web metrics


Toque-me, sou teu!

12/12/2008 - 10:33 pm  -  21 comentários


Calma, não estou em nenhuma fase emo, nem -o horror!- comecei um blog de poesias. Eu explico.

Tudo começou quando eu cheguei na rodoviária de São José dos Campos, e fazia hora esperando meu traslado para a Clínica Liliana Pellegrini para Blogueiros Muito, Muito Nervosos quando reparei uma música no ar, uma sonatinha de piano simples mas corretamente tocada.

“Nossa, que belo sistema de sonorização tem nessa rodoviária…”

Logo depois a sonata foi substituída por uma série de ruídos como se o filho mongolóide do Sloth (ou eu) tentasse tocar Bartók ao piano. Não podia ser nada gravado. Nenhum técnico de som se dignaria a registrar tão horrendos ruídos.

Olhei em volta, e então entendi:

O projeto, hospedado em www.pianosderua.com.br não pretende encontrar lares para pianos que por um azar do destino estão vendendo balas nos sinais, fazendo malabarismo ou pior: roubando celulares em plena luz do dia.

A idéia é disponibilizar pianos em locais públicos, para que a população brinque, toque, faça o que quiser.

Cinco minutos observando já mostram o quanto a coisa dá certo. Desde gente que nunca encostou em um piano na vida a estudantes que estão mais que familiarizadas, e dão pequenos recitais informais.

No site do projeto já páginas para cada local, com direito a comentários. Melhor, HÁ comentários de gente que viu e gostou. O piano da minha foto está na Rodoviária Nova, e sua página é esta.

Claro, nas imortais palavras do Dr Cox as pessoas são canalhas com cobertura de canalhas recheadas de canalhas, então os pianos ficam em lugares públicos mas vigiados, e os bancos são presos por um cabo de aço.

Mesmo assim o projeto ainda é um sucesso, e dá gosto ver uma iniciativa assim. Palmas ao SESC de São José dos Campos pela iniciativa.



Leia Também:


Qual o Segredo do Fugita?

09/12/2008 - 12:35 pm  -  28 comentários


Recebi convite para uma festa, e não é café pequeno. Veio do Fugita, um daqueles blogueiros que já atingiu tal evolução pokemon que nem escreve mais. Fugita aliás já digievoluiu tanto que sequer Twitter usa. É uma espécie de JD Salinger ou Rubem Fonseca da blogosfera.

No tal convite ele fala que está trabalhando “em um projeto especial que me foi oferecido”, sem dar mais nenhum detalhe. Ah sim, “tem a ver com Internet”.

Ele não responde emails, acho que esticou o final de semana (dia 7/12 foi o ataque a Pearl Harbour e parece que é feriado no Japão).

Como o Fugita sabe que sou MUITO chato com “projetos revolucionários” ele está confiando no próprio internet-fu para me chamar, e esse aliás é o motivo principal para eu ir: Meu detector de roubada não está apitando, como normalmente acontece.

Se bem que também pode estar quebrado. No Twitter estamos especulando, surgiram três possibilidades para a tal Festa do Fugita:

1 – AMWAY
2 – Herbalife
3 – Tupperware

Como otimista que sou, tenho certeza de que o Fugita não se meteria em nada disso, já estou levando o talão de cheques e participarei com certeza do novo empreendimento dele: Círculo do Livro…

Se bem que também pode ser Natura…



Leia Também:


Você não, mas sua professora iria pro calvário

08/12/2008 - 7:49 pm  -  39 comentários


Quem passa fome não tem tempo de ficar falando besteira online, então posso assumir que o sujeito faz três refeições ao dia. Tem acesso a computador, então não é miserável. Acesso a telecomunicações, portanto está fora dos excluídos digitais. Sabe usar o Yahoo, então não é analfabeto digital.

Pelo simples fato do sujeito preencher essas características ele já é ELITE, faz parte de uma minoria privilegiada, países inteiros não contam com gente tão qualificada.

De quem estou falando? Desse sujeito aqui:

Fale a verdade, não dá gosto saber que o Futuro do Brasil está em tão boas mãos?

