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Blogueiro tem que ser jornalista!

27/09/2008 - 1:44 pm  -  71 comentários


Eu nem deveria me assustar, afinal o próprio conceito de corporativismo é a base dos sindicatos. O problema é quando um sindicato está tão no passado (mais do que o normal) que assume posições basicamente ridículas diante do mundo que o cerca mas não o penetra. Um bom exemplo é apresentado pelo Martelada,  onde em uma palestra da UNISINOS onde ironicamente era discutida a desregulamentação do jornalismo um cidadão de nome José Nunes, presidente do sindicato dos jornalistas do RS declarou, entre outras coisas:

 

Um blog jornalístico evidentemente precisa ser assinado por um jornalista, pois passa a ter um caráter de veículo, tal como um noticiário de rádio ou mídia impressa.

 

Adiantando a galera do mimimi: “bla bla bla ele fala de blogs em empresas jornalísticas bla bla bla blogueiros egocêntricos bla bla bla vocês não são veículos bla bla bla” Então vamos a outra parte da declaração do companheiro Nunes:

os blogs de maior destaque, uma pequena parte da blogosfera, costumam trazer apuração jornalística, ‘furando’ a mídia tradicional com novidade ou provocações, ou são escritos por aficionados em determinado assunto (cinema, música, quadrinhos, etc), naturalmente trazendo um volume de informação justamente pela afinidade do autor com o tema. Material jornalístico, regularmente assinado por jornalista, independente do meio em si, é a posição do Sindicato.

A parte das “provocações” me afeta pessoalmente. Como assim, Bial? O cara admite que é furado regularmente pelos blogs e para satisfazer o ego coletivo dos jornalistas corporativistas ele quer que quem o fure seja um blogueiro com diploma de jornalista? Estou livre para ter um blog miguxo mas não para ter um blog onde faço uma denúncia séria de nível nacional furando TODOS OS VEÍCULOS DE IMPRENSA DO PAÍS? Desculpe, seu nunes, mas se a minha fonte escolheu meu blog para divulgar a denúncia, ao invés do seu jornal (assumindo que o dr nunes não é sindicalista em tempo integral, como muitos que conheci) eu não tenho culpa. Eu não vou ter um blog miguxo para satisfazer seus egos, caros sindicalistas.

Eu não quero que fechem o Judão por não ser escrito somente por jornalistas, muito menos o Dinheirama por não ser escrito por um também. E o que dizer blogs mais especializados, justamente os “escritos pro aficionados” que em geral trazem informações muito melhores que qualquer veículo especializado?

 

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O da direita escreve no Granma e não é jornalista. Companheiro Nunes, qual sua posição?

 

Bem, eu cansei de ser do contra. Eu concordo com o companheiro Nunes. Blogueiro tem que ser jornalista sim. Eu quero blogueiros sérios sendo tratados com os mesmos privilégios da grande imprensa, como sigilo da fonte, visto especial para os EUA e carteirada em show de rock. Companheiro Nunes, conte com meu apoio.

Infelizmente para o companheiro sindicalista é que eu também apóio o Recurso Extraordinário (RE) 511961, em julgamento no Supremo Tribunal Federal, que quando aprovado tornará a exigência de diploma para exercer o trabalho de jornalista opcional.

Portanto, caros estudantes de jornalismo, montem seus blogs. Escrevam muito, mostrem serviço, criem nome. Cheguem na primeira entrevista de estágio sem precisar se apresentar. O companheiro nunes está pregando a jornalistificação dos blogs por ter medo da nossa maior força, do modelo que é a base da blogosfera: A meritocracia. Aqui ninguém é respeitado por escrever no blog A ou B, e sim pela qualidade do que produz. Isso vai inevitavelmente chegar à mídia tradicional. Estejam preparados e vocês estarão na crista da onda. Do contrário só lhes restará se candidatar a uma vaga no sindicato.


