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United Beers of the World–ou: Ser blogueiro é bom

11/01/2012 - 9:28 am  -  16 comentários


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Estava eu tranquilo em casa quando chega uma caixa enorme pelo correio. Quando abro é um presente da Heineken, que criou o United Beers of the World. uma espécie de Dream Team da Cerveja.

Abro o caixa, e praticamente me senti o pessoal em Pulp Fiction quando olham dentro da maleta do Marsellus Wallace. Só faltou a luz amarela. Babem:

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Só digo uma coisa: Um sujeito pode ter um excelente fim de semana em Vegas com isso tudo.

Valeu mesmo, Heineken!


O Dia em que a Info me carcou bonito e nem mandou flores

20/03/2010 - 10:03 am  -  24 comentários


Existe um termo chamado “Distanciamento Jornalístico” que justifica a clássica pergunta “Mas pq o cinegrafista não largou a câmera e foi ajudar a velhinha se afogando?”. É meio cruel mas tem a ver com profissionalismo, e explica o motivo de muito blogueiro ser barrado em coletivas de imprensa.

Função do jornalista não é opinar durante uma entrevista. Função do jornalista não é xingar o Lula, ou mesmo o Chavez. Pelo menos não enquanto estiver entrevistando. Quer discutir? Monte um talk show.

O famoso slogan do Repórter Esso, “Testemunha Ocular da História” também passa esse distanciamento, mas sendo realista se a História for realmente épica, se você for testemunha vai ser ferrar igualmente. Se for protagonista, babou.

Narrar um furacão do solo pode ser emocionante para quem vê, mas perde-se a perspectiva. Você não sabe o que acontece na rua ao lado. Não dá para testemunhar a História, só pedaços dela. Exceto na Televisão.

Quando os Suspeitos Habituais orquestraram uma tentativa de golpe e conseguiram que o Twitter banisse minha conta (por quase 4 horas) caí em um terrível dilema: Deveria voltar a jogar Battlefield 2 (melhor opção, visto que isso irrita trolls. Sério, apareceu gente criticando até os jogos que gosto) ou continuar escrevendo meus posts pro MeioBit e pro Contraditorium?

O bônus de produtividade não ocorreu. Minutos após o banimento meu MSN pipocava, mais de 2000 mentions no Twitter, suicídios em massa (ok, talvez não) e caos. Um ataque babaca com uma solução corriqueira estava saindo de proporção. Dito isso, só me restou uma alternativa: Capitalizar em cima do fato.

Aí eu vi a bosta que é ser testemunha ocular da História. Eu não conseguia parar para escrever um texto dramático, contundente, inspirador e Humano, narrando meu drama e a Incerteza que tomara conta de minha vida.

Nisso recebo um telefonema da Info. Dois minutinhos, a pergunta mais simples e objetiva possível: “WTF?”. Expliquei o caso e logo depois pimba, estava no ar. Para não ficar explicando toda hora no MSN, passei a dar o link da matéria. No Twitter também fervilhavam RTs do texto da Info.

Assim basicamente eu, blogueiro profissional detentor Da Informação, alvo da notícia, no centro de tudo consegui NÃO monetizar minha Finest Hour, e mesmo minha Volta Triunfante não foi devidamente capitalizada.

Fracassei no hype de mim mesmo, fui derrotado por essa arma velha e obsoleta, mas mortal se bem usada: O telefone. VOZ ainda é a forma mais eficiente de comunicação e o Guilherme Pavarin da Abril soube usá-la.

Ficadika, pra quem só quer fazer jornalismo via e-mail e pros moderninhos que adoram falar que xxx morreu.


Só desta vez não sou Batman, sou Greg House!

21/01/2010 - 7:26 pm  -  47 comentários


house-md Por incrível que pareça muito antes de James Cameron as pessoas já usavam avatares. Embora no Twitter haja neuróticos acusando quem não usa a própria foto de ser fake ou estar se escondendo no anonimato, pessoas normais gostam da brincadeira. Seja uma imagem que represente o estado de espírito naquele dia, seja um personagem de quadrinhos, ou no meu caso seja um médico fictício que compartilha da mesma visão realista, objetiva e –para as mentes menos evoluídas- ranzinza da vida.

Não se enganem, eu sou bem mais velho que House, e não imito o personagem. Meus amigos sabem disso, tanto que assim que a série se popularizou o que mais ouvi foi gente dizendo que ele era igual a mim. Já no Twitter é o contrário. Acham que eu imito House. Não imito, me identifico.

