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O Quê É Isso, Companion?

27/06/2009 - 9:32 pm  -  36 comentários


Se alguém perguntar sobre coisas boas que os militares fizeram nos anos 60/70, posso citar rapidamente duas: Criminalizar o uso de tangas de crochê e estimular a produção artística. Chico Buarque, Caetano e uma penca de gente produziram obras-primas durante o período.

Entre elas temos “Para não dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré. Ele era uma pedra no sapato dos militares, a música é simples e contagiante, até quem não é chegado num vermelhinho, como eu, reconhece isso.

Agora tenho a função de avisar que conseguiram o que os militares tentaram durante anos e foram incapazes: Ridicularizar o Vandré.

Eu NUNCA mais verei a música com os mesmos olhos. Sério. Um sujeito subiu para o YouTube, e em uma tentativa de conscientizar os companheiros angloparlantes traduziu a letra, da forma que só um lacaio de Moscow e Inimigo de Washington conseguiria.

Dê uma olhada no texto de abertura. É… magnífico.

There was upon a time in Brazil on the 60th decade a country without democracy, without freedom, and the army on the streets. People that did fight for the freedom where to the jail and some were vanished. The mouth of the press were gagged.

Acha que acabou? Acredite, você não viu NADA. Recoste-se, dê player e aproveite a incrível tradução de…

FOR NOT TO SAY THAT I DIDN’T TALK OF FLOWERS

Hasta la vista, jornalista?

21/06/2009 - 3:06 pm  -  35 comentários


Uma das áreas que costumava abrigar jornalistas e até então estava razoavelmente intocada pelas novas mídias era a Assessoria de Imprensa, mas ultimamente celebridades, políticos e famosos em geral estão pulando etapas, lidando diretamente com o público.

Não da forma estéril de vários “blogs de famosos”, como a Eliana,que diz claramente “Não vou falar de minha vida pessoal”, mas comunicação direta,ao vivo e a cores. Quem precisa do Ego ou da Revista Amiga, quando sabemos em primeira mão, da boca do próprio que o Evandro Santo, o Christian Pior irá estrelar um show de Stand Up em agosto?

 

santoevandro

A assessoria de imprensa dele corre o risco de saber DEPOIS dos fãs.

E não é só aqui (nem poderia). Você sabia que o jatinho que o Governator Arnold sopa-de-letra estava fez um pouso de emergência, devido a um princípio de incêndio na cabine de comando? Quem o segue no Twitter ficou sabendo.

 

arnoldinho

OK, assessoria de imprensa também está morta, junto com o jornalismo tradicional, o pessoal que se trata de “coleguinha” deve caminhar pro poço de piche, achar uma bolha de âmbar bem fresca e esperar ser clonado em 75 milhões de anos, certo?

Errado. A menos que você ache graça nos improvisos do Lula.

Deixar figuras públicas se comunicarem direto com os fãs/leitores/eleitores/whatever é muito,muito perigoso. Isso pode facilmente destruir carreiras. A Internet é uma grande zona de confronto, os insatisfeitos estão sempre insatisfeitos e não aceitam qualquer tipo de argumentação.

Inimigos políticos podem e vão usar os recursos online para tentar desestabilizar quem não lhes agrada.

Principalmente, um canal direto, sem intermediários coloca a figura sob os holofotes, pelado. Se o sujeito não for muito ágil, não tiver um bom nível de inteligência, irá se autodestruir. Outro dia várias pessoas comentavam os erros de português constrangedores do Twitter do Boninho.

Se você é uma Carla Perez, não há problema, seu Twitter, Blog, MySpace pode ser escrito batendo com a cabeça (ou mais apropriadamente a bunda) no teclado e os fãs adorarão, é isso que eles esperam. Mas se você é um famoso que vende uma aura de inteligência, cuidado.

Se o seu cliente é um famoso que se encaixa no perfil acima, SE VIRE para explicar que mídias sociais não são para qualquer um, e que ele funcionará melhor tendo uma assessoria por trás. Martin Sheen é magnífico como o Presidente Bartlett em West Wing, mas dando entrevista ao vivo para a campanha de Obama me encheu de Vergonha Alheia.

A principal função do assessor de imprensa é proteger o cliente de si mesmo, e no caso a melhor proteção pode ser mantê-lo LONGE das mídias sociais, por mais que haja pressão para que ele participe. Não há demérito em ter uma assessoria escrevendo seus posts e twitts, SE isso ficar claro e se for demonstrado que há uma comunicação ágil entre assessor/assessorado.

