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Os publieditoriais que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá. Ou gorjeiam?

27/02/2009 - 1:08 pm  -  27 comentários


Adiantando o resultado, gorjeiam.

O causo em questão é do blog This Heart of Stone, voltado para editores, fotógrafos, designers, coisa chique. Pois bem; eles publicaram um Advertorial (post pago, em inglês) sobre uma ação da Stella mcCartney.

Post publicado, dinheiro no bolso, todos felizes, certo?

Nem tanto. O cliente (na pessoa da agência) resolveu olhar o blog, e descobriu que eles são fashion, são trend, são chiques e por isso publicam conteúdo nem sempre “família”. Como uma chamada para a exposição “Talk Dirty to me”, que ocorrerá na galeria Larissa Goldston, de 26/2 a 28/3, em NY.

“Focando em peças que apresentam linguagem ou imagens sexuais, Talk Dirty to Me explora não somente a semiótica do desejo, mas também interpretações extremamente diversas e altamente pessoais de tais trabalhos. Na exibição, insinuações sexuiais variam do sugestivo ao explícito”

É, putaria da boa, abalizada como arte, como fica claro pela obra absolutamente explícita usada como ilustração do link dois parágrafos atrás.

Como, você clicou? Bem-feito, quem mandou abandonar meu texto? Mas tudo bem, se seu chefe reclamar diga que o close-up daquela BOCETA é… arte.

OK, ficou claro que pra mim um close-up de uma boceta NÃO é arte, e para os anunciantes também não é. Tanto que a agência do publieditorial escreveu para o blog pedindo que removessem… o post com a boceta.

[sonoplastia de freiada brusca]

Isso mesmo. Neste post aqui (cuidado, contém boceta) o blogueiro avisa do email recebido:


“Você poderia por favor tirar a campanha da Stella McCartney do ar o mais rápido possível? A agência está descontente por ela estar próxima a uma vagina e a quer fora do ar”

Mais adiante, a agência tenta um acordo:


Ou nós mudamos a imagem que acompanha o artigo por uma menos NSFW – ou desistimos de tudo

O post com a boceta em questão foi ar ao DUAS semanas depois do publieditorial.

Há toda uma cornucópia de piadas com blogueiros de agência que não gostam de boceta, mas eu vou passar. Estou mais assustado com a falta de tato. Imaginava que esse tipo de comportamento amador fosse restrito a mercados emergentes mas pelo visto nos EUA é a mesma coisa.

Esse bocetaGate serve um pouco de consolo, e até como refresco para o mercado publiciário nacional. Entender blogs ainda é MUITO complicado, assim como explicar blogs para os clientes.

É complicado associar sua marca a um blog que você não sabe de onde veio, não sabe quais os compromissos do autor, quais os limites. Não é televisão, onde há razoável certeza de que o sujeito não vai surtar e começar a vender camisetas I Love Hitler (tenho medo do que o Google vai trazer com essa frase). Blog não é rádio, onde há regras de conduta explícitas. Blog não tem nem censura. Na TV americana aberta, se você falar qualquer uma das 7 Palavras Proibidas, “Shit, Piss, Fuck, Cunt, CockSucker, MotherFucker e Tits” o mundo cai em sua cabeça. Em blog? Nada aconteC_#*&*$&#$ NO CARRIER+++

Um blogueiro pode ter graves problemas um dia, como eu tive com a bosta da telefônica, e no outro estar super-feliz pela mesma bosta da telefônica ter habilitado o Speedy de 4MB no meio do Carnaval.

De uma certa forma os blogueiros sérios protegemos a integridade de nosso conteúdo com muito mais vigor que a maioria dos veículos. Uma solicitação de remoção de um post é tratada como ofensa pessoal.

Pode parecer estranho, mas isso para nós É profissionalismo, pois no momento em que o blog deixar de ser pessoal, se torna mais um na multidão, apenas informando, o que agrada o anunciante mas não agrada o leitor. É uma solução de curto prazo que no final matará o blog. De fome ou de desgosto.

A solução (e não é sempre que chego a alguma conclusão em meus posts) é simples: Os anunciantes devem confiar mais em seu público. A Stella McCartney não tem que anunciar para os idiotas que vão ver uma boceta e entrar em pânico:

 ”Que horror uma boceta no mesmo blog que duas semanas atrás falou da Stella McCartney, nunca mais compro nada da grife dela, estou cho-ca-da!”

Esse tipo de público é imbecil. Não replica, não influencia, não forma opinião. Esse tipo de público idiota só serve para replicar comentários ruins, mas essa replicação fica restrita a idiotas como eles.

