O Onion é o mais bem-sucedido jornal de humor dos EUA. Começou em 1988 igual ao planeta diário, um tablóide de faculdade, mas como lá há ESCALA, cresceram e hoje são um pequeno império, com programas de TV mega-produzidos, um portal de primeira, etc, etc, pacote completo.
Só que eles SEMPRE foram um site de notícias falsas, como o Sensacionalista e o Diário de Barrelas. As manchetes vão de “Capitólio terá cúpula retrátil para dias de Sol” a “Deus responde a orações de garotinho aleijado. ‘NÃO’, diz Deus”.
É comum veículos principalmente de fora dos EUA pautarem matérias do Onion como se fossem verdadeiras, e até o New York Times cai de vez em quando, mas minha esperança é que pérolas que são primor de sarcasmo como esse vídeo abaixo não sejam entendidas como verdadeiras.
O texto, como quase tudo que vem do Onion é genial: “Jovem branca será julgada como negro adulto”. Sem explicar (muito) a piada, o vídeo fala da decisão do tribunal, dada a seriedade do crime –a jovem teria matado uma amiga com golpes de chave de fenda- ela perderia o privilégio de ser julgada como uma americana branca jovem e bonita.
Existem diversos sites especializados em notícias falsas na Internet. No Brasil temos o Sensacionalista e o Diário de Barrelas, no Rio Grande o sensacional O Bairrista e o Avô de Todos Eles, The Onion. Notícias falsas não são novidade, que o digam as minhas clássicas Fotos do Acidente da Gol.
Como não é novidade a sanha com que o pessoal replica informações sem confirmar NADA. Eu ATÉ compreendo isso da parte dos leitores, embora considere errado não chega a ser uma obrigação, ainda mais quando a informação está em um site com credibilidade. O problema é quando o site com credibilidade age igual a um novato histérico de Internet passando adiante besteiras sem confirmar.
Por exemplo. Esta matéria sobre uma congressista nos EUA que teria proposto uma legislação para arredondar pi.
Problema? Nenhum, arredondar pi é uma idéia totalmente idiota. Tão idiota que mesmo um republicano não pensaria em algo assim.
Vamos pesquisar. Uma busca pela Lei proposta, HR205, retornar o HEARTH Act, uma legislação sobre locação de terras indígenas.
Uma busca sobre a proposta, “The Geometric Simplification Act” só retorna o artigo em questão.
No site da congressista, nenhuma referência. Será falsa a notícia? Vejamos. Vou incorporar Bob Woodward, Carl Bernstein, Lois Lane, Datena e TinTim, os maiores jornalistas que já existiram, e enveredar em uma profunda espiral investigativa, revirando cada pedra, seguindo cada pista, em busca da verdade, doa a quem doer.
Como identifiquei isso? Digamos que anos de experiência, um faro sobrenatural, uma perspicácia digna de Carl Lightman e…
O NOME DA SEÇÃO, CACETE! “HUFFPOST COMEDY”.
COMEDY, querida Info, é COMÉDIA em inglês. Não é pra ser levado a sério. Do contrário o resultado é de chorar.
[ATUALIZAÇÃO] A Info viu a cagada e seguindo a Escola George Orwell de Jornalismo editou o post, colocou uma interrogação no título e acrescentou um parágrafo dizendo que entraram em contato com o gabinete da deputada para confirmar a notícia, que descobriram ser falsa.
Infelizmente meu screenshot é anterior, e não tem a interrogação.
Outra dica, Info: Apaguem os comentários, eles dão a entender que o texto era afirmativo (como realmente era) e não uma história sobre uma notícia falsa.
Dica final: Se está no inferno abrace o capeta. Passem a escrever em Novilíngua.
