web metrics


Blogs, revistas e a mulher de Cesar

23/05/2008 - 12:37 am  -  8 comentários


Eu defendo que conteúdo é muito mais importante do que forma, no mundo dos blogs, mas nas últimas semanas descobri, pra minha surpresa, que há algo mais importante do que o conteúdo e do que a forma: A percepção de trabalho.

Estou falando das revistas eletrônicas. Não os sites que pegam um template safado do WordPress e dizem que são revista, mas da revista diagramada, organizada e distribuída em PDF, como a Feed-se.

Sobre revistas eletrônicas: Eu não acho que seja uma boa idéia, afinal levamos anos para chegar a uma plataforma estável de blogs, temos a liberdade que nenhuma outra mídia teve, nossos textos podem ser melhorados e corrigidos, nosso leitor interage na hora, não dependemos de “cartas da redação”.

Por isso achei que o projeto iria pro buraco.

Nunca me enganei tanto.

A recepção tem sido excelente.

Analisando a maioria dos comentários, percebi que há uma grande admiração pelo trabalho envolvido na criação de cada número. Uma revista devidamente editorada é muito mais “nobre” do que um blog onde os textos são jogados, nós só precisamos escrever e o WordPress faz o resto.

Fotos foram escolhidas, propostas de layout discutidas, uma programação visual foi criada, a revista “deu trabalho”.

Na percepção popular se deu trabalho merece automaticamente mais respeito do que algo feito “com facilidade”.

Não é evidente que deu mais trabalho do que um blog?

Uma revista se sustenta com esse “prestígio automático se não tiver conteúdo? Não. Mas o problema é se tiver. No momento em que uma revista, em PDF ou “de verdade” tem conteúdo em pé de igualdade com um bom blog, o blog perde. A revista tem muito mais status. Na cadeia alimentar dos veículos de mídia, os blogs estão lá embaixo. É tão fácil ter um blog que o fato em si não quer dizer nada. Até joga contra, em alguns casos.

É como a diferença entre meros podcasts e videocasts como o Attack of the Show do G4, ou o Galacticast. (mesmo assim o podcast comum já dá mais status que o blog)

Quanto mais difícil de fazer, quanto menos gente fazendo, mais “importante” é o trabalho.

Será motivo para abandonarmos os blogs? Não creio. Toda mídia nova é subestimada. Blogs são diários adolescentes, TV é moda passageira, rádio não vai pegar pois as pessoas gostam de ler, não precisamos de telefones pois temos muitos mensageiros… a lista é enorme.

Qual a saída para os blogueiros que não conseguem o mesmo prestígio que uma “revista digital online 2.0”? Senta e chora?

Talvez não. Tive uma excelente idéia, vamos ver se amanhã eu a detalho por completo. Sintonizem na mesma bat-hora, mesmo bat-blog…

PS: A metáfora da mulher de César será explicada na parte 2.



Leia Também:


Google faz mal ao Cérebro?

21/05/2008 - 6:39 pm  -  49 comentários


house2

Outro dia logo antes de descer do ônibus no Rio Sul tive uma Dúvida: Qual o nome da loura bonitona que participava d’O Povo na TV? Foi branco total, mas eu sabia que sabia.

Automaticamente a mão foi atrás do celular. Nada que uma visitinha ao Google não resolvesse. Só que eu estava na porta, não iria puxar um telefone no meio da rua no Rio. Decidi então usar o plano B: deixar os mecanismos de meu Cérebro agirem, procurando a memória esquecida. Eu sabia que cedo ou tarde eu lembraria, o nome da apresentadora estava no limiar da consciência.

Nessa hora um pensamento dominou todo o resto:

Onde fomos parar, quando usar o Cérebro se tornou Plano B?

O acesso ao conhecimento hoje é muito simples, a Wikipédia é o MacDonald’s da Informação. Tudo está lá, simples e acessível, e com isso estamos abusando de seus recursos como uma criança que descobre as calculadoras e não entende pra quê precisa aprender a fazer contas, se a máquina faz pra ela.