Os anunciantes precisam apostar na INTELIGÊNCIA do público, que sabe diferenciar opinião de informação, que entende que anunciar em um blog não significa assinar embaixo de tudo que o blogueiro diz, disse e dirá até o Fim dos Tempos.

Esqueçam os idiotas, esqueçam o pessoal do #mimimi, esqueçam os pseudo-terroristas de liveblogging. Não é para eles que o blogueiro escreve nem é para eles que você anuncia.

Todo sistema de feedback sempre tem um componente de ruído. O erro é dar ouvidos a esse ruído. O erro aliás é montar toda a estrutura PRIORIZANDO o ruído.

PS: Apesar da sapaiada este post não foi patrocinado pela Frog, mas ganham link porque são legais.


Quando é hora de desistir de ser blogueiro

22/02/2009 - 1:53 pm  -  27 comentários


Ser blogueiro profissional implica em uma série de sacrifícios, como fazer passeio de lancha no Guarujá e tomar vinho nacional em Buenos Aires, mas chega uma hora que não dá.

A primeira vista Erik R. Trinidad leva uma vida de sonho de blogueiro, viaja o mundo todo, publicando suas viagens no blog The Global Trip. Excelente, certo? Mas mesmo ele tem momentos complicados.

Vejam por exemplo no vídeo abaixo. Ele foi na Colômbia e conheceu Miguel Caballero, chamado de O Armani dos Coletes à Prova de Bala. Ele faz roupas “comuns” com proteção balística, assim o sujeito anda com um sobretudo ou casco de couro, mas protegido.

Na Colômbia (ok, e no Brasil) faz bastante sentido uma roupa assim.

Pois bem; Erik foi na fábrica do Miguel, e descobriu uma estranha tradição: Todo novo funcionário da fábrica tem que passar pela cerimônia de ser… alvejado por Miguel usando uma roupa com colete.

Isso mesmo. E você reclamou daquela entrevista de emprego, hein?

Erik não teve escapatória, passou pela experiência de tomar um tiro de 38 Especial, e tudo que ganhou foi uma camiseta, a bala e o cartucho.

link para o vídeo


Para os trolls, é um sonho, um blogueiro tomando um tiro.

E eu achando que o maior sacrifício que poderia fazer pelo blog tinha sido assistir show de stand-up com comediantes brasileiros…

Então, finalizando: Taurus, IMBEL, fabricantes de Tasers, coletes e similares: Eu NÃO faço publieditoriais nem aceito convites semelhantes, ok?

Fonte: The Firearms Blog


Viral do Bom pra assistir em Mute

22/02/2009 - 12:51 pm  -  11 comentários


Existem fakes e fakes no mundo da música. Quando estou o caso do Milly Vanilly, aquele vídeo da Britney Spears cantando SEM o ProTools, um monte de gente reclamou, mas no caso das Vassarettes, não acho que alguém vá reclamar.

O nome The Vassarettes vem de Vassarette, uma linha de lingerie americana. A banda é composta de 3 ou 4 jovens que tocam de… sutiã.

A banda é patrocinada, produzida, controlada e divulgada pelo fabricante, que investiu direitinho, só faltou verba pra pagar aulas de canto, mas isso é um detalhe.

Em tempos de Amy Winehouse, é um senhor alívio visual ver “músicas” que mais parecem modelos “tocando” em shows, e é nisso que a  “banda” se baseia. Precisa de mais?

Não é lá muito original, mas funciona, e podem dizer que são a primeira Banda de Sutiã do mundo. Seja lá o que isso signifique.

O vídeo abaixo é melhor, mas deve igualmente ser apreciado em MUTE. Sim, elas são MUITO ruins. Não que isso impeça a banda de estourar, e se acontecer, você viu primeiro aqui.

Fonte: Fleshbot


Estamos blogando no país errado?

22/02/2009 - 9:42 am  -  25 comentários


Semana passada (acho) a cantora Rihanna estava saindo de uma festa do Grammy com seu namorado, o rapper Chris Brown. Ele recebeu um SMS de uma outra mulher, chamando pra uma rapidinha. Com isso o casal brigou, e o animal do Chris Brown bateu na Rihanna, com socos, deixando-a com duas contusões no rosto, literalmente acabada.

Deu polícia, os sites de fofoca adoraram, foi post em cima de post.

Então o TMZ se saiu com uma foto exclusiva da Rihanna, tirada na delegacia, para fins de registro policial. Não é bonito, prefiro a foto que ilustra este artigo.

A tal foto foi feita por um policial, que a vendeu para o site. Pelo acesso exclusivo à imagem, o TMZ pagou US$65.500,00.

