web metrics


De Mal a Dior, ou como cagar um comercial lindo por não entender Internet

08/09/2011 - 2:12 pm  -  30 comentários


Eu nunca entendi aqueles comerciais de perfume, onde um peixe pintado de roxo caminha em Paris, é sequestrado por uma goiabeira vestia de pirata e fazem amor em um campo de DVDs de Alphaville autografados individualmente por Jean Paul Belmondo.

Agora por algum mistério da natureza a Dior resolver fazer um filme com SENTIDO para lançar seu perfume J’Adore. Chamaram pra dirigir ninguém menos que Jean-Jacques Annaud, d’A Guerra do Fogo e O Nome da Rosa. Cabra de respeito.

No filme a Charlize Theron chega corendo para um desfile, e enquanto se arruma vê Grace Kelly, Marlene Dietrich e Marilyn Monroe no meio das outras modelos. A alucinação induzida por cocaína e anorexia não é feita com sósias, mas com cenas reais das atrizes, em um trabalho LINDO de recorte, correção de cor, adequação de texturas e luzes. Tecnicamente é lindo, ou deveria ser, se fosse possível realmente ver alguma coisa.

Depois desse trabalho todo o GÊNIO responsável pela conta da Dior no YouTube esqueceu que a televisão evoluiu um titquinho e imagina que todo mundo ainda tem uma Telefunken Máscara Preta em casa, então não havia necessidade de gastar banda subindo o vídeo em qualidade decente.

Isso mesmo, um comercial essencialmente visual, todo baseado na IMAGEM das atrizes foi subido NO CANAL OFICIAL DA DIOR em 480p, resolução porca que nem enche uma tela de iPhone.

Pelo visto na França o conceito de FullHD 1080p, que o YouTube suporta ainda não chegou.

Fonte: Facebook da Sorveta


Mentes Pequenas – Independente de Escala

20/04/2010 - 5:10 pm  -  56 comentários


Eu ainda não decidi se fico irritado, decepcionado ou considero apenas divertido a quantidade de idiotas que me interpelam diariamente com questões como “você não trabalha?” “você só fica no Twitter” “você não sai?”.

Alguns casos eu apenas ignoro e bloqueio o idiota, como um dia em que cheguei em casa 5:30AM, vindo de um show, liguei o computador e IMEDIATAMENTE fui recebido com um “você não sai do Twitter?” isso perguntado por um sujeito que ESTAVA no Twitter 5:30AM.

A origem da dificuldade é evidente: Muita gente tem problemas em entender o conceito de trabalho SEM a estrutura tradicional de empresa. Mesmo em firmas de tecnologia de ponta no Brasil é complicado o conceito de Home Office, quem trabalha de casa é mal-visto pelos colegas e pelas outras chefias. A chefia imediata pelo menos desconfia.

Embora para mim seja algo natural, para a maioria dos interlocutores é alienígena o conceito de que eu possa trabalhar com computadores, e que tenha acesso a algo tão complexo quanto a combinação de teclas ALT+TAB.

A definição de “trabalho” de muita gente é restrita a conceitos paleolíticos. Ainda valorizamos muito mais o trabalho braçal do que o intelectual. Os pobres peões explorados da China trarão lágrimas aos olhos da burguesia brasileira, mas se eu disser que jornalistas freelancers ganham uma miséria e que o Mercado se uniu para não pagar mais, dirão que estão reclamando de barriga cheia, afinal é só sentar na frente do computador, tec tec tec e pronto.

Essa visão infelizmente não está restrita a idiotas do Twitter. Conceitos como mobilidade e conectividade ainda não fazem parte do dia-a-dia de gente que deveria estar mais antenada. Como a CNN.

A empresa que transmitiu as Guerras do Golfo via telefones de satélite, que usou Skype para monitorar o Tsunami do Chile, que publicou vídeo de blogueiros contrabandeados de Burma, essa empresa não entende o conceito de trabalho remoto.