Houve um tempo em que eu não procurava o Google para qualquer coisa que eu tivesse esquecido. Uma coisa é usar um site de buscas atrás de conhecimento novo, outra é usar o Google como substituto do próprio Cárebro.

Hoje temos até Orkut para dizer quem são nossos amigos. Todos programa de Messenger e cliente de email avisa quando o aniversário de alguém está chegando. É incrivelmente patético receber mensagens de “feliz aniversário” de gente que não falou com você durante o ano todo, mas é o que mais acontece. Tende a piorar, quando os programas passarem a automatizar essas mensagens.

Eu não sou um ludita. Eu uso muito a tecnologia, nos anos 80 eu tinha uma calculadora com agenda (não, não era meu Palm) que comportava até 80 telefones. Nesse dia eu parei de tentar decorar os números de todo mundo. Hoje eu mal lembro do meu.

Será que estou abrindo espaço no cérebro para mais conhecimento? Não sei se decorar o elenco de todas as séries de Jornada nas Estrelas é mais importante do que saber de cor os telefones de meus amigos (resposta: sim, é). Também não sei se com 10^14 sinapses, meu Cérebro vai sentir falta de menos de 1K usados para guardar telefones.

christinarochaEu não prego a morte do Google (ou meu nome seria Steve Ballmer), apenas prego seu uso racional. De agora em diante vou usar o Google para procurar coisas que não sei, ou argumentos para corroborar algo de meu conhecimento. Nunca para buscar informações que eu sei que sei, só não me lembro. Isso já é preguiça mental.

Ah sim, logo depois eu lembrei. O nome da loura era Christina Rocha, essa da foto (de arquivo) ao lado. A quem interessar possa, não MILFou legal, não.



Leia Também:


Deslumbrado sim, com muito orgulho

21/05/2008 - 10:28 am  -  13 comentários


De todas as criticas que já vi sendo feitas aos blogs é a de que blogueiros são deslumbrados, se acham o máximo quando são paparicados por anunciantes e empresas.

Vou contar um segredo: Nos deslumbramos sim.

Nós nos deslumbramos quando somos chamados para eventos. Achamos o máximo a mordomia, abocanhamos os mimos com uma vontade que deixa os jornalistas tradicionais apavorados, afinal eles têm uma imagem pública a zelar, jabá só por baixo dos panos.

Isso já me incomodou, mas pensando bem, eu sou só um ser humano. Blogs e Soylent são feitos de gente. Não temos um veículo para se interpor entre nós e os jornalistas/anunciantes/marketeiros. Não dá para separar o blog do blogueiro. É fácil você dizer que não aceita nenhum convite que envolva pagamento de passagens ou estadia. Ou você não vai ou vai e o jornal paga. Assim, até eu.

A diferença é que nos blogs (bons) jogamos limpo. Fica a cargo do leitor julgar se nossa opinião está influenciada ou não pela mordomia.

A melhor saída é não se levar a sério. Aceite a mordomia mas não acredite que você ou seu blog são especiais e maravilhosos. Coloque os pés no chão, curta o deslumbramento consciente.

paris-hilton

Quando você trabalha no mercado formal, é só mais um número. Ninguém vai chegar para um analista de sistemas ou um designer e dizer “vamos lançar um produto em Las Vegas, quer ir cobrir? A gente paga tudo”.

Eu estou acostumado com empresas que enchem o garrafão de água na torneira, pra economizar, empresas que chamam você de “recurso”, na sua cara.

Acredito que a maioria dos blogueiros também tenha essa experiência.

Portanto quando a Microsoft chama, a LG chama, a Nokia chama, quando gastam uma boa grana investindo em nossas pessoas, por causa de nosso trabalho, é claro que ficaremos deslumbrados.