Calma. Você não leu errado. SESSENTA E CINCO MIL DÓLARES.

Aqui a gente faz longos artigos técnicos, discussões filosóficas importantíssimas para o progresso da humanidade, divulga a tão necessitada Ciência, ou mesmo publicamos receitas de frapê, e não chegamos nem perto disso.

Eu não conheço NENHUM blog brasileiro que tenha verba para pagar US$65 mil por uma foto. Incluindo blogs-de-fachada, ligados a grandes portais noticiosos.

Então a gente senta e chora?

É uma possibilidade. Eu vejo algumas conclusões a que podemos chegar:

1 – É um absurdo, com tanta gente passando fome, como um blog de FOFOCA pode gastar tanto dinheiro assim?

2 – Os malditos capitalistas americanos só anunciam nos blogs deles, por isso o Google paga a bosta que vem pagando, as empresas não compram espaço nos nossos blogs e estamos à míngua. Abaixo o capitalismo globalizador de George Bush, anunciem no meu blog!

3 – Isso é só um exemplo de quão longe um blog pode chegar. Devemos nos espelhar e com muito trabalho, seu blog chegará lá também. Logo teremos blogs brasileiros pagando US$65 mil por uma foto da Sandy Pelada, os blogueiros terão seu trabalho reconhecido e remunerado!

4 – Nunca chegaremos lá, vamos fechar tudo e arrumar um emprego de verdade.

A verdade está entre a 3 e a 4.

O potencial dos blogs no Brasil ainda nem foi arranhado. Estamos experimentando, hoje um blog ser citado na novela da Globo é suficiente pra twittosfera ter um treco. “viu? viu?”. Blogueiros hoje começam a desfrutar de benesses que jornalistas desfrutam há décadas, e jornalistas não são exatamente o topo da cadeia alimentar em lugar nenhum.

Por outro lado, há a ilusão de que podemos virar sucesso mundial. Brasileiro vai para o Japão, faz um show pra 10 mil pessoas, volta e a assessoria de imprensa fala de Fenômeno de Público. Desculpa, gente, mas show de 10 mil, 20 mil no Japão é NADA. Os caras fazem shows pra colônia de brasileiros, vai meia-dúzia de gatos-pingados locais curiosos, e só. O Japão funciona numa escala MUITO maior do que estamos acostumados.

Uma moda japonesa são Livros no Celular. Especificamente é um mercado de mulheres entre 10 e 20 anos. Um lançamento de autor desconhecido vende entre 50 mil e 100 mil cópias. (fonte)

No Brasil best seller de informática vende 2 mil cópias. Mil já é suficiente pra você se tornar famoso no meio. Livros normais que vendem 100 mil cópias? Conta-se nos dedos, da mesma forma que os fãs do Paulo Coelho fazem aritmética.

Isso quer dizer que todo autor brasileiro deve apagar o Word e procurar um emprego de verdade?

São realidades diferentes com escalas diferentes. Blogs brasileiros podem não chegar a conseguir pagar US$65 mil por uma foto da Sandy Pelada, mas com certeza há mais grana no meio do caminho do que os R$150,00 por dois publieditoriais que andam oferecendo por aí.

Só não vamos chegar lá chorando pitangas, comparando mercados que não podem nem devem ser comparados.


TREMEI! Jornalismo ameaçado pela Internet! (ou não?)

21/02/2009 - 12:46 pm  -  46 comentários


Jean-Francois Fogel tem credenciais. Já escreveu pra veículos como Le Monde, Liberation, Le Point, Agência France Press, etc. Também é co-autor do livro “Uma Imprensa Sem Gutemberg”, sobre a nova realidade do jornalismo em tempos de Internet.

Em uma entrevista para o site di-ve, ele fala:

“Jornalistas perderam a platéia silenciosa e admirada, desejosa de confiar em tudo que dissessem. A imprensa hoje é recebida com suspeita. A audiência prefere procurar pela informação por conta própria, usando sites e ferramentas da Internet para construir sua própria visão do que deveriam ser as notícias do dia”

“A Internet permitiu à audiência se tornar o jornalista, através de blogs, por exemplo. (…) Eu não acredito que o jornalismo seja tão importante que tenha que ser deixado nas mãos dos jornalistas. Isto é, mais ou menos, o que as pessoas que apóiam o “jornalismo cidadão” estão dizendo. Jornalismo é um negócio sério, sim, mas jornalistas e leitores atuam de formas diferentes. O problema para a imprensa agora é que ambas as partes são importantes. Imprensa e leitores estão casados e não podem se divorciar”

Se você se contenta com o discurso básico “chupa grande imprensa blogs são o futuro PNC do Roberto Marinho”, recorte o texto acima e faça um post mostrando o quanto o mega-jornalista francês garantiu que o Estadão fecha em 3 dias.

