web metrics


WIFI digrátis em bares, por Força da Lei? Meu umbigo adora, meu bolso é contra.

04/01/2012 - 8:25 am  -  14 comentários


Essa semana a geekaiada toda estava comemorando esta notícia, de que os bares e restaurantes em Kuala Lumpur, Malásia seriam obrigados por Lei a disponibilizar WIFI para seus clientes.

A Lei vale para todos os novos estabelecimentos e para os antigos que forem renovar alvará. Como frequentador da botecosfera eu adoro a idéia, o acesso 3G no Brasil é uma piada e um bar com WIFI sempre cai bem. Só que eu não quero pagar por isso.

Deixando de ser imediatista por um segundo, percebo que há um custo envolvido. No bar aqui atrás de casa colocaram um linkzinho de 128KB na faixa, cortesia da Net, mas mesmo assim tiveram que investir no Access Point e no cara pra instalar. (sim, podiam ter falado comigo, eu dei o esporro depois)

Um estabelecimento maior fatalmente terá um custo, uma empresa ou um sobrinho pra configurar, desconfigurar e cobrar pra configurar de novo o roteador, e se o dono do bar não for safo, cairá na mão das Vex da vida, aí a facada será muito maior.

Se o sujeito quer fazer isso, palmas pra ele, darei preferência ao estabelecimento. Se não quiser, ele também deveria ser livre para NÃO fornecer um serviço que, me desculpem os cyberativistas, não é essencial em bares e restaurantes, assim como não acho essencial ou cultural meia-entrada em show do Justin Bieber e do Restart. Aliás, nem em show dos Beatles, quer ouvir música de graça liga o rádio.

O Governo da Malásia está pagando de bonzinho quando na verdade está economizando dinheiro. Vão descontinuar o WirelessKL, um serviço gratuito com mais de 1500 hotspots na cidade, bancado pela prefeitura.

Ou seja: Vão basicamente fazer firula com o chapéu alheio. Os comerciantes arcarão com os custos, os consumidores pagarão de forma indireta via repasses nos preços e nas eleições os políticos pagarão de bonzinhos por “dar internet pro povo”.

Pior: Como a Lei não faz distinção, botequins em favelas terão que suprir o acesso, da mesma forma que bares na zona hipster da cidade. Baladas daquelas bem loucas onde ninguém é de ninguém e todo mundo pula o tempo todo, e nenhum nerd chega nem perto terão na parede um roteador empoeirado, funcionando pois do contrário tomarão multa.

Todo o conceito de liberdade da Internet cai por terra, se essa liberdade vier de uma imposição na força da Lei.


Cazaquistão e o oposto do sofativismo

20/12/2011 - 8:30 am  -  7 comentários


borat

Embora tenha grandes riquezas naturais, como o melhor Potássio do mundo e algumas das prostitutas mais limpas da Ásia Central boa parte da renda do Cazaquistão vem do petróleo, e como toda ex-republiqueta soviética não é muito afeita a essa tal de democracia.

O país só teve um Presidente (ao menos para as crianças isso é bom, menos nome pra decorar): Nursultan Nazarbayev, que vem sendo reeleito desde 1991. Ele tem poder de vetar qualquer Lei, é Comandante em Chefe das Forças Armadas e consegue até compra Coca com casco de Pepsi.

Na última eleição Nazarbayev ganhou com 95.54% dos votos, o que significa que –se o pleito foi honesto- esse sujeito é mais popular que Jesus Cristo, ou o candidato de oposição foi o Sacha Baron Cohen.

Com isso tudo é normal que essa gente não saiba lidar com dissidência, ou até saiba bem demais. Qualquer embrião de protesto era devidamente yorkshirezado pelo governo, mas como estamos falando de déspostas e não enfermeiras idiotas, garantiam primeiro que não havia ninguém filmando.

Agora o bicho pegou de novo. Na cidade de Zhanaozen (150Km de Azkaban), um dos centros petrolíferos do país trabalhadores começaram a protestar feio, com greves e piquetes.

As reinvindicações são (infelizmente) as de sempre: Melhores condições de trabalho e salário decente. Um soldador com 20 anos de empresa ganha por lá o equivalente a US$810,00. Pelo que aprendi em Eurotrip é uma bela grana, mas ainda pouco pelos padrões internacionais.

