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A EULA do Gato

18/02/2009 - 10:27 am  -  14 comentários


Uma das coisas mais chatas de instalar um programa de computador são as licenças. Uma tonelada de blablabla legais que só interessam a advogados e a freetards que passam por ereções cada vez que lêem as letras GPL. O resto dos humanos, que nos denominamos normais, quer apenas instalar a porcaria do programa e usar.

Na verdade eu nunca vi ninguém ser processado por clicar em uma EULA, nem processar alguma empresa por não-cumprimento do que está ali. O negócio é basicamente uma grande tiração da reta, onde a fabricante se compromete a não aceitar culpa caso o programa de ZIP que você baixou exploda seu computador, mate seu cachorro, abra um portal e traga Tchulu, Zuul e Gozer para a mundo, promovendo o apocalipse.

Em geral programas funcionam independente da licença, pois não adianta a empresa tirar da reta E o programa não funcionar. O usuário vai na loja devolver (vide os 70% de taxa de devolução de netbooks Linux) independente do que tenha clicado concordando ou não. Se for gratuito, online, etc, ele simplesmente não baixará a próxima versão.

Sinceramente licenças de software estão abaixo de “fome no mundo”, na minha lista de preocupações, e se “fome no mundo” fosse algo vagamente prioritário, pelo tamanho de meus pratos já teria me suicidado, por culpa. Mas  tem gente que leva a sério esse tipo de coisa. um exemplo:

Anne Loucks desenvolveu uma estratégia para que os botões de “eu concordo” sejam clicadas por uma entidade “não-legal”, no caso seu gato, Simba.

A idéia é simples: Um pedaço de papelão posicionado estrategicamente no teclado, pressionando a tecla que confirma a aceitação da licença.

A própria Anne questiona a validade legal dessa ação, mas como em suas próprias palavras EULAs são pra começo de conversa uma piada, eu acho que faz sentido. Nada melhor para responder uma piada do que outra piada.

Fonte: BoingBoing



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Já fomos felizes com 16KB de RAM

16/02/2009 - 9:54 am  -  47 comentários


No começo dos anos 80 surgiu um fenômeno chamado Curso de Informática. Os proto-geeks os freqüentavam, não para aprender a programar (isso aprendíamos no 1o curso) mas para ter acesso a computadores.

Eu mesmo era rato da… COMPUTRONIC.

Como sempre havia horários ociosos os empresários mais espertos permitiam que os alunos ficassem nas salas, brincando com as máquinas. Com isso a gente se matriculava no mesmo curso várias vezes, quando não havia nada novo para aprender, só para poder brincar.

Sim, para nós era brincadeira. Lembre-se, não havia Internet, as máquinas não estavam em rede, não tinham disco rígido, nada. Muitas vezes nem unidades de disquete, escrevíamos os programas , executávamos e no final,  dedo na tomada.

Nessa época, auge da Reserva de Mercado, empresas brasileiras descobriram que havia uma boa grana em copiar produtos de fora sem pagar royalties, daí surgiram os clones, como o CP200, CP300, CP500, TK82, TK83, TK3000 e tantos outros.

Eu lembro que fiquei fascinado pela idéia de ter um computador meu. Era ficção científica, era realização do mais sincero sonho dos Jetsons.

Minha avó, na época vivendo com uma pensão do INPS se compadeceu e comprou para mim, em 12 prestações um CP200 da Prológica.

Ficha, segundo o Museu da Computação e Informática:

  • Linha: Sinclair
  • Compatibilidade: ZX-81
  • Ano de lançamento: Out/1982
  • Processador: Z80 A, de 8 bits
  • Clock: 3,25 MHz
  • Memória RAM: 16KB
  • Memória ROM: 8KB (Sist. Operacional e interpretador BASIC)
  • Teclado: semelhante ao das calculadoras ou chiclete, 43 teclas
  • Tela: 24 linhas x 32 colunas
  • Modo gráfico: 44 linhas por 64 colunas

Eu não acreditei. Era um computador, de verdade! Ligado na televisão, totalmente programável.
Com o tempo aprendi a dominá-lo, primeiro no BASIC residente, depois programando em linguagem de máquina (graças a artigos de revistas como a Micro Sistemas).

Passado algum tempo ganhei um TK90X, que –pasmem- era colorido e tinha alta resolução (256×192 pixels). Depois fui para o Amiga, até hoje o melhor computador que já tive.

