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A Invasão dos Ladrões de Palanque

09/03/2009 - 8:15 pm  -  42 comentários


Blogueiro sofre vários percalços: São os vira-latas, que decidiram tornar a missão de suas patéticas vidas nos derrubar de pedestais imaginários (imaginados por eles mesmos), são as salsinhas, pedindo trabalho de casa e dando prazo, são os crentes, nos condenando ao inferno, ou mesmo ameaçando de morte, em mensagens balbuciadas em português quase ininteligível, são os spammers, anunciando curas milagrosas falsas (nenhuma das tais Penis Reduction Pills funciona).

Agora outra praga está invadindo os blogs: Os papagaios de pirata de comentários.

Entendam: Nós blogueiros adoramos pauta. Notícias interessantes são SEMPRE, MUITO BEM-VINDAS. Eu publico coisas que recebo no twitter, um monte de coisas que acho em outros blogs, e ADORO quando aparece um formulário de contato com algo suculento.

Também não tenho problemas com gente indicando links que aprofundem o assunto. Bolas, eu acho tão legal ter gente participando que instalei um plugin para adicionar ao rodapé do comentário o último post do blog do sujeito, se existir.

Colaboração é legal.

Acontece bastante, e sou grato aos leitores por isso.

O que não sou é palhaço.

Não gosto de gente querendo me passar a perna, ou gente que acha que isso aqui é casa da mãe joana. Infelizmente, virou moda. Nos meus (na verdade em vários outros também) blogs estão aparecendo comentários que são verdadeiros posts, em geral denúncias indignadas sobre algo desinteressante.

O autor do comentário não toma conhecimento do blog, faz copy/paste, nem se dá ao trabalho de dizer “chega pra lá, palhaço, vou usar seu espaço”.

Acham que estou exagerando? Vejam um trecho de uma das besteiras que postaram no carloscardoso.com, nesse estilo de comentário:

O mucêgo-bêbo presídioente tem mídia tão forte e dissimulada que faz ele APARECER com tanto PODRER quanto as hienas e sidious ‘divinos’ …
Jesus reina no inferno … É o esgôto mexendo vermes: Note-se as notícias sobre o aborto da menininha raquítica de nove anos. A ‘santa’ teo-pulhítica tão ‘tremenda’ se atrapalha; O médico do ‘castigo’ era um major. A ‘disciplina santa’ que faria encher ainda mais os bairros e os conluios ‘abençoados’ com capangas-vigias das vidas das pessoas deu de cara com a má sorte de atingir o Exército.
A mulher sem-rosto e a de olhos vendados ronda o PODRER. Quando falta brio aos homens, o brio da Natureza faz o proceder.

Entendeu? É, nem eu. Depois ele acusa pastores e padres de pedofilia, conspirações, etc. Se posso tirar algo de bom disso, é que Rorschach lê meu blog.

Veja o comentário insano inteiro, neste post sobre Orca a Baleia Porca.

Meu caro, há dezenas de serviços onde você pode criar seu próprio blog. Vá lá, monte o seu, publique o que quiser, mas não me encha o saco. Por favor não seja um parasita querendo usar o MEU espaço para seus interesses pessoais.

Eu não cheguei até aqui publicando as suas besteiras, banalidades e idéias idiotas. Eu cheguei até aqui publicando as MINHAS besteiras, banalidades e idéias idiotas.


Deixem o Arcebispo de Recife em paz!

06/03/2009 - 11:56 pm  -  239 comentários


Está todo mundo crucificando Dom José Cardoso Sobrinho, Arcebispo de Recife e provavelmente não meu parente. Tudo porque ele excomungou a mãe e a equipe médica que realizou um aborto em uma menina de nove anos, grávida de gêmeos após ter sido estuprada pelo padrasto.

Entidades que se dizem católicas protestaram, blogueiros protestaram, o Juca Kfouri protestou, o Jabor protestou, o Lula falou mal, só não foram se queixar ao bispo por questões de hierarquia. E não adiantava colocar na conta do Papa, o Vaticano apoiou Dom Cardoso (bom nome, acho que vou adotar).

Querem saber? Eu também apóio o Arcebispo. Acho que ele é um dos homens mais íntegros, sinceros e coerentes com sua fé que conheci.

