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André Midani não é confiável mas pago-lhe um chopp na hora que quiser

07/10/2008 - 12:44 pm  -  24 comentários


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Ao chegar no aeroporto da Cidade do México André Midani foi interrogado por uma funcionária da alfândega, que após checar documentos e fazer algumas perguntas, disse:

-Olhe, meu senhor… Uma pessoa nascida na Síria, com passaporte brasileiro, que mora em Nova York, que vem de Medellín e passa pelo México, que diz trabalhar com música e que fala espanhol com sotaque francês… não pode ser uma pessoa confiável!!!

Após dizer isso ela carimbou o passaporte e finalizou:

-Pues  bienvenido e divirtase en nuestro país e que le vaia bien

Em sua autobiografia ele fala da jornada pela indústria fonográfica, “negócio mortalmente ferido”, não do ponto de vista de um executivo chato anotador de números. O livro todo é completamente pé-no-chão, com momentos de lirismo realista como a linda frase:

Pois do disco fiz a minha vida e, simbolicamente , nasci com o vinil e morri com o download

Eu normalmente não gosto de biografias, a maioria das pessoas leva vidas desinteressantes, eu estou pouco me lixando se o sujeito acorda cinco da manhã e come sucrilhos com bacon, se eu quiser detalhes além do necessário sobre o dia-a-dia de alguém, assino seu Twitter. Mas no caso do Midani, abri uma exceção.

O cara simplesmente. SIMPLESMENTE era criança na França, anos 40. No começo do livro ele narra o dia-a-dia vivendo na França ocupada. Mais adiante conta como foi à praia com um amigo, estava tudo deserto. Ao longe milhares de navios se aproximando. ELE TESTEMUNHOU AO VIVO O DESEMBARQUE DOS ALIADOS NA NORMANDIA, NO DIA D, 6/6/1944.

Página 28. Nesse momento tive certeza de que iria ler até o fim.

Durante esse tempo ele foi treinado pela mãe para ser… confeiteiro. Reviravoltas o levaram para trabalhar com música, como vendedor de porta-em-porta, depois foi subindo no carreira, chegando a chefiar 25 empresas do grupo Warner. (uma vida resumida em um parágrafo. Céus.)

As opiniões desse coroa de 1932 são as mesmas de muito adolescente que acabou de descobrir (E assim ajuda a perpetuar) o Rock, e também o amor pela música, seja Luis Miguel, seja Elis Regina, seja a Bossa Nova, que ele ajudou a lançar, seja o Ultraje a Rigor, grupo que ele promoveu até se tornar conhecido. Nisso eu me identifiquei. Não tenho “estilo preferido”, eu gosto de música boa, não importa o gênero.

Ele critica abertamente a tomada das gravadoras pelos advogados e executivos que só vêem números. Fala de como a censura por parte dos militares é semelhante à busca por Poder de governos posteriores, de como criou amizades por toda a vida, como promoveu Festivais e descobriu talentos locais, mesmo sem ser sua função principal.

O Midani passa a impressão de um fã de música que por acaso foi trabalhar com o que mais gosta, convivendo com gente como Gil, Caetano, Rod Stewart (um grande babaca) Tim Maia, Arnaldo Antunes, Washington Olivetto, Hermeto, Kid Abelha, Tom, Vinicius, Wanderléia, etc, etc e basicamente todo mundo da MPB e do rock brasileiro desde 1955, ano que chegou ao Brasil, 5/12/1955. Sim, ele está envolvido com música faz tempo, foi o cara que convenceu o Roberto Civita a trazer a MTV para o Brasil, na época em que ela ainda tocava música.

Não é um livro enciclopédico, não é um manual de administração para executivos de gravadoras. Muito do conteúdo vai inclusive ofender a maioria dos executivos (eu e o Midani estamos pouco nos lixando pra eles). É um livro de um cara que ama a música que conseguiu trabalhar a maior parte da vida com aquilo que mais gosta. Escrito para gente que como ele adora música.