Todos esses computadores tinham algo que falta nas máquinas e hoje: Alma. Nós éramos micreiros, não usuários. Também não éramos pseudo-comunistas de software livre tentando transformar nossas máquinas em bandeiras da causa capenga que sobrou para ser abraçada, em tempos pós-Muro de Berlim.

Nós amávamos as nossas máquinas. Não eram ferramentas. Eram caixas maravilhosas que conhecíamos de dentro para fora. Podiam ser o cubo do Hellraiser, ou uma cornucópia mágica. Só dependia da gente.

Eu nunca em momento algum chamei meus amigos de “usuários”. Nós éramos “micreiros”.  Nossos computadores não eram ferramentas. Chamá-los assim seria chamar o robô de Perdidos no Espaço de ferramenta.

Tínhamos a ilusão de que estávamos a um passo de 2001. Que com o programa certo nossos computadores despertariam para a vida, ganharíamos um novo amigo, ou mais precisamente, daríamos o dom da fala para um velho amigo.

Quando ELIZA, um programa  do falecido Joseph Weizenbaum foi portado para a linha Sinclair, e caiu em nossas mãos, foi uma comoção. O computador estava, efetivamente pensando e se comunicando.

Vejam um exemplo de um dialogo entre eu e Eliza, em uma implementação em javascript:

> Hello, I am Eliza.
* I am Carlos.
> How long have you been Carlos?
* since forever
> Tell me more…
* are you a machine?
> Why are you interested in whether or not I am a machine?
* I want to know: Are you a Cylon?
> Would you prefer if I were not a Cylon?
* ye
> Are you Sure?
* yes.
> Come, come, elucidate your thoughts.

Pode parecer bobo, e é, comparado até com o clipe de papel do Office, mas estamos falando dos anos 1980.

Fim da Era Dourada

Com a decadência da Commodore e a saída de linha do Amiga, ficamos restritos aos PCs. Não mais nossas máquinas eram mágicas, completas e fechadas. Éramos “livres”, no sentido freetard da palavra, para montar nosso próprio computador.

A Imortal Lição de Tempos Modernos mais uma vez fez-se acontecer: Com a automatização, perdemos a alma. Não mais tínhamos um COMPUTADOR, tínhamos um amontoado de peças, escolhidas, encaixadas, testadas, conectadas.

De máquinas que “simplesmente funcionavam” passamos a lidar com modems, IRQs, páginas de código, portas COM, gerenciadores de memória, QEMM-386, Stacker, Doublespace, DOS, MS-DOS, PC-DOS, HIMEM, TSRs e um monte de outras coisas chatas que mais atrapalhavam do que ajudavam.

Deixamos de mexer nos micros para descobrir como eles funcionavam, e passamos a mexer neles apenas para fazer com que funcionassem.
 
De micreiros viramos suporte de nós mesmos.

Nunca mais eu interagi com um computador como fazia no passado. A primeira vez que vi um Amiga foi uma experiência religiosa. A primeira vez que vi um PC foi… meh. A última máquina que me causou esse senso de deslumbramento foi uma Silicon Graphics Power Challenger, que encontrei em uma visita na Fiocruz. Mesmo assim o pessoal que trabalhava com ela não dava a mínima.

Eu gostaria que computadores tivessem um destino melhor, mas a Ficção Científica se afastou das máquinas “falantes” e “pensantes”.  A idéia que tínhamos , de que no futuro computadores seriam encontrados em todas as casas, em todas a lojas e fariam parte de nossas vidas efetivamente aconteceu.

Se hoje computadores são tão comuns quanto geladeiras e televisões, não são menos mundanos.

Realizamos nosso sonho. Todos usam computadores.  O preço foi nosso deslumbramento, nossa inocência e a própria alma das máquinas que tanto gostávamos.

HAL-9000 se tornou uma realidade, mas na forma de uma torradeira. E isso é triste.



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Evoluir também tem seu preço

09/01/2009 - 1:46 am  -  41 comentários


Essa semana estava em um agradável jantar comemorativo de Bodas de Madeira, de um casal amigo, quando o grupo começou a discutir sobre a virtude da Sandy, e como ela ainda se mantinha virgem e imaculada, mesmo após casada (fácil, casou com blogueiro).

