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Sobre a proposta revolucionária que aceitei…

13/10/2008 - 5:07 pm  -  23 comentários


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Durante minhas peregrinações conheci em Buenos Aires a Mary-Jo, blogueira e jornalista, mas no bom sentido. Nessa de papo-vai, papo-vem, descobri que ela era co-editava informalmente mais ou menos a revista Windows Vista, mas não dei muita bola. Minha experiência com revistas é bem semelhante à do João Ubaldo Ribeiro, todo mundo quer de graça, dinheiro que é bom, nada.

Já recebi propostas geniais, teve gente chorando pitanga que estava começando, mas no futuro quando crescessem iriam “dividir o bolo” (você já ouviu isso). Sugeri então que me dessem uma página para veicular publicidade, anunciaria meus blogs, algo assim.

“Não dá, as páginas de anúncio estão todas vendidas”

Outro tinha um projeto maravilhoso de uma revista online, feita em HTML, na mão. Não tinham “tempo” de aprender a usar um WordPress ou Mambo. Também não tinham verba para comprar um domínio (a “revista” estava no HPG). Mas em breve iriam deslanchar. Com certeza.

Assim fiquei cautelosamente animado quando recebi um convite da Mary Jo para colaborar com a Windows Vista, mas como quase tudo na vida (yes, tirando da reta) deve ser experimentado ao menos uma vez antes de tomar uma decisão…

Pois bem; a Windows Vista é uma revista voltada para o público iniciante, que não é freqüentador de blogs como o MeioBit, o Fugita e tantos outros. Impressa em papel de qualidade (chupa, Info!) e não tem preconceitos, já estão acostumados a blogueiros por lá, o Nick Ellis mesmo já deu as caras com uma matéria. Eu colaborei com duas matérias no primeiro número que participei, três na edição que vai chegar às bancas e vem muito mais coisas por aí.

A parte revolucionária da proposta é que eles… PAGAM.

Isso mesmo. Você combina um texto, um valor, eles lêem, gostam e PAGAM.

Eu sei que é uma idéia revolucionária, muita gente vai ter dificuldade de entender mas eles PAGAM. Por algo que EU escrevi.

Céus, devia ter pensado nisso antes. Antigamente escrevia-se por prestígio, eu mesmo caí nesse golpe de uma editora picareta, assinando coluna e tudo sem ver um centavo.

Por enquanto a parceria está sendo bem interessante, agora que comecei a reorganizar meus horários e voltei a escrever nos blogs.

E antes que perguntem, não, a velha mídia revista não está ameaçada pelos blogs. São públicos diferentes, e mesmo quando o público é igual, é só lembrar que a REVISTA Wired (que compro religiosamente) é muito mais influente do que o site. O papel vai morrer? Vai, inevitavelmente. Conceitualmente a mídia impressa JÁ morreu.

Mas necrofilia é bom e eu gosto.


Blogs são as novas filmadoras

03/04/2007 - 6:01 pm  -  18 comentários


Se tem algo que não sinto falta é da minha filmadora. Eu tinha uma JVC, formato VHS-C, que acompanhou muitas viagens. Em algumas foi bastante usada, em outras nem saiu da mala.

As últimas eram sempre as melhores.

É que nem esses vídeos de sexo estilo Paris Hilton, Pamela Anderson, etc. OK, pra quem está de fora é interessante, mas o autor da mesma tem que transar com uma só mão.

Algumas vezes é melhor deixar a câmera de lado e só aproveitar.

Na BarCamp eu percebi que se fosse cobrir o evento como havia planejado, não iria aproveitar nada. Pior, teria uma visão superficial de tudo. Acabaria passando uma visão limitada do evento, dos envolvidos.

Viajando no último final de semana tentei ficar online o mínimo possível. Queria experimentar qual o limite. Vi que era possível, se necessário, mandar notícias direto do celular, mas como disse São Paulo, tudo posso, mas nem tudo me convém.  Ficar anotando e escrevendo posts todo o tempo seria um belo desperdício de paisagem.

