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A forma mais baixa de spam

16/03/2008 - 11:09 am  -  19 comentários


A frase é minha mas podem roubar: No futuro todo mundo pensará por quinze minutos em criar uma rede social.

Existem quase tantas redes quanto usuários, e cada dia surgem mais. O problema é que não adianta montar o site acreditando que Se Construir, Eles Virão. Esse é o erro número 1 dos deslumbrados, achar que basta ter o site no ar e os usuários migrarão como salmões.

Nessa hora, quando bate o desespero, começa a apelação. Recebi um spam hoje de uma empresa muito FDP que oferecia o seguinte serviço:

Um programa que usa palavras-chave relacionadas a seu negócio, varre sites que atendam essas palavras-chave, anota os endereços de email encontrados e cria um mailing para você mandar spam, digo, sua incrível e imperdível nota sobre seu incrível e imperdível site que ninguém conhece / visita / gosta.

Mas o pior de todos os tipos de SPAM são os que usam de psicologia, abusam da carência normal do ser humano por atenção. Pode ser o picareta que manda email “oi, aqui é a clarinha, veja minhas fotos” ou o “cartão apaixonado”, ou pode ser o velho truque do perfil falso (tm Maxwell Smart). Monta-se um perfil atraente (nem sempre é o caso, como veremos) e solta-se a isca.

Vejam o “convite” que recebi no meu email do MSN, que como todos sabem NUNCA uso para nada:

Quem me conhece sabe que tenho um certo trauma de ruivas gordas, mas resolvi morder a isca, para ver qual era a do serviço. Aliás mordi justamente por ter certeza de que a criatura da foto é inventada.

O site é uma bosta de rede social de 5a categoria, mal-traduzido, parte do cadastro está em espanhol, parte em português, parte em inglês. O email da tal “patrícia cardoso” é patywhetney@hotmail.com e, claro, o Google não tem conhecimento de sua existência. Como todo bom site filho da puta, você uma vez cadastrado não pode mais remover sua conta. No máximo desativá-la. Para reativar, basta… fazer novo login.

Sério. Se você é investidor, desenvolvedor, assessor de imprensa, consultor de marketing viral, o escambau, não deixem seus clientes usarem desses artifícios, muito menos sugiram esse tipo de coisa. Nada queima mais rápido um site ou serviço. Posso dizer mil coisas ruins do Orkut, mas pelo menos eles não assumem uma postura suja como essa.



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A boa e velha irrelevância dos blogs…

16/03/2008 - 10:18 am  -  18 comentários


Lendo esta entrevista percebi que a visão preconceituosa contra os blogs não vem só de parte dos jornalistas, mas parte dos assessores de imprensa também. Pelo visto o discurso da Irrelevância dos Blogs vai continuar, é útil para o pessoal que não gosta de divulgar em blogs e tem que justificar isso para clientes.

Eu até poderia escrever um longo texto explicando o quanto blogs, ainda mais de nicho já são importantes sim no Brasil, mas estou sem tempo.

Alguém esqueceu de dizer para o Instituto Nokia de Tecnologia que o MeioBit é um blog, portanto irrelevante, então fomos convidados para cobrir os quatro dias da Bossa Conference, um encontro internacional de desenvolvimento mobile, estou viajando hoje para Porto de Galinhas, Recife, mais precisamente para o Summerville Beach Resort, da foto acima, onde o meeting ocorrerá.

Nota:
As regras da ética jornalo/bloguística me obrigam a tornar público que estou indo com todas as despesas pagas.

Vou aproveitar para fazer um BeachCamp exclusivo: Se algum jornalista, assessor de imprensa ou blogueiro quiser discutir a irrelevância dos blogs, e como as assessorias estão certas em ignorá-los, depois das 15h estarei blogando da terceira barraca azul, da esquerda para a direita.



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Questão existencial: Muitos Blogs ou um Portal Pessoal?

