web metrics


Manifesto de Apoio e Singela Sugestão ao TSE

19/08/2010 - 12:16 pm  -  15 comentários


Os programas humorísticos, comediantes[bb], redatores, piadistas[bb], artistas e intérpretes em geral estão cientes da legislação que se propõe a trazer de volta a Seriedade ao processo eleitoral, banindo das campanhas políticas manifestações de cunho humorístico que visam claramente expor defeitos, falhas de caráter, deficiências morais e características questionáveis dos candidatos.

Este blog apóia totalmente a iniciativa do TSE, inclusive com sugestões. Achamos que para evitar danos aos nobres candidatos os programas humorísticos devem ser examinados previamente por funcionários do Tribunal, seria um processo rápido e não-burocrático. Declarados livres de qualquer tipo de conteúdo danoso aos supracitados candidatos, estariam liberados para veiculação.

Sugiro ainda que as emissoras insiram uma cartela antes de cada programa, dando ciência aos espectadores de que o programa foi liberado pelo órgão competente, assim nós, cidadãos cumpridores das Leis e tementes a Deus não correríamos risco de assistir inadvertidamente um programa com conteúdo contrário ao regime estabelecido pelo TSE. OU, caso a cartela não seja exibido, poderíamos imediatamente telefonar para um número e, anonimamente denunciar a emissora subversiva.

Tenho até um modelo básico da cartela, o que acham?

só uma sugestão...



Leia Também:


A Tessália do Bem e as celebridades instantâneas

21/03/2010 - 5:01 pm  -  24 comentários


Os talks shows noturnos nos EUA são um mercado disputadíssimo, motivo da briga generalizada dos últimos meses, com Conan O’Brien batendo de frente com a NBC e com Jay Leno, pois esta queria mover Leno para o horário de Conan, deixando o Tonight Show para depois de Meia-Noite, garantia que ninguém iria assistir. No final a NBC meio que venceu, O’Brien saiu com um pacote de US$45 milhões, em troca de não fazer nenhum programa de TV até Setembro.

Com isso o sujeito que era mega-popular ficou com tempo livre. E onde vão parar as pessoas que são ou foram muito populares, com tempo livre?

Exato, o Twitter.

Em alguns dias ele angariou mais de 700 mil leitores. Tendo tuitado até agora 33 mensagens. Não é um Mano Menezes mas é alguém a se respeitar. Agora, a parte divertida: No dia 5 de Março, entediado ele avisou:

“Decidi seguir alguém aleatoriamente. Sarah Killen, sua vida está prestes a mudar”

Muitos veriam isso como arrogância, mas o cara é puta velha de TV, sabe o poder que tem seu nome. E foi só isso. Não transformou a mulher em estrela, não fez entrevista, nada. Apenas clicou “Follow” sentou e ficou olhando.

Como primeira e única pessoa seguida pelo Conan O’Brien, o Twitter de Sarah passou de 3 seguidores dia 5 de Março para 28.327, hoje. Uma menina de 19 anos absolutamente comum, em três dias estava dando entrevistas para a MTV, jornais, rádios, ABC, NBC, programas matinais da CNN e até o filé. Sim, por ter sido seguida no Twitter por um apresentador de talk show desempregado ela foi no programa do Larry fucking King!

Ela e seu noivo se tornaram alvo de parentes interesseiros, chatos querendo aproximação com Conan O’Brien (coisa que ELA não tem) mas também estão tendo o lado bom. Ela ganhou um iMac de um admirador, um estilista doou um vestido pro (já próximo) casamento de Sarah e até gente oferecendo para suprir os vinhos da festa já apareceu.

A Fama de Sarah está durando mais do que o normal por sua postura pé-no-chão. Ela entendeu que não é estrela, e a primeira coisa que fez quando viu milhares de seguidores foi postar mensagens pedindo doações para uma corrida em prol de pesquisas contra câncer de mama, da qual ela sempre participa.

Já surgiu, claro, o tradicional grupo de trolls, há gente chamando Sarah de aproveitadora, outros dizem que ela está cheia de estrelismo, mas o foco aqui é que ela não fez NADA para ficar famosa, e sabe disso. O que Conan O’Brien fez foi um experimento social sensacional, mostrando o quanto a mídia pode ser manipulada. Com uma mensagem de menos de 140 caracteres ele mobilizou todo um segmento que se mostrou incapaz de entender que não havia PAUTA NENHUMA.