SORTEIO!

OK, você tem duas chances de conseguir uma cópia do livro. A primeira é comprando. A segunda é respondendo a uma pergunta. O primeiro que me disser a composição original dos grupos Be Sharp e The Party Posse ganha uma cópia, na faixa!

Dados:

Título: “Música, Ídolos e Poder – Do vinil ao Download”

Autor: André Midani

Onde Comprar pode ser encontrado no Submarino, por R$31,30

Site oficial é http://www.midani.com.br



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Pagando Tom Hanks em Buenos Aires. E no Rio.

28/07/2008 - 3:06 pm  -  19 comentários


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O Garfi chegou a achar que eu estava retido em Buenos Aires, mas gostaria de esclarecer que os boatos de minha assimilação e transformação em argentino são um tanto exagerados.

Se bem que foi por pouco. Antes de ir para o Aeroporto decidi esperar a Mari Jô, do Nomadismo Digital voltar de sua compra de alfajores para subornar as filhotas e poder viajar sem chantagem emocional. Claro, chegamos em cima da hora. Aí descobri que o check-in da Aerolineas Argentinas ficava em outro terminal (como um aeroporto vagabundo daqueles tem DOIS terminais?). Despedi-me da MJ, saí correndo e CLARO, cheguei com menos de meia-hora. E CLARO, não consegui embarcar.

CLARO, era uma sexta-feira. CLARO, início da temporada de férias na Argentina. CLARO, início do Caos aéreo lá. Filas, filas, todos os vôos lotados.

Uma passagem EZE-GRU de menos de US$400 estava sendo vendida por US$800. Portanto tive que usar de toda a simpatia que economizei respondendo leitores para conseguir convencer as moças do balcão que eu embarcaria como fosse, e que a solução que achassem eu ficaria feliz.

Toda hora passava uma por mim, olhava, falava no rádio, a moça do balcão quando não atendia outro passageiro olhava pra mim e digitava. Parecia cyber-sexo de mão-única.

Um brasileiro babaca começou a discutir com elas, depois ficou esbravejando “país de merdaaa…” em frente ao balcão. Eu saí 21:16, ele ainda estava por lá. E foi ficando.

No final um vôo de 20:30 atrasou, foi sair 21:50. A moça bonita conseguiu me encaixar (no bom sentido) e me mandei. Quando entrei no avião, sem deu pra acreditar. Não só eu estava voltando para o Brasil como ela havia me encaixado em uma vaga na classe executiva. Isso mesmo, com direito a talher de verdade e refeição com vários pratos.

Claro que cheguei em Guarulhos no fiofó da madrugada. Nenhum vôo pro Rio e pegar táxi para Congonhas ou Rodoviária não adiantaria. Acionei meu modo maníaco, liguei o iPod e fiquei vendo Big Bang Theory até cinco da madruga. De lá, Bus Service para o Tietê, 1001 pro Rio e cama.

Valeu cada minuto. 

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Eu quero muito ver o filme da Clara Averbuck

14/07/2008 - 10:08 pm  -  80 comentários


leandra_leal_02 O filme se chama Nome Próprio, é dirigido pelo Murillo Salles e baseado no livro da blogueira Clara Averbuck, mas ao invés da Clara é protagonizado por ninguém menos que a Leandra Leal.

Leandra é uma das melhores atrizes de sua geração. Além de talento tem uma postura discreta, não se mete em escândalos Paris Hilton, não fica mendigando juris de TV nem tirando fotos mostrando a bunda. Mesmo assim eu a considero uma das belezas da dramaturgia brasileira. Ela faz o tipo falsa-gordinha, tem uma beleza “difícil”, como uma música complexa que demanda atenção. Não é simples admirar a Leandra, temos que nos focar. Aí vemos que ela é atraente como um mistério bem-escrito. Uma Nastassja kinski do novo milênio.