15/03/2008 - 7:36 pm  -  28 comentários


Estou com um dilema. Não se se caso, compro uma moto ou fecho meia-dúzia de blogs. Estava conversando com o Gustavo, e ele tem problema semelhante: Muito conteúdo diferenciado e pouco tempo para gerenciar um monte de blogs.

Exemplo: Eu fechei recentemente o FraudesOnline por pura falta de tempo, o JungleBook está às traças e o Contraditorium Séries, abandonado. Falta de assunto? Não, baixa prioridade. Quando cuido dos textos do MeioBit, dos textos do carloscardoso.com e dos textos do contraditorium parto para a manutenção diária, backups, atualizar plugins, etc. Só que cada blog é uma estrutura independente. Vai fazendo as contas…

Também há outro pequeno problema: Cada um desses blogs dilúi pagerank, links, etc. Não vou fazer uma rede de blogs linkando a mim mesmo, seria pura picaretagem, e não me chamo [OMITIDO - pergunte-me no bar].

Assim, estou pensando em unificar o Fraudes Online, o Contraditorium Séries e o Jungle Book em volta do Contraditorium.

A idéia não é agregar o conteúdo simplesmente, não vou zonear a temática do blog, ainda mais misturando posts em inglês. O que quero é chegar a um modelo onde quem gosta do Contraditorium Classic continue lendo, quem quiser ler o Séries poderá, e assim por diante.

Como fazer isso?

A estrutura de subdominios não adianta. Além de não agregar pagerank, series.contraditorium.com mantém o problema de uma estrutura independente, do Worpress. Trabalho duplicado.

Pensei em usar um redirecionamento, mandando tudo que for series.contraditorium.com para, por exemplo, contraditorium.com/category/series, onde as categorias do blog atual existirão como sub-categorias. Isso válido para os outros blogs.

Um plugin que já tenho permite que não lista na página principal os posts dessas categorias-blogs. Há, se não me engano, um jeito de mudar o template para categorias específicas, e com isso a identidade visual dos antigos blogs seria mantida.

Um layout mais com cara de portal também ajudará, dando destaque ao conteúdo off-primeira página.

Que tal? Acham que dá samba? deixe sua opinião usando o plugin abaixo, que, aliás, também estou testando.

Qual a melhor forma de integrar conteúdo distinto?
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Christvertising – como não pensei nisso?

14/03/2008 - 6:21 pm  -  10 comentários


Algumas vezes eu me acho uma anta. Preciso ser mais ousado com minhas idéias absurdas. Na verdade preciso parar de achar que uma idéia é absurda demais para ser considerada.

Vejam por exemplo este conceito, Christvertising!

Eles propõe uma abordagem totalmente nova para a promoção de sua marca: Nada de virais, métricas, estratégias de marketing. Eles focam no Usuário Final (mesmo): Deus.

Dizem usar uma rede de fiéis proativos e criativos que através de intensas preces irão melhorar a imagem de sua marca aos olhos do Senhor. “Se Deus ama sua marca, ela se tornará mais forte e vem-sucedida”.

Citam até Deuteronômio, 28:5, “Bendito o teu cesto, e a tua amassadeira”.

Eu não sei se isso é só mais um daqueles sites humorísticos ou uma idéia genial, mas lembrando da quantidade de empresas na Dutra com enormes e constrangedores placas com dizeres bíblicos, eu acho que uma empresa que se especializasse nesse serviço, uma espécie de Site Social de Orações, faturaria muito, muito dinheiro.

Afinal, você não pagaria para milhares de pessoas rezarem pelo sucesso de seu negócio?



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Proxxima 2008 – post-mortem

13/03/2008 - 1:25 pm  -  14 comentários


Minha Avaliação do Proxxima 2008

1 – publicitários não conhecem blogs

2 – publicitários querem anunciar em blogs

3 – blogs não têm estrutura para gerenciar publicidade

4 – blogueiros não sabem falar para publicitários

5 – estou conseguindo gaguejar menos, consegui até dar entrevista sem me enrolar

6 – blogueiros não sabem se preparar para nada que não seja blogcamp

7 – nada como ser atropelado pelo Grande Rolo-Compressor da Experiência

8 – apresentações ruins também geram contatos, convites e propostas.