Ser contra aborto é um dos dogmas mais sérios do catolicismo. É básico, como a infalibilidade papal e a transubstanciação.

O problema é que o brasileiro adora bagunçar tudo, e o catolicismo virou religião de conveniência. Você vai na igreja uma vez por semana -se for carola- ou como a maioria só uma vez por ano, na Missa do Galo. Não abre a Bíblia nem uma vez, não deixa nenhum ensinamento da Igreja atrapalhar seus negócios, só consegue lembrar de um mandamento, o da mulher do próximo, mesmo assim só quando o namorado da Mirian Bottan está por perto.

Aí chega o censo, tasca no formulário: Católico Apostólico Romano -não praticante-

Assim é fácil ser religioso, assim eu também quero.

Uma amiga minha dizia que era católica mas só acreditava em algumas partes da Bíblia. Como assim, Bial?

Notem, eu não estou falando de fundamentalismo. Aceito que cobras falantes são metáforas, mas a Bíblia, para os Cristãos É a Palavra de Deus, então NADA ali pode ser alterado ou questionado. Muito menos ignorado.

O brasileiro criou um catolicismo que parece uma religião-lego, você pega os blocos que gosta, joga fora os que não gosta e monta seu próprio modelo de crenças. HELLO, MCFLY, NÃO PODE. Não é assim que funciona.

No momento em que você ignora uma regra por não gostar dela, o sistema desaba. No Brasil existe isso de “Lei que não pega”, mas você não monta um sistema teológico que dura mais de 2000 anos baseando-se em regras morais de uso facultativo.

Ao defender o dogma da santidade da vida -mesmo intrauterina- o Arcebispo está sendo fiel a tudo que acredita, e a tudo que Igreja Católica prega. Todo mundo tem direito de discordar, mas não pode discordar E se dizer católico ao mesmo tempo.

Muita gente está cobrando bom-senso. Dogmas não são baseados em bom-senso. Segundo o dogma católico Maria permaneceu virgem após o nascimento de Jesus. Isso é inviável primeiro pelo nascimento em si, segundo por ela ter continuado casada com José. Acho improvável que ele nunca tenha “comparecido” depois do nascimento. Mas é o Dogma. Um cristão, católico, é obrigado a aceitá-lo como Verdade.

Um cristão, católico deve aceitar que dessacralizar uma hóstia é pior do que o Holocausto.

O caso todo só prova o quanto a religião se mostra obsoleta. Idéias da Idade do Bronze, quando mulheres eram pouco mais que propriedade não funcionam (ou não deveriam funcionar) no Século XXI.

Lembre-se, está na Bíblia, se uma mulher for estuprada e não gritar, deve ser morta por apedrejamento, mas se for sequestrada pro deserto e então estuprada, tudo bem, pois assume-se que ela gritou e ninguém ouviu (Dt 22:23).

EU acho que um sujeito ignorar a violência do estupro de uma menina de 9 anos, ignorar as complicações médicas, ignorar o risco de vida e ignorar que ela colocaria no mundo crianças absolutamente indesejáveis algo abominável.

No entanto eu não vou fazer como todo mundo e culpar o Arcebispo.

Estão atacando de todos os lados um homem que não está fazendo nada mais do que o que todo homem de caráter faz, que é ser fiel a seus princípios.

Isso é covardia. Coragem é admitir publicamente que o problema não é o homem, o problema são os PRINCÍPIOS defendidos pela Igreja Católica: Esses sim desumanos, medievais, bárbaros, sem-sentido e indignos de qualquer um que se diga civilizado.


Existe vida após o Axé

05/03/2009 - 12:30 pm  -  67 comentários


Houve uma época em que todo o Brasil foi obrigado a abraçar sua baianidade, e adorar Axé, Lambada, Penetrada, etc. Daniela Mercury e Ivete Sangalo deveriam ser admiradas por seus dotes artísticos, falar de suas coxas era heresia. Ler Jorge Amado era pouco, para provar seu amor pela Bahia todo brasileiro deveria passar uma noite sob a lua, em um velho trapiche abandonado.

