Trabalhar pra velho é- UM MERGULHINHO! NÃO ESBANJE MEU AÇÚCAR!
Ficar velho é uma droga -dizem- mas a alternativa é pior.
Antigamente a alternativa era morrer, hoje é ser jovem. E continua sendo pior.
Os jovens profissionais hoje estão enfrentando um problema e tanto. O Brasil sempre foi país onde dono de empresa era um sujeito velho de cabelos brancos (malvado que só fazia explorar os funcionários e comer a secretária, segundo os filmes do Canal Brasil). A alcunha “Jovem Empresário” aqui é pra um sujeito com 35 anos.
Então veio a Internet.
Como ninguém com mais de 25 anos se acha na obrigação de aprender nada de novo, e os chefes têm secretárias, Internet é algo que passa ao largo da maioria desse pessoal. Quando perceberam que tinham que tratar com esse novo mercado, começaram as reuniões e contatos, mas as empresas de Internet, de cima a baixo são empresas JOVENS. Ou de gente jovem cronologicamente ou como a do Jeff Paiva, que embora seja um senhor entrado em anos, tem alma e coração de menino, e é o Tio Preferido da blogosfera.
“São pra te ver melhor, minha querida…”
Obviamente um quadro de diretores com perfil conservador, de uma Unilever ou COFAP da vida não está preparado para o choque cultural de encontrar uma galera mal saída das fraldas do outro lado da mesa. Isso gera muito problema, pois velhos não confiam em jovens. Ainda mais quando a diretoria da outra empresa é composta por um bando de garotos da mesma idade daquele filho inútil maconheiro que não consegue parar em nenhum colégio interno.
Hoje mesmo a Mírian postou no Twitter:
(…) Você chega numa reunião e todo mundo acha que é a filha do dono. Moral -1.
Pouco tempo atrás um blogueiro bem-sucedido e funcionário de agência de propaganda reclamava comigo de não ser levado a sério, justamente por ser muito novo.
Imaginem então o pessoal da Pólvora, quando o Gustavo Jreige aparecer em uma reunião…
Gustavo, Jeans e blazer NÃO. Informal demais.
Nos anos 80 a clássica campanha já dizia: O mundo trata melhor quem se veste bem. N’O Pequeno Príncipe Exupéry já contava a história do astrônomo árabe que não foi levado a sério por suas roupas, e reapresentou sua teoria usando trajes formais ocidentais, e assim foi respeitado. É babaca, é chato, é ridículo mas é assim que o mundo funciona.
Não adianta dar murro em ponta de faca, exceto se você for canadense e se chamar Logan. Como recomendei ao blogueiro acima do Gustavo: Invista em guarda-roupa. Esqueça jeans e camiseta, compre camisas de manga comprida, alguns bons blazers, relógio de pulso, embora inútil costuma impressionar esses caras. Leve notebook mas vá de comitiva. Você é importante demais para resolver tudo sozinho, lembre-se. Suborne alguém para pagar de assistente, se você precisar de algum número, olhe pro lado e deixe que o seu colega cate a informação no computador, mesmo que você já saiba.
Para as mulheres, ande como paulistas, como se estivessem indo para uma festa. Conheço gente podre de rica que trabalha de jeans e camiseta, mas quando tem reunião, bota o uniforme de executivo. É teatrinho, é falsidade, mas ou você faz isso e impressiona o cliente, ou vai perder a conta pra uma agência mais chata, mais careta mas que tem os vendedores com aparência “correta”.
Acima de tudo, estude seu cliente, saiba com quem vai lidar, antes do primeiro contato. Tente descobrir com que tipo de agência ele acha que vai encontrar. Mas na dúvida, vá embecado, e se perguntarem do Gustavo, diga que só trouxe para ele ver como é o trabalho do Tio Jeff ;)







Me lembrei de um amigo que qdo ia fechar qualquer negócio ia com o tio dele. O tio ficava lá bancando o patrão incompetente que não viveria sem o secretário (que na verdade era o dono do negócio), na frente de outros velhos patrões incompetentes que não viveriam sem seus secretários. Esse meu amigo ficava dando as informações e o tio é que ficava posando de grande empresário. O mundo é regio pelas aparências…
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Correção: “regido” e não “regio”
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Assino embaixo. Só mudaria “Agência” para “empresa”. Acredito que a maioria dos segmentos exige esse tipo de coisa.
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Desde que você não seja um evangélico batendo à minha porta domingo, oito horas da manhã.
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Cara, você é louco, mas tem alguma razão.
Gastei uma grana há pouco tempo comprando roupas mais sérias, sociais. O blazer e a camisa que usarei amanhã em um evento já estão separados, pendurados aqui na empresa.
Jamais uso jeans ou camiseta em reunião ou evento profissional. Faz toda a diferença, mesmo.
Um abraço!
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Cardoso, o que me deixa puto, é que você tem toda razão. O que se veste impressiona muito. Mas saber se vender também. A combinação dos dois fica quase infalível.
Abraços.