Conan brincou de Discovery e mostrou a gênese das celebridades instantâneas dos tempos modernos. São fruto da agilidade (uns dizem impaciência) do público em consumir infomação (consumir, não entender ou absorver), da necessidade de gerar pautas 24/7 que transformou a mídia mundial numa sucursal do site EGO e da falta de discernimento do próprio público, que assume a lógica circular Tostines: “Por quê fulana está na TV? Porque é famosa. Por quê é famosa? Porque aparece na TV”.

Nós, público adoramos essas celebridades descartáveis, nem é culpa da Internet. a TV nos deu e nós adotamos o Beijoqueiro, Tom do Cajueiro e tantos outros. Celebridades instantâneas com prazo de validade sempre existiram, mas assim como padres pedófilos e bizarrices japonesas, era questão de facilidade de exposição.


Mesmo a Tessália, com suas artimanhas marmotagens e scripts que a alçaram ao estrelato no Twitter vive essa retroalimentação. Mais de um usuário já falou “OK, ela usou scripts mas hoje ela é famosa”. Não em uma alusão maquiavélica sobre fins justificarem meios, mas dizendo que como ela é famosa, a fama a justifica. Eu não concordo, e quando criar um Universo ele não funcionará assim.

O meio mais fácil de ficar famoso é convencer todo mundo que você é famoso. Acho que é por isso que os trolls odeiam e levam a sério quando digo que sou o Rei do Twtter. Eles sabem que se gente o suficiente acreditar nisso, se torna verdade. Funcionou até com Jesus.

Ele não convenceu a todos que era supermodelo e não acabou comendo a Madonna?

O caso mais caricato é o tal Lucas Celebridade, uma creatura do Piauí cujo objetivo na vida é ser famoso. Não interessa muito como, não tem nenhum talento em especial, nunca fez nada digno de nota. Mas não importa. Em sua visão distorcida (ou não) a fama é o destino a alcançar. Fama pela Fama, a melhor de todas, assim você não precisa fazer nada além de “ser famoso”.

 


Quando vi o “blog”do sujeito pela primeira vez ri horrores, imaginei que era fugitivo do magnífico e bizarro Blog da PGA, mas os chega-pra-lá que imaginei ver o cidadão tomando não ocorreram. O ridículo é bem-vindo, na bizarrice diária da Internet. EU passei a ser alvo de críticas (você tem inveja do sucesso dele) enquanto o Lucas Celebridade era acolhido como um primo distante, um visitante estrangeiro com hábitos peculiares, tudo menos o portador de um discurso vazio, ausente de proposta e
pregador de uma vida superficial e sem propósitos concretos.

Mesmo assim eu não o culpo por todos os Males que afligem a Humanidade (essa é a Tessália. Ou Pandora? Sempre confundo). Lucas está fazendo uso de um estratagema e perpetuando um ideal de sucesso que é martelado pela mídia E ansiado pelas pessoas. Quando digo que prefiro minha parte em dinheiro, parafraseando Nizan Guanaes, vejo que ofendo muita gente. Renegar a fama por menor que ela seja é pecado no Brasil.

O mais engraçado MESMO foi ver gente que diariamente reclama da má-qualidade da TV brasileira, gente que reclama da “mídia” empurrando “lixo” goela abaixo das pessoas, gente que ataca a Tessália apontando sua ausência de conteúdo, talento e valores detectáveis de gordura corporal fazer campanha em Twitter e blogs para colocar o Lucas Celebridade no BBB, Jô, MTV e tudo que é programa de TV.

Portanto, meus caros, fica a dica: Cada povo tem a televisão que merece, e quando a Elite Intelectual e Econômica do país quer
Lucas Celebridade na TV, fica difícil exigir que a Globo vire a BBC.



Leia Também:


Num mundo sem mocinhos músicos também são mesquinhos

21/09/2009 - 8:59 am  -  13 comentários


Estamos vivendo um período intermediário no mundo da produção cultural, o advento da distribuição E produção digital mudou tudo. Em alguns anos teremos resolvido esses problemas, mas por enquanto temos gravadoras que não aceitam morrer, artistas que não sabem direito pra que lado ir, usuários que querem o conteúdo e vão consegui-lo de um jeito ou de outro…

A única constante é a ganância, que continua muito bem, obrigado.

Exemplo: Nos EUA um grupo está fazendo lobby junto ao Congresso em prol de legislação que regule os royalties de execução para mídia digital. No grupo temos gravadoras, publishers, artistas e compositores.

Os royalties de performance são os mesmos que no Brasil ficam sob controle do famigerado ECAD. É o dinheirinho que se paga cada vez que uma música é executada publicamente, seja em um elevador, em um seriado de TV ou em uma festa de aniversário.