Isso irrita muita gente, inclusive um mané desesperado por atenção disse hoje que eu deveria ser processado pela Fox (por usar um avatar). Bem, caro mané, para seu deleite, minha ligação com Gregory House foi percebida pelos grandes estúdios. Só que para seu não-tão-grande deleite, eu não estou sendo processado.

Fui convidado pelo Universal Channel para ser o Embaixador Oficial de House no Twitter.

Isso mesmo, periferia! Agora além do meu Twitter normal eu respondo pelo @HouseUniversal.

Teremos uma promoção onde os seguidores poderão ganhar vários prêmios, e eu levarei um troféu de Embaixador, se formos o Twitter mais seguido das séries da casa.

Enquanto o pessoal da Universal não manda mais detalhes, vamos logo começar a brincadeira. Tenho um mimo para sortear entre os primeiros 200 seguidores do perfil @HouseUniversal. Um chaveiro sabre de luz, recém-chegado da Deal Extreme. Esse é por minha conta.

Quanto ao Twitter, prometeram conteúdo exclusivo e outros balangandãs, mas convenhamos, não acho que seja complicado para mim gerar material inédito, original, não-kibado relacionado a House. Não é difícil, difícil é ser Lupus.


Avatar: Assim é se lhe parece

08/01/2010 - 11:19 am  -  45 comentários


smurfocalypse

Outro dia dei uma legítima gargalhada com um dos fãs do Israel, aquele guri canadense que insiste ser meu nêmesis. Achando que eu realmente usaria meu blog para atacar seu ídolo, o fã descobriu em toda sua inteligência e perspicácia um dos slogans que uso, ali abaixo da logomarca. e denunciou o “ataque”:

“Fortune and Glory, Kid. Fortune and Glory.”

Imagine a reação fanática (com trocadilho) se tivesse visto a outra citação de Indiana Jones que costumo usar:

“You lost today, kid. But that doesn’t mean you have to like it.”

O erro do garoto (e estou assumindo que não deva ter mais de 12 anos) foi achar que meu global era influenciado pelo local, em uma espécie de paranóia esquizofrênica, procurando padrões, fazendo piadinhas e referências o tempo todo a um assunto específico e localizado.

Basicamente ele deu muito mais importância a algo menor, achou que eu fazia o mesmo, e teve uma interpretação errada sobre o slogan do blog.

Agora vejo isso se repetindo. Na China.

Avatar, em chinês 阿凡达, “ā fán dá”, está deixando o público de cabelo em pé (acharam que eu iria dizer “olhos arregalados?” Não escrevo pro Zorra) não só por causa dos efeitos visuais mas… preparem-se…

Pela profunda compreensão da parte de James Cameron sobre o problema dos chineses expulsos de suas casas pelos governos locais, por estarem no caminho de obras.

O caso é bem sério, há tantos eventos de despejo e demolição que em 13 de Novembro do ano passado uma pobre mulher em Chengdu se desesperou a ponto de botar fogo em si mesma, protestando contra uma ordem de despejo recebida. Sim, eu lembrei da clássica foto do monge em chamas protestando contra a Guerra do Vietnã.

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Nos comentários do ChinaSmack sobre avatar temos:

“Condeno veementemente o diretor ocidental por usar Avatar para faze alusão à situação corrente da China!!”

“Companhias de demolição chineses deveriam processar James Cameron por pirataria/violação de copyright”

“Avatar mostra o profundo conhecimento e preocupação do diretor com os casos de despejo e demolição na China”

Os dois primeiros indicam que existe sarcasmo na China, o que é um bom sinal.

Há relação entre o fanboy que abriu o artigo e essas pessoas? Humm… não. O primeiro é uma cavalgadura que acha que o mundo gira em torno de seu pequeno herói, e não reconhece citações de um dos filmes mais populares de todos os tempos.

Já os chineses estão assistindo um filme que está ressoando em suas experiências pessoais. Todo geek se identificou profundamente com Matrix[bb], bons filmes têm esse efeito.

É CLARO que James Cameron está cagando e andando pros despejos na China, mas se a mensagem ressoa, se o filme inspira e traz à tona a situação dessas pessoas, qual o problema?

O único erro seria achar que Avatar foi criado especificamente como alegoria para tal situação. Isso demonstra extrema arrogância, é uma auto-importância que foge dos limites da sanidade. Aliás um dos sintomas da esquizofrenia é a paranóia. Vide os malucos com chapéus de papel-alumínio para evitar que o Governo leia seus pensamentos.

