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Não basta ser jabá, tem que participar

18/01/2009 - 8:14 am  -  53 comentários


Tenho notado uma, na verdade duas tendências muito fortes na mídia de entretenimento:

1 – A quantidade de product placement (em português, Merchandising) tem aumentado bastante

e

2 – O Merchandising tradicional ficou chato, feio e bobo.

A Globo, como fala para a Salsaiada Ignara, pode se dar ao luxo de colocar uma cena em novela com personagens entrando em caixas eletrônicos elogiando o banco, ou da Personagem Pobre pedindo um empréstimo no Itaú, tudo bem. Esses telespectadores carecem da sutileza sequer de perceber a inserção, ou pelo menos de reclamar dela.

Já em séries voltadas para público com mais de 2 neurônios, é preciso contexto. Vão fazer um jabá da Dell? Coloquem o House reclamando que o monitor dele não tem definição, em seguida mostre-o feliz com um Dell de 21 polegadas. Ele vai correr no parque pela primeira vez em anos? Enfiem um Nike, está no contexto. “Fechamos um jabá pro iPhone”? Perfeito, criem uma situação que se espalha pelo episódio todo, no final ainda termine com piadinhas.


Jabá? Claro que não. Mas lembre-se, todo mundo mente

Não se engane, 99% dos produtos que você vê em um filme ou série de TV são pagos. E quando a Apple não topa soltar uma graninha ou doar os computadores para a filmagem, eles tascam um adesivão na maçã. Dinheiro Na Mão, Calcinha no Chão mas o oposto também vale. Se bem que  o oposto geralmente custa mais caro e exige KY.

Ontem fui assistir ao remake d’O Dia Em que a Terra Parou.

Jennifer Connelly – a única coisa que presta no filme

O filme é uma bosta, e para dar uma idéia da enormidade do fracasso, a cena visualmente mais interessante foi feita com ajuda da Microsoft.

Ninguém usa espontaneamente nada da Microsoft em filmes, eles não são cool e não têm cara de nada “moderno”. Nem por culpa dos produtos em si, mas por ser algo que todo mundo usa. Um desktop Windows não tem NADA de diferente. “ah, eu uso isso no trabalho” não é o que um cineasta quer ouvir da platéia.

No caso, fizeram uma cena onde a Secretária de Defesa é brifada sobre o alienígena Keanu Reeves em uma tela cheia de sacanagem, onde as pessoas colocam objetos e ela reage, documentos são arrastados, fotos ampliadas, etc. Reconheceu? Pois é, o Microsoft Surface.

Uma tecnologia real, acessível (para quem tem US$10 mil) e visualmente linda.

Até achei que não fosse um merchã, às vezes a tecnologia é tão legal que os produtores usam de graça, como no caso do Microsoft Photosynth, que o pessoal de CSI conheceu em uma visita à empresa de Redmond e ficou doido para usar no seriado. E usaram.

O Photosynth então nem precisa de US$10 mil, é di grátis, só baixar.

Claro, quando começaram a aparecer no filme computadores com Windows Vista (ou o 7, não deu pra reconhecer) e tela de toque, vi que tinha sido um belo de um jabá, de primeira, chamou atenção.

Ah sim, o celular da Jennifer Connelly é LG.

No filme a astrobióloga Jennifer Connelly (vá lá, suspensão de incredulidade, na vida real biólogos parecem o Jonny Ken) recebe seus pertences de volta, confiscados pelo Governo Maligno. Abre a sacola em cima de uma mesa, cai um celular LG, que já aparece ligado, ganhando um close absolutamente desnecessário e que antes só seria merecido pelos peitos que a Jennifer Connelly não mais possúi (que Deus os tenha).

PS: A foto acima NÃO é do filme.

Passou batido para 99% da platéia. Quem percebeu soltou, na imortal expressão do Judão, um “meh”.

Nós vivemos em um mundo muito mais repleto de marcas do que nos anos 30/40 quando a prática do merchandising em filmes começou a se solidificar. Alguém puxar um iPhone é natural, alguém falar de um produto é normal, exceto no mundo dos blogs, onde o patrulhamento impera, mas aí eu uso as tenras, sábias e inocentes palavras da Mírian Bottan: “pau no cu e não me encha o saco”

O problema do merchandising em filmes é que não funciona OU quebra o ritmo, se feito como nos filmes dos Trapalhões, onde do nada surgia um caminhão das Mudanças Gato Preto. Eu garanto que a LG gastou muito mais para colocar aquele telefone no filme do que gastou para levar blogueiros para passear (foi show, aguardem post sobre a viagem). O que ganhou? TALVEZ fixação de marca, o que é um dos objetivos mais “meh” no campo da propaganda.