Minhas Resoluções para o próxximo evento:

1 – não fazer trocadilhos bestas com o nome do evento

2 – criar tags para o Cris Dias entender minhas piadas

3 – levar números e cases, vários cases

4 – avaliar o público e falar a linguagem DELES, não a minha

5 – dar uma dose de saquê pro Fugita se soltar, ele faz falta

6 – planejar que mensagem quero passar, e não ficar ao sabor do vento, ou da moderação

7 – não assumir que todo mundo tem consciência do quanto somos lindos maravilhosos e merecemos seu rico dinheirinho

8 – não cair nas armadilhas reducionistas. Foda-se “post pago”, estávamos falando de uma mídia como um todo

9 – Ir com uma camiseta com o logo do meu blog. Dizem que ajuda

10 – Imprimir o material de consulta. Eu sei, eu sei, mas danem-se as árveres, ainda não há nada mais fácil de consultar do que papel

11 – preparar demonstrações dramáticas. Todo mundo Twittando no evento e isso não foi usado para demonstrar a nova mídia?

12 – criar vergonha na cara e preparar frases de efeito com antecedência. Pombas, será que eu acho mesmo que o Steve Jobs pensa em tudo na hora e sozinho?



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Melhor que microcelebridade é ser microfã

13/03/2008 - 1:05 pm  -  19 comentários


No Rock temos muito isso. Dos 14 aos 17 anos uma banda define uma vida, o pessoal se veste de metaleiro, vai pra shows, diz que o o Iron Maiden é a razão de sua existência, etc. Na ficção científica há o fã que altera cirurgicamente as orelhas para ficar parecido com o Spock, há gente que anda de uniforme da Federação, ou gasta US$10 mil fazendo uma fantasia de StormTrooper.

Há gente que de forma quase inconveniente enfia citações à Luciana Vendramini em tudo que escreve.

Mas… e quando o alvo do fanatismo (nos dois sentidos) não é nada “grandioso” como a Luciana Vendramini?

Na Web temos o fenômeno da Microcelebridade, é o “nossa, fulano veio no chopp”, ou o “caramba, você no meu blog!”. Com a facilidade de exposição (a criação de textos sempre foi fácil) mais gente tem acesso ao que escrevemos, mais gente se identifica, e mais gente se torna “fã”.

A diferença é que enquanto as celebridades de verdade evitam endossar celebridades menores, na Internet a diferença entre uma microcelebridade e outra é apenas o nicho. Nenhum dos leitores da Marimoon sabe que eu existo, a maioria dos meus leitores sabe que ela existe mas prefere esquecer, e nenhum de nós dois tem qualquer influência junto aos leitores do Gustavo, por exemplo, que é uma espécie de Cidadão Kane da Casper Líbero.

A liberdade que perceber isso dá, é que não há necessidade de se assumir como celebridade e agir como estrela, exceto para os babacas que esperam isso da gente, como quando escrevo “eu, o maior blogueiro brasileiro de todos os tempos” e aparece gente levando a sério.

Não estou dizendo que não existam as Celebridades de Internet. Quanto saio na Folha ninguém fala nada, mas quando participei do Nerdcast recebi pencas de emails comentando. Essa semana, no bar, até o Maestro Billy encheu de elogios o Nerdcast. Mas são excessões exceções (obrigado, Leandro). Hoje as microcelebridades contam com públicos bem menores.

É um fenômeno impossível para a grande mídia, ninguém se sustenta no ar com 200 ouvintes / leitores / espectadores. Mas na Internet, bem… 200 leitores fiéis é mais audiência do que 99% dos blogs jamais conseguirá.

No campo da música, por exemplo, só vemos gente declarando publicamente amor por bandas consagradas. Ninguém exalta as qualidades de uma banda totalmente desconhecida, com medo do “nunca ouvi falar, deve ser um lixo”.

