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E você pensa: "Ah se fosse no Brasil…"




Primeiro, peço desculpas por começar um título com "e". Não se preocupem, eu não vou passar a seguir o estilo dos títulos irritantes do BlueBus. É só por hoje.

O motivo do título é antecipar o pensamento que TODO MUNDO terá, ao descobrir o quê é isso:

libros1

Não é uma máquina de venda de livros, como temos por aqui. Máquinas de vendas de livros são um avanço, mas continuam dentro da lei da Oferta e da Procura. Na foto temos algo que vai além disso, e explica muita, muita coisa.

É um quiosque de… empréstimo de livros. Existem em algumas estações de metrô em Tóquio. Não tem funcionários, identificação, carteirinha, nada. Você estica a mão, pega o livro que quiser e leva pra casa.

A diferença aqui é que nesse modelo quando você termina o livro, passa no quiosque e devolve.

Simples assim. É um show de civilidade e educação.

Aqui uma banca dessas seria esvaziada em minutos, os livros JAMAIS seriam devolvidos. Aliás a chance de serem devolvidos é quase tão pequena quanto a de serem lidos.

Nos comentários um leitor diz que uma estação de metrô também no Japão costuma colocar, nos dias de chuva uma banca com guarda-chuvas da coleção de Achados e Perdidos, com o aviso "por favor devolva depois de usar". E todo mundo devolve. Já os leitores da versão espanhola são unânimes: Isso não duraria em nenhum país latino. Até fizeram uns testes, na Cidade do México durou algumas semanas com as estantes vazias, e cancelaram o projeto.

Por essas e outras (as outras são as japinhas colegiais) que admiro muito o Japão. Um país onde estudantes se suicidam por não passar de ano NO MÍNIMO incutiu nessas crianças um enorme senso da importância de uma boa educação. O resultado? Um país basicamente agrário 100 anos atrás é hoje um país que vive 200 anos no futuro. Não foram 50 anos em 5, foram 300 em 100.

Fonte: Kirainet



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Sobre o Post

Este post foi escrito em 02/07/2008 às 4:18 pm

Está arquivado na(s) categoria(s) Fenomenologia.

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38 Respostas para “E você pensa: "Ah se fosse no Brasil…"”

  1. Aqui em Brasília o dono de um espaço cultural (que começou como açougue – o cara foi montando uma biblioteca no açougue e no final tinha um espaço cultural) fez algo parecido. Ele colocou várias estantes cheias de livros nos pontos de ônibus de uma avenida movimentada da cidade, e ao que parece algumas pessoas pegam e devolvem. Já tem um tempinho isso e sempre tem livros nas estantes. Pena que eles não ficam assim tão bem guardados e acabam sofrendo bastante com o tempo.

  2. No Timor Leste a maioria dos restaurantes e bares têm uma bancada como essa, mas funciona na base da troca, você leva seu livro lido e troca por outro que queira ler. Funciona da mesma forma: sem ninguém tomando conta, apenas com a civilidade dos leitores, a maioria estrangeiros em missão.

  3. Caraleo, só por lá mesmo. Emprestar o livro e devolver? De vez em quando nem nossos amigos devolvem o livro emprestado.

  4. É por isso que a mania (ou melhor dizendo, NECESSIDADE) do brasileiro de "ser esperto" é o que mais me irrita no país. Um brasileiro olharia para essa estante e pensaria:

    "Não tem funcionário? Não tem segurança? É só pegar? Que otários! É minha OBRIGAÇÃO me aproveitar pra ver se esses manés aprendem a deixar de ser trouxas". E assim, pegaria um livro que não pretende ler, apenas para "se dar bem".

    Assim, nada que dependa apenas de as pessoas serem civilizadas funcionaria por aqui.

  5. CC, existe uma iniciativa semelhante no Brasil. A ONG T-Bone colocou prateleiras em paradas de ônibus na periferia de Brasília. Quando vi a reportagem na TV lembro que disseram que nenhum livro havia sido furtado.

