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Depois de Sarney agora tenho pena de Gadaffi

20/03/2011 - 10:30 am  -  13 comentários


Lembram daquela guria chamada Sarah Law Who, que tem o infeliz nickname de @sarney no Twitter?

A coitada é xingada diariamente pelos exaltados militantes do Sofativismo. Chegou a colocar na Bio, em bom português “Eu não sou José Sarney”. Acredito que o efeito tenha sido zero.

Agora surgiu alguém MAIS azarado. Nem vou explicar, apenas mostrar o twitter do sujeito:

 

Snap143



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Wikileaks, Michael Moore e outros idiotas necessários

07/12/2010 - 7:04 pm  -  30 comentários


Era uma vez uma sociedade utópica perfeitamente organizada. Os descontentes eram poucos e no máximo insatisfeitos. As pessoas viviam suas vidas sem saber que eram controladas por máquinas desde seu nascimento, as suspeitas, mesmo raras eram explicadas através de mitologias e outras justificativas.

Essa sociedade tinha um defeito que nem seus criadores conseguiram resolver: Ela era estagnada. Para que evoluísse era preciso que uma instabilidade fosse inserida no sistema. Assim de tempos em tempos nascia um Escolhido, um jovem com uma percepção diferente da realidade que, se tudo desse certo quebraria o ciclo de morte e renascimento daquela sociedade, e sua dependência das máquinas.

Não, não é o mundo de Matrix. Eu descrevi o livro A Cidade e as Estrelas, de Sir Arthur C. Clarke, escrito em 1956.

O tema é recorrente, há um consenso de que não há progresso sem elementos de instabilidade, sem uma dose de Caos. A lição vale pros dois lados, pois também é evidente que por mais que se tente é impossível eliminar todos esses elementos de Instabilidade. Mesmo em histórias onde o final é pessimista, como 1984 de Gorge Orwell ou o curta de Angeli A Cauda do Dinossauro, com a edificante Christiane Tricerri, a história só é pessimista por ter sido contada pela metade. O Status Quo nunca é confortável ou simples de ser mantido.

Mais ainda: Esses elementos de instabilidade e Caos (Caos aqui é no sentido científico, faz favor) são essenciais para evitar a regressão da sociedade, pois qualquer liberdade não exercida tende a ser esquecida. Quando da queda do Muro de Berlin milhares de pessoas atravessaram para a Alemanha Ocidental apenas para voltar para casa depois de visitar parentes ou passear pela cidade. Mais duas ou três gerações e ninguém faria isso mesmo sem muro.

Quando vemos o caso do Julian Assange, o blogueiro responsável pelo site Wikileaks, especializado em publicar informação confidencial e constrangedora percebemos que ele é um desses elementos de caos. Ele não existe para vazar informação. A informação já está aí para quem quiser, Agências de Espionagem conseguem dados muito mais valiosos o tempo todo. 99% do que foi vazado era fofoca diplomática, conseguir isso é fácil, agora mesmo foi divulgado que o marinheiro Bryan Minkyu Martin, da US Navy foi preso pelo FBI depois de receber US$3.500,00 em troca de dúzias de documentos secretos e alguns  top secret.

Não é o primeiro nem será o último caso.

Ao divulgar seus documentos, vídeos e fotos o Wikileaks de Assange não está fazendo trabalho de espionagem. Informação sigilosa que se torna pública se torna inútil, perde o valor estratégico. Se você sabe que eu sei não posso usar contra você.

O que Assange faz de útil é mostrar a uma comunidade de Inteligência onde estão seus elos fracos. Não adianta a NSA gastar bilhões desenvolvendo tecnologias de criptografia se um operador de comunicações copia um email pra um pendrive e depois repassa de casa pra um idiota qualquer com cara de francês.

Quando Michael Moore denuncia uma empresa como a Nike por vender sonho americano Made in Indonésia ou mostra como um plano de saúde se recusa a arcar com um procedimento caro mesmo que com isso o paciente vá morrer ele está fazendo algo socialmente importante, está fazendo com que o público acomodado questione sua realidade. Sim, ele é um chato, como todo chato só traz perguntas, nada de respostas ou propostas. É até fácil lidar com ele, um diretor da Nike perguntou se o público que quer tênis Made In America aceitaria pagar 10x o preço dos feitos na Indonésia (Ou Malásia, um buraco desses) e Moore, claro não respondeu.