Isso desperta a ira de alguns jornalistas que percebem os blogueiros como invasores, nesses eventos, mas no fundo eu acho que o que deixa eles com mais raiva é a percepção de que sem seus veículos eles jamais seriam chamados, e nós fomos convidados pelo nome.



Leia Também:


Novo Layout – Feedback do Feedback

20/05/2008 - 12:04 am  -  29 comentários


Caros;

agradeço as críticas, sugestões e mensagens de "foda-se, eu leio via feed" que recebi. Por enquanto retornei ao layout antigo, enquanto trabalho nas alterações sugeridas.

Que fique público que a cagada da logo foi culpa minha e do Paint.Net, reduzindo a imagem original CDR do Moreno. Por outro lado, concordo que está bem básico. Gostei da versão do Maurício. Acho que é um caminho.

O layout foi testado o tempo todo no Internet Explorer 7, 6, Firefox 2 e Safari, tendo funcionado corretamente em todas as plataformas.

 

As observações que concordo:

1 – Fundo Cinza - Se ajudar eu digo que sou daltônico ;) Não, não sou. Sou péssimo com cores, apenas. Vendo tudo achei meio borocochô mesmo. Estou pesquisando (e aceitando) alternativas de cores.

2 – Menu Amarelo - Mea culpa, mea maxima culpa. (ou em bom português, tem culpa eu?) No original era branco, mas achei sumido demais.

3 – Velocidade - A principal culpa é do Artigos em Destaque na parte de cima. Vou tentar reduzir o número deles, conforme sugestão do Dudu.

 

Gostei da sugestão de Plugin para iPhone / PDAs, feita JV e TheBest.

 

Agora respondendo alguns comentários…

Quando falei no meu blog que usava o plugin Advanced Category Excluder (se não me engano você pegou o nome lá comigo né???) fui altamente criticado e alvo de piadinhas de alguns que não tem coragem de falar pela frente…

O bom da internet é que temos a possibilidade de ver como as pessoas mudam de opinião de acordo com a pessoa que esta sendo julgada. Vou observar e ver se alguém faz uma critica ao uso do plugin que continuo a recomendar.

Leo Baiano

Leo, achei o plugin de omitir categorias buscando na lista de plugins do WordPress. Eu não acho que serei criticado por usá-lo, pois ao contrário de você não vou escrever posts caça-paraquedistas e escondê-los. O plugin será usado no sideblog, uma das features desse novo layout.

Achei legal as mudanças, ficou bonito pacas…
o que me assuta é essa ideia de “Se voltar ao Social…”
Era tão legal entrar no twitter e ver 300 e poucos following e nenhum sendo followed…

PS: acabei de ver
Um bug que está aconteçendo com o FF aqui é que quando se comenta a caixa com as regras se duplica

Bruno Briante

Não consegui reproduzir o bug da caixa de regras duplicada. E por mim nem twitter tinha, mas todo artista tem que ir aonde o povo está, como dizia Gonzaguinha… * Se há leitores em potencial em lugares como o Orkut, é pra lá que eu vou.

 

Uma vez carregado fica bonito mas não aproveita a resolução da tela. O conteúdo todo fica numa “tripa” de uns 600 pixels de largura. Acho que antes já era assim, mas o fundo cinza e a maior quantidade de conteúdo (aumentando o comprimento da “tripa”) evidenciam isto.

Netto

Na verdade o conteúdo ficava eu uma tripa menor ainda. É ilusão de óptica, vou tentar dar um jeito de resolver isso.

Aguardem e confiem, a noite vai ser longa por aqui!

 

* uma mariola que alguém vai me "corrigir" nos comentários…



Leia Também:


Cardoso 2.0 – Mudança geral – Agora é Tudo pelo Social

19/05/2008 - 10:03 am  -  63 comentários


Eu estou virando a madrugada direto nos últimos dias, tentando equilibrar meu trabalho no MeioBIt com os posts nos meus blogs, mais a alteração total no template do Contraditorium. Foi complicado mas acho que agora vai.