Clique para ler o resto do artigo »


O Twitter da Dilma, ou “Obrigado, Esparro”

15/12/2011 - 2:24 pm  -  15 comentários


dilmabye

A última eleição no Brasil foi vista por muitos como “A” eleição das mídias sociais, com direito a “marketeiro do Obama”, candidatos soltando vídeos no YouTube, Orkutando e Tuitando pra todo lado.

Eu não discordo, embora ache que o alcance das redes sociais na terra onde se vota em troca de sapato e emprego pro filho ainda é limitado. Convenhamos, se Internet influenciasse tanto ninguém precisaria de boca de urna, a forma de divulgação mais idiota possível, e uma das que melhor funciona.

O que me assusta é que no Brasil, ao menos no nível do Poder Executivo as redes sociais são vistas como uma versão moderna da boca de urna, do santinho, do galhardete pregado no poste. A única vantagem para nós eleitores é que a Internet não fica suja como as ruas, depois das eleições.

O melhor exemplo é a campanha da Presidente Dilma. Lançado com pompa e circunstância seu pé nas redes sociais foi enorme, utilizando de forma correta as ferramentas Dilma amealhou centenas de milhares de seguidores, chegando a momentos de puro estadismo, quando trocou amabilidades com os adversários. Por um breve instante parecia que estávamos diante de uma Utopia, onde políticos trabalhariam de forma transparente.

Clique para ler o resto do artigo »


Quis custodiet ipsos custodes? Nós mesmos.

28/11/2011 - 9:51 am  -  17 comentários


vlcsnap-00006

Se há algo que pegou de surpresa quase todos os autores de ficção científica que criaram distopias totalitaristas foi a Internet. Os futuros tenebrosos previstos sempre dependiam de governos centralizados detentores de toda a Informação.

Você só aprendia o que a escola do Governo ensinava, as notícias todas vinham de uma fonte só e o herói da história em seu grande gesto em geral instigava a população a se revoltar invadindo a TV ou rádio do vilão e repassando sua mensagem de liberdade. Foi assim em V, foi assim em Wall-E.

Foi assim na vida real também, por Séculos. O Vietnã, longe de ter sido uma derrota militar, foi uma derrota contra a mídia. Ao contrário da 2a Guerra Mundial, onde a informação era filtrada e abafada pelo tempo entre os poucos filmes serem liberados pelos militares, levados até os EUA e exibidos no cinema, no Vietnã a televisão passava em poucos dias material do front, muitas vezes sem aprovação oficial.

No total os EUA perderam 58.272 soldados mortos em combate. Os norte-vietnamitas acumularam 1 milhão de mortos. Se isso é uma vitória imagino o que chamam de derrota. Mesmo assim a opinião pública não aceitou e o Governo dos EUA perdeu o poder político para manter a guerra “no ar”.

Clique para ler o resto do artigo »


Dilma x Época – Falta de Ética ou Falta de Transparência?

29/05/2011 - 1:55 pm  -  32 comentários


A Polêmica da Semana é que a Época conseguiu o prontuário médico da Presidente Dilma. A estratégia é simples, é a mesma lógica de comer a noiva do irmão e contar pra ele, enfatizando que ela é uma vagabunda, acreditando que com isso o irmão esquecerá o detalhe que foi corneado em família, em primeiro lugar. (caso real)

A Época conta com a polêmica do prontuário “oculto”, se for “relevador” o suficiente ninguém lembrará da forma questionável com que foi obtido.

Questionável mesmo?

Um sujeito que abandona o outro lado para se juntar a nós não é traidor, é convertido. Jornalistas não têm vazamentos, têm fontes. Por mais que seja tentador culpar o veículo, temos que lembrar que o modelo de imprensa livre, independente e “irresponsável” que gera o prontuário roubado é o mesmo que torna público o Mensalão, Watergate e o Palocci.

É uma sacanagem publicar o prontuário médico da Presidente da República? Sem dúvida, assim como é sacanagem divulgar. Quem tem que ser punido é o sujeito que vazou os dados, não a Época. Do contrário estaremos criando precedentes onde o Governo se sentirá no direito de calar a boca de todo mundo que divulgue informações que considere desagradáveis, como os detalhes da cirurgia de mudança de sexo da Dilma, que pode ou não estar no tal prontuário.

O buraco aqui eu diria que é inclusive bem mais embaixo. Há que se questionar o direito do Presidente da República ter sigilo médico.

Como assim, Bial?

