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Seguindo o denuncismo da Deputada Luiza Maia, prendamos as racistas Elis Regina e… Preta Gil.

21/12/2011 - 4:40 pm  -  18 comentários


Quando surgiu a polêmica do Tiririca confesso que apoiei, mas não pelos motivos alegados. Quase todo “Movimento” costuma ver preconceito em tudo, e o Tiririca me parece muito mais idiota do que racista. Infelizmente ser idiota não é crime, então ele foi enquadrado no que foi possível.

Há que se reconhecer que a letra da “música” do nobre deputado (isso é triste) é estúpida. Vejamos como fica trocando “nega” por ”ruiva”:

Veja veja veja veja veja os cabelos dela
Parece bom-bril, de ariá panela
Parece bom-bril, de ariá panela
Eu já mandei, ela se lavar
Mas ela teimo, e não quis me escutar
Essa ruiva fede, fede de lascar
Bicha fedorenta, fede mais que gambá

É estúpido, ofensivo independente de raça, se ele usasse “esquimó” deveria ser processado pelo Movimento Esquimó da Bahia.

O preconceito e a estupidez não estão nos termos em si, estão no USO dos termos, mas pelo visto essa geração que só consegue ler por palavras-chave é incapaz de algo complexo como interpretação de texto.

Agora mesmo, segundo esta matéria d’O Globo, o Luiz Caldas está encrencado por causa de uma música dos anos 80, Fricote. Tomou um calote e um pito da Prefeitura de Salvador pois sua música se enquadra em uma Lei local e a letra

“apresenta cunho racista e depreciativo às mulheres negras”

 

O Bafafá está sento tocado pela Deputada Estadual Luiza Maia, que considera ESTA letra racista e depreciativa:

Nega do cabelo duro
Que não gosta de pentear
Quando passa na baixa do tubo
O negão começa a gritar

Pega ela aí
pega ela aí

Pra que ?
Pra passar batom
De que cor?
De violeta
Na boca e na bochecha

Pra que?
Pra passar batom
De que cor?
De cor azul
Na boca e na porta do céu

Como portador de cabelo ruim, posso AFIRMAR para a Deputada que é uma merda pentear mesmo, por isso aliás a moda dos penteados afro, Diana Ross que o diga. Quem não gosta mesmo pode até fazer chapinha, comprar produtos da Embelezze, sei lá. Eu prefiro deixar curto.

Não importa o tamanho ou o tipo, cabelo bem cuidado fica bonito. A Rihanna é linda de chapinha e a Sheron Menezzes é linda de cabelo duro.

A música mostra que o negão não tem problemas com o cabelo, ele serve apenas como fator de identificação, da mesma forma que a Luciana Vendramini na novela do SBT é um cenourão.

Claro, a leitura via palavras-chave só permite que se leia “Nega do cabelo duro”, e isso soa racista, principalmente se você não tiver um MÍNIMO de conhecimento musical, não souber que “nega” pode e costuma ser usado como um tratamento carinhoso e, acima de tudo, é uma referência DIRETA a um CLÁSSICO da MBP, de David Nasser e Rubens Soares, Nega do Cabelo Duro:

Nega do cabelo duro, qual é o pente que te penteia?

Céus, a deputada vai ter um treco, afinal é PIOR do que dizer que a supracitada afrobrasileira não gosta de pentear o cabelo, a insinuação é que ela é BIOLOGICAMENTE inferior, e a tecnologia ainda não desenvolveu um pente avançado o suficiente pra funcionar naquele ninho de marfagatos que ela chama de cabelo.

O pior mesmo é que a acusação de racismo da música do Luiz Caldas (ou é do Beto Barbosa? Cartas pra redação do Gizmodo, não pra minha) se torna MAIS ridícula, nem por ele não ser exatamente um exemplo da Raça Ariana, mas pela canção ser cantada a torto e a direito no Brasil todo desde 1985, por gente de todas as raças, cores, credos e orientação sexual.

A cereja do bolo é quando a tal canção racista e depreciativa às mulheres é alegremente cantada pela… Preta Gil.