Trocar o Assessor pelo Twitter aliás é uma grande besteira. Não existe release em 140 caracteres. Novas mídias vem para acrescentar, elas só matam as antigas mídias e as antigas profissões quando o ganho é muito significativo. A Internet vai matar os jornais, não os jornalistas. O Twitter vai matar a assessoria de imprensa preguiçosa, que enche site vagabundo com pauta vagabunda, tipo “Ivete Sangalo troca o absorvente”. E só.


Como reportar hackers e picaretas no Twitter

20/06/2009 - 5:24 pm  -  13 comentários


Além de ser uma terra fértil para candidatos a comediante, o Twitter também está repleto de hackers e picaretas digitais, espalhando mensagens de Fique Rico Rápido, Consiga Milhares de Seguidores, Enlarge Your Twitter, etc.

Felizmente existem métodos simples e diretos de lidar com essa gentalha, gentalha.

Primeiro de tudo, bloqueie. Mesmo que você não siga ou não seja seguido, se achar uma conta picareta, bloqueie. O Twitter monitora quem é muito bloqueado, e manda alguém investigar.

Em segundo lugar, denuncie. Para isso siga a conta oficial anti-spam do Twitter. Envie uma mensagem privada, via DM, alertando do usuário suspeito. Nem digo para ser sucinto, pois só terá 140 caracteres.

Acompanhar a conta anti-spam também é útil para saber em 1a mão das sacanagens, e com isso evitá-las.


Se eu publico isso o Google me capa

19/06/2009 - 1:06 pm  -  54 comentários


Em 1975 Brooke Shields tinha 10 anos, mas já tinha uma ativa carreira de modelo. Sua cafetina mãe não perdia tempo em agenciá-la, achando os trabalhos mais lucrativos, como uma oferta de um fotógrafo chamado Garry Gross, interessado em fazer fotos de Brooke nua. Diante da incrível quantia de US$450,00 (hoje, US$1800,00) Terry Shields liberou a filha para uma série de fotos, incluindo nu frontal.

As fotos são consideradas arte. O original está avaliado em mais de US$150 mil. Cópias assinadas pelo fotógrafo começam em 2 mil Euros. Reproduções não-censuradas podem ser encontradas em sites sérios como a Isto É ou El Pais.

Então porque eu não posso publicar aqui? Simples, estou sujeito a uma autoridade maior: O Google. Não só por causa do AdSense, mas por causa da indexação. Cair na Lista Negra do Google é o pior que pode acontecer a um site.

O Google não aceita ser questionado. Os critérios de banimento são obscuros. Páginas com muitos palavrões, por exemplo, tendem a ser jogadas para o fundo da lista de indexação. Paginas com imagens de meninas peladas não serão bem-vistas pelo sistema, mesmo se forem páginas com fotos artísticas de dezenas de milhares de dólares.

Claro, um monte de gente vai ficar horrorizada com os dois links acima, e vai ME culpar, esquecendo completamente que a isto É e o El Pais é que estão hospedando e exibindo o material. Perfeito, acho completamente válido questionar isso. Eu mesmo embora não considere as fotos pedofilia, as considero de puro mau gosto. Se a Brooke Shields hoje não é lá grandes coisas, com 10 anos era menos ainda, principalmente coberta de óleo de bronzear, com cara, cor e expressão de uma salsicha de cachorro-quente.

Se o sujeito continuar ofendido, e decidir nunca mais vir aqui por causa das fotos deste véio safado, É UM DIREITO DO LEITOR. Mas e o meu de publicar?

A menos que você faça parte de um grupo específico, como o 4Chan, tem bem menos liberdade editorial do que imagina. Nós, blogs, estamos sujeitos a pressão de grupos de interesse, sofremos ameaças de processo, estamos sempre sob a mira das punições dos sites de busca e dos Xerifes da Internet, que adoram encher o saco do Ministério Público com “denúncias” sobre tudo que não gostam.

Por isso não acredite no discurso dos blogueiros que dizem que são completamente livres e independentes. Não são. Eles estão sujeitos a um monte de restrições legais, morais e práticas. A Moralidade praticada por um blog no mínimo é um subconjunto da Moralidade adotada pelo seu serviço de hospedagem. O conteúdo de um blog que apareça em serviços de busca está de acordo com as regras daquele serviço. Se o Blog utiliza AdSense, segue regras tão rígidas que se fossem realmente cumpridas na íntegra 90% da blogosfera sairia do ar. Veja algumas:

O que é conteúdo violento? Uma resenha do Judão resenhando aqueles filmes O Albergue? Fotos sem censura dos protestos no Irã? O World Trade Center desmoronando e matando 3 mil pessoas? Só o Google sabe.