Saiu nas páginas amarelas da Isto É, o recluso e genial escritor Gregório de Matos, autor de clássicos modernos como Saudades Mortas e Norte das Águas se cansou do baixo nível da TV Brasileira. Redigiu um comunicado que está sendo divulgado pela mídia. É curto, objetivo e vale ser lido:
Tristes Trópicos – por Gregório de Matos
É sabido que desde a morte do grande apresentador e empresário de TV Flávio Cavalcante em 1978 a TV brasileira vem de mal a pior. Que meus amigos do meio não me entendam mal; tal qual os surrados soldados americanos sofrendo nas mãos dos chineses no clássico filme sobre o Vietnã “Ponte do Rio Kwai”, os profissionais tentam fazer o melhor, mas quando a própria direção orienta que o trabalho seja sujo, nada mais pode ser feito.
Esse programa, esse Big Brother de nada lembra a sociedade descrita por Aldus Huxley em seu romance homônimo. Estamos emburrecidos enquanto povo e os “brothers” só espelham isso, mas um espelho é muito mais do que algo que reflete. Um espelho também inspira. E me deprime o que esse Big Brother inspira, acreditem.
Claro, não vivemos mais o tempo bárbaro onde autores radicais como Balzac e Oscar Wilde pregavam fogueira para homossexuais, mas a depravação nesse programa está descabida. Depravação essa exacerbada pelo álcool, “maior inimigo do Homem”, nas palavras do grande cordelista Jessé Gomes da Silva Filho, meu fiel companheiro de discussões filosóficas no Calabouço, popular ponto de encontro na USP dos Anos 70.
É preciso controle, é preciso moderação. Mostrar os brasileiros como eles são não ajuda na formação do caráter de nosso povo. Temos que nos ver como fingimos ser, não como realmente somos. Quem vai fantasiado de espelho nunca é convidado para o próximo baile de máscaras. Ou nos conscientizamos disso ou continuaremos a não ser, nas palavras do General Geisel, um país sério.
Hoje estava lendo esta notícia enviada por Takata-san. Em resumo um jovem de 23 anos, de classe média alta resolveu repetir uma besteira que viu na Internet: beber vodca pelo olho.
Eu entendo o conceito de drogas injetáveis, eu entendo o conceito de drogas fumáveis, mas qual a lógica de enfiar vodca no olho? Jesus nos deu um excelente orifício para depositar veneno.
Segundo a reportagem os imbecis fazem isso para “se embriagar mais rápido”. Caceta, custa esperar os 30 segundos que um copo de tequila leva pra fazer efeito?
Ainda na matéria, no melhor estilo “eu não tenho responsabilidade pessoal”. O tal jovem “criticou a divulgação da moda na internet”.
Deixa ver se entendi: o sujeito tem 23 anos na cara, vê um vídeo de um idiota abestado enfiando vodca no olho, repete e a culpa é da internet?
Que pena que ele não viu vídeos de Lemingues pulando no precipício.
Agora, o retardado (se bem que o retardado de anedota prega sorvete na testa, algo bem mais benigno e bem menos imbecil do que esse sujeito fez) pode ter que fazer um transplante de córnea.
Sou contra.
Ele está no perfil ideal de receptor. Jovem, saudável e garanto que as pedagogas e psicólogas contratadas pela família traçarão uma imagem de jovem talentoso e promissor.
Alcoólatras não recebem fígados. Enquanto bebedor contumaz e com quem mais convidar pro bar, não gosto disso mas entendo perfeitamente.
Então pergunto: qual a lógica de negar fígado a um alcoólatra mas dar uma córnea pra um sujeito tão burro a ponto de danificar o próprio olho só por farra?
Não seria o caso dos comitês de transplante assumirem una visão mais pragmática ainda? Vamos priorizar quem perdeu a visão em um acidente de trabalho, em uma fatalidade. Como doador, fico muito preocupado de meus órgãos irem para alguém imbecil assim. Não fará nada de útil com eles.
