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Flatron W2353V – A LG adivinhou meu aniversário

14/10/2009 - 2:20 am  -  34 comentários


Meados de Setembro recebo uma ligação simpática, a LG queria me mandar um produto na modalidade Product Seeding (ou algo assim). Significava que eu iria receber o produto sem nenhum custo mas também sem nenhum compromisso de post, divulgação, etc. E poderia ficar com ele se quisesse.

Era a semana do meu aniversário, então achei mais que apropriado.

Como todo bom blogueiro fracassado que vive de migalhas, topei, afinal poderia transformar o presente em crack, ou seja lá o que os críticos dos blogs acham que nós usamos para compensar nossas frustrações.

Algum tempo depois dou de cara com uma caixa E-NOR-ME. O produto não era um monitor qualquer, era um lindo maravilhoso absoluto Stephany Flatron W2353V de 23 polegadas, widescreen, FullHD, teclas touchscreen, HDMI mega contraste 50000:1 que só não fala porque se falasse a gente obedeceria.

O monitor tem entrada VGA, DVI e HDMI, e é FullHD, ou seja: Reproduz TV de Alta Definição no padrão máximo do percado: 1920 x 1080 pixels. Isso significa que cada frame é o equivalente a uma foto de 2 Megapixels.

Eu estou usando na pior configuração possível, meu Mac não tem adaptador da MiniDVI dele para DVI normal, então só posso conectar com VGA. Mesmo assim o meu antigo AOC de 19 polegadas morre de vergonha, no canto.

Com tempo de resposta de 2ms, é excelente para jogos, infelizmente não tenho PC que comporte um jogo 1920 x 1080 30FPS, mas sonhar não custa nada.

A resenha técnica foi feita pelo Marcellus no MeioBit
, que que se esforçou bastante para achar algo de ruim a dizer sobre o monitor. Mesmo assim eu acho a crítica dele, da velocidade dos botões no mínimo mimimi. É só para o MeioBit não passar por fanboy dizendo que o monitor é lindo maravilhoso a melhor coisa que já viu na vida. Afinal, é um blog sério.

GENTE ESSE MONITOR É LINDO MARAVILHOSO A MELHOR COISA QUE JÁ VI NA VIDA!

Sério, ele é eficiente em tudo. Usando métodos altamente científicos (a mão) percebo que ele com 23 polegadas esquenta menos que o outro de 19. Os menus são inteligentes, há uma série de recursos (e um software pro Windows que não funciona no Windows 7, mas isso é um detalhe) voltados para papagaiadas efeitos divertidos para toda a família.

Esqueça, você não vai usar. Fato.

Apesar da imagem maaaaaravilhosa (quem perguntou, eu conferi, não tem vazamento de luz nesse) no dia-a-dia dos computadores, o monitor se destaca mesmo exibindo filmes FullHD.

Esse monitor me fez mudar de idéia quanto a BluRay. Da última vez que vi a tecnologia foi em um monitor normal de 19 polegadas, então não ficou tão diferente da minha experiência com filmes em DVD. só com o W2353v eu Vi a Luz.

Foi semelhante a experiência religiosa de ver um filme em VHS, mudar o player e ver o mesmo em DVD.

VHS, todos sabemos é lixo, mas nunca pensei que o DVD, com seus gloriosos 720×480 pixels fosse pelo mesmo caminho tão rápido. Compare uma tela capturada mostrando um filme em DVD, 720×480 sendo exibido junto com um em 1080p, no caso o Trailler FullHD de Watchmen:

Clique na imagem para vê-la em tamanho real.

Para ver a diferença, vamos ampliar uma imagem com resolução de DVD para o mesmo tamanho de uma FullHD: Notem o que a interpolação faz aos detalhes, principalmente linhas diagonais:

Não está vendo? Claro, está pequeno. Clique na imagem.

A parte ruim é que esse monitor me acostumou mal, a parte boa é que ele é meu agora ;)

Se você tem um player BluRay. ou quer um puta monitor pra usar também para ver filmes, eu recomendo. São R$899,00 que você não se arrependerá de investir.

