web metrics


Dá pra chamar de irrelevante a mídia que me legitima?

22/04/2009 - 8:08 pm  -  43 comentários


Deu no New York Times, a melhor tirinha online da atualidade, xkcd vai virar livro.

Não comento nem o fato do New York Times dar espaço para um quadrinho de Internet, o que já é impressionante. O que me chamou atenção é que os fãs estão exultantes. O grupo mais geek do planeta, capaz de passar dias discutindo as equações sugeridas pelo autorda tira, Randall Munroe, quer um livro, físico.

Em que pé ficam as discussões de que a velha mídia morreu, que o futuro é online, virtual, Snowcrash (leiam!), o livro do Bill Gates onde ele fala que o que vale são bits, não átomos? (Ou seria o livro do Negroponte? Whatever)

No Brasil acontece a mesma coisa. Todo blog, principalmente da chamada Blogosfera Intelectual só se sente legítimo quando lança um livro. Não daqueles estilo BNH, com 50 blogueiros apertados em 110 páginas, mas um livro só de um autor, de preferência com o nome do blog na capa.

Não interessa que só os amigos vão comprar, que a tiragem de 300 exemplares tenha sido financiada com a venda do Monza do blogueiro. É um livro, então o blogueiro digievoluiu para ESCRITOR. Ganhou o respeito de seus pares, admiração, inveja e todas as mulheres, a seus pés estilo capa de gibis do Conan.

Este blog aqui tem mais de 6000 leitores no feed, é um número excelente pra quem não mostra a bunda, se bem que se eu ameaçar mostrar a bunda se não chegar aos 10.000 consigo isso em 24h. De visitantes únicos ontem forem 5400, segundo o Statcounter, que chuta pra baixo.

Quem é do metiê acha bons valores, mas não é nenhum kibe. Mas se eu falo que tenho 11 livros publicados, e mostro link do Submarino, UAU!

Não interessa (de novo) que a tiragem média de um livro de informática seja na casa de 2 mil exemplares, e eu receba mais que o dobro disso de leitores POR DIA em um blog, sem falar nos outros, no MeioBit, no Twitter. Céus, meu Twitter hoje tem 4115 seguidores que dão atenção ao que eu falo. Que mané livro.

Então como só somos legitimados Quando publicamos em papel? Pior, como uma menção na velha mídia, mesmo de forma virtual, saindo no site de um Estadão da vida gera tantos tapinhas nas costas? E o Hype do Fantástico?

A Twittosfera ficou em polvorosa, ao ser entrevistada para uma reportagem. Ainda bem que eu não estava lá, pois lembrando que eu já apareci no Fantástico, uns 10 anos atrás, não só faria a pergunta “É pro Fantástico?” como babaca que sou acrescentaria “de novo?”.

Depois participaria alegremente da entrevista, afinal não sou bobo, não assisto a Rede Globo mas sei do poder que a audiência dela tem.

Se bem que nem precisa ser a Rede Globo, mesmo mídias que todo mundo considera mortas, como o rádio, são motivo de orgulho, retwitts e posts de blog avisando que estará em uma entrevista semana que vem no Show da Alta Madrugada, na CBN-Acre.

Mídias de massa apresentam uma fascinação que ninguém conseguiu superar ainda. Mídias tangíveis ainda são superiores no nosso subcosciente. Jornalistas e editores dizem que o papel aceita tudo, mas não existe nada mais aderente a bosta do que uma página de blog.

Nós que vivemos disso ou com isso não temos “respeito” pela nossa mídia. Sabemos que é simples montar um blog, sabemos que não há nenhum processo de aprovação formal nem dinheiro envolvido. “eu tenho um blog” NUNCA terá o mesmo efeito que “publiquei um livro”. Não para quem faz blogs.

Nossa mídia ainda tem que crescer muito antes de poder parar de se impressionar com coisas como “saí na Veja”, “publiquei na Superinteressante”, “dei entrevista pra Época”. E enquanto continuarmos nos impressionando, essas mídias parecerão mais abrangentes, mais relevantes e mais importantes, no Grande Esquema das Coisas, do que nossos blogs e twitters.

Tudo bem, são mesmo. A menos que você considere ter 10.000 seguidores no Twitter mais importante do que ser entrevistado pela Marília Gabriela.


