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Confirmado, o Acre existe mas não faz parte da Terra

27/01/2009 - 2:22 pm  -  120 comentários


Desconhecer conceitos científicos complexos como efeitos quânticos, o Teorema de Godel ou qualquer coisa sobre mecânica quântica que não tenha sido citado em Star Trek é normal. A maioria de nós não é cientista, não temos a obrigação de saber de cabeça o ciclo de Krebs, não precisamos reconhecer imediatamente uma monocotiledônea.

Mas também não dá para agirmos como bárbaros iletrados de 4000 anos atrás (ou como habitantes do Kansas, tempo presente). Existem princípios básicos que são ensinados em qualquer escola, mesmo as do Acre (ok, estou assumindo que existem escolas no Acre). Então vejam este comercial da OK! Magazine, de Rio Branco:

“Seja bem-vindo 2009, serão 365 voltas em torno do Sol(…)”

PÁRA TUDO!

Como assim, Bial?

Quer dizer que no Acre a Terra percorre uma órbita em torno do Sol por DIA? Mercúrio, que é o planeta mais próximo do Sol leva 88 dias, se uma órbita terrestre levasse 24 horas, Al Gore não precisaria ter inventado o aquecimento global.

O mais assustador é que esse conhecimento rasteiro de geografia de 1o Grau, onde aprendemos que um ano, 365 dias (arredondando) é o tempo que a Terra leva para completar uma volta em torno do Sol, está ausente da educação de todos os envolvidos na peça publicitária.

Alguém ainda acha que foi boa idéia cortar o orçamento científico do Brasil?

Fonte: Altino Machado, via feeds do Amigo Giu.


Modesta proposta para salvar o orçamento científico brasileiro

26/01/2009 - 12:18 pm  -  93 comentários


Como todos sabem, ou deveriam saber, para apertar o cinto diante da Crise Econômica Mundial o nosso glorioso Congresso propôs um corte de verbas do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Sim, CIÊNCIA, aquele negócio que serve para explorar petróleo em águas profundas, projetar aviões vendidos pro mundo inteiro e produzir os remédios baratos contra AIDS que o país se orgulha tanto.

CIÊNCIA, que faz a diferença entre um país exportador de tecnologia e um país como o Paraguay, que vive basicamente da mesma forma que vilas da Idade do Bronze, plantando comida, trocando excedentes por ferramentas que não conseguem produzir localmente e… basicamente sobrevivendo. Não mais que isso.

CIÊNCIA, que SEMPRE dá retorno, mesmo que leve Séculos.

Esse é o problema. Políticos não conseguem pensar em nada além da duração da própria administração, qualquer projeto de longo prazo deve ter no máximo 4 anos. Assim fica difícil fazer pesquisa básica.

É uma postura tão ridícula que se Steve Jobs fosse pedir dinheiro a um burocrata governamental jamais teria criado o Macintosh, afinal o desenvolvimento durou de 1979 a 1984, isso cairia no meio da próxima administração e ninguém vai financiar projetos pro próximo Presidente.

O corte, de 18% do orçamento do Ministério chegará a R$1,1 bilhão. Para países de verdade é troco de pinga, mas aqui fará falta.

Então, como resolver isso? Como conseguir dinheiro para manter a pesquisa científica funcionando no Brasil? Uma dica:

Em 2004 a atividade religiosa no Brasil rendeu R$9,1 bilhões. Isso mesmo, NOVE VEZES o tamanho do corte do orçamento proposto pelo Congresso. Desses 9,1 bi, R$3,9 bilhões foram gerados com doações e subvenções. R$2,5 bilhões foram gerados com venda de artigos religiosos.

Sabem quanto de impostos esses R$9,1 bilhões geraram?

ZERO, NADA, ROSCA, PICAS.