Ele já está sendo fabricado no Brasil, pesa meros 4,5Kg (contra 32 de um antigo monitor de 19″ CRT que eu tinha) e é lindo mesmo desligado. Culpa do acabamento Black Piano, muito mais chique que preto piano.

Agora com licença, está na hora do meu intervalo e folgo em avisar que já existe Pr0n FullHD.

Abaixo alguns dados:

Tamanho: 23” Wide
Resolução máxima: 1920×1080@60Hz (Analógico)
Resolução Recomendada: 1920×1080@ 60Hz
Brilho: 300 cd/m2
Pixel Pitch: 0,266
Contraste: DFC 50.000:1
Ângulo de Visão: 170/160
Tempo de Resposta: 2ms**
Revestimentos da tela:    Anti- Glare,Anti-Reflexiva, Hard Coating (3H)
Freqüência analógica/Digital H: 30 ~ 83 kHz V: 56 ~ 75 Hz
Freqüência HDMI H: 30 ~ 83KHz V: 56 ~ 61Hz
Consumo de Energia: 47W (Máximo)
Input: D- Sub/DVI/HDMI
Certificações: UL, CE, FCC CLASS B
Acessórios: Cabo D- SUB, Cabo de Força (Power Cord), Manual do usuário, CD Forte Manager
Modelo: W2353V-PF
Cor: Preto brilhante (Black piano)
Código para Vendas: W2353V-PF
Sufixo: AWZ
Código EAN: 8808992476054
Classificação Fiscal: 8528.51.20
Dimensões (L x A x P): Líquida:558,5 x 417,5 x 198,0 mm Bruta: 470 x 126 x 470 mm
Peso (Kg): Líquido: 4,5 Kg Bruto: 6,07 Kg


Brüno – incrivelmente não é um filme gay

05/08/2009 - 12:50 pm  -  32 comentários


Do mesmo Criador de Borat, Brüno é um estilista austríaco fã de Hitler e muito, muito, muitíssimo viado. Seguindo a mesma linha do filme anterior uma história falsa é apresentada e o personagem é mostrado viajando pelos Estados Unidos vivendo situações engraçadas com uma turminha do barulho na maior adrenalina!

OK, finda a resenha merda que as distribuidoras adoram, pois os leitores idiotas conseguem entender e são assim induzido a ver o filme, vou explicar porque Brüno é genial e foi o filme que mais me fez rir em muitos anos:

O mundo será dividido entre os que amarão e os que odiarão Brüno. Não é possível gostar só um pouco, ou mesmo desgostar mais ou menos.

Brüno é genial em seus radicalismo e por isso desperará as mais fortes reações. Nas pessoas realmente inteligentes essa reação será o riso.

Muita gente que se acha bem-resolvida descobrirá que está desconfortável na cadeira. Brüno é um Christian Pior, um Lafond,  uma Rogéria, um Elton John, um Freddie Mercury. Brüno é tudo isso mas ao contrário dos gays da tv, faz sexo.

Embora superficialmente parecido com Borat, Brüno não é melodramático, o que o torna um personagem mais fácil de se gostar. Ao mesmo tempo ultrapassa todos os parâmetros da proverbial bicha louca.

Não que o personagem seja definido por isso. Não , não. Sacha Baron Cohen é um humorista judeu. Isso significa que seu humor no mínimo é um dos melhores do mundo.

Brüno tem objetivo. Brüno não quer convencer o mundo da superioridade da homoafetividagem. Ele quer ser famoso e só.

Brüno não é um libelo contra a homofobia. Brüno provoca o tempo todo. Mentes limitadas acharão que ele cutuca os caçadores americanos, ao aparecer pelado na barraca de um deles. Mentes mais perceptivas terão a sacada de que a provocação não é com quem está na tela. É com quem está na platéia.

O filme tira o homossexualismo do armário, sem aquela boiolice de Brokeback Mountain, filme quase de arte politicamente correta que todo mundo é obrigado a dizer que gostou.