Agradecimento (ou não) ao Pascal por ter enviado o link…



Leia Também:


Atendendo a Pedidos – mais ou menos

03/12/2008 - 5:12 pm  -  112 comentários


O fato de eu afirmar que estou mais preocupado com os animais domésticos sendo abandonados por seus donos-fdp em Santa Catarina deixou muita gente irritada, inclusive leitores com poderes psíquicos que chegam a me assustar. Vejam por exemplo este comentário de alguns leitores-revoltados:

Cardoso, levanta essa bundinha dessa cadeira confortável, numa sala
com ar-condicionado e vai lá viver na merda, no caos. Aí quero ver sua
racionalidade em saquear apenas pào e leite pra vc sobreviver até que o
caos passe. Vai lá bonzão.

quero ver vc olhando pra uma garrafa de uísque e não pensar “eu
mereço um trago disso” ou “isso deve me esquentar à noite, quem sabe
minhas pernas param de doer”.

Falar é fácil. Parabéns pelo blog, ele é ótimo. Mas acredito q em SC vc seria tão útil qto uma almofada encharcada.

E mais, acho que de nada adianta ser solidário com SC e continuar
poluindo o planeta. Indo comprar pão de carro 4×4. Um dia chega aki,
aí, em todo lugar. É o aquecimento global.

abs

Então deixa ver… primeiro é crime ter ar-condicionado, segundo o cara acha que é racional saquear uisque e tv de tela plana? Depois vem com um discurso pseudo-ecológico que não tem nada a ver com a história? Mesmo assim ele chegou perto.

Aí temos uma leitora que meteu os pés pelas mãos e acabei nem entendendo onde tentou chegar:

Não sou a favor de saques. Acho uma barbárie desnecessária.
Principalmente, porque todos lá, estão sendo amparados e muito
amparados. Mas concordo, que é muito fácil ficar sentado numa
cadeirinha confortável de computador e criticar quem faça esse tipo de
coisa. Acho que nesses momentos, pode até ser que nossos valores se
desviem. Quem somos nós para criticar. Mas tenho preguiça de ler gente
criticando sempre e não fazendo nada. E pior, escarra um tanto de
bobagem aqui e depois pega seu 4X4 e vai comprar pão e um cigarrinho

Eu não entendi. Ela é contra saques, diz que está todo mundo sendo amparado -e muito- mas diz que não dá para criticar por não estarmos lá? Como assim, Bial?  Se estão sendo amparados o saque é errado. Ponto. Se roubou TV de tela plana, é errado, ponto.

Aí ela se enrola, pega o final do comentário do outro e complica mais ainda.

Quero deixar bem claro que considero o Aquecimento Global algo real. O filme do Al Gore fez sucesso, rendeu dinheiro, o Mercado falou, quem sou eu para discordar.

Só não entendi a parte do “não fazer nada”. Como não? Cedi meu espaço, meu precioso espaço divulgando os telefones e endereços das ONGs que estão ajudando os bichos.

De qualquer jeito, vocês chutaram, e acertaram! Eu realmente vou de 4×4 na Padaria da Carmem comprar pão, mas para fins de transparência, o cigarro da imagem acima é cenográfico. Eu não fumo. Já a cerveja é verdadeira. Eu nem estava com vontade, mas é para dar mais alguma coisa para falarem mal.

Agora com licença, vou queimar mais bebês-dinosauros para descer até a cidade e comer um hamburguer não-vegetariano no Sereno, feito em óleo de bebês-foca*.

*mentira, jamais comeria algo feito em óleo de bebês-foca, detesto peixe.



Leia Também:


Como tem Jesus no Twitter

02/12/2008 - 3:06 pm  -  42 comentários


Eu confesso, estou começando a gostar do Twitter. Está sendo um processo demorado, não foi como aceitar que o Flickr é uma rede social. Bastou o Interney balançar a mão dizendo “O Flickr é uma rede social” e eu acreditei (mas ainda não achei os andróides que estava procurando). Já o Twitter, sua condição de rede social sempre foi evidente, talvez por isso eu tenha tanta implicância com o serviço.

É o termo “social”. Eu defendo que a única coisa com “social” no nome que funciona se chama elevador. Só perde para “democrático”, quando usado por brasileiros.

Mesmo assim o Twitter tem se mostrado bem útil, seja para discutir a questão do BlogBlogs, seja para marcas chopps, seja para acompanhar em tempo real o ataque terrorista em Mumbai. A cada 5 segundos, 80 mensagens de Twitter eram enviadas sobre o assunto.