Igrejas de qualquer denominação gozam de isenção fiscal no Brasil. E não é nem culpa do Lula. Está na nossa Constituição, a mesma que separa igreja-estado, é laica desde 1824, bla bla bla:

“(…) é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios (…) cobrar tributos de (…) templos de qualquer culto” – Constituição Federal, Art. 150, parte 3, ítem 6

Quer dizer: se você quiser montar um laboratório para pesquisar a cura do câncer em bebês-focas, azar o seu, pague seus impostos. Se você montar uma empresa empregando e capacitando crianças carentes? PAGUE! Mas se você quiser montar um galpão como o da Renascer, cagar e andar pra segurança e passar o dia sem fazer nada de útil, recolhendo dinheiro dos otários e adorando um zumbi judeu qualquer (ou mesmo o Monstro Voador de Espaguete) você está automaticamente isento de:

Imposto de Renda
Contribuição sobre o Lucro Líquido
Cofins

A Isenção Fiscal só na Esfera Federal para igrejas em 2008 estava prevista em R$930,9 milhões.

Minha sugestão: Revoguem o artigo constitucional que dá isenção fiscal para igrejas. Direcionem o adicional de arrecadação para fomentar ciência e tecnologia. Assim daremos menos dinheiro para quem faz isso:

E daremos mais dinheiro a quem faz isso:


Chama logo de Obama Leão Dourado

21/01/2009 - 4:13 pm  -  39 comentários


Esta é a história da logo mais infeliz de todos os tempos…

Tudo começou quando a Microsoft criou uma tecnologia de programação chamada .Net. Funciona muito bem, é um padrão usado em inúmeras empresas, etc, etc. Mas não rodava em Linux.

Então um sujeito chamado Miguel de Icaza criou uma versão para Linux (com apoio da Microsoft) chamada… Mono.

Mono como nós saberíamos se nosso PIB não nos tornasse megapotência imperialista no Mercosul, é macaco, em espanhol. A marquinha do Mono é inclusive muito simpática:

Um belo dia a Microsoft criou outra tecnologia, usada para entre vários fins, fazer streaming de vídeos em alta resolução na Internet. Essa tecnologia, desenvolvida em .Net se chamou Silverlight.

Miguel de Icaza achou que o Linux ficaria melhor podendo acessar sites que fizessem uso de Silverlight, então criou o projeto Moonlight, para produzir uma versão Linux do Silverlight, desenvolvido em… Mono.

.Net ==> Silverlight, Mono => Moonlight, está seguindo?

Pois bem; a transmissão web oficial da posse de Barack Obama foi feita em Silverlight, mas como utilizaria a versão mais recente, não seria assistida pelo pessoal do Linux. A saída foi um esforço de programação para criar um player em Moonlight/Mono compatível.

Eles conseguiram, todos que quiseram viram a posse, e viveram felizes para sempre, certo?

Mais ou menos. Para comemorar o esforço criaram um logo Obama / Moonlight / Mono. Não sei se Martin Luther King aprovaria, mas com certeza o pessoal dos Panteras Negras sairia dando tiro:

Eu sou suspeito, assim como meu não-parente FHC, também tenho um pé na cozinha, reza a lenda sou bisneto de escravos, então não tenho objetividade, mas da minha condição de pardo, com direito a cotas (é sério!) eu chego a duas conclusões: Nos EUA não existe nem Lei Caó nem Semancol.


Não basta ser jabá, tem que participar

18/01/2009 - 8:14 am  -  53 comentários


Tenho notado uma, na verdade duas tendências muito fortes na mídia de entretenimento:

1 – A quantidade de product placement (em português, Merchandising) tem aumentado bastante

e

2 – O Merchandising tradicional ficou chato, feio e bobo.

A Globo, como fala para a Salsaiada Ignara, pode se dar ao luxo de colocar uma cena em novela com personagens entrando em caixas eletrônicos elogiando o banco, ou da Personagem Pobre pedindo um empréstimo no Itaú, tudo bem. Esses telespectadores carecem da sutileza sequer de perceber a inserção, ou pelo menos de reclamar dela.