Mesmo assim esse tipo de chato é essencial. Quando sua mulher pergunta “é por aqui mesmo?” ela nem sempre tem noção da rota, mas a simples pergunta faz com que você pense por um momento e avalie os arredores. PODE ser que não esteja no caminho certo. Achar a direção correta, aí é contigo.

O Wikileaks é muito importante não pelo que vaza, mas pelo que pode vazar. Os Donos do Poder precisam aproveitar a dica e repensar suas estruturas de informação. É essencial que todo mundo que lida com esse tipo de material sigiloso entenda que é possível sim tornar público em escala mundial algo MAS que também é essencial ter o discernimento pessoal de que nem tudo é para ser divulgado.

Anarquistas da Informação dizem que devemos viver em um mundo onde toda a informação esteja acessível a todo mundo. Lindo, espero que a informação de onde estão os Pôneis e Unicórnios também esteja no pacote.

No mundo real isso não funciona. Exemplo? Imagine se chegasse a Hitler toda a informação sobre o Dia D, confirmada por documentos do Alto-Comando aliado. Outro exemplo? Bem antes dos horrores de Auschwitz e Sobibor chegarem ao mundo em seu pálido desfile de zumbis em preto-e-branco, a informação dos campos de concentração chegou aos Aliados através de relatos de prisioneiros e outras testemunhas. Ninguém deu bola.

"Tudo pronto para enfrentar os aliados e... Mein Furher, eu posso andar!"

Ter a informação é fácil, o problema é saber o que fazer com ela. Isso que diferencia um General de uma Bibliotecária.

A lição do Wikileaks não é Segurança de Informação. Isso é impossível. A lição é discernimento, saber como lidar com a Informação. O idiota que vai pegar prisão perpétua por ter vazado 250 mil documentos sigilosos para o Assange, 250 mil documentos que não vão mudar NADA, NEM UMA PALHA, não sabia.

Nas palavras de São Paulo (Cor I, 6:12)  ”Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”.

ADENDO:

Se algo o Wikilieaks serviu foi para mostrar a irrelevância do Brasil no Cenário Internacional. Dos 250 mil documentos vazados, um total de TRINTA E OITO são sobre o Brasil. Desses só seis são secretos.



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E está institucionalizado o #mimimi

23/08/2010 - 7:28 pm  -  45 comentários


A Internet[bb] está cheia de histéricos. 98% deles acompanham tudo que eu faço. Entendem sempre de forma literal, carecem de qualquer senso de humor e corrigem brincadeiras como “meus milhões de leitores” com “hahah seu idiota você só tem 20 mil followers”.

Esses idiotas tudo bem, ignoremos. Só que a coisa está se generalizando. Parece que vivemos em um grande jardim de infância[bb], cheio de gente sensível e paranóica, olhando o tempo todo sobre os ombros, atrás de algo que as atinja.

Tudo é pessoal, tudo é voltado especialmente contra elas. Tudo é uma grande conspiração. Tudo tem um propósito oculto. Freud[bb] dizia que às vezes um charuto[bb] é só um charuto, mas pra esse pessoal é a fábrica da Souza Cruz[bb] inteira.

Vejam por exemplo o caso do Mark Zuckerberg, fundador do Facebook[bb]. Alguém descobriu que não é possível bloquear o sujeito no… Facebook. Eu (logo eu!) achei legal. Um belo ovo de páscoa. Bolas, ele é o dono, o rei da cocada preta, o manda-chuva, o chefe. É uma gracinha, uma piada, um CHISTE.

Não é que a Wired, logo de todo mundo, achou um absurdo? E não estão sozinhos. Há gente clamando falta de seriedade, quebra de contrato, bla bla bla.

Chatos sempre existiram. Quando mostrava o simulador de vôo[bb] escondido no Excel[bb], de cada 10 pessoas, uma reclamava “ah, por isso que ele ocupa tanto espaço”, mas hoje parece que os chatos estão em maioria. O mundo está se tornando um lugar sério e sem-graça, onde você não pode nem brincar com o site que criou. Ou vai dizer que não se lembra daquela dona que ligou pra reclamar do Pacman que o Google colocou no logo comemorativo, um dia desses?

Eu confesso que nunca tive coragem de perguntar, por ter profundo desprezo por esse tipo de pessoas e manter distância sempre que possível, mas um dia ainda vou controlar a ânsia e questionar: Qual a graça de viver em um mundo onde não se pode brincar?