Como você já deve ter percebido (se não entrou via RSS), estou de logotipo novo. Foi um presente do Moreno Lennertz, fiel leitor e designer por hobby (há louco pra tudo). Ele tem um blog onde divulga os flyers que faz. Se você for lá, verá que o trabalho do cara é de primeira.

O template foi adaptado por mim, com alguns plugins interessantes, como o Collapsing Archives, o Related Posts e o Advanced Category Excluder. A idéia é fazer uma primeira página mais limpa, o que permite artigos maiores (ou no tamanho normal, que já está mais que bom) sem estuprar a conexão de ninguém.

Eu acho que aparei a maioria das arestas, mas claro que problemas aparecerão. Não se acanhe, reclame nos comentários.

Parte 2 – Hipocrisia ou pragmatismo?

Não é segredo de ninguém que eu não dou bola pra mídias sociais, orkut, twitter, essas frescuras. Eu sou a única criatura do planeta que tem a cara de pau de ter conta no Twitter, escrever mensagens, aceitar seguidores mas não seguir ninguém.

OK, acho que ele também não deve seguir ninguém.

house3

Isso, claro, acabou criando uma postura elitista de minha parte, que é divertido em mesas de bar, mas na prática aliena leitores. E o que a Internet menos precisa são mais leitores alienados.

Portanto, estou deixando meu lado J.D. Salinger e me abrindo (no bom sentido) para o social. Vou passar a seguir gente no Twitter, estou com um perfil no Orkut, páginas no MySpace, Facebook e até criei uma lista de discussão para os leitores de meus blogs. Ao pessoal do projeto do Interney, aguardem e confiem.

O lado ruim desse tipo de layout é que exige um preparo prévio do material. Não é um formato para um blog instantâneo. Isso era inevitável. A gente sonha com layouts maravilhosos que se adequam como mágica a tudo que sonhamos, sem nenhum esforço, mas isso não existe.  Acredito que tenha conseguido um compromisso entre facilidade de uso e estética. Vamos ver.

Agora com licença, vou tentar dormir um pouco.

Namasté!



Leia Também:


Palavra do dia: Wikipedophilia

10/05/2008 - 10:05 pm  -  39 comentários


O FBI está investigando se é o caso de entrar com uma ação contra a Wikipedia, por divulgação de imagem envolvendo pedofilia em capas de discos.

Achei que fosse mais um daqueles casos bestas, onde alguém monta um escândalo baseado em algo inocente, como a capa do Nevermind, do Nirvana, que é uma das capas mais emblemáticas da História do Rock:

A imagem foi inclusive parodiada com o Bart Simpson:

Note que removeram o bigurrilho do Bart, tivemos que esperar quase 20 anos para ver o pinto amarelo (meio redundante isso) mais famosos de Springfield, no filme para o cinema d’Os Simpsons.

Entretanto a imagem em questão não era a do Nirvana. O buraco é mais embaixo. As acusações envolveram o disco Virgin Killer, do Scorpions.

A capa mostra uma pré-adolescente, nua, com um efeito de vidro quebrado centrado em sua vergonha, alta e cerradinha. Na época rendeu polêmica, a capa foi banida em tudo que é lugar fora da Alemanha (e convenhamos provavelmente o Japão).

Outra capa ainda não descoberta pela mídia escandalosa segue o mesmo caminho: O grupo Blind Faith (de um tal de Eric Clapton) colocou na capa de seu disco homônimo uma foto de uma menina de 11 anos, de topless. E não, não foi feito por um tarado qualquer, foi uma foto de Bob Seidemann, um dos papas da fotografia moderna, autor da famosa foto de Janis Joplin seminua.

Hoje ela vale como documento histórico, e tenho certeza de que ninguém na Wikipedia, nem o editor que subiu a capa teve qualquer intenção sexual, mas o fato é: a capa mostra uma menina sem roupa. Sendo fiel à letra da Lei, é ilegal na maioria dos lugares.