Eu tenho muito medo desse CFDP

26/09/2008 - 1:48 am  -  89 comentários


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Calma. Não é o que você está pensando. É muito pior. Por culpa do Wallace, fui parar no site do Conselho Federal dos Detetives Profissionais – CFDP. (note a ausência de link. É para seu próprio bem)

Por onde começar? É… uma pérola. Um primor, uma lição de como não fazer um site. Mas não não fazer no sentido “ficou feio”. Está Estão lá (obrigado, Bia) , todas as anti-lições do planeta. Dos gifs animados e fotos distorcidas à música de fundo que não tem como desligar. Sim, o tema inicial é de Missão Impossível.

Notem o James Bond no cabeçalho. Agora vá para o menu. “AGECIAS CONVENIADAS”. Doeu no olho? Não é nada. Leia este texto, que está logo abaixo, na seção “delegacia regional”

VOCE QUE QUER SER UM AUTENTICO DETETIVE.OU.ASSOCIAR.VENHA FAZER UMA VISITINHA E APROVEITAR PARA TOMAR UM CAFESINHO SERA.SEMPRE BEM VINDO CONHEÇA NOSSOS.ADIVOGADOS,APRENDA TUDO SOBRE AS.LEIS QUE REGULAMENTA A PROFISSAO APRENDA A NAO CAIR NO.CONTO DO VIGARIO FAZENDO CURSOS FANTASMAS APRENDA A CONHECER OS PICARETAS TEQUINICA USADA PELOS FALSOS DETETIVES COMO INDENTIFICAR ESSES FALSSARIOS.FAZER CURSOS DE DETETIVE E BEM FASSIO MAS EM ESCOLA DE FORMAÇAO DESTES PROFISSIONAIS DE ACORDO COM AS LEIS MUNICIPAIS,ESTADUAIS,E FEDERAIS,DETETIVE E UMA PROFISSAO REGULAMENTADA POR LEI ESTOU SITANDO ALGUMAS POR ESEMPLO CBO-3518 DO MINISTERIO DO TRABALHO QUE ASSEMELHA O DETETIVE A POLICIA

Eu juro, não mexi em uma letra. Está tudo lá. Mais adiante, piora. E muito. Imagine uma mistura de Inspetor Clouseau, Mário Fofoca, Maxwell Smart e Lula.

Eu nem vou falar muito, afinal…

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Meeeeeedo.

Eu ainda não estou acreditando que isso é a sério, eu me recuso a aceitar que isso é a sério. Não, não pode ser a sério.

OK, eu sei que você está se roendo de curiosidade. Então PRIMEIRO abaixe o som de seu computador. Depois que tiver feito isso, visite: http://conselhodosdetetivescfdp.com.

Ah sim, na página da imagem acima, que está no link “LEIS REGULARIZA O DETETIVE” (sic) a trilha é um grito de uma águia. Em loop.

Devo dizer que em todos esses anos nesta indústria vital essa foi a primeira vez que cheguei a um Fundo de Escala, encontrei um site que servirá de comparação para todos os outros. E estou com medo, sabendo que tem gente na rua, solta, que faz um site desses.


André Midani, Raul Seixas e dicas de entrevista de emprego

24/09/2008 - 12:36 pm  -  12 comentários


O André Midani é um mega-produtor musical, já foi presidente da Phonogram e lidou com tudo de bom que o Brasil já teve em termos de música, de Tim Maia a Chico Buarque. Ele também é o primeiro executivo de gravadora a dizer com todas as letras:

 

O jabá existe. Acho que o jabá sempre existiu. Não é uma coisa nova, nem particular da indústria fonográfica. É uma coisa universal, acho que desde que o homem começou a existir.

Ele não ganhou muitos amigos com isso, mas como está no topo do topo, pode ser dar ao luxo de falar o que quiser.