Brüno faz uma sessão de mímica onde prática sexo oral no fantasma de Millie, do Millie e Vanillie, do começo ao fim. Na frente de um vidente. Nenhum hetero sairá do cinema sem saber muito mais do que gostaria sobre como gays pagam boquete.

Brüno é hilário visualmente E no texto. A sutileza das piadas contrasta com a nueza crua das imagens. Ele é gay e não se desculpa por isso. Na verdade eles não se preocupa. Como uma Parada Gay de um homem só (na verdade nem isso) Brüno Exubera de um lado para outro como se fosse perfeitamente natural usar camisetas transparentes e cuecas de leopardo. Pra ele é. Talvez seja. Não me interessa. Brüno tem TODO o meu apoio e respeito, pois em momento nenhum ele disse que EU tenho que usar cuecas de leopardo, ao contrário da militância gay raivosa que quer ser aceita inferiorizando todos que não praticam a baitolagem para fins não-reprodutivos.

Há (poucas mas memoráveis) cenas de genitália desnuda, como dizem no carnaval, que alguns podem considerar chocante, desconfortável. Não sei se cheguei a considerar, o bilau do Brüno sendo sugado por um aspirador transparente se perdeu depois da chocante e desconfortável cena onde um pastor especializado em “curar” gays tentava explicar como Brüno poderia encontrar Jesus e aí sim se tornar um cidadão de respeito.

Sim, Brüno tem mensagem, e sacaneia outros grupos. Os imbecis de todas as orientações sexuais acharão que Brüno é um achincalhe aos gays, mas o único grupo resolvido do filme SÃO os gays. Mesmo a caricata tentativa de Brüno de se tornar hetero e assim fazer sucesso em Hollywood só será entendida como homofobia se o sujeito não prestar atenção em QUEM ele usa como exemplo de atores hetero de sucesso.

Além dos óbvios religiosos, Brüno mostra o ridículo de outros grupos, como mães de crianças-artistas, celebridades que querem resolver o problema da África adotando todo mundo, famosos atrás de causas para defender em troca de notoriedade, você escolhe.

O final do filme é épico. Quando conseguimos parar para respirar, após a montagem romântica mais estapafúrdia da história do cinema, um clipe IMPOSSÍVEL encerra essa obra-prima do politicamente incorreto inteligente. Paradoxalmente, é um momento kibeloco, que será usado para defender o filme da maiora das acusações imbecis que receberá.

Normalmente só bato palma em cinema quando alguma estação espacial grande o bastante para ser confundida com uma lua é destruída, mas  Brüno me deixou sem opção. Aplaudi mais de uma vez, a ousadia de Sacha Baron Cohen não tem limites. Ele conseguiu extrapolar o humor “errado”, se você imagina piadas escatológicas como as daqueles Todo Mundo Em Pânico, esqueça. Brüno vai bem mais além, mas com contexto, com camadas, humor com pré-requisito.

Funciona assim: Se você consegue perceber a ironia de um gay fã de Hitler, vai gostar. Se não percebe, Brüno é só um filme de viado e achará uma merda, não vá ver.

O filme estréia dia 14, tem censura 18 anos e não leve seus pais.

Ah sim, antes que algum mané apareça dizendo que o Sacha Baron Cohen é gay e fez o filme para promover a “causa”, ou que por ser gay foi fácil fazer o personagem, gostaria de avisar: Não, não é. Ele é hetero muito bem parado. Enquanto quem reclama cospe no chão e coça o saco para mostrar o quanto é muito mais macho que esse tal de Sacha, ele vai pra casa e consome a Isla Fisher. Faz melhor?


MonsterBrasil – o publieditorial de US$3,5 Bilhões

09/06/2009 - 12:43 pm  -  36 comentários


A MonsterBrasil contratou um publieditorial aqui. Como bom blogueiro de aluguel, fui pesquisar para fazer um trabalho decente. Fiquei com medo do que descobri. Não é um "site de empregos", é "O"site de empregos. São mais de 50 países com presença própria. Segundo o Techcrunch em 2008 o Monster.com tinha valor de mercado de US$3,5 bilhões.