Jens Stoltenberg é Primeiro-Ministro da Noruega. Está preso em Madrid, por causa do vulcão na Islândia. No vídeo acima o jornalista da CNN pergunta sobre sua situação. O Ministro diz que tem um monte de meios de comunicação, tem um iPad “é excelente” e que não tem problema nenhum.

O jornalista insiste, pergunta se ele está fazendo malabarismo com suas responsabilidades, como um vendedor preso no aeroporto, com o telefone em uma das mãos e o computador em outra. O Ministro de novo diz que não, que é apenas uma viagem mais longa.

A entrevista segue e o Jonathan Mann não consegue aceitara idéia de que o 1o Ministro não está preocupado. Diz até que ele deve ter muitas “Responsabilidades Importantes”, como se o 1o Ministro da Noruega não estivesse ciente de suas responsabilidades.

A falta de visão de um jornalista transformou uma matéria “que legal, o 1o Ministro é um cara conectado” em quase “Que absurdo, 1o Ministro ilhado, Noruega prestes a entrar em colapso”.

Esse despreparo, essa incapacidade de abrir os horizontes e ver o que está acontecendo no mundo  mostra que é possível para um sujeito chegar a jornalista da CNN tendo a mesma visão tacanha do sujeito que pergunta se eu não durmo.

Antigamente isso era resolvido com uma frase-emblema de Geração Rock’n'Roll: Não confie em ninguém com mais de 30 anos.

Hoje, pela quantidade de idiotas jovens que vejo no Twitter, inclusive o que reclamou que eu não paro em casa, só vivo em bares, nem o aviso dos 30 anos vale. Portanto, fica a dica: Não confie em ninguém que acha que sabe como o mundo funciona, muito menos em quem acha que sabe como o mundo DEVERIA funcionar.


Troll toma Carcada Federal – comédia em 4 Atos

22/03/2010 - 1:24 am  -  32 comentários


Hoje o Congresso dos EUA aprovou a primeira grande legislação reformando o sistema de saúde do país. Isso está gerando uma briga Federal, a oposição conservadora ameaça dizendo que medicina socializada é socialismo (é o modelo que temos no Brasil, e não somos –ainda bem- Cuba) e que Obama é agente do Comunismo, em breve viverão como na Alemanha Oriental, etc.

Isso levou um trollzinho irrelevante a uma atitude impensada, inconseqüente, idiota e precipitada da qual se arrependerá diversas vezes nos próximos anos.

Ato I

Nosso querido trollzinho, que assina no Twitter como @Solly_Forell e tem um blog ultra-conservador resolve que enough is enough e durante um dos momentos-chave do Governo Obama posta para seus pífios 294 seguidores do Twitter a seguinte pilha de excremento:

obamatroll1 “ASSASINATO! América, nós sobrevivemos aos assassinados de Lincoln e Kennedy. Certamente superaremos uma bala na cabeça de Barack Obama!”

Ato II

Twiteiros indignados começam a repassar o que é basicamente uma apologia ao assassinato do Presidente. O Trollzinho arrepia as penas dizendo que está exercendo sua Liberdade de Expressão, que é Direito Constitucional. Ao mesmo tempo a história começa a se espalhar para a blogosfera e logo chega na mídia de verdade.

Em resposta aos protestos, ele responde:

obamatroll3 “Atenção Liberais pirracentos: Ninguém quer machucar seu precioso IMPERADOR. Parem de chorar, vocês todos são uma piada dos dias de hoje”

Nessa hora alguém avisa ao trollzinho que segundo o Artigo 18, Capítulo 41, seção 871 do US Code, ameaças contra da vida do Presidente ou do Vice-Presidente via mídia impressa como cartas, papel, panfletos ou similares são crime federal e punidas com 5 anos de cadeia.

Ato III

O trollzinho afina. Posta o seguinte texto via Twitter:

obamatroll2 “PS: Nenhum bom americano gostaria de ver algo assim acontecer com nosso Presidente.(…)”

Em seguida ele começa uma desesperada sequência de posts conciliatórios, explicando que não deveria ter usado linguagem inapropriada, mimimi estava só brincando, etc. A velha desculpa dos trolls.

