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Alguns jornalistas merecem mais do que respeito

22/08/2008 - 12:42 am  -  16 comentários


Eu implico muito com os jornalistas da velha mídia, que não aceitam críticas, odeiam leitores impertinentes que os questionam e blogs em geral, mas alguns representantes do 4o Poder estão acima disso tudo. Seja por suas idéias progressistas, seja por suas atitudes.

De todos os que mais admiro são os correspondentes de guerra. Uma coisa é ficar com a bunda em uma cadeira confortável, comento Doritos (algum fabricante quer patrocinar lanche de blogueiro? Eu topo) e apontando o dedo para as falhas miseráveis de estratégia de Saddam Hussein.

Outra coisa é ficar no terraço de um hotel em Bagdá, durante o maior ataque aéreo desde a 2a Guerra Mundial.

Vejam por exemplo os quatro jornalistas turcos do vídeo abaixo.

Estavam na Geórgia, dia 10/8, percorrendo uma região onde tropas russas e georgianas se enfrentavam.

Do nada o carro começa a ser atingido. Um deles toma um tiro de raspão na cabeça, mas sem nenhum efeito “Rambo”, continua lúcido e consciente da roubada que se meteram.

Ao mesmo tempo o cameraman continua filmando tudo.

É um perrengue como eles jamais passaram, e pra piorar não tinham nem uma camiseta para fazer de bandeira branca, que dirá uma bandeira francesa, símbolo internacional de rendição imediata.

No final todos sobreviveram, embora o jornalista atingido, Levent Öztürk, tenha perdido o olho esquerdo. Mesmo assim ele quer voltar para cobrir o front assim que for possível.

Dá pra não respeitar um cara desses? A única coisa questionável é sua sanidade. O resto, boto a mão no fogo.



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É isso aí, Globo.Com, continue com classe

21/08/2008 - 1:14 pm  -  58 comentários


Vejam que lindo comentário recebi no post anterior… notem o servidor de origem: ct1corp.globo.com

Vamos responder aqui:

Caro Lucas… se você reparar a criação interessante é MINHA, estou cobrando o crédito por uma tradução que EU fiz e VOCÊS publicaram, crédito esse que já foi dado. O Buzz assumiu o erro, coisa que muito admiro. Se bem que se você está na equipe, o reconhecimento foi muito mais exceção do que regra.

Agora fica a pergunta: Esse sujeito fala pela Globo.com? É permitido a funcionários da empresa usar esse tipo de linguagem?

É esse o tipo de treinamento que a Globo.com dá a seus funcionários?

Tsc tsc tsc…

 

A new comment on the post #1897 “Obrigado, dona Globo, mas eu preferia que me dessem o crédito” is waiting for your approval http://www.contraditorium.com/2008/08/21/obrigado-dona-globo-mas-eu-preferia-que-me-dessem-o-crdito/

Author : Lucas (IP: 201.7.186.66 , ct1corp.globo.com)

E-mail : lucas@gmail.com

URL :

Whois : http://ws.arin.net/cgi-bin/whois.pl?queryinput=201.7.186.66

Comment: Cardoso, és e sempre serás um merda recalcado… se vc fosse tão foda trabalharia em uma empresa à altura, mas como és um bosta não passa de um blogueiro de quinta. Crie algo interessante ao invés de ficar metendo o pau na criação dos outros…



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Obrigado, dona Globo, mas eu preferia que me dessem o crédito

21/08/2008 - 3:08 am  -  45 comentários


No humor nada se cria, tudo se kiba, mas com um pouco de esforço é possível traçar a origem e dar crédito a quem de direito, mesmo que seja ao Veríssimo.

Infelizmente quem kiba conteúdo não se preocupa com isso, como descobri ao ler esta matéria sobre o Buzz, um site de humor? da Globo.com. É uma coletânea de obviedades que consegue fazer o Tabet parecer engraçado. Dá pena. Fere a regra número 1: Site de Humor não pode ser feito de má-vontade, tem que ser feito por gente que GOSTE de humor.

O resultado, quando isso não acontece, me lembra uma frase clássica de Mark Twain: As partes originais não são boas, e as boas não são originais. E aí que pecam mesmo.