OK, não são uma quitanda.

A idéia é que eu faça uma resenha do site E, como aqui quem ganha é você, querido leitor, vem uma promoção junto, distribuindo cópias do livro "A Cabeça de Steve Jobs". (se fosse o Pâncreas ninguém queria). Vamos então à resenha, detalhes da promoção ao final do texto:

A Empresa e o Conceito
Como já foi dito, a Monster Worldwide é o maior site de empregos do planeta. Estão na Internet desde 1994. Dizem ter sido o site comercial #454. Hoje evoluíram do conceito de "site de emprego" listando vagas/candidatos, embora possa ser usado assim.

A verdade é que emprego funciona na base do QI. Só que QI inteligente. Convenhamos, que vale mais, um currículo correto ou a opinião de um amigo que trabalhe na área? Por isso a maior parte das vagas são preenchidas via telefone. "fulano, me indica alguém que saiba isso, isso e isso".

O MonsterBrasil usa o conceito de redes sociais, você tem seu currículo, seu perfil mas também tem sua rede de contatos. É possível listar contatos, que são adicionados mediante autorização, assim não corre o risco do Roberto Justus recomendar alguém sem perceber.

Recursos
Pode-se criar Referências, que são textos de recomendação dos membros. Assim um ex-chefe pode elogiar o antigo funcionário. Aqui há um detalhe: O dono do perfil tem o poder de vetar referências. Se por um lado isso é feito para eliminar trolls, pode ser usado como uma forma de maquiar o currículo, permitindo somente referências boas. Então fica a dica: Se o sujeito não tem nenhuma referência boa, ele é muito ruim.

Há perfil E currículo. O Perfl já é completo o suficiente para dar uma idéia da experiência do sujeito, já o currículo é completo. É possível preencher o formulário padrão ou subir um Doc de Word.

O site guarda seu histórico de propostas, assim dá para saber se encheu muito o saco de determinada empresa naquele ano. Ah, se quiser pode buscar direto por empregos em determinadas empresas, é possível. Quem sabe assim não rola aquele emprego dos sonhos na Dharma?

Layout
O site é… simples. Devo dizer que surgiu em 1994 e mantém-se fiel aos princípios de design da época. Se há algo de bom que pode ser tirado disso, é que ele é leve.

Problemas
Algumas partes não foram traduzidas, como o "esqueci minha senha". O site também está com um banco de dados muito pequeno, normal pra quem está começando (no Brasil) mas pode ser frustrante pra quem efetivamente precisa de um emprego. Sugiro sua utilização como rede social de contatos profissionais, em um primeiro momento.

Frustração
No Monster Americano uma simples busca por "Blogueiro" retorna um monte de vagas, já no Brasil nem cheiro. Queria eu que fosse culpa do MonsterBrasil.

Promoção
Quer ganhar este livro?

É simples, se você for blogueiro. Siga as instruções:

1 – Visite www.monsterbrasil.com.br e examine o site.

2 – Escreva um post sobre ele em seu blog. Diga o que acha. NÃO seja bonzinho, seja honesto. Eles precisam de feedback, não de puxa-sacos.

3 – Deixe um comentário, neste post, com um link para o seu post-resenha.

Os 10 primeiros ganharão uma cópia do livro.


Resenha: Blogging Heroes

25/05/2009 - 11:09 pm  -  8 comentários


Acabei de ler Blogging Heroes. Não me trouxe absolutamente nada de novo, não me acrescentou um pingo de informação mas foi a leitura mais gratificante de minha vida de blogueiro. Explica essa, Mr M.

OK, já que o Mestre de Todos os Sortilégios não vai explicar, explico eu:

Blogging Heroes, de Michael A. Banks
Editora Digerati 320 páginas
R$31,90 no Submarino

é uma compilação de entrevistas com megablogueiros, só topo de linha, gente que junta dá quase meio Interney.

Nas entrevistas blogueiros da Wired, Gizmodo, Engadget, BoingBoing, Ars Technica, o Scobble e gente de vários outros blogs falam sobre suas atividades, suas crenças, suas experiências.

