se o blogueiro não quer mais seguir aquela linha, não podemos exigir que ele continue escrevendo sobre coisas que não gosta mais, ou não considera prioritárias.

As observações do Fábio sobre web empreendedora serão boas, e ele continua uma referência, por mais que eu sinta falta dos posts mais pessoais. Se ele se forçasse a manter um estilo pessoal que não é mais o que ele quer fazer, ficaria ruim, e em breve eu cancelaria seu feed, o que não pretendo fazer hoje, mesmo “descontente” com o estilo novo do blog.

O leitor precisa entender que se conseguimos ser bem-sucedidos com blog, ganhando dinheiro escrevendo, no Brasil, isso significa que nossa empregabilidade é alta. Dos blogueiros top de qualquer ranking qualquer um consegue um excelente emprego, na hora que quiser. O blog é uma OPÇÃO (como o é qualquer emprego) e se queremos trabalhar com isso, é porque gostamos de escrever. Gostamos de nos relacionar com os leitores, gostamos da “microfama” – li na Wired, gostei do termo -

Eu não conheço nenhum blogueiro que escreva por obrigação, mesmo entre os que ganham dinheiro. Escrever É divertido. Se deixar de ser divertido, o blog não irá durar. Vamos arrumar um emprego de verdade, e pronto, the end.

E uma das formas mais rápidas de fazer com que escrever deixe de ser divertido é forçar um blogueiro a escrever sobre assuntos que ele não gosta.

Portanto, é melhor para todo mundo que seu blogueiro favorito continue escrevendo. Mesmo que você não goste.


Publicidade nos blogs – estamos em 1984?

28/12/2007 - 1:00 am  -  19 comentários


Não estou falando em 1984 do Big Brother, mas do ano mesmo. Estou trabalhando e assistindo Bete Balanço no Canal Brasil…

Pausa para uma explicação: É um típico filme dos anos 80, com trilha sonora do Barão Vermelho, uma história bobinha e, o melhor, a Débora Bloch, no auge de seus 21 aninhos, muito pelada nua e despida, em generosas cenas de séquiço apelativo. Há razão melhor para ver um filme?

É, eu imaginava que não.

Mas fora as tufas da Debby o que chamou minha atenção foi o merchandising descarado. Sem prestar muita atenção vi propaganda da Ínega, Olimpikus, Postos Ipiranga e até Leite Ninho. O que é extremamente irônico, pois na letra da música que fala de “leite em pó” e foi usada para a base da cena onde o Hugo Carvana puxa uma lata do porta-luvas do carro, e depois oferece um papel dobrado com “leite” dentro, bem… já deu pra perceber que a referência era cocaína, né?

Visto com os olhos de hoje, chego a algumas conclusões:

1 – A Débora Bloch é uma péssima cantora e melhorou MUITO como atriz.

2 – Ela estava muito melhor no Vida Como Ela É. alguns Kg a mais ajudaram.

3 – Se o merchandising hoje fosse feito com a cara-de-pau e desfaçatez dos anos 80, os cinemas seriam depredados.

A coisa é tão descarada que há até um número de dança com a Débora Bloch e um grupo de frentistas de um posto Ipiranga. Gratuito? Completamente. Em outro momento ela está fazendo fotos para um anúncio de jeans, com direito a um descarado close na bunda, mostrando a marca – Ínega -

A impressão -que não está muito longe da verdade- é que os produtores saíam atrás de patrocínio, fechavam a grana com as empresas, então escreviam o roteiro com as cenas em volta. Assim como os patrocinadores -ruins- de blogs fazem exigências absurdas, os patrocinadores dos filmes exigiam cenas inteiras em torno de seus produtos.

O carro-tênis da Olimpikus participou de vários filmes, inclusive dos Trapalhões.

Esses, eram especialistas. No Os Trapalhões no Planalto dos Macacos o filme era quase todo patrocinado pela Ultralar -tudo a preço de banana- e às vezes a cena inteira era cheia de caixas com a marca da loja.

Era comum nos filmes nacionais uma cena cortar para uma rua, um caminhão das Mudanças Gato Preto passar, parar por alguns segundos, seguir adiante, e a cena cortar para o resto do filme.

O termo técnico para esse tipo de ação de propaganda é… “tosco”.

Hoje o merchandising no cinema está bem mais refinado. Você não paga mais para ficar exibindo na tela uma logomarca por 15 segundos, você paga para a personagem principal usar roupas da sua grife.