Ontem o Colbert Report, programa de humor jornalístico (não confundir com CQC) apresentado pelo comediante Stephen Colbert levou ao ar o primeiro de 3 programas especiais, com a platéia composta de militares recém-chegados do Iraque. No começo do programa ele exaltou os soldados, explicou que para recebê-los estava com um monte de brindes e produtos que eles não tinham quando em combate, como cerveja de verdade e… cachorro-quente. Estava inclusive com uma barraquinha de hotdogs no cenário.
O sujeito da imagem acima, distribuindo cachorro quente para os soldados é nada menos que Joe Biden, Vice-Presidente dos Estados Unidos da América.
Isso mesmo. Um comediante que por mais liberal que seja critica constantemente o Governo conseguiu que o segundo homem mais poderoso do planeta não só fosse em seu programa como ainda topasse participar de uma brincadeira.
Não é a primeira que o Colbert arma. Ano passado ele levou metade da equipe para o Iraque, fez uma semana de programas direto de um dos palácios de Saddam Hussein. Entre diversas entrevistas ele falou com gente do nível do General Ray Odierno, supremo comandante das tropas aliadas no Golfo. Durante a entrevista comentaram da “prova de respeito” que visitantes costumam demonstrar para com os soldados, que é cortar o cabelo com máquina zero. Colbert brinca, diz que o General não pode passar a máquina pois ele, Colbert só responde ao Presidente.
Nessa hora um link de vídeo é aberto e nada menos que Barack Obama, Presidente dos EUA aparece, saúda os soldados e diz para Colbert que está acompanhando a discussão.
“Sr Presidente, seus satélites são tão bons assim?” ao que Obama responde: ”Não, mas minhas orelhas são tão grandes assim”. Em seguida dá a ordem como comandante geral das tropas, para que o General passe a máquina no Colbert. A cena é fantástica:
Durante a semana ainda aparecem mensagens em vídeo de George Bush, Bill Clinton, John McCain. Um programa de humor conseguiu reunir vários dos homens mais poderosos de seu tempo, sendo que esses homens não pensaram duas vezes antes de fazer piadas com suas próprias imagens públicas. John McCain, herói de guerra veterano da 2a Guerra Mundial do Vietnã (thanks Betinho) não teve problemas em dar aos soldados o conselho que aprendeu em uma guerra passada: “limpem sempre seus mosquetes”.
Os políticos fazem fila para participar do programa, mesmo os conservadores se beneficiam, já os liberais ganham em média 44% a mais em doações de campanha, após aparecer no show.
Já o Daily Show, programa-origem do Colbert Report e “mais sério”, recebe com frequência chefes de Estado, embaixadores e políticos de primeiro e segundo escalão. Há casos como o do picareta em último grau Rod Blagojevich, ex-governador de Illinois deposto por corrupção descarada. Ele foi massacrado de todas as formas por meses no Daily Show, mas no dia em que foi convidado, topou na hora. É melhor estabelecer uma política de “fairplay” do que cometer o Supremo Sacrilégio Americano, protestar contra um programa de humor.
Eu digo protestar pois lá a Constituição, já que não tem que se preocupar em regular juros de mercado, pode proteger o direito à sátira, à paródia, ao Humor.
Bolas, há eventos oficiais inteiros dedicados ao Humor. O Jantar dos Correspondentes de Imprensa da Casa Branca é basicamente uma noite de comédia, onde um humorista é convidado para… sacanear o Presidente, que por sua vez também faz seu showzinho. Ano passado o Obama mandou muito bem:
É, eu também não consigo imaginar o Lula ou o FHC fazendo isso. NA HORA iria aparecer a galera do mimimi com o discurso “fazendo piada enquanto tanta gente passa fome…”. Em uma parte do discurso Obama faz uma piada com David Axelrod, seu principal estrategista de campanha. Diz que falou “podemos fazer coisas maravilhosas juntos”, ao que David teria respondido “então vamos para Iowa tornar isso oficial”. Iowa havia recentemente legalizado o casamento gay.
Brincasse o Presidente assim no Brasil, o mimimi “presidente homofóbico” atingiria proporções bíblicas.