Esse último caso aliás foi um show, o Twitter passou a perna em TODA a mídia tradicional. Os heróis da cobertura foram Twitter e Flickr. A ponto de uma jornalista da CNN, uma rede tradicionalmente adepta de novas tecnologias, citar Tim Mallon, um blogueiro claramente com medo de se tornar irrelevante:

Eu comecei a ver o lado feio do Twitter, longe de ser uma versão de notícias oriundas das multidões, ele é na verdade baseado em turbas e abastecido por boatos, em uma câmara incoerente de tweets, re-tweets e re-re-tweets. Durante uma hora eu acompanhei o Twitter e havia uma enorme diferença entre as estimativas de mortos e feridos, chegando a 1000.

Bem, caro dino-blogueiro, é isso que acontece quando você está no olho do furacão. A gente conta o que sabe, o que houve, o que vê. Quer a Big Picture? Boa sorte. No caso do acidente da Gol eu vi o número de mortos subir e descer o dia inteiro, a Velha Mídia tinha tantos problemas em apurar os números quanto qualquer um. Isso se chama CAOS e CONFUSÃO, faz parte de situações envolvendo acidentes, atentados terroristas e tsunamis.

Então, blogueiros com medo da obsolescência e jornalistas da CNN com ciuminho à parte, o Twitter já disse a que veio. Mas e os twiteiros?

Eu tenho visto um fenômeno que me preocupa: Os twitteiros estão mais preocupados em gerenciar seu número de seguidores do que expor suas idéias, fazer suas gracinhas ou mesmo descrever seu almoço.

Os trolls falam que os blogueiros pensam o tempo todo em cliques. Se eu escrevo algo que UM idiota discorda o sujeito desqualifica meu blog inteiro dizendo que ao discordar dele estou apenas atrás de “polêmica barata”. O fato de ter citado o acidente da Gol três parágrafos acima é o suficiente para gente pensar (não que eu considere quem imagina essas coisas gente, nem que pensem) “ahá, caça-paraquedistas!”. TUDO no blog que não for absolutamente pasteurizado, inócuo, branco-gelo e sem-sal é “caça-paraquedistas”.

Eu repito, sugiro e conclamo os blogueiros a soltarem um VTNC e escreverem o que acharem melhor, DANE-SE se alguém vai achar que é “pensado para atrair salsinhas”. Deixar seu texto ser afetado por causa disso é ruim, muito ruim.

E é exatamente o que todo mundo está fazendo no Twitter.

Perdi a conta de quantas vezes já recebi mensagens privativas dizendo:

Você não tem medo de perder seguidores, depois desse último tweet?

Eu não sou nenhum Messias para ter seguidores. No máximo eu chamo de leitores, e olhe lá. Mas eu sou eu.

Hoje um twitteiro famoso (isso é fundo do poço, Miss Cangaíba perde) estava desesperado pois queria parar de seguir várias pessoas mas teria que “responder por isso”, justificando pessoalmente sua decisão, pois as pessoas iriam perguntar “pq você não me segue mais?”

Ai meu saquinho.

“Followers”, “Seguidores” não são discípulos, cacete. Seguir alguém no Twitter nada mais é que acompanhar o RSS de um blog, o efeito é o mesmo. Ninguém fica se justificando por assinar ou desassinar um blog. Exceto os trolls. “Nunca mais leio esta merda de blog” significa que o sujeito acompanhará religiosamente, para ver se você fala dele.

O ato de acompanhar alguém no Twitter ganhou uma importância grande demais. Bolas, um twiteiro que eu acompanho direto, o Nick Ellis, vive entrando e saindo da minha lista. É mais cômodo colocá-lo no snooze (desassinando temporariamente) do que ficar acompanhando as fases chatas. Sim, todo mundo tem fases chatas no Twitter. Da mesma forma que pulo posts em blogs que gosto, pulo períodos de tempo em twitters que gosto. E ninguém morreu por causa disso, embora o Nick não esteja se sentindo muito bem.

O que não dá é essa preocupação se tornar o foco do Twitter. Eu não acho que seja saudável um monte de gente pensando 5 vezes antes de escrever algo, com medo de perder audiência e cair no ranking do Twiiter.