Podemos ver os pontos em comum e as divergências entre eles. Há blogueiros que defendem ardentemente o ato de comentar em blogs de terceiros. Outros não o fazem por tempo ou questões contratuais.

O livro foi trivial para mim, por um lado, ao mostrar tanta gente falando coisas que defendo e/ou pratico. As dicas de como divulgar o Blog, as dicas de nunca fazer Spam de comentários são óbvias. Eu as sigo desde sempre.

Por outro lado foi muito gratificante ver que estou fazendo a coisa certa. Foi ótimo ler tanta gente aconselhando o que faço e aconselho. Em uma área onde todos começamos autodidatas, ter a legitimização  de seus pares é essencial. No mínimo se erramos, erramos juntos.

Um blogueiro experiente vai se beneficiar do livro? Sinceramente não. No máximo o Tabet, há muita ênfase em ser original e não copiar trabalho alheio. Já um blogueiro iniciante deveria ler Blogging Heroes como uma bíblia.

Agora, o pulo do gato: não são as lições repetidas o mais importante. O essencial, passado nas entrevistas é que há várias formas de blogar. Não há uma fórmula única não há um formato, um horário, um tema.

É possível um Blog de sucesso em qualquer nicho, desde que você o conheça bem e goste dele.

Outra lição importante: não vire escravo de SEO. Ninguém entra num Blog por causa do SEO. Pessoas querem conteúdo. Nas palavras de Eric T, do Internet Duct Tape:

“Se você conseguir fazer com que outras pessoas se interessem por aquilo que você escreve, então as ferramentas de busca irão segui-lo”


Resenha: Anjos e Demônios

08/05/2009 - 11:44 am  -  50 comentários


O trailer

Terra! Ar! Agua! Fogo! VAI PLANETA! OK, não tem Capitão Planeta no filme mas me surpreenderia menos um Dr Manhattan de cuequinha vermelha do que o fato do Ron Howard ter acertado a mão e conseguido fazer um excelente filme, depois do esquecível Código DaVinci.

Na primeira adaptação do Livro de Dan Brown Howard foi fiel ao extremo, dando uma sensação completa de “já vi esse filme” para os leitores. Desta vez ele parou de tratar o Modelo Dan Brown como Escrituras Sagradas. Removeu sem dó Tom Bombadil e vários outros personagens secundários, agilizou a trama e fez algo impensável em Hollywood: Adaptou uma cena de ação para que ficasse menos mentirosa.

O resultado foi um filme bem mais ágil. As resoluções dos enigmas estão mais bem-feitas, Tom Hanks não puxa da cartola resposta pra tudo. Principalmente o filme é iluminado. Descobriram que filmar em uma das mais belas cidades do mundo e só mostrar imagens noturnas e/ou de interiores é meio… desperdício.

A TRAMA

Se você é uma das 5 pessoas do planeta que não leu Anjos e Demônios, vamos lá: É um livro em minha opinião melhor que o Código DaVinci. Transformou os brasileiros em 150 milhões de especialistas em sucessão papal e introduziu o mundo ao termo “Camerlengo”.

No filme um Papa morre, os 4 candidatos favoritos para a sucessão são sequestrados pelos Illuminati, uma antiga e até então extinta ordem secreta, que foi perseguida pela Igreja Católica na Idade Média e estaria agora buscando vingança.

Os Illuminati defendiam a ciência no lugar da religião, e no filme roubam um frasco de antimatéria do Large Hadron Collider para explodir o Vaticano.

Embora a idéia não deixe de me agradar, o filme faz com que fique claro a perda que tal explosão causaria. As igrejas são lindas, as estátuas magníficas. Se uma coisa de bom posso dizer da Igreja Católica é que não só pensam a longo prazo como possuem um magnífico senso estético, completamente ausente do Bispo Macedo e seus templos tenebrosamente feios.

“Todo problema acabou, o simbologista chegou”

Como a Polícia do Vaticano e a Guarda Suiça são impotentes para resolver o caso, chamam Robert Langdon, Simbologista e Detetive Particular, que depois do Código DaVinci virou persona non grata no Vaticano.