O conceito-chave aqui é Liberdade, algo tão entranhado na cultura ianque que consideram natural. Todas as formas de discurso são igualmente válidos, já passaram da Infância, não têm mais a necessidade de autoafirmação de nós latinos, que precisamos desesperadamente repetir todo o tempo que “isso é coisa séria”, e a maldita frase “com coisa séria não se brinca”.
Essas frases são o último refúgio do covarde, pois políticos não saber como lidar com Humor. A crítica do humor inteligente é rápida, mordaz e não pode ser combatida da mesma forma que políticos combatem críticas normais: com hipocrisia, frases de sentido vago e muito bla bla bla. Por isso tantas tentativas de censurar humor em tempos de eleição. A comédia além de ser vista como uma arte menor por boa parte do público e dos próprios artistas, é considerada subversiva. Humoristas nada mais são na visão dessa gente do que encrenqueiros.
Aqui cabe uma mea culpa, se a classe política ainda está na idade da pedra, os humoristas também não vão muito longe. Há muito pouca gente aqui capaz de sentar numa mesa com um Lula e ir além de piadas com o dedo, e definitivamente o tempo do Presidente da República é valioso demais para ouvir um engraçadinho perguntando se é verdade que ele fez 3 faculdades.
Infelizmente a questão é -mais uma vez- cultural. Nossos políticos temem o Humor por não saber lidar com ele. Não lidam com ele por não ser algo “digno” de importantes políticos, e o público compartilha da percepção de que no fundo Humor É uma atividade menor, bem menos nobre que o Jornalismo. Seja ele qual for.
Eu prefiro acreditar que se ganhadores do Nobel como Paul Krugman, Muhammad Yunus e Joseph Stiglitz acham o Colbert Report relevante o suficiente para merecer suas visitas, talvez o Humor deva ser levado a sério.
Por mais que tenha sua influência junto à escumalha rebelde, o Kibeloco se compara a um Lando Calrisian, seu blog é uma operação insignificante, é Bespin comparado com o Império da Internet que Gera Conteúdo. E até ele se ofende ao ouvir o verbo kibar (kibar! kibar! kibar!, repitam).
Faz sentido, pois mesmo sendo sinônimo de plágio ninguém quer ser chamado de plagiador. Mas e quando a kibada é tão obscenamente descarada que supera tudo que o kibe já fez? Como caracterizar a tal Video Brinquedo?
Esse pessoal cuja originalidade já começa no nome se especializou em… Kibar a Pixar.
Você já deve ter visto, toda vez que sai uma animação da Disney, Pixar ou Dreamworks uma série de estúdios chineses de 5a categoria criam versões “semelhantes”. Como a Disney fazia uso de contos de fada, sem copyright, a farra comia solta. Com a criação de personagens originais, isso deveria parar, mas é confiar demais no ladrão.
O resultado são pais alienados que estragam o Natal dos filhos comprando versões kibadas genéricas dos filmes que eles viram no cinema. Pior: Compram, acham que os filhos devem entubar afinal “é tudo a mesma coisa” e ainda acham que saíram por cima, por pagar R$10 no que os otários que compram originais pagam R$50.
A surpresa é que muitos desses filmes kibados chineses são na verdade… made in brazil.
Os responsáveis são uma empresa cujo Modelo de Negócios é copiar (vai além de kibar, o conceito) os trabalhos de gente como Pixar, Dreamworks, Disney. Não é pirataria, não é uma honesta reprodução não-autorizada e posterior distribuição. Eles vão muito mais baixo: Chupam os conceitos, idéias e personagens.
Eu como fã de John Lasseter, Walt Disney, Walbercy Camargo e tantos outros que contribuíram para a Autêntica Felicidade Humana, nos entretendo com horas de magia e deslumbramento me sinto pessoalmente ofendido ao ver gente ganhando dinheiro chupando o trabalho alheio. E não é pouco. Uma abominação chamada “Ratatoing” vendem 60 mil cópias. “OS Carrinhos”, totalmente chupado de “Cars”, da Pixar, um dos filmes que mais me emociona até hoje, vendeu 310 mil cópias.