Susan Boyle é Mais Excepcional do que Aparenta

21/04/2009 - 4:18 pm  -  34 comentários


Uma das coisas que mais gosto deste blog é que ele me faz pensar. Hoje por exemplo sentei para escrever como a Susan Boyle era irrelevante, como ser top no YouTube não quer dizer nada, e como figurar alto em rankings genéricos é apenas demonstração de que você sabe macetear o sistema.

Aí pensei mais um pouco e vi que o buraco aqui é mais embaixo. Não estamos falando de coisas locais como o BlogBlogs, Migre.me ou Twitter.

Existe uma escala onde a audiência supera a picaretagem, e os números são, sim, representativos. Algumas vezes a situação é grande demais para permitir a manipulação, e o YouTube é um caso desses. Nenhum grupo isolado consegue atingir os números de um hype espontâneo.

Não estamos falando de um idiota (desculpe, @Rosana, um gênio) rodando um script de casa. Estamos falando de milhões de pessoas visitando, recomendando e repassando um conteúdo. Susan Boyle teve mais de CEM MILHÕES de visualizações em seus vídeos, em menos de uma semana. Isso está ordens de magnitude acima de ter 20.000 seguidores no Twitter.

Mesmo com hype o Ashton Kutcher penou para conseguir 1 milhão de seguidores no Twitter. Nem a CNN conseguiu isso.

Então temos um modelo interessante, onde ter 100 ou 1000 ou 10.000 visualizações no YouTube não quer dizer nada, não define relevância, mas 100 milhões é prova inequívoca de que o conteúdo é interessante.

Interessante para quem? Para todo mundo, pois com esses números transcendeu-se nichos, fronteiras, idiomas, crenças, quase espécies. Não há segmentação possível para 100 milhões de pessoas.

Isso torna o sucesso da Susan Boyle mais excepcional ainda, pois ela competiu com a atenção de vídeos altamente segmentados, como a Marmota Dramática.

Nos blogs nós sempre pregamos a segmentação, repetimos o mantra de que blogs genéricos não dão dinheiro nem audiência, mas será que é isso mesmo? Dá para dizer que o campeão do YouTube, com 118.217.601 visualizações, o clássico Evolução da Dança é um vídeo segmentado?

Eu só sei de uma coisa: Criar algo que agrade 100 milhões de pessoas é algo que acontece muito mais por acaso do que de propósito. Nem quem faz viralzão tem a pretensão de criar algo dessa magnitude.

Atingir esse tipo de número é maravilhoso, mas assim como ganhar na loteria ou descobrir o Bordel das Japinhas, na Liberdade é coisa que depende da sorte, acontece uma vez na vida. Andar pelas ruas em busca dessas coisas só traz frustração (e umas lojas legais de mangá).

Portanto eu continuo defendendo que segmentação é o caminho, mesmo que pareça trabalhoso (e é) é mais certo do que atirar pra todo lado. Até pq mesmo a Susan Boyle, que é considerada arma de guerra, levou 47 anos pra acertar.


E o Twitter quase matou meu blog

20/04/2009 - 6:35 pm  -  51 comentários


O pior, eu estava deixando. E gostando.

Eu sempre tive um problema crônico de falta de organização que levava a falta de tempo que levava a mais trabalho acumulado, procrastinação era minha especialidade, a ponto de eu já perceber quando era o caso de tomar vergonha na cara e trabalhar.

Mas e quanto o trabalho “oficial” era deixado de lado por algo que não só parece com trabalho como dá mais retorno e é mais divertido?

Eu nunca achei que Twitters iriam substituir blogs, para desespero do pessoal que é doido pros blogs “saírem de moda” e os blogueiros pararem de jogar na cara que ganham dinheiro e se divertem escrevendo.

Só não esperava que o Twitter pudesse substituir o prazer de escrever em blogs. Claro, racionalmente dá pra entender, é como marcar pra sair com a Penny e encontrar a Summer Glau. Há destinos piores.

A cachaça do Twitter está na satisfação imediata. Mesmo que no blog os leitores respondam na hora, ler um post, ainda mais dos longos que gosto de fazer é demorado. Muita gente deixa pra ler em casa. e também são trabalhosos de escrever.