A Wikipedia deve ter algum tipo de imunidade diplomática? Eu lembro que mesmo no auge da censura era possível ver filmes (geralmente na TVE) cheios de peitinhos, pois filmes mostrando índios eram liberados. Até quando eram índias como a Glória Pires. Se uma novela sonhasse em mostrar nudez 8 da noite, daria morte, mas a simples mudança de contexto cultural liberou a peitaria.

Calma, não é tudo mulher pelada? E a Playboy? Crianças não podiam chegar perto, mas nenhum jornaleiro deixaria de vender uma Geográfica Universal (a versão nacional da National Geographic) para um garoto, mesmo as edições com africanas de topless na capa.

E não, eu não engulo a explicação de que “com fotografia é diferente. Quando Goya pintou a Maya Desnuda o nível da merda gerada foi tão grande que ele foi convocado a depor junto à Inquisição Espanhola e ainda foi destituído do posto de Pintor da Corte Espanhola.

Hoje ninguém em sã consciência ousaria dizer que essa obra-prima é pornográfica.

Até hoje Hollywood evita colocar nu frontal masculino em seus filmes. Publicidade, mídia, todo mundo passa longe. Nem o Cinema Nacional abusa do recurso. Há consenso de que se aparece pinto, o filme é “pesado”. Mas…

Exato. A obra de nossa tartaruga preferida atrai milhares de visitantes todos os anos para apreciar embasbacados um pinto de mármore. “Oh, está pelado, dá pra ver a coisa dele”. Não, não se escuta isso no Louvre. (O David está no Louvre? Não lembro)

Será que em 100 anos as capas dos discos do Blind Faith e do Scorpions serão reconhecidas como arte? Ou vencerá a visão simplista: “se é de menor e está pelada, é crime”?


Tudo pela arte, mas nem peito a menina tinha, Reginaldo!

Mudamos tanto assim em 20 anos? Filmes como Pretty Baby, Lagoa Azul e Menina do Lado violam flagrantemente todos esses “estatutos”, nem por isso são proibidos, banidos e queimados em praça pública. E ver a Flávia Monteiro com 14 anos, pelada sendo acariciada por um constrangido Reginaldo Farias para mim é muito menos arte do que as capas em questão.

Aliás, nem vou entrar no mérito de definir o que é arte e o que não é arte. Prefiro ficar na pergunta que NÃO tenho resposta nem opinião formada:

Arte pode tudo ou não?



Leia Também:


Cuidado com a infiltração na rolha!

10/05/2008 - 3:03 pm  -  7 comentários


Eu não sabia, mas a infiltração na rolha é um problema sério! Ou acabamos com a infiltração na rolha ou a infiltração na rolha acaba com o Brasil!

Aprendi isso lendo o Enochatos, um excelente blog voltado para a enologia, que é o estudo do vinho, assim como a gastronomia é o estudo da comida, e é interessante a idéia de estudar algo que você vai comer ou mandar pra dentro em seguida, mas não é regra, e estudantes de ginecologia em geral se decepcionam ao descobrir isso.

Fora a infiltração na rolha, o autor, o Claudio Torres fala sobre muita coisa. Ou ele engana muito bem ou sabe sobre o que está falando. Ele aborda desde temas básicos até os mais complexos, como neste post sobre taças. Caceta, tem taça pra tinto e taça pra branco/rosé. Morria sem saber disso.

O blog tem o poder de te transformar se não em um conhecedor, ao menos em um amador bem-informado, permitindo assim que você use o vinho para sua função primordial: Impressionar mulheres.

Sério, a mulherada adora aquele ritual de vinho no decantador, inspeção da rolha (atenção para a infiltração!) e prova.