Uma crítica do “Ratatoing” no site ToonZone resume: “Se você comer uma cópia do pior desenho animado que imaginar, o que você cagar ainda será melhor que Ratatoing”.
PAUSA PARA AS KIBADAS
“Vida de Formiga”
“Os Carrinhos”
“Ratatoing”
NOTA: Não são só esses, também plagiaram Transformers, UP, vários da Disney, Kung Fu panda, etc, etc e blearrrgh etc.
Infelizmente há pouco que os Criadores possam fazer. No mercado dos EUA (onde atendem como Toyland) a Video Brinquedo mal arranha, sendo vendida nos Walmarts da vida pra população de pouca renda e nenhum discernimento. Já no Brasil a coisa muda de figura. Não só vendem MUITO como faturam inclusive com licenciamento. Sim, agora o pai espertão que acha que Carrinhos == Cars pode comprar ovo de páscoa e caderno genérico pro otário do filho, também.
Eles se explicam, se bem que pela cara de pau acho que era hora de lançarem uma versão de Pinóquio. Marco Botana, gerente de produto da Vídeo Brinquedo em entrevista para a Folha de SP:
“As temáticas são diferentes, as histórias não têm nada a ver com os filmes da Pixar”, explica. “As animações seguem ondas, teve uma de bichos da floresta antes, depois de bichos do mar, todos os estúdios embarcam, inclusive nós, à nossa humilde maneira.”
Não, Marcos, nada a ver. Eu que estou vendo coisas.
Estou muito revoltado, empresas assim são como parasitas nas asas de um anjo. Estão maculando algo BOM, estão tirando seu sustento do talento alheio, enganam crianças e pais e não criam NADA, faturando milhões enquanto gente de talento briga desesperadamente por visibilidade nos YouTubes da vida, sem a trapaça de chupar uma obra já consagrada.
Como consumidor, só posso fazer a minha parte: JAMAIS chegarei perto de algo “produzido” por essa empresa, e aumentarei a quantidade de produtos legítimos que compro. Se precisava de um incentivo para comprar meu Buzz Lightyear, é essa a hora. Obrigado, Video Brinquedo! Sua mediocridade vai render vários dólares no bolso da Pixar.
Semana passada rolou um auê nas Internets, um quadro do CQC havia sido censurado na Justiça. Eu não gosto do CQC, já falei isso e não assisto o programa, mas ao contrário dos Trolls tenho grandeza suficiente para entender que um programa, mesmo um que não me agrada ser censurado é algo sério. Assim fui ver o tal quadro, posteriormente liberado por um Desembargador. (mais detalhes aqui)
Eu recomendo a TODO MUNDO que assista, foi algo delicioso de se ver. Colocaram um GPS em uma TV, doaram para a Sec. de Educação de Barueri. O Secretário (irmão do Prefeito) adorou o presente, falou que iria para uma escola, etc. Depois de alguns dias a TV foi retirada por um funcionário da prefeitura “para sintonização” e sumiu.
Sumiu em termos, graças ao GPS rastrearam até a casa de uma funcionária. O Secretário de Educação não sabia disso, foi um rebu. Só que como isto é Brasil, o corrupto se mostrou apenas uma engrenagem do Sistema, e a principal e única função do Sistema é proteger o Sistema.
Em entrevista ao CQC o Prefeito de Barueri, Rubens Furlan perdeu uma excelente oportunidade de baixar as calças e girar o pinto, como o Brüno. Seria menos danoso. Sério, foi uma Vergonha Alheia digna de lavadeiras, na visão mais estereotipada-novela-da-globo do termo. Ele xinga todo mundo, chama Marcelo Tas de Careca Babaca, xingou Deus e o Mundo, foi algo assim patético. Assistam, por favor.