A Globo, claro, caprichou em aproveitar o Hype, com várias novelas regionais. Uma das melhores foi Tieta, com sua abertura revolucionária, onde Hans Donner fazia com Isadora Ribeiro o que todo mundo gostaria de fazer, entre quatro paredes:


A Musquinha (tm João Prista) era Tieta do Agreste, de Luiz Caldas, que se tornou referência em termos de MPB (Música Popular Baiana).

Com o tempo a moda sumiu, e foi possível ouvir música baiana por gosto (eu adoro De Volta Pro Meu Aconchego, com a Elba) e não por obrigação.

Aos músicos da época, sobrou o ostracismo fora da Bahia, como a menina do Kaoma, que acabou exilada em Brasília, ou o sucesso regional, com algumas (boas) exceções, tipo a Ivete, que é exceção e boa.

Agora descubro que o Luiz Caldas, um dos maiores ícones da época não só sobreviveu como se reinventou:

Isso mesmo, ele está fazendo heavy metal, e uma coisa posso garantir, toca guitarra melhor do que eu.

Em sua página no MySpace é possível ouvir algumas músicas do novo projeto, Castelos de Gelo, composto de 10 CDs e nenhuma faixa de Axé.

A grande sacanagem é que a própria mídia que tanto encheu a bola dos Baianos não divulga nem apóia quando algum artista resolve se reinventar ou fugir do estereótipo, como Luiz Caldas.

Agradecimentos ao Magaiver pelo link.


“Twitter é email de pobre”

04/03/2009 - 1:29 pm  -  60 comentários


A declaração incrivelmente não veio de Steve Ballmer, CEO da Microsoft e especializado em enfiar o pé na boca, como quando disse que Software Livre era coisa de comunista (mas é).

O autor foi outro CEO, Eric Schmidt, que comanda uma empresa que até pouco tempo era sinônimo de inovação e rebeldia, a Google.

Em uma conferência de Tecnologia do Stanley Morgan, Eric declarou:

“Falando como um cientista da computação, eu vejo [o Twitter e microblogging em geral] como uma espécie de sistema de email de pobre. Em outras palavras, eles tem aspectos de um sistema de email mas não oferecem os serviços completos.

A questão sobre empresas como o Twitter para mim é: Fundamentalmente eles evoluirão como um fenômeno de notinhas ou eles fundamentalmente evoluirão para fornecer armazenamento, gerenciamento, identidade e todos os outros serviços que emails tradicionais oferecem? Ou os serviços de email irão aumentar suas funcionalidades e assumir algumas das características [do twitter]?

Eu acho inovação ótimo. No caso do Google, nós temos um instant messenger muito bem-sucedido, e é o que a maioria das pessoas termina usando.

O sucesso do Twitter é maravilhoso, e eu acho que mostra que existem muitos, muitos meios de alcançar e comunicar, especialmente se você está disposto a fazer isso publicamente”

Eu acho que é era de trocarem de CEO. Quando o sujeito não consegue entender a diferença entre Twitter e email, quando tenta usar táticas rasteiras de diminuir a importância da concorrência, e ainda empurrar um produto que ninguém quer, temos problemas.

O problema fundamental do Twitter não é achar a sua utilidade. Eu me debati por muito tempo tentanto encontrá-la, até que entendi que algo não precisa ser útil para ser divertido. O fundamental do Twitter é que hoje ele não tem renda.

O Twitter é como uma prostituta ninfomaníaca em uma cidade onde ninguém tem dinheiro.

Todo mundo usa, todo mundo gosta, mas mesmo que ela passasse a cobrar, ninguém teria como pagar.

Já a utilização, depende. O Twitter pode ser usado para reportar ao vivo acidentes aéreos, para pedir ajuda na floresta, para fazer pesquisa de mídia instantânea, pra organizar saidas pra night (balada, em português carioca) e até para organizar ataques terroristas.

Nada disso tem a ver com email. A única forma de usar o Twitter como email, Mr Schmidt, é abusando do Carbon Copy, coisa que não se faz, como todo cientista de computação sabe.

Curioso é que segundo o Michel Lent, o Google quer comprar o Twitter.