Não é que quem criou/produziu a música não ganhe quando ela é vendida no iTunes. Ganham, uma fração bem maior do que na venda tradicional, aliás. O que não ganham é quando a música é executada em uma rádio online ou quando aparece em um filme baixado ou assistido via streaming.

Até aí tudo bem. Se há a cobrança desses royalties em outras mídias, é justo que sejam cobrados no meio digital. O que é mesquinho MESMO é que querem cobrar royalties de performance das músicas baixadas, o que é um absurdo. Não é uma execução, caceta, é uma venda. NÃO ganham royalties de performance na venda de CDs.

Pior: Compositores E gravadoras querem receber royalties de performance inclusive dos previews de 30s que o iTunes disponibiliza para você saber se a música é legal e vale a pena comprá-la.

Eu até diria que achei estranho gravadoras e artistas unidos assim, mas não só a necessidade, a mesquinharia também faz estranhos companheiros de cama.

Fonte: Ars Technica



Leia Também:


Norton I, Imperador dos Estados Unidos

17/09/2009 - 1:47 pm  -  35 comentários


150 anos atrás era coroado o primeiro e único Imperador dos Estados Unidos da America, talvez o maior de todos os malucos-beleza. A história é comumente tomada como ficção, por ter sido popularizada em Sandman, de Neil Gaiman, mas é incrivelmente verdadeira.

Joshua Abraham Norton era um inglês morador dos EUA que foi muito rico, até perder tudo em um investimento mal-planejado, importando arroz do Peru. A batalha judicial com os credores o desestabilizou mentalmente, a ponto de sumir do mapa, levando anos para voltar a São Francisco.

No dia 17 de Setembro de 1859 ele enviou uma proclamação a vários jornais, onde se declarava Norton I, Imperador dos Estados Unidos. Achando que era brincadeira, alguns publicaram.

Outros decretos se seguiram, onde ele dissolvia o Congresso, dava ordens ao exército, etc. Claro, ninguém prestava atenção. Era apenas um sujeito arruinado, quase um sem-teto, vivendo em um quarto de pensão cuja diária custava 50 centavos.

Só que Norton era uma figura extremamente simpática. Ao invés de expulsá-lo os comerciantes o recebiam bem. Com o tempo o Imperador virou figura folclórica. Ele coletava impostos (geralmente 50 centavos) e era convidado a comer nos melhores restaurantes.

Depois disso placas de bronze eram colocadas na porta, dizendo “Indicado por Sua Majestade Norton I, Imperador dos EUA”. Isso aumentava a freguesia, e logo Norton tinha mais convites do que tempo. Peças e Concertos sempre reservavam um camarote para ele.

Fora os “impostos” a única fonte de renda de Norton eram seus bônus imperiais e papel-moeda. Não só o dinheiro que ele emitia era considerado item de colecionador, como vários estabelecimentos comerciais aceitavam as notas.

Norton inspecionava os bondes, escolas e vias públicas, mantinha correspondência com outros monarcas e dizem até ter se encontrado com Dom Pedro II. Seus decretos iam dos mais loucos a ordens como criar uma Liga das Nações e construir uma ponte na Baía de São Francisco – considerado na época uma idéia doida.

Ele usava um fardão imperial, doado por um general do Presídio de São Francisco, quando ficou rasgado demais, ele ganhou outro, da municipalidade.

No censo de 1870 ele aparece listado como “Imperador”.

Em 1967 Norton foi preso por um policial babaca de nome Armand Barbier, que o tentou levar para um manicômio, para internação involuntária. Uma série de editoriais nos jornais atacou a atitude do filho da puta. Norton foi solto, e Patrick Crowley, Chefe de Policia fez um pedido de desculpas formal para o Imperador, em nome de toda a Força Policial:

“Ele não derramou nenhum sangue, não roubou ninguém, não pilhou país nenhum. Isso é mais do que pode ser dito de outros Imperadores”

Depois disso todos os policiais de São Francisco passaram a saudar o Imperador, quando passavam por ele nas ruas.

Em 8 de Janeiro de 1880 aos 61 anos Norton estava a caminho da Academia de Ciências da Califórnia, onde faria uma palestra, quando teve um ataque e morreu, na rua. Os jornais estamparam manchetes com o falecimento. O San Francisco Chronicle publicou “Le Roi Est Mort”, junto com um lindo e respeitoso obituário.

