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I Want to Believe no Yahoo. (e não falo das ações)

Uma das regras básicas da boa ação promocional de guerrilha é que você não pode decepcionar o seu espectador (sim, marketing de guerrilha tem platéia, não consumidor). E quanto maior as promessas, maiores expectativas, e maior possibilidade de falhas. Não é uma tarefa invejável. Quer dizer, às vezes é.

Existem ações MUITO bobas. O marketing online é cheio de idéias decepcionantes, como pagar gente para usar avatar do Curinga no Twitter e MSN, para lançamento do Cavaleiro das Trevas, quando bastaria uma exibição do filme para fazer de qualquer blogueiro um fanático defensor do que é talvez o melhor filme de quadrinhos de todos os tempos. Infelizmente o pessoal do marketing achou que estava promovendo o filme da Clarah Averbuck, e não confiou na qualidade do produto. Tolinhos.

Então quando vejo uma ação legal, eu me entusiasmo. E como disse no post do MeioBit, gosto de mágica. Não quero saber como é feita. Não gosto de babaquaras apontando “é fake”. EU SEI QUE É FAKE, não é menos divertido por isso.

Assim, quando fui contactado sobre a ação do Yahoo, adorei. Achei MUITO ousado: Vão fazer um eclipse lunar. utilizarão os serviços da Celestial Marketing, empresa responsável por Marketing Astronômico, ou whatever.

EU SEI, EU SEI, EU SEI. O pessoal da Blogosfera Científica não precisa se decepcionar. Eu fiz os mesmos questionamentos que vocês. Como eu disse quando me contactaram, sou trekker de formação, com especialização em Clarke e Asimov. Sei o que é preciso para simular um eclipse, e o Yahoo não tem nenhum monolito alienígena nas proporções 1×4x9.

A graça aqui é a brincadeira, é fingir que o Yahoo conseguiria fazer um eclipse. É entrar no ARG (augmented reality game).

Então, eu peço: Quem tem um blog científico, segure a onda. Não precisa sair apontando “é fake, é viral”. Aproveite a brincadeira, vamos ver se a coisa pega. Depois do eclipse explique para seus leitores. Praticar o ceticismo não significa ser um estraga-prazeres. Richard Dawkins também assiste Senhor dos Anéis.

Aos outros blogueiros, vamos ver como a coisa se espalha, principalmente no Orkut e na Blogosfera Miguxa. Será que os leitores do MeioBit vão matar na hora? Se você lê o MeioBit, comente aqui, não por lá. Vamos transformar uma (boa) ação de marketing em um episódio de Mythbusters só nosso.

HAVANIR… HAVANIR… (céus, isso pega!)

Havanir_Acordeon

Dra Havanir - fonte: site oficial

Eu poderia me alongar sobre como conheci o Dr. Enéas, como ele gerou vários clones, mas não é importante. O filé aqui é que a Dra Havanir, candidata do PTC à prefeitura Câmara Municipal de São Paulo (valeu, Marmota) se saiu com algo que no mínimo já é meu novo toque do celular, e pode se tornar um dos bons virais do mês. Não percam seu tempo aqui. Aumentem o som do computador, visitem o site da campanha e regozijem-se. É bom demais para comentar em palavras. E eu dizendo que político não sabe usar internet no Brasil…

PS: A musquinha (tm Prista) está disponível, é só entrar no site principal e clicar em download

PS2: Não é que a Dra Havanir não faz feio de decote?

Pérola enviada pelo Dudu.

Outro político me passou a perna na Internet. Mas eu gostei.

O nome do sujeito é John Culberson, ele é Congressista pelo Texas, nos EUA. Republicano.

Isso já seria suficiente para imaginar algo do nível do Severino, Efrain, ACM. A imagem que temos de um republicano é George Bush - não exatamente uma sumidade - ou o Senador Ted Stevens, que tentou descrever a Internet como “uma série de tubos”.

Agora o Congresso nos EUA ratificou uma norma interna proibindo os congressistas de usar sites de compartilhamento de vídeo ou redes sociais, como YouTube, MySpace, Flickr, Facebook, etc. Isso mesmo, os políticos estão proibidos de postar vídeo ou conteúdos em sites fora do domínio house.gov.

Um deputado, Michael Capuano, propôs uma alteração onde o post poderia ser feito se a página não apresentasse conteúdo comercial ou político. Bem, basicamente significa que nenhum site está habilitado. Ficamos na mesma.

Aí que entra John Culberson. Como bom republicano, coroa, imaginamos que ele estaria por trás da legislação original, fechando a Internet para políticos, certo?

Errado.

Ele não só está se opondo abertamente à norma, como alertou ao vivo seus eleitores, através de sua conta no Twitter. Ele tem 1649 seguidores e 1079 atualizações, um número invejável, aliás.

 

culberson_tweet

 

Você leu direito. Um político, congressista, republicano, usa o Twitter. De um Blackberry. E piora (ou melhora, depende do ponto de vista)

O cara transmite vídeo ao vivo via celular usando o Qix, coisa que EU, que me considero antenado, ainda não cheguei sequer a testar para o MeioBit. E ele tentou transmitir de dentro da Sala Oval, mas “o Serviço Secreto não permitiu”.