Em True Lies uma das cenas mais comentadas foi a do computador rodando Windows em árabe. era o 3.11, já havia realmente uma versão localizada, mas ver algo assim é bem diferente de saber.

Não foi gratuito. A Microsoft pagou e pagou bem, mas o buzz gerado valeu cada centavo.

Bill Gates aliás parece gostar desse tipo de coisa. N’As Panteras elas usam um PDA com Windows Mobile, e em Transformers um XBox360 vira um Decepticon e ataca seu dono. Isso rendeu posts em quase tudo que é blog de tecnologia do planeta.

A Apple é especialista em colocar seus equipamentos em filmes. Primeiro, por serem bonitos e fotogênicos. Segundo, pela grana e/ou disponibilização de hardware para uso no filme. Quando o acordo não é acertado, ou a Apple decide não participar do filme, às vezes Macs ainda são utilizados, mas o a logomarca da maçã iluminada é descaradamente coberta com uma fita.

Quando um merchandising descarado é tentado hoje, geralmente temos uma pequena rebelião dos escritores e atores. Em House, MD durante um episódio temos um monitor especialmente posicionado para que a marca fique visível:

O personagem principal reclama: “Por quê eu não tenho Alta Definição no meu escritório? Eu sou um chefe de departamento. Caracterização de tecidos é impossível quando os pixels são do tamanho de legos!”

Pelo visto a idéia de fazer um merchandising discreto não funcionou muito bem. Não sei se a Dell reclamou, mas Inês é morta.

O quê isso tudo tem a ver com blogs?

Eu acho que estamos hoje como os filmes nacionais na década de 80. Vivendo uma época onde o dinheiro está começando a entrar, mas nem quem paga nem quem recebe sabe exatamente como se portar.

A perspectiva futura apesar de tudo é positiva. Se o cinema nacional -e mundial- conseguiu se adaptar, se hoje temos excelentes filmes que não páram a trama para mostrar um outdoor, acredito que os blogs também achem seu formato. O leitor de blogs hoje é bem menos condescendente que o espectador de cinema dos anos 80, e ainda temos a desvantagem de não poder mostrar fotos da Débora Bloch pelada, portanto essa evolução para um modelo de publicidade que agrade todos os envolvidos será dramática, cruel e eliminará muita gente boa mas nem tanto, mas no final, acredito que vamos chegar lá.


Darwin continua atacando, desta vez nas agências

27/12/2007 - 1:33 am  -  10 comentários


Que ninguém nos ouça (e nesses dias de feriadão ninguém vai ouvir mesmo) mas 90% do chamado “Marketing Online” é um lixo.

Longe de mim reclamar, quero mais é que gastem dinheiro no AdWords com seus “Compre Enfeites Natalinos”e outras chamadas inspiradas, mas a triste constatação é que mudou-se a mídia, mas manteve-se a falta de criatividade. Os SPAMs que recebo são reproduções fiéis das malas-direta de 50 anos atrás. Em alguns casos o spammer realmente ESCANEIA a mala-direta, ou manda um JPEG do site. Sem área clicável.

Os mais criativos são os picaretas estelionatários, esses ao menos usam de meios de convencimento eficazes para que o corno de pau pequeno ou o esperto que vai ver as fotos que a gatinha mandou por engano cliquem nos links. Nas agências, a mesma coisa. Existem cases excelentes, como o da Axe com as blogueiras, ou o da Gossip Girl, onde a agência contactou blogueiros pedindo “informações pessoais semi-constrangedoras” e usaram na campanha, gerando um buzz legal.

Mas isso é a exceção. O normal é o blog ser tratado como no máximo mídia convencional. “Oi, tome dezreau para falar desse produto aqui”. Em alguns casos o cliente sequer aceita que a propaganda seja anunciada como tal. Curioso. Ele pede pra Rede Globo não passar o Plim-Plim quado o comercial dele abre o break?

Algumas atitudes são extremamente simples, óbvias mas ainda são raras. Por exemplo: Eu recebi um Grill do George Foreman para testar. Com certeza saiu mais barato do que um post pago, mas muito provavelmente eu não aceitaria fazer, se assim fosse. Fica complicado falar de um produto que não conheço, ficaria falso e artificial. Ao me oferecer o Grill a agência “teve trabalho”, enviando o negócio, eu me senti bem (adoro receber pacotes) e pude colocar a mão na massa. O resultado ficou bem melhor do que um post “compre, dizem que é bom”. Eu saí perdendo por ter recebido um produto mais barato que um post pago? Acho que não. Nem tudo são números frios.