Republicaram um texto CLÁSSICO da Internet, “100 coisas que farei quando me tornar um senhor do mal”. Linkando para um blog qualquer. Lá, claro, nenhuma indicação de origem ou autoria. Fica parecendo que o autor do blog criou o texto todo.

Bem, vamos ver se descobrimos o que aconteceria se o Buzz mandasse o Google buscar por “As 100 coisas que farei quando me tornar um Senhor do Mal“:

senhordomal

Isso mesmo. Cai neste post aqui, do Contraditorium. Publicado em 15/02/2006. Explico, no texto, que eu TRADUZI o original, pois ele é bem mais antigo que isso.

Ele é de pelo menos do começo de 2003, quando o publiquei no antigo www.carloscardoso.com,  ainda em PHP Nuke e layout web 1.0. Não confie na minha palavra, confira usando a Wayback Machine do Internet Archive.

Nessa época eu já dei o devido crédito:

As 100 coisas que farei quando me tornar um Senhor do Mal
Original em inglês de miles@rat.org tradução: carlos cardoso

 

Triste é perceber que a mania escrota do brasileiro de remover todo e qualquer crédito de algo online impera. Se você procurar no Google pela linha de créditos acha quatro míseros resultados. Se procurar pelo título do texto acha 534.

Por essas e outras que sou MUITO céptico em relação a qualquer coisa que envolva “sabedoria das multidões” e “trabalhos coletivos”. Você faz o trabalho, solta pra “comunidade”, vem um filho da puta, retira seu nome e passa adiante. Por puro prazer de te tirar a única coisa que você pede em troca do trabalho: Reconhecimento.

Às vezes eu acho que todo mundo que cria conteúdo original tem um belo par de orelhas de burro. Ao menos é assim que me sinto.

[atualização] O crédito devido foi incluído. A casa agradece.



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Vergonha brasileira direto da China e não tem nada a ver com Olimpíada

18/08/2008 - 1:41 pm  -  59 comentários


Os ufanistas DEFENDEM a medalha do Cielo como o “Oscar das Olimpíadas”, mas isso nem de longe é a vergonha sino-brasileira mais constrangedora.

Enquanto o pessoal acompanha o Show de Turistas que de vez em quando (quando não escorregam no quiabo) conseguem um bronze, uma palhaçada maior se desenrola nos bastidores.

O caso dos atletas dá pra compreender. Fiquei com pena do azar do Diego Hipólito, gostei do Cielo ter levado o Ouro (não foi sorte, foi trabalho sério). Mas essa que li n’O Dia, essa sim me deixou com vergonha de ser brasileiro.

Levar ferro bronze nas Olimpíadas nos desgraça como Nação Olímpica, não como nação em geral.

O que nos desgraça como nação em geral, e é um tapa na cara nos ufanistas que arrotam que o Brasil é o “celeiro do mundo” é descobrir que…

É sério. A estimativa para 2008 é de 50 mil toneladas importadas. Até da Argentina.

“Agora, todo o feijão consumido no Brasil vem de fora”


Na boa. Esqueçam o Ouro Olímpico. esqueçam tudo. Quando a gente não consegue plantar FEIJÃO, que é uma bosta que todo mundo sabe que cresce em algodão molhado dentro de copinho de plástico, e trazer do outro lado do mundo é mais barato que plantar aqui, é hora de repensar o país como um todo.

Ou fechar e vender pra Israel, sei lá.



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Se cliente fosse, eu não anunciaria em blogs

18/08/2008 - 4:36 am  -  41 comentários


Eu gosto de ações com blogueiros. Se os Supositórios Tabajara promovessem Um Dia Com A Luciana Vendramini e me chamassem, ganhariam muito mais divulgação do que com qualquer post pago, mas se quisessem um publieditorial (em jornalês isso se chama matéria paga mas blogs são mais chiques) eu muito provavelmente não faria.

Teriam que procurar outros blogueiros, mais adeptos ao produto. E procurar blogueiros toma tempo. Assim como contactar cada um, vender o peixe do post, fazer follow up, etc, etc.

As agências tem parte da culpa (eu sempre vou culpar as agências) mas no caso o buraco é mais embaixo e é dos blogueiros, que não diferenciam as várias formas de publicidade.