Já em séries voltadas para público com mais de 2 neurônios, é preciso contexto. Vão fazer um jabá da Dell? Coloquem o House reclamando que o monitor dele não tem definição, em seguida mostre-o feliz com um Dell de 21 polegadas. Ele vai correr no parque pela primeira vez em anos? Enfiem um Nike, está no contexto. “Fechamos um jabá pro iPhone”? Perfeito, criem uma situação que se espalha pelo episódio todo, no final ainda termine com piadinhas.


Jabá? Claro que não. Mas lembre-se, todo mundo mente

Não se engane, 99% dos produtos que você vê em um filme ou série de TV são pagos. E quando a Apple não topa soltar uma graninha ou doar os computadores para a filmagem, eles tascam um adesivão na maçã. Dinheiro Na Mão, Calcinha no Chão mas o oposto também vale. Se bem que  o oposto geralmente custa mais caro e exige KY.

Ontem fui assistir ao remake d’O Dia Em que a Terra Parou.

Jennifer Connelly – a única coisa que presta no filme

O filme é uma bosta, e para dar uma idéia da enormidade do fracasso, a cena visualmente mais interessante foi feita com ajuda da Microsoft.

Ninguém usa espontaneamente nada da Microsoft em filmes, eles não são cool e não têm cara de nada “moderno”. Nem por culpa dos produtos em si, mas por ser algo que todo mundo usa. Um desktop Windows não tem NADA de diferente. “ah, eu uso isso no trabalho” não é o que um cineasta quer ouvir da platéia.

No caso, fizeram uma cena onde a Secretária de Defesa é brifada sobre o alienígena Keanu Reeves em uma tela cheia de sacanagem, onde as pessoas colocam objetos e ela reage, documentos são arrastados, fotos ampliadas, etc. Reconheceu? Pois é, o Microsoft Surface.

Uma tecnologia real, acessível (para quem tem US$10 mil) e visualmente linda.

Até achei que não fosse um merchã, às vezes a tecnologia é tão legal que os produtores usam de graça, como no caso do Microsoft Photosynth, que o pessoal de CSI conheceu em uma visita à empresa de Redmond e ficou doido para usar no seriado. E usaram.

O Photosynth então nem precisa de US$10 mil, é di grátis, só baixar.

Claro, quando começaram a aparecer no filme computadores com Windows Vista (ou o 7, não deu pra reconhecer) e tela de toque, vi que tinha sido um belo de um jabá, de primeira, chamou atenção.

Ah sim, o celular da Jennifer Connelly é LG.

No filme a astrobióloga Jennifer Connelly (vá lá, suspensão de incredulidade, na vida real biólogos parecem o Jonny Ken) recebe seus pertences de volta, confiscados pelo Governo Maligno. Abre a sacola em cima de uma mesa, cai um celular LG, que já aparece ligado, ganhando um close absolutamente desnecessário e que antes só seria merecido pelos peitos que a Jennifer Connelly não mais possúi (que Deus os tenha).

PS: A foto acima NÃO é do filme.

Passou batido para 99% da platéia. Quem percebeu soltou, na imortal expressão do Judão, um “meh”.

Nós vivemos em um mundo muito mais repleto de marcas do que nos anos 30/40 quando a prática do merchandising em filmes começou a se solidificar. Alguém puxar um iPhone é natural, alguém falar de um produto é normal, exceto no mundo dos blogs, onde o patrulhamento impera, mas aí eu uso as tenras, sábias e inocentes palavras da Mírian Bottan: “pau no cu e não me encha o saco”

O problema do merchandising em filmes é que não funciona OU quebra o ritmo, se feito como nos filmes dos Trapalhões, onde do nada surgia um caminhão das Mudanças Gato Preto. Eu garanto que a LG gastou muito mais para colocar aquele telefone no filme do que gastou para levar blogueiros para passear (foi show, aguardem post sobre a viagem). O que ganhou? TALVEZ fixação de marca, o que é um dos objetivos mais “meh” no campo da propaganda.