Então onde fica o discurso do blogueiro, dizendo que é bem mais livre do que o Jornalista, pois não está sujeito aos desmandos do Dono do Jornal?

No máximo somos agora o Dono do Jornal, sujeitos aos desmandos do Dono do Prédio, que se não gostar do que publicamos, nos dá ordem de despejo. E se você como imagino acha que estou fazendo tempestade em copo d’água, advogando algo consensualmente errado, o direito de publicar fotos da Brooke Shields pelada com 10 anos, pense um pouco:

E se ao invés de algo que beira a pedofilia, o Google resolver implicar com conteúdo político? Lembre-se, o AdSense já proibe sites com conteúdo relacionado a tabaco, e existem poucas coisas mais pessoais do que o ato de fumar.

Se eu não posso falar do meu cigarrinho careta no meu site, que liberdade é essa?


Resultado da Promoção MonsterBrasil

18/06/2009 - 9:28 pm  -  8 comentários


Aqui a gente mata o pau e mostra a cobra, ou algo assim. Então vamos ao pessoal que ganhou uma cópia do livro A Cabeça de Steve Jobs:

1- Rafael Souza

2 – Hazger

3 – José Moe

4 – Igor Tiago

5 – Alex Pereira

6 -  Emerson

7 -  Daniel

8 – Deyse

9 – Meyviu

10 – Wallace

Agradeço a todos que participaram. Fiquem de olho, ainda esta semana, mais sorteios encaminhados.


Se a aumentada é assim sua realidade normal deve ser uma droga

18/06/2009 - 6:12 pm  -  13 comentários


Realidade Aumentada não é um conceito novo. Procurando no Tubo acha-se vídeos bem antigos. Na ficção qualquer filme de ciborgue que se preze mostra sua versão da Visão do Exterminador. O conceito é simples: Mesclar imagens geradas por computador com um sinal de vídeo em tempo real. Já é usado pela Globo,para inserir publicidade nos jogos de futebol, é usado nos cenários virtuais de programas de TV, em softwares de sacanagem japoneses (claro) e em propaganda.

A publicidade aliás acordou para o efeito. Da mesma forma que nos anos 80 TUDO que é comercial tinha computação gráfica com logos girando, e algum tempo atrás Second Life era o máximo, a moda agora é realidade aumentada.

Dica: Para uma verdadeira aula sobre o assunto, assista esta matéria do Jornal da Globo.

Infelizmente só ser moda não adianta. Há excelentes usos, vejam este anúncio do Mini:

 

Simples e eficiente, seguindo o padrão: Webcam do notebook/PC fornece a imagem, você exibe o objeto com o padrão que o programa detecta, ele mapeia o ambiente 3D a partirdaquele ponto, e exibe a animação, que pode ser interativa, estática, qualquer coisa. O Céu é o limite.

Aqui no Brasil, embora a MissMoura insista em babar os gringos e suas “tendências”, estamos bem avançados, não devemos nada em relação aos projetos de fora. Um excelente exemplo são os Monstrinhos da Doritos, uma espécie de Tamagochi em Realidade Aumentada. Não dá para ter uma Dani Koetz virtual miniatura mas dá para brincar e muito, veja:

 

 

Infelizmente, está acontecendo uma repetição do Second Life e de todas as outras “modas”: Os clientes querem (ou são induzidos a querer) a ferramenta pela ferramenta. “Eu tenho um hub no Second Life”, “Eu tenho uma ação em realidade aumentada”, “Eu tenho uma App no iPhone”. QUAL o uso real? QUAL o benefício que a ação trouxe? Qual a pertinência?

Ninguém sabe, importante é vender a ação. O resultado é que nem todas vingam, e algumas são no mínimo pobres.

Eu comprei a VIP errado (era pra ser a do mês que vem, longa história) e enquanto folheava a revista, vi um anúncio de página dupla da Skol Sensation. Legal, havia uma chamada para o site de realidade aumentada. Como nunca havia brincado com o negócio, cheguei em casa, entrei e experimentei.

Sabe quando você se sente um idiota segurando uma revista para o computador?