O Presidente não é uma pessoa comum, ocupa um cargo estratégico e suas decisões afetam a vida de milhões de pessoas. Deveria ser direito da população saber a quantas anda a saúde de seu Representante Máximo. E não, não estou sendo utópico. Em vários lugares isso é uma realidade. Tanto que mesmo os idiotas que tentaram de tudo para provar que Obama não havia nascido nos EUA não tentaram alegar que ele sofria de alguma doença incapacitante.

Motivo? Nos EUA o Exame Médico Anual do Presidente é obrigatório e os resultados são públicos. Quer dizer, enquanto aqui esquece-se qualquer outro problema para discutir um prontuário roubado, nos EUA é fato público que o Homem Mais Poderoso do Mundo teve uma câmera enfiada no rabo, pois o relatório médico informa de níveis de triglicerídeos até o fato de Obama ter passado por uma colonoscopia.

Está tudo errado. A Época errada por buscar polêmica barata, o mané que roubou o prontuário por ser um filho da puta sem ética e a Presidência da República por manter uma tradição de segredo e falta de transparência.


Ataque Ad Hominem é errado, mesmo contra o veadinho do @marceloadnet0

27/04/2011 - 6:16 pm  -  32 comentários


veadodoadnetPrimeiro de tudo, gostaria de deixar claro que o título deste artigo é apenas uma construção literária, de forma alguma insinuo que o humorista Marcelo Adnet seja proprietário de um cervídeo de qualquer espécie, mantendo-o em cativeiro e violando assim diversas portarias do Ibama.

Muito menos levanto quaisquer questionamentos sobre as capacidades intelectuais do supracitado hipotético animal.

Também esclareço, caso o termo tenha sido entendido por seu sentido coloquial, que não faço qualquer tipo de especulação sobre a orientação sexual do contratado da MTV. Seria leviandade, visto carecer de qualquer informação concreta confirmando ou negando que Adnet tem aquário em casa.

Dito isso, você, caro leitor, deve estar rindo, pensando nas milhares de salsas e trolls que repassarão no Twitter indignadas "Cardoso chama Adnet de Viado".

Esse é o grande problema da Internet atualmente, tudo vira nome, tudo vira pessoal.

Clique para ler o resto do artigo »


Que Lúcifer me perdoe mas desta vez defendo a Turma do Cordeiro e nem é assado

23/02/2011 - 5:17 pm  -  33 comentários


Quem me acompanha sabe que não nutro grandes amores por religião. Considero religião organizada um dos grandes males da Humanidade e fico muito feliz do Brasil conseguir bagunçar tudo e gerar o fenômeno da religião desorganizada, onde com nosso sincretinismo temos católicos devotos dando dinheiro pra empregada comprar oferenda pra Iemanjá, judeus comemorando Natal e batistas se fingindo de mortos pra não ter que explicar pela milésima vez que protestante não é o mesmo que pentecostal.

No final raras exceções ninguém se mata e vai todo mundo vivendo, mas de vez em quando surge alguma grande barbaridade. Algumas são inócuas, como o deputado evangélico que gastou tempo e dinheiro públicos com um Projeto de Lei anti-heterofobia. Outras vezes é algo que fere tanto, mas tanto a liberdade individual, que sou obrigado a me meter.

appatinho

Da mesma forma que não quero bíblias em escolas públicas, muito menos bíblias OBRIGATORIAMENTE em todas as escolas, acho que se uma escola é associada a uma denominação religiosa, nada mais justo que ela inclua no currículo a literatura que quiser, seja a bíblia, o alcorão ou o Necronomicon. Mais importante do que a presença ou não da bíblia na escola, é a questão da obrigatoriedade. Forçar alguém a fazer algo, quando é uma escolha pessoal é errado, profundamente errado.

Por isso é com pesar que me coloco ao lado dos livreiros evangélicos e denuncio o projeto do Deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG). A proposta, travestida da mais clara e tradicional democratite:

obriga livrarias e pontos de venda de livros a comercializar todas as obras enviadas a eles. Caso o comerciante se oponha a vender, deverá comunicar os motivos por escrito ao autor ou editor, que poderá apresentar recurso à Câmara Brasileira do Livro ou às câmaras estaduais.

Isso mesmo. Você, dono de livraria, com um espaço finito de estante, com estoque apertado terá que aceitar toda e qualquer porcaria que aparecer, sob pena de ser denunciado e ter que se defender. Qualquer um chegará em seu balcão e fará uma proposta que você não poderá recusar. Não importa que você seja uma empresa privada, de capital próprio. Na verdade, segundo o Deputado, não é. Diz ele que livrarias:

“não são meras casas comerciais, mas locais de transmissão e circulação de ideias e produtos intelectuais de interesse da cultura nacional”.