Só cuidado para não virar um enochato, aquele babaca que fica discutindo com o somelier (um garçon como os outros que de vez em quando perde no palitinho é chamado para distrair um enochato) e pergunta de onde é o vinho, qual a uva, como é o clima da região, e na hora de provar solta frases como “sinto o gosto da terra ácida”. Filhodaputa, nunca comeu terra na vida, como sabe o gosto da terra, sequer da alcalina?. Ou então um dos casos onde a Lei permite que o garçon acerte o sujeito na cabeça com uma garrafa: “Ah, sinto o sabor do Sol da Toscana”.

Ah sim: O Enochatos está com uma pesquisa para determinar o perfil do consumidor de vinhos do Brasil, ou pelo menos da blogosfera. Dê uma força e participe. Não requer email, não é spam e é rapidinho.



Leia Também:


Uma das 100 pessoas mais influentes no mundo em 2007 é blogueira. Estranhamente não sou eu.

09/05/2008 - 9:21 am  -  23 comentários


Por isso não acredito ou respeito prêmios, exceto os que ganho…

OK, agora falando sério: A Time publicou uma lista com gente do nível do Dalai Lama e do Putin, e entre os seletos membros, temos, na posição 31, Yoani Sánchez, blogueira cubana.

Isso mesmo, periferia. A mulher bloga, de forma subversiva, postando de cybercafés e com a ajuda de amigos, já que agora ela está proibida de blogar pelo benévolo governo socialista revolucionário de Fidel Raul Castro. Ela escreve seus textos, amigos sobem para o blog, imprimem comentários, ela responde e passa adiante.

Com menos de 2% da população da Disneylândia do Socialismo tendo acesso à Internet, a maior parte dos leitores de Yoani vem de pendrives, os textos são copiados e repassados, em uma espécie de Samizdat da era digital.

Eu fui apresentado ao blog da Yoani se não me engano pelo Sérgio, gostei tanto, ainda mais pela coragem, que doei 10 Euros, o que em Cuba deve dar para comprar uma casa na praia. Melhor de tudo, irrita o Fidel.

Além de sair na lista da Time, no meu lugar (este ano eu perdôo) ela também ganhou um prêmio na Espanha, mas as autoridades cubanas não a autorizaram a sair do país para receber a honraria.

Pelo menos não farão o papelão que fizeram com Ferenc Rófusz, cineasta húngaro que ganhou o Oscar de curta de animação em 1980, mas como a Hungria vivia sob regime comunista, não foi permitido que ele viajasse para a cerimônia. O que não impediu a embaixada de mandar um sujeito para receber o prêmio, fingindo ser Ferenc Rófusz. Ouvindo pelo rádio a cerimônia, Ferenc diz ter sido um dos momentos mais tristes de sua vida, perceber que um impostor tomara seu lugar.

Para Yoani, todo o sucesso e sorte do mundo, continue com seu trabalho, o mundo precisa de blogueiros que façam diferença.

Ao pessoal da Umbigosfera, vamos levantar um pouquinho o focinho do cocho, que tal sairmos de nossa zona de conforto, de vez em quando? Tente imaginar como deve ser blogar de forma clandestina de um país onde o Paredão é institucionalizado. Vamos parar de perder tempo tentando converter salsinhas que pastam por livre vontade, e vamos dar força a quem tem realmente algo de importante a dizer. Ou vão tentar me convencer que a Yoani não vale muito mais do que os 10.000 membros da comunidade “eu como casca de ferida”? Onde estão as Yoanis brasileiras?

Fonte: NPR



Leia Também:


Mais Recentes | Mais Antigos


Quem é Cardoso

Para saber mais sobre o autor deste blog, visite este link. Para enviar uma mensagem, clique aqui. Para anunciar, clique aqui.



Jabá

O Contraditorium está hospedado no Bluehost, com transferência mensal ilimitada, espaço em disco ilimitado, domínios ilimitados, infinitos subdomínios, PHP, Ruby on Rails e todas as funcionalidades que você puder pensar. Quanto? US$6,95 / mês, quinze Reau, menos que uma pizza. Conheça o Bluehost, clique no link abaixo.




Switch to our mobile site