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MonsterBrasil – o publieditorial de US$3,5 Bilhões

09/06/2009 - 12:43 pm  -  36 comentários


A MonsterBrasil contratou um publieditorial aqui. Como bom blogueiro de aluguel, fui pesquisar para fazer um trabalho decente. Fiquei com medo do que descobri. Não é um "site de empregos", é "O"site de empregos. São mais de 50 países com presença própria. Segundo o Techcrunch em 2008 o Monster.com tinha valor de mercado de US$3,5 bilhões.

OK, não são uma quitanda.

A idéia é que eu faça uma resenha do site E, como aqui quem ganha é você, querido leitor, vem uma promoção junto, distribuindo cópias do livro "A Cabeça de Steve Jobs". (se fosse o Pâncreas ninguém queria). Vamos então à resenha, detalhes da promoção ao final do texto:

A Empresa e o Conceito
Como já foi dito, a Monster Worldwide é o maior site de empregos do planeta. Estão na Internet desde 1994. Dizem ter sido o site comercial #454. Hoje evoluíram do conceito de "site de emprego" listando vagas/candidatos, embora possa ser usado assim.

A verdade é que emprego funciona na base do QI. Só que QI inteligente. Convenhamos, que vale mais, um currículo correto ou a opinião de um amigo que trabalhe na área? Por isso a maior parte das vagas são preenchidas via telefone. "fulano, me indica alguém que saiba isso, isso e isso".

O MonsterBrasil usa o conceito de redes sociais, você tem seu currículo, seu perfil mas também tem sua rede de contatos. É possível listar contatos, que são adicionados mediante autorização, assim não corre o risco do Roberto Justus recomendar alguém sem perceber.

Recursos
Pode-se criar Referências, que são textos de recomendação dos membros. Assim um ex-chefe pode elogiar o antigo funcionário. Aqui há um detalhe: O dono do perfil tem o poder de vetar referências. Se por um lado isso é feito para eliminar trolls, pode ser usado como uma forma de maquiar o currículo, permitindo somente referências boas. Então fica a dica: Se o sujeito não tem nenhuma referência boa, ele é muito ruim.

Há perfil E currículo. O Perfl já é completo o suficiente para dar uma idéia da experiência do sujeito, já o currículo é completo. É possível preencher o formulário padrão ou subir um Doc de Word.

O site guarda seu histórico de propostas, assim dá para saber se encheu muito o saco de determinada empresa naquele ano. Ah, se quiser pode buscar direto por empregos em determinadas empresas, é possível. Quem sabe assim não rola aquele emprego dos sonhos na Dharma?

Layout
O site é… simples. Devo dizer que surgiu em 1994 e mantém-se fiel aos princípios de design da época. Se há algo de bom que pode ser tirado disso, é que ele é leve.

Problemas
Algumas partes não foram traduzidas, como o "esqueci minha senha". O site também está com um banco de dados muito pequeno, normal pra quem está começando (no Brasil) mas pode ser frustrante pra quem efetivamente precisa de um emprego. Sugiro sua utilização como rede social de contatos profissionais, em um primeiro momento.

Frustração
No Monster Americano uma simples busca por "Blogueiro" retorna um monte de vagas, já no Brasil nem cheiro. Queria eu que fosse culpa do MonsterBrasil.

Promoção
Quer ganhar este livro?

É simples, se você for blogueiro. Siga as instruções:

1 – Visite www.monsterbrasil.com.br e examine o site.

2 – Escreva um post sobre ele em seu blog. Diga o que acha. NÃO seja bonzinho, seja honesto. Eles precisam de feedback, não de puxa-sacos.

3 – Deixe um comentário, neste post, com um link para o seu post-resenha.

Os 10 primeiros ganharão uma cópia do livro.


Resenha: Blogging Heroes

25/05/2009 - 11:09 pm  -  6 comentários


Acabei de ler Blogging Heroes. Não me trouxe absolutamente nada de novo, não me acrescentou um pingo de informação mas foi a leitura mais gratificante de minha vida de blogueiro. Explica essa, Mr M.

OK, já que o Mestre de Todos os Sortilégios não vai explicar, explico eu:

Blogging Heroes, de Michael A. Banks
Editora Digerati 320 páginas
R$31,90 no Submarino

é uma compilação de entrevistas com megablogueiros, só topo de linha, gente que junta dá quase meio Interney.

Nas entrevistas blogueiros da Wired, Gizmodo, Engadget, BoingBoing, Ars Technica, o Scobble e gente de vários outros blogs falam sobre suas atividades, suas crenças, suas experiências.

Podemos ver os pontos em comum e as divergências entre eles. Há blogueiros que defendem ardentemente o ato de comentar em blogs de terceiros. Outros não o fazem por tempo ou questões contratuais.

