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Breaking News: Morreu Tancredo!

13/10/2011 - 10:48 am  -  14 comentários


millhousemd

Eu não sou exatamente conhecido nas interwebs por minhas profundas habilidades diplomáticas e paciência monástica, e se tem algo que me irrita profundamente é quando subestimam minhas capacidades fuçatórias. Eu trabalho direto com essa bosta de Internet, me orgulho de estar em dia com tudo que acontece, então quando alguém aparece cheio de amor pra dar, indicando uma notícia ou link que eu CANSEI de ler nas últimas 24, 72 ou mesmo 36 horas eu fico pra morrer, quero matar um.

Mas NUNCA o autor da indicação.

Eu me irrito com o FATO de ter recebido uma notícia pra lá de velha, que cansei de ler, mas não guardo ressentimento nenhum contra quem enviou, e jamais faltaria ao respeito com o sujeito. Se o fiz alguma vez, aproveito que estamos na época do Yom Kippur e peço sinceras desculpas.

Um blogueiro é tão bom quanto suas fontes, e não há fontes melhores que leitores. Receber um link legal, um furo, uma novidade é um grande prêmio, faz parte ser enterrado sob uma pilha de links velhos. Nem todo mundo passa o dia fuçando coisas na Internet, o timing das pessoas varia. Com o tempo elas percebem que só porque algo chegou na caixa de email delas não quer dizer que seja notícia fresquinha, mas ficar apontando isso é ser desnecessariamente rude, e falta de educação não-intencional é desperdício de falta de educação.

Por isso mesmo eu incrivelmente ainda não saí gritando PUTAQUEPARIU ESSA MERDA TEM MAIS DE 4 ANOS E NEM FOI ENGRAÇADO DA PRIMEIRA VEZ!!!! cada vez que me mandam –ao menos uma vez por dia- a imagem que abre esse artigo.

É uma forma do leitor de aproximar, compartilhar uma brincadeira inocente, estabelecer contato. Longe de mim atacar o sujeito em sua primeira semana de Internet.

Portanto, fica a dica: Se você envia uma notícia, uma imagem ou um trocadilho pra algum tuiteiro com muitos seguidores, acredite: Ele apreciou ao menos seu gesto, Só não respondeu por falta de tempo, ou para não parecer rude dizendo “já vi, é velho”ou, no caso do MillHouse, para não incentivar, pois em 100% das vezes um “hehehe” é suficiente para que o sujeito mande imediatamente a SEGUNDA imagem photoshopada mais batida da carreira do Hugh Laurie:

winehouse


O Sonho Não-Tão-Distante de Miguel Nicolelis

07/10/2011 - 9:11 am  -  27 comentários


Robot-monkey-terminators

 

“Tire sua pata fedorenta virtual de mim, seu maldito macaco sujo!”

Essa semana a mídia mundial entrou em polvorosa com a divulgação de um artigo publicado na Nature.Nele é descrito uma pesquisa do Centro de Neuroengenharia da Universidade Duke.

Assinado pelo Co-Diretor do Centro, o brasileiro Miguel Nicolelis, o artigo detalha o último avanço de seu grupo, que estuda interação cérebro-computador. O objetivo é viabilizar membros cibernéticos controlados diretamente pelo cérebro, não por eletrodos em músculos do ombro ou outros métodos igualmente imprecisos.

Nas fases iniciais da pesquisa lá em 2003 inseriram eletrodos ultrafinos no córtex motor do cérebro de macacos, enquanto os ensinavam a usar um joystick e mover um cursor em uma tela de computador. Quando o macaco fazia o movimento correto, ganhava uma recompensa.

Com o tempo o joystick foi retirado, mas os macacos aprenderam a mexer o cursor repetindo os movimentos. Logo, para surpresa dos pesquisadores os símios pararam de mexer o braço, comandavam o cursor apenas com a mente, seu cérebro havia criado um “braço virtual”.

O truque aqui é que estão se valendo do cérebro ser um órgão altamente adaptável, mesmo quando adulto.

Na pesquisa publicada na Nature foram além, Nicolelis diz que criaram uma interface cérebro-máquina-cérebro. Veja o vídeo abaixo:

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Uma nota de rodapé sobre judeus, nazistas, ouro e cientistas geniais

04/10/2011 - 4:04 am  -  17 comentários


dehavilland-dh98-mosquito_11

Em 1943 uma irritante (para os nazistas) ponte-aérea estava plena atividade: Entre a neutra Suécia e a Inglaterra uma série de De Havilland Mosquitos como o da foto transportavam cargas de rolamentos de precisão para a Inglaterra.

Adaptado de seu propósito original de caça-bombardeiro, entre as diversas variações estava a de carga, que mantinha as características revolucionárias da aeronave, voando alto e rápido demais para ser interceptado pela Luftwaffe. Só que dessa vez o Mosquito voava baixo. Arriscado, mas uma decisão do piloto que pode ter mudado o destino da Guerra.

O Mosquito estava adaptado para levar no compartimento de bombas um passageiro. Com pára-quedas, máscara de oxigênio e uma lâmpada de leitura, um sujeito poderia viajar –deitado- se fosse caso de extrema necessidade. Era, mas o passageiro VIP, a Carga Preciosa (como aprendemos nos videogames) não respondia ao contato pelo sistema de rádio interno.

Temendo o pior, o piloto nivelou muito abaixo dos 8.839m de altitude máxima atingida pelo Mosquito, confiando que voar baixo a 610Km/h seria suficiente para evadir os alemães. Para sorte do mundo e do físico Niels Bohr, foi.

No compartimento de bombas Bohr dormia feito um bebê, depois de ter apagado pela falta de Oxigênio –não colocou a máscara direito- e nem percebeu que quase morreu. Talvez tenha até sonhado com dois grandes frascos abandonados em seu antigo laboratório em Copenhague.

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