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Info@Trends – É nós na Fita, de novo!

17/06/2010 - 1:44 am  -  5 comentários


seminarioinfo

17 e 18 de Junho acontecerá em São Paulo o tradicional Seminário Info, agora rebatizado (deve ter sido coisa de numerólogo) de Info@Trends. Pela terceira vez estarei participando.

Falo, junto com a Alessandra do Te Dou Um Dado e o Augusto, da Agência Mood no dia 18, nosso painel será sobre polêmicas nas redes sociais. Portanto agradeço aos trollzinhos de bosta por me ajudar a me tornar um especialista reconhecido no tema.

Claro, o palco não é só meu, há outros convidados. Este ano vem gente como o Jimmy Wales, criador da Wikipedia e Chris Anderson, criador da Cauda Longa e da Wired, minha revista preferida em língua inglesa (quase cometo uma gafe com o anfitrião). O resto dos painéis é bem interessante também, você pode conferir a programação toda aqui neste link.

Não garanto dia 17, pois como estou no meio do mato (você não me segue no Foursquare?) a logística pra chegar em São Paulo é complicada, mas dia 18 cobrirei o evento em detalhes, concentrando as informações em meu Twitter.


Jesus te Ama mas seu consumidor odeia tudo que você faz

03/06/2010 - 12:56 pm  -  35 comentários


Um dos mantras das mídias sociais é que com elas uma empresa pode ouvir seus consumidores. Sim, como se isso fosse algo mágico e estratégico. Não é. A relação empresa/consumidor funciona se for no estilo médico/paciente: Nenhum médico pergunta “O quê você tem?” nem gosta de fãs de House que já entram com uma série de diagnósticos impressos do site do Drauzio Varella, procurando apenas uma confirmação.

Médico que aceita paciente que já chega com diagnóstico e empresa que “escuta o que os consumidores querem” tendem a ver o fruto de seu trabalho ir pro cemitério.

Você tem que estudar os sintomas, duvidar das informações passadas (todo mundo mente) e confimar nos exames (no caso pesquisas, pra quem não assimilou a metáfora ainda). O paciente/consumidor tem que dizer onde dói. Como, porquê, o tratamento, quem decide é o médico.

“Oh, calúnia, arrogância, como pode?”

Sorry, eu sei que somos todos lindos e inteligentes e que nosso input é altamente valorizado, mas o consumidor muito, muito, muito raramente tem a visão global do business. Ele tende a uma visão de túnel e avalia tudo de SEU ponto de vista imediato. NÃO está errado. EU não quero saber das consequências a longo prazo para a economia chinesa da compra do meu (futuro) iPad. EU não quero saber se o iPhone ou o HTC Sdruvs ganharam 5000 prêmios de design e jesus cristo gravou um comercial dizendo que usa, EU não gosto de teclado virtual. 90% dos consumidores gostam? Vende pra eles.

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Escola de Viadinhos Justin Bieber – Inscreva-se aqui

02/06/2010 - 4:26 pm  -  125 comentários


Um dos traços evolutivos mais marcantes do Homem é a competição. Isso não tem nada a ver com orientação sexual, como a cena do vôlei de praia de Top Gun mostra muito bem. Na verdade nem gênero ou raça influenciam no desejo em si, apenas na habilidade, que o digam os japoneses do tênis de mesa. A vontade de vencer, superar é a mesma.

Está em nosso DNA, admiramos quem é bom de caçada, quem é grande guerreiro (embora guerra não torne ninguém grande) e transferimos isso para as atividades ritualísticas que no fundo são meras representações dessas atividades.

Ao acompanharmos um time ou um esportista no fundo estamos desencadeando processos mentais arcaicos, aquele atleta poderia ser um Leônidas, que nos levaria à Vitória e à Segurança (ok, PÉSSIMO exemplo). Estar no lado dos vencedores É algo útil do ponto de vista evolucionário, fêmeas que escolhem os machos-alfa tendem a gerar descendentes, as que escolhem os machos-nerds geram no máximo lanche pros machos-alfa.

Entender isso é essencial até para controlarmos esses instintos. Um lutador de vale-tudo tem que saber que não VALE tudo, um jogador de futebol tem que conhecer e respeitar as regras e as fêmeas da espécie tem que saber que pelo menos devem manter as aparências, pra não gerar climão. O Zé Mayer não vai fugir, pô!

NÃO entender isso é negar nossa condição Humana, é tentar forçar uma estrutura de valores que não ressoa exceto nas mentes mais hipócritas. Como a desses canadenses babacas:

A Gloucester Dragons Recreational Soccer league é uma divisão de times infanto-juvenis de futebol no Canadá. Ou juniores, sei lá. São 200 times com idade de até 18 anos. Um belo torneio, certo?

Imagine você que instituiram uma regra, e vai em destaque:

“SE UM TIME GOLEAR O OUTRO COM MAIS DE 5 GOLS DE DIFERENÇA SERÁ DECLARADO PERDEDOR”

Isso mesmo. O resultado são jogos onde após marcar 5 x 0 ou 6 x 1 o outro time começa a tocar bola fazendo hora.

Habilidade, talento, estratégia, inteligência? Nada, essas crianças estão sendo PUNIDAS por jogarem bem. Da mesma forma que crianças brasileiras superdotadas não ganham educação especial por pedabobas considerarem isso “discriminação” com as crianças burras, os jogadores talentosos não podem se esforçar, se um fizer um gol sem-querer, corre o risco de ser expulso.

E não é só lá. Nos EUA um time de basquete feminino de uma escola ganhou de 100 a 0 de outra. Agora o treinador foi demitido e a escola está pedindo desculpas dizendo que as meninas se excederam e que tiveram uma atitude “não-cristã”.

Como assim, Bial? É o coitadismo brasileiro sendo globalizado? Vencer honestamente agora é feio?

Bem, muitas escolas não usam mais caneta vermelha para corrigir provas, isso traumatiza os preciosos floquinhos de neve.

Essas crianças vão chegar na Vida Real (ou sequer no Futebol Real) esperando que quando estiverem perdendo alguma Regra Mágica interceda e controle as perdas? Isso não funciona, nem pra quem acredita em Regras Mágicas e arbustos ardentes.

Aí, quando perceberem que até a Academia desistiu do politicamente correto “and the Oscar goes to” e voltou ao “the winner is”, essa galerinha vai tentar se revoltar. Só que estarão tão castrados, tão adestrados e tão desacostumados a ser contrariados que até para a Revolta precisarão do apoio da mídia da sociedade da tradição e da família.

E nós diremos: “Te vira, meu nego”.



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