O livro foi trivial para mim, por um lado, ao mostrar tanta gente falando coisas que defendo e/ou pratico. As dicas de como divulgar o Blog, as dicas de nunca fazer Spam de comentários são óbvias. Eu as sigo desde sempre.

Por outro lado foi muito gratificante ver que estou fazendo a coisa certa. Foi ótimo ler tanta gente aconselhando o que faço e aconselho. Em uma área onde todos começamos autodidatas, ter a legitimização  de seus pares é essencial. No mínimo se erramos, erramos juntos.

Um blogueiro experiente vai se beneficiar do livro? Sinceramente não. No máximo o Tabet, há muita ênfase em ser original e não copiar trabalho alheio. Já um blogueiro iniciante deveria ler Blogging Heroes como uma bíblia.

Agora, o pulo do gato: não são as lições repetidas o mais importante. O essencial, passado nas entrevistas é que há várias formas de blogar. Não há uma fórmula única não há um formato, um horário, um tema.

É possível um Blog de sucesso em qualquer nicho, desde que você o conheça bem e goste dele.

Outra lição importante: não vire escravo de SEO. Ninguém entra num Blog por causa do SEO. Pessoas querem conteúdo. Nas palavras de Eric T, do Internet Duct Tape:

“Se você conseguir fazer com que outras pessoas se interessem por aquilo que você escreve, então as ferramentas de busca irão segui-lo”


Resenha: Anjos e Demônios

08/05/2009 - 11:44 am  -  43 comentários


O trailer

Terra! Ar! Agua! Fogo! VAI PLANETA! OK, não tem Capitão Planeta no filme mas me surpreenderia menos um Dr Manhattan de cuequinha vermelha do que o fato do Ron Howard ter acertado a mão e conseguido fazer um excelente filme, depois do esquecível Código DaVinci.

Na primeira adaptação do Livro de Dan Brown Howard foi fiel ao extremo, dando uma sensação completa de “já vi esse filme” para os leitores. Desta vez ele parou de tratar o Modelo Dan Brown como Escrituras Sagradas. Removeu sem dó Tom Bombadil e vários outros personagens secundários, agilizou a trama e fez algo impensável em Hollywood: Adaptou uma cena de ação para que ficasse menos mentirosa.

O resultado foi um filme bem mais ágil. As resoluções dos enigmas estão mais bem-feitas, Tom Hanks não puxa da cartola resposta pra tudo. Principalmente o filme é iluminado. Descobriram que filmar em uma das mais belas cidades do mundo e só mostrar imagens noturnas e/ou de interiores é meio… desperdício.

A TRAMA

Se você é uma das 5 pessoas do planeta que não leu Anjos e Demônios, vamos lá: É um livro em minha opinião melhor que o Código DaVinci. Transformou os brasileiros em 150 milhões de especialistas em sucessão papal e introduziu o mundo ao termo “Camerlengo”.

No filme um Papa morre, os 4 candidatos favoritos para a sucessão são sequestrados pelos Illuminati, uma antiga e até então extinta ordem secreta, que foi perseguida pela Igreja Católica na Idade Média e estaria agora buscando vingança.

Os Illuminati defendiam a ciência no lugar da religião, e no filme roubam um frasco de antimatéria do Large Hadron Collider para explodir o Vaticano.

Embora a idéia não deixe de me agradar, o filme faz com que fique claro a perda que tal explosão causaria. As igrejas são lindas, as estátuas magníficas. Se uma coisa de bom posso dizer da Igreja Católica é que não só pensam a longo prazo como possuem um magnífico senso estético, completamente ausente do Bispo Macedo e seus templos tenebrosamente feios.

“Todo problema acabou, o simbologista chegou”

Como a Polícia do Vaticano e a Guarda Suiça são impotentes para resolver o caso, chamam Robert Langdon, Simbologista e Detetive Particular, que depois do Código DaVinci virou persona non grata no Vaticano.

Partindo daí é o modelo Dan Brown: Uma mocinha que participou do início da trama mas depois é só adereço de cena, um assassino oculto, conspiração dentro da conspiração… mas quer saber? Fizeram direito.

Melhor Cena Pra Mim

Em minha incrível objetividade jornalística entrei no cinema decidido que UMA cena determinaria se o fllme era bom ou não: Quando Robert Langdon consegue acesso aos Arquivos do Vaticano.

Dá  pra sentir a respiração do Robert Langdon parando, quando ele vê quilômetros de corredores repletos de tesouros históricos, livros não-abertos em centenas de anos, cópias únicas e inestimáveis de autores da antiguidade… a inveja ali foi imensa. Adoraria passar algumas dezenas de anos naqueles arquivos.

Ciência vs Religião
O filme começa com cientistas no LHC em um experimento secreto tentando criar antimatéria. Aparentemente são tão avançados que esqueceram das Leis da Termodinâmica, do contrário perceberiam que gastaram um porrilhão de gigawatts para criar uma quantidade de antimatéria que gerará qalquer quantidade de energia MENOR que um porrilhão de gigawatts, mas tudo bem.