Partindo daí é o modelo Dan Brown: Uma mocinha que participou do início da trama mas depois é só adereço de cena, um assassino oculto, conspiração dentro da conspiração… mas quer saber? Fizeram direito.

Melhor Cena Pra Mim

Em minha incrível objetividade jornalística entrei no cinema decidido que UMA cena determinaria se o fllme era bom ou não: Quando Robert Langdon consegue acesso aos Arquivos do Vaticano.

Dá  pra sentir a respiração do Robert Langdon parando, quando ele vê quilômetros de corredores repletos de tesouros históricos, livros não-abertos em centenas de anos, cópias únicas e inestimáveis de autores da antiguidade… a inveja ali foi imensa. Adoraria passar algumas dezenas de anos naqueles arquivos.

Ciência vs Religião
O filme começa com cientistas no LHC em um experimento secreto tentando criar antimatéria. Aparentemente são tão avançados que esqueceram das Leis da Termodinâmica, do contrário perceberiam que gastaram um porrilhão de gigawatts para criar uma quantidade de antimatéria que gerará qalquer quantidade de energia MENOR que um porrilhão de gigawatts, mas tudo bem.

Isso deveria gerar protestos, cientistas ameaçando boicotar o filme, ameaças, certo? Bem, não só a equipe foi muito bem-vinda para filmar no Large Hadron Collider como Tom Hanks foi convidado para religar o Acelerador de Partículas, depois dos reparos concluídos.

Tradição É Tudo

Um dos efeitos interessantes e inusitados do filme é que deixa o espectador com todo um respeito pela Igreja. A Tradição, os Rituais, dá pra entender porque sobreviveram por mais de 2000 anos como instituição. É mais ou menos como o Judaísmo, embora no caso todos os membros preservem ativamente a cultura e os rituais, já com os católicos um monte de gente se diz seguidor mas nem lembra que Papa veio antes de João Paulo II. As Tradições ficam a cargo do Alto Clero.

Mentira Descarada
OK. Temos antimatéria, Ordens Seculares, conspirações, isso eu aceito. O que não dá pra engolir, e é mentirada descarada de Hollywood como quando os personagens têm quatro minutos para ir de um ponto a outro de carro, em Roma, e conseguem. ISSO para quem conhece a cidade, é ficção.

Conclusão
Anjos e Demônios vai mudar a História do Cinema? Não. Isso quer dizer que é ruim? Não. O filme é bom. Achei bem acima do “correto”, em alguns momentos ele empolga, mesmo com a musiquinha de cena de ação pouco inspirada de Hans Zimmer, que já fez coisa bem melhor.

Robert Langdon solta suas informações enciclopédicas sem ser chato, coisa que me irritou muito nos livros de Jô Soares. Ele também faz as piadinhas corretas no timing correto.

O filme é uma agradável mudança de cenário das perseguições em Los Angeles e dos tiroteios em New York, as duas únicas cidades dos Estados Unidos. Vale o ingresso.

Informações
Anjos e Demônios entra em cartaz dia 15 de Maio. mais detalhes no Hotsite oficial. [agora corrigido]


Startup – Minha resenha Silvio Santos

20/03/2009 - 6:02 pm  -  16 comentários


Eu não li, mas a Iris leu e adorou.

OK, a Iris não leu. E eu li metade, mas não dá mais pra esperar. Esse Startup, que recebi por vias misteriosas (pediram pra não dizer, então foi Jesus quem me deu) é bom demais. EXCETO se você quer um manual de autoajuda para empreendedor.

Assim como a palestra do Steve Wozniak que assisti, o livro não traz fórmulas, tabelinhas, dicas e instruções para criar startups de sucesso. O livro traz coisa MUITO melhor, a experiência desse pessoal. São entrevistas com empreendedores bem-sucedidos mas que se deram mal várias vezes, seja por inexperiência, seja por terem o produto errado.

