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Machete Don’t Text

20/11/2010 - 11:29 pm  -  24 comentários


olha o tamanho do facão do FDP!

Nascido como um dos trailers falsos de Grindhouse, Machete ganhou vida própria e virou um longa, uma hora e quarenta minutos da mais descarada Mexploitation, um filme delicioso para quem não se leva a sério. Se você procura crítica social aprofundada, uma discussão séria sobre a questão da imigração nos EUA, não chegue perto de Machete, melhor continuar se masturbando lendo a New Yorker.

Machete é exagerado, mentiroso, maniqueísta, caricato e não se desculpa por isso. Lembre-se, Steven Seagal é um Barão do Tráfico mexicano especializado em artes marciais. Se você não consegue passar por esta exigência básica de “suspensão de incredulidade”, o filme não é pra você.

Já se sua resposta foi “O Seagal? Então tá…” sem questionar a etnia dos envolvidos, vai se divertir.

Danny Trejo é um policial federal mexicano que é traído por seu chefe, sendo capturado em uma busca por uma jovem sequestrada. Depois de esfaquear Machete ela tira um celular da perseguida (sim, está pelada durante toda a cena) e chama os vilões. Apelativo? Sim, a idéia de Robert Rodriguez é parodiar essa linha de cinema apelativo dos anos 70, que nos deu pérolas como Blácula, o Vampiro Negro.

Steven Seagal corta a cabeça da mulher de Danny Trejo, avisa que a filha também foi morta, bota fogo na casa mas por algum misterioso motivo não mata Machete. Qual motivo? Não interessa, isso aqui não é Austin Powers, onde as atitudes dos vilões são questionadas.

Três ano depois Machete está nos EUA. Ilegal, fazendo trabalho de Mexicano, no mau sentido. Ele é ajudado pela Michelle Rodriguez, que comanda uma rede secreta de ajuda a imigrantes ilegais. Uma hora um sujeito escolhe aleatoriamente um mexicano (Machete, claro) para matar um candidato ao Senado do Texas (ninguém menos que Robert De Niro) que é linha-dura contra imigrantes. Linha-dura no sentido de sair com uma milícia patrulhando a fronteira e atirando em mexicanos. No começo do filme a mílicia do Senador, comandada por Don Johnson, fazendo papel de um xerife racista, atira numa imigrante grávida.  Eless gravam tudo em DVD e o Senador manda distribuir pros correligionários.

O sujeito que contratou Machete é um empresário que está por trás da campanha do Senador, a idéia é que ele seja alvejado, sobreviva e ganhe a eleição, com a popularidade conquistada pelo atentado. Machete seria incriminado, morto no processo e tudo ficaria bem.

O problema é que como Machete mesmo diz, “fuderam com o mexicano errado”.

Não que a violência comece aí. O filme tem uma contagem de corpos que chega a 91 presuntos, sendo que Machete despachou pessoalmente 40, das formas mais violentas, criativas e exageradas que você pode imaginar.

Machete não é Dexter, não tem sutileza. Em uma das melhores cenas ele estripa um bandido abrindo a barriga como peixe, puxa uma ponta dos intestinos, pula da janela e usa as tripas do sujeito como corda pra chegar no andar debaixo. Durante toda a cena o cidadão estripado está gritando.

Sadismo?

Não, esse é o ponto. A violência de Machete é feita para chocar mas não para impressionar. É uma violência exagerada, quase de desenho animado. É o oposto daqueles Pornôs de Tortura como O Albergue e Saw. Acho que a grande diferença é que em Machete o espectador tira prazer de quem atira, nesses pornôs de tortura ele tira de quem é alvejado. É uma “violência sadia”, por assim dizer.

A violência não é a única caricatura do filme. Os personagens são todos caricatos, menos a Lindsay Lohan, que interpreta de forma magistral a filha do Senador, devassa piranha viciada em crack. incrivel como ela fez bem o papel…

Machete tem um irmão, um Padre interpretado por Cheech Marin. Deliciosamente caricato, ele tem câmeras nos confessionários e faz dossiês dos fiéis que vão se confessar. O empresário malvado, claro vai se confessar com o irmão de Machete, que obviamente deve ser o único padre da cidade e-OPA! Esse é o tipo de pensamento que não se pode ter em Machete. Não dá pra começar a questionar.

Entre os vários inimigos que aparecem Machete enfrenta um assassino de aluguel (que anuncia na televisão!) com o incrível nome de… Osiris Amanpour. Se não superou pelo menos igualou o fantástico nome do vilão de Mistery Men: Casanova Frankenstein.