O filme tem outros jabás completamente estranhos, como uma cena no McDonald’s onde o mesmo chega a ser referenciado pelo nome, como se o enorme “M” refletido no capô do carro não fosse suficiente.

Dá para fazer merchandising que seja interessante? Claro que dá. Lembra disso?

É o telefone do Neo, em Matrix. Um Nokia 7110 que eu mataria para conseguir, à época.

Eu tenho um RayBan Predator que custou uma fortuna, graças a esses dois sujeitos:

O merchandising embutido na trama é MUITO, MUITO melhor do que o product placement sem-graça, que equivale ao banner na web, se torna invisível ou quando aparece, aparece mal. Da mesma forma que o bom vídeo viral tem muito mais penetração (ui!) que o comercial normal, mas essa maior eficiência demanda muito mais talento, trabalho E parceria com o autor da obra que será devidamente merchandalizada. ALÉM do cliente.

Lembrem-se, a IBM perdeu a chance de ter seu nome associado a um dos computadores ficionais mais famosos da História, HAL 9000, de 2001 Uma Odisséia no Espaço, porque seus executivos acharam que pegaria mal um computador “vilão” ter a marca IBM.

Cumplicidade entre os participantes é fundamental. Senão temos gente de má-vontade fazendo propaganda “por obrigação”, clientes reclamando de tudo e gente apontando dedo dizendo “é jabá!” – o pior, com razão. Só é possível utilizar a Resposta Diplomática Mírian Bottan™ se o merchandising é inteligente, bem-colocado e ajuda na trama. Do contrário os neuróticos patrulhadores têm razão, e isso é péssimo.

PS: Já falei que O Dia em que a Terra Parou é uma bosta?



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Loja do Secundum – Avaliação

12/10/2008 - 10:24 pm  -  15 comentários


Num é que deu certo?

No melhor estilo “vamos ver qual é”, resolvi experimentar a Loja do Secundum por um mês e ver no que dava. Afinal ter uma fonte de renda online que não dependa de espaço de publicidade no blog é sempre interessante. Mas entrei com um pé atrás, afinal depois da carcada que o Buscapé deu em todo mundo, não vou botar fé em nada sem experimentar e entender o funcionamento.

No começo foi meio complicado. Eu fiz tudo errado, como criar duas lojas ao invés de concentrar tudo em um link só. Também não personalizei o site, embora tenha recebido até layouts (valeu, Leo). Também não botei banners em meus vários blogs. Só faltou o clássico “não clique aqui” para completar a auto-sabotagem.

Mesmo assim  de pingadinho em pingadinho o dinheiro foi caindo. Não posso dizer que o faturamento é monstruoso. Ainda não é. Mas para dar uma idéia hoje, dia 12 já ultrapassei o faturamento do mês passado inteiro. Assim como na minha lua de mel, posso dizer que o negócio está crescendo. E assim como lá, é uma grata e inesperada surpresa.

Vejamos um gráfico comparativo entre o faturamento de meus três programas de monetização principais:

secundum

A Loja do Secundum já está rendendo 25% do AdSense. Na verdade renderia mais que isso, mas com o fim do Sistema Econômico Mundial o Dólar disparou, e o AdSense paga em verdinhas, pelo menos enquanto elas existirem. O Submarino não costuma render tanto, mas um santo comprou um PS3 e eu fiquei feliz.

Então vamos ver: Eu fazendo tudo errado eu já consigo 25% do que ganho poluindo meu blog com o Sagrado Coração de Jesus e Herbalife?

Estou dentro e vou continuar.

Para mais detalhes sobre como funciona a loja e como você pode instalar no seu blog sem gastar nada, visite o meu post original sobre o assunto.

PS: Os resultados podem variar. O puto do Cobra instalou a loja e está faturando sabe-se lá porque, o dobro do que eu.