A própria Adobe quando começou queria vender hardware, PCs e Impressoras, com o mercado inteiro pedindo software. No final tomaram um esporro dos investidores, criaram a LaserWriter e o Postscript, junto com a Apple, e o resto é história.

Eu já li as entrevistas do Steve Wozniak, Mike Lazarids do Blackberry, Saber Bhatia do Hotmail, Evan Williams do Blogger, Tim Brady do Yahoo!, Paul Bucheit do Gmail, Craig Newark da Craigslist, Caterina Fake do Flickr, Charles Feschke da Adobe e estou terminando a de Blake Ross, do Firefox. Cada uma delas já valeria um livro sozinho.

As negociações em 1997 para a compra do Hotmail pela Microsoft por exemplo, são um caso a parte. Começaram com uma oferta de US$160 milhões que o Hotmail não poderia recusar imediatamente, e terminaram em uma venda de US$400 milhões.

Já o Flickr foi a anti-startup. Nunca tiveram problema de dinheiro, investimento, nada. As coisas literalmente caíam de paraquedas na mesa deles.

Claro, nem tudo são flores. Quando o Blogger quase foi pro buraco TODOS os empregados e sócios foram embora, sem pagamento, Evan Williams ficou sozinho, tocando o serviço, sendo tratado como leproso pelo mercado. Quem acha que vida de startup é só moleza, vai se surpreender.

Acho que o livro talvez nem seja para quem quer começar a empreender, mas para quem já está atolado até o pescoço em seu projeto, ou que acabou de passar dessa fase. É uma forma de perceber que você não é único, que outros passaram pelo mesmo atoleiro e sobreviveram. OK, talvez seja sim autoajuda, mas no melhor sentido.

Quer dar uma olhada? Então leia aqui a entrevista completa de Steve Wozniak, 44 páginas, só para dar o gostinho do resto do livro.

Depois é só seguir este link e comprar, na pré-venda, por R$35,90.


Na Estante: Startup e Dejavu

12/03/2009 - 4:28 pm  -  25 comentários


A sapaiada, na figura da perereca-mor Miss Moura Em um milagre divino materializaram-se em minha mesa vários livros, que estou na medida do possível lendo, mas dois pularam na frente da lista, e serão resenhados com calma em breve.

O primeiro é de ninguém mesmo do Bispo Macedo, é Plano de Poder, essa coisa aqui:

Ainda estou no começo, mas posso dizer que pela primeira vez fiquei com medo da Universal. Tive a mesma sensação que Winston Churchill teve ao ler Mein Kampf: Será que só eu estou lendo isso? Ninguém vai fazer nada pra impedir?

O Edir Macedo pode ser um monte de coisas impublicáveis, mas ele não é burro nem fanático. Se fosse isso o tornaria inofensivo. Pelo contrário, o livro delineia um plano político, com um objetivo bem claro: Criar a Grande Nação de Deus, segundo o projeto bíblico. Deu medo agora? Aguarde.

O segundo é mais tranquilo: Startup, de Jessica Livingston:

Uma série de entrevistas com gente como Steve Wozniak (ok, pra mim já valeu aqui) Tim Brady, do Yahoo!, Caterina Fake, do Flickr, Blake Ross do Firefox, Max Levchin do Paypal e mais uma penca de gente que criou empresas maravilhosamente bem-sucedidas na área de tecnologia. Como diria o Sílvio Santos, eu não li, mas é bom.

Mais informações:

Onde comprar: No Submarino, uai:

Link para o livro do Bispo Macedo

Link para o livro Startup

Mais informações sem ser pra pingar uns caraminguás no meu bolso:

Hotsite do Livro do Bispo Macedo
Hotsite do Livro Startup


André Midani não é confiável mas pago-lhe um chopp na hora que quiser

07/10/2008 - 12:44 pm  -  24 comentários


midani1

Ao chegar no aeroporto da Cidade do México André Midani foi interrogado por uma funcionária da alfândega, que após checar documentos e fazer algumas perguntas, disse:

-Olhe, meu senhor… Uma pessoa nascida na Síria, com passaporte brasileiro, que mora em Nova York, que vem de Medellín e passa pelo México, que diz trabalhar com música e que fala espanhol com sotaque francês… não pode ser uma pessoa confiável!!!