No Twitter uma frase (literalmente) é suficiente, gera retorno imediato (para o Bem ou para o Mal). A máxima “Blogs são conversações” não é mais verdadeira. Blogs são murais de recados. Twitter não só é conversação como é conversação em mesa de bar, onde é muito fácil botar pra correr quem não é legal, compartilhar o que é interessante e sobretudo se divertir.

Achei que usaria o Twitter para repassar o conteúdo que não cabe em um post, mas isso acabaria transformando meu Twitter em caixa de links rejeitados do blog, e não acho que quem me segue não quer ser tratado como internauta de segunda linha.

O Twitter acabou virando o lugar onde mando os links tais legais que não quero esperar o tempo de fazer um post, virou o bar onde me encontro com todo mundo, falo e escuto besteira e conheço coisas legais.

Quando eu passo o dia jogando Resident Evil ou assistindo Big Bang Theory no final me sinto culpado e corro atrás para recuperar o tempo perdido, mas com o Twitter não há essa sensação de tempo perdido.

OK, reconhecido o problema, diagnosticado a origem, já dá pra resolver.

Peço desculpas a todos pelo sumiço, e calma, isso aqui não é uma mensagem de despedida. Muito pelo contrário. É um Mea Culpa e um compromisso. Não só vou manter a produção do MeioBit, do Carloscardoso.com e do Contraditorium como voltarei a atualizar o Salsinhas.com.

Yes, já fiz um cornograma insano e radical, bem do jeito que eu gosto.

Vai dar certo? Provavelmente. De qualquer forma não é nenhum “Deixo a Blogosfera para entrar na História”, muito pelo contrário. O que é a essência deste blog.


Como conseguir um estágio n’O Globo via autoajuda

09/04/2009 - 10:05 am  -  51 comentários


Milhares de anos atrás, na UFF, vi uns amiguinhos que faziam jornalismo chorando que não conseguiam estágio, que era tudo panelinha, que os grandes jornais só davam vaga para quem tinha peixada, bla bla bla.

Perguntei: “quer um estágio n’O Globo? Eu ensino”

Como na época eu já estava estagiando em propaganda, apesar de não estar nem na metade do curso, minha opinião impressionava. (tolinhos)

Expliquei:

“Saia na rua. Descubra algo que valha a pena ser investigado. Um caso de corrupção, um crime não-solucionado, alguma matéria suculenta. Algo do nível que você veria em um jornal, em destaque.

Escreva a matéria, com fontes, entrevistas, ponto e contraponto, como se fosse pra uma Veja da vida. Faça um puta texto.

Vá para o Heliponto da Lagoa, o Roberto Marinho todo dia pega o helicóptero dele (mesmo modelo do Águia de Fogo) lá. Faça amizade com os seguranças, conte seu caso. Quando já tiver passe livre, espere ele aparecer, se apresente rapidamente:

‘Dr Roberto, meu nome é fulano, sou estudante e queria um estágio. Fiz este texto aqui para demonstrar a qualidade do meu trabalho. O senhor poderia dar uma lida, durante sua viagem?’

Se tudo der certo no dia seguinte alguém da redação te liga marcando data pra começar”

As reações foram basicamente duas: 

1 – não funciona assim, só tem peixada, você vai perder tempo.

2 – ah, mas isso dá muito trabalho.

A primeira, bem, eu GARANTO que nenhum jornal, revista, programa de TV, emissora de rádio ou puteiro vive sem talentos. NENHUMA empresa com mais de dois neurônios coletivos abre mão de gente muito boa. Existe peixada? Existe, mas quando EU procurei estágio a vaga estava ocupada por um peixe, que foi detonado sem a menor cerimônia.

O segundo caso é infelizmente a regra, não a exceção. Tudo dá trabalho, tudo é complicado. Pombas, meu philho, quer moleza? O cara quer um estágio em um dos maiores jornais do país, uma grande agência de publicidade, uma Microsoft da vida, e quer motorista pra buscar em casa? Fritas acompanham?

É fácil SIM conseguir um estágio em uma empresa top dessas. SE você for bom o bastante para impressionar quem decide. Só que se você for bom e NÃO tiver iniciativa, ninguém vai saber. Aliás, sem iniciativa você não é tão bom assim.