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O povo não é bobo, abaixo a CBF!

12/07/2010 - 9:47 am  -  48 comentários


Longe, LONGE de mim entrar nas paranóias conspiratórias que assolam o Brasil, usadas para justificar nossa incompetência em tantas áreas, mas como falam da mulher de César (da mulher do Bruno não falam nada, esse assunto já está morto e enterrado) a ela não basta ser virtuosa, é preciso PARECER virtuosa.

Por isso não é admissível situação como esta descoberta pelo Igor Senna e repassada pelo Nerd Pai no Twitter:

O domínio brasil2014.com.br segundo o WHOIS da FAPESP está registrado em nome da CBF:

Criado em 2005. Otimistas eles são

Clicando em brasil2014.com.br entretanto não somos redirecionados para o site da Copa, ou sequer para a CBF, vamos para, aguarde…

como assim, Bial?

Pesquisando um pouco descobre-se que o domínio indica como DNS autoritativo os servidores da www.oghost.com.br, provedor-fantasma d’O Globo. (hahah provedor fantasma. Sou hilário. Me contrata, Mion!)

oghost? Tinha nome melhor Não?

Não sei se as Organizações Globo disponibilizam realmente serviço de hospedagem. Acho improvável que não o façam. A CBF é uma entidade (eh-eh) privada, livre para escolher o host que quiser para seus sites, e seria infantil achar marmotagem em algo tão barato quando webhosting.

Também não faz sentido questionar a “imparcialidade e isenção jornalística” do jornal tendo em base o compartilhamento de servidores de hospedagem.

Mesmo assim, por mais irracional que seja, não fica bem. Hospedar na Globo Host é OK, direcionar para o site do jornal, já é fora dos limites.

Isso tudo teria sido evitado se o estagiário que cuida disso tivesse criado uma landing page e direcionado o www.brasil2014.com.br para ela, ao invés de ceder à ganância de faturar mais uns cliques do Google para o jornal do Dr Roberto.

E se acham que estou exagerando, esperem pra ver o escândalo que a Record vai fazer com essa não-notícia…



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Quer kibar, kiba, mas não mata!

09/04/2010 - 4:20 pm  -  69 comentários


Por mais que tenha sua influência junto à escumalha rebelde, o Kibeloco se compara a um Lando Calrisian, seu blog é uma operação insignificante, é Bespin comparado com o Império da Internet que Gera Conteúdo. E até ele se ofende ao ouvir o verbo kibar (kibar! kibar! kibar!, repitam).

Faz sentido, pois mesmo sendo sinônimo de plágio ninguém quer ser chamado de plagiador. Mas e quando a kibada é tão obscenamente descarada que supera tudo que o kibe já fez? Como caracterizar a tal Video Brinquedo?

Esse pessoal cuja originalidade já começa no nome se especializou em… Kibar a Pixar.

Você já deve ter visto, toda vez que sai uma animação da Disney, Pixar ou Dreamworks uma série de estúdios chineses de 5a categoria criam versões “semelhantes”.  Como a Disney fazia uso de contos de fada, sem copyright, a farra comia solta. Com a criação de personagens originais, isso deveria parar, mas é confiar demais no ladrão.

O resultado são pais alienados que estragam o Natal dos filhos comprando versões kibadas genéricas dos filmes que eles viram no cinema. Pior: Compram, acham que os filhos devem entubar afinal “é tudo a mesma coisa” e ainda acham que saíram por cima, por pagar R$10 no que os otários que compram originais pagam R$50.

A surpresa é que muitos desses filmes kibados chineses são na verdade… made in brazil.

Os responsáveis são uma empresa cujo Modelo de Negócios é copiar (vai além de kibar, o conceito) os trabalhos de gente como Pixar, Dreamworks, Disney. Não é pirataria, não é uma honesta reprodução não-autorizada e posterior distribuição. Eles vão muito mais baixo: Chupam os conceitos, idéias e personagens.

Eu como fã de John Lasseter, Walt Disney, Walbercy Camargo e tantos outros que contribuíram para a Autêntica Felicidade Humana, nos entretendo com horas de magia e deslumbramento me sinto pessoalmente ofendido ao ver gente ganhando dinheiro chupando o trabalho alheio. E não é pouco. Uma abominação chamada “Ratatoing” vendem 60 mil cópias. “OS Carrinhos”, totalmente chupado de “Cars”, da Pixar, um dos filmes que mais me emociona até hoje, vendeu 310 mil cópias.