Eu tenho ressalvas quanto a várias atitudes da Preta Gil, mas não consigo imaginar autoridade maior NO MUNDO para determinar se uma música é racista e ofensiva a mulheres do que uma mulher, chamada Preta com sobrenome Gil. Bola fora, deputada.


Corre @daniloGentili! Virou moda “comer a bunda de apresentador de talk show”. Literalmente.

21/12/2011 - 11:50 am  -  10 comentários


Não, não estou sendo chulo. Isso nunca foi problema por aqui, como todo leitor meu sabe. A expressão “comer a bunda” no caso tem sentido alimentício, quiçá gastronômico.

Curiosamente a baixaria não veio do Jackass, nem da tão alardeada decadência da mídia americana, bla bla bla yankees go home, etc. NEM do Brasil com o seu movimento antropofágico. A imbecilidade é… Holandesa.

Dennis e Valerio, dois apresentadores de um programa chamado “Proefkonijnen” -que como todo mundo sabe é holandês para porquinho da índia- resolveram descobrir em 1a mão qual o sabor de… carne humana.

Ao invés de entrevistar aqueles psicopatas canibais europeus tão comuns, acharam mais simples se tornarem psicopatas canibais eles mesmos. Com auxílio de um cirurgião (ética nota 10) removeram pedaços de carne dos apresentadores. Um preferiu doar parte da barriga, outro preferiu doar a bunda, não que seja errado, cada um dá o que tem.

Um Chef fritou os pedaços em óleo de girassol e os pimpolhos comeram, diante das câmeras. Um comeu o outro, claro, comer a própria carne seria nojento e desnecessário.

Pense nisso quando reclamar da qualidade da TV brasileira, ou quando o Pânico ganhar manchetes por repetir essa “proeza” daqui a alguns meses.

[atualização] Conforme explica este artigo do eFarsas, a história é falsa, tudo não passou de uma encenação para uma campanha de conscientização de doação de órgãos. Sério, se essa foi a justificativa que inventaram pro fake é a mais idiota que já vi, associar doação com canibalismo é igual usar vampiros em campanhas de doação de sangue.


Cazaquistão e o oposto do sofativismo

20/12/2011 - 8:30 am  -  7 comentários


borat

Embora tenha grandes riquezas naturais, como o melhor Potássio do mundo e algumas das prostitutas mais limpas da Ásia Central boa parte da renda do Cazaquistão vem do petróleo, e como toda ex-republiqueta soviética não é muito afeita a essa tal de democracia.

O país só teve um Presidente (ao menos para as crianças isso é bom, menos nome pra decorar): Nursultan Nazarbayev, que vem sendo reeleito desde 1991. Ele tem poder de vetar qualquer Lei, é Comandante em Chefe das Forças Armadas e consegue até compra Coca com casco de Pepsi.

Na última eleição Nazarbayev ganhou com 95.54% dos votos, o que significa que –se o pleito foi honesto- esse sujeito é mais popular que Jesus Cristo, ou o candidato de oposição foi o Sacha Baron Cohen.

Com isso tudo é normal que essa gente não saiba lidar com dissidência, ou até saiba bem demais. Qualquer embrião de protesto era devidamente yorkshirezado pelo governo, mas como estamos falando de déspostas e não enfermeiras idiotas, garantiam primeiro que não havia ninguém filmando.

Agora o bicho pegou de novo. Na cidade de Zhanaozen (150Km de Azkaban), um dos centros petrolíferos do país trabalhadores começaram a protestar feio, com greves e piquetes.

As reinvindicações são (infelizmente) as de sempre: Melhores condições de trabalho e salário decente. Um soldador com 20 anos de empresa ganha por lá o equivalente a US$810,00. Pelo que aprendi em Eurotrip é uma bela grana, mas ainda pouco pelos padrões internacionais.