De resto, a grande lição é para quem escreve. Depois que você solta o texto, está sujeito a todo tipo de interpretação. O fato de ser uma interpretação errada pode ter consequências benignas, como no caso de Avatar na China, ou pode ser algo extremamente prejudicial, em particular com textos com alto conteúdo de sarcasmo, onde a maior parte dos leitores irã interpretar de forma errada.

A culpa não é sua. Em outras mídias escolhemos nossos leitores, em blogs quem escolhe é o Google. Somente uma Minoria Iluminada chega por outros meios.

Portanto, por mais contraditória que seja a dica, fica: Não limite seu texto pelo entendimento da maioria dos leitores pára-quedistas. Em blogs temos que identificar quem é o leitor fiel, quem é o pára-quedista, quem é o troll e quem é o leitor de 1a viagem com uma dúvida legítima ou mesmo uma visão equivocada mas corrigível.

Escrever só vale a pena se for para ser lido por quem não tem alma pequena.


Bahia… aqui me tens de regresso…

17/12/2009 - 2:50 am  -  12 comentários


 

Confesso que só visitei a terra de João Ubaldo uma vez. Milhares de anos atrás, em uma excursão rodoviária para Porto Seguro. É uma falha grave, pois acabo não conhecendo muita gente boa que tem pra lá do Pelourinho, como o Roberto, o Dudu e o Leo Baiano.

O Roberto aliás será Papai-Noel no Natal da APEPINTO, uma ONG que cuida de 150 crianças em comunidades carentes na periferia de Salvador. Se puder colaborar, visite o post e veja como.

Foi através do Leo que veio o convite para o BlogsBA, da Universidade do Estado da Bahia.

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Estarei embarcando em algumas horas e devo voltar no sábado. Farei uma apresentação dia 18 de Dezembro com o tema “Blogs como Ferramenta de Difusão do Conhecimento e divulgação de trabalhos acadêmicos”. Sim, Ciência, meu assunto favorito depois de Luciana Vendramini.

Ainda dá tempo de se inscrever, vá lá, meu rei!


Não se fala de Gripe Suína neste Cicarelli de Blog? TAM. GOL. Mesotelioma.

27/08/2009 - 3:28 am  -  30 comentários


Existem poucas formas mais eficientes de perder dinheiro do que sendo burro. Talvez a única seja sendo esperto. Espertão, espertaralho. Foi o que aconteceu comigo.

No começo eu falava dos assuntos que me interessava, junto com textos aproveitando hypes do momento. Aí comecei a me levar a sério (BIG MISTAKE, nunca faça isso) e dar ouvidos a gente que reclamava dos hypes, usando aquela aporrinhante ladainha “já foi um blog bom, já foi sério, bla bla bla”.

Parei com os hypes. Passei longos dias sem postar em busca da qualidade total radiante. Vi o faturamento cair, as visitas diminuirem mas achava ótimo ter um Padrão Globo de Qualidade Platinum 2000 ou algo assim.

Problema é que quando o Seu Barriga aparece pra cobrar o aluguel não quer saber de um blog de qualidade. A Tia da Padaria não quer saber se tenho 15000 seguidores no Twitter. Só vai vender Coca com casco de Pepsi se eu for do Interney pra cima.

Hoje vejo que não dá para ser radical assim. Pombas, eu NÃO escrevia sobre assuntos para não ficar com cara de hype. Não falei um “a” sobre gripe suína. NEM no carloscardoso.com que deveria abordar esses assuntos de forma mais humorística. O que eu ganhei? Nada.

Portanto, este blog mudará de abordagem. Vou parar de querer ser Saramago e tentar ser amigo dos hypes, mesmo que tenha que apelar para trocadilhos deploráveis.

Não se preocupe. Foi criada a categoria “Hype”, basta ver se o artigo pertence a ela, e simplesmente não ler. Mesmo assim, acho que você deveria. Como os paraquedistas sequer são alfabetizados, não importa o que eu escreva. Então pretendo produzir material que ME divirta, e aos leitores fiéis (e as leitoras infiéis, as melhores).


EWCLiPo II – A Missão – Irei e Si Darei Bem

26/08/2009 - 12:01 am  -  11 comentários


Um dos brinquedos preferidos de minha infância politicamente incorreta foi o Meu Pequeno Químico, uma monstruosidade que colocava na mão de crianças incautas substâncias perigosíssimas como o Monóxido de Dihidrogênio, causador de milhares de mortes todos os anos. Cobaias imersas nele morrem em minutos. Aeroportos vasculham e apreendem passageiros que tentam embarcar mesmo com pequenas quantidades.

Também havia marcadores, Fenoftaleína, pipetas e -pasmem- tubos de ensaio de VIDRO.