Vejam por exemplo um sujeitinho que achei no twitter. A bio dele diz:

Sou apenas mais 1 em um mundo de 6,6 bilhões de pessoas


Aonde um sujeito desses vai chegar? Você daria estágio a alguém que acha que suas chances para qualquer coisa são 1/6.600.000.000 ?

Por outro lado, vejam o Pedro Schneider.  O cara queria muito trabalhar com marketing de guerrilha. E na Espalhe. Poderia ter mandado currículo, mas foi pelo caminho mais complicado, mais difícil: Criou uma puta ação de guerrilha, conseguiu espaço em mídia e bateu na porta deles dizendo “olha o que eu sei fazer

Foi contratado na hora.


“Esse garoto vai bombar” diz Wagner Martins, da Espalhe

Nos comentários do post do Blog de Guerrilha contando o caso, uma menina diz:

“Nessas horas penso que eu poderia ser uma guerrilheira, mas perdi o Gustavo Fortes no Campus Party. e olhe que o procurei por umas duas horas por lá, depois da palestra. :(“

Não, querida, não poderia ser uma guerrilheira não. Se o máximo de perserverança que você tem é procurar o Gustavo por 2h para pedir um emprego, você está LONGE de ser uma guerrilheira.

Quanto à Espalhe, estou tirando todo seu mérito. Não fizeram mais que a obrigação racional, ao contratá-lo. Em um mercado como o de publicidade, talento não se desperdiça. A não ser que sua agência se contente em fazer viralzinho.


We don’t need another hero?

08/04/2009 - 1:31 pm  -  41 comentários


Uma das constatações da vida é que nossos ídolos têm pés de barro, esqueletos no armário. Ninguém está livre. O primeiro estadista a promover uma campanha nacional antifumo, o primeiro a patrocinar pesquisa científica séria que associou fumo a câncer e outras doenças tinha atividades paralelas que acabaram diminuindo sua imagem como Campeão da Saúde.

Não há nada errado em ter modelos, mas ao atribuir status de perfeição eles se distanciam da humanidade, o que dá margem a posições no mínimo ridículas, como a Igreja Católica na Idade Média defendendo que “Jesus não ria”.

Vamos a um exemplo: Os cristãos dizem “Jesus se fez Homem”, “O verbo virou carne” e outras alegorias. OK. Pergunte em um fórum cristão: “Jesus peidava?”

Imediatamente teremos uma mini-inquisição, um monte de gente se sentirá ofendida, achará um absurdo, bla bla bla.

Gente, ou era Gente ou não era Gente. Se era gente, peidava. Até mulheres bonitas peidam, os Mythbusters já comprovaram.

Se você precisa de ídolos, exemplos, líderes perfeitos, você tem problemas. Se você precisa da perfeição de seus ídolos para acreditar em seus exemplos, você tem mais problemas ainda.

Na maioria dos casos a inspiração causada pelos ídolos é muito maior do que eles mesmos. Neste post do Chapéu, Chicote e Carbono-14 o autor comenta:

Eu sei, estou careca de saber, que o bom e velho Henry “Indiana”
Jones Jr. não é exatamente o sujeito adequado para refletir como é a
arqueologia na vida real. PelamordeDeus, o cara é praticamente um
ladrão de tumbas. Contexto arqueológico? Não trabalhamos. (Também nem
dava. Toda vez que o principal artefato era tocado, o sítio inteiro
desabava…)

E, no entanto, pataquadas à parte, Indy e companhia bela conseguiram
inculcar em jovens mentes impressionáveis (tipo a minha aos nove anos
de idade) o essencial: o passado pode ser uma aventura. E o passado importa. Portanto, é uma honra colocar a surrada fedora na cabeça, nem que seja metaforicamente. Vamos em frente.

Não é só ele. Scotty era um péssimo engenheiro, sempre inventando gambiarras e maceteando os sistemas de segurança da Enterprise. Pombas, ele cometia fraude de forma institucionalizada, multiplicando por 4 os prazos, para ganhar fama de milagreiro.

Dr McCoy então vivia perdendo pacientes, fazia tratamentos não-homologados, chegou a atender pacientes estando bêbado.


