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Um blog é um blog é um blog. Ou não?

29/02/2008 - 12:09 pm  -  27 comentários


O termo blog é pejorativo. Não adianta. “blogueiro” também é. O sufixo “eiro” denota trabalho braçal. Sim, “engenheiro” também é braçal, só melhora um pouco quando ganha “eletrônico”, “nuclear”, no final. Não temos “articuleiro”, “periodiqueiro”, “jornaleiro”. De forma subconsciente quando falamos “blogueiro” já nos colocamos em posição de inferioridade, diante do interlocutor.

A imagem pública de “blog” também não ajuda. A frase que mais se escuta é “blog? Minha filha tem um”. O Fugita que o diga, quando se identificou como blog e quase foi escurraçado.

Há empresas que bloqueiam em seus firewalls blogs específicos -o Bruno por exemplo não me acessa do trabalho- ou mesmo qualquer URL com a palavra “blog”.

Imaginem se bloqueassem “news” o escândalo que seria.

Claro, dizem que os blogs não possuem credibilidade, são em maioria diários de adolescentes, e antiprodutivos de ter em um ambiente corporativo. Colocam todo mundo na mesma cesta, e danem-se os blogs sérios. Já os sites “de notícias”, como o Weekly World News não são bloqueados. Vejamos as manchetes deste que se diz “O Único Jornal Confiável do Mundo”:

É, eu também acho.

O preconceito contra blogs vai mais adiante. Aparentemente na Escala Pokemon os blogs são naturalmente inferiores. Vejam n’O Globo por exemplo: A URL é:

http://oglobo.globo.com/blogs/

Mas… notem a primeira rubrica na coluna da esquerda:

os top 4 são “sites de colunistas”. Estão inclusive fora da árvore de blogs. O Beto Largman, que é um humilde autor de blog de tecnologia d’O Globo, está listado, lá embaixo:

O link é:

http://www.oglobo.com.br/blogs/largman/
  (destaque meu)

Já o Noblat está listado lá em cima como “site de colunistas”. O link:

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/default.asp

É CLARO que os figurões ganham mais destaque, é a ordem natural das coisas, não estou reclamando disso. O ponto aqui é bem mais sutil. Notem que acima de um certo grau de evolução, você não pode ter um blog. Passa a ter um site. “blogs de colunistas” é haram, haram mortal!

Essa postura é ridícula, é tampar o sol com a peneira. É dizer que a Mírian Leitão é “boa demais para ter blog”. Eu só posso rir, pois enquanto o jornal finge que o Noblat tem um site de colunista, bem… vejam o cabeçalho:

É. Noblat tem um blog. Mesmo que uns não queiram.


Dormindo com o Inimigo – ou: Cardoso: PWNED!

28/02/2008 - 1:17 pm  -  12 comentários


Eu sei que o MadDog é o Stallman do bem, não tem nada a ver com os freetards que empesteiam o MeioBit, eu sei que eu queria ter tirado uma foto com ele, mas descobrir que a MINHA namorada tirou uma foto com o cara é PWNED demais pra mim ;)

Mas deixe estar, vou tirar uma foto com a Tina Wood, da Microsoft, ela vai ver só ;)


Se eu pudesse falar a Língua dos Blogs…

27/02/2008 - 10:50 pm  -  39 comentários


Nota: Este artigo não é sobre miguchês.

A arte de escrever tem suas nuances. O meio determina a forma. Um texto televisivo é diferente de um texto radiofônico. Um bom exemplo são as diferenças entre legendas e traduções para dublagem. Todo adolescente que faz 6 meses de CCAA e se dispõe a traduzir sua série preferida acaba, em uma primeira fase, com legendas de três linhas.

Quando a velha mídia veio para a Internet, trouxe sua forma de escrever, os textos são rigorosamente iguais aos que são publicados nos jornais e revistas, por isso também temos a virtual ausência de links. Redator de site de jornal não linka por ordem superior E por falta de hábito. Links não funcionam na mídia impressa, e quase todo veículo que tenta, faz caquinha. Já viu aquelas colunas pequenas, com uma URL quebrada? Ou o diagramador mete uma quebra de linha e torna a URL falsa (como saber se o hífen existe mesmo?) ou temos aquele espaçamento justificado onde as letras da URL se separam para ocupar a linha inteira.

A melhor saída para a mídia impressa é, ironicamente, avisar “para os links desta matéria, consulte nosso site”.

Quem escreve em blogs, entretanto, não precisa ficar preso a esse tipo de restrição. A menos que você pretenda requentar reunir seus textos em um livro posteriormente, pode usar e abusar dos recursos de tipografia online, além de hyperlinks, formatações, etc.