Já eu, bem…

Na Internet vivemos a regra do 1%. 1% geram conteúdo, 1% dos que consomem o conteúdo comentam, 1% clicam nos banners do Google, a minha chance de sair com a Luciana Vendramini é de 1% (num dia especialmente bom).

Dado exemplos como os fiéis rezando e recolhendo dinheiro pra igreja renascer, depois do desabamento, dado o convívio com gente normal nas ruas, fica difícil acreditar nesse futuro maravilhoso de jornalismo colaborativo.

As pessoas não querem pensar, não querem questionar. Um dos comentários-padrão que recebo sobre quase tudo é:

“Se você não gosta não assista/use/coma/beba/ouça. Não precisa escrever falando mal”

Isso tem muito a ver com aquele ditado idiota, “se você não tem algo de bom a dizer sobre alguém, não diga nada”.  Funcionou muito bem na Alemanha de 1936 a 1945.

Eu vejo essa sede de informação, essa vontade de querer saber mais, essa capacidade de questionamento em uma minoria. A boa e velha elite de sempre, nós. Não vejo isso aumentando. Não vejo uma horda de estudantes abrindo comunidades no Orkut discutindo o verdadeiro papel da Igreja na escravização dos índios no Sul do Brasil. O que vejo é comunidades de comedores de meleca.

O Jornal Nacional continua firme e forte. A grande maioria das pessoas quando vê um ato de “jornalismo cidadão” ainda por cima critica. O sujeito que ficou twittando o pouso do avião no Rio Hudson foi chamado de idiota por um monte de gente.

A plebe ignara, o populacho, a massa não quer pensar. Não quer questionar. Esse povão não tem o menor interesse nesse novo jornalismo colaborativo cidadão 2.0.

O que vai acontecer é que nós, blogueiros, digerattis, vanguardistas, os 1% iremos produzir conteúdo, colaboraremos com nossos pares e no final a massa nos consumirá da mesma forma passiva, aceitando sem questionamento e pedindo opinião, não dúvida.

Para eles fará pouca diferença se a “Verdade” vem do Jornal Nacional ou do Blog do Cardoso. Uma vez estabelecida a relação de confiança, a informação é engolida.

Isso nos traz uma responsabilidade muito além da que um reles blog deveria ter. Não sei se quero esse cálice.

O problema não são os blogs, é o público. É hora de mudar o público, mas isso não é trabalho de blogueiro, é trabalho de professor.


Lois Griffin – você comeria?

21/02/2009 - 10:33 am  -  26 comentários


Há duas respostas possíveis aqui: Se você for homem muito provavelmente dirá coisas como “só se for agora”, “tou dentro”, “gostosa!”, etc. Mas se .você for mulher, a resposta mais provável é “como assim? É um desenho!”

Todo menino teve uma paixão secreta por uma personagem de desenho animado. Pode ser a Daphne, a Cheetara, até mesmo a She-Ra. O cérebro masculino é extremamente visual, e não tem problemas em imaginar, quando a referência visual não é exatamente “humana”.

É claro que praticar qualquer tipo de atividade sexual recreativa com um personagem animado é impossível, mas isso não nos impede de… bem… imaginar.

Já as mulheres eram muito mais pé-no-chão. Não lembro de meninas falando dos personagens de uma forma mais lasciva. Não lembro de ninguém babando pelo Príncipe Adam, pelo Fred. O máximo que vi foi demonstrações de afeto para o Scooby Doo, mas não no sentido que você pensou, seu pervertido.

Nota: O Musashi lembrou que meninas que curtem Anime costumam fantasiar sobre os personagens abertamente, mas é um nicho muito específico.

Essa capacidade de disassociação com o tempo evolúi para as mulheres de mentira de verdade. São as siliconadas, photoshopadas da Playboy e similares. A revista já publicou fotos de mulheres sem umbigo, e ninguém falou nada. Imagine se publicam um carro sem uma roda.

As mulheres reclamam que as modelos artificiais da Playboy não refletem a realidade, e que nenhuma mulher pode chegar a tal nível de perfeição, com pele inclusive sem poros. Dizem que tais ideais de beleza são irreais e que estamos sendo enganados.

Não estamos. Nós sabemos que aquelas mulheres não existem, e não deixamos de sair com as mulheres de verdade por isso.