Veja bem: O que é melhor: Escrever um post ou aproveitar uma capirinha de Rum no Gaivotas, com uma vista dessas?

A parte cruel é que esse tipo de ambiente, sem stress é um estímulo e tanto. Assim fiquei na situação ruim de ter que jogar fora um monte de boas idéias, ou fazer algo a respeito.

Eu não funciono com anotações curtas. Se eu tiver uma idéia genial, “casal de adolescentes em Florença” não lembrarei mais que isso, pois com certeza terei outras idéias, no decorrer do dia. Assim precisava de uma alternativa. Blocos, nem pensar. Guardanapos? Faça-me o favor. Transcrever texto é horrível. Ainda mais com minha letra. Se alguém quer acabar comigo, consiga uma prova do Colégio Santo Antônio, em Duque de Caxias, com meus garranchos. Portanto, meios arcaicos estavam fora de questão. Assim como coisas elaboradas, tipo notebooks, PDAs e outros dispositivos, até por ter trauma. Como alguns sabem meu PDA mais amado, o Sony Clié 710c foi assassinado cruelmente, afogado em chopp por uma das responsáveis pelo aquecimento global. Portanto fiquei com o celular, o fiel 6600.

O ideal seria iniciar um texto, e ir até onde tivesse certeza de que poderia prosseguir.  Nisso o celular foi excelente. Com um pouco de prática dá para escrever (relativamente) muito rápido no T9 do Symbian. Em alguns casos um ou dois parágrafos eram suficientes, em outros eu ficava com vontade de continuar, e terminava o texto inteiro quase. Mesmo assim foi uma bênção para meu déficit de atenção. É fácil alternar entre vários textos, adicionar uma frase aqui, apagar uma palavra ali. Usando uma só mão. E sem o risco de ser visto com o notebook na praia.

Mantendo esse ritmo é possível aproveitar o dia, a paisagem, a viagem, e não negligenciar o blog. Pois mais importante que postar todo dia, é postar decentemente. Até porque blog ruim com atualização diária, há aos montes.


Kit Blogueiro Viajante, ou mundo sem fio my ass

22/03/2007 - 11:26 pm  -  16 comentários


Estava preparando a mala para a viagem de sábado, quando vou cobrir o BarCamp pelo MeioBit, e na hora que cheguei ao kit de gadgets… caramba. Tenho que dar razão à Bia Kunze (e isso não acontece todo dia) quando ela diz que para cada cabo que se perde é uma fonte que se ganha.

A maior quantidade de tralhas que levamos por aí é composta de fontes, carregadores, extensões, etc. Na foto acima, meu kit de viagens, com somente o necessário:

Parte da esquerda, fora do notebook, sentido horário:

  • Cabo de força da fonte do macbook
  • Cabo USB retrátil
  • Adaptadores do cabo
  • Fonte de alimentação do carregador da câmera digital
  • Carregador USB de tomada
  • Carregador do DigiMate
  • Carregador do Celular
  • Carregador do macbook
  • Headset para usar Skype

Em cima do macbook:

  • iPod
  • Base carregadora da câmera digital
  • Celular
  • Mini-tripé para a câmera
  • Cabo retrátil do iPod
  • Bateria extra pra câmera
  • DigiMate

Ah, claro, a câmera digital também vai, mas não dava pra aparecer na foto.

Esse kit é o mínimo. Se eu tivesse um smartphone de última geração talvez até pudesse abrir mão do notebook, mas em compensação teria menos flexibilidade para, por exemplo, editar imagens e pesquisar sites. No final eu ganharia em portabilidade e perderia em qualidade do material produzido, e qualidade é sempre um diferencial, vale o sacrifício.

O blogueiro está mais para correspondente de guerra do que para jornalista. Não temos uma equipe de produção, como na TV, nem temos um fotógrafo, como um repórter normal. Somos aquele maluco que se mete no meio da selva pra encontrar o Khmer Vermelho.