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O Twitter da Dilma, ou “Obrigado, Esparro”

15/12/2011 - 2:24 pm  -  15 comentários


dilmabye

A última eleição no Brasil foi vista por muitos como “A” eleição das mídias sociais, com direito a “marketeiro do Obama”, candidatos soltando vídeos no YouTube, Orkutando e Tuitando pra todo lado.

Eu não discordo, embora ache que o alcance das redes sociais na terra onde se vota em troca de sapato e emprego pro filho ainda é limitado. Convenhamos, se Internet influenciasse tanto ninguém precisaria de boca de urna, a forma de divulgação mais idiota possível, e uma das que melhor funciona.

O que me assusta é que no Brasil, ao menos no nível do Poder Executivo as redes sociais são vistas como uma versão moderna da boca de urna, do santinho, do galhardete pregado no poste. A única vantagem para nós eleitores é que a Internet não fica suja como as ruas, depois das eleições.

O melhor exemplo é a campanha da Presidente Dilma. Lançado com pompa e circunstância seu pé nas redes sociais foi enorme, utilizando de forma correta as ferramentas Dilma amealhou centenas de milhares de seguidores, chegando a momentos de puro estadismo, quando trocou amabilidades com os adversários. Por um breve instante parecia que estávamos diante de uma Utopia, onde políticos trabalhariam de forma transparente.

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Louis C.K., Velha Mídia é a Mãe e a batalha contra a pirataria

12/12/2011 - 12:00 pm  -  28 comentários


Louis C.K. é um dos grandes nomes do stand up americano da atualidade. Em alguns medições ele atinge 450 miliCarlins. Como todo comediante do ramo ele vive de shows, DVDs e programas de TV. (Exceto o Rafinha Bastos, que agora é cantor, mas pensando bem eu disse “comediante”)

Ele (Louis C.K., não o Rafinha) tem enfrentado problemas pois a HBO não passa mais seus especiais –só prestigiam artistas da casa- e canais alterativos como Showtime e Cartoon network consideram a comédia de Louis muito controversa.

A saída foi a Internet, mas ele resolveu fazer diferente. Ao invés de se associar com um grande nome, uma grande distribuidora, ele preferiu fugir das restrições impostas por esses modelos e está distribuindo o novo show direto de seu site oficial.

Sem DRM, sem restrições, sem limite por regiões, ele diz com todas as letras: “Você pode baixar o arquivo, ver quantas vezes quiser, queimar um DVD, whatever”. A única coisa que ele pede é que você PAGUE POR ESSE DIREITO, são míseros US$5,00 por um show inteiro, gravado profissionalmente em um teatro, editado e produzido.

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Da série Instant Karma: Político faz anúncio anti-gay e toma no fiofó

09/12/2011 - 10:56 am  -  14 comentários


Rick Perry é um candidato republicano à Presidência dos EUA. Está tentando se destacar em relação aos outros, mas uma campanha que teve até Donald Trump, e onde Herman Cain, outro dos candidatos consegue misturar amantes de 10 anos (de duração, não idade), acusações de assédio sexual e desconhecimento de que a China possui armas nucleares, fica complicado.

Ele bem que tentou, durante um debate Perry disse que era de SUMA importância se livrar de 3 Agências do Governo, mas só conseguiu lembrar o nome de duas.

Agora para atrair o eleitorado mais conservador ele soltou o lixo disfarçado de vídeo abaixo, onde diz que há algo errado no país onde gays podem servir abertamente nas forças armadas.

Sim, seu filho de uma puta, eles podem e estão colocando a vida em risco, para defender o País, mesmo sabendo que babacas como você sequer os consideram seres humanos.

O vídeo conseguiu um recorde: Neste momento está com 2.255.676 visualizações e 405.154 dislikes, marcando apenas 9.617 likes, o que prova que ou republicanos não sabem usar a Internet ou mesmo eles acharam o vídeo de uma boçalidade só.

Só que neste momento o Universo dá uma freiada, sai de sua aleatoriedade quântica e por um momento Deus sai de sua posição de observador e dá uma cutucada no Destino.

Veja esta captura do vídeo, com o babaca do Rick Perry:

perry

Nada demais, certo?