A única coisa que o negócio faz é exibir um vídeo. Sério, ele mapeia um vídeo 2D em cima da sua imagem. Você gira a revista, o vídeo gira. O resultado é este aqui:

triserealidade A ÚLTIMA coisa que eu quero quando estou vendo um vídeo é que ele fique se mexendo. Aliás, eu tenho uma tecnologia maravilhosa para exibir vídeos: Chama-se MONITOR DE VÍDEO. Mostrar uma imagem de um vídeo 2D no monitor, mapeado em cima de uma imagem de uma revista é algo idiota. Toda a graça da tecnologia, que é o 3D, vai-se embora. Usam (e devem ter cobrado uma baba) a Realidade Aumentada para reproduzir algo que o usuário faz TODO DIA no computador: Ver vídeos.

Qual a sensação final? Tédio.


O Dia em que a Mídia Morreu

13/06/2009 - 5:11 pm  -  21 comentários


Muita gente não percebeu ainda, mas A Morte da Mídia leva junto a propaganda. No Futuro que é Quase Agora o consumidor deixou de ser um… well, consumidor de conteúdo e passou a ser também gerador. A opinião agora não é mais deduzida, é possível auferir instantaneamente não só a audiência de uma campanha, mas as impressões de quem está assistindo.

Estamos em um período de transição, as tais mídias sociais são incríveis multiplicadoras de conteúdo, embora também sejam bem cruéis. A grande ironia é que mesmo os publicitários mais criativos estão perdidos. Vemos muita gente grande replicando na Internet formatos tradicionalmente de outras mídias. Comercial no YouTube é muito legal mas convenhamos, não é usar a nova mídia para nada.

Será motivo para desespero? Vamos matar o Nizan, agora que não nos serve mais? Não recomendo. Acredito, sim, que há uma enorme oportunidade para a criatividade, de uma forma nunca antes vista. O Criador hoje não só pode criar o conteúdo de uma peça publicitária, na mídia 2.0 ele pode criar o próprio formato da peça. A liberdade criativa não tem limites.

Claro, quem fica para trás não gosta muito. São os veículos que não se adequam a agilidade dos tempos modernos, os formatos de publicidade fadados ao esquecimento, como os banners, e os profissionais de criação que só conseguem ser criativos dentro de limites rígidos pré-estabelecidos.

A impressão que alguns arautos do apocalipse passam é que a velha mídia está morrendo, e nada ocupará seu lugar. Não é assim, nem de longe. Só pensa dessa forma o profissional engessado, que não quer sair do conforto de produzir banners 728×60. (e esse é o profissional moderno)

Antigamente era preciso matar um leão por dia, em propaganda. Hoje é preciso inventar um bicho totalmente novo diariamente. As idéias raramente são intercambiáveis e recicláveis. Chuck Norris Facts == WIN. Gol Facts == FAIL. Já o vídeo do Will it Blend? mostrando que NEM o produto deles conseguia triturar o Cuck Norris foi genial.

Em que pé estamos? Digamos que são dois barcos, um é a velha mídia/velha propaganda, o outro são os novos tempos. Estamos com um pé em cada um, e comicamente os barcos começam a se afastar. Sobrevive quem sabe nadar. Fica rico quem sabe voar.

PS: Para um LINDO apanhado do que vem aconteendo na mídia e na publicidade nos últimos anos, veja este vídeo, que achei no blog do Michel Lent, o pedro dória do bem. É uma paródia de American Pie (a música, energúmeno, não o filme) contando "The day the media died"


Imagine se o Iraque não existisse

12/06/2009 - 10:04 am  -  45 comentários


Stephen Colbert é um comediante que apresenta o Colbert Report, um programa de Fake News no Comedy Central. Embora seja restrito a uma audiência de TV a Cabo, por volta de 1 milhão de espectadores, esse milhão é extremamente relevante, Colbert já levou todo mundo no programa, de Rainhas a Presidentes. BIll Clinton é figurinha carimbada lá.

Na última semana o programa está sendo transmitido do Iraque; o programa foi convidado para participar de eventos da USO, organização que entre outras atividades promove entretenimento para os soldados. Colbert apareceu diante das tropas com um terno feito em tecido camuflado e segurando um taco de golfe, referência ao lendário Bob Hope, ator que fez shows para as tropas nas linhas de frente em todas as guerras, da 2a Guerra Mundial até a 1a Guerra do Golfo, quando já tinha 87 anos.