Você que tem blog. Você é mídia ou indivíduo? Seu blog vende espaço ou conteúdo editorializado?

Eu uma relação publicitária normal a coisa funciona assim: O anunciante quer veicular uma campanha. A agência cria as peças, envia para o veículo. Este avalia se estão dentro dos padrões morais-ético-corporativos da empresa. Estão? Veiculam o anúncio, ponto final.

A agência agencia o espaço publicitário, fornece serviço de criação (coisa que o veículo NÃO FAZ). O veículo veicula, de forma “burra”. Não há participação intelectual da mídia no processo.

No modelo dos blogs o cliente não compra um espaço. Ele raramente consegue veicular uma peça produzida externamente como publieditorial. Só como banner.

Pior. Blogueiro odeia ser brifado. O pessoal das agências tem que agir como se estivesse passando sugestões educadas. Eu já vi muito blogueiro indignado com a petulância da agência em pedir alterações no texto. Mesmo que o cliente não goste. Eu mesmo já fiz isso e não tenho vergonha de admitir que fiquei muito, muito irritado com cliente só porque está pagando querer alterações no texto.

O modelo ideal para muito blogueiro é o cliente pagar, o blogueiro escrever um post SE QUISER e falar do produto, da forma que desejar, mesmo mal. Aliás, preferencialmente mal, só para mostrar o quanto ele não se vende.

Esse modelo, compreensivelmente, é difícil de ser comprado pelos clientes e agências.

Eu nunca vi um modelo onde a agência de propaganda mandasse um texto 100% pronto, o blogueiro colocasse uma indicação no começo (ou final) do post dizendo ser de autoria do cliente, veiculado e pronto.

Vamos definir isso. Eu quero anunciar As Pílulas de Vida do Dr Bode – Entram pela boca, saem por onde pode- no blog do Morróida. O Morróida defende a blogosfera de raiz, a blogagem por vocação.

A minha agência entra e contato e retorna: “O Morróida topa. Mas ele não garante o tamanho, não garante a qualidade, não garantem o tom do texto. Também não aceitou o brieffing, diz que ele sabe falar do supositório por conta própria. Ah, não temos poder de veto.”

Você investiria assim? É, eu também não.

Nós tratamos o espaço editorial nos blogs como se fosse algo absurdamente sagrado, que deve ser mantido limpo de toda e qualquer contaminação dos malditos anunciantes malvados que por acaso nos sustentam. Já os banners, ali vale tudo.

NENHUM outro veículo faz isso. A Globo não tem um canal exclusivo para passar propaganda. O Estadão não publica um encarte com a publicidade e o jornal “limpo”. As revistas no máximo incluem “informe publicitário” no alto das páginas que podem ser confundidas com conteúdo editorial.

Eu acho que nós lucramos mais nos vendo como mídia. Se um anunciante quer, além do espaço que eu também crie o conteúdo, então é uma despesa extra. Como está hoje temos clientes insatisfeitos com a falta de agilidade E dificuldade em ter o brieffing contemplado, temos leitores insatisfeitos com conteúdo publicitário que parece ser feito com má-vontade e temos os blogs, que não decidiram sequer qual seu papel nessa história.

E é extremamente conveniente dizer que o Mercado não entende os blogs, quando os próprios blogs não dizem como querem ser entendidos.



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É Ouro, Brajiro!

18/08/2008 - 2:12 am  -  18 comentários


Depois de tanto levar ferro bronze nas Olimpíadas, é hora de lavar a alma, pois há gente que defende a camisa canarinho indo brigar com o leão em sua toca. Em uma surpresa que me deixou de queixo caído descobri que o Brasil simplesmente ganhou o Campeonato Mundial de Cosplay, NO JAPÃO.

Cosplay é aquela arte de fazer fantasias baseadas em personagens de anime, que é maravilhoso se você é uma japinha e uma abominação aos olhos de deus se você for um gordo vestido de Sailor Moon (não procure, vai achar).

Só que cosplay é passatempo de 99% dos otakus, nerds japoneses fanáticos por mangá. Ganhar um campeonato desses, no país mais fanático de cosplay do planeta é um feito.