Não é algo que substitúa o conteúdo, mas é algo que o enriquece. Algo que torna o texto online mais versátil que o impresso. Um texto tradicional tem duas possibilidades: Ou você assume que seu leitor sabe do quê está falando, ou então explica tudo, timtim por timtim:

Texto assumindo que o leitor sabe do que você está falando:

Fidel chama o Raúl. Por pouco não foi o Hugo.

Texto assumindo que o leitor não sabe do quê você está falando:

Fidel Castro, ditador cubano há décadas no poder renuncia em benefício de seu irmão, Raúl Castro. Hugo Chavez, presidente da Venezuela, foi cogitado como alternativa por alguns analistas.

Texto usando recursos online:

Fidel chama o Raúl. Por pouco não foi o Hugo.

Quem entendeu, entendeu. Quem não entendeu, clica.

Com o uso de links podemos transformar um texto de 10 linhas em três, sem prejuízo ao entendimento. Quanto mais informações o leitor tiver, mais ele aproveitará, pois não precisará ler nada que não seja necessário, ao mesmo tempo em que o leitor que não conhece os detalhes em discussão tem oportunidade de aprofundar seus conhecimentos. Você literalmente ensina a pescar, sem encher o saco do pescador profissional que está no mesmo barco.

No texto online também somos mais flexíveis quanto ao uso de formatações, uma simples variação no tamanho da fonte passa um significado, mas não conte para ninguém, ok?

O uso criativo de tipografia vai além. É comum blogs de respeito reconhecerem seus erros com a tag , que marca um texto como apagado, mas o recurso serve para outros fins, em geral humorísticos, até em sites como o do verme canalha desprezível escroque meu amigo Morróida.

Tags falsas são um recurso já não tão recomendado, exceto se sua audiência for geek, do contrário não entenderão o significado completo do recurso. Bem, quem mandou não trabalharem com tecnologia?

Visita ao Estadão

Um outro recurso é utilizar o nome dos arquivos de imagens para passar “mensagens subliminares”. É excelente para implicar discretamente com alguém. O elemento ALT, dentro da tag de imagem, também pode ser usado. No caso da imagem acima, parando o mouse em cima provavelmente você verá algo interessante, pois o elemento ALT está definido como:

alt=”Visita ao Estadão”

O texto online também pode “cometer” emoticons, algo impensável em um texto mais formal. Mas, se fôssemos formais não seríamos blogs ;)

A Poesia Concreta fez muitas experimentações com forma, mas não gerou nada de útil <== isso vai dar polêmica. No caso do texto online nós efetivamente agregamos conteúdo, com a inclusão da forma como… forma de comunicação.

O importante é que temos mais recursos para passar nossa mensagem, e devemos utilizá-los. Eu disse que o meio determina a forma, mas como menor denominador comum. Um texto radiofônico soa redundante na TV, mas pode ser utilizado. Um texto jornalístico clássico funciona online, mas soa redundante. Nosso texto deve ser diferenciado pela qualidade, mas também pela forma, do contrário escrever online não será mais do que escrever para qualquer outro veículo, de papel ou não. E gente fazendo isso é o que não falta. Viva a Diferença, especialmente se nossa diferença for melhor.


Cuidado rapaz, eu tenho amigos poderosos!

27/02/2008 - 9:23 pm  -  3 comentários


OK. “Eu” entenda-se blogueiros americanos de sites militares, mas o princípio é o mesmo.

Ontem o Exército dos EUA divulgou a versão 3-0 de seu Manual de Campo, um documento chatíssimo e completamente desinteressante exceto para os mais fanáticos por assuntos militares, ou quem trabalhe com isso.

O importante aqui é que a divulgação contou com uma conference call entre blogs militares, como o Aviation Ares, o Military.com, Defense Tech e outros. Faz sentido. Esses blogs, que o preconceito e falta de costume leva quase automaticamente a chamarmos de “portais” são muito mais eficientes divulgando informação do que a mídia, mesmo especializada.

Não há nenhum programa diário de TV nos EUA especializado em notícias militares, e mesmo que houvesse, um manual de campo não é matéria “quente”. Revistas, bem… elas sofrem daquele problema de só serem publicadas uma vez por semana, se tanto. A maioria, mês em mês…

Para esse tipo de divulgação, os blogs especializados são excelentes, garantindo agilidade E atingindo (sem trocadilhos) de forma cirúrgica (ok, talvez um leve trocadilho) seu público-alvo (admito, foi proposital).

Levando-se em conta que militares de qualquer lugar não são exatamente amantes de novidades e progressistas, a idéia de uma estrutura de divulgação envolvendo blogs é no mínimo inusitada. Nada mal, pelo visto é melhor lidar com os soldados do Tio Sam do que com a organização de eventos de tecnologia e Internet no Brasil.

