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Norton I, Imperador dos Estados Unidos

17/09/2009 - 1:47 pm  -  35 comentários


150 anos atrás era coroado o primeiro e único Imperador dos Estados Unidos da America, talvez o maior de todos os malucos-beleza. A história é comumente tomada como ficção, por ter sido popularizada em Sandman, de Neil Gaiman, mas é incrivelmente verdadeira.

Joshua Abraham Norton era um inglês morador dos EUA que foi muito rico, até perder tudo em um investimento mal-planejado, importando arroz do Peru. A batalha judicial com os credores o desestabilizou mentalmente, a ponto de sumir do mapa, levando anos para voltar a São Francisco.

No dia 17 de Setembro de 1859 ele enviou uma proclamação a vários jornais, onde se declarava Norton I, Imperador dos Estados Unidos. Achando que era brincadeira, alguns publicaram.

Outros decretos se seguiram, onde ele dissolvia o Congresso, dava ordens ao exército, etc. Claro, ninguém prestava atenção. Era apenas um sujeito arruinado, quase um sem-teto, vivendo em um quarto de pensão cuja diária custava 50 centavos.

Só que Norton era uma figura extremamente simpática. Ao invés de expulsá-lo os comerciantes o recebiam bem. Com o tempo o Imperador virou figura folclórica. Ele coletava impostos (geralmente 50 centavos) e era convidado a comer nos melhores restaurantes.

Depois disso placas de bronze eram colocadas na porta, dizendo “Indicado por Sua Majestade Norton I, Imperador dos EUA”. Isso aumentava a freguesia, e logo Norton tinha mais convites do que tempo. Peças e Concertos sempre reservavam um camarote para ele.

Fora os “impostos” a única fonte de renda de Norton eram seus bônus imperiais e papel-moeda. Não só o dinheiro que ele emitia era considerado item de colecionador, como vários estabelecimentos comerciais aceitavam as notas.

Norton inspecionava os bondes, escolas e vias públicas, mantinha correspondência com outros monarcas e dizem até ter se encontrado com Dom Pedro II. Seus decretos iam dos mais loucos a ordens como criar uma Liga das Nações e construir uma ponte na Baía de São Francisco – considerado na época uma idéia doida.

Ele usava um fardão imperial, doado por um general do Presídio de São Francisco, quando ficou rasgado demais, ele ganhou outro, da municipalidade.

No censo de 1870 ele aparece listado como “Imperador”.

Em 1967 Norton foi preso por um policial babaca de nome Armand Barbier, que o tentou levar para um manicômio, para internação involuntária. Uma série de editoriais nos jornais atacou a atitude do filho da puta. Norton foi solto, e Patrick Crowley, Chefe de Policia fez um pedido de desculpas formal para o Imperador, em nome de toda a Força Policial:

“Ele não derramou nenhum sangue, não roubou ninguém, não pilhou país nenhum. Isso é mais do que pode ser dito de outros Imperadores”

Depois disso todos os policiais de São Francisco passaram a saudar o Imperador, quando passavam por ele nas ruas.

Em 8 de Janeiro de 1880 aos 61 anos Norton estava a caminho da Academia de Ciências da Califórnia, onde faria uma palestra, quando teve um ataque e morreu, na rua. Os jornais estamparam manchetes com o falecimento. O San Francisco Chronicle publicou “Le Roi Est Mort”, junto com um lindo e respeitoso obituário.

Todos sabiam que ele era um louco que se achava Imperador, mas um maluco inofensivo e querido, que nunca mostrou ganância, crueldade ou má-intenção. Norton era o pequeno agente provocador, a pequena dose de aleatoriedade que torna a vida menos monótona. E também não era nenhum golpista, como alguns chatos alegavam.

Suas posses se resumiam a uma coleção de chapéus, cinco ou seis Dólares em moedas, US$2,50, uma bengala, uma espada e alguns papéis. Ele ia ser enterrado como indigente, mas a Câmara de Comércio da cidade intercedeu e pagou por um funeral digno. Norton I Imperador dos Estados Unidos foi enterrado com honras de chefe de estado. Seu cortejo foi formado por 30 mil pessoas e teve mais de 3Km de extensão.

Sua lápide traz “Norton I Imperador dos Estados Unidos e Protetor do México”

Joshua Norton mostrou que você não precisa nem sequer ser são para fazer do mundo um lugar melhor.

