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Flashmob + QI + Talento = EPIC WIN

26/07/2010 - 6:38 pm  -  32 comentários


Eu odeio flashmobs. Em geral é um bando de desocupados que resolve aporrinhar os outros de forma coordenada. Acordar cedo num sábado para ir bater travesseiro[bb] no Ibirapuera não é algo que eu considere inteligente. Na verdade nem as coisas que crescem no meu umbigo consideram.

Também não acho a menor graça em um bando de gente ir pro metrô[bb] e arriar as calças, mas usar a bunda quando o talento[bb] falta não é exatamente novidade no Brasil.

Por isso mesmo assim como adoro quando um plano dá certo, adoro ver uma idéia que considero idiota por natureza -flashmob- usada com inteligência e criatividade[bb]. O exemplo é a Companhia e Opera[bb] da Filadélfia, que fez uma ”Flash Brindisi” (não pergunte) no Reading Terminal Market, o equivalente do Mercado Municipal, pros paulistas. 30 cantores, microfones sem fio e um monte de turistas e visitantes maravilhados.

Fonte: Neptunus Lex


Sisifode aí, blogueiro

21/07/2010 - 3:56 pm  -  79 comentários


mentalidade troll perfeitamente definida

Segundo as lendas gregas (lenda é como se chama a religião dos outros) Sisifo era um Rei, filho do Rei da Tessália (Elios, não o Michel, cacete) e um grande FDP, capaz de irritar gente em uma escala divina.

Como castigo os deuses o condenaram a uma eternidade empurrando uma pedra até o alto de um morro, apenas para no final do dia ver a rocha deslizar de volta.

A condição de blogueiro lembra muito isso, sendo que os trolls são os deuses (na metáfora e na mente deles) e nós empurramos pedra. A essência é que eles nunca, nunca estão satisfeitos. Assim como a Paz no Mundo, a Paz na Internet é extremamente simples para quem não vive a situação, por isso é comum ver gente soltando pérolas como “é só não responder”, “não seja rude”, ou então a famosa e nojenta “Liberdade de Expressão”, usada por gente honesta e sincera que não contemplou a possibilidade de gente entrar e sair xingando apenas pelo prazer de fazê-lo, e acha que o Mundo Online é igual seu bloguinho (no bom sentido) de 5 visitas semanais, freqüentado apenas pela família e amigos íntimos.

Aí entra a segunda posição errada: “toda critica é válida”. Não é.

Quem tem mais exposição (e não precisa muito, 15 visitas semanais e você já está na chuva) sabe que não é assim que a banda toca.

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Agora sim o iPhone4 foi consertado

16/07/2010 - 3:26 pm  -  13 comentários


Eu sei, eu sei. Num arresisti.

clica que cresce


Yes We Can, Meu Rei…

12/07/2010 - 7:19 pm  -  19 comentários


Eu vou deixar isto aqui…

Deixarei isto aqui também…

Perguntarei se o Kibeloco agora está fazendo marketing político online, e agradecerei ao Talles Leite pelo link da fonte, e mais não digo. Tire suas próprias conclusões.


O povo não é bobo, abaixo a CBF!

12/07/2010 - 9:47 am  -  48 comentários


Longe, LONGE de mim entrar nas paranóias conspiratórias que assolam o Brasil, usadas para justificar nossa incompetência em tantas áreas, mas como falam da mulher de César (da mulher do Bruno não falam nada, esse assunto já está morto e enterrado) a ela não basta ser virtuosa, é preciso PARECER virtuosa.

Por isso não é admissível situação como esta descoberta pelo Igor Senna e repassada pelo Nerd Pai no Twitter:

O domínio brasil2014.com.br segundo o WHOIS da FAPESP está registrado em nome da CBF:

Criado em 2005. Otimistas eles são

Clicando em brasil2014.com.br entretanto não somos redirecionados para o site da Copa, ou sequer para a CBF, vamos para, aguarde…

como assim, Bial?

Pesquisando um pouco descobre-se que o domínio indica como DNS autoritativo os servidores da www.oghost.com.br, provedor-fantasma d’O Globo. (hahah provedor fantasma. Sou hilário. Me contrata, Mion!)

oghost? Tinha nome melhor Não?

Não sei se as Organizações Globo disponibilizam realmente serviço de hospedagem. Acho improvável que não o façam. A CBF é uma entidade (eh-eh) privada, livre para escolher o host que quiser para seus sites, e seria infantil achar marmotagem em algo tão barato quando webhosting.

Também não faz sentido questionar a “imparcialidade e isenção jornalística” do jornal tendo em base o compartilhamento de servidores de hospedagem.

Mesmo assim, por mais irracional que seja, não fica bem. Hospedar na Globo Host é OK, direcionar para o site do jornal, já é fora dos limites.