Jáa Intel preferiu seguir uma linha completamente tradicional. “fale aí do nosso comercial”. Fiz o post, recebi, mas faltou tesão. Melhor ficou o post que fiz depois, quando achei fotos semi-nuas das gêmeas do comercial.

Não faria mais sentido oferecer algo como “Cardoso, aqui está o $$ de um post pago. Queremos que você fique com este notebook por um mês e depois escreva um texto sobre o que achou do novo chip Intel MegaPentium XV”? Blogueiros gostam de gadgets, uma oferta dessas garantiria pelo menos uns três posts, pois se conheço minha raça, adoraríamos contar pra todo mundo que estamos testando um mega-notebook da Intel.

É fácil mandar um DVD ou um press release ou então pagar pra que um blogueiro fale de um filme. Mas não seria muito mais eficiente chamar um grupo de blogueiros locais para acompanhar um dia de filmagens? Garanto que o buzz seria bem maior. Só que para isso é preciso ser criativo. A Riot, com a influência do Ian (e agora da Mírian) tem se saído com propostas interessantes, mas a resistência dos clientes me parece muito grande. As verbas também não são isso tudo.

Quando os anunciantes começarem a se interessar mesmo por essa Mídia 2.0, as agências mais criativas terão caído na graça dos blogueiros. E como o espaço para mídia é limitado, Se tivermos que escolher entre um post-propaganda padrão e uma idéia criativa, diferente, curiosa, ficaremos com a segunda, pois com isso faremos posts criativos, diferentes, curiosos, e é isso que nosso leitor quer, seja pago ou não.


Só Darwin salvará os blogs

26/12/2007 - 1:49 am  -  24 comentários


Pode reparar: A Globo não menciona marcas nem produtos, exceto quando há uma ação de merchandising (leia-se jabá) por trás. Isso é feito por dois motivos:

Primeiro, para evitar danos caso a marca seja mostrada de forma negativa. Um personagem que toma uma Kaiser e depois bate com o carro está prejudicando a cerveja, digo, a Kaiser, e isso é passível de processo, dada a penetração (epa!) da emissora.

Segundo (e mais importante) o espaço na Globo custa caro. Atinge milhões de pessoas. Se eu vendo Skol, pago para fazer uma inserção de 30 segundos no primeiro break da novela, e no meio da dita-cuja ao invés de pedir “uma cerveja” alguém pede “uma Brahma”, eu vou ficar bem puto, justificadamente.

Por causa disso a Globo não usa marcas de forma gratuita. Soa até ridículo em alguns momentos, mas é a vida.

Nos blogs não temos essa preocupação. Citamos marcas e produtos “impunemente”, assim como citamos e linkamos outros blogs, sem pensar muito, principalmente se for conteúdo viral.

Os anunciantes perceberam isso, e investiram nos posts pagos que estimulam comportamento viral.

A parte ruim: Há um bom número de anunciantes pagando por posts, criando situações onde blogueiros estimulam diretamente a participação de outros blogueiros, e a característica publicitária do post NÃO é revelada.

Ou seja: Você está ganhando para indicar um jogo, um teste, uma brincadeira, uma página, me pede parar visitar o site, clicar no link, mas NÃO revela que recebeu pra isso?

Como todo mundo tenho uma pequena lista de contatos VIP que quando mandam uma URL, eu clico, sem pensar, pois sei que vem boa coisa.

Se esses contatos começarem a receber grana para divulgar links, e avisarem, eu vou clicar SE o link me parecer interessante. Mas se esses contatos começarem a receber para divulgar links. Colocarem posts sobre esses links, e NÃO avisarem, com o tempo eu vou PARAR de clicar nesses links.

Isso JÁ está acontecendo. Da última vez foi tão descarado que os blogs participantes usaram o MESMO texto para propagandear o link. Que era MUITO fraco, do nível daquela fraquíssima campanha Gol Facts.

O que vai acontecer é que esses blogs vão perder credibilidade. Vão perder confiança. Já estão perdendo. Hoje, na dúvida, eu não dou link, não comento.