Normalmente eu considero executivos de gravadoras uma forma desprezível de vida, como os executivos de TV e as coisas que crescem no meu umbigo, mas isso vale para os de agora. Quando as gravadores ainda não eram o passado, quando ainda tinham relevância, geraram tipos bem interessantes, e a interação com os artistas era no mínimo curiosa, como no vídeo abaixo, passado para mim em primeira-mão (se é que algo no YouTube é primeira-mão), onde Midani conta como foi um de seus primeiros contatos com Raul Seixas, e como o Velho Raul determinou que o André Midani estava qualificado para ser patrão dele:

 

 

O vídeo faz parte do material de divulgação da biografia do cara, e devo dizer que vendeu o peixe. Vou receber um exemplar, devorar e resenhar aqui. E melhor, vai rolar outro, para sorteio. Quem curte música, e a história da música, não perde por esperar. Eu mesmo estou doido pra saber o quê ele vai falar do Nelson Motta…


Decretada a morte da Coletiva de Imprensa

13/09/2008 - 11:57 am  -  53 comentários


Mike Elgan, dono do www.therawfeed.com e ex-editor da Windows Magazine soltou o verbo em um artigo da InternetNews.com. Botou o dedo na ferida, mostrando como um dos eventos mais queridos da velha imprensa é totalmente obsoleto hoje em dia: A Coletiva de Imprensa.

“O formato da Coletiva de Imprensa é uma lembrança arcaica de uma era já morta em que a única ou melhor forma de agências do governo e empresas divulgarem suas informações para o público era juntar um monte de repórteres em um sala.” – Mike Elgan

Os eventos de lançamento são legais, claro. Eu gosto, os leitores do MeioBit gostam e as empresas gostam, pois a cobertura dos blogs em geral é muito mais completa, detalhada e pessoal que as da grande mídia, mas sendo puramente racional, qual a lógica de mandar (ou juntar) gente de outros Estados, às vezes outros países, para anunciar algo que poderia ser mandado por email ou no máximo pelo correio?

 

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Buenos Aires, em uma churrascaria. Não se publica esse tipo de foto, exceto em blogs. Alguns.

 

“Jornalistas amam coletivas de imprensa, pois elas disponibilizam informação exclusiva para os veículos que tinham verba para mandar jornalistas. (…) Também envolvem algo muito querido para jornalistas: Comida grátis, bebidas e até viagens para locais exóticos – tudo pago, claro, pelos organizadores ou pelo veículo para o qual eles trabalham.” – Mike Elgan

Ele meteu o dedo na ferida, é uma coisa Clube da Luta, não se fala da comida e das viagens com tudo pago. É a primeira regra. Lembro do primeiro evento que cobri pelo MeioBit, o Microsoft Remix 2007. Foi a primeira vez que vi um texto sobre um evento de tecnologia falar sobre a comida e os brinquedinhos disponíveis.

Aqui há duas vertentes: Você pode assumir que eu sou um Paladino da Transparência, jogando de forma totalmente aberta, atacando o jabá e denunciando a hipocrisia reinante, ou pode assumir que eu estou escrevendo da forma que meu leitor gosta, e por não ter rabo preso E confiar na inteligência de quem me lê, me comportar de forma expon.. espon… natural.

Eu prefiro a segunda opção.

E também gosto de ganhar brinquedos, pendrives, bloquinhos, canecas (ouviu, INAGAKI?). Isso gera muita polêmica, pois há vários grupos distintos entre os frequentadores de coletivas:

  • Um também gosta e não tem problema com isso
  • Outro gosta mas não pode por imposição do veículo (a Abril, vamos dar o crédito, não deixa levar pra casa nem pendrive. Ahah, se ferrou, Bruno, eu tenho, você não tem… não sei o quê mas eu tenho)
  • Outro gosta mas não quer que saibam que ele ganha presentinhos, e não gosta dos blogs pois nós dizemos que ganhamos
  • Outro finge que não gosta
  • Outro não gosta mesmo, prefere sua parte em dinheiro. E às vezes leva.

“Roubar” uma caneta de uma coletiva é muito mais divertido do que receber pelo correio. Quando as coletivas acabarem perderemos essa grande forma de entretenimento, a famosa rodinha pós-evento “o que você pegou?”

Nota aos chatos literais: Não se “rouba” brinde promocional, é mais ou menos como cinzeiro de motel. Uma vez eu já estava com a coleção cheia, não me preocupei em levar. O garçon veio na hora do conta, viu todos no lugar, correu pra dentro e trouxe dois cinzeiros embrulhados “toma, é uma lembrancinha…”

 

“E finalmente, as Coletivas são uma plataforma para os jornalistas socializarem entre si” – Mike Elgan

Lembra um BlogCamp, não? Quando muitas vezes as apresentações são secundárias, e o melhor é o papo do corredor, conhecer gente que você lê, gosta e não conhecia (como no último, quando conheci o autor do Brontossauros em Meu Jardim).