Aliás, boa dica: Que tal o pessoal da blogosfera vira-lata aproveitar o know-how e macetear também o Ranking do Twitter do Cris Dias?

O microblogging é uma tendência muito legal, é talvez o mais ágil meio de comunicação possível. Mas com 140 caracteres, há muito pouco espaço para se dizer o que é importante, que dirá se fazer de mascarado.



Leia Também:


O Nome do Kibe

01/12/2008 - 3:00 pm  -  39 comentários


A Comédia é presença freqüente na Arte desde a antiguidade. Um dos livros perdidos de Aristóteles, a 2a Parte de sua série Ποιητικός (ou Poética, se você vergonhosamente não lê grego arcaico) trata da Comédia, infelizmente foi perdida.

Seria interessante ver o que foi escrito por volta de 335 AC, no volume hoje perdido sobre a Comédia, embora eu ache que não seja nada tão diferente do que temos hoje, e não acho que Aristóteles fosse gostar do do kibe, também.

Eu classifico o humor em duas grandes vertentes: O que me faz pensar e o que basta consumir. Eu acho ambos válidos, mas considero o humor que exige algo do leitor bem mais nobre.

A idéia de que você saia da posição de consumidor passivo e pense para entender o humor me atrái. Eu deixo de ser mero consumidor, me torno co-autor. Aquela piada foi engraçada por minha intervenção. Sem o meu dedo, nem seria uma piada.

Já o humor rasteiro não exige nada. Ele mostra a situação engraçada, em geral um pastelão simples e está tudo lá. Não é preciso pensar para entendê-lo.

Isso funciona por exemplo em comédias com gags visuais, como Os Três Patetas, Chaves e desenhos da Warner. O problema desse tipo de humor é que é fácil cair no menor denominador comum. Acabei de entrar em um site de “humor” em que uma ilustração mostra um personagem peidando na cara de outro. South Park criticou esse humor ultra-rasteiro com Terence & Phillip, mas agora vejo que foram proféticos. Há gente que realmente faz humor soltando puns no rosto alheio.

Céus, achei um site chamado  “Humor Babaca”. Será que alguém que se digna a fazer humor faz “humor babaca” propositalmente? (pergunta retórica)

O humor óbvio É engraçado,  se não fosse não faria sucesso. Mas ele é engraçado da mesma forma que pagode é música. De uma forma rasteira, de fácil digestão, mas sem nenhum potencial ou esperança de durabilidade.

A diferença é que se você perguntar qual foi a imagem engraçada que seu amigo mandou pelo email ontem, nem você nem ele lembrarão. Já se você chegar em uma mesa de bar e soltar um “Nii!!!!” 2/3 dos presentes lembrarão imediatamente de Monty Python, embora o Cálice Sagrado tenha sido lançado em 1975, quase 35 anos atrás.

Eu prefiro o humor que exige participação do espectador. Nem é tão difícil de ser achado. Vejamos por exemplo uma clássica piada:

A Loura entra no motel com o velhinho de 90 anos, achando que vai se dar bem, dará uma canseira no velho e levará seu dinheiro. No quarto o velhinho vai ao banheiro e volta com algodão no ouvido, pregador no nariz e camisinha colocada. A loura pergunta o motivo daquilo tudo:

“É que detesto barulho de mulher gritando e cheiro de borracha queimada”- responde o velhinho

A piada tem o elemento clássico do humor – a reversão de expectativa – mas também traz um outro elemento: Ela não mostra o que seria o foco da piada. O ato com a graça em si não é exibido. Tudo acontece na mente do espectador.

Se fosse um quadro do Monty Python mostrariam a cena da piada e no final do programa inseririam uma cena do motel pegando fogo, com transmissão na TV, etc.

Se fosse uma charge em um site da linha do kibe, mostrariam o velhinho transando com a loura, com a camisinha pegando fogo, ela gritando…

Entenderam a diferença entre o humor óbvio?

ISSO é humor óbvio:

Convenhamos, chamar uma mulher gorda de baleia não é original, e o efeito escatológico não acrescenta efetivamente nada. Mas é uma forma de humor válida. O problema é a legenda. Ela assume que estamos lidando com humor de e para retardados. A legenda assume que o leitor verá a imagem da mulher gorda na piscina, soltando um esguicho e NÃO fará a associação com uma baleia.