Comprar um sistema de email de pobre, Eric? Isso não faz sentido. Só faria sentido se essas suas declarações fossem fruto da mais pura e sincera inveja, do Twitter ser um sucesso global, sendo usado inclusive pelos deputados e senadores nos EUA:



Aliás, eu acho que nem é inveja. É despeito, pois apesar de todo o nome do Google, e do dinheiro investido comprando a companhia, nenhum Twitteiro (nem o resto do mundo) dá bola pro Jaiku.

Fonte: Silicon Alley Insider


Anúncios do Google tem vírus, roubam nossos dados

02/03/2009 - 11:59 pm  -  38 comentários


O título, a uma primeira vista alarmista, é a mais pura verdade, e foi tirado deste post da Maysa.

Ela encontrou um anúncio no AdSense que levava simplesmente para uma página de Phishing, onde um picareta FDP criou um anúncio com o nome “hotmailbrasil.com.br / MSn Brasil Hotmail Brasil”, cuja URL verdadeira enviava para um redirecionador.

Lá uma tela de entrada imitando o Hotmail, pedindo dados e ainda tentando instalar um arquivo de nome Plug_Hotmail.exe.

Nós recebemos esse tipo de lixo todo dia por email, mas quando isso aparece em um banner do AdSense, o buraco é mais embaixo.

Não é a primeira vez. Essa semana a Internet foi tomada por um bando de picaretas que tentou empurrar um esquema de “créditos grátis” para telefones, usando ilegalmente o nome e a identidade visual da Oi. Essa página estava repleta de anúncios do AdSense.

Denunciei a mesma, por pura teimosia. O Google caga e anda para esse tipo de situação, como caga e anda para quem anuncia no AdSense.

Não digo nem questão de qualidade, digo questão de legalidade. A aprovação dos anúncios é automática, não há nenhum controle, o que deixa a porta aberta para estelionatários. Com isso o Google queima seu filme E o de todo mundo que veicula seus anúncios.

Como? É simples. Se alguém for prejudicado por um estelionatário desses e disser que pegou o tal vírus no SEU SITE, é VOCÊ quem terá que provar que não pegou (mas pegou). Não interessa que o anúncio seja do Google. Está veiculado no SEU SITE, é responsabilidade sua.

Todo, TODO meio de comunicação minimamente responsável tem critérios sérios para determinar que tipo de publicidade pode ser veiculada. Já o Google pelo visto assume a postura “dinheiro na mão, calcinha no chão”, mas o fiofó que entra na reta é o nosso.

“Do no evil” my ass.


A Maior Inovação da Internet vem dos anos 1950

02/03/2009 - 2:34 pm  -  17 comentários


Eu vejo muita gente em busca de “inovação”. As agências querem inovar, os geradores de conteúdo querem inovar, os blogueiros já estão com medo de virar notícia velha, o Twitter já está sério o bastante para todo mundo usar, só não saber como ganhar dinheiro com ele…

OK, inovar é preciso, mas será mesmo tão essencial assim? Será que nada feito no passado presta, será que todos os modelos são obsoletos?

Nos anos 60 existia um programa chamado Teatrinho Troll, sucesso absoluto. Antes, o Repórter Esso – Testemunha Ocular da História. Eram programas excelentes, que marcaram época, e existiam única e exclusivamente por causa do patrocínio direto. Sim, crianças, anunciantes associavam seus produtos a programas, e as pessoas diziam “viu no Repórter Esso?”

Rápido vôo de DeLorean para o Século XXI. Enquanto o mundo inteiro discute como ganhar dinheiro com YouTube, enquanto nem o Google sabe o que fazer com o elefante branco, um cara chamado Seth MacFarlane, criador de Family Guy e American Dad fecha um acordo para produzir o “Seth MacFarlane’s Cavalcade of Cartoon Comedy.”.

Programetes de um, dois minutos, bem dentro da curta atenção dos espectadores modernos.

Monetização? Dois métodos: AdSense, quando no YouTube, e uma animação curta, relacionada com um anunciante, antes do vídeo em si. Vejam um exemplo que já ficou clássico, o Mário (vai, pergunta) salvando a princesa:

“Você foi raptada por algo que vai em saladas” é uma frase maravilhosa, mas o foco é: “Presented by Burger King“, em uma vinheta antes do filme. Animada, no estilo do desenho, mas ainda uma vinheta publicitária. PATROCÍNIO.