Já nos blogs, ninguém tem vergonha de ler um blog pequeno e comentar, nunca vi um blogueiro, mesmo os mais bem-ranqueados ficar regulando comentário. “não vou tranferir prestígio comentando em blog pequeno”. Isso não existe. Blogueiros Top, como qualquer leitor, possuem uma lista de blogs pequenos, médios e grandes que freqüentam. São arquivados na categoria “blogs bons”.

Nota: Nunca diga que você não divulga os blogs pequenos que lê, para que eles não cresçam e fiquem ruims. O Cris Dias vai achar que é a sério.

O fenômeno mesmo aqui é que da mesma forma que não há valor mínimo de leitores para alguém se tornar microcelebridade, não há valor de leitores acima do qual alguém não possa agir como microfã.  A maioria dos blogueiros que conheço “paga pau” para algum blog desconhecido. Ontem mesmo o Gustavo lá de cima (2 links no mesmo texto não, olha o abuso) falou sobre uma amiga dele, que faz um blog semi-miguxo excelente, para a Capricho. Ou seja: Um modelo de blog que ele NÃO CONSOME, em uma linguagem que ele não é fluente, mas bom o bastante, dado o público a que se destina, para ser elogiado em uma mesa com alguns dos maiores blogueiros do país, eu e o Inagaki. (o pessoal que me leva a sério demais vai soltar taaaaanto veneno depois dessa…)

Ao mesmo tempo em que todos são irrelevantes, ninguém é irrelevante nessa tal de Internet. Dá para ser feliz sendo fã de um blog que ninguém lê, assim como dá para ser feliz escrevendo um blog para somente um leitor, mas entre ser microcelebridade e microfã, prefiro o segundo, pois não tem os 15 minutos de validade da microcelebridade.



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Seu blog/site/produto/banda é uma bosta. Se estou errado, me convença

07/03/2008 - 1:03 pm  -  36 comentários


Even Jesus thinks you suck!

Tempo é um recurso precioso. Seja você um mega-blogueiro de sucesso incontestável, amado por milhões, invejado por muitos, seja você um mero miguxo balbuciando besteiras no MSN, seu tempo É precioso.

Por isso mesmo quanto mais você respeitar o meu tempo (e o de qualquer um) mais eu o respeitarei.
É comum receber emails no estilo:

Oi, $user, adoro muito seu blog. Visite o meu blog.

Ou então:

Somos uma banda linda maravilhosa de reggae-punk, divulgue nosso site!

Também aparece bastante:

Meu blog é dez, o melhor blog do mundo. Visite-o! (e não coloca nem a URL)

Pior ainda: Muitos releases de produtos e eventos, enviados por assessorias “sérias aparecem da mesma forma. Não só querem divulgação como querem que você faça todo o trabalho. Querem que você vá no site, descubra sobre o quê aquela desgraça fala, pesquise para ver quem faz…

Desculpe, não tenho tempo para brincar de detetive. Um blogueiro, jornalista, redator, precisa de informação. Quanto MAIS informação melhor. Quanto mais de bandeja, melhor ainda.

Quem tem mais chance de ser clickado?

Vejam isto!

Ou:

Vejam, achei um vídeo do Morroida saboreando um pênis de sorvete…

Nota: O tal vídeo existe MESMO!


link para o vídeo do Morróida saboreando um pênis de sorvete

Por mais que confiemos nos amigos e blogueiros de qualidade como eu, tempo é tempo. Eu prefiro saber no que estou clicando, ainda mais se meu cronograma estiver apertado.

Na parte de divulgação é essencial que você muna seu destinatário com o máximo de informações. Não dá para ficar regulando, para mandar o famoso “mais detalhes, entre em contato” (seguido de telefone).
Não dá pra ficar criando teasers por email. “Temos um lançamento genial, ligue para maiores detalhes”. Perdeu, Playboy. Meu tempo é caro demais pra isso.

Tempo, gente, tempo.

Um bom exemplo: Recebi um email do Bloghunters divulgando um filme. Um tal de Shutter – Imagens do Além, que eu não vi mas a Íris viu e disse que é ótimo.