Isso tudo teria sido evitado se o estagiário que cuida disso tivesse criado uma landing page e direcionado o www.brasil2014.com.br para ela, ao invés de ceder à ganância de faturar mais uns cliques do Google para o jornal do Dr Roberto.

E se acham que estou exagerando, esperem pra ver o escândalo que a Record vai fazer com essa não-notícia…


I’ll Survive em Auschwitz? Piada de Mau Gosto! (atualizado para GentiliGate)

10/07/2010 - 9:18 pm  -  35 comentários


A brigada politicamente correta vai ter um ataque cardíaco. Afinal convenhamos, dançar “I’ll Survive” diante dos portões de Auschwitz e outros campos de concentração na Europa é algo ofensivo, feio, desrespeitoso e digno das mais altas reprimendas, correto?

Felizmente a brigada PC não existia e os prisioneiros de campos de concentração só precisaram lidar com um grupo bem mais razoável, a Gestapo, que tentou privá-los de suas vidas, seus bens, seus familiares, sua dignidade mas não chegou ao ponto que os moralistas de hoje consideram normal: Tirar nosso senso de humor.

Exato, foi esse o segredo da sobrevivência dos judeus, não só na Alemanha Nazista mas por tuda sua história. O Bom-humor, efeito colateral (e ao mesmo tempo estimulante) da inteligência. É a diferença entre rir de si mesmo e sentir pena de si mesmo.

O humor judaico é tão forte, foi tão usado como ferramenta de SOBREVIVÊNCIA, que no verão de 1943 no campo de extermínio de Dachau os prisioneiros fizeram uma PEÇA, satirizando os alemães, tão brilhantemente escrita por Rudolf Kalmar, também prisioneiro, que os guardas da SS na platéia não perceberam que Hitler e o próprio nazismo estavam sendo sacaneados. Nas palavras de Kalmar, “Fizemos algo que deu força a nossos camaradas. Fizemos os nazistas parecerem ridículos”.

Quem demanda pena nunca recebe respeito verdadeiro. Uma postura solene no fundo é defensiva. Só é possível ser realmente vitorioso quando você olha na cara do inimigo não com raiva, mas com escárnio. Ele não é digno de seu ódio, no máximo seu desprezo, mas não o desprezo com medo, o desprezo de algo inofensivo.

Como no caso de Jane Korman. Essa artista judia (pode falar judia? Se não puder, foda-se) criou a peça “Dancing Auschwitz“. onde não só ela como três gerações de sua família, começando com seu pai, um sobrevivente de Auschwitz de 89 anos aparecem dançando “I’ll Survive”, diante de vários campos de concentração nazistas.

A declaração é mais eficiente que qualquer bravata, os (não tão) poucos discípulos de Hitler tomarão (corretamente) como um tapa na cara. A mensagem aliás nem está correta. Não é “I’ll Survive”. São três gerações, filhos e netos, o correto é “I SURVIVED”, sem pena, sem misericórdia, sem mimimi.

Acima de tudo, com BOM HUMOR, coisa que gente que leva tudo a sério é incapaz de compreender. Talvez por isso os politicamente corretos não sobrevivam nem a uma piada, que dirá a um Holocausto.

Não é preciso patrulhar as ruas da Internet atrás de piadas ruins, meus caros amigos escolhidos. Vocês estão muito acima disso. Uma piada de judeu ruim tem que ser respondida com uma piada excelente, não com perseguições. Quem perseguia humoristas era o outro lado, os caras maus, o baixinho com bigode de depilação íntima.
Fico triste de ver uma perseguição a humoristas ruins, um Comando de Caça aos Comediantes como está acontecendo hoje, no mínimo é melancolicamente irônico ver humoristas sendo perseguidos e comparados a gente ruim que prendeu e matou comediantes, judeus ou não, apenas por criticar o regime e seus líderes.
Mais triste ainda é ver que a fúria está cegando as pessoas até para as sábias palavras do Talmud.
Reza a história que um rabino perguntou ao Profeta Elias se alguém no mercado iria teria um lugar no Pós-Vida.
O Profeta aponta para dois badchanim, comediantes, cômicos de rua. Ele explica que o trabalho deles é fazer as pessoas rirem, elevar o espírito humano através do humor, do riso. Que ganharão a redenção por fazerem os outros felizes.
Por mais que eu questione a qualidade do trabalho do Danilo Gentili, ele ainda é um comediante. Já vi muitas platéias rindo das besteiras dele. Ninguém saiu odiando ninguém, ninguém cometeu crime nenhum. Nem ele, pois naquele intervalo entre o fim da 2a Guerra Mundial e ontem não era crime tentar ser engraçado. Hoje, não sei.
Só tenho medo de estar vivendo no pior dos mundos, um mundo onde até os judeus perderam o senso de humor.


Quem é Cardoso

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