Uma crítica do “Ratatoing” no site ToonZone resume: “Se você comer uma cópia do pior desenho animado que imaginar, o que você cagar ainda será melhor que Ratatoing”.

PAUSA PARA AS KIBADAS
“Vida de Formiga”

“Os Carrinhos”

“Ratatoing”

NOTA: Não são só esses, também plagiaram Transformers, UP, vários da Disney, Kung Fu panda, etc, etc e blearrrgh etc.

Infelizmente há pouco que os Criadores possam fazer. No mercado dos EUA (onde atendem como Toyland) a Video Brinquedo mal arranha, sendo vendida nos Walmarts da vida pra população de pouca renda e nenhum discernimento. Já no Brasil a coisa muda de figura. Não só vendem MUITO como faturam inclusive com licenciamento. Sim, agora o pai espertão que acha que Carrinhos == Cars pode comprar ovo de páscoa e caderno genérico pro otário do filho, também.

Eles se explicam, se bem que pela cara de pau acho que era hora de lançarem uma versão de Pinóquio. Marco Botana, gerente de produto da Vídeo Brinquedo em entrevista para a Folha de SP:

“As temáticas são diferentes, as histórias não têm nada a ver com os filmes da Pixar”, explica. “As animações seguem ondas, teve uma de bichos da floresta antes, depois de bichos do mar, todos os estúdios embarcam, inclusive nós, à nossa humilde maneira.”

Não, Marcos, nada a ver. Eu que estou vendo coisas.

Estou muito revoltado, empresas assim são como parasitas nas asas de um anjo. Estão maculando algo BOM, estão tirando seu sustento do talento alheio, enganam crianças e pais e não criam NADA, faturando milhões enquanto gente de talento briga desesperadamente por visibilidade nos YouTubes da vida, sem a trapaça de chupar uma obra já consagrada.

Como consumidor, só posso fazer a minha parte: JAMAIS chegarei perto de algo “produzido” por essa empresa, e aumentarei a quantidade de produtos legítimos que compro. Se precisava de um incentivo para comprar meu Buzz Lightyear, é essa a hora. Obrigado, Video Brinquedo! Sua mediocridade vai render vários dólares no bolso da Pixar.

Fonte: Heavy.com



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As fotos da filha da Fafá de Belém nua pelada sem roupa – Stevie Wonder Aprova

29/03/2010 - 2:37 pm  -  34 comentários


Semana passada a Mariana Belém estava subindo pelas tamancas, e nem era porque ela havia quebrado o coco e inadvertidamente arrebentado a sapucaia (ou seja lá o que façam em Belém) mas por causa de suas fotos nua pelada sem roupa que cairam nas Interwebs. Não que ela tenha muita culpa, não podemos dizer que a pobre moça foi agente ativo no vazamento
das inapropriadas imagens. Ela pouco ou nada colaborou, até porque se quisesse colaborar teria ao menos TIRADO as tais fotos.

Tudo começou quando algum site da blogosfera putanhesca resolveu utilizar o segundo mais velho do mundo pra conseguir audiência: Publicou fotos nuas de uma “sósia” de uma personalidade conhecida. Em seguida outros sites usaram do truque MAIS velho do mundo para conseguir audiência: distorceram a chamada original e passaram a anunciar as fotos como
verdadeiras.

Dado que as pessoas acreditam em títulos (é tudo que leem) e são incapazes de qualquer pesquisa, as fotos da Maria Rosa, uma humilde e anônima modelo do Dreamcam foram transformadas, ou melhor -batizadas- em fotos da sósia da Mariana por gente basicamente cega.

Isso não é novo. Nos anos O IRC estava cheio de imagens de famosas cuja única semelhança com as verdadeiras era o nome. Notem, não falo dos fakes, onde montagens colocam a cabeça das modelos em outros corpos, nem de lookalikes, que são realmente parecidos. São pessoas completamente diferentes, cansei de receber imagens de uma loura americana em pose da Playboy sendo repassada como a Luana Piovani, uma das belezas mais características da TV brasileira.