Não dá para ser mais convencional do que isso. Nem o merchandising no Pânico consegue ser tão convencional.

Recapitulando: Temos conteúdo original, veiculado no YouTube, auge da Web 2.0, financiado pelo mesmo modelo de monetização da televisão dos anos 50.

O vídeo acima, com 5 meses de idade teve 11.940.435 de visualizações.

Você acha que o Burguer King não está CAGANDO por não ter “inovado” na publicidade, por seguir um modelo de quase 60 anos de idade, por parecer, aos olhos dos publicitários modernosos um Sabonete Eucalol ou algo assim?

A resposta correta seria “Eu tive 12 milhões de exibições do meu comercial, e você?”

Quantas iniciativas modernas, inovadoras, estilosas conseguem números assim?

Notem, estamos falando de UM vídeo. O pacote com o Google prevê 50, e já há 23 no canal do projeto. O menos visitado, lançado 5 dias atrás, tem 500 mil visualizações.

O melhor de todos, Macacos Falam Sobre Religião, tem 1,3 milhão de visualizações.


Qual a lição que tiramos daqui?

Simples: Inovar é legal mas algumas vezes o foco fica todo na inovação, nos perdemos e esquecemos que não adianta inovar sem ter conteúdo. Eu prefiro um vídeo convencional com um puta conteúdo e que seja visualizado 12 milhões de vezes, a um conceito revolucionário, inovador, genial mas que eu não tenha idéia de como transformar em bufunfa.

Principalmente, só porque uma idéia é antiga, não quer dizer que esteja obsoleta. Aplicar conceitos de patrocínio dos anos 1950 na Internet do Século XXI não tem nada de genial. Genial é perceber que o pessoal que vai te chamar de velho, arcaico, conservador e inimigo da inovação não paga seu aluguel.


“Não é nossa política desperdiçar tempo discutindo com blogueiros idiotas”

02/03/2009 - 9:26 am  -  38 comentários


Eu nunca mais vou reclamar quando escutar coisas como “desculpe, não credenciamos blogs”. Hoje vejo o quanto isso nem de longe é o tratamento ruim que uma empresa pode dar a um blogueiro, e vou parar de achar que “lá fora” todo mundo entender blogs.

Vejam o exemplo de Jason Roe, blogueiro e webdeveloper, que neste post comentou sobre um bug no site da Ryanair, uma empresa aérea britânica do segmento budget (como a Gol, mas com preços abaixo da concorrência). Era um bug besta, que permitia a um esperto colocar um vôo no carrinho de compras a preço 0,00.

No post surgiu um comentário de alguém se dizendo da empresa. Chamou o blogueiro de idiota, disse que o WordPress era uma bosta de CMS, bla bla bla. O de sempre.

Curioso é que a Ryanair é uma empresa que impede passageiros de entrarem com comida a bordo (para poderem vender sanduiches), e chegaram ao ponto de cogitar COBRAR uma Libra Esterlina para o passageiro que quiser usar o banheiro. Como uma empresa assim tem staff sobrando pra ficar trollando em blogs? Deve ser um idiota qualquer, certo?

Errado. O site Travolution resolveu investigar, e com ajuda do Jason, traçou o IP do comentarista até a sede da RyanAir.

De posse desses dados, confrontaram a empresa, que confirmou, foi um funcionário fazendo comentários não-autorizados, e não aconteceria de novo. Final feliz? Só se você parar de ler aqui.

A resposta oficial da RyanAir:

“A RyanAir confirma que um membro de nosso staff se envolveu em uma discussão em blogs. Não é nossa política desperdiçar tempo e dinheiro nos correspondendo com blogueiros idiotas e a RyanAir confirma que não acontecerá de novo.

Blogueiros lunátios podem ficar com a blogosfera toda para eles, pois nosso pessoal está muito ocupado tentando baixar os custos das viagens aéreas”

Diante dessa só posso pedir desculpas a todas as empresas que já critiquei por não tratarem bem blogueiros ou não “entenderem” a blogosfera.

Eu era feliz e não sabia.

Fonte: Metafilter


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