No Twitter, Republicanos Conservadores chamam Solly Forell de imbecil para baixo, dizendo que ele está acabando com a imagem deles. Partidários de Obama iniciam campanha para reportá-lo como SPAM, denúncias são feitas em todos os emails e formulários das agências federais.

Vendo que o bicho está pegando, o trollzinho perde a linha e começa a atacar de novo, desta vez tentando mostrar que ele é pacífico, que suas mensagens foram tiradas de proporção e que errados são os que acham que ele queria matar o Presidente, apenas porque ele disse isso COM TODAS AS LETRAS.

O Twitter informa que a conta foi removida, por violação dos termos de uso, mas alguns minutos depois, ela volta. Terá o trollzinho vencido, será que a Liberdade de Expressão permite mesmo ameaçar o Presidente?

Ato IV

Aqui nosso trollzinho descobre o motivo da conta ter voltado ao ar. Os Twits com ameaça foram removidos, mas o resto continua, assim fica mais fácil acessar o que o troll escreveu, sem a necessidade de um mandado.

Como cereja do bolo, o Daily Finance informa no final do dia que o Serviço Secreto dos Estados Unidos entrou na jogada e vai tirar a limpo qual é a da ameaça.

Meus parabéns, trollzinho. Começou o dia como um babaca, terminou como uma babaca odiado pelo país inteiro e de quebra ainda terá que bater longos papos com um certo funcionário público:

jack_bauer

Fonte: Mary Jo, do Nomadismo Celular


Como passar de Mulher do Ano a Mulher Sem Polegar

17/03/2010 - 1:17 pm  -  29 comentários


iranfake

A foto acima está sendo repassada como exemplo de coragem de uma manifestante iraniana. Na minha terra isso é burrice. Mais ainda, é combater agressão com grosseria. Por outro lado a mentalidade pré-adolescente pseudo-transgressora da Internet adora. Adora tanto a ponto de  criar o Photshop acima.

Sim, Virgínia, é um Photoshop. É a velha mania da Internet em hiperbolizar tudo. Mesmo o fantástico não é suficiente. Lembra da clássica cena do carro que caiu na água, e o guindaste de resgate caiu também?

crane03_small crane04_small

Foi um caso fantástico, deliciosamente irônico, mas não o suficiente para as Interwebs, tiveram que photoshopar a 2a grua de resgate caindo também. PRA QUÊ?

crane10

O mesmo pessoal que diz odiar a Fox News,a Globo e toda a “mídia manipuladora” faz e/ou distribui esse tipo de imagem falsa. Pior, não acham problema nenhum, e criticam quem as denuncia como falsificações.

Uma moda comum são os fakes de atrizes. São em geral poses ridículas, que as mulheres em questão jamais se deixariam apanhar. Há gente como o Fake Detective que se especializa em encontrar os originais e desmascarar as falsificações. Isso não impede que recortes ridículos feitos no MS Paint sejam passados adiante.

O fake político de imagens antes era algo restrito a tiranos de verdade como Stalin, ou aspirantes como Ahmadinejad e seus Foguetes Photoshopados:

iranphotoshop

Agora o fake político é feito pelas mesmas pessoas que querem tanto denunciar a malignidade dos alvos de seus fakes. O efeito disso é muito, muito ruim. Tira a sutileza e a poesia. Tira acima de tudo a razão. Não acho que o anônimo herói enfrentando a coluna de tanques na Praça Tianamen ganhasse alguma coisa se fosse photoshopado com uma bazuca nas mãos.

Como não ganhou a jovem iraniana, que ao invés de um arrogante e masculino e infantil dedo em riste, enfrentou, sim Ahmadinejad com um gesto muito mais poderoso que um gesto de pura agressão: Um gesto de questionamento.

irannaofake


Boteco São Bento de gente chique se chama Ralph Lauren

07/10/2009 - 6:06 am  -  6 comentários


Infelizmente a mania de reagir a críticas com truculência Legal não se restringe a donos de bares auto-superestimados brasileiros, é uma tendência mundial. Por sorte a mordaça nos tempos de Internet, onde mais e mais gente inteligente se congrega, é uma atividade inglória e bastarda.