Lara Croft – Outra arqueóloga que inspirou muitos jovens

Mesmo assim toda uma geração de médicos e engenheiros foi formada por inspiração desses dois. DeForrest Kelly conta que já nem lembra mais quantos médicos o encontraram e disseram que resolveram seguir carreira por sua causa. James Doohan era recebido por engenheiros e cientistas de verdade como um de seus pares.

Quando Nichelle Nichols pensou em sair de Star Trek, por não fazer mais do que serviço de telefonista da Enterprise, o Dr Martin Luther King Jr a convenceu a ficar, pois era um exemplo para milhares de meninas negras.

Em 1992 a Dra Mae Jemison se tornou a primeira mulher negra astronauta. Sua inspiração? A Tenente Uhura, de Star Trek.

Nichelle Nichols foi amante de Gene Roddenberry, e muito provavelmente por isso conseguiu o papel.

E DAÍ?

Eu vejo um movimento muito ruim de “destruição de ídolos”, há todo um grupo que tem prazer em dizer “fulano não presta”, referenciando-se a todo e qualquer ser humano que ouse sair do lago de merda que é a mediocridade corrente.

Uma vez um sujeito em uma lista reclamou da série ROMA, da HBO, dizendo que mostrava Julio Cesar de forma muito mundana, que não era bom que figuras históricas agissem como gente de verdade, que isso era um “desrespeito”.

Discordo totalmente.

O Reinaldo, do Carbono-14 não é o primeiro nem será o último a se interessar por arqueologia graças a Indiana Jones. Não será o primeiro nem o último a perceber que Indy não é perfeito. Espero que ele perceba, isso sim, que não é necessário ser perfeito para INSPIRAR outros.

Criar ideais inatingíveis é uma forma de controle, garante que no máximo as pessoas almejarão ficar abaixo de você, seu posto está garantido. Destruir ídolos também é uma forma de garantir a mediocridade. Se ninguém vale nada, para quê se esforçar?


Twiiter, Scripts e autorealização

07/04/2009 - 10:33 am  -  68 comentários



Nos últimos dias está rolando um bafafá no Twitter envolvendo um script criado por um desocupado. O tal programa adiciona seguidores automaticamente, e utiliza um teorema segundo o qual 50% de quem você adiciona como seguidor, por cortesia te adiciona de volta.

Com essa lógica se eu passar a seguir 10.000 pessoas, 5.000 me seguirão de volta. Com isso aumento muito meu número de seguidores, subo nos rankings, viro twitteiro fodão. (para detalhes sobre o caso, visite este post no Goma de Mascar)

Eu tenho um grande problema com isso, técnico, que será discutido oportunamente no MeioBit.

Fora isso, a grande dúvida é o MOTIVO. Eu entendo o comportamento de manada do brasileiro, essa necessidade de se destacar aparece em todos os ambientes virtuais, é gente que passa semanas descobrindo como derrubar um servidor de IRC para ganhar o Ops do canal e ficar com uma arroba na frente do nome. -se foderam, no Twitter todo mundo tem arroba-

É gente que fica desesperado atrás de programa para mandar scrap e angariar membros para sua comunidade, e amigos que nunca viu ou verá de verdade.

Conversando com o Eden, percebi que há um grande componente de autorealização. O usuário de scripts para aumentar sua troupe de seguidores no Twitter é imune a críticas, ele não quer ver o ser visto, nem quer ser reconhecido. Seu maior alvo a impressionar é o espelho.

E não há nada de errado com isso. Todo mundo que já fez algo relevante no mundo o fez para se sentir bem, por mais abnegado que o sujeito seja, no fundo ele se orgulha internamente do que está fazendo.

O problema é que os anos passam, as pessoas se tornam mais medíocres e os feitos necessários para que sintam esse sentimento de realização se tornam igualmente medíocres.

Antigamente o máximo de feito sem-sentido com fins de autorealização envolvia japoneses e dominós:

Hoje até mesmo isso dá trabalho demais. O ideal é fazer algo que nos torne importantes (aos nossos olhos) com um mínimo de esforço. Montar um blog kibando textos de outros e mostrar pra família, copiar o texto QUEM SOU EU do Alex Castro, ou então adicionar via script seguidores no Twitter.