Errado. Veja agora esta imagem de Brokeback Mountain, o excelente (dizem) filme sobre dois Caubóis Gays, sucessores espirituais de Rock e Hudson, de Adão Iturrusgarai:

bbm

Isso mesmo! O cara fez um vídeo antigay usando basicamente a mesma jaqueta do caubói gay mais famoso do cinema! Isso é quase tão engraçado quanto quando descobriram que Ted Haggard, pastor e militante antigay saía com garotos de programa, ou quando Bob Allen, Chairman da campanha presidencial de John McCain foi flagrado ao oferecer US$20 pra um policial disfarçado, em troca de um bolagato.

Os conservadores não entendem que no momento em que algo é natural, tentar negar a existência se torna hipocrisia. Uma coisa é o sujeito não querer sair do armário, outra coisa é ficar xingando lá de dentro.


Salman Rushdie não precisa de um Aiatolá pra se atolar, basta o Facebook

05/12/2011 - 9:34 am  -  19 comentários


Salman Rushdie é um escritor britânico nascido na Índia que ficou famoso nos anos 80 por ter enfurecido o Islã antes disso virar moda. Milhões de muçulmanos o odiaram por seu livro, Versos Satânicos, apesar de nunca terem lido. O então líder espiritual do Irã, o doce de pessoa Aiatolá Khomeini soltou uma Fatwa condenando Rushdie à Morte, por ter ofendido Maomé, Alá ou outra dessas figuras imaginárias.

Por anos ele andou escondido, protegido pelo serviço secreto britânico, provavelmente trabalhando em seu próximo livro, “Buda, o Idiota Gordo”. Com o tempo ele saiu do esconderijo e pode usufruir da vida de escritor famoso.

No caso seu esporte favorito era pegar mulher. O coroa é incorrigível, sua especialidade são filés de todas as cores e raças (um exemplo de integração) preferencialmente com metade de sua idade.

Problema é que o cara gasta tanto cérebro pensando em livros que deixa o resto a cargo do pinto, e como todo homem no planeta sabe, isso dá merda.

Deu. Rushdie se engraçou com uma dona chamada Devorah Rose, atriz com uma única entrada no IMDB, editora de uma revista que ninguém nunca viu e ex-participante de um reality show irrelevante chamado 10021, que passa no canal CW. É, aquele que ninguém assiste.

Salman Rushdie, intelectual, escritor, arrastando asa para a forma mais baixa de vida depois de comentaristas de sites de notícias, uma Ex-BBB? Mentira!

Verdade, veja a tuitada maligna que ela soltou:

salmansifu

 

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Campanha do Einstein–viralzinho sangue bom!

01/12/2011 - 9:15 am  -  13 comentários


Algumas vezes as idéias mais óbvias são as mais geniais, é uma questão de implementação. 5 minutos estudando o problema da doação de sangue e percebe-se que ele só existe pelo produto ser escasso. Essa é a grande inconveniência. Inconveniência? Conveniência? Eureka, filme pronto.

Em retrospecto é um caminho super-lógico, mas perceber a boa idéia e não jogá-la fora por ser “óbvia” é a verdadeira genialidade. Daí essa campanha do Hospital Israelita Albert Einstein estimulando doação de sangue.

Em uma loja de conveniência instalaram uma geladeira com um monte de bolsas de sangue, filmando a reação dos clientes quando descobriam a esquisitice. Como a maioria das pessoas é normal, não pensariam como eu “que legal, TruBlood em refil!”.

O resultado é imediato, teve um sujeito que chegou a ligar pra alguém (mané, não conhece Twitter) para contar o quê estava vendo.

Nas bolsas, a mensagem:

“Se conseguir sangue fosse fácil assim a gente não precisaria pedir para você doar”

Assista e compartilhe, é uma excelente idéia, tanto o vídeo quanto a doação de sangue si.

PS: Se o mundo fosse justo haveria um lugar especial no Inferno pros babacas que deram polegar pra baixo no vídeo.



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Jabá

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