Muita gente repassa “for the lulz”, como dizem os retardados, outros repassam assumindo “vai que é” e outros porque acreditam realmente, e não vão perder tempo confirmando algo que já tomam como fato. No caso da Maria Rosa bastaria uma rápida Googlada, mesmo a patética wikipedia em português consegue ser útil neste caso ao explicar que a Fafá de Belém só tem uma filha, a Mariana, e que entre seus vários talentos está o superpoder não se meter em roubadas como BBB e fotos nuas explícitas,  ainda mais em começo de carreira.

O curioso é que ela sem-querer seguiu os passos da mãe, a Fafá sofreu com isso quando nos anos 80 surgiu uma modelo chamada Lilian Ramos que chegou a ser capa da Playboy como… Sósia da Fafá de Belém, e no caso era bem parecida mesmo. Lilian ficou mais famosa ainda ao posar no camarote presidencial no carnaval do Rio ao lado de Itamar Franco, nosso Bill Clinton, sem calcinha. ELA sem calcinha, que fique claro. Quanto ao ex-Presidente, não tenho dados.

Não satisfeita em ver seu nome na lama, Mariana quer tomar providências, mas a triste realidade é que ela é impotente diante da Estupidez Humana.

Não estamos falando de um grande portal ou um jornal publicando uma foto errada. Estamos falando de gente comum, no melhor estilo “formiguinha” das redes sociais espalhando uma imagem que não é dela, na maioria das vezes sem intenção, associando ao nome.

Fica complicado provar o dano quando a distinção entre as partes é evidente. É como a travesti Luana Vendramini. Por mais que seja evidente a inspiração, não há como imaginar dano a imagem da Luciana Vendramini. Não dá para confundir as duas, como descobri da pior maneira ao buscar no google por “Lu Vendramini” sem os filtros XXX ligados.

Direito de imagem é algo que já é complicado, mas tecnicamente você pode acionar com facilidade sites que utilizem fotos suas sem autorização, mas e quanto a nomes? E quando não são sites, são pessoas?

A Mariana pode tentar processar todos os usuários da Internet ou pagar de Cicarelli fechando o gMail, não duvido que um juiz daqueles bem leigões dê uma liminar, mas ela JAMAIS faria algo assim, e mesmo fazendo, como apagaria as imagens dos computadores das pessoas? Como impediria que no dia seguinte outra foto não fosse postada, como vingança?

A grande liberdade da Internet tem seu preço e é muito mais custoso do que a eterna vigilância. O preço da liberdade da agilidade e da facilidade com que nos comunicamos é ouvir o que não queremos, ou ao menos sabermos que alguém está falando o que não queremos ouvir. É chato sim, é revoltante às vezes, muito é dito se valendo da covardia do anonimato, mas ainda prefiro uma Internet com covardes xingando e fotos nua pelada sem roupa da sósia não-semelhante da Mariana Belém, a uma Internet onde fosse impossível fazer algo de BOM com essa liberdade.



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De CQC, Kibes e Moinhos de Vento

23/03/2010 - 3:23 pm  -  125 comentários


moinhos

Semana passada rolou um auê nas Internets, um quadro do CQC havia sido censurado na Justiça. Eu não gosto do CQC, já falei isso e não assisto o programa, mas ao contrário dos Trolls tenho grandeza suficiente para entender que um programa, mesmo um que não me agrada ser censurado é algo sério. Assim fui ver o tal quadro, posteriormente liberado por um Desembargador. (mais detalhes aqui)

Eu recomendo a TODO MUNDO que assista, foi algo delicioso de se ver. Colocaram um GPS em uma TV, doaram para a Sec. de Educação de Barueri. O Secretário (irmão do Prefeito) adorou o presente, falou que iria para uma escola, etc. Depois de alguns dias a TV foi retirada por um funcionário da prefeitura “para sintonização” e sumiu.

Sumiu em termos, graças ao GPS rastrearam até a casa de uma funcionária. O Secretário de Educação não sabia disso, foi um rebu. Só que como isto é Brasil, o corrupto se mostrou apenas uma engrenagem do Sistema, e a principal e única função do Sistema é proteger o Sistema.

Em entrevista ao CQC o Prefeito de Barueri, Rubens Furlan perdeu uma excelente oportunidade de baixar as calças e girar o pinto, como o Brüno. Seria menos danoso. Sério, foi uma Vergonha Alheia digna de lavadeiras, na visão mais estereotipada-novela-da-globo do termo. Ele xinga todo mundo, chama Marcelo Tas de Careca Babaca, xingou Deus e o Mundo, foi algo assim patético. Assistam, por favor.

