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Proxxima 2008 - post-mortem

Minha Avaliação do Proxxima 2008

1 - publicitários não conhecem blogs

2 - publicitários querem anunciar em blogs

3 - blogs não têm estrutura para gerenciar publicidade

4 - blogueiros não sabem falar para publicitários

5 - estou conseguindo gaguejar menos, consegui até dar entrevista sem me enrolar

6 - blogueiros não sabem se preparar para nada que não seja blogcamp

7 - nada como ser atropelado pelo Grande Rolo-Compressor da Experiência

8 - apresentações ruins também geram contatos, convites e propostas.

Minhas Resoluções para o próxximo evento:

1 - não fazer trocadilhos bestas com o nome do evento

2 - criar tags para o Cris Dias entender minhas piadas

3 - levar números e cases, vários cases

4 - avaliar o público e falar a linguagem DELES, não a minha

5 - dar uma dose de saquê pro Fugita se soltar, ele faz falta

6 - planejar que mensagem quero passar, e não ficar ao sabor do vento, ou da moderação

7 - não assumir que todo mundo tem consciência do quanto somos lindos maravilhosos e merecemos seu rico dinheirinho

8 - não cair nas armadilhas reducionistas. Foda-se “post pago”, estávamos falando de uma mídia como um todo

9 - Ir com uma camiseta com o logo do meu blog. Dizem que ajuda

10 - Imprimir o material de consulta. Eu sei, eu sei, mas danem-se as árveres, ainda não há nada mais fácil de consultar do que papel

11 - preparar demonstrações dramáticas. Todo mundo Twittando no evento e isso não foi usado para demonstrar a nova mídia?

12 - criar vergonha na cara e preparar frases de efeito com antecedência. Pombas, será que eu acho mesmo que o Steve Jobs pensa em tudo na hora e sozinho?

A História, como sempre, me deu razão

Há pouco a acrescentar, depois deste email que recebi do Geraldo Neto de Goiânia, reproduzido aqui, com permissão:

Cardoso, bom dia.

Sou leitor do seu blog. Sou jornalista por formação. Trabalho numa assessoria de imprensa aqui em Goiânia e acho muito pertinente suas opiniões sobre as alterações (ou necessidade delas) na mídia impressa, que não necessariamente acontecem.

Tu comentou dias atrás num post sobre uma manchete do Extra (Fidel chama o Raul). No texto, você comentou da formalidade que impera na mídia tradicional e que o próprio leitor busca algo mais próximo de sua relalidade e que os blogs caminham nesta direção.

Pois aqui em Goiânia o maior jornal do Estado (O Popular) está seguindo este caminho. Ele estreou seu novo layout e mudou também um pouco do conteúdo a partir da edição de ontem. Site do jornal: www.opopular.com.br.

A matéria que fala das alterações diz exatamente o que vc comentou: eles estão caminhando para um projeto mais próximo do povo, aumentando o espaço para opinião do leitor (coisa que os blogs fazem com os comentários) e tirando a sisudez do jornal.

O exemplo disso foi a manchete da edição de ontem: “Devagar, quase parando” - matéria sobre o trânsito trucado de Goiânia. O título da matéria sobre o trânsito, dentro do jornal, é: “É devagar, é devagar, devagarinho”. Claramente foi usada um trecho da conhecida música de Martinho da Vila. E na a matéria que explica o que mudou, cita este título musical e explica: “Títulos: liberdade para fazê-los de forma mais criativa”.

O importante aqui é o seguinte: O Popular é um exemplo de jornal dito “sisudo”. Não é como os populares Extra, de SP, que são sensacionalistas por natureza. Ou seja, os jornais ditos “mais sérios” estão sim tendo que passar por mudanças.

Achei interessante sua análise e o jornal ter mudado exatamente como você comentou, por isso sugiro o assunto para sua análise.

Abraço e continue com o bom trabalho.

Jornalismo-blogueiro é isso aí!

fidel.jpg

Enquanto os jornalistas-jurássicos e simpatizantes ficam discutindo o sexo dos anjos e como os blogs são chatos feios bobos e não se levam a sério, estão sendo comidos pelas beiradas. Pelos blogs, e pelos próprios órgãos de imprensa que despertaram para um tempo onde é possível ser irreverente, manter um contato mais direto com o leitor.

O pessoal que adora olhar o mundo do alto de um pedestal odeia esse tipo de publicação “popular”, e tratar o leitor de igual para igual foi o grande diferencial que os blogs trouxeram. A manchete do jornal Extra, aí de cima, foi maravilhosa. “Zero-um de Cuba pede pra sair - Fidel chama o Raúl”. É algo que eu esperaria em um blog, é algo que eu gostaria de ter escrito.

Torna a notícia menos importante? Distorce de alguma forma? No máximo gera interesse e faz com que o leitor pare e acompanhe o texto. Se isso não é uma boa manchete, não sei o que é. Mas a imagem de “jornalismo sério” não gosta dessas coisas. Duvido que os nobres representantes da Imprensa Tupiniquim Séria se sintam à vontade com esse tipo de manchete. Azar o deles. Eu adorei. E comprei um exemplar.

Não Percam: Cardoso e Grande Elenco no Proxxima 2008

Nos dias 11 e 12 de Março vou participar de uma mesa-redonda com os suspeitos habituais (Fábio Seixas, Interney, Fugita, o Roca do BlogTV e o Renato Shirakashi da Via6) com o tema “O fenômeno dos Blogs - Já chegou a hora de virar mídia?”.

A apresentação faz parte do evento Proxxima 2008 está sendo promovido pelo Meio & Mensagem e pela A5. O M&M  (não confundir com o confeito) é  um órgão que só não está para a Publicidade como o Estadão está para o jornalismo, porque eles reconhecem a importância dos blogs, mas em termos de tradição, é parecido.

Se você acha que é Pouca Mariola, veja no site os detalhes para a inscrição, incluindo o valor do investimento:

PERÍODO Valor
Até 31/jan 1.800
01/fev a 25/fev 2.000
A partir de 26/fev 2.500

Preciso guardar isso para jogar na cara dos trollzinhos que pousam aqui dizendo que meu blog não vale nada, etc, etc.

Eu só não entendi bem o motivo de estarmos agendados para dois dias e só estarmos na programação do dia 12, mas isso são só detalhes.

O que importa é que blogs estão sendo reconhecidos como “algo” (o que é esse algo, depende de cada um) e o mercado de propaganda quer nos ouvir. Espero que com isso a relação entre agências e blogs passe a ser baseada em RESPEITO, e não em intimidação, como de vez em quando acontece.

PS: vocês devem ter notado a ausência do Inagaki na lista dos participantes, mas com dois japoneses já agendados, um terceiro violaria as cotas estabelecidas no Protocolo de Kyoto, e teríamos que arcar com os créditos de carbono. Ou algo assim.


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