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Este post contém propaganda, não leia

08/10/2008 - 11:22 am  -  40 comentários


mm Uma das reclamações que vejo por aí em relação aos posts pagos é que ele afeta o conteúdo do blog. Sim e não. Existem, sim, blogs que literalmente abrem as pernas e publicam jabás descarados, abrindo mão do conteúdo que atraiu o rol de leitores que efetivamente possibilitou o tal post pago. Sem leitores, sem dinheiro. Não é difícil entender.

Por outro lado acho a visão de que se é propaganda é ruim muito simplista. Caceta, o YouTube está CHEIO de comerciais avidamente consumidos repassados, viralizados pelos leitores. Desde antes do Tubo, as pessoas já mandavam (para nossa inconveniência) anexos monstruosos com ASFs de 4MB com aquele “filme genial, banido, que você tem que ver”.

Ao mesmo tempo qualquer pesquisa vai mostrar que 112% das pessoas odeiam propaganda. Como conciliar esses dados com o fato de que essas mesmas pessoas consomem anúncios no YouTube e emails voluntariamente?

Fácil: Se é legal, não é propaganda. É conteúdo, é entretenimento.

Todo mundo ficava esperando os filmes da US Top para ver qual situação o Fernandinho e sua bonita camisa se meteriam, Carlinhos Moreno era sempre uma incógnita desejada no próximo comercial do BomBril. Na Inglaterra filmes da Guiness são ardentemente aguardados. Nos EUA boa parte da população anseia pelos comerciais do Superbowl, que custam US$3 milhões por 30s, só de veiculação.

As campanhas da Pepsi nos anos 80/90 eram maravilhosas, filmes com o Michael J. Fox, comerciais como o de Top Gun, o dos Astronautas… e a Coca-Cola? Época de Natal todo mundo fica esperando a hora de ver os ursinhos para fazer “ahhhnnnnn….”

Isso é tão propaganda quanto as Casas Bahia.

Uma das reivindicações da minoria chata que não aceita que blogs ganhem dinheiro é que os posts pagos sejam identificados “no começo, assim não preciso ler”. Eu me recuso a fazer isso. Terminantemente. A essência da propaganda é que pedimos “um minuto de sua atenção”. O cliente paga para ter uma oportunidade de exibir seu produto. Não queremos cliques, não pedimos cliques. Sequer PODEMOS pedir cliques. Aliás, não clique, exceto se for algo que te interesse muito.

O que não posso fazer, principalmente, é negar ao anunciante a oportunidade de ser visto. Eu não acredito que essa gente arranque os fones quando o rádio toca uma chamada para um supermercado, ou que fechem os olhos e saiam da sala a cada comercial na Sony, gritando da cozinha “já voltou ou ainda está no comercial?”. É um tipo de histeria que não existe no mundo real e não deveria existir na Internet.

Aqui vale o conteúdo. Se é um conteúdo inspirado em um jabá, não me interessa. Os posts da Mirian são excelentes, depois que ela encontrou seu formato ideal. Eu agradeço ao patrocinador por ter proporcionado um texto divertido. Ela colocar no alto do post “Este texto foi escrito para acompanhar a promoção do Lux Luxo – Sabonete das Blogueiras Ensaboadas” vai ajudar alguém? Só vai dar crédito a uma histeria que não existe, repito, criada por uma minoria absolutamente irrelevante e barulhenta.

Minha posição: Conteúdo bom é conteúdo bom. Se é pago ou não, não me interessa. TUDO que eu assisto na TV é pago, não sou ingênuo de pensar “que legal, House tem um iPhone”. Meu pensamento é: “Nossa, esse jabá rendeu uma cena excelente”. Ao contrário das novelas da Globo onde os personagens do nada resolvem ir ao caixa eletrônico e ficam elogiando o banco.

O bom conteúdo é a base da blogosfera. Quer ganhar dinheiro com post pago? Faça bom conteúdo, inclusive e especialmente se for pago pra isso. Tem considerações filosóficas, está de má-vontade, quer “ferrar o babaca que quer poluir seu blog”? Não faça. Não aceite. Não há nada de errado com isso. Só não sabote a ponte onde você está de pé.

De resto, a Marilyn Monroe tipográfica que ilustra este texto deixou de ser uma bela peça de arte só porque faz parte de uma campanha da Folha de São Paulo? Tenho muita pena de qualquer um que diga “sim”.