Aham. Por isso nem pagam aluguel ou impostos, acertei?

Imagine as Edições Paulinas, excelente livraria/Editora católica, tendo que se justificar por não querer vender os livros de Richard Dawkins. Ou as livrarias menores, especializadas em livros de arte tendo que se explicar cada vez que algum mané que imprimiu dez cópias de seus Contos Escolhidos numa vanity press da vida não conseguir local de honra na estante.

Ou então as livrarias evangélicas. Será que elas realmente precisam exibir literatura erótica, científica ou espírita? Como o Deputado pretende suprir a renda das vendas perdidas, quando os clientes passearem e só acharem livros que não querem?

Imagine se a moda pega. Lojas de CD terão que vender todos os CDs enviados para elas. Cinemas terão que exibir todos os filmes enviados pelas distribuidoras. Canais de assinatura passarão todos os programas encaminhados e a loja do Android disponibilizará qualquer porcaria programada pra ele. OK, esse último já acontece.

Já tivemos uma época onde foi moda impor credo a terceiros…

 

A melhor forma de acabar com religião é através do conhecimento, mas isso não se consegue estuprando o sujeito com conhecimento. É algo forçado, barulhento e tende a estragar o livro. Ou o iPad. Acima de tudo tem que ficar claro que o que NÃO está em discussão é o direito do sujeito ter uma religião, e esse direito é desrespeitado no momento em que uma livraria religiosa é obrigada a vender livros que contrariem tudo que seus donos acreditam.

O Deputado se vende como progressista, mas a postura final é tão radical quanto os cristãos que não querem uma mesquita perto do ponto-zero em Nova York ou dos países islâmicos que criminalizam evangelização de outras religiões ou punem ateísmo com pena de morte.

Ateus defendem a tese de que moralidade independe de religião. Pelo menos amoralidade fica claro que não depende. Isso é muito triste e muito errado, e se Deus existisse tenho certeza que concordaria comigo.

Fonte: Gospel+


Wikileaks, Michael Moore e outros idiotas necessários

07/12/2010 - 7:04 pm  -  30 comentários


Era uma vez uma sociedade utópica perfeitamente organizada. Os descontentes eram poucos e no máximo insatisfeitos. As pessoas viviam suas vidas sem saber que eram controladas por máquinas desde seu nascimento, as suspeitas, mesmo raras eram explicadas através de mitologias e outras justificativas.

Essa sociedade tinha um defeito que nem seus criadores conseguiram resolver: Ela era estagnada. Para que evoluísse era preciso que uma instabilidade fosse inserida no sistema. Assim de tempos em tempos nascia um Escolhido, um jovem com uma percepção diferente da realidade que, se tudo desse certo quebraria o ciclo de morte e renascimento daquela sociedade, e sua dependência das máquinas.

Não, não é o mundo de Matrix. Eu descrevi o livro A Cidade e as Estrelas, de Sir Arthur C. Clarke, escrito em 1956.

O tema é recorrente, há um consenso de que não há progresso sem elementos de instabilidade, sem uma dose de Caos. A lição vale pros dois lados, pois também é evidente que por mais que se tente é impossível eliminar todos esses elementos de Instabilidade. Mesmo em histórias onde o final é pessimista, como 1984 de Gorge Orwell ou o curta de Angeli A Cauda do Dinossauro, com a edificante Christiane Tricerri, a história só é pessimista por ter sido contada pela metade. O Status Quo nunca é confortável ou simples de ser mantido.

Mais ainda: Esses elementos de instabilidade e Caos (Caos aqui é no sentido científico, faz favor) são essenciais para evitar a regressão da sociedade, pois qualquer liberdade não exercida tende a ser esquecida. Quando da queda do Muro de Berlin milhares de pessoas atravessaram para a Alemanha Ocidental apenas para voltar para casa depois de visitar parentes ou passear pela cidade. Mais duas ou três gerações e ninguém faria isso mesmo sem muro.