Quanto a contato com eleitores, ele usa o Ustream para “encontros virtuais” em vídeo. Fala “firewall” sem engasgar.

Aqui no Brasil quando um político resolve tentar uma coisa diferente, como o César Maia quando lançou seu blog, a imprensa cai de pau chamando de “prefeito blogueiro”, com tom pejorativo, sugerindo que ele deixava de trabalhar para ficar blogando. As outras tentativas locais chegam a ser patéticas, como o site da candidatura da Marta Suplicy, que grita “artificial, feito por um comitê”.

Precisamos de menos Efrains e Martas, e mais John Culbersons. É muito melhor para o país um político, mesmo que não seja alinhado ideologicamente com você, se esse político estiver em dia com a tecnologia, usando-a manter vários canais de comunicação com a população. Como vimos no BannerGate, a estrutura “assessor respondendo email” não funciona. Botar gente para responder os emails dos políticos serviu tão bem para distanciá-los da realidade nacional quanto a construção de Brasília.

Infelizmente por aqui o máximo que vemos são politicos fazendo spam por email, sites “pessoais” escritos por assessores e material institucional da pior espécie.

Da mesma forma que as empresas com bons blogs corporativos descobriram, a classe política precisa entender que colocar um lado humano, mostrar que há gente por trás do Cargo é importante. Até porque nós aceitamos falhas de humanos -todo mundo erra- mas não de Entidades Onipotentes como os políticos tradicionais.

Fonte: Ars Technica

Trabalhar pra velho é- UM MERGULHINHO! NÃO ESBANJE MEU AÇÚCAR!

Ficar velho é uma droga -dizem- mas a alternativa é pior.

Antigamente a alternativa era morrer, hoje é ser jovem. E continua sendo pior.

Os jovens profissionais hoje estão enfrentando um problema e tanto. O Brasil sempre foi país onde dono de empresa era um sujeito velho de cabelos brancos (malvado que só fazia explorar os funcionários e comer a secretária, segundo os filmes do Canal Brasil). A alcunha “Jovem Empresário” aqui é pra um sujeito com 35 anos.

Então veio a Internet.

Como ninguém com mais de 25 anos se acha na obrigação de aprender nada de novo, e os chefes têm secretárias, Internet é algo que passa ao largo da maioria desse pessoal. Quando perceberam que tinham que tratar com esse novo mercado, começaram as reuniões e contatos, mas as empresas de Internet, de cima a baixo são empresas JOVENS. Ou de gente jovem cronologicamente ou como a do Jeff Paiva, que embora seja um senhor entrado em anos, tem alma e coração de menino, e é o Tio Preferido da blogosfera.

tiojeff

“São pra te ver melhor, minha querida…”

Obviamente um quadro de diretores com perfil conservador, de uma Unilever ou COFAP da vida não está preparado para o choque cultural de encontrar uma galera mal saída das fraldas do outro lado da mesa. Isso gera muito problema, pois velhos não confiam em jovens. Ainda mais quando a diretoria da outra empresa é composta por um bando de garotos da mesma idade daquele filho inútil maconheiro que não consegue parar em nenhum colégio interno.

Hoje mesmo a Mírian postou no Twitter:

(…) Você chega numa reunião e todo mundo acha que é a filha do dono. Moral -1.

Pouco tempo atrás um blogueiro bem-sucedido e funcionário de agência de propaganda reclamava comigo de não ser levado a sério, justamente por ser muito novo.

Imaginem então o pessoal da Pólvora, quando o Gustavo Jreige aparecer em uma reunião…

gustavojreige

Gustavo, Jeans e blazer NÃO. Informal demais.

Nos anos 80 a clássica campanha já dizia: O mundo trata melhor quem se veste bem. N’O Pequeno Príncipe Exupéry já contava a história do astrônomo árabe que não foi levado a sério por suas roupas, e reapresentou sua teoria usando trajes formais ocidentais, e assim foi respeitado. É babaca, é chato, é ridículo mas é assim que o mundo funciona.

Não adianta dar murro em ponta de faca, exceto se você for canadense e se chamar Logan. Como recomendei ao blogueiro acima do Gustavo: Invista em guarda-roupa. Esqueça jeans e camiseta, compre camisas de manga comprida, alguns bons blazers, relógio de pulso, embora inútil costuma impressionar esses caras. Leve notebook mas vá de comitiva. Você é importante demais para resolver tudo sozinho, lembre-se. Suborne alguém para pagar de assistente, se você precisar de algum número, olhe pro lado e deixe que o seu colega cate a informação no computador, mesmo que você já saiba.

Para as mulheres, ande como paulistas, como se estivessem indo para uma festa. Conheço gente podre de rica que trabalha de jeans e camiseta, mas quando tem reunião, bota o uniforme de executivo. É teatrinho, é falsidade, mas ou você faz isso e impressiona o cliente, ou vai perder a conta pra uma agência mais chata, mais careta mas que tem os vendedores com aparência “correta”.

Acima de tudo, estude seu cliente, saiba com quem vai lidar, antes do primeiro contato. Tente descobrir com que tipo de agência ele acha que vai encontrar. Mas na dúvida, vá embecado, e se perguntarem do Gustavo, diga que só trouxe para ele ver como é o trabalho do Tio Jeff  ;)


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