Só falta a claque de risadas, para nem isso você ter que prover.

Agora vejamos uma gag visual de humor escatológico feita com inteligência:

Essa imagem, do site http://desmotivado.com/ é um primor.  Primeiro, não é uma imagem engraçada por si só, mas gera curiosidade. A expressão da menina passa não medo por estar ensangüentada, mas sim surpresa.

A legenda, “Aprendiz de Lésbica” por si só não diz nada, mas quando lemos o subtítulo, “Espere mais alguns dias e tente novamente!” este desencadeia todo um processo mental, extremamente complexo, que termina em uma gargalhada.

A imagem mental não é engraçada. “Sabe aquela da aprendiz de lésbica que chupou a amiga menstruada sem saber?” Isso não faz rir. Parece até coisa de pornô japonês. É a associação da imagem da menina, com a expressão estranha, mais o processo mental que nos levou à conclusão que torna a piada engraçada.

Pensar essas piadas entretanto não é simples.  Pior, limita seu público. Estou ficando deprimido só de ler os comentários no Desmotivado.com. A maior parte é gente ou explicando as piadas, ou então dizendo “não entendi”, mesmo nos casos mais óbvios.

Neste post aqui temos uma loura peituda estilo alemã com seios enormes escapando da blusa, segurando duas canecas de cerveja. A legenda “Saudades do mês de Outubro”. O PRIMEIRO comentário é: “ops, oktober fest???”

No post “Aprendiz de Lésbica” dos quatro primeiros comentários, três não haviam entendido a piada.
Isso pode ser frustrante para um humorista, pois se ninguém entende minhas piadas, como vou continuar fazendo graça? Por isso há tanta gente fazendo “humor babaca”. O público é maior, a gratificação é maior e você pode usar e abusar de setinhas mostrando aonde está a parte engraçada da imagem.

Entretanto, e isso é importante para quem quer ter um blog de humor viável, é preciso perceber que o humor babaca não traz nenhum mérito. O campeão nacional do humor rasteiro, o kibeloco, tem pouquíssimos trackbacks. Eu não me lembro quando foi a última vez que vi um site referenciando algo lá. “vejam que post legal no kibe”. Não existe. E sequer é uma exclusividade dele.

A maior parte dos sites de humor rasteiro é descartável. Você troca o nome do site, mantém a piada e tudo se sustenta. Não há personalidade. Ninguém diz que tal piada é “a cara do fulano”, como os textos do Morróida

É como escrever para o Zorra Total. Você sabe que as piadas do começo do programa já terão sido esquecidas antes do último bloco ir ao ar.

É possível fazer sucesso com esse humor? É. O kibe tem uma quantidade invejável de visitas, está associado à Rede Globo, é talvez o blog mais mainstream do Brasil.

Mas continuo achando frustrante ganhar a vida fazendo aquele tipo de piadas.

Quem quer ter um site de humor que se destaque, se quer ser efetivamente reconhecido e linkado, sugiro que siga o caminho mais difícil: Faça humor inteligente, exija algo de seu leitor, não faça de sua piada um passo-a-passo.

Acima de tudo assuma que seu leitor é pelo menos tão inteligente quanto você. Ele será.

Claro, se você achar tudo muito difícil, www.humorimbecil.com.br está disponível.



Leia Também:


Santa Catarina – Ajude quem não tem condição de saquear supermercados

01/12/2008 - 12:08 am  -  86 comentários


Quando eu reclamei aqui que brasileiro adora se dar bem, e que fiquei puto com a foto de um esperto saqueando cerveja de um supermercado, bem como reclamei dos FDPs que estão aumentando preços abusivamente, fui chamado de tudo, até de fascista.

Na mesmo noite vi no Jornal da Globo vídeos de um mercado COMPLETAMENTE VAZIO.

OK, digamos que o pessoal tenha saqueado atrás de comida. Não vou NEM levar em conta essa “urgência” de saquear, que faz as pessoas serem cidadãos normais em um dia e menos de 24 horas depois invadirem mercados e lojas. Vamos dizer que todos estavam saqueando legitimamente.