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Loja do Secundum para quem não tem domínio próprio

12/09/2008 - 3:54 pm  -  8 comentários


Alguns dias atrás publiquei um post sobre o experimento com a loja do Secundum nos meus blogs. Vocês sabem, o script do Jobson que pega as ofertas do Mercado Livre, gera uma página com ofertas contextuais (ou não) e é alegremente indexada pelo Google, como você pode ver em:

http://loja.carloscardoso.com

e em

http://loja.contraditorium.com

Infelizmente nem todo mundo tem domínio próprio. Infelizmente também a idéia do Jobson se usar os próprios servidores para hospedarem as lojas dos zilhões de parceiros que não têm domínio próprio esbarrou com limitações técnicas.

A saída foi uma oferta muito simpática do Luiz Gadetto, do www.ultraloja.com.br. Simpática por não ser nem favor nem parceria caracu. Ele assume os custos de hospedagem e banda da sua loja, em troca coloca um banner do AdSense dele na página. Assim sua loja ficaria nomequevocequiser.ultraloja.com.br, funcionando com todos os recursos, como busca de produtos na url. Ex: http://loja.contraditorium.com/hello_kitty traz ofertas relacionadas com a gata de satã.

Para ter uma loja do Secundum no Ultraloja, você precisa enviar para o Luiz nos email luizgadetto@gmail.com ou contato@ultraloja.com.br os seguintes dados:

 

1 – nome da loja que deseja criar

2 – URL do seu blog

3 – Seu código no Mercado Livre. Se não tem um cadastro, crie um aqui em seguida vá para o programa de afiliados.

4 – Uma imagem 728×90 com o cabeçalho de sua loja

 

Até sábado dia 13 o Luiz disponibilizará um formulário para acelerar o processo.

 

Note que 100% da renda do Mercado Livre é sua. Nem o Secundum nem o ultraloja ficam com um centavo. Se isso der certo como está parecendo, o AdSense vai rodar e feio. Experimente. Se seu retorno for bom como está parecendo, agradeça com um link para a Lojinha do Tio Cardoso: http://loja.carloscardoso.com

 

Aviso: Este post é complemento não-planejado da Resenha Monetariamente Incentivada postada anteriormente.



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Hit the Road, Google, and don’t come back no more, no more, no more…

06/09/2008 - 11:22 am  -  23 comentários


Depois de um mês de experiência (um pouquinho menos, acho) e reclamações da Lu Monte fui avaliar o resultado da nova facilidade do Google, AdSense para feeds.

O Leitor de feed, como já disse mais de uma vez tende a ser um sujeito mais antenado com os blogs, volátil, que quer informação rápida. Não vou discutir se publicidade polúi ou não o blog, mas quando temos um formato onde passamos a informação e só a informação, como os feeds, é preciso ter cuidado. Pesei os dois lados, e decidi que se o resultado fosse tão bom quanto o blog do google promete, valeria a pena reverter parte da grana em flores e chocolate pra manter a Lu feliz.

A perspectiva era promissora, vejam, direto do Blog Oficial do AdSense:

O CPM é mais alto e a experiência é muito positiva para usuários, porque exibimos anúncios especificamente otimizados para feeds.

Hum. Minha experiência diz que frases como “vamos subir, não vão acontecer nada, é só pra gente ficar mais à vontade” só funcionam quando os DOIS estão mal-intencionados, preferi fazer meu teste a aceitar a promessa.

Vejamos: para publicidade funcionar é preciso massa crítica. Somando o Contraditorium e o Carloscardoso.com devo ter quase 10.000 assinantes RSS. É um número respeitável. Deve dar uma graninha, ainda mais com um CPM (custo-por-mil) mais alto, certo?

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Minha experiência foi terrível. Não, terrível é pouco. Sem citar números, para não violar o contrato do AdSense, vamos a uma comparação entre o CPM dos anúncios normais, das páginas de busca (que são excelentes) e do AdSense nos feeds. Lembrem-se, “O CPM é mais alto”. Eu não publico putaria, sodomia, devassidão, não mando link de MP3, de torrent pirata, de download de filmes, nada que gera tráfego ruim. Meu leitor, conforme a última pesquisa demonstrou, é VIP (no bom sentido, não VIP da Abril, que não mostra nada e estragou a Aline Moraes).

Isso resultou em…

cpmgoogle1

Ah, mas e os valores absolutos? Pode ter um CPM baixo mas um retorno alto, muita gente clica, bla bla bla e bla. Digamos assim: Se depender do $$ que veio dos feeds eu não vou a lugar nenhum. Nem de ônibus. A menos que alguém me ajude a completar a passagem. PS: ônibus urbano.