O filme tem outros jabás completamente estranhos, como uma cena no McDonald’s onde o mesmo chega a ser referenciado pelo nome, como se o enorme “M” refletido no capô do carro não fosse suficiente.

Dá para fazer merchandising que seja interessante? Claro que dá. Lembra disso?

É o telefone do Neo, em Matrix. Um Nokia 7110 que eu mataria para conseguir, à época.

Eu tenho um RayBan Predator que custou uma fortuna, graças a esses dois sujeitos:

O merchandising embutido na trama é MUITO, MUITO melhor do que o product placement sem-graça, que equivale ao banner na web, se torna invisível ou quando aparece, aparece mal. Da mesma forma que o bom vídeo viral tem muito mais penetração (ui!) que o comercial normal, mas essa maior eficiência demanda muito mais talento, trabalho E parceria com o autor da obra que será devidamente merchandalizada. ALÉM do cliente.

Lembrem-se, a IBM perdeu a chance de ter seu nome associado a um dos computadores ficionais mais famosos da História, HAL 9000, de 2001 Uma Odisséia no Espaço, porque seus executivos acharam que pegaria mal um computador “vilão” ter a marca IBM.

Cumplicidade entre os participantes é fundamental. Senão temos gente de má-vontade fazendo propaganda “por obrigação”, clientes reclamando de tudo e gente apontando dedo dizendo “é jabá!” – o pior, com razão. Só é possível utilizar a Resposta Diplomática Mírian Bottan™ se o merchandising é inteligente, bem-colocado e ajuda na trama. Do contrário os neuróticos patrulhadores têm razão, e isso é péssimo.

PS: Já falei que O Dia em que a Terra Parou é uma bosta?


Do or do not. There is no try. Ou: Milagre é o cacete!

16/01/2009 - 6:20 pm  -  103 comentários


Um monte de gente está postando, principalmente nos blogs de orientação cristã sobre o grande e maravilhoso milagre divino onde Anjos do Senhor guiaram a mão do piloto e pousaram suavemente um A320 nas águas do Rio Hudson, em Nova York, em um acidente onde os 155 passageiros e tripulantes sairam com vida, sem ferimentos, lépidos e serelepes.

Eu acho isso um desrespeito. Esse acidente tem UM herói, que se chama Chesley B. “Sully” Sullenberger, III. O comandante do avião, um coroa de 57 anos, que enfrentou aquilo que NÃO acontece em situação alguma, perda total de AMBOS os motores. Um A320 sem motores é como o Buzz Lightyear. Ele não voa, cai com estilo.

A diferença é que enquanto os passageiros rezavam, o Comandante Sullenberger confiou sua vida em uma autoridade mais eficiente: QUARENTA ANOS de experiência pilotando. Sendo 6 anos voando caças para a Força Aérea, junto com experiência de consultor de segurança para a NASA, diversos trabalhos de aprimoramento tecnológico de aviões, etc, etc. Sem contar que a Força é forte nele.

O cara junta tudo isso, desliga o computador, pousa pianinho e vem gente dizer “ah, que lindo, foi milagre”?

No cu, pardal. Milagre seria se fosse o Morroida nos controles, e tivessem pousado, tudo bem. Mas um PUTA piloto, com quarenta anos de experiência, instrutor, guerreiro, jedi, e vem falar de milagre?

OK, vamos conceber. FOI milagre. Foi a Mão de Deus que guiou o piloto até a segurança. Você acredita nisso. Eu respeito.

Mas só se você me disser QUEM colocou os gansos na frente do avião em primeiro lugar.