Ao contrário de uma Bíblia, livro que nunca causou mal algum, o Pequeno Químico, a coleção de Júlio Verne e O Mundo Animal me transformaram em uma espécie de aficcionado, e só não segui carreira científica por não ser inteligente o bastante pra isso mas inteligente o bastante pra perceber que gostava de dinheiro ;)

Nos áureos tempos eu era quase um Leonardo (ainda sou, mas lembro mais a tartaruga. A ninja, não o piloto). Uma hora estava fazendo experiências criogênicas com insetos (moscas ressucitam, baratas não) examinando células vegetais no microscópio (futucar o núcleo de uma célula de cebola é legal) ou brincando de Robert Goddard, redescobrindo em frações de segundo os princípios básicos do foguete, e entendendo o motivo da explosão antes dos estilhaços de plástico atingirem meu peito e deixarem filetes vermelhos de sangue, um zumbido altíssimo nos ouvidos e minha resposta no automático “não foi nada”antes que minha mãe viesse ver o que aconteceu.

Depois de descobrir independentemente um dos Princípios da Relatividade (isso é verdade, um dia conto. Não foi mérito meu, estava apoiado no ombro de gigantes) fui ficando sem tempo para brincar de cientista, o que só aumentou a inveja pelos que fazem isso e ainda ganham.

Restou assumir meu Rubinho interior e fazer a 2a coisa mais divertida em ciência, que é ser “Divulgador Científico”. Meus blogs sempre falaram sobre o assunto, e recentemente consegui dar uma de subversivo e introduzir a categoria “Ciência” no MeioBit.

Achei o máximo quando surgiu a rede Lablogatórios, que depois virou a ScienceBlogs Brasil, estão entre os links que mais retuito, a ponto de ficar claro um interesse velado, que as más línguas dizem ser parte de meu plano para clonar a Luciana Vendramini. Calúnia, meu plano É clonar a Luciana Vendramini. Não tem outra parte.

Por todo esse passado quando surgiu o convite pro EWCLiPo já gostei, quando vi que não era pra cobrir, mas para apresentar um painel, gelei. Primeiro pq esqueci que não sou mais tímido, segundo porque é uma platéia complicada. Não dá para me safar com piadinhas kibeloco, e um povo que chama um evento de EwCLiPo – Encontro de Weblogs Científicos em Língua Portuguesa é alienígena demais a conceitos de marketing para ser enrolado com buzzwords, monetização, sinergia, long tail, etc.

Como não sou o Fábio Seixas e não tenho camisetas para distribuir nos casos de platéias difíceis, a saída será planejar uma apresentação a altura. Isso ou rezar pra dar tudo certo.

O Encontro será em Arraial do Cabo, no final de semana de 25 a 27 de Setembro. Se você quiser me ver pagando mico na frente de um monte de cientistas-blogueiros, é a hora. Veja neste post do Rainha Vermelha mais detalhes de como participar.

Sem contar que me falaram que esses encontros de cientistas são cheios de gatas, tenho tudo pra arrumar uma namoradinha ajeitada. Se me der bem podem deixar, tiro foto e posto por aqui.


As Fotos do Acidente da AirFlance, né, cala-de-pau?

11/06/2009 - 8:37 pm  -  37 comentários


Em 2006 eu fiz um experimento que ficou famoso; para demonstrar que o Internauta Médio não praticava o senso crítico, apenas repassava o que recebia, sem pensar, sem questionar, publiquei o hoje clássico post com As Fotos do Acidente do Vôo 1907, onde uma história cuidadosamente preparada para ser inverossímil E errada em cada detalhe acompanhava imagens igualmente falsas até no formato, retratando o acidente do episódio-piloto de LOST.

Claro, as “fotos” foram parar na Folha, no Estadão, a Gazeta de Uberaba kibou o texto descaradamente, um monte de leitores ficou revoltado com a falsidade (querendo as verdadeiras) e um outro tanto bem maior passou adiante. Por muito tempo recebi via email as tais fotos.

Pois bem; como na Internet kibar é mais fácil do que criar e garante até emprego na Globo, e a China é campeã mundial de falsificações, fraudes e kibarias em geral, eu nem deveria me assustar, mas mesmo assim confesso que ri MUITO quando ainda agora, pesquisando um blog de tecnologia militar chinesa, dou de cara com o seguinte post:

Horrible!the photos of the AIR FRANCE airplane crashed occurred in the blink of an eye

Reconheceu as imagens? Pois é, são as MESMAS imagens que eu capturei, editei e publiquei, no longínquo dia 26/10/2006. Confira. Depois entenda que não precisa parar de comprar passagens aéreas.


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