Claro, quando penso em blogs sobre assuntos militares, Internet, etc, confesso que a primeira imagem que me vem à mente é esta aqui:


Setas, círculos e preconceito na blogosfera

27/02/2008 - 3:29 pm  -  28 comentários


A minha maior crítica à kibeficação da Internet é que assume-se que o leitor é um ser altamente retardado, e precisa ser levado pela mão a cada piada, tudo esmiuçado, explicado e não deixar NADA para esse leitor. A sacada final, que é a melhor parte de qualquer piada, não existe na internet kibeana (que está longe de ser exclusiva do kibe, infelizmente a maioria é assim).

Uma piada contada em um bar:

_Rapaz, fui demitido do frigorífico, me pegaram tentando enfiar o pinto na cortadeira de salame…

_Nossa, bem-feito, ainda bem que te impediram. Mas e aí, tudo bem?

_Mais ou menos, ela também foi demitida…

A mesma piada, contada na maioria dos sites de humor:

_Rapaz, fui demitido do frigorífico, me pegaram tentando enfiar o pinto na cortadeira de salame…

_Nossa, bem-feito, ainda bem que te impediram. Mas e aí, tudo bem?

_Mais ou menos, ela também foi demitida, e cortadeira, você entende, era a função dela, que obviamente era uma mulher, com a qual eu estava tentando manter relações sexuais…

Acha exagerado? É só a versão textual dos “auxílios gráficos” usados em algumas piadas visuais. Você sabe, textos de três linhas com a “parte engraçada” em destaque. Afinal, se o leitor não for encaminhado até onde o humor está, ele não achará sozinho, imaginam.

Quantas vezes você já viu imagens como a abaixo?

Ou estes horrendos círculos?

Isso é realmente necessário? Será que o leitor é tão debilitado mentalmente a ponto de ser incapaz de perceber a ironia nas imagens sem ajuda externa? E se for mesmo tão incapaz, faz sentido perder tempo escrevendo para esse tipo de gente?

Entretanto atacar a ferramenta é errado. Eu insisto que não gosto de círculos e setas explicativas, mas acabei percebendo que a culpa NÃO é dos círculos ou das setas, a culpa é dos humoristas paternalistas que assumem seus leitores como idiotas, ou escrevem para idiotas e acabam explicando suas piadas até o último detalhe.

A setas podem ser SIM um recurso de humor, mas para isso é preciso talento, não ser paternalista e deixar algo para seu leitor. Vejam por exemplo este post do Judão, onde falam sobre a possível (ok, improvável) aparição da Ninel Conde, do RBD (ou RDB? Nunca lembro) na Playboy americana.

Digamos que o uso da “seta explicativa” na imagem foi, em minha opinião, GENIAL.

A lição aqui é que não devemos descartar um recurso apenas por ele ser MUITO mal-utilizado. É como decretar o blogspot como um lixo ser tamanho, só por 90% dos blogs miguchos de lá fazerem parte da categoria “lixo”. Alguns dos melhores blogs do mundo estão no blogspot. Não visitar alguém por “estar no blogspot” é puro pré-conceito e no final vai prejudicar muito mais quem deixa de ler do que quem lá escreve.


[atualizado] Eu, eu eu, Cicarelli perdeu a ação contra o YouTube

26/02/2008 - 1:56 pm  -  19 comentários


[atualização] Eu sabia que iria me foder por ir na onda de um site chamado “Portal Imprensa”, da REVISTA Imprensa, e ainda por cima com o UOL por trás. Conforme o Carlão apontou nos comentários, a notícia é velha, muito velha. Mas foi publicada hoje.

a tela, caso resolvam apagar a cagada

Portanto, crianças, fica a dica: A (revista) Imprensa não é confiável.

Agora cá para nós, não é maravilhoso esse mecanismo de autocorreção da blogosfera, onde minutos após um erro é retificado, sem varrer o lixo para debaixo do tapete? É, eu também amo muito tudo isso.

Como experiência, estou enviando um comentário via formulário de contato. Vamos fazer um bolão? O quê você acha que vai acontecer?

a – vão ignorar

b – vão apagar o artigo

c – vão corrigir colocando uma menção à antiguidade da matéria

d – mudarão  a data do artigo

e – Chuck Norris

O Exmo Juiz Gustavo Santini Teodoro, da 23ª Vara Cível de São Paulo (SP) cassou as medidas restritivas e julgou improcedente a ação movida pelo
casal Daniella Cicarelli e Tato malzoni, que diga-se de passagem nem casal são mais.