Todos sabiam que ele era um louco que se achava Imperador, mas um maluco inofensivo e querido, que nunca mostrou ganância, crueldade ou má-intenção. Norton era o pequeno agente provocador, a pequena dose de aleatoriedade que torna a vida menos monótona. E também não era nenhum golpista, como alguns chatos alegavam.

Suas posses se resumiam a uma coleção de chapéus, cinco ou seis Dólares em moedas, US$2,50, uma bengala, uma espada e alguns papéis. Ele ia ser enterrado como indigente, mas a Câmara de Comércio da cidade intercedeu e pagou por um funeral digno. Norton I Imperador dos Estados Unidos foi enterrado com honras de chefe de estado. Seu cortejo foi formado por 30 mil pessoas e teve mais de 3Km de extensão.

Sua lápide traz “Norton I Imperador dos Estados Unidos e Protetor do México”

Joshua Norton mostrou que você não precisa nem sequer ser são para fazer do mundo um lugar melhor.

Fonte: SFGate e Wiki de Verdade



Leia Também:


Propriedade Intelectual Rouba mas Faz

03/05/2009 - 7:21 pm  -  24 comentários


Em 1957 uma série de acusações de corrupção envolveram o então candidato a prefeito de São Paulo Adhemar de Barros. Fazendo juz ao ditado de que não há propaganda ruim, decidiram não só não combater as acusações, como inciaram uma campanha semi-oficial com o genial slogan “Rouba mas faz”, e dada a visão realista dos eleitores, isso é mais do que se poderia esperar de um político.

E sim, ele ganhou a eleição.

Foi um belo caso de lidar com uma situação potencialmente negativa e transformar em algo lucrativo.

O plágio é uma realidade para qualquer um que produza conteúdo.

A Juliana vive arrancando cabelos no Twitter denunciando copiadores, ladrões de templates, etc. Isso só gera cabelo branco. Por sorte nem todo mundo que pega conteúdo alheio para uso próprio na Internet é um plagiador safado.

Felizmente também nem todo mundo que cria conteúdo age como cachorro raivoso. Da mesma forma que a Juliana aceita quando citam parte de um artigo dela, ou quando alguém pega um texto, amplia, acrescenta, comenta e publica, outros também acham que alguém que CRIA em cima da sua obra merece respeito.

Vejam o exemplo de Dan Walsh, criador do genial Garfield Minus Garfield, aquele blog onde são publicadas tirinhas do Garfield sem o Garfield. Ele descobriu nos fóruns da vida uma brincadeira, onde o gato era removido das tirinhas e o sentido, embora alterado, ainda existia. Esquisito? Com certeza, quase sinistro, mas funciona:

O Bill Watterson nunca autorizou nenhum material de merchandising nem que ninguém além dele escrevesse tiras do Calvin. Em um caso como esse, seria no mínimo situação de mandar os ninjas.

Jim Davis, por sua vez, teve uma atitude completamente oposta. Não só nunca reclamou do blog, nunca fez ameaças veladas, como se declarou publicamente fã do trabalho de Dan Walsh.

Agora o criador de Garfield foi mais além: Publicou um livro novo… Garfield Minus Garfield:

O livro traz os trabalhos de Dan Walsh, as tiras originais de Jim Davis e até mesmo tiras “garfield sem garfield” originais, criadas pelo Jim. O trabalho de Dan não só é reconhecido como ele é autor do prefácio do livro.

Essa história só teve final feliz graças a uma rara conjunção de fatores: Jim Davis não é um babaca no estilo processa primeiro pergunta depois, e Dan Walsh não é um plagiadorzinho de bosta, que apenas copia e replica, sem acrescentar nada ou sequer creditar o autor original.

Notem que o caso aconteceu independente da licença de distribuição das tirinhas do Garfield, o que é péssimo pros militantes da tal Creative Commons, mas ótimo para quem se preocupa primeiro com o conteúdo de qualidade.



Leia Também:


Como sempre, eu estava certo sobre os ecochatos

30/03/2009 - 5:06 pm  -  96 comentários


Recebi um spam na minha caixa-postal, que por pouco não apaguei achando ser sacanagem. E olha que meu grau de tolerância a idéias estúpidas é bem alto. Pois bem, verifiquei o link e não era.

Um grupo de idiotas, durante a tal “hora do planeta” saiu com um MEGAFONE enchendo o saco na porta de prédios gritando para “apagarem as luzes”.

Sério, se eu tivesse um DeLorean viajaria até a 2a Guerra só para pegar emprestado um daqueles holofotes de localizar bombardeiros noturnos, só pra acender em cima do CORNO que resolveu gritar no meio da noite.