Ela também nunca foi dada a cenas ousadas. Sempre manteve o recato. Então, quando li que no filme ela “faz árduas cenas de sexo e de jogo de sedução”, como diria o Judão, Endoidei!

Vejam a descrição, no site da Globo.com:

Sua personagem é uma aspirante à escritora cuja vida rock’n'roll e solitária em São Paulo se resume à busca pelo amor e à inspiração para o primeiro livro. Enquanto isso, faz sexo. Muito sexo. Com alguém que nem sabe o nome, com o namorado da melhor amiga, com a amiga ou com aquele que acredita ser sua alma gêmea.

Leandra Leal em cenas de sexo, muito sexo? OSCAR! ExiJo OSCAR!

Some a isso a descrição de um dos blogueiros convidados para assistir a uma pré-estréia: “pornochanchada”

Eu preciso desse filme.

Claro, outros blogueiros, que não têm o mesmo foco de interesse que eu nos filmes nacionais não estão sendo tão enfáticos. Lúcia Freitas por exemplo disse ter percebido “uns defeitos graves de fotografia”, já Fernando Mafra definou a protagonista como: “Tudo é muito, inclusive ser mala.“.

Relata o Estadão (com nofollow) que “A opinião geral foi catastrófica“. Adjetivo forte, incomum em um veículo contido como o Big E. Os comentários devem ter sido sinistros.

Mas não tão sinistros quanto as reações do diretor e da blogueira Clara Averbuck. Literalmente cagando no prato que comeu, Clara não engoliu as as críticas dos blogueiros convidados e soltou:

“Quem são os blogueiros? Na boa, é blogueiro quem não é nada.”

Mesmo, clarinha? Então me explique; se blogueiros somos nada, por quê, em nome do Sagrado Esperma de Cristo, vocês chamaram VINTE BLOGUEIROS PARA UMA SESSÃO ESPECIAL DA SUA PORNOCHANCHADA?

Se tivessem adorado você diria que blogueiros não são nada? Diria que o que vale é crítica do Rubens Ewald Filho ou do Tom Leão ou da Cora Ronai? Se bem que da Cora não, ela é blogueira. Eu adoro as críticas dos dois primeiros desde antes da Internet, mas também gosto das críticas dos blogueiros que respeito.

Querida Clara; blogs são casamento. Pro melhor ou pro pior. A gente faz uma coisa boa, aplaudem. Faz merda, abaixa a cabeça, aprende e pronto. Quanto eu participei de uma palestra do Proxxima no começo do ano e foi uma merda não saí atacando todo mundo que disse que foi uma merda. Os blogs que linkam você, que te têm no blogroll, que GOSTAM do seu texto não são ninguém? Ou só são alguém quando gostam de você?

Você é PIOR do que nada, Clara Averbuck, pois tem ANOS de blog e não aprendeu ainda que quem é pedra tem que saber ser janela.

E quer saber? Vou esperar o filme chegar em DVD e baixar só as cenas que me interessam do blog do Dino1.

[ATUALIZAÇÃO]

Vejam neste link aqui a resenha do Ato ou Efeito sobre o filme. É MUITO pior do que eu pensava. Um trecho:

A parte mais imbecil do filme é quando ela se hospeda na casa de um leitor. O cara é um tremendo nerd – se parece muito com o Pizurk, o estagiário E secretária eletrônica, aliás – e tenta embebedar a garota para comer, óbvio. Ela até pede o notebook do cara em troca de um boquete. Enfim, o fato é que o cara espera ela dormir, tira a calcinha dela, tira fotos, se masturba e deposita a porra em um pote CATALOGADO. Tudo isso, meus amigos, exatamente TUDO ISSO devidamente exibido, e com closes. COM MALDITOS CLOSES!

Eu não vou dizer que estou de boca aberta por causa da piada óbvia, mas PQP! Quem defendeu o filme como obra de arte nos comentários está par com o tal nerd, é um PUNHETEIRO!