Eu acho isso triste. É muito, muito vazio. É pequeno. É limitar demais o próprio potencial. Parece aquelas meninas que sonham ser Miss Caicó, ou os garotos que almejam jogar na 2a Divisão.

Esse sentimento de autorealização baseado em méritos medíocres me assusta. O pior é quando me acusam de compartilhá-lo. Desculpe, gente. Estão vendo a foto no alto do texto? Sou eu, em 2004, no alto do Pico da Bandeira, 2891m acima do mar e de 99,999% da população brasileira.

Fiz uma expedição durante o carnaval, sem nunca ter subido nada além de preços em uma loja eletrônica, usando o que aprendi no Discovery e em mcGyver. Foram 12h de caminhada montanha acima, (mais fotos aqui) e um desafio pessoal. No final, conseguimos.

O interessante é que dois malucos que passaram correndo por nós, e fizeram a escalada em 2 horas não diminuiram em NADA meu sentimento de conquista. NÃO É uma competição. A meta foi alcançada? VITÓRIA!

Seria trapaça alugar um helicóptero, ser depositado no alto da montanha e então fazer uma foto? Seria. É o equivalente a usar scripts? NÃO. Usar scripts para se tornar Twiteiro Fodão é tapaça, mas A META EM SI é pequena.

Então, Script Kiddies, escutem Tio Cardoso: Não tenho problemas com os MEIOS que vocês usam para atingir seus objetivos. Só por favor sejam menos medíocres e sonhem mais alto. O Brasil agradece.


Damas que trocam favores por dinheiro – agora no Twitter

06/04/2009 - 9:14 am  -  28 comentários


Um dos motivos que fizeram com que a mais antiga profissão existisse até hoje é que essas incansáveis batalhadoras abraçam (sem beijar na boca) todas as novas tecnologias, em busca de vantagens competitivas.

Foi assim com cartões de visita, adesivos em orelhões e celulares. Internet, idem. Enquanto aquela sua prima gostosa e burra não consegue passar do MSN e seus winks, as boas e safas putas já são craques em HTML, streaming, chats, etc. Quando não são tecnicamente versadas, arrumam (e pagam) gente para botar o site funcionando.

No Brasil há garotas de programa e agências de acompanhantes em todas as redes sociais, mas o uso ainda é tímido. Como sempre os EUA saem na frente na profissionalização da velha profissão:

ChicagoEscorts é um perfil no Twitter especializado, bem, em escorts na região de Chicago. Está ligado a pelo menos 34 outros serviços semelhantes espalhados pelos EUA e Europa. (considerando Canadá como Europa)

No Brasil sei de pelo menos uma agência de acompanhantes com perfil no Twitter, e interagem direitinho, não são spammers. Com certeza já há uma boa dose de meninas, meninos e objetos-do-desejo de jogadores de futebol de olho no serviço.

Faz sentido. O Twitter permite uma interação pessoal cliente-profissional, é mais anônimo do que um celular e por sua natureza pode ser usado por vários ao mesmo tempo, evita a mala que liga pra garota de programa só pra encher o saco e passar trote, antes de fazer o dever de casa e ir pra escola.

A Cruzada Moralista, claro, já deve estar de orelhas em pé, pensando em como proteger “nossas crianças” dessa terrível depravação moral, bla bla bla bla.

Não vai adiantar. Querer banir profissionais do sexo do Twitter só não será hipocrisia se os banirmos também do MSN, do gTalk, da Internet como um todo e -porque não?- da rede telefônica celular e fixa.

Mas antes de ter esse trabalho todo, que tal a senhora tomar um banho de loja, aprender a gostar de sexo e se tornar mais interessante pra seu marido?



Quem é Cardoso

Para saber mais sobre o autor deste blog, visite este link. Para enviar uma mensagem, clique aqui. Para anunciar, clique aqui.



Jabá

O Contraditorium está hospedado no Bluehost, com transferência mensal ilimitada, espaço em disco ilimitado, domínios ilimitados, infinitos subdomínios, PHP, Ruby on Rails e todas as funcionalidades que você puder pensar. Quanto? US$6,95 / mês, quinze Reau, menos que uma pizza. Conheça o Bluehost, clique no link abaixo.




Switch to our mobile site