Dito isso, no Twitter elogiei muito a idéia, apesar da péssima execução do Danilo Gentili, Sim, ele é muito ruim. Deveria vir para a mídia impressa, pois escreve MUITO, MUITO melhor do que standapeia ou reporteia.

A idéia foi tão forte que NEM ele estragou. AÍ meu mundo caiu.

Eu sempre soube que o CQC é uma franquia de um programa argentino. Isso é normal, a Globo vive licenciando formatos da Endemol, The Office, Life on Mars são séries que também foram “franqueadas”, não há demérito nisso.

Demérito há em repetir as mesmas idéias já feitas na edição original. Sim, os argentinos fizeram a matéria com o GPS na Televisão, igualzinho.

Entendam: A idéia continua do caralho, mas levando-se em conta todos os envolvidos, o mérito do sucesso da matéria é dividido entre o Prefeito de Barueri e os argentinos. Não é JUSTO elogiar ninguém do CQC Brasil pela CRIAÇÃO da idéia.

apedrejamento

CLARO, comentei isso e fui apredrejado. Minha sorte é que os fãs xiitas do CQC ainda não chegaram na Idade do Bronze. Dizer que não gosto do programa que os faz se sentir inteligentes é uma heresia.

Como Criador me decepciona quando vejo algo requentado, é uma postura pessoal, eu gosto de material original, admiro quem pega barro e cria Vida. Os mitos da Criação costumam ser os mais bonitos. Mas estou sozinho.

Meu grande embate com o Kibeloco é esse. É um blog que virou sinônimo de cópia. Hoje na Internet brasileira o termo “kibar” é de uso público. Ele repete material publicado em outros blogs com dias de atraso, não coloca fonte e quando coloca não põe link, exceto quando é algum blog da patota.

Não sou só eu. O Cocadaboa foi um dos grandes blogs a se posicionar contra a kibagem, o Treta iniciou a campanha Usura Não!, adotada por vários outros blogs para lembrar ao Tabet que ele não está sozinho no mundo e é bom creditar fontes.

Em resposta a essa acusação de falta de talento e ausência de criatividade, Antônio Tabet me ataca xingando de Gordo. Como dizem em Lei & Ordem, não há mais nada a apresentar, a Promotoria encerra.

O problema é que eu estou me sentindo sozinho. Minhas preocupações com criatividade, originalidade não ecoam. Piadas óbvias repetidas são aceitas, talvez pela familiaridade seja mais fácil rir delas. Gentili é chamado de gênio ao fazer piadas sobre o Trânsito de São Paulo. Ontem entre os vários ataques dos fãs do CQC, guardei dois especiais:

kibada1

kibada2 

Como podemos ver o mercado para o ChatRoleta vai bem. As SETE empresas que deram entrada no INPI tentando registrar a marca “Twitter” vão bem. Os iFones, oPhones e similares vão bem. As mais de 400 aplicações de peido do iPhone vão bem. O kibeloco vai bem, a Esfirra Doida, o Tabule Demente e vários outros blogs com certeza existentes vão bem.

Copiar não é demérito, copiar é quase obrigação, visto que o “Leandrinho” e a “Patti” não me deram sequer opção de discordar.

Eu só pergunto a essa gente, como pergunto ao Tabet: De quem vocês irão copiar quando todo mundo com criatividade tiver desistido de produzir algo original?



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Lidando com Trolls: A resposta definitiva

06/03/2010 - 4:48 pm  -  11 comentários


Os casos de violência online vem aumentando muito, já ocorreram vários suicídios por causa de perseguição via Facebook e trolls, disfarçados em seu pseudo-anonimato chegaram ao ponto de invadir com xingamentos um memorial do Facebook criado em honra a uma jovem de 15 anos que havia se matado por causa de perseguição online.

Diante disso temos várias alternativas, que vão da ação Legal ao suicídio virtual. A melhor de todas pra mim foi dada por Jay e Silent Bob no clássico de Kevin Smith “Jay and Silent Bob Strikes Back”, quando ficam ricos após venderem direitos de imagem para um filme e resolvem tirar a limpo os xingamentos que levaram nos fóruns da vida:

 

 

Agora é só esperar a Mega Sena acumular de novo…



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