  6. Foda demais!

  7. Eu diria mais, Eu diria que o Japão que durante a segunda guerra foi detonado, literalmente, hoje está num patamar que jamais o Brasil estará. se fizermos os cálculos direitinho dá pouco mais de 50 anos, 100 é ser conservador demais…

  8. Cardoso, sinto lhe dizer mas já existe algo semelhante no Brasil, inclusive quando eu vi confesso que fiquei bem chocado. Em Brasília em algumas paradas de ônibus do Plano Piloto existem estantes com vários livros que as pessoas podem ler, e acredito que até levar pra casa emprestado. Inclusive são as próprias pessoas que devem organizar as estantes.
    Agora se funciona ou não aí eu não sei, só alguém de lá pra falar sobre isso.

  9. Aqui em Portugal existe uma cidade onde emprestam bicicletas. A idéia é promover meios de transportes não-poluentes, já funciona a bastante tempo e não há casos de roubo, só alguns estragos normais pelo uso.

    []´s JV

  10. Olá,
    O seu blog foi escolhido para integrar a Rede de Blogueiros da Brazucah!

    A Brazucah Produções (www.brazucah.com.br) está criando uma rede virtual para divulgação diferenciada de filmes brasileiros.

    Para inaugurar a parceria, estaremos promovendo duas pré-estréias exclusivas do filme Era Uma Vez…, de Breno Silveira, seguida de debate com a equipe – dia 10 de julho no Rio de Janeiro e 15 de julho em São Paulo.

    Confirme a participação do seu blog na Rede Brazucah e este convite será o primeiro de muitos!

    Se você for de São Paulo escreva para: BLOGSP@BRAZUCAH.COM.BR

    Se você for do Rio de Janeiro escreva para: BLOGRJ@BRAZUCAH.COM.BR

    Obrigado

    Para mais informações:
    http://www.redebrazucah.com.br http://www.eraumavezofilme.com.br
    (21) 2509.2722
    (11) 3938.6345

  11. Infelizmente é verdade. O brasileiro acaba se sentindo trouxa por não aproveitar uma oportunidade dessas de "se dar bem". É como se ao não se aproveitar dos outros, ele sentisse que estão se aproveitando dele.
    E esse é o tipo de coisa que seria muito dificil de resolver, pois a maioria dos brasileiros aprende a ser "esperto" ao ver os pais quererem ser "espertos". Não está no sangue, mas ninguém se mostra disposto a quebrar essa corrente.

  12. Aqui em Brasília existe isto em dezenas de paradas de ônibus na avenida w3 norte e… Funciona muito bem!

    Para quem não conheçe a iniciativa veja aqui http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/04/

    O mais curioso é que em uma parte desta grande avenida que tem 16 kilometros ficam algumas prostitutas a noite. Você passa vê uma parada de ônibus cheia de livros e prostitutas :)

    Em Brasília existe civilização e vida inteligente.

  13. E também existem políticos corruptos, os "exemplos" do Brasil…

  14. Em sua maioria mandados pra cá pelos eleitores de outros estados…

    Quanto as prostitutas é mesmo peculiar essa visão a noite (não que elas não devam ler, muito pelo contrário). Nunca vi elas folheando os livros… quem sabe um dia

  15. Fiquei surpreso ao ver que uma iniciativa dessas funciona em Brasília. Talvez devessem colocar mais códigos penais nessa prateleiras. Algumas constituições também.

    Mas por favor, nada de medidas provisórias, pois teriam que transformar as paradas em bibliotecas enormes. Com o nosso dinheiro, claro!

  16. Texto do site do evento: "O objetivo é propiciar que esse público, afoito por novidades, conheça de antemão as novidades da produção nacional".

    E eu pensei que era uma espécie de propaganda…..

  17. Pelo comentários, vemos que a Lei de Gérson não impera tanto quanto a lenda prega. Ainda assim, seria bom se a mentalidade do "espertinho" parasse de ser incentivada no Brasil. Não é saudável para o país.