A Vida Kiba a Arte

16/01/2009 - 9:38 am  -  7 comentários


Em seu excelente livro “Debt of Honour” Tom Clancy descreve -bem antes de 11 de Setembro- um plano para jogar um avião comercial no Capitólio, então quanto as Torres Gêmeas e o Pentágono foram atacados junto com o senso de “UAU! Parece Filme!” fiquei com um “já vi isso antes”.

Agora com o pouso do Airbus da US Airways no Rio Hudson, tive a mesma sensação. Onde foi que vi isso antes?

Pois é, eu vi isso antes, aqui:

Um viral para uma agência de viagens, se meu norueguês está em dia.

Na época foi um dos mais tensos que já vi, com uma finalização magistral e espalhado por todos os intertubos.

O problema é que ele tirou parte do impacto do acidente real. Com o avanço da tecnologia a realidade tem perdido a graça. Mesmo aberraçõe cinematográficas como o filme Postal, do Uwe Boll trazem representações do ataque de 11 de Setembro melhores do que qualquer vídeo feito.

Até os anos 80 catástrofes naturais, grandes acidentes ainda eram melhores “ao vivo”, hoje as simulações superam a realidade.

Os viraleiros então precisam correr uma corrida perdida, a realidade é MUITO mais estranha que qualquer viral doido, vide os gameshows japoneses.

O resultado é que muitos sequer acreditam nas notícias, dada a baixa qualidade das imagens. Ontem mesmo teve gente no Twitter comentando “achei que era fake”, em referência ao acidente.

Parecia mesmo. E sem-graça. Aeroporto 77 foi muito melhor em termos de drama.

Será que  nossa capacidade de fazer ficção visual melhor do que documentamos a realidade irá criar uma geração alienada, que só se interessa pelos eventos depois que viram especiais no Discovery ou History Channel?

Ontem mesmo eu só pensava no especial que fariam mostrando a retirada do avião do fundo do rio.


Controle de Zooneses não protege animalzinho. E eu ADOREI

13/01/2009 - 9:51 am  -  163 comentários


Sam Stevens é uma daquelas mães que acha que o mundo gira em torno de seu pequeno floquinho de neve, adequadamente batizado Cain, que foi mordido por um Mastin Napolitano (é um cachorro, não um sorvete) de um vizinho. Ela está puta porque o Controle de Zoonoses da cidade de Hamilton, Nova Zelândia, decidiu que o cachorro NÃO deveria ser sacrificado, apesar do moleque ter passado três dias no hospital, todo esfolado, com um corte de 9cm no rosto, devido a um ataque do cachorro.

Fosse no Brasil, já imaginariam que o cachorro era de algum Juiz ou Deputado ou bicheiro.

Nada disso, o cachorro pertencia a um ex-namorado da irmã da mãe do pimpolho, (provavelmente ex depois do ataque) e tudo aconteceu em um churrasco.

Aí começam as explicações que a mamãezinha querida finge não ter conhecimento:

1 – O guri estava dentro da casa, e já havia sido alertado pela mãe para parar de implicar com o cachorro, mesmo assim ele saiu da casa e foi até o bicho, mais uma vez.

2 – Duas testemunhas viram o pestinha sair da casa e puxar os testículos do cachorro. Pela segunda vez.

3 – Dois investigadores do Controle de Zoonoses estudaram o cachorro e concluíram que ele não apresenta perigo para ninguém.

4 – A investigação também revelou que o moleque filhodaputa esteve envolvido em DOIS outros casos de crueldade com animais.

5 – O cachorro tem a ficha “completamente limpa”, e o incidente foi reportado às autoridades pelo DONO, e não pela mãe.

A mamãe se diz desconsolada com a decisão de NÃO sacrificar o cachorro. Eu estou desconsolado pelo cachorro ter agido em legítima defesa, com resposta proporcional. Ele poderia perfeitamente ter TRUCIDADO o pimpolho, mas deu apenas uma mordida dizendo “não puxe a PORRA do meu saco”.