Gabriel “Hyoga de Toalha” Niemietz (Jango) e Jéssica “Pandy” Campos (Jo)

Gabriel “Hyoga de Toalha” Niemietz (Jango) e Jéssica “Pandy” Campos (Jo)

A surpresa não pára aí. O Brasil é BICAMPEÃO. Levamos em 2007 também. Não vi gente chorando, não vi gente dizendo que está pegando experiência, que é tudo difícil, bla bla bla. Ao contrário da Síndrome de Vira-Latas vista nas Olimpíadas, aqui eu vejo a Síndrome de Ayrton Senna.

Parabéns aos vencedores, é bom ver gente que gosta de ganhar, de vez em quando.

Para detalhes completos, vejam este post do Ambrosia, excelente blog que pode dar muito trabalho pro Judão e Jovem Nerd. E mil agradecimentos pela dica ao Marcelo Lha, residente do Japão e honorável leitor do blog,



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É Bronze Brasil!

18/08/2008 - 1:28 am  -  46 comentários


quadro de medalhas - 18/08/2008

quadro de medalhas - 18/08/2008

Este é mais um daqueles momentos que fico me roendo de inveja. Eu gostaria MUITO de ter pensado no  blog Bronze Brasil 2008. Visite, recomendo, mas ligue antes seu detector de sarcasmo.

O texto é um primor da mais fina ironia, todo baseado no slogan “No bronze a gente é ouro”. É delicioso ver o ufanismo da mídia tratado com o sarcasmo que merece.

Algumas pérolas:

Pequenos erros seriam bons para assegurar o bronze, mas Hypolito despencou após um salto e acabou em sexto. Depois da prova, Diego pediu desculpas aos brasileiros que torceram por ele.

Desculpas aceitas, mas me reservo o direito de nunca mais acordar cedo para ver provas de ginástica. Prefiro ficar na cama sonhando com bronzes que nossos atletas não conseguem conquistar.

Chegou a hora, finalmente, de ver se valeu a pena toda essa dose cavalar de ginástica olímpica a qual fomos submetidos nos últimos anos. Só estou pedindo dois bronzes, pessoal. É um pagamento justo por todas as provas e reportagens que fomos obrigados a ver.

Quatro olimpíadas e nenhum bronze: este é o cartel de Edinanci Silva, que até horas atrás era nossa esperança de medalha na categoria até 78 kg do judô. A atleta começou mostrando sua experiência, perdendo logo de saída e se poupando para a disputa da repescagem.

A medalha de ouro do Cielo, nadador que mora, estuda e treina nos EUA, e por acaso nasceu no Brasil conseguiu a proeza de nos tirar da 39a posição no ranking. Agora o escrete canarinho está em… 35o lugar.

Enquanto o Quadro de Medalhas do Phelps chegou a OITO medalhas de ouro. OITO. Acumulando sete recordes mundiais e um olímpico, a Globo, transmitindo a prova que o Phelps não participou, dando chance pro Cielo ganhar sua medalinha, chegou às raias do ridículo.

“Cielo ganhou o OSCAR das Olimpíadas”. JURO, eles falaram isso, com essas palavras.

A diferença principal é que investimento em atletas aqui é esmola. Em outros países é… investimento. O Phelps vai ganhar US$1 milhão da Speedo, por causa de suas OITO medalhes de ouro. Já o Cielo, foi mandado pros EUA com dinheiro do pai, aí o patrocinador, a capitalista malvada e gananciosa empresa chamada CORREIOS cortou o patrocínio por ele ter deixado o país.

É um atleta de nível TOP, que merecia estar lá, ao contrário do pessoal que não se classifica nem para as 18as de Final de Cuspe a Distância.

De resto, não deve ser tão caro assim treinar atletas. A Jamaica ganhou em uma corrida feminina as TRÊS primeiras posições. Porra, Brasil, CORRER. Que dinheiro precisa pra treinar um sujeito pra CORRER? Nem isso a gente faz?

Ah, mas não dá, pra isso tem que treinar MUITO, e dá uma leseira… melhor relaxar como as meninas do futebol, que ao invés de ficar enfurnada na concentração treinando, estudando as adversárias, praticando jogadas e memorizando estratégias, foram bater perna em Xangai, como mostraram no Fantástico.

Depois falo que foram pra lá fazer turismo e reclamam. Meninos, EU VI.

