web metrics

O Quê É Isso, Companion?




Se alguém perguntar sobre coisas boas que os militares fizeram nos anos 60/70, posso citar rapidamente duas: Criminalizar o uso de tangas de crochê e estimular a produção artística. Chico Buarque, Caetano e uma penca de gente produziram obras-primas durante o período.

Entre elas temos “Para não dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré. Ele era uma pedra no sapato dos militares, a música é simples e contagiante, até quem não é chegado num vermelhinho, como eu, reconhece isso.

Agora tenho a função de avisar que conseguiram o que os militares tentaram durante anos e foram incapazes: Ridicularizar o Vandré.

Eu NUNCA mais verei a música com os mesmos olhos. Sério. Um sujeito subiu para o YouTube, e em uma tentativa de conscientizar os companheiros angloparlantes traduziu a letra, da forma que só um lacaio de Moscow e Inimigo de Washington conseguiria.

Dê uma olhada no texto de abertura. É… magnífico.

There was upon a time in Brazil on the 60th decade a country without democracy, without freedom, and the army on the streets. People that did fight for the freedom where to the jail and some were vanished. The mouth of the press were gagged.

Acha que acabou? Acredite, você não viu NADA. Recoste-se, dê player e aproveite a incrível tradução de…

FOR NOT TO SAY THAT I DIDN’T TALK OF FLOWERS


Leia Também:



Sobre o Post

Este post foi escrito em 27/06/2009 às 9:32 pm

Está arquivado na(s) categoria(s) Fenomenologia, Humor, Mundo Bizarro.

Você pode acompanhar os comentários via RSS 2.0.

Você pode fazer um comentário, ou trackback de seu próprio blog.



36 Respostas para “O Quê É Isso, Companion?”

  1. Geraldo Vandré ;]

  2. Digna do inglês canônico de Falcão.

    Agora impagável mesmo é INRI, o primeiro álbum do Sarcófago. Em dado momento a letra diz: "He puts the bitch of four".

  3. Culpa do Google e seu tradutor.

  4. Essa música significa muito para mim… não tive coragem de dar play… =/

  5. Tá e daí???

    Não achei que isso merecesse um post.

    Concordo que a dita "dura" produziu grandes músicos.

    A música do Vandré continua sendo ícone, ponto.

    Se alguem resolveu por "legendas" nela, ok. E daí?

    Se os anglos não entenderem, azar. Eles precisariam saber o contexto, o que obviamente não se importam o bastante para saber.

    Sinceramente não te entendi.

  6. Sem contar o efeito Star Wars no texto introdutório!

  7. "Translation and Legends" foi a melhor. Lembranças da comunidade brasileira em jogos online…

  8. Me lembrou do Joel Santana dando entrevista em inglês…

  9. Acho que foi uma das traduções mais tristes que eu já lia na vida

  10. Cara a mim também. Só tenho uma palavra pra isso: triste.

  11. Jesus Christ, "turn off the light!"

    E essa introdução aí… o cara deve ter assistido muito filme de guerra norte-americano e seguiu direitinho a cartilha. Meda!

  12. Pode dar Play sim, a versão é "apenas" do Zé Ramalho.

    Só não leia as "legendas"

  13. Leo Carbonell em 27/06/2009 às 9:29 pm

    ê, ô ô, vida de gado…

  14. I LOVED THIS "LEGENDS" !!
    de que web-dictionary ele tirou "doesn't hope to lay" ?
    hauhauhuahuahuhau
    acho que só se deve aventurar em traduções quando ja se tem mais mdo que noção, fluencia.

  15. Há mais ou menos quinze ou dezesseis anos aproximadamente, eu ainda morava em São Paulo e, numa certa oportunidade, como botequeiro que sou, tive a oportunidade de conhecer Geraldo Vandré, num dos botecos da vida, é claro. Na época, isso aconteceu no início da Rua Martins Fontes, onde residia o tal cantor/compositor, próximo ao viaduto Nove de Julho e ao Estadão (lanchonete famosa por ficar aberta 24 horas e ficar próxima ao veículo de comunicação de mesmo nome). O amigo que me apresentou ao cidadão o conhecia, pois morava no mesmo prédio, mas o cara praticamente nem me olhou na cara. Mal falou oi e logo depois se retirou. A impressão que me deixou pelo que eu presenciei e pelos comentários que ouvi depois: 1) todos que ali estavam e o conheciam gostavam muito dele; 2) Todos tinham um grande respeito por ele; 3) Se ninguém me dissesse eu jamais saberia que alí estava alguém com alguma importância histórica contemporânea; 4) Quando me apresentaram a ele e logo depois ele saiu de forma esquisita e sem explicações eu pensei: esse sujeito tem problemas; 5) Pareceu ser uma pessoa extremamente simples; 6) Disseram que ele não deixava ninguém entrar no apartamento dele. Porque? Ninguém sabia o porque. É só!