Os filhos da minha ex-cunhada NUNCA iam na minha ex-casa, na primeira vez cismaram de encher o saco dos gatos, o Gatoberto meteu-lhe as unhas, o moleque saiu chorando (se puxassem meu rabo eu faria o mesmo, digo, choraria). A mãe veio cobrar atitude, eu olhei para o Gatoberto e falei: “Muito bem, você está na sua casa e ninguém tem o direito de puxar seu rabo, bom menino”.

Digamos que ela não gostou muito.

Outra vez eu estava na casa de uns conhecidos de uma amiga de uma amiga. Junto uma PESTE de uns 4 anos, peste no nível de dar tapa na cara da mãe (eu vi, não era metáfora). Conosco a Lisa, mini-poodle da Beth, minha amiga. O moleque CISMOU de implicar com a cachorrinha, que sendo um mini-Poodle não tinha como dar resposta à altura.

Uma hora ele sentou em um lado da varando e começou a tacar brinquedos na cachorra (brinquedos grandes, tipo balde de praia). Eu avisei: “NÃO FAZ ISSO! QUIETO! SIT! DEIXA A CACHORRA EM PAZ!”

A peste não estava acostumada com figura de autoridade, e parou por alguns segundos. Em seguida pegou alguma coisa GRANDE e tacou. A cachorrinha ganiu e veio se esconder perto de mim. Eu peguei o brinquedo e taquei de volta, COM FORÇA.  Ele começou a chorar, a mãe veio ver.

Expliquei: “Esse ANIMALZINHO do Damien está tacando coisas e machucou a Lisa. Eu avisei pra não fazer, ele continuou. Taquei um de volta pra essa peste sentir se é bom” Juro pelo Bem da Luciana Vendramini que usei esses exatos termos.

A mamãe do pimpolho, igual a do caso na Nova Zelândia, ficou indignada, afinal seu filhinho tinha o Direito Divino de torturar animais, poxa, torturava a própria mãe, porque não um mini-poodle?

Rolou um princípio de barraco, mas eu já estava vermelho de raiva, minha amiga também ficou puta, rolou climão e foi todo mundo embora. Nunca mais vi a peste do Damien, espero que tenha encontrado um Mastin Napolitano pela frente.

Fonte


Hoje tem Excursão!

09/01/2009 - 6:58 pm  -  12 comentários


Quer dizer, se você estiver lendo este post amanhã. Não sei qual será a disponibilidade de conexão durante o evento, então o negócio é prestar contas desde já.

Fui convidado, junto com outros 17 blogueiros “importantes” para um evento da LG, e se todos se lembram da última vez que eu me enrolei e não vim, teve até passeio de helicóptero, então na dúvida, estou em São Paulo desde ontem, digo, hoje.

O evento é o Clube Renoir, onde seremos apresentados ao novo aparelho da LG, o Renoir. Ou KC910, para os geeks. A idéia provavelmente será brincar com o aparelho, conhecê-lo em condições reais de uso, o que convenhamos é bem mais confortável para fins de resenha do que mexer 5 minutos em uma coletiva de imprensa.

Foi avisado que usássemos roupas leves, protetor solar, repelente e óculos escuros.

Pelo visto não vamos visitar cavernas no Mato Grosso.

Quem quiser acompanhar a bagunça, que irá de 9 da manhã de sábado até a tarde de domingo, pode visitar o LiveStream do BlogBlogs, que agrega posts de blog, fotos no Flickr, vídeos no Videolog e tudo mais que chuparem das diversas mídias, facilitando a vida de quem quer ter uma visão centralizada da coisa.

Quanto a mim, prometo que se rolar blogueiras de biquini, vocês verão aqui… e se a câmera do LG Renoir fizer mesmo filmes a 120fps, ultra câmera-lenta, vocês terão blogueiras correndo na praia estilo Baywatch.

Ou pelo menos o Nick Ellis.


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