A “vítima” (você entenderá as aspas) da hora é o BoingBoing, aquele meta-superblog norte-americano. Eles publicaram uma imagem retirada do Photoshop Disasters, um anúncio da Ralph Lauren com uma modelo absurdamente magra, claramente photoshopada para se encaixar no padrão Auschwitz-Chic que algum misógino definiu como beleza feminina.

Os autores da aberração protestaram da única forma que sabem: Foram pro pau, mandaram uma carta para o provedor do BoingBoing denunciando-se sob o DMCA – Digital Millenium Copyright Act. Só que quando você é provedor de um blog do tamanho deles, não é burro. A denúncia foi encaminhada ao blog, que por sua vez caiu na gargalhada.

Qualquer advogado de porta de eBay sabe que a doutrina de FairUse garante a reprodução de conteúdo para fins de crítica ou paródia. E a 1a Emenda da Constituição dos Estados Unidos da América garante Liberdade de Expressão.

Para piorar, o provedor é Canadense.

A resposta do BoingBoing foi no melhor estilo Pirate Bay: QuaQuaQua. E ainda ameaçaram: cada vez que tentarem encher o saco com ameaças legais vazias, irão reproduzir o anúncio, linkar o texto original E publicar o texto da ameaça, só pra se divertirem.

Eu dou a maior força. É hora dessas empresas entenderem que OPINIÃO é algo que deve ser respeitado, não temido.

E de resto, a foto é ridícula mesmo.


Pirataria vai matar o artista pequeno?

18/09/2009 - 2:34 pm  -  99 comentários


Lilly Allen tem 24 anos, é uma cantora pop britânica bem corretinha, com uma carreira pra lá de decente. Em seu MySpace fez o que poucos artistas ousam fazer: Posicionou-se contra compartilhamento de músicas e pirataria.

Vejam as declarações:

“Eu acho que a pirataria está tendo um efeito perigoso na música britânica, mas alguns artistas realmente ricos e bem-sucedidos como Nick Mason do Pink Floyd e Ed O’Brien do Radiohead parecem não concordar”

“Esses caras de grandes bandas dizem que compartilhar músicas é ok. Pode ser ok pra eles, eles enchem estádios e tem a maior coleção de Ferraris do mundo”

“Para os novos talentos, compartilhamento de arquivos é um desastre, está tornando cada vez mais difícil o surgimento de novos nomes”

“Você não começa na musica com Ferraris, começa com uma grande dívida com sua gravadora, a qual você passa anos se fodendo pra pagar”

“Quando você consegue um contrato, todos aqueles vídeos bonitos e pôsteres divulgando seu disco tem que ser pagos, e como artista, você tem que pagar por eles”

“Eu mal acabei de pagar todo o dinheiro que devo a minha gravadora, e sou sortuda por ter sido bem-sucedida e conseguir pagar, nem todo mundo tem tanta sorte”

“Quanto mais difícil para os novos artistas, menos novos artistas você verá, e a música britânica não será mais que fantoches pagos por Simon Cowell”

“É esse o caminho que a música britânica vai seguir? Óbvio que vou me beneficiar combatendo a pirataria, mas eu acho que sem combatê-la, a música britânica vai sofrer”

“Eu não acho que o que temos é perfeito, é estúpido garotos não poderem comprar nada na Internet sem crédito, forçando-os a roubar o cartão da mãe ou baixar ilegalmente. “

“Compartilhando de arquivos não é OK para a música britânica. Eu quero que as pessoas trabalhem juntas para usar as novas oportunidades digitais para encorajar novos artistas”

Paulada. Mas… e aí?

Bandas novas ralam. É fato. O MySpace Brasil, com suas 800 mil novas bandas (ou algo assim, o número era monstruoso) revelou-se um fracasso. A ferramenta em si não ajuda, pessoas não navegam aleatoriamente “vou descobrir uma banda nova hoje”.