Quando vemos o caso do Julian Assange, o blogueiro responsável pelo site Wikileaks, especializado em publicar informação confidencial e constrangedora percebemos que ele é um desses elementos de caos. Ele não existe para vazar informação. A informação já está aí para quem quiser, Agências de Espionagem conseguem dados muito mais valiosos o tempo todo. 99% do que foi vazado era fofoca diplomática, conseguir isso é fácil, agora mesmo foi divulgado que o marinheiro Bryan Minkyu Martin, da US Navy foi preso pelo FBI depois de receber US$3.500,00 em troca de dúzias de documentos secretos e alguns  top secret.

Não é o primeiro nem será o último caso.

Ao divulgar seus documentos, vídeos e fotos o Wikileaks de Assange não está fazendo trabalho de espionagem. Informação sigilosa que se torna pública se torna inútil, perde o valor estratégico. Se você sabe que eu sei não posso usar contra você.

O que Assange faz de útil é mostrar a uma comunidade de Inteligência onde estão seus elos fracos. Não adianta a NSA gastar bilhões desenvolvendo tecnologias de criptografia se um operador de comunicações copia um email pra um pendrive e depois repassa de casa pra um idiota qualquer com cara de francês.

Quando Michael Moore denuncia uma empresa como a Nike por vender sonho americano Made in Indonésia ou mostra como um plano de saúde se recusa a arcar com um procedimento caro mesmo que com isso o paciente vá morrer ele está fazendo algo socialmente importante, está fazendo com que o público acomodado questione sua realidade. Sim, ele é um chato, como todo chato só traz perguntas, nada de respostas ou propostas. É até fácil lidar com ele, um diretor da Nike perguntou se o público que quer tênis Made In America aceitaria pagar 10x o preço dos feitos na Indonésia (Ou Malásia, um buraco desses) e Moore, claro não respondeu.

Mesmo assim esse tipo de chato é essencial. Quando sua mulher pergunta “é por aqui mesmo?” ela nem sempre tem noção da rota, mas a simples pergunta faz com que você pense por um momento e avalie os arredores. PODE ser que não esteja no caminho certo. Achar a direção correta, aí é contigo.

O Wikileaks é muito importante não pelo que vaza, mas pelo que pode vazar. Os Donos do Poder precisam aproveitar a dica e repensar suas estruturas de informação. É essencial que todo mundo que lida com esse tipo de material sigiloso entenda que é possível sim tornar público em escala mundial algo MAS que também é essencial ter o discernimento pessoal de que nem tudo é para ser divulgado.

Anarquistas da Informação dizem que devemos viver em um mundo onde toda a informação esteja acessível a todo mundo. Lindo, espero que a informação de onde estão os Pôneis e Unicórnios também esteja no pacote.

No mundo real isso não funciona. Exemplo? Imagine se chegasse a Hitler toda a informação sobre o Dia D, confirmada por documentos do Alto-Comando aliado. Outro exemplo? Bem antes dos horrores de Auschwitz e Sobibor chegarem ao mundo em seu pálido desfile de zumbis em preto-e-branco, a informação dos campos de concentração chegou aos Aliados através de relatos de prisioneiros e outras testemunhas. Ninguém deu bola.

"Tudo pronto para enfrentar os aliados e... Mein Furher, eu posso andar!"

Ter a informação é fácil, o problema é saber o que fazer com ela. Isso que diferencia um General de uma Bibliotecária.

A lição do Wikileaks não é Segurança de Informação. Isso é impossível. A lição é discernimento, saber como lidar com a Informação. O idiota que vai pegar prisão perpétua por ter vazado 250 mil documentos sigilosos para o Assange, 250 mil documentos que não vão mudar NADA, NEM UMA PALHA, não sabia.

Nas palavras de São Paulo (Cor I, 6:12)  ”Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”.

ADENDO:

Se algo o Wikilieaks serviu foi para mostrar a irrelevância do Brasil no Cenário Internacional. Dos 250 mil documentos vazados, um total de TRINTA E OITO são sobre o Brasil. Desses só seis são secretos.


Mais Antigos


Quem é Cardoso

Para saber mais sobre o autor deste blog, visite este link. Para enviar uma mensagem, clique aqui. Para anunciar, clique aqui.



Jabá

O Contraditorium está hospedado no Bluehost, com transferência mensal ilimitada, espaço em disco ilimitado, domínios ilimitados, infinitos subdomínios, PHP, Ruby on Rails e todas as funcionalidades que você puder pensar. Quanto? US$6,95 / mês, quinze Reau, menos que uma pizza. Conheça o Bluehost, clique no link abaixo.




Switch to our mobile site