Alguém me explique o que diabos um saqueador “legítimo” vai fazer com cera de chão, amaciante de roupa e uisque. É, as prateleiras estavam TODAS vazias. Eu não acredito que TUDO em um supermercado seja mercadoria legítima para saque. E nem a polícia. Decretaram toque de recolher, pois os pobres coitados cartarinenses estão invadindo as casas de seus vizinhos pobres-coitados, roubando de tudo. Agora não se sai na rua depois das 22h, para evitar coisas como esta notícia do Zero Hora:

Saques põem 23 na prisão em Itajaí

Da
meia-noite de terça-feira às 7h de ontem, 23 pessoas foram presas em
flagrante em Itajaí sob suspeita de ter saqueado o Maxxi Atacado – e o
que levou muitos dos saqueadores a essa prática não foi fome.

Ao
serem detidos, eles portavam, além de alimentos, eletrodomésticos,
aparelhos de TV tela plana e bebidas, principalmente cerveja e uísque.
Com exceção de três que têm antecedentes criminais, todos foram
liberados no final do dia.

É. Foram liberados. É isso aí, quem disse que o crime não compensa? Em situação de calamidade pública, você é pego saqueando, toma um tapinha na mão e vai embora?

Do outro lado temos quem não saqueia, não rouba e não bebe uisque alheio, mas no final foi muito mais punido, e se deparou com traição e desprezo: Os animais domésticos. Centenas deles estão sendo abandonados. Muitos cachorros morreram afogados pois os filhos das putas dos donos fugiram sem se dar ao trabalho de SOLTAR o cachorro da coleira, deixando os bichos presos no quintal enquanto a água subia.

Este post da Cora botou a boca no trombone.

Como muito bem colocou a Liliana, cachorros e gatos não fogem. Animais selvagens percebem o perigo e se mandam, os domésticos são leais (ou burros, ou os dois) e ficam do lado dos donos até o fim, só que a maioria merecia donos melhores.

Portanto, colabore com as ONGs de defesa animal, vamos ajudar a salvar os animais abandonados e famintos que perambulam pelas ruas atrás dos seus (estúpidos) donos.

Texto a seguir retirado deste blog:

Itajaí
O apelo da ONG Viva
Bicho dá conta de que os animais não têm como pedir socorro e não
conseguem se ajudar sozinhos. Muitos estão ilhados, sem comida, com
medo, frio, à espera de ajuda. Cães e gatos sobreviventes vagam pelas
ruas à procura de suas famílias e de alimentação. Apela-se aos
moradores que tentem alimentar os animais que estão na rua.
Não há
ração disponível para compra na cidade, precisando ser enviada de
outros lugares. Qualquer doação reverterá na ajuda imediata para
resgate e tratamento dos animais sobreviventes.

Contato: Bianca – Ong Viva Bicho – (47) 8425-1459 / 9903-5441
Banco do Brasil
Ag. 1489-3 cc 20793-4
Associação Viva Bicho
CNPJ 06 156 776 / 0001 – 81

Blumenau
Segundo
informes da APRABLU – Associação Protetora de Animais de Blumenau, há
muitos animais ilhados e também perdidos pela cidade, e a ONG pede que
os moradores tentem alimentar e confortar os animais que encontrem. A
Associação pede com urgência doações para compra de medicamentos,
alimentação, condições de abrigagem, cordas e potes.

Contato para doações:
e-mail: aprablu@terra. com.br (Bárbara)
Caixa Econômica Federal (ou lotéricas)
Ag.411
Op. 013
C/C 187-5
Simone Ruth Stoltz

Florianópolis
Menos
atingida do que as cidades do interior, a capital de Santa Catarina,
por meio de integrantes do GAE Floripa e do É o Bicho organizam o envio
de estoque de rações a Itajaí, já contando com uma forma de transporte
para sábado. Contato para apoiar com doações: e-mail:
ordepdarc@gmail.com (Pedro)



Leia Também:


Mais Recentes


Quem é Cardoso

Para saber mais sobre o autor deste blog, visite este link. Para enviar uma mensagem, clique aqui. Para anunciar, clique aqui.



Jabá

O Contraditorium está hospedado no Bluehost, com transferência mensal ilimitada, espaço em disco ilimitado, domínios ilimitados, infinitos subdomínios, PHP, Ruby on Rails e todas as funcionalidades que você puder pensar. Quanto? US$6,95 / mês, quinze Reau, menos que uma pizza. Conheça o Bluehost, clique no link abaixo.




Switch to our mobile site