Danny Trejo não passa a faca só em bandido, ele traça a Michelle Rodriguez, a Jessica Alba, Lindsay Lohan e a mãe, o Senador se amarra quando recebe uma fita do Machete transando com a mulher e a filha dele…

Michelle Rodriguez, gostosíssima de couro e balas

A farofa é total quando os mexicanos vão enfrentar a milícia, sob o comando de Machete. Até as enfermeiras do Hospital Secreto dos Mexicanos aparecem. Veja se estão apelando:

Quase certeza que esse uniforme não é padrão...

A briga final entre Machete e Steven Seagal poderia ser maior, mas pelo visto o filme já estava ficando grande demais e ainda faltavam as cenas de punição dos malvados, afinal toda boa história tem que ter esses momentos.

E, ele estragou o velório

Machete é para quem se diverte com clichês usados sem culpa, como na cena acima. O Padre desarma um dos bandidos, que pede misericórdia. “Deus tem misericórdia. Eu não! *BANG*”  Ou quando Machete some, a Jessica Alba fica desesperada procurando. Quando ele volta ela reclama, diz que ele poderia ter mandado um SMS (text me).  A resposta?  ”Machete don’t text”.


Brüno – incrivelmente não é um filme gay

05/08/2009 - 12:50 pm  -  33 comentários


Do mesmo Criador de Borat, Brüno é um estilista austríaco fã de Hitler e muito, muito, muitíssimo viado. Seguindo a mesma linha do filme anterior uma história falsa é apresentada e o personagem é mostrado viajando pelos Estados Unidos vivendo situações engraçadas com uma turminha do barulho na maior adrenalina!

OK, finda a resenha merda que as distribuidoras adoram, pois os leitores idiotas conseguem entender e são assim induzido a ver o filme, vou explicar porque Brüno é genial e foi o filme que mais me fez rir em muitos anos:

O mundo será dividido entre os que amarão e os que odiarão Brüno. Não é possível gostar só um pouco, ou mesmo desgostar mais ou menos.

Brüno é genial em seus radicalismo e por isso desperará as mais fortes reações. Nas pessoas realmente inteligentes essa reação será o riso.

Muita gente que se acha bem-resolvida descobrirá que está desconfortável na cadeira. Brüno é um Christian Pior, um Lafond,  uma Rogéria, um Elton John, um Freddie Mercury. Brüno é tudo isso mas ao contrário dos gays da tv, faz sexo.

Embora superficialmente parecido com Borat, Brüno não é melodramático, o que o torna um personagem mais fácil de se gostar. Ao mesmo tempo ultrapassa todos os parâmetros da proverbial bicha louca.

Não que o personagem seja definido por isso. Não , não. Sacha Baron Cohen é um humorista judeu. Isso significa que seu humor no mínimo é um dos melhores do mundo.

Brüno tem objetivo. Brüno não quer convencer o mundo da superioridade da homoafetividagem. Ele quer ser famoso e só.

Brüno não é um libelo contra a homofobia. Brüno provoca o tempo todo. Mentes limitadas acharão que ele cutuca os caçadores americanos, ao aparecer pelado na barraca de um deles. Mentes mais perceptivas terão a sacada de que a provocação não é com quem está na tela. É com quem está na platéia.

O filme tira o homossexualismo do armário, sem aquela boiolice de Brokeback Mountain, filme quase de arte politicamente correta que todo mundo é obrigado a dizer que gostou.

Brüno faz uma sessão de mímica onde prática sexo oral no fantasma de Millie, do Millie e Vanillie, do começo ao fim. Na frente de um vidente. Nenhum hetero sairá do cinema sem saber muito mais do que gostaria sobre como gays pagam boquete.

Brüno é hilário visualmente E no texto. A sutileza das piadas contrasta com a nueza crua das imagens. Ele é gay e não se desculpa por isso. Na verdade eles não se preocupa. Como uma Parada Gay de um homem só (na verdade nem isso) Brüno Exubera de um lado para outro como se fosse perfeitamente natural usar camisetas transparentes e cuecas de leopardo. Pra ele é. Talvez seja. Não me interessa. Brüno tem TODO o meu apoio e respeito, pois em momento nenhum ele disse que EU tenho que usar cuecas de leopardo, ao contrário da militância gay raivosa que quer ser aceita inferiorizando todos que não praticam a baitolagem para fins não-reprodutivos.