Fonte: SFGate e Wiki de Verdade


A Maior Vendedora do Mundo

13/09/2009 - 5:49 pm  -  13 comentários


Amiga minha chamando para uma festa, dia 26 de Setembro. Vejam como uma marketeira experiente sabe falar com seu público-alvo, despertando interesse, criando o desejo pelo produto e tornando a venda inevitável:

Vai ser uma tarde de comida, comida, bebida, bebida
vai ter lésbicas…
é como participar de um capítulo do The L Word ao vivo

Eu só não comecei a preparar a roupa porque com minha sorte de aranha, eu jamais iria efetivamente a um evento assim. Vai ser no meio do Seminário de Blogs Científicos, que já confirmei presença. Maldição.


Morreu um homem que fez diferença

13/09/2009 - 9:55 am  -  53 comentários


Você provavelmente nunca ouviu falar de Norman Borlaug. Eu também não conhecia, até vê-lo em um episódio do programa do Penn Jilette. Ele era um agrônomo americano especializado em desenvolver variedades de alta produtividade e resistentes a doenças, através de cruzamentos seletivos. Ele também defendia a introdução dessas espécies no Terceiro Mundo. Tendo recebido apoio de vários países, suas sementes transformaram o mundo. O México em 1943 importava 50% de seu trigo. Em 1956 se transformou em exportador. Índia e Paquistão em 5 anos dobraram sua produção agrícola. As sementes de arroz de Borlaug eram 10 vezes mais produtivas que as usadas na índia.

Tudo, TUDO que você come hoje passou pela mão desse homem. A chamada Revolução Verde, o grande incremento em produção e qualidade agrícolas que começou em 1945 foi obra basicamente de Norman Borlaug. Estima-se que ele tenha salvo a vida de mais de um bilhão de pessoas, que sem suas técnicas teriam morrido de inanição.

Por sorte Borlaug não era gay como Alan Turing, então foi reconhecido em vida, em 1970 ele ganhou o Prêmio Nobel. Não o de Agricultura (eu sei!) mas o da Paz, em 1970. Ele também recebeu a Medalha de Ouro do Congresso dos EUA e a Presidential Medal of Freedom.

Suas técnicas são criticadas por ecochatos e hippies em geral, pois não tem nada de “orgânicas”, que diga-se de passagem apresentam produtividade baixíssima. Desses críticos, Borlaug declarou:

“Eles nunca experimentaram a sensação física da fome. Eles fazem seus lobbies de escritórios confortáveis em Washingont ou Bruxelas. Se eles vivessem um mês entre a miséria do mundo subdesenvolvido, como eu fiz por 50 anos, estariam gritando por tratores, fertilizantes e irrigação, e irados com os elitistas em casa que tentam negar o acesso a essas coisas”

Borlaug morreu ontem, aos 95 anos, em casa.

Claro, nem todo mundo é fã do trabalho de Norman Borlaug. Mark Dowie, jornalista americano e militante comunista disse, da Revolução Verde:

“O objetivo primário do programa era geopolítico: Prover comida para a população em países subdesenvolvidos e assim trazer estabilidade social e enfraquecer o fomento da insurgência comunista”

É incrível, mas para alguns nem alimentar um bilhão de famintos é considerado coisa boa.

Para mim é. Obrigado por ter existido, Doutor Borlaug.

Fontes: Wiki de verdade


Bichinhos de Jardim – Versão Coca-Cola

13/09/2009 - 8:51 am  -  5 comentários


Confesso, por algum motivo obscuro eu não havia visto este filme, um primor de animação[bb] que me lembrou bastante a excelente tira Bichinhos de Jardim. É incrível como a Coca-Cola[bb] consegue manter um componente mágico nesses comerciais. Se bem que convenhamos, é bem mais simples quando você não precisa vender o produto, basta lembrar ao público que ele existe.


Da inefável superioridade da mídia impressa

12/09/2009 - 8:21 pm  -  15 comentários


Embora eu seja um artesão da palavra que vive do meio eletrônico, confesso minha queda pelo papel. Livros ainda são meus bens mais preciosos, e sinto saudades da época em que comprava quase um por dia. Ao vivo, em livrarias, como Jesus queria que comprássemos.

Entretanto não é o contato do papel que me faz ter mais apreço pela mídia impressa; descobri que o que mais gosto nela, e o que me faz gastar dinheiro em livrarias de aeroportos e rodoviárias é a capacidade de uma experiência de leitura sem interrupções por idiotas.

Em uma revista tenho certeza de que tudo ali estará aderente a um padrão de qualidade. Sei que os idiotas, quando existem estão restritos a seção de cartas. Não corro o risco de ler um texto excelente para em seguida vê-lo desrespeitado e vilipendiado pela plebe ignara.