 

 

Fonte (não deveria, eles colocam URL mas nenhum link) Estadão.



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WALL-E – Apenas maravilhoso

03/07/2008 - 9:45 pm  -  32 comentários


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"WALL-E é MARAVILHOSO", e se eu não fosse verborrágico por natureza teria feito uma resenha de três linhas. Não há necessidade de falar mais nada.

Existe uma diferença entre ser bom e ser gênio. A Dreamworks é muito boa. Eu adoro Shrek, por exemplo. Mas a Pixar? A Pixar é gênio.

É fácil lidar com personagens com características humanas. O Gato de Botas no Shrek, fazendo cara de carente é ótimo, mas é, tecnicamente simples. Já passar emoção com personagens-objetos?

Vejam por exemplo o Tapete Mágico, de Aladdin. Não tem rosto, voz, nada. E mesmo assim é parte ativa do filme, com toda uma gama de emoções. Para fazer isso tem que ser gênio. Como a Disney.

WALL-E segue a mesma linha. Temos um personagem que em termos de design não tem nada de novo, parece saído de um laboratório de robótica. Ele não fala. Ou quase. Tem menos linhas de diálogo que o Arnold no primeiro Exterminador do Futuro.

Nos primeiros 20 minutos de filme já nos apaixonamos, entendemos o que aconteceu com a Terra, nos emocionamos com seu melhor amigo, uma barata. PQP, uma BARATA e nós nos preocupamos com seu bem-estar.

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Eve, a robozinha do espaço tem uma personalidade completamente diferente, e isso é passado sem uma frase além de seu próprio nome.

O Judão está certo, fazer crítica de filme muito bom é um saco. Tudo que a gente quer dizer é "vá ver! vá ver!".  A gente fica querendo fazer segredo, não quer contar nem um trechinho, para não estragar a experiência.

WALL-E é filme que vale um mês naqueles Spas Barra-Pesada tipo Spauschwitz, você sai do cinema muito mais leve. Eu me senti feliz por estar vivo e poder me deliciar com essa obra-prima. Nada, NADA que custa R$13,00 vale mais do que o ingresso que paguei para assistir WALL-E.

O Fábio Yabu diz que é um filme de amor.

Wall-E é uma declaração de Amor, e das mais lindas, não apenas ao cinema, à animação e à história da arte, homenageada de maneira soberba nos créditos finais. Mas também à raça, ao espírito humano, e por que não, ao próprio Amor?

Eu diria mais: Ele é um filme feito COM amor, por gente que ama o que faz, gente que não está preocupado só com o hollerith (céus, virei paulista) mas com os resultados. Gente que vai virar a noite não porque o chefe está mandando (e quando o chefe é o Steve Jobs, ele manda sim) mas porque quer refazer uma sequência, trabalhar melhor uma animação, um detalhe.

Chaplin repetia algumas cenas mais de 400 vezes até chegar ao que queria. Os animadores da Pixar prendiam tábuas nos pés para imitar os soldados de plástico de Toy Story e entender melhor a movimentação dos personagens.

Esse tipo de dedicação é algo que não se compra. Esse "vestir a camisa", que tantos gerentes cobram de forma descarada mas não dão nada em troca é algo muito, muito raro. Por isso filmes como WALL-E são igualmente raros.

É um filme para ver e chorar no final, é um filme para sair ligando pros amigos perguntando "viu? viu?" e um filme para ter-se muita pena de quem assistir e não gostar. Significa que há algo muito errado com você.

Links para o Trailer

Site Oficial



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Usando o iPhone para gerenciar seu (digo, meu) blog

22/01/2008 - 3:57 pm  -  38 comentários


Eu sempre disse que nevegar em dispositivos portáteis é como ver a Luciana Vendramini tomando banho, pelo buraco da fechadura. Por melhor que seja o dispositivo, é desconfortável. Frustrante, eu diria.