Após dizer isso ela carimbou o passaporte e finalizou:

-Pues  bienvenido e divirtase en nuestro país e que le vaia bien

Em sua autobiografia ele fala da jornada pela indústria fonográfica, “negócio mortalmente ferido”, não do ponto de vista de um executivo chato anotador de números. O livro todo é completamente pé-no-chão, com momentos de lirismo realista como a linda frase:

Pois do disco fiz a minha vida e, simbolicamente , nasci com o vinil e morri com o download

Eu normalmente não gosto de biografias, a maioria das pessoas leva vidas desinteressantes, eu estou pouco me lixando se o sujeito acorda cinco da manhã e come sucrilhos com bacon, se eu quiser detalhes além do necessário sobre o dia-a-dia de alguém, assino seu Twitter. Mas no caso do Midani, abri uma exceção.

O cara simplesmente. SIMPLESMENTE era criança na França, anos 40. No começo do livro ele narra o dia-a-dia vivendo na França ocupada. Mais adiante conta como foi à praia com um amigo, estava tudo deserto. Ao longe milhares de navios se aproximando. ELE TESTEMUNHOU AO VIVO O DESEMBARQUE DOS ALIADOS NA NORMANDIA, NO DIA D, 6/6/1944.

Página 28. Nesse momento tive certeza de que iria ler até o fim.

Durante esse tempo ele foi treinado pela mãe para ser… confeiteiro. Reviravoltas o levaram para trabalhar com música, como vendedor de porta-em-porta, depois foi subindo no carreira, chegando a chefiar 25 empresas do grupo Warner. (uma vida resumida em um parágrafo. Céus.)

As opiniões desse coroa de 1932 são as mesmas de muito adolescente que acabou de descobrir (E assim ajuda a perpetuar) o Rock, e também o amor pela música, seja Luis Miguel, seja Elis Regina, seja a Bossa Nova, que ele ajudou a lançar, seja o Ultraje a Rigor, grupo que ele promoveu até se tornar conhecido. Nisso eu me identifiquei. Não tenho “estilo preferido”, eu gosto de música boa, não importa o gênero.

Ele critica abertamente a tomada das gravadoras pelos advogados e executivos que só vêem números. Fala de como a censura por parte dos militares é semelhante à busca por Poder de governos posteriores, de como criou amizades por toda a vida, como promoveu Festivais e descobriu talentos locais, mesmo sem ser sua função principal.

O Midani passa a impressão de um fã de música que por acaso foi trabalhar com o que mais gosta, convivendo com gente como Gil, Caetano, Rod Stewart (um grande babaca) Tim Maia, Arnaldo Antunes, Washington Olivetto, Hermeto, Kid Abelha, Tom, Vinicius, Wanderléia, etc, etc e basicamente todo mundo da MPB e do rock brasileiro desde 1955, ano que chegou ao Brasil, 5/12/1955. Sim, ele está envolvido com música faz tempo, foi o cara que convenceu o Roberto Civita a trazer a MTV para o Brasil, na época em que ela ainda tocava música.

Não é um livro enciclopédico, não é um manual de administração para executivos de gravadoras. Muito do conteúdo vai inclusive ofender a maioria dos executivos (eu e o Midani estamos pouco nos lixando pra eles). É um livro de um cara que ama a música que conseguiu trabalhar a maior parte da vida com aquilo que mais gosta. Escrito para gente que como ele adora música.

SORTEIO!

OK, você tem duas chances de conseguir uma cópia do livro. A primeira é comprando. A segunda é respondendo a uma pergunta. O primeiro que me disser a composição original dos grupos Be Sharp e The Party Posse ganha uma cópia, na faixa!

Dados:

Título: “Música, Ídolos e Poder – Do vinil ao Download”

Autor: André Midani

Onde Comprar pode ser encontrado no Submarino, por R$31,30

Site oficial é http://www.midani.com.br


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