Os ouvintes são criaturas de hábito, principalmente os mais novos, que se casam com suas bandas com mais fidelidade do que com suas namoradas imaginárias. Propor um “som novo” é quase ofensa pessoal.

É preciso todo um trabalho de convencimento, trabalho esse que funciona muito bem em redes sociais, quando bem-feito. Quando mal-feito, transforma o Twitter em MySpace de pobre.

Com a Internet a chamada “democratização do acesso” tornou tão fácil conseguir um CD do Pink Floyd quanto um CD da Fernanda Copatti, mas a Fernanda não lota estádios, não cobra milhões de dólares por show e não tem 30 anos de CDs vendidos e royalties.

Perder 10% das vendas quando se vende 10 milhões de dólares é bem diferente de perder 10% quando se vende R$30 mil. E aí, não importa se o artista está dentro do “esquemão” das gravadoras ou se tornou produtor independente. Os custos continuam existindo.

Eu nunca fui fã da defesa neurótica “Artista tem que ganhar dinheiro com show”. PRIMEIRO eu acho que artista tem que ganhar dinheiro da forma que o artista QUER ganhar dinheiro, não é função ou sequer DIREITO meu dizer como outra pessoa deve ganhar dinheiro.

Segundo, essa justificativa do show, para liberar o oba-oba da pirataria é extremamente cômoda. E os artistas que já morreram, comofas? Danem-se as famílias? Morreu, vira domínio público?

E o caso do Herbert Vianna ou do Marcelo Yuka? “Foi mal, cara, você tomou um tiro na espinha, ficou paraplégico, não consegue tocar mais. Está fora da banda e não tem direito a mais nem um centavo”.

Quem defende que artista só pode ganhar dinheiro com show está dizendo basicamente isso.

Eu não sei qual a profundidade do problema levantado pela Lily Allen, mas as preocupações dela fazem sentido. É muito mais fácil destruir um pequeno do que um grande. O novo livro do Dan Brown já está sendo distribuído nas redes P2P da vida, mas ele venderá milhões de exemplares pra gente que nem sabe que a Internet existe.

Se um livro meu, escrito com fins lucrativos tiver 10, 20, 30% de taxa de pirataria, dado o universo de leitores ordens de magnitude menor, pode ser o suficiente para inviabilizar a próxima edição.

E isso não é bom para ninguém.

Fonte: The Sun


Hasta la vista, jornalista?

21/06/2009 - 3:06 pm  -  35 comentários


Uma das áreas que costumava abrigar jornalistas e até então estava razoavelmente intocada pelas novas mídias era a Assessoria de Imprensa, mas ultimamente celebridades, políticos e famosos em geral estão pulando etapas, lidando diretamente com o público.

Não da forma estéril de vários “blogs de famosos”, como a Eliana,que diz claramente “Não vou falar de minha vida pessoal”, mas comunicação direta,ao vivo e a cores. Quem precisa do Ego ou da Revista Amiga, quando sabemos em primeira mão, da boca do próprio que o Evandro Santo, o Christian Pior irá estrelar um show de Stand Up em agosto?

 

santoevandro

A assessoria de imprensa dele corre o risco de saber DEPOIS dos fãs.

E não é só aqui (nem poderia). Você sabia que o jatinho que o Governator Arnold sopa-de-letra estava fez um pouso de emergência, devido a um princípio de incêndio na cabine de comando? Quem o segue no Twitter ficou sabendo.

 

arnoldinho

OK, assessoria de imprensa também está morta, junto com o jornalismo tradicional, o pessoal que se trata de “coleguinha” deve caminhar pro poço de piche, achar uma bolha de âmbar bem fresca e esperar ser clonado em 75 milhões de anos, certo?

Errado. A menos que você ache graça nos improvisos do Lula.

Deixar figuras públicas se comunicarem direto com os fãs/leitores/eleitores/whatever é muito,muito perigoso. Isso pode facilmente destruir carreiras. A Internet é uma grande zona de confronto, os insatisfeitos estão sempre insatisfeitos e não aceitam qualquer tipo de argumentação.

Inimigos políticos podem e vão usar os recursos online para tentar desestabilizar quem não lhes agrada.