Com o advento do iPod Touch / iPhone, eu fiquei MUITO impressionado com o Safari. Pela primeira vez eu me vi usando um navegador portátil porque queria, não porque precisava.

Mesmo assim, ainda é apertado. Para consultas é excelente mas para “interação” não se compara com um computador de verdade. Mas… e para blogueiros?

Vejamos como fica a tela de administração do WordPress no iPod Touch:

Bonito, eu sei, idêntico ao desktop, mas… e se fosse possível otimizar a administração de um site WordPress, aproveitando mais a interface do iPhone, e tornando o seu acesso mais rápido, simples e objetivo?

Pois seus problemas acabaram! Com o plugin WPhone você acessa a área de administração de seu blog via iPhone OU qualquer outro celular (desde que minimamente decente) sem carregar toneladas de imagens e textos inúteis. Vejam como fica, no Touch, a administração de um dos blogs, depois de instalado o plugin:

Bem diferente, não? Mas será essa interface limitada? Vejamos a opção “Write”, onde você pode criar posts ou páginas:

Como você pode ver, estão lá as configurações básicas para criar um post. Na parte de Atividades Recentes temos toda aquela listagem do Dashboard, de quem comentou, quem linkou, etc. Lembre-se que a tela abaixo é só a parte de cima, ainda tem muito dado pra ser exibido.

E quanto aos plugins?

Boa pergunta. Dá para gerenciar plugins sim. Ele lista os plugins instalados, assim:

Ele indica com um botão preto o plugin desligado, com um clarinho o plugin ativo. Clicando no plugin, vem a configuração detalhada:

Também é possível editar categorias, adicionar e remover usuários, gerenciar posts já publicados ou em rascunho, e editar aprovar ou eliminar comentários:

O WPhone é, com certeza, depois do Akismet o melhor plugin que já coloquei em meus blogs. Depois de um dia inteiro no computador, ficar no sofá aprovando comentários via iPod é muito mais confortável do que tostar as jóias da coroa com um Macbook superaquecido no colo.

Quem tem iPhone, iPod Touch, celular decente e WordPress, recomendo a instalação, que não inflúi em nada com o acesso via PC. Ele detecta automaticamente seu telefone.



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Mordomia, Transformers e Dilema Ético

17/07/2007 - 6:54 pm  -  11 comentários


Estou escrevendo a resenha do Transformers. Acordei tarde, pois fui esticar no Amarelinho com o DigitalDrops e o GeekChick, do qual infelizmente só foi o Geek ;)

O problema é que gostei demais do filme, comecei umas duas vezes um post de fanboy que se resumia a “cara mané duca! tem que ver, show de bola”.

E post de fanboy é algo MUITO chato. Teve tanta coisa legal, conheci meu ídolo, o Jovem Nerd, demonstrei ao vivo uma falha na Matriz que deixou muita gente preocupada com os Agentes, e vi um filme que me levou de volta ao bom e velho cinema dos anos 80, com os efeitos visuais de hoje.

Ah, rolou mordomia. Poltronas de primeira, pão de queijo e refrigerante pra galera. achei passável. Sou tradicionalista, cinema-pipoca tem que ter pipoca.

O chato é que não dá nem pra dizer que a Paramount está gastando uma mixaria (1 ingresso de cinema) para conseguir exposição em blogs. Acabaram não pagando nada, no final de semana vou direto para o cinema para ver o filme de novo.

Que bosta de ProBlogger é esse que fica sempre no zero-a-zero?

[atualização]

Eu terminei a resenha. Enorme, detalhada, feita com carinho. Aí resolvi deixar descansando por alguns minutos, caso pensasse em alguma coisa. Fiz besteira com o Zoundry, e consegui apagar TUDO COMPLETAMENTE.

[atualização 2 - a missão]

A resenha saiu. Está aqui.