Dito isso, no Twitter elogiei muito a idéia, apesar da péssima execução do Danilo Gentili, Sim, ele é muito ruim. Deveria vir para a mídia impressa, pois escreve MUITO, MUITO melhor do que standapeia ou reporteia.
A idéia foi tão forte que NEM ele estragou. AÍ meu mundo caiu.
Eu sempre soube que o CQC é uma franquia de um programa argentino. Isso é normal, a Globo vive licenciando formatos da Endemol, The Office, Life on Mars são séries que também foram “franqueadas”, não há demérito nisso.
Entendam: A idéia continua do caralho, mas levando-se em conta todos os envolvidos, o mérito do sucesso da matéria é dividido entre o Prefeito de Barueri e os argentinos. Não é JUSTO elogiar ninguém do CQC Brasil pela CRIAÇÃO da idéia.
CLARO, comentei isso e fui apredrejado. Minha sorte é que os fãs xiitas do CQC ainda não chegaram na Idade do Bronze. Dizer que não gosto do programa que os faz se sentir inteligentes é uma heresia.
Como Criador me decepciona quando vejo algo requentado, é uma postura pessoal, eu gosto de material original, admiro quem pega barro e cria Vida. Os mitos da Criação costumam ser os mais bonitos. Mas estou sozinho.
Meu grande embate com o Kibeloco é esse. É um blog que virou sinônimo de cópia. Hoje na Internet brasileira o termo “kibar” é de uso público. Ele repete material publicado em outros blogs com dias de atraso, não coloca fonte e quando coloca não põe link, exceto quando é algum blog da patota.
Não sou só eu. O Cocadaboa foi um dos grandes blogs a se posicionar contra a kibagem, o Treta iniciou a campanha Usura Não!, adotada por vários outros blogs para lembrar ao Tabet que ele não está sozinho no mundo e é bom creditar fontes.
Em resposta a essa acusação de falta de talento e ausência de criatividade, Antônio Tabet me ataca xingando de Gordo. Como dizem em Lei & Ordem, não há mais nada a apresentar, a Promotoria encerra.
O problema é que eu estou me sentindo sozinho. Minhas preocupações com criatividade, originalidade não ecoam. Piadas óbvias repetidas são aceitas, talvez pela familiaridade seja mais fácil rir delas. Gentili é chamado de gênio ao fazer piadas sobre o Trânsito de São Paulo. Ontem entre os vários ataques dos fãs do CQC, guardei dois especiais:
Como podemos ver o mercado para o ChatRoleta vai bem. As SETE empresas que deram entrada no INPI tentando registrar a marca “Twitter” vão bem. Os iFones, oPhones e similares vão bem. As mais de 400 aplicações de peido do iPhone vão bem. O kibeloco vai bem, a Esfirra Doida, o Tabule Demente e vários outros blogs com certeza existentes vão bem.
Copiar não é demérito, copiar é quase obrigação, visto que o “Leandrinho” e a “Patti” não me deram sequer opção de discordar.
Eu só pergunto a essa gente, como pergunto ao Tabet: De quem vocês irão copiar quando todo mundo com criatividade tiver desistido de produzir algo original?
Semana passada as interwebs ficaram cheias de artigos falando sobre o tal Ponto de Sarcasmo, que seria usado em textos para indicar a real intenção do autor. O assunto rendeu até posts no MeioBit, e vários leitores me mandaram links pedindo encarecidamente que eu comentasse.
Pensei em diversas abordagens, imagens envolvendo House e a clássica cena do Detector de Sarcasmo, d´Os Simpsons.
Pensei em estruturar um texto extremamente sarcástico, elogiando como a última maravilha do mundo.
Pensei em um texto onde atacaria a invenção dizendo que as pessoas não precisam disso, que seria chamar o leitor de burro, que qualquer pessoa percebe sarcasmo, etc.
Pensei em um texto sério, dizendo que não daria certo pois mesmo com TAGS <IRONIA></IRONIA> não consegui escapar de salsas abestadas que não entenderam este post.
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