Há (poucas mas memoráveis) cenas de genitália desnuda, como dizem no carnaval, que alguns podem considerar chocante, desconfortável. Não sei se cheguei a considerar, o bilau do Brüno sendo sugado por um aspirador transparente se perdeu depois da chocante e desconfortável cena onde um pastor especializado em “curar” gays tentava explicar como Brüno poderia encontrar Jesus e aí sim se tornar um cidadão de respeito.

Sim, Brüno tem mensagem, e sacaneia outros grupos. Os imbecis de todas as orientações sexuais acharão que Brüno é um achincalhe aos gays, mas o único grupo resolvido do filme SÃO os gays. Mesmo a caricata tentativa de Brüno de se tornar hetero e assim fazer sucesso em Hollywood só será entendida como homofobia se o sujeito não prestar atenção em QUEM ele usa como exemplo de atores hetero de sucesso.

Além dos óbvios religiosos, Brüno mostra o ridículo de outros grupos, como mães de crianças-artistas, celebridades que querem resolver o problema da África adotando todo mundo, famosos atrás de causas para defender em troca de notoriedade, você escolhe.

O final do filme é épico. Quando conseguimos parar para respirar, após a montagem romântica mais estapafúrdia da história do cinema, um clipe IMPOSSÍVEL encerra essa obra-prima do politicamente incorreto inteligente. Paradoxalmente, é um momento kibeloco, que será usado para defender o filme da maiora das acusações imbecis que receberá.

Normalmente só bato palma em cinema quando alguma estação espacial grande o bastante para ser confundida com uma lua é destruída, mas  Brüno me deixou sem opção. Aplaudi mais de uma vez, a ousadia de Sacha Baron Cohen não tem limites. Ele conseguiu extrapolar o humor “errado”, se você imagina piadas escatológicas como as daqueles Todo Mundo Em Pânico, esqueça. Brüno vai bem mais além, mas com contexto, com camadas, humor com pré-requisito.

Funciona assim: Se você consegue perceber a ironia de um gay fã de Hitler, vai gostar. Se não percebe, Brüno é só um filme de viado e achará uma merda, não vá ver.

O filme estréia dia 14, tem censura 18 anos e não leve seus pais.

Ah sim, antes que algum mané apareça dizendo que o Sacha Baron Cohen é gay e fez o filme para promover a “causa”, ou que por ser gay foi fácil fazer o personagem, gostaria de avisar: Não, não é. Ele é hetero muito bem parado. Enquanto quem reclama cospe no chão e coça o saco para mostrar o quanto é muito mais macho que esse tal de Sacha, ele vai pra casa e consome a Isla Fisher. Faz melhor?


Eu quero muito ver o filme da Clara Averbuck

14/07/2008 - 10:08 pm  -  80 comentários


leandra_leal_02 O filme se chama Nome Próprio, é dirigido pelo Murillo Salles e baseado no livro da blogueira Clara Averbuck, mas ao invés da Clara é protagonizado por ninguém menos que a Leandra Leal.

Leandra é uma das melhores atrizes de sua geração. Além de talento tem uma postura discreta, não se mete em escândalos Paris Hilton, não fica mendigando juris de TV nem tirando fotos mostrando a bunda. Mesmo assim eu a considero uma das belezas da dramaturgia brasileira. Ela faz o tipo falsa-gordinha, tem uma beleza “difícil”, como uma música complexa que demanda atenção. Não é simples admirar a Leandra, temos que nos focar. Aí vemos que ela é atraente como um mistério bem-escrito. Uma Nastassja kinski do novo milênio.

Ela também nunca foi dada a cenas ousadas. Sempre manteve o recato. Então, quando li que no filme ela “faz árduas cenas de sexo e de jogo de sedução”, como diria o Judão, Endoidei!

Vejam a descrição, no site da Globo.com:

Sua personagem é uma aspirante à escritora cuja vida rock’n'roll e solitária em São Paulo se resume à busca pelo amor e à inspiração para o primeiro livro. Enquanto isso, faz sexo. Muito sexo. Com alguém que nem sabe o nome, com o namorado da melhor amiga, com a amiga ou com aquele que acredita ser sua alma gêmea.

Leandra Leal em cenas de sexo, muito sexo? OSCAR! ExiJo OSCAR!

Some a isso a descrição de um dos blogueiros convidados para assistir a uma pré-estréia: “pornochanchada”

Eu preciso desse filme.

Claro, outros blogueiros, que não têm o mesmo foco de interesse que eu nos filmes nacionais não estão sendo tão enfáticos. Lúcia Freitas por exemplo disse ter percebido “uns defeitos graves de fotografia”, já Fernando Mafra definou a protagonista como: “Tudo é muito, inclusive ser mala.“.