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Review Me: Este post é tão positivo que parece matéria paga

14/11/2006 - 2:58 am  -  22 comentários


Algum tempo atrás eu comentei sobre a pior idéia de todos os tempos, um site que pagava para que você postasse artigos positivos sobre um determinado produto. O “pay-per-post” era maligno desde o nascimento. Agora surgiu um outro, com uma proposta inicialmente semelhante, mas uma rápida olhada já mostra as diferenças:

O Review Me é especializado em resenhas, avaliações. Eles pagam uma comissão por post, independente da sua avalização do produto. A ética do site está explícita na FAQ:

“Nós exigimos que as resenhas tenham pelo menos 200 palavras, e que o post com a resenha seja destacado como sendo patrocinado, de alguma forma”

Mais adiante, na parte relativa aos anunciantes, é explicitado que um anunciante não pode exigir uma resenha positiva.

Qual o apelo desse tipo de serviço?

Simples: Os grandes blogs costumam trabalhar com uma pequena rede de “fornecedores”, e milhares de outros fabricantes querendo penetrar (epa!) nessa rede. Convenhamos, quem tem tempo para resenhar a 24a rede de relacionamentos orkut-like da semana? Com o Review Me, os investidores desses produtos colocam a cara à tapa, pagando em troca do tempo do blogueiro.

É uma aposta. Muitas resenhas significam um bom posicionamento no Google, mas muitas resenhas ruins podem (e irão) prejudicar o produto. Se o sujeito tem um bom site, irá se beneficiar. Se for um “Enlarge your Penis”, vai ganhar uma resenha horrorosa. Ou pior ainda: NÃO vai ser resenhado.

Nada obriga o blogueiro a fazer uma resenha. Se ele não gosta do site, pode simplesmente ignorar. Em um mundo ideal você ganhará dinheiro escrevendo sobre sites que recomendaria de qualquer jeito.

O pagamento é bem interessante. MESMO. Você recebe 50% do preço de uma resenha. Esse valor vai depender do seu blog. O Contraditorium por exemplo custa US$60. Dos quais eu recebo US$30,00. Via PayPal ou via cheque. Outros blogs podem valer mais, outros podem valer menos. O máximo são US$200, segundo o material de divulgação.

Não é necessário que a resenha seja em inglês. A língua natal do blog é a ideal.

Eu acho que esse programa tem tudo para dar certo. Imagino que vão enfrentar uma leva de “espertos”, mas com o tempo os blogs sérios irão prevalecer.

Para os blogueiros preocupados com o impacto em sua credibilidade, não se preocupem. Continuem fazendo suas resenhas como sempre fizeram. Seus leitores são inteligentes o bastante para perceber quando você está falando a verdade. Acima de tudo, não altere sua rotina. Considere o Reiew Me como um incentivo para escrever mais, não para trocar seus posts normais por posts com resenhas.

Mais informações, inscrições, etc, no site do programa.

E sim, esta resenha me valeu US$30,00. O Review Me está com uma promoção onde você resenha o serviço e ganha um trocado.

Ultima forma: Lembre-se sempre de colocar algo assim no começo de sua resenha:

PUBLICIDADE: Esta resenha foi sugerida e patrocinada pelo programa REVIEW ME

 

 

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Resenha: Teclado Bluetooth Dell

28/08/2006 - 12:45 pm  -  8 comentários


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A boa notícia é que meu teclado Bluetooth chegou. A má notícia é que é um Dell, e pode irromper em chamas a qualquer momento. Ou não. Se o PDA esquenta, esquenta e não pega fogo (ainda) no máximo a radiação eletromagnética vai me passar câncer e meus dedos vão cair.

Se bem que quando eu roubava balas dos despachos que o pessoal deixava no riacho atrás da casa de minha tia, as carolas diziam a mesma coisa, e se um Orixá não conseguiu fazer meus dedos caírem, não vai ser um chipinho inocente que o fará.

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