Os eventos mais longos servem não só para socialização entre jornalistas (algumas vezes com fins reprodutivos) como para socialização entre a mídia, a assessoria de imprensa e as próprias empresas. Essa interação pessoal é MUITO boa. Saber que tem gente de carne e osso do outro lado do email ou do MSN é excelente. Lubrifica as engrenagens da máquina social, quase como o álcool.

Eu acho que a grande diferença é que nos blogs nós exploramos esse lado pessoal, falamos dele com sinceridade e -porque não?- até carinho. Nós gostamos das empresas, umas mais do que outras, um produto mais do que outro, como todo mundo. Por isso todo mundo gostava da coluna da Cora Ronai, no InfoGato&ETC, d’O Globo. Ela OUSAVA ser pessoal, dizia gostei disso, não gostei de tal coisa, tenho implicância com tal empresa…

Muita gente nos critica dizendo que essa postura não é profissional, que não é assim que um profissional sério de jornalismo deve agir. Quer saber? Exato. E esse é o segredo do sucesso dos blogs.

Então viva as Coletivas. Que morram como forma de mostrar novos produtos e renasçam como forma de dar uma cara às empresas. É isso que o Leitor 2.0 quer. Informação técnica? A gente pega do seu site.

* título corrigido, valeu pelo toque, Wallace.


Loja do Secundum para quem não tem domínio próprio

12/09/2008 - 3:54 pm  -  8 comentários


Alguns dias atrás publiquei um post sobre o experimento com a loja do Secundum nos meus blogs. Vocês sabem, o script do Jobson que pega as ofertas do Mercado Livre, gera uma página com ofertas contextuais (ou não) e é alegremente indexada pelo Google, como você pode ver em:

http://loja.carloscardoso.com

e em

http://loja.contraditorium.com

Infelizmente nem todo mundo tem domínio próprio. Infelizmente também a idéia do Jobson se usar os próprios servidores para hospedarem as lojas dos zilhões de parceiros que não têm domínio próprio esbarrou com limitações técnicas.

A saída foi uma oferta muito simpática do Luiz Gadetto, do www.ultraloja.com.br. Simpática por não ser nem favor nem parceria caracu. Ele assume os custos de hospedagem e banda da sua loja, em troca coloca um banner do AdSense dele na página. Assim sua loja ficaria nomequevocequiser.ultraloja.com.br, funcionando com todos os recursos, como busca de produtos na url. Ex: http://loja.contraditorium.com/hello_kitty traz ofertas relacionadas com a gata de satã.

Para ter uma loja do Secundum no Ultraloja, você precisa enviar para o Luiz nos email luizgadetto@gmail.com ou contato@ultraloja.com.br os seguintes dados:

 

1 – nome da loja que deseja criar

2 – URL do seu blog

3 – Seu código no Mercado Livre. Se não tem um cadastro, crie um aqui em seguida vá para o programa de afiliados.

4 – Uma imagem 728×90 com o cabeçalho de sua loja

 

Até sábado dia 13 o Luiz disponibilizará um formulário para acelerar o processo.

 

Note que 100% da renda do Mercado Livre é sua. Nem o Secundum nem o ultraloja ficam com um centavo. Se isso der certo como está parecendo, o AdSense vai rodar e feio. Experimente. Se seu retorno for bom como está parecendo, agradeça com um link para a Lojinha do Tio Cardoso: http://loja.carloscardoso.com

 

Aviso: Este post é complemento não-planejado da Resenha Monetariamente Incentivada postada anteriormente.


Não é dessa vez que o Lula me liga

11/09/2008 - 8:42 am  -  35 comentários


Ataques raivosos contra blogs me divertem. Já me irritaram muito, hoje eu acho divertido.  Quase todos surgem do desespero de ver o mundo mudando e não conseguir acompanhar. São tão insignificantes como o “seu blog é uma droga, fecha isso agora!” que costumo receber de algumas miguxas (notem que traduzi).