Aquele barraco todo, bloqueio do YouTube, ameaças contra blogs e sites, processo movido contra YouTube, Globo e IG?

Resultou em uma PÉSSIMA imagem para uma figura que VIVE de imagem, mas pelo visto não tem essa percepção.

Pois bem, meninas e meninas (prefiro assim, sem meninos): Se vocês forem transar na praia, transem na praia, mas POR FAVOR entendam que lugares públicos não são lugares onde sua “privacidade” está em alta.

Para piorar, além das custas do processo, os dois terão que pagar R$10.000 de honorários para os advogados de cada um dos réus. De cara a Cicarelli está R$30.000 mais pobre. Vai ter que fazer muito programa na MTV Band para recuperar isso.

Parabéns à blogosfera por identificar o bloqueio e dar o furo HORAS antes de qualquer outro órgão tradicional.

Parabéns também ao Juiz Gustavo Santini Teodoro, por demonstrar que existem, sim, magistrados dotados de bom-senso neste país.

Agora ao que interessa: Alguém já tem links para as novas cópias do vídeo? Vamos divulgar!


Fonte: Portal Imprensa, via Alê Rocha

[atualização] embora tenha um belo par de seios, prefiro ver essa dona pelas costas, portanto não sigo sua carreira. Ela na verdade está fazendo programa na Band, não mais na MTV. Agradecimentos ao Rafael e ao Hilário pela correção.


Atendendo a pedidos, comentários por emails

24/02/2008 - 12:17 pm  -  14 comentários


Muita gente tem pedido esse recurso. Eu enrolei enquanto pude, pessoalmente não gosto do recurso, toda hora tenho que me descadastrar dos posts do Leo, por exemplo. Mas se eu só me preocupasse com minha opinião no blog, seria da Blogosfera Intelectual.

Então, meninos e meninas, agora é possível acompanhar os comentários de um post por três meios diferentes:

1 – assinando o RSS dos comentários daquele post

2 – visitando religiosamente a página, como os sujeitos que dizem que o Contraditorium é uma merda, eu sou chato feio e bobo e nunca mais voltarão aqui

3 – selecionando a caixa de comentários por email, no final do formulário de… comentários do post.

PS: A mensagem é idêntica à do blog do Leo. Foi proposital. Ele encabeçou a lista dos que pentelharam atrás desse recurso, então nada mais justo do que me dar (à revelia) a tradução da linha…

PS2: O serviço, claro, está em testes. Por favor dêem retorno se está funcionando bem, mal ou não faz nada.


Adeus às Armas

24/02/2008 - 6:08 am  -  21 comentários


Calma, leitor fiel, este é o post que você quer ler.

Um dos maiores problemas que assombram os blogs é quando algum desconhecido começa a escrever posts nos atacando. A primeira reação é responder, mas nunca é uma boa atitude.

Mesmo que você destrua com argumentos o sujeito, não vai deixar meros fatos se interporem entre  ele e sua opinião. Estatisticamente, há 99% de chance de ser alguém com um blog iniciante ou irrelevante, e no final você encherá o sujeito de Link Love, mandará visitantes para lá, e não ganhará nada com isso.

Eu fui esperto o bastante para não comprar briga com aquele português idiota que não aceitou que o MeioBit pudesse ter toneladas de assinantes, e tentou inclusive sequestrar visitantes via AdSense. Agora, com o pedro dória, dei mole e respondi. E sobre um assunto que já está enchendo o saco.

Pior ainda, tive que ouvir de um comentarista, clara viúva do dória, que eu discordei dele para ganhar links e visitas.

Será? Vamos ver…

Feedburner: 

cardoso: 3952 assinantes
dória   : 705 assinantes

Ranking do blogblogs:

cardoso: 6o lugar
dória:    375o lugar

Google Pagerank:

cardoso: 6
dória: 4

posição no Alexa:

cardoso: 101.846o
dória: 338.899o

Portanto, fica claro que quem está mandando visitantes sou EU, não ele. E como quem trabalha de graça é relógio e blogueiro que cai em papo de editor de revista online de tecnologia, pra mim chega. Estou saindo dessa briga, não vou mais tocar no nome do dória aqui, nem nessa discussão de jornalistas vs blogs, exceto se for algo MUITO relevante.

Afinal, não preciso provar que entendo de blogs, nem que minhas idéias fazem sentido e reverberam entre meus leitores. Aliás, os dados acima ainda serviram para provar uma de minhas teorias, de que NA INTERNET não vale de nada você ter um Grande Veículo Jurássico de Imprensa. Ou então com certeza o dória, com o Estadão por trás, conseguiria ser mais relevante do que esses números patéticos. 


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