    E o Japão… o que dizer do Japão? Fora os tentáculos e a superlotação, é um país maravilhoso. Parabéns aos habitantes.

  18. O brasil TEM QUE TER banca de jornal.

    Isso já diz tudo sobre nosso país.

  19. Cardoso, se os "300 em 100" são melhores ou não qualitativamente não sei, mas os "50 em 5", se colocados na mesma quantidade do anterior, seriam "300 em 30". Será que se JK governasse por 30 anos estaríamos a muito na frente do Japão?

  20. é meu caro, foi infeliz e desinformado seu post,

    ia colocar link do exemplo de Brasília mas nem preciso

    se vc não gosta do Brasil vá morar no Japão

  21. Ame-o ou deixe-o, é isso?

  22. Na verdade estaríamos em uma lama ainda maior. JK alienou politicamente o resto do país ao construir Brasília e destruiu qualquer chance de termos uma malha ferroviária e hidrovias, com aquela paranóia de construir carros.

  23. Cabeção.

    50 em 5 é igual a 10.

    300 em 100 é igual a 3.

    Se a sua intenção foi mensurar o crescimento, 50 em 5 é maior.

  24. Acho que o único pais latino em que isso deu certo foi em Cuba

  25. Ah Cardoso!
    Acho que a cultura, e não só a educação do povo, leva a crer que essa idéia não daria certo aqui.
    No Japão o metro² é muito caro pra que eles desperdicem empilhando e colecionando coisas que não usarão mais, por isso a cultura de não guardar o que não é necessário guardar.
    Aqui até um palito de fósforo usado é guardado pra "se no caso de um dia eu precisar de um toco de madeira…", no caso de livros, o pensamento vai sempre pro "eu tenho um [coloque aqui um parentesco] que, quando crescer, herdará estes livros". Quem nunca guardou ou conheceu alguém que guardou alguma coisa até pra dar pro filho que ainda não tem?

    Vai até da cultura da organização: só tenho o que uso, não guardo o que não uso mais, porque ocupa espaço e porque pode haver alguém pra quem eu possa dar o que eu não uso (lá vem os engraçadinhos com o duplo sentido).

    Brasileiro usa livro pra enfeite na estante, calço de mesa e, mais comum, vandalismo que, aliás, não são somente os livros os alvos preferidos.

  26. Carlos Magno em 03/07/2008 às 8:44 am

    Meu Senhor dos Anéis até agora está na casa de algum amigo meu e este não me devolveu. Vou começar a tecer ameaças por telefone…

    Eu até que gostei tal da iniciativa de vender livros no metrô, mas realmente só uns poucos livros lá que salvam. Tem uns poucos do Machado de Assis (intragável para quem SÓ compra livro no metrô), uns do Ziraldo (mais perto da realidade) e o resto só lixo.

    Na estação da Central tem um esquema de empréstimo de livros (com carteirinha, eles não são idiotas), mas imagino que aquela estação específica seja o pior lugar para se colocar uma biblioteca.

  27. Claro… Eu leio um livro e depois dou para outra pessoa ler. Muito bacana a idéia mas… e se eu quiser ler aquele livro novamente? Peço de volta? Eu até iria dizer que incentivar a abertura de mais bibliotecas públicas seria uma proposta melhor que essa, mas frente à quantidade de bibliotecas públicas fechadas no Brasil por falta de usuários, é melhor eu ficar quieto.
    Podem-se encontrar no Brasil N formas de se ter acesso a livros. O problema é ausência de uma cultura de leitura. Aliás, a ausência de uma cultura de valorização a qualquer outra forma de cultura que não seja (a) a tríade pagode/bunda/cachaça ou (b) importada dos EUA.

  28. Marcelo Torres em 03/07/2008 às 9:42 am

    Detalhe: foram 50 anos de atraso relativo parcialmente recuperados em 5, "dando início" a um belíssimo histórico de endividamento. Enquanto que do Japão podemos dizer que foram 50 anos de recuperação efetiva do atraso relativo e outros 50 de amplo avanço.