Blogs hoje, se não estão mudando o mundo, o estão moldando. Nós somos ferramentas de nicho, claro, mas o nosso nicho não é necessariamente o consumidor do RBD e Só Pra Contrariar, 12-25 anos, classe G e H. Nosso nicho é o topo da pirâmide. Fake Steve Jobs era lido pelo Bill Gates E pelo verdadeiro Steve Jobs. Dane-se que 99% dos usuários de PC não o conheciam. Quantos jornalistas de tecnologia não venderiam a mãe para ganhar uma referência dessas?

No campo político quem vai decidir a próxima eleição nos EUA será a Internet. Os candidatos estão fazendo uso intensivo da rede, ainda mais por terem um Judiciário menos arcaico, obsoleto e octagenário como o nosso, que proíbe candidato de usar até YouTube. O eleitor jovem é a demografia mais volátil e mais desejada, pois é um gerador de conteúdo E replicador, além de formador de opinião entre seus pares, e não falo daquele seu colega de faculdade chato que vivia fazendo campanha pro PCB.

sarahpalinSó que mais que um formador de opinião entre seus pares, os jovens blogueiros estão sendo ouvidos pelos candidatos E pela mídia. Vocês conhecem a Sarah Palin, Governadora do Alaska, candidata Republicana a Vice-Presidente e MILF VPILF de primeira?

Pois é. Esse pedaço de mau caminho conservador mas que gosta da brincadeira (tem 5 filhos!) não surgiu do nada. Foi avidamente sugerida para o cargo por um lobista, de nome Adam Brickley, que vem investindo em sua candidatura desde Fevereiro de 2007.

Adam esteve inclusive no programa do Stephen Colbert, um dos campeões no ramo (inexistente aqui) de “jornalismo humorístico”, com mais de 2 milhões de espectadores na faixa de 18-34 anos, relevante o suficiente para ser chamado e fazer o discurso do Jantar de Correspondentes de Imprensa da Casa Branca, para desespero de George Bush que foi sacaneado até não poder mais.

O destaque aqui é que Adam é um blogueiro do Colorado, tem 21 anos e seu lobby foi feito através do blog Convoquem Sarah Paling para Vice-Presidente.

Yes, ainda por cima Blogspot, nem domínio próprio ele comprou.

Depois que John McCain anunciou que Sarah seria sua Vice, ela e o marido ligaram pessoalmente para Adam, “agradecendo pelo apoio e tenacidade”.

Resumindo: Um blogueiro, com 19 anos à época, inicia um movimento em um blog, indica aquela que pode se tornar a mulher mais poderosa do mundo e é RECONHECIDO por todos os envolvidos?

“Ah, mas ele é um mega problogger que todo mundo conhece”

“Porra nenhuma”, respondo eu. Vejam os dados do Alexa, comparando o blog dele com o Contraditorium:

widgets.alexa.com

O pico é justamente quando ele apareceu no programa do Stephen Colbert. Até então o blog tinha uma audiência ínfima. Mas uma audiência ínfima que incluía os cabeças do Partido Republicano, e cabeças que por mais conservadoras que fossem não descartaram o blog de Adam por ser um blog.

Então, meninos e meninas, da próxima vez que aparecer algum revoltado dizendo que blogs são coisas de aspirantes a jornalista frustrados, desempregados e desocupados, riam na cara deles, com gosto. House diz que arrogância deve ser merecida, e com a ajuda de Adam Brickley, nós conquistamos esse direito.

Aqui o quadro do Colbert Report com a entrevista de Adam, começa por volta do minuto 5:


Meu Herói da Semana

10/09/2008 - 11:41 am  -  15 comentários


O prêmio Herói da Semana vai para o Guilherme Atencio, que neste post sobre Desobediência Civil e meu blog miguxo deixou o sensacional comentário:

 

Isso me lembrou do dia que convenci a freira que nos dava aula de “Cultura Religiosa” que passar “A Vida de Brian” seria interessante para que a turma visse a época bíblica de uma forma mais leve, com bom humor. Pena que só uns 2 ou 3 entendiam as piadas do filme…

São atitudes como essa que, se não me faz ter esperança na Humanidade, me faz ter esperança em seus críticos.