Eu iria além: Não considero as mulheres da Playboy versões idealizadas, e sim versões fantasiosas. No bom sentido, fantasiar é bom. Não é porque você não casaria com uma aeromoça safada sem calcinha que transa com todos os passageiros, que você não gostaria de ser um desses passageiros. Não estamos levando em conta considerações morais de longo prazo. E se considerações morais não contam, vamos nos preocupar com estética?

É uma reação fisiológica, o cérebro masculino em situações sensuais tende a ver as mulheres como objetos. Não é culpa nossa, está na nossa programação, há inclusive um estudo comprovando isso.

Portanto não faz diferença se o objeto sexual diante de nós seja uma mulher de verdade, uma imagem photoshopada à exaustão ou mesmo a Lois Griffin. Isso explica porque toda uma geração de adolescentes apertava os olhos tentando ver a calcinha da She-Ra quando ela dava aquele chute giratório.

Nas imortais palavras de Jessica Rabbit, “Não somos maus, fomos desenhados assim”.

Nota: Se você inconscientemente objetifica uma mulher ou imagem feminina em situação sensual, você é um homem normal. Se você trata mulheres como objetos no dia-a-dia, você é um porco. Por favor morra.


QUE MÁXIMO! A MARISA MONTE LÊ O CONTRADITORIUM!

20/02/2009 - 1:05 pm  -  42 comentários


Gente, que barulhinho bom, digo, ótimo! Quem diria, uma das grandes cantores da MPB dá as caras no Contraditorium. E eu achando que só a Pitty vinha aqui. Nossa, migos, estou tão orgulhoso, é o fruto de anos de trabalho, dedicação e carinho.

Como? Duvidam? Vejam ela mesma dizendo!

Não é o máximo?

OK, não é não. É uma MERDA de estratégia, eu diria que é patético. Não sei se foi idéia dela, muito provavelmente veio de alguma assessoria que ouviu falar recentemente de internet, leu o Manual da Blogosfera Segundo a Abril Blogs e achou que os blogueiros AMARIAM ter um depoimento da Marisa Monte dizendo que visita o blog.

Infelizmente, cara Assessora da Marisa que deveria no máximo trabalhar de VENDEDORA da Marisa (por falar nisso que fim levou a Virgínia Nowick?) blogueiros costumam ter um tiquinho a mais de neurônios, e principalmente, não gostamos de publicar mentiras (a não ser as realmente boas).

Principalmente principalmente, não gostamos de publicar mentiras quando estamos mentindo para nós mesmos.

Do lado bom é que já temos um forte candidato a Viral FAIL de 2009.

Via Twitter do Inagaki.

Nota: Marisa é velha conhecida, em 2005 publiquei um texto recebido por email, O Primeiro Aniversário do Filho da Marisa Monte


Da boca do lobo: Twittando a fusão Oi-BrT

18/02/2009 - 4:31 pm  -  33 comentários


O Twitter não serve só para saber que hoje é Aniversário do Interney (feliz aniversário, chefinho, se o sr espirrar, saúde). Também é usado para acompanhar atentados terroristas, pousos forçados de aviões e outras tragédias. Sem falar (ok, falando) da Fusão Oi-Brasil Telecom.

Criada 23 horas atrás, esta conta do Twitter passa informações in loco, e o bicho está pegando:

Gerentes e coordenadores começaram a ser demitidos. Posições de Nível 4 e Nível 5 da Oi começaram a serem preenchidas por funcionários BrT. (23 horas atrás)

E depois piora:

As demissões na Accenture foram confirmadas. Aparentemente quem estava na reunião das 14horas foi demitido ou está de aviso prévio. (também 23 horas atrás)

Este aqui é suculento:

Nunca vi a fragmentadora de papéis ser tão utilizada quanto hoje. Já são dois sacos cheios de papel fragmentado (22 horas atrás)

e 3 horas atrás:

Todos colaboradores de Segurança de Informações foram chamados ao Clube Brt para uma reunião de emergencia. Estão lá a manhã toda.


Será que o pessoal da Direção está sabendo do Twitter? Sinceramente espero que sim, é delicioso ver informação correndo assim, sem que tenham a menor possibilidade de impedir. Já passei por fusões assim, sobrevivi mas não invejo que está lá, nem a forma com que são feitas as escolhas. Acho que o mínimo que esses funcionários merecem é uma forma de botar pro fora o que acontece. E nada melhor que o Twitter.

[update]
Nota: Não, Não tenho como verificar a autenticidade das mensagens. Consuma com moderação e ceticismo. Nunca é ruim.


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Quem é Cardoso

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