No primeiro episódio Colbert entrevista o General Ray Odierno, o Comandante Máximo das tropas da coalisão no Iraque. Como parte do quadro, o General diz que se Colbert quer ser um dos soldados, precisa cortar o cabelo. Ele recusa, diz que só com ordens superiores. Nessa hora aparece em um telão ninguém menos do que Barack Obama.

O Presidente dos EUA diz que está acompanhando a discussão. Colbert pergunta: "O senhor estava ouvindo? Seus satélites são tão bons assim?" para o quê Obama responde: "Não, minhas orelha são grandes assim". Em seguida ele manda o General cortar o cabelo do apresentador. Veja:

The Colbert Report Mon – Thurs 11:30pm / 10:30c
Stephen Gets His Hair Cut
www.colbertnation.com

Colbert Report Full Episodes Political Humor Stephen Colbert in Iraq

Você deve ter pensado que Colbert tem um puta prestígio, para conseguir que o Presidente dos EUA participe de uma brincadeira. Não. Ele é conceituado, mas o motivo essencial para Obama ter participado é prestigiar as tropas.

Uma das lições mais duras aprendidas no Vietnã foi o resultado de tratar mal suas tropas, o dano que isso causa a sociedade como um todo. Toda a sociedade, exceto os mais radicais aprendeu que independente da validade das guerras, os soldados estão na Linha de Frente dando seu sangue, e merecem todo o respeito e admiração por isso.

Agora imagine que não há Colbert, não há Obama prestigiando as tropas, imagine que ninguém nem sabe que os EUA tem tropas no Iraque. Imagine esses veteranos voltando pra um país que nem sabia que eles haviam partido.

Isso está acontecendo AQUI, meus caros. Este revoltante relato no Diário de Um PM fala sobre soldados brasileiros com síndrome de stresss pós-traumático, após integrarem as tropas brasileiras no Haiti.

Sim, Virgínia, existem tropas brasileiras no Haiti. Fazem parte das tropas de paz da ONU (na verdade o Brasil é o principal membro e comandante da operação) e estão lá desde 2004. O Haiti é uma favela cercada de água por todos os lados, que conseguiu resistir a toda e qualquer tentativa de civilização. Nem ditadores sanguinários conseguiram colocar ordem naquilo.

Infelizmente grandes poderes regionais exigem grandes responsabilidades regionais, e o Haiti está dentro da esfera de influência brasileira. Isso resulta em relatos assim:

Conversando com alguns deles [os veteranos[], depois de mais calmos, ouvi relatos horríveis sobre o dia-a-dia entre o MEDO DE TER QUE MATAR e a CERTEZA DA MORTE, nas favelas haitianas.

Segundo eles, os corpos das pessoas mortas nos combates ficam expostos por semanas a fio, sem que ninguém os recolhessem, pois justamente as pessoas que tentam dar cabo do trabalho funesto são os alvos preferidos dos franco-atiradores, além de enfermeiros e paramédicos.

Você sabia que ainda havia tropas brasileiras lá? Ou sequer que haviam sido enviadas? Pois é. Eu nem diria que a mídia está boicotando. Ela está é cagando e andando. Uma busca no Google por "Tropas Brasileiras no Haiti" traz na primeira página:

  • Uma notícia da Agência Brasil, de 2007
  • Uma notícia da Folha de S. Paulo, de 2005

Fora isso nenhum veículo de mídia relevante. Os outros links são só "denúncias" de gente como o PSTU e aquele site nojento, o comitê de mídia independente, que é composto basicamente de fracassados que odeiam o mundo. O que esses comunistas FDP não entendem é que imperialista é o cacete. O Haiti não tem petróleo. O Haiti não tem porra nenhuma. A principal atividade econômica do país é tirar leite de formiga.

O Brasil está lá como Capacetes Azuis, tropas da ONU tentando estabilizar um país que não tem governo viável em nenhum nível hierárquico. Chamar essas tropas de invasores imperialistas é cuspir na cara tanto desses soldados quanto da população que sobrevive graças aos donativos distribuídos e serviços de saúdo providos pelos médicos militares.

Informações, há. O site do Exército traz uma página detalhada sobre a Missão de Paz, com informações atualizadas.

Infelizmente parece não ser do interesse de ninguém divulgar sequer que essas tropas existem. Então voltarão ao Brasil, sem apoio, sem suporte, traumatizados e prontos para explodir. Aí quando matarem alguém, a mídia irá denunciar os "Rambos" brasileiros, com toda a intensidade e veemência de quem não viu Rambo I, ou se viu não entendeu.


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