Clap, clap, clap, Guilherme.


Desobediência Civil é bom e eu goxxxto

10/09/2008 - 3:08 am  -  53 comentários


gandhi

Quando surgiu o rebu dos blogs da Editora Abril eu protestei. Não por considerar os termos abusivos em si. Escrevi uns artigos para uma revista e o contrato é basicamente o mesmo. O meu protesto foi por causa de termos específicos para trabalhos de frila jornalístico serem migrados para blogs, sem nenhuma preocupação em adaptar as condições ou entender o ecossistema que é a blogosfera.

Em verdade a Aline Sordili, responsável pelo projeto junto à Abril afirmou que:

Nós pesquisamos muito, muito mesmo antes deste lançamento. Tenho muita coisa que já foi analisada, pensada, testada etc. O que eu quero dizer com isso é que tudo tem um porquê.

Eu entendo, ela está defendendo o próprio trabalho, não pode simplesmente dizer que foram na onda de uma consultoria de um “especialista” que não entende NADA de Internet mas é um dos melhores vendedores do planeta. Isso seria prejudicial a todos os envolvidos (menos nós).

Complica por outro lado, pois se tudo tem um porquê, eu gostaria de saber POR QUÊ a Abril se reserva ao direito de não só tomar posse como reproduzir, alterar e/ou adaptar os textos dos blogueiros, conforme destacado neste post do Pois Bem.

segredeenhosComo não vamos ter resposta tão cedo, ao menos não convincente, resolvi entrar na brincadeira. Querem que blogueiros VIP escrevam? Vamos escrever. Eu não sou VIP, não fui convidado para a proposta indecente mas sou intrometido e gosto dos métodos do Codinome V e de Gandhi. Gosto dos métodos do Monty Python e do Steven Colbert. Acho que uma boca sacanagem é muito melhor do que uma ofensa direta ou uma agressão fisica.

Por isso criei meu próprio bloguinho mundano no Abril Blogs. Sem ser vip nem nada, usuário comum. O endereço?

http://blogs.abril.com.br/cardoso

Temática? Bem, como eles serão donos de tudo que eu escrever por lá, melhor não mandar nada de útil. E que coisa mais inútil do que um texto em miguxês? Então acessei o sensacional Miguxeitor. Assim dá pra escrever de forma apenas levemente retardada, converter para língua de não-gente e colar. Sempre assuntos altamente pertinentes. Não sei a quem, mas pertinentes.

Resultado? Estou em 3o lugar entre os blogs mais vistos da semana!

Diante desse resultado continuo postando por lá, e agora lancei um meme imperdível: Neste post aqui eu publiquei uma foto minha com 3 ou 4 anos de idade, totalmente fofis.  Conclamei e conclamo outros leitores a fazerem o mesmo. Quero ficar em primeiro no Abril Blogs.

Na verdade já estou, pois os dois blogs na frente são o blog interno do projeto e um blog de fofocas feito pela equipe interna do projeto.

Bom mesmo é descobrir que depois desse rebu todo, sem assinar contrato nenhum eu estou listado entre os blogs VIP. Vá entender.

Pior é que pelo visto vou ter que continuar em miguxo-mode. Talvez eu entre em uma fase emo. O objetivo agora é detonar os dois blogs da Abril e assumir a liderança incontestável da Abril Blogs. Posso contam com você? Visite e espalhe o primeiro blog de protesto miguxo da blogosfera:

http://blogs.abril.com.br/cardoso

 

 [Atualização] Eu não estou na área VIP, foi só interpretação errada por causa do layout vagabundo deles, conforme imagem ao lado. Por outro lado a Abril foi bem filhadaputa, em uma clara demonstração de não respeitam as próprias regras, REMOVERAM meu Blogueenho da lista dos mais vistos da semana, sendo que basta comparar meus números para ver que continuo em 3o luga, ou primeiro, se lembrarmos que os dois primeiros blogs são internos.

Shame on you, abril. Shame on you.

 

Shame on you, Abril, shame one you


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