  29. Olá, Cardoso!
    Mais uma boa notícia: na cidade de Nova Friburgo (região serrana do estado do RJ) há também barraquinhas onde as pessoas pegam o livro que querem, lêem e depois devolvem. Só tem uma funcionário ali para ajudar as pessoas a encontrar algum livro em específico — que em geral pode ser encontrado na padaria mais à frente tomando um café.

  30. Aqui uma banca dessas seria esvaziada em minutos, os livros JAMAIS seriam devolvidos. Aliás a chance de serem devolvidos é quase tão pequena quanto a de serem lidos.

    Era o que eu ia comentar quando comecei a ler, iam dar sumiço nos livros só pra os deixar empulhados e pegando poeira em qualquer canto que não seria necessariamente suas casas.
    Sério, porque eu tinha que nascer justo no Brasil? o.O

  31. Penso a mesma coisa, mas quando lembro que existem a Somália, o Iraque e a Venezuela acabo ficando satisfeito. Se bem que poderia ter sido o Canadá, né? Imagina, que beleza…

  32. na cidade aonde estou (perto de san francisco, california) os jornais do dia ficam disponiveis na estacao do metro com uma caixinha ao lado…caixinha mesmo. quem quiser comprar e suposto de deixar o $ na caixinha pra pagar pelo jornal do dia…e funciona. ha tres anos que eu vejo os jornais empilhados no banco, a caixinha do lado e ninguem vigiando.

  33. Segue o link do próprio T-Bone, que faz exatamente isso em paradas de ônibus aqui em Brasília.

    http://www.t-bone.org.br/index.php?option=com_con

    É Cardoso, desta vez você deu uma barriga, só que tachar o título não ia ficar legal, né?

  34. […] Assim como eu, o Carlos Cardoso jamais acreditaria que uma idéia dessas daria certo no Brasil: no Japão, estantes de empréstimo de livros estão disponíveis em […]

  35. Inclusive a loja/açougue/espaço (http://www.t-bone.org.br/) fecha e a pratileira continua lá pra quem quiser pegar um livrinho.

  36. Henrique Susumo em 05/07/2008 às 2:08 pm

    E não é só isso que tem no Japão…

    (desculpe começar um comentário com "e")

    ..bom, eu moro no Japão faz uns 3 anos, e muita coisa me deixa de queixo aberto..

    por exemplo, aqui também tem em vários lugares bancas de frutas, onde não há vendedor, só as frutas e uma caixinha para por o dinheiro, fica por consciência do cidadão pagar ou não..além disso nunca ouvi falar de roubo dessas bancas…

    ..sem contar a segurança, deixe sua bicicleta no ponto de ônibus, quando você volta..ainda continua lá, andar pelas ruas escuras 3 horas da manhã sem aquele sentimento de caltela e medo de ser roubado…

    …apesar de ser descendente e viver aqui no Japão, não sou muito apegado a cultura japonesa tradicional e considero os japoneses muito secos, pessoas muito frias, às vezes até preconceituosas, e aquela história de japonês ser tudo igual, não é só por aparencia física, eles tem comportamento muito parecido, tipo doutrinados, submissos…são raras as excessões…

    mas tenho que adimitir que aqui as coisas funcionam,que seja talvez por serem muito submissos ou por ser um país de pequena extenção territorial, não posso dizer com certeza, mas que são um país à anos-luz a nosso frente em questão de cidadania e respeito, isso sim eles são.

  37. No Brasil também existe empréstimo de livros nas estações de metrô.
    Funcionam muito bem e já estão em vários estados.
    "Simples assim. É um show de civilidade e educação."

  38. Em Porto Alegre tentaram nas paradas de onibus, nao durou uma semana. Roubaram as madeiras que serviam como prateleiras, inclusive. Em Brasilia deve funcionar porque o sistema de transporte é tao ruim q ninguem chega nos livros. Olha…

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