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Cardoso, se vestir bem impressiona sim, mas nesse mercado isso não é algo tão radical quanto você pintou. essas empresas são acostumadas em lidar com agências de publicidade, formdas em sua maioria por jovens e que normalmente já se vestem de maneira despojada, ou seja, blogueiros de camiseta não assustam ninguém. aliás, muito melhor aparecer com uma camiseta legal do Mario e o cabelo espetado do que com os ternos caretas e o corte anos 80 do Edney.
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Tem toda razão, Cardoso. Trabalho na mesma empresa há 3 anos, mas passei 1 ano em uma área onde não precisei me vestir tão “formalmente”. Assim que mudei de área, tive que melhorar o guarda-roupas profissional e por incrível que possa parecer, certos babacas que nunca te olharam na cara, te cumprimentam com mais respeito.
A cara de moleque continua, mas a beca ajuda :P
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1 palavra: TRISTE.
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Para fazer compras, dependendo do lugar é muito bom ir vestido. Adotei uma técnica para diblar assaltos e que descobri ser muito boa para impressionar: Eu levo a carteira em um bolso e um porta-documentos no bolso do celular com CREA, cartão e 10 reais.
Em caso de assalto eu ainda tenho Identificação, dinheiro pro ônibus e posso usar o cartão para alguma coisa. A vantagem extra é que sempre que vou fazer uma compra no débito eles vêem que eu tenho nível superior e já tratam de outra maneira.
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Correção: Ir >BEM< vestido. (coisas da edição)
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Essas coisas é complicado, ja presencie muitos casos, e percebo que passo por isso, pois na area onde fico vou simplismente com uma Camiseta e uma calça jeans e com uma cara de muleque q tenho apesar de ter 21 anos, eles me olham com aquela cara, “que que esse muleque ta fazendo aqui?”
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pra vc ver… desde tempos imemorias que a propaganda é a alma do negócio, o negócio é a alma da propaganda (como diz a nação, http://www.videovideos.tv/video/264305-nao-zumbi-propaganda.html )
mas o importante é que nada importa, realmente.
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Nossa perfeito!!!!! Um look moderno e especial realmente forma a cabeca de algumas pessoas por ai! Mas acredito que possa sim fazer um look fino mas com um toque de modernidade. O fundamental consiste em causar uma boa impressão afinal a primeira impressao e a que fica, ja dizia o ditado popular.
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Sobre indumentária eu gosto da frase do Mr.Miyagi: “… em Okinawa, faixa serve para segurar as calças!”. Sim eu vi “Karatê Kid”, mas e daí? O Cardoso leu o “Pequeno Príncipe”!
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Gostem ou não o mercado é assim, algumas áreas até são mais “tolerantes”, mas no geral é assim que a coisa funciona.
Em todos esses anos nessa indústria vital eu já passei por isso algumas vezes…
Pica Pau rules…..
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Taí, Cardoso, suas dicas deviam ser compiladas em um manual de auto-ajuda de marketeiros. Que não me leiam, pois vão me trucidar. Pelo menos digitalmente.
Eu já fui à reunião ao vivo na Agência Click, onde conheci Jeff Paiva (http://www.jeffpaiva.com/wordsmith, nem desconfiava que ele era o terror das meninas). Ele tava de camisa azul jeans. A Lalai (www.lalai.net) fazia e faz o gênero mulher moderna de agência. Chique e discreta.
Mas o que quero te contar que conheço uma mulher que foge aos padrões. Em primeiro lugar ela é ciclista. Aderiu à bicicleta como meio de transporte. Já cansei de entrevistá-la e ela sempre tá com o figurino de esportista. Me disse que ou a aceitam assim em reuniões com executivos ou ela nao vai. Claro a Renata Falzoni é uma grife.
E perguntei como faz quando chega suando as bicas em dias de verão em pedaladas de 30 e tantos km. Ela tem uma estratégia. Sabe que vai chegar vermelha, então chega antes, se compõe, normalmente o ar já está gelado, dá um tempo e vai pro batente com executivos engravatados.
É de dar inveja? Roam-se, pois ela tem 53 ou 54 anos e um corpo de dar inveja a qualquer mulherada que vive idiotamente pedalando em esteira.
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[...] somos jovens (alguns nem tanto, mas vá lá :P), mas nem sempre o seremos. Tá certo que, a rigor, não existe uma idade limite [...]
Eu jurava que esse tipo de comportamento arcaico era coisa do século passado!
Parabéns pelo post!
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Me lembrei de um dos capítulos do Princípio Dilbert. Ele dizia para comprar a melhor roupa possível, mas não ficar longe dela. E contava a “história” de um cara que comprou um terno chique e que acabou como secretário do próprio terno. hahahahaha
Recomendo o livro. Scott Adams consegue ser mais sarcástico que o Cardoso.
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É exatamente o que eu penso. O texto descreve com perfeição o que acontece com os jovens enpresários. É preciso mesmo fazer o teatrinho para conseguir alcançar seus objetivos.
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Pior mesmo é em entrevistas de emprego as pessoas quando vão fazer a proposta de salário, perguntam coisas como “você sustenta casa?”, etc, tipo “tu não precisa de dinheiro, pirralho”.
É triste mesmo.
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