Mesmo assim não temos do que reclamar. A idéia de atualizar notícias, ao vivo, é quase ficção científica para quem lembra do evento que era uma ligação internacional, ou de como para fazer um DDD tínhamos que ligar algumas horas antes pra Embratel, dando o número a chamar, e esperar ansiosamente o telefonema de retorno. “Senhorrrr…. sua ligação foi completada”.

Principalmente, a lição que fica é: Toda essa tecnologia estará sendo usada para cobrir um evento que é, essencialmente, sobre pessoas.

PS: Estou decolando no sábado pela manhã, e desta vez vou de Gol. Seria muita sacanagem recortar a silhueta de um Legacy vindo em direção à câmera e colar na janela?


Teste de envio de post por email

19/12/2006 - 2:00 am  -  13 comentários


Se você está lendo este post, muito provavelmente o envio de posts por email está funcionando.
Faço votos que funcione. O post remoto 100% me dará mais mobilidade ainda, fazendo do blog o 2o melhor emprego do mundo. O melhor é o desse cara da foto, que ganha pra atiçar os mamilos da Jennifer Lopez.

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Diário Sem Fio – Part Deux

23/09/2005 - 6:07 pm  -  Nenhum comentário


Ou: A moça do x30 ataca novamente. Desta vez não foi tão ruim. Das 4 tentativas de conexão, duas foram 100%, uma funcionou bem enquanto funcionou, a outra é que foi meleca geral. Até o Santos Dumont funcionou. (o acesso, o avião teve que voltar para a área de partida. Um sinal de alerta apareceu, só resolveram dando um reset. Sério!) Agora posso me dar ao luxo de reclamar de irrelevâncias, como a falta de tomadas de força para recarregar o notebook. Congonhas, além de redes de maior velocidade, conta com tomadas de cortesia espalhadas por todo saguão. Se não fosse a preguiça de catar o carregador… se bateria de notebook vendesse em farmácia acho que ninguém viajaria com cabos. Chegando no Afonso Pena, talvez por estar com meu chaveirinho da sorte, consegui acesso de primeira. Durante quase uma hora foram subidas fotos, jogado conversa fora e comentários irrelevantes feitos no Flickr. Aí caiu tudo. Completamente. Inexoravelmente. Kaput. Nada de Vex. Como macaco gordo não põe a mão em cumbuca, já antevi que era treino pro Fran�s. Estava certo. O Fran�s não me ama. E se você acha que isso só seria problema se se chamasse Helga, tente um acesso WIFI em Curitiba num domingo pela manhã. Estou falando com a Carla, do suporte Velox/WIFI por mais de 30 minutos. Já resetaram minha conta pra sensacional senha-padrão 123456, já fizeram mandinga, tudo. Não consigo me autenticar, estou em loop. Frustrante ver a bateria ir embora, podendo eu contribuir para o Bem da Humanidade visitando sites como o www.morroida.com.br ou o www.empornium.com… Ao menos essa edificante experiência serviu para que eu provasse do suporte do velox/wifi, que é BEM melhor que o suporte velox comum. Nada de gerundismos, a moça bonita (toda moça inteligente é bonita pra mim) do outro lado efetivamente tinha um cérebro, não estava na base de script. Não perguntou o modelo do notebook para usar a clássica desculpa �não damos suporte a esse modelo�, não piscou quando falei que estava abrindo o Firefox e acabou de pedir pra eu dar um IPCONFIG. Eu quero essa mulher! Só não posso fazer a corte via WIFI… �Carlos, estamos com um problema de autenticação entre redes, o hotspot está funcionando normalmente mas não estamos conseguindo autenticar você. Meu pessoal de TI está fazendo de tudo pra te conectar. Desculpe mesmo. Você pode aguardar mais um momento?� Lindo, lindo isso. Se todo call center fosse assim… No final? 