Se alguém está tendo uma experiência diferente, por favor divulgue. Não consigo acreditar que o Google tenha pisado TANTO na bola assim, agindo de forma tão desleixada ao negociar os espaços nos feeds. Caso eu volte a anunciar nessa modalidade, com certeza não será via Google, acreditem.



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Loja do Secundum no Contraditorium – um experimento

03/09/2008 - 3:39 pm  -  20 comentários


lojinhacontraditorium1

Em janeiro escrevi um texto falando para blogueiros tomarem cuidado com seus ovos. Nada de colocá-los na mesma cesta. AdSense é bom e fácil mas quando 100% de sua renda vem de lá, se algo acontecer você entrará em desespero. Diversificar é sempre bom. Quer dizer, nem sempre. Minha experiência com o Buscapé passou a ser um lixo, depois que eles mudaram as regras e pararam de pagar pelos links em NOSSOS sites indexados pelo Google.

Minha experiência com o Submarino/BooBox tem sido muito boa também, mas faltava testar o Mercado Livre. Eles vêm me assediando faz tempo, mas como não sou usuário do site, ficava com um pé atrás, até perceber que não sou usuário da Luciana Vendramini e falo dela o tempo todo. Bolas, não é como se eles fossem um “Enlarge your p3n1s” da vida, um zilhão de pessoas compra e vende. EU não usar não quer dizer que seja ruim.

Aí entra o 2o problema: A preguiça. O AdSense é só colocar e esquecer. Será que existe algo mágico assim para o Mercado Livre?

Maior Site de Leilões do Brasil, o Mercado Livre paga comissão por vendas E por Cadastro. O cadastro aliás é uma excelente fonte de renda, entre R$10,00 e R$20,00 por operação.

Eis que surge o Jobson, com uma proposta indecente: Quanto você cobra para fazer um post contando sua experiência com a ferramenta que faz exatamente o que você precisa e uma pá de gente usa?

“Duzentos meses de Buscapé, meses bons”

Ele topou e me apresentou à sua SuperLoja, um script enxuto que puxa dados do Mercado Livre, monta uma tabela de produtos e exibe, de forma simples e direta, como neste exemplo aqui. A loja tem várias opções, então você tanto pode fazer uma chamada genérica: http://loja.contraditorium.com como pode fazer uma chamada para produtos específicos: http://loja.carloscardoso.com/notebooks. Pra mim parece bem fácil. Topei (senão não estaria escrevendo isto aqui, d’oh!) explicando que faria um test drive de um mês.

1 – Requisitos

1.1 Você precisa de uma conta no Mercado Livre e um cadastro no Mercado Sócios, o Programa de Afiliados. Se você não tem cadastro no Mercado Livre, faça o seu através deste link.

Após isso, no rodapé você encontra o link para o Programa de Afiliados, cadastre-se lá também.

1.2 Você precisa de um servidor capaz de rodar scripts PHP e configurar subdomínios, isto é, URLs como http://loja.carloscardoso.com. Se não tem certeza se seu servidor permite esse tipo de recurso, pergunte a seu suporte. Se ele não for mesmo disponibilizado para você, fale com o Jobson, ele cria uma loja no Secundum só para seu site. visite este post e descubra como conseguir uma loja sem ter domínio próprio.

2 Instalação

Depois de subir mais de 10MB para o OpenAds, descobri que estou de saco cheio de mexer com infra, então quando vi um script de 100 linhas e um sistema inteiro composto de dois arquivos, nem acreditei. A instalação se resume a subir os arquivo .htaccess e _sec_index.php para a raiz do subdomínio criado (no caso, o loja), renomear o _sec_index.php para index.php, chamar o endereço manualmente para ver se funciona, e pronto.

3 – Divulgação

Como o Google não fa- tá, o Google faz mágica sim mas só pra ele. Temos que indicar manualmente que o site existe. Como fazer isso? Linkando. Se você reparar na sidebar já coloquei links para a Lojinha do Cardoso e Lojinha do Contraditorium. O Jobson deu a dica de colocar o link nos feeds, para quando pintar ladrão de conteúdo, levarem o link junto.