Percebi isso de forma bem clara ao tentar ler esta puta matéria feita pela Solange Azevedo para a Revista Época. Foram 11 entrevistas traçando o perfil de Farah Jorge Farah, cirurgião plástico que em 2003 matou a amante, Maria do Carmo Alves, com direito a esquartejar o corpo, no melhor estilo Dexter/CSI.

Terminei de ler o trecho disponibilizado para não-assinantes, ia postar no Twitter sobre a matéria quando cometi a infelicidade de olhar os comentários. Os imbecis semi-analfabetos que parasitam caixas de comentários já haviam chegado. Assim uma senhora ação de reportagem foi agraciada com pérolos como:

imbecis

Toda a reverência que eu estava sentindo pelo trabalho da Solange foi embora. Imagine você assistindo Lista de Schindler e na hora em que o nazista executa a arquiteta judia alguém toca uma corneta com o Hino do Flamengo. Acabou o clima. Mesmo que o idiota seja empalado com a corneta, já era.

A mídia impressa não tem esse problema. Talvez por isso textos “sérios” não façam parte das mídias sociais, ou quando o fazem é sob normas rígidas de comportamento. Agir da forma como os imbecis acima (na verdade da forma como qualquer troll age) é um desrespeito aos leitores E aos autores.

E eu gosto de ser respeitado, tanto como autor como quanto leitor.

PS: A dica da matéria foi do Bruno Ferrari, que além de ser aquele cara feio de Malhação, também é jornalista diplomado da Época.


Julius Andreas Gimli Arn MacGyver Chewbacka Highlander Elessar-Jankov

12/09/2009 - 7:10 pm  -  13 comentários


Não, isso não é uma lista de 10 personagens que o Judão levaria para uma ilha deserta. Isso é o nome do filho da puta da foto acima. Essa monstruosidade assumiu que nunca vai comer ninguém na vida mesmo, então o negócio é ser nerd. Ele é motorista de ônibus na Noruega, e queria ver o quanto conseguia mudar legalmente o nome, homenageando seus personagens favoritos. Assim temos:

ARN - É um personagem de uma série de histórias medievais suecas

Gimli - E o anão de Senhor dos Anéis

Elessar - Um título de Aragorn, depois de coroado Rei

macGyver – MacGyver

Highlander – O filme. Qual? O primeiro, só pode (ou deveria) haver um

Jullius – Um macaco do zoológico de Kristiansand.

Andreas Jankov – Aparentemente o nome original deste infeliz que desgraçou os pais, que com sorte morreram antes de ler a reportagem

Chewbacka – Prova de que ele é um nerd BURRO, que conseguiu cagar no pau na hora de escrever o nome do mais famoso Wookie, que se escreve CHEWBACCA.

A única tranquilidade que posso ter é saber que esse ser JAMAIS irá conseguir se reproduzir.

Fonte: essa diaba aqui.


Convocação Geral pro único #FORASARNEY que funciona

12/09/2009 - 10:01 am  -  28 comentários


Eu estou de saco cheio dessa palhaçada “Fora Sarney”, com um monte de revolucionário de sofá repetindo bordões sem saber sequer se o Sarney é Deputado, Senador ou ex-presidente. Agora todo dia tem “convocação” pra manifestos. Uau, um bando de pseudo-revoltado que volta pro twitter pra dizer “eu fiz a minha parte, matei aula/serviço pra ficar na rua segurando cartazinho pra outros tuiteiros botarem no flickr”.

Quer o Sarney fora do Senado? Eu também quero. Ele e um monte de gente. Quer se manifestar? Então faça como eu: Dia 3 de Outubro de 2010, ao invés de ficar em casa se masturbando pra fotos da Dani Suzuki nua/pelada/sem roupa ← isca de google levante seu traseiro gordo, pegue seu título de eleitor e dê um fim ao Sarney, com a única manifestação que realmente funciona: Seu dedo:


Filme pornô de Crepúsculo / Twilight

11/09/2009 - 10:27 am  -  5 comentários


O nome é ‘This Isn’t Twilight: The XXX Parody’ e é estrelado pela mega porn star Jenna Haze. Temos Bella, Edward, Charlie, Alice[bb] e o resto da família Swan, fazendo sacanagem da boa. Não espere a água-com-açúcar dos livros da série Crepúsculo[bb], Stephenie Meyer. O bicho pega, os vampiros chupam mas a Isabella chupa mais ainda. a paródia erótica deve chegar ao mercado dia 15 de Outubro[bb], sai pela Devil’s Film.

PS: Será que ESTE também sai no feed?


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