No email, veio uma sinopse, o link do site do filme e descrição do material disponível.

Alem disso veio um Press Book em formato Word falando em detalhes sobre o filme. Não é um press release de uma página, são 22 páginas de informações, sem imagens, apenas (no bom sentido) texto.

Há informação suficiente para fazer uma resenha completa sobre o filme, só não farei por ser um pobre blog, sem credibilidade. Essa coisa de fazer resenhas de discos sem ouvir é reservada para órgãos estabelecidos. Eles podem. Ou não.

Quanto tempo levou para o tal Press Book ser feito? Não sei. Eu diria um dia, por um bom redator.

Quantas vezes ele será replicado pelas redações? Quantos emails seguiram com ele em anexo? Centenas.
Isso se chama INVESTIMENTO.

Quando for vender seu blog, sua banda, seu projeto de ventriloquia peniana (existe, pior que existe) invista em um bom material de divulgação.

Eu sei que ao menos para você e sua mãe seu projeto é o melhor do mundo, seu bloguinho é maravilhoso e sua banda dá de dez nos The Beatles (piada velha), mas para mim não. Nem para o resto do mundo.

Gaste menos tempo olhando-se no espelho, certificando-se de sua genialidade e mais criando as ferramentas de divulgação de seu trabalho. Você só tem a ganhar, se fizer uma página de apresentação de seu blog/projeto, ou mesmo um doc a ser enviado, ou mesmo um texto de 2 ou 3 parágrafos que passe informação real, ao invés de dizer “leia pq é bom, blz?”.

Ninguém é obrigado a acompanhar o seu entusiasmo, ou mesmo o meu. Uma indicação com argumentação tem muito mais chances de ser apreciada. Por mais que seja chato escrever textos óbvios explicando uma verdade clara e evidente.

Para você.



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A História, como sempre, me deu razão

04/03/2008 - 12:55 pm  -  13 comentários


Há pouco a acrescentar, depois deste email que recebi do Geraldo Neto de Goiânia, reproduzido aqui, com permissão:

Cardoso, bom dia.

Sou leitor do seu blog. Sou jornalista por formação. Trabalho numa assessoria de imprensa aqui em Goiânia e acho muito pertinente suas opiniões sobre as alterações (ou necessidade delas) na mídia impressa, que não necessariamente acontecem.

Tu comentou dias atrás num post sobre uma manchete do Extra (Fidel chama o Raul). No texto, você comentou da formalidade que impera na mídia tradicional e que o próprio leitor busca algo mais próximo de sua relalidade e que os blogs caminham nesta direção.

Pois aqui em Goiânia o maior jornal do Estado (O Popular) está seguindo este caminho. Ele estreou seu novo layout e mudou também um pouco do conteúdo a partir da edição de ontem. Site do jornal: www.opopular.com.br.

A matéria que fala das alterações diz exatamente o que vc comentou: eles estão caminhando para um projeto mais próximo do povo, aumentando o espaço para opinião do leitor (coisa que os blogs fazem com os comentários) e tirando a sisudez do jornal.

O exemplo disso foi a manchete da edição de ontem: “Devagar, quase parando” – matéria sobre o trânsito trucado de Goiânia. O título da matéria sobre o trânsito, dentro do jornal, é: “É devagar, é devagar, devagarinho”. Claramente foi usada um trecho da conhecida música de Martinho da Vila. E na a matéria que explica o que mudou, cita este título musical e explica: “Títulos: liberdade para fazê-los de forma mais criativa”.

O importante aqui é o seguinte: O Popular é um exemplo de jornal dito “sisudo”. Não é como os populares Extra, de SP, que são sensacionalistas por natureza. Ou seja, os jornais ditos “mais sérios” estão sim tendo que passar por mudanças.

Achei interessante sua análise e o jornal ter mudado exatamente como você comentou, por isso sugiro o assunto para sua análise.

Abraço e continue com o bom trabalho.



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