4 – Customização

Dizem que a loja no layout padrão é feia. Na página do projeto, inclusive, há um tópico oficial chamado “Técnicas para desenfeiar a loja“. Felizmente é possível customizar o script, o que resulta em páginas com visual bem apresentável, como a do Anderssauro, que ainda enfiou AdSense no pacote ou esta no Trankera:

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5 – Avaliação e Conclusão

A instalação do pacote é MUITO simples. A utilização de um subdomínio garante que seu pagerank não será contaminado caso o Google resolva um dia encrencar, e como o trabalho publicitário pode ser feito através de links simples, isso pode levar a uma redução significativa na quantidade de banners do site. Mas o principal é que com a indexação a maioria dos visitantes virá dos buscadores, caindo direto na Loja. Saímos do modelo da mídia impressa, de publicidade mesclada com a mídia para o modelo da TV, com publicidade em espaços separados. Funcionará melhor? Não sei.

Existe uma frase em inglês que encaixa bem: “sua quilometragem pode variar”. Alguns programas funcionam melhor em uns sites do que em outros. No Contraditorium vendas diretas dão certo pois meus leitores são todos ricos, já no Morróida, duvido que ele tenha vendido um Passport sequer. O Submarino dá muito mais certo aqui do que no CarlosCardoso.com, por exemplo.

Meus resultados serão bons? Bem, o Jobson dá uma semana, acha um mês tempo demais. Mais do que o artigo que escreverei descrevendo os resultados, você pode acompanhar a própria existência da minha loja. Se ela continuar no ar, é porque está dando certo.

Ah sim, o Jobson pede para avisar que o projeto tem a colaboração do Jânio, do Lucrando na Rede. Isso costuma ser bom sinal.

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AVISO: Este é um artigo mais-ou-menos patrocinado. Na verdade é uma resenha patrocinada. Não estou colocando o banner normal pois ele fala sobre TEXTO PUBLICITÁRIO, o que não é o caso.



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Contraditorium – Perfil do Leitor

27/08/2008 - 4:14 am  -  61 comentários


Conforme prometido, aqui estão os resultados do primeiro Perfil dos Leitores do Contraditorium.

Foram 1265 respostas em três dias, muito mais do que eu esperava. O resultado é que o meu leitor é bem mais sofisticado do que a maioria dos blogs. Que o do kibe, com certeza, e tenho números para provar isso. Infelizmente, 90% são homens, acho que preciso fazer mais textos atraentes ao público feminino. Viram? A pesquisa já está despertando conclusões.

Bem, sem mais delongas, abaixo as totalizações, conforme exibidas pelo Google Forms:

Continue reading “Contraditorium – Perfil do Leitor” »



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Um leitor VIP = 26 Salsinhas? Google, Respeite meus leitores

22/08/2008 - 11:59 pm  -  22 comentários


Recentemente o Google lançou o serviço de AdSense for Feeds, onde os leitores do Feed RSS até mesmo do Melhor Blog do Mundo passam a receber em seus leitores de RSS, publicidade.

Eu acho justo. É um banner mínimo, 469×60, sem Flash, algo desprezível diante das Palavras de Sabedoria que estou recebendo.

Mesmo assim o leitor do RSS é um leitor especial.

Estatisticamente ele está na casa dos 4%, ele é formador de opinião entre seus pares no trabalho, muito provavelmente tem o próprio blog e quase sempre é mais influente junto ao blogueiro do que o leitor de primeira viagem.

Por assinar o RSS ele acompanha aquele e outros blogs, tem consciência social, política e geográfica.

Então, querido Google, me explique COMO esse leitor vale VINTE E SEIS VEZES MENOS DO QUE UM LEITOR SALSINHA?

Não falo do leitor eventual, do leitor que chegou aqui vindo de um bom artigo em outro blog. Falo do pessoal que chegou aqui procurando putaria, procurando “Leila Lopes”.

ESSE leitor já vale 26x um leitor do RSS.

Então, querido Google, em respeito a meus leitores (COBREM, PORRA, TENHO MEMÓRIA CURTA) eu sugiro veementemente que vocês percebam a diferença entre o leitor-salsinha e o leitor de RSS e passem a valorizar esse leitor da mesma forma com que nós, blogueiros, os valorizamos. Do contrário em 30 dias a partir de hoje o Contraditorium não só removerá toda a publcidade em RSS como fará ativa campanha contra.

Obrigado.



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