Isso deveria gerar protestos, cientistas ameaçando boicotar o filme, ameaças, certo? Bem, não só a equipe foi muito bem-vinda para filmar no Large Hadron Collider como Tom Hanks foi convidado para religar o Acelerador de Partículas, depois dos reparos concluídos.

Tradição É Tudo

Um dos efeitos interessantes e inusitados do filme é que deixa o espectador com todo um respeito pela Igreja. A Tradição, os Rituais, dá pra entender porque sobreviveram por mais de 2000 anos como instituição. É mais ou menos como o Judaísmo, embora no caso todos os membros preservem ativamente a cultura e os rituais, já com os católicos um monte de gente se diz seguidor mas nem lembra que Papa veio antes de João Paulo II. As Tradições ficam a cargo do Alto Clero.

Mentira Descarada
OK. Temos antimatéria, Ordens Seculares, conspirações, isso eu aceito. O que não dá pra engolir, e é mentirada descarada de Hollywood como quando os personagens têm quatro minutos para ir de um ponto a outro de carro, em Roma, e conseguem. ISSO para quem conhece a cidade, é ficção.

Conclusão
Anjos e Demônios vai mudar a História do Cinema? Não. Isso quer dizer que é ruim? Não. O filme é bom. Achei bem acima do “correto”, em alguns momentos ele empolga, mesmo com a musiquinha de cena de ação pouco inspirada de Hans Zimmer, que já fez coisa bem melhor.

Robert Langdon solta suas informações enciclopédicas sem ser chato, coisa que me irritou muito nos livros de Jô Soares. Ele também faz as piadinhas corretas no timing correto.

O filme é uma agradável mudança de cenário das perseguições em Los Angeles e dos tiroteios em New York, as duas únicas cidades dos Estados Unidos. Vale o ingresso.

Informações
Anjos e Demônios entra em cartaz dia 15 de Maio. mais detalhes no Hotsite oficial. [agora corrigido]


Startup – Minha resenha Silvio Santos

20/03/2009 - 6:02 pm  -  16 comentários


Eu não li, mas a Iris leu e adorou.

OK, a Iris não leu. E eu li metade, mas não dá mais pra esperar. Esse Startup, que recebi por vias misteriosas (pediram pra não dizer, então foi Jesus quem me deu) é bom demais. EXCETO se você quer um manual de autoajuda para empreendedor.

Assim como a palestra do Steve Wozniak que assisti, o livro não traz fórmulas, tabelinhas, dicas e instruções para criar startups de sucesso. O livro traz coisa MUITO melhor, a experiência desse pessoal. São entrevistas com empreendedores bem-sucedidos mas que se deram mal várias vezes, seja por inexperiência, seja por terem o produto errado.

A própria Adobe quando começou queria vender hardware, PCs e Impressoras, com o mercado inteiro pedindo software. No final tomaram um esporro dos investidores, criaram a LaserWriter e o Postscript, junto com a Apple, e o resto é história.

Eu já li as entrevistas do Steve Wozniak, Mike Lazarids do Blackberry, Saber Bhatia do Hotmail, Evan Williams do Blogger, Tim Brady do Yahoo!, Paul Bucheit do Gmail, Craig Newark da Craigslist, Caterina Fake do Flickr, Charles Feschke da Adobe e estou terminando a de Blake Ross, do Firefox. Cada uma delas já valeria um livro sozinho.

As negociações em 1997 para a compra do Hotmail pela Microsoft por exemplo, são um caso a parte. Começaram com uma oferta de US$160 milhões que o Hotmail não poderia recusar imediatamente, e terminaram em uma venda de US$400 milhões.

Já o Flickr foi a anti-startup. Nunca tiveram problema de dinheiro, investimento, nada. As coisas literalmente caíam de paraquedas na mesa deles.

Claro, nem tudo são flores. Quando o Blogger quase foi pro buraco TODOS os empregados e sócios foram embora, sem pagamento, Evan Williams ficou sozinho, tocando o serviço, sendo tratado como leproso pelo mercado. Quem acha que vida de startup é só moleza, vai se surpreender.

Acho que o livro talvez nem seja para quem quer começar a empreender, mas para quem já está atolado até o pescoço em seu projeto, ou que acabou de passar dessa fase. É uma forma de perceber que você não é único, que outros passaram pelo mesmo atoleiro e sobreviveram. OK, talvez seja sim autoajuda, mas no melhor sentido.

Quer dar uma olhada? Então leia aqui a entrevista completa de Steve Wozniak, 44 páginas, só para dar o gostinho do resto do livro.

Depois é só seguir este link e comprar, na pré-venda, por R$35,90.


Quem é Cardoso

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Jabá



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