43 minutos de celular, um pedido de desculpas por não conseguirem, um Cardoso brocha por não acessar seus sites, uma menina com voz triste do outro lado… Como não resisto a um rostinho bonito, fui dar MAIS UM CHANCE… nove horas da noite, voltamos ao Fran�s. A moça simpática jurou que iriam fazer de tudo. Pelo visto… o tudo da telerj não é grande coisa. O acesso continua O MESMO, ou seja, não existe. O erro continua. Não acesso NADA. Hora de tentar o 0800 de novo. Tentar, afinal depois de várias e várias opções, sou atendido por um gajo muito menos simpático que a moça da manhã. Menos simpático ainda, pois só me informa que caí no sistema da OI e preciso refazer a ligação. é impossível transferir a ligação para o atendimento Velox WIFI, mas é possível ser inadvertidamente jogado do menu do velox para a o menu da Oi. LEGAL. MUITO BOM moça do x30. Estou doido pra colocar meu dinheiro nesse tal de Velox WIFI… No dia seguinte, hora de ir embora. Fiquei no primeiro andar do hotel, dessa vez, então nada de alcançar a rede aberta de meu misterioso benfeitor, como da outra visita. GPRS também não funcionava, mas por minha culpa. Não levei o adaptador Bluetooth. Isso, resumindo, significava muitos emails e fotos para subir. Como a rede VEX do aeroporto funcionou bem por quase uma hora quando cheguei, imaginei que daria tempo de colocar as coisas em dia. Imaginar não custa nada, já acessar um access point de 11Mbits, mal configurado ligado a uma rede que parecia GPRS num dia ruim, custa. Tempo, paciência e bateria. Quando quase desistíamos por causa da lentidão da conexão, fomos derrubados pelo access point. Tentativas de voltar caíam em erros e mais erros de DNS. Desisti. Admito. Puxei o carro. Pra mim chega. Se eu estivesse usando o acesso WIFI a sério mesmo, ficaria muito, muito irritado. Mesmo sendo brincadeira, eu não concebo PAGAR por um serviço, pagar CARO e não ter. Voltar ao Fran�s de noite, pra encontrar o mesmo problema foi brochante. Pombas, o marketing do Fran�s é a conectividade. Pra quê ir ao lugar, se você pode não acessar do metrô, do botequim ou mesmo da sua sala? NãO ter internet, não tenho em qualquer lugar. O acesso Vex (para tratar pelo concentrador) ainda é MUITO instável. A frustração do serviço não funcionar é multiplicada por 10 se você está em trânsito, o que, ironicamente, é a própria essência do produto. Se você não tem necessidade absoluta de conectividade, Não gaste seu dinheiro. Espere tornarem o serviço mais profissional. Por enquanto o marketing é ótimo mas infra que é bom… nada.


Diário-Sem-Fio

12/09/2005 - 6:15 pm  -  Nenhum comentário


Este diário narra as tentativas de conexão durante uma viagem de final de semana para o Sul, passando por três aeroportos, vários pontos de acesso e algumas redes abertas. As conclusões são esperadas em alguns casos, decepcionantes em outros e curiosas, em sua maior parte. Acompanhe…

Início e Preparativos

Já que teria que viajar para resolver assuntos pessoais, resolvi aproveitar para angariar dados e tecer uma visão do estado das redes sem-fio no Brasil. Como ia me aventurar no Paraná, planejei a viagem para usar ao máximo os recursos oficiais E extra-oficiais disponíveis. Inclua-se aí wifi, bluetooth, cybercafés em último caso. Municiei-me de:

  • Notebook
  • PocketPC Dell Axim x30
  • Wifi Finder
  • Carregadores
  • Câmera digital
  • Leitor de Cartão SD
  • Telefone Nokia N-Gage com Bluetooth / Symbian

Saí na sexta-feira, peguei o Leito da Itapemirim/Penha, direto. Meu WIFI-Finder já havia detectado uma ou mais redes na Rodoviária Novo Rio, era hora de experimentar.
Detector de redes WIFI da Kensington

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