Os visitantes tendem a ficar mais espertos (não falo dos pára-quedistas) e com isso o efeito replicador do post pago disfarçado vai diminuir. Menos gente clicará, menos gente fará links para esses posts.

E não estou falando dos leitores, estou falando leitores-blogueiros, formadores de opinião entre os blogs co-irmãos (pra usar um jargão televisivo).

Assim teremos um blog com visitação, popular entre os leitores-paraquedistas (nada de errado, o kibe vive disso) mas que não terá qualquer influência sobre os outros blogs.

Com o tempo esse blog irá perder posições nos rankings, no Google e tenderá à grande vala comum dos blogspots da vida, no fundo do tacho, onde o Google não chega. Seu lugar será ocupado por outro blog, e Darwin terá vencido mais uma vez.

Cenário drástico?

Pode ser, mas já está acontecendo comigo.  E o pior, involuntariamente, como percebi por esses dias.


Deixem a MariMoon em paz!

22/12/2007 - 2:11 am  -  76 comentários


A Marimoon, fotologueira e musa dos miguxos vai apresentar um programa na MTV. Os miguxos estão em festa, já os blogueiros, bem, digamos que não estão muito felizes. Os comentários dos leitores também detonam a menina E a MTV, por sua escolha.

Desculpe, gente, mas mesmo eu não acho que isso seja o fim do mundo. Sem nem partir pra linha “antes ela que a Cicarelli”, vamos pensar: A MTV vai contratar a Nospheratt, para falar de monetização, a Prefeita de São Francisco Xavier pra falar de neurofisiologia ou a Veri pra falar de gadgets?

Esse é o tipo de apresentadora que fala ao público da MTV?

Do mesmo jeito que não gostamos de miguxos nos nossos blogs, eles não gostam de gente que escreva muito, use palavras compridas em seus fotologs. Nós lá, eles aqui (ou algo assim) e todos convivendo pacificamente.

O Noronha critica corretamente a repórter da Capricho por ter chamado a MariMoon de blogueira. Concordo, ela não tem nada de blogueira. Fotologueiro no máximo escreve legendas. Mas daí…. vamos criticá-la por isso? Que me conste o Sebastião Salvado e o Cartier Bresson não escreviam muito em suas fotos. O fato do trabalho dela ser visual não a torna pior do que ninguém.

Só o fato do trabalho ser um infinito showzinho poser, mas isso é outra história.

O fato é que ela fala para o público da MTV. Ela não está sendo chamada para a Academia Brasileira de Letras, não recebeu um convite para criar um blog no Gawker.com. Não está sendo elogiada pelo Veríssimo e pelo João Ubaldo.

Ela é uma fotologueira conhecida, bonitinha, que tem uma enorme legião de seguidores. Por acaso não somos parte dessa legião, mas não somos parte de um monte de outras tribos, e nem por isso atacamos seus membros quando conseguem mais exposição que nós.

Eu entendo perfeitamente a “revolta” do pessoal, afinal estamos falando de Fotolog, algo que só perde para o Orkut. Pior que isso só se surgisse uma notícia “maior piadista do MSN convidado para escrever para o Pânico na TV”. Entendo que é uma exposição “injusta”, afinal ela não cria conteúdo real, no máximo de vez em quando mostra as tufas, mas gente, ENTENDAM: Ela satisfaz seu público.

A Fabiane pode agradar seus leitores quando fala sobre tipografia, mas a verdade é que esse público é a minoria da minoria. Ler um texto sobre técnica tipográfica pode ser interessante para mim, mas é uma tortura para o miguxo fã da MariMoon. Devemos executá-lo por isso? Eu prefiro guardar a munição pra quando esse miguxo adentrar MEUS domínios.

Há blogs onde amam a Hello Kitty, blogs das Salsinhas de Cristo, blogs de atrizes falando sobre sua higiene íntima. Nem por isso ficamos revoltados quando surge um blog mais esquisito, um blog mais “inútil”. Eu ABOMINO poesia, nem por isso prego o fim dos blogs de poesia.

Se podemos ser tão tolerantes com a diversidade, se podemos aceitar tão facilmente que há blogs diferentes para públicos, diferentes, porque não ampliar isso? Vamos aceitar que existe mais do que blogs na Internet, e que internautas não-blogueiros podem atrair um público considerável.