    Quanto à tradução do vídeo, boa ou ruim, não importa, o fato é que depois que ouvi o Joel Santana dando entrevista em inglês, fiquei preparado para qualquer tragédia.

  16. Fiquei com pena do Zé Ramalho…

  17. Cardoso seu desgraçado. Você me mostrou a destruição de um dos símbolos que moldou meu caráter.

    Morra. Grato.

  18. Culpa do Google e seu tradutor.[2]

    Winning the cannon?

    /

    Link got a cannon!

  19. Winning the cannon?

    O/

    Link got a cannon!

  20. "…como botequeiro que sou…"

    Ufa…

    Que susto!

  21. Não foi minha intenção, mas peço desculpas se com o uso da palavra lhe trouxe recordações tão pessoais…

  22. Desculpa Cardoso, mas desta vez não entendi seu protesto…

  23. Pois é. O que será pior? Traduzir o Vandré pro inglês ou cantar "Bate, bate, bate na porta do céu"?

    E o comecinho a la Star Wars é fe-lo-me-nal!

  24. Cleyton Rodrigues em 29/06/2009 às 11:17 am

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  25. Fernanda R. em 29/06/2009 às 1:16 pm

    parei antes do refrão. doeu na alma!

  26. Fernanda R. em 29/06/2009 às 1:18 pm

    laranjas são laranjas, não confuda-as com maçãs.

  27. Essa música é espetacular. Mas "Who knows does the time" ninguém a não ser o Joel Santana teria a capacidade de criar. Certo que foi ele.

  28. Nem o Joel. Se vocês não repararam ele fala um inglês quase perfeito, o que tem de pitoresco é o sotaque.

    É quase a mesma coisa que o João Havelange falando espanhol.

  29. Cardoso, por alguma razão não tô conseguindo visualizar os comentários dos teus posts (uso Chrome)… Acho que só aparecem quando eu posto um também. Isso é proposital? Abraço

  30. O inglês macarrônico ficou engraçado, mas gostei da iniciativa dele. Na página dele no Youtube existem vários vídeos de músicas com legenda em português.

  31. Palavrinha perigosa essa… Nem uso pra não correr o risco de sair errado… kkkkkk

  32. a tradução é mesmo podre. mas pelo menos tem o zé ramalho cantando, e não o dito cujo que traduziu a letra.

  33. AmadeusXIII em 01/07/2009 às 10:03 am

    O W N E D !

    Mãe to no Print

    Beijo pra minha mãe, pai, irmãos e pra galera aeeeeee

    Keep Trying dudes!

  34. [...] cai INTEIRO na China Curiosidades | Garoto de 13 anos faz o review de um Walkman clássico Humor | Pra não dizer que não falei de flores com legendas bizarras em inglês Bizarro | Cavaleiros do Zodíaco de baixa [...]

  35. O "tradutor" e professor de inglês do Joel Santana removeu o vídeo. Bah! =(

  36. Fernando Cruz em 29/01/2011 às 3:41 am

    Cara que susto… clikei afobando pensando:
    O que será que Cardoso tem pra dizer sobre os Tailons? (…Companions…)
    "Earth: Final Conflict" foi uma das minhas séries favoritas na década de 90… Assististes??

Regras: Comentários de clones serão apagados. Caso seu comentário contenha ofensas pessoais, textos todos em caixa-alta, palavrões desnecessários ou miguxês você poderá ter seu email e IP expostos publicamente. Anonimato não é um direito, é um privilégio. Use-o bem ou perca-o. Se quiser me xingar, seja criativo, assim há uma leve chance de seu comentário ser aprovado. Do contrário não gaste seu tempo.
As opiniões expostas nos comentários não refletem as do autor do blog, algumas vezes mal refletem as do autor do comentário.

Faça seu comentário

Quem é Cardoso

Para saber mais sobre o autor deste blog, visite este link. Para enviar uma mensagem, clique aqui. Para anunciar, clique aqui.



Jabá

O Contraditorium está hospedado no Bluehost, com transferência mensal ilimitada, espaço em disco ilimitado, domínios ilimitados, infinitos subdomínios, PHP, Ruby on Rails e todas as funcionalidades que você puder pensar. Quanto? US$6,95 / mês, quinze Reau, menos que uma pizza. Conheça o Bluehost, clique no link abaixo.




Switch to our mobile site