Relata o Estadão (com nofollow) que “A opinião geral foi catastrófica“. Adjetivo forte, incomum em um veículo contido como o Big E. Os comentários devem ter sido sinistros.

Mas não tão sinistros quanto as reações do diretor e da blogueira Clara Averbuck. Literalmente cagando no prato que comeu, Clara não engoliu as as críticas dos blogueiros convidados e soltou:

“Quem são os blogueiros? Na boa, é blogueiro quem não é nada.”

Mesmo, clarinha? Então me explique; se blogueiros somos nada, por quê, em nome do Sagrado Esperma de Cristo, vocês chamaram VINTE BLOGUEIROS PARA UMA SESSÃO ESPECIAL DA SUA PORNOCHANCHADA?

Se tivessem adorado você diria que blogueiros não são nada? Diria que o que vale é crítica do Rubens Ewald Filho ou do Tom Leão ou da Cora Ronai? Se bem que da Cora não, ela é blogueira. Eu adoro as críticas dos dois primeiros desde antes da Internet, mas também gosto das críticas dos blogueiros que respeito.

Querida Clara; blogs são casamento. Pro melhor ou pro pior. A gente faz uma coisa boa, aplaudem. Faz merda, abaixa a cabeça, aprende e pronto. Quanto eu participei de uma palestra do Proxxima no começo do ano e foi uma merda não saí atacando todo mundo que disse que foi uma merda. Os blogs que linkam você, que te têm no blogroll, que GOSTAM do seu texto não são ninguém? Ou só são alguém quando gostam de você?

Você é PIOR do que nada, Clara Averbuck, pois tem ANOS de blog e não aprendeu ainda que quem é pedra tem que saber ser janela.

E quer saber? Vou esperar o filme chegar em DVD e baixar só as cenas que me interessam do blog do Dino1.

[ATUALIZAÇÃO]

Vejam neste link aqui a resenha do Ato ou Efeito sobre o filme. É MUITO pior do que eu pensava. Um trecho:

A parte mais imbecil do filme é quando ela se hospeda na casa de um leitor. O cara é um tremendo nerd – se parece muito com o Pizurk, o estagiário E secretária eletrônica, aliás – e tenta embebedar a garota para comer, óbvio. Ela até pede o notebook do cara em troca de um boquete. Enfim, o fato é que o cara espera ela dormir, tira a calcinha dela, tira fotos, se masturba e deposita a porra em um pote CATALOGADO. Tudo isso, meus amigos, exatamente TUDO ISSO devidamente exibido, e com closes. COM MALDITOS CLOSES!

Eu não vou dizer que estou de boca aberta por causa da piada óbvia, mas PQP! Quem defendeu o filme como obra de arte nos comentários está par com o tal nerd, é um PUNHETEIRO!

 

 

Fonte (não deveria, eles colocam URL mas nenhum link) Estadão.


WALL-E – Apenas maravilhoso

03/07/2008 - 9:45 pm  -  32 comentários


ScreenShot002

"WALL-E é MARAVILHOSO", e se eu não fosse verborrágico por natureza teria feito uma resenha de três linhas. Não há necessidade de falar mais nada.

Existe uma diferença entre ser bom e ser gênio. A Dreamworks é muito boa. Eu adoro Shrek, por exemplo. Mas a Pixar? A Pixar é gênio.

É fácil lidar com personagens com características humanas. O Gato de Botas no Shrek, fazendo cara de carente é ótimo, mas é, tecnicamente simples. Já passar emoção com personagens-objetos?

Vejam por exemplo o Tapete Mágico, de Aladdin. Não tem rosto, voz, nada. E mesmo assim é parte ativa do filme, com toda uma gama de emoções. Para fazer isso tem que ser gênio. Como a Disney.

WALL-E segue a mesma linha. Temos um personagem que em termos de design não tem nada de novo, parece saído de um laboratório de robótica. Ele não fala. Ou quase. Tem menos linhas de diálogo que o Arnold no primeiro Exterminador do Futuro.

Nos primeiros 20 minutos de filme já nos apaixonamos, entendemos o que aconteceu com a Terra, nos emocionamos com seu melhor amigo, uma barata. PQP, uma BARATA e nós nos preocupamos com seu bem-estar.

ScreenShot003

Eve, a robozinha do espaço tem uma personalidade completamente diferente, e isso é passado sem uma frase além de seu próprio nome.