Só vamos sair dessa quando pararmos de chamar uma medalha de ouro de OSCAR das Olimpíadas, e pararmos de bater perna durante a competição mais importante de nossas carreiras. Mas profissionalismo no Brasil nunca foi bem-visto mesmo…



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Brasil, pede pra sair. Moratória Olímpica Já!

14/08/2008 - 1:26 pm  -  385 comentários


Vamos aceitar; nós nascemos para Barrichello. Nosso destino é levar 10 anos para ganhar uma corrida, depois manter essa média quase religiosamente. Não somos Ayrton Senna, só muito de vez em quando, e nunca como regra.

Neste texto aqui o Felipe fala sobre o ufanismo Polyanna da Globo que insiste em comemorar medalha de bronze, e

 

empurrar à força uma idéia patriótica de que o vigésimo oitavo lugar em uma disputa com 30 atletas já é uma grande conquista.

 

e tratou como grande conquista a ginástica feminina brasileira ficar em 28º lugar. De uma competição com 30 equipes.

Por si só já é patético, mas piora. E muito. Vejamos por exemplo este cara aqui embaixo:

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É o Michael Phelbs Phelps. Nadador americano. Ele já ganhou CINCO MEDALHAS DE OURO nas Olimpíadas de Pequim (sou tradicionalista). Em Atenas 2004 ele ganhou 6 de Ouro e 2 de Bronze.

Se ele fosse um país só suas 5 medalhas de Ouro o colocariam em 5 Lugar no quadro de medalhas. UM SUJEITO SOZINHO em 5o Lugar. Sabem quantas medalhas o Brasil tem até a data de hoje? Quatro. De bronze. Nós estamos em 39º lugar.

39º!!!

Nós ficamos atrás da Armênia, Vietnã, Mongólia, Índia, Zimbabwe. Pelamordedeus, nós ficamos atrás de um buraco na África cuja principal atividade econômica é tirar leite de formiga. Nós ficamos atrás do Zimbabwe.

Na história das Olimpíadas o Brasil está em 38º lugar, com 17 medalhas de Ouro. Em DUAS OLIMPÍADAS o Phelps tem 11. SOZINHO.

Nós mandamos 277 atletas para ganharem 4 medalhas de bronze? Isso é um trem da alegria. É TURISMO. Nós não temos atletas de nível olímpico, aceitemos isso. Estamos jogando dinheiro fora mandando esse pessoal para lá.

“bla bla bla falta incentivo bla bla bla investimento bla bla bla formar talentos bla bla bla”

EU CONCORDO. Podemos SIM formar talentos, incentivar e investir em uma geração de atletas de nível mundial. Mas para isso temos que parar com essa política do coitadinho, de “dar uma força”.

“Não, meu filho, não vai pra Olimpíada não. Vamos gastar essa grana aqui, você vai treinar muito, participar de torneios locais, e treinar seu sucessor. Só vamos pras Olimpíadas quando tivermos condição de competir de igual pra igual”.

Não dá pra arrumar uma bolsa de R$600,00 fazer a guria pular um cavalo rasgado e dizer “pronto, talento olímpico”. Isso é trabalho de VINTE ANOS, temos que formar primeiro os técnicos, mas o Brasil é o único país do mundo que não traz gente de fora, já nascemos sabendo, pra quê contratar um daqueles ucranianos tiranos que transformam a Preta Gil em Nadia Comăneci?

Moratória Olímpica já. Por tempo indeterminado.

É chato? É, mas é assim que funciona. Você não manda um monte de atletas de 3a 39a categoria e fica esperando alguém dar sorte.

O Brasil insiste em um atletismo Rocky Balboa. O resto do mundo investe em seus atletas no estilo Ivan Drago. Adivinhem quem ganha na vida real:

drago

Eu cansei de passar vergonha. Se me perguntarem não sou brasileiro, em 38º. Melhor ser colombiano, em 34º. Ou até mesmo da Geórgia, que com uma guerra nas fuças, tendo seu país em vias de ser estuprado pela Rússia, seus atletas não sofrem convulsões a la Ronaldinho, preferem competir e trazer DUAS medalhas de Ouro, deixando o país em 12º lugar no Quadro de Medalhas.

Agradecimentos ao Cobra pelas estatísticas olímpicas.



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