Principalmente, um canal direto, sem intermediários coloca a figura sob os holofotes, pelado. Se o sujeito não for muito ágil, não tiver um bom nível de inteligência, irá se autodestruir. Outro dia várias pessoas comentavam os erros de português constrangedores do Twitter do Boninho.

Se você é uma Carla Perez, não há problema, seu Twitter, Blog, MySpace pode ser escrito batendo com a cabeça (ou mais apropriadamente a bunda) no teclado e os fãs adorarão, é isso que eles esperam. Mas se você é um famoso que vende uma aura de inteligência, cuidado.

Se o seu cliente é um famoso que se encaixa no perfil acima, SE VIRE para explicar que mídias sociais não são para qualquer um, e que ele funcionará melhor tendo uma assessoria por trás. Martin Sheen é magnífico como o Presidente Bartlett em West Wing, mas dando entrevista ao vivo para a campanha de Obama me encheu de Vergonha Alheia.

A principal função do assessor de imprensa é proteger o cliente de si mesmo, e no caso a melhor proteção pode ser mantê-lo LONGE das mídias sociais, por mais que haja pressão para que ele participe. Não há demérito em ter uma assessoria escrevendo seus posts e twitts, SE isso ficar claro e se for demonstrado que há uma comunicação ágil entre assessor/assessorado.

Trocar o Assessor pelo Twitter aliás é uma grande besteira. Não existe release em 140 caracteres. Novas mídias vem para acrescentar, elas só matam as antigas mídias e as antigas profissões quando o ganho é muito significativo. A Internet vai matar os jornais, não os jornalistas. O Twitter vai matar a assessoria de imprensa preguiçosa, que enche site vagabundo com pauta vagabunda, tipo “Ivete Sangalo troca o absorvente”. E só.


Hoje é Dia de Ver Deus

31/03/2009 - 2:23 am  -  15 comentários


Hoje no final do dia Cardoso e Grande Elenco estarão no Googleplex de São Paulo, para uma happy hour onde falarão de Google Maps, YouTube, AdSense, etc. Junto com as palavras-mágicas “Cerveja Gelada”.

O convite, feito para blogueiros parece ser uma tentativa do Google se aproximar desse grupo. Eu vou, fiquei curioso. De todas as empresas de Internet no Brasil, o Google é talvez a mais arredia, causando impressão ruim desde a Campus Party original, quando um representante do AdSense ficou repetindo trechos do regulamento e não respondeu a NENHUMA pergunta, exceto com “vejam o regulamento”.

Com o surgimento de alternativas nacionais como o Boo-Box, Afiliados do Mercado Livre, Submarino e mesmo o UOL, a hegemonia do AdSense foi ameaçada, e a queda significativa nos ganhos, que em média foi de 50% só contribuiu para o fim da Lua de Mel.

O resultado é uma empresa que ainda tem uma imagem extremamente positiva junto aos geeks, mas que ao mesmo tempo consegue ser completamente impessoal, o oposto do que acontece com Microsoft, Nokia, LG e Yahoo!, só para citar as que mantemos mais contato.

Será que esse encontro é uma tentativa de aproximação, uma vontade de mudar a imagem, de criar a mesma cumplicidade positiva que outras empresas tem com a blogosfera?

Eu espero que sim.

Quem quiser acompanhar, farei a cobertura ao vivo do evento via Twitter. Você pode seguir o meu perfil, e ficar de olho na tag #googleblogs


Mais Antigos


Quem é Cardoso

Para saber mais sobre o autor deste blog, visite este link. Para enviar uma mensagem, clique aqui. Para anunciar, clique aqui.



Jabá

O Contraditorium está hospedado no Bluehost, com transferência mensal ilimitada, espaço em disco ilimitado, domínios ilimitados, infinitos subdomínios, PHP, Ruby on Rails e todas as funcionalidades que você puder pensar. Quanto? US$6,95 / mês, quinze Reau, menos que uma pizza. Conheça o Bluehost, clique no link abaixo.




Switch to our mobile site