Afinal, ninguém chiou tanto quanto o kibe foi pra Globo. Alguém vai dizer que o Tabet é melhor que a MariMoon? Ela ao menos dá um caldo…


Cardoso (eu) entre os melhores do IDG Now!

21/12/2007 - 1:01 pm  -  29 comentários


housepremio.jpg

Vox Populi Vox Dei sim, e daí? Pelo segundo ano consecutivo este blog está listado entre os 10 dos Blogs Mais Populares da Internet Brasileira.

Levando-se em conta que foi um ano sem hypes, sem nada muito apelativo, e onde eu -admito- meio que deixei cair a bola algumas vezes, foi uma boa surpresa ainda estar entre os 10 Melhores. E, melhor que o ano passado, não há kibes nem celebridades no meio da lista, que é quase um conjunto de “suspeitos habituais”, encontrada no leitor RSS de quase todo leitor de blogs:

  1. http://www.interney.net/
  2. http://www.meiobit.com/
  3. http://br-linux.org/
  4. http://1001gatos.org/
  5. http://www.bluebus.com.br/
  6. http://contraditorium.com/
  7. http://www.brpoint.net/
  8. http://novo-mundo.org/log
  9. http://www.digitaldrops.com.br/drops
  10. http://www.brainstorm9.com.br/

Nada mal, nada mal mesmo. Foi um excelente complemento para o prêmio de Melhor Blog Individual, no Best Blogs Brazil (sic).

Agradeço ao pessoal que visita fielmente o blog, elogia, reclama, critica, sugere. Agradeço ao pessoal que participa.

Também agradeço às salsinhas, que tornaram minha vida muito mais divertida, principalmente as Salsinhas de Cristo, que vivem prevendo (e prometendo) desgraça em cima de desgraça).

PS: como DOIS dos blogs onde escrevo estão na lista, minha posição como Cardoso Xerxes, Imperador da Blogosfera está ratificada. Aliás, estou pensando em mudar meu nome para General ZOD!

zod.gif


Denúncia: Servidor da Sec. Saúde do Amazonas usado para fins religiosos e particulares

20/12/2007 - 7:38 pm  -  49 comentários


Essa é de lascar. Querem mesmo fazer Jesus chorar. Um tal de Rodrigo Santiago que provavelmente trabalha na ou para a Secretaria de Saúde do Amazonas está achando que no Brasil tudo é bagunça, e que se há espaço em disco, está tranquilo. Tanto que está usando o servidor OFICIAL da Sec. de Saúde para hospedar um monte de sites pessoais, inclusive de uma bandinha GOSPEL, aqui: http://www.saude.am.gov.br/susam/santuarios/:

am1.jpg

Pombas, é pra isso que vai o meu, o seu, o nosso dinheiro dos impostos? Não sabem que o Brasil é um Estado Secular, sem religião oficial, com clara e constitucional separação Igreja/Estado?

Mas melhora. Ele está hospedando o portal do canal IRC de sua Igreja Presbiteriana: http://www.saude.am.gov.br/susam/portal/

AM2.jpg

Também está lá o site pessoal: http://www.saude.am.gov.br/susam/rodrigosantiago/

AM3.jpg

Nele descobrimos que o Rodrigo é webdesigner e tem 19 anos, morador de Manaus.

Ah, também temos sites de empresas que ele hospeda ou testa, usando os recursos da Secretaria de Saúde:

Rodrigo, dê uma olhada na sua Bíblia, veja lá o Oitavo Mandamento: “Não furtarás”. Isso que você está fazendo é roubo. Você está se apropriando de recursos PÚBLICOS, pagos com impostos do povo para seu próprio benefício. Eu garanto que os católicos, umbandistas e espíritas vão querer (e estarão no direito) hospedar seus sites no seu servidor, também.

Outros webdesigners, muitos sem recursos para manter uma infraestrutura de servidor, podem e irão se sentir passados para trás.

Esse tipo de atitude mostra que não adianta atacarmos os responsáveis pelo Mensalão ou seja lá qual o escândalo da semana. A marmotagem, a apropriação indébita, a Lei de Gerson não começa lá em cima, em Brasília. Começa bem junto ao povão, por gente que se SUJA para economizar US$6,95 / mês (se hospedar seus sites pelo Bluehost).

Dica anônima de um leitor do MeioBit, o Henrique, aka hbeira. Valeu mesmo, o Brasil agradece.


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