Duvidam? Vejam os abestados:

PS: Quer dizer que os imbecis se preocupam tanto com o praneta que saem DE CARRO patrulhando os outros? EPIC FAIL.



Leia Também:


Na Estante: Startup e Dejavu

12/03/2009 - 4:28 pm  -  25 comentários


A sapaiada, na figura da perereca-mor Miss Moura Em um milagre divino materializaram-se em minha mesa vários livros, que estou na medida do possível lendo, mas dois pularam na frente da lista, e serão resenhados com calma em breve.

O primeiro é de ninguém mesmo do Bispo Macedo, é Plano de Poder, essa coisa aqui:

Ainda estou no começo, mas posso dizer que pela primeira vez fiquei com medo da Universal. Tive a mesma sensação que Winston Churchill teve ao ler Mein Kampf: Será que só eu estou lendo isso? Ninguém vai fazer nada pra impedir?

O Edir Macedo pode ser um monte de coisas impublicáveis, mas ele não é burro nem fanático. Se fosse isso o tornaria inofensivo. Pelo contrário, o livro delineia um plano político, com um objetivo bem claro: Criar a Grande Nação de Deus, segundo o projeto bíblico. Deu medo agora? Aguarde.

O segundo é mais tranquilo: Startup, de Jessica Livingston:

Uma série de entrevistas com gente como Steve Wozniak (ok, pra mim já valeu aqui) Tim Brady, do Yahoo!, Caterina Fake, do Flickr, Blake Ross do Firefox, Max Levchin do Paypal e mais uma penca de gente que criou empresas maravilhosamente bem-sucedidas na área de tecnologia. Como diria o Sílvio Santos, eu não li, mas é bom.

Mais informações:

Onde comprar: No Submarino, uai:

Link para o livro do Bispo Macedo

Link para o livro Startup

Mais informações sem ser pra pingar uns caraminguás no meu bolso:

Hotsite do Livro do Bispo Macedo
Hotsite do Livro Startup



Leia Também:


Existe vida após o Axé

05/03/2009 - 12:30 pm  -  67 comentários


Houve uma época em que todo o Brasil foi obrigado a abraçar sua baianidade, e adorar Axé, Lambada, Penetrada, etc. Daniela Mercury e Ivete Sangalo deveriam ser admiradas por seus dotes artísticos, falar de suas coxas era heresia. Ler Jorge Amado era pouco, para provar seu amor pela Bahia todo brasileiro deveria passar uma noite sob a lua, em um velho trapiche abandonado.

A Globo, claro, caprichou em aproveitar o Hype, com várias novelas regionais. Uma das melhores foi Tieta, com sua abertura revolucionária, onde Hans Donner fazia com Isadora Ribeiro o que todo mundo gostaria de fazer, entre quatro paredes:


A Musquinha (tm João Prista) era Tieta do Agreste, de Luiz Caldas, que se tornou referência em termos de MPB (Música Popular Baiana).

Com o tempo a moda sumiu, e foi possível ouvir música baiana por gosto (eu adoro De Volta Pro Meu Aconchego, com a Elba) e não por obrigação.

Aos músicos da época, sobrou o ostracismo fora da Bahia, como a menina do Kaoma, que acabou exilada em Brasília, ou o sucesso regional, com algumas (boas) exceções, tipo a Ivete, que é exceção e boa.

Agora descubro que o Luiz Caldas, um dos maiores ícones da época não só sobreviveu como se reinventou:

Isso mesmo, ele está fazendo heavy metal, e uma coisa posso garantir, toca guitarra melhor do que eu.

Em sua página no MySpace é possível ouvir algumas músicas do novo projeto, Castelos de Gelo, composto de 10 CDs e nenhuma faixa de Axé.

A grande sacanagem é que a própria mídia que tanto encheu a bola dos Baianos não divulga nem apóia quando algum artista resolve se reinventar ou fugir do estereótipo, como Luiz Caldas.

Agradecimentos ao Magaiver pelo link.



Leia Também:


Mais Recentes | Mais Antigos


Quem é Cardoso

Para saber mais sobre o autor deste blog, visite este link. Para enviar uma mensagem, clique aqui. Para anunciar, clique aqui.



Jabá

O Contraditorium está hospedado no Bluehost, com transferência mensal ilimitada, espaço em disco ilimitado, domínios ilimitados, infinitos subdomínios, PHP, Ruby on Rails e todas as funcionalidades que você puder pensar. Quanto? US$6,95 / mês, quinze Reau, menos que uma pizza. Conheça o Bluehost, clique no link abaixo.




Switch to our mobile site