O Judão está certo, fazer crítica de filme muito bom é um saco. Tudo que a gente quer dizer é "vá ver! vá ver!".  A gente fica querendo fazer segredo, não quer contar nem um trechinho, para não estragar a experiência.

WALL-E é filme que vale um mês naqueles Spas Barra-Pesada tipo Spauschwitz, você sai do cinema muito mais leve. Eu me senti feliz por estar vivo e poder me deliciar com essa obra-prima. Nada, NADA que custa R$13,00 vale mais do que o ingresso que paguei para assistir WALL-E.

O Fábio Yabu diz que é um filme de amor.

Wall-E é uma declaração de Amor, e das mais lindas, não apenas ao cinema, à animação e à história da arte, homenageada de maneira soberba nos créditos finais. Mas também à raça, ao espírito humano, e por que não, ao próprio Amor?

Eu diria mais: Ele é um filme feito COM amor, por gente que ama o que faz, gente que não está preocupado só com o hollerith (céus, virei paulista) mas com os resultados. Gente que vai virar a noite não porque o chefe está mandando (e quando o chefe é o Steve Jobs, ele manda sim) mas porque quer refazer uma sequência, trabalhar melhor uma animação, um detalhe.

Chaplin repetia algumas cenas mais de 400 vezes até chegar ao que queria. Os animadores da Pixar prendiam tábuas nos pés para imitar os soldados de plástico de Toy Story e entender melhor a movimentação dos personagens.

Esse tipo de dedicação é algo que não se compra. Esse "vestir a camisa", que tantos gerentes cobram de forma descarada mas não dão nada em troca é algo muito, muito raro. Por isso filmes como WALL-E são igualmente raros.

É um filme para ver e chorar no final, é um filme para sair ligando pros amigos perguntando "viu? viu?" e um filme para ter-se muita pena de quem assistir e não gostar. Significa que há algo muito errado com você.

Links para o Trailer

Site Oficial


Mordomia, Transformers e Dilema Ético

17/07/2007 - 6:54 pm  -  11 comentários


Estou escrevendo a resenha do Transformers. Acordei tarde, pois fui esticar no Amarelinho com o DigitalDrops e o GeekChick, do qual infelizmente só foi o Geek ;)

O problema é que gostei demais do filme, comecei umas duas vezes um post de fanboy que se resumia a “cara mané duca! tem que ver, show de bola”.

E post de fanboy é algo MUITO chato. Teve tanta coisa legal, conheci meu ídolo, o Jovem Nerd, demonstrei ao vivo uma falha na Matriz que deixou muita gente preocupada com os Agentes, e vi um filme que me levou de volta ao bom e velho cinema dos anos 80, com os efeitos visuais de hoje.

Ah, rolou mordomia. Poltronas de primeira, pão de queijo e refrigerante pra galera. achei passável. Sou tradicionalista, cinema-pipoca tem que ter pipoca.

O chato é que não dá nem pra dizer que a Paramount está gastando uma mixaria (1 ingresso de cinema) para conseguir exposição em blogs. Acabaram não pagando nada, no final de semana vou direto para o cinema para ver o filme de novo.

Que bosta de ProBlogger é esse que fica sempre no zero-a-zero?

[atualização]

Eu terminei a resenha. Enorme, detalhada, feita com carinho. Aí resolvi deixar descansando por alguns minutos, caso pensasse em alguma coisa. Fiz besteira com o Zoundry, e consegui apagar TUDO COMPLETAMENTE.

[atualização 2 - a missão]

A resenha saiu. Está aqui.


Pegaram Dan Brown pra Cristo

18/05/2006 - 4:25 pm  -  9 comentários


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Isso já está enchendo o saco. Um bando de católicos enrustidos resolveu atacar um filme baseado no livro mais vendido dos últimos anos, com uma disposição quase islâmica. O mesmo pessoal que duas semanas atrás descia a lenha nos árabes por reclamarem dos cartuns de Maomé agora pedem medidas drásticas e censura contra um filme que, na melhor das hipóteses, é uma ficção no modelo “o que aconteceria se…”. Entendeu, galera? FICÇÃO. Eu vou ajudar. Vejam a ficha técnica no livro que vocês tanto reclamam. Marquei para não ficar complicado. Leram?

OK, então agora vamos arrumar o que fazer, ok? Ninguém tem louça pra lavar, cimento pra virar, azulejo pra assentar, então fica perdendo tempo com besteira. Senão vou disponibilizar links pra download da Vida de Brian e Dogma!



Quem é Cardoso

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