No meio da conversa, a dúvida: Qual seria a idade da Sandy Leah Lima? Ela pode ter qualquer coisa de 14 pra cima…

Enquanto a conversa desviava para os 100ml de silicone que ela colocou, eu quase sem pensar puxei o celular, pesquisei no Google e descobri que Sandy tem -pasmem- 26 anos.

Do outro lado da mesa uma cidadã que não tinha ainda chegado na casa dos 30 não botou fé. No meu ato, a idade da Sandy foi bem assimilada pelos presentes.

“Não acredito que você fez isso!”

Eu demorei a entender, mas aí a ficha caiu: O ato de usar um smartphone para consultar uma informação corriqueira era completamente alienígena para ela.

Não critique. 5 anos atrás era para você também, 10 anos atrás ter celular já era luxo e 20 anos atrás nem com todo o dinheiro do Banco Central.

Que fique claro que em momento algum eu estava me exibindo. Quando quero tirar onda puxo o iPod Touch. O ato foi completamente natural, algo que faço corriqueiramente, seja para localizar uma rua, seja para twittar alguma coisa.

Pensando sobre o espanto da moça em questão (sim, estou sendo muito gentil com os adjetivos. Obviamente ela era bonita) eu fiquei feliz. Não por ter alguma superioridade tecnológica em relação aos presentes, mas por não estar obsoleto.

Eu tenho muito medo de me acomodar, de virar um Vovô Simpson. Tenho esse medo desde a primeira vez que botei as mãos em um computador. Eu gosto de tecnologia, amo coisas com botões (ou quase sem botões, como o Touch) e como vivo disso, preciso estar atualizado. Mais ainda, não posso ter preconceito contra novidades. Me reservo ao direito de não gostar de muita coisa, como o Second Life, e não dar bola para tecnologias que um dia quem sabe pode ser que se tiverem uma chance vão salvar o mundo das cáries, como o Linux e o OLPC. Mas não posso me dar ao luxo de ignorar essas tecnologias, nem de dizer que não funcionam por serem chatas feias e bobas.

Quando o telefone foi inventado um burocrata inglês disse que a tecnologia era boa mas não tinham necessidade, na Inglaterra eles dispunham de muitos mensageiros.

É essa postura que nunca quero ter. Ela é quase tão ruim quando o oposto, o deslumbramento.

Tecnologia não funciona em pedestais, tecnologia só funciona quando faz parte do dia-a-dia. Eu gostava de ser um dos poucos com telefone celular, da TELEST do Espírito Santo maceteado pra funcionar no Rio sem pagar deslocamento, mas isso não afetou a sociedade.

O que mudou foi quando o pedreiro que morava no quitinete abaixo do meu apartamento comprou um celular em 12x no Ponto Frio e passou a poder falar com seus clientes sem depender de recados.

Quando eu puxo o celular para procurar o aniversário da Sandy (28/01/1983) sem dizer “vejam que FANTÁSTICO meu celular sabe o aniversário da Sandy!!!” eu estou muito mais próximo do pedreiro do que do deslumbrado dono de iPhone que mostra babando fotos do filho e do cachorro, mas não usufrúi realmente da ferramenta.

O preço que pago é ser olhado com espanto, curiosidade, incompreensão e até inveja. Mas tudo bem, isso vem de gente que nem sabe quando é o aniversário da Sandy…



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Microsoft TechEd – Sem Pânico!

18/10/2008 - 3:12 am  -  33 comentários


don_t_panic

Durante a semana estive em São Paulo cobrindo a Microsoft TechEd 2008, um mega-encontro de Desenvolvedores e profissionais de TI. Fui a convite da Riot/Microsoft, junto com vários outros blogueiros. O resultado foi bem interessante, embora eles ainda tenham que passar algum tempo no mosteiro Shaolin se quiserem invadir a praia das assessorias de imprensa. Mais detalhes no próximo post.

Um dos meus questionamentos é que nós fomos com credencial de participante, o que é excelente se nossa intenção fosse participar, mas foi particularmente ruim para quem estava cobrindo o evento. A minha sorte é que o Assessor de Imprensa da Microsoft me conhece, e liberou acesso para a Sala de Imprensa, onde havia até Internet.

Só que os seguranças não me conhecem. Ali só entrava gente com o crachá dourado da organização ou o preto de imprensa. Ou seja, quem era VIP. Meu crachá verde era só de P (sim, roubei essa do Big Bang Theory). Sem chamar alguém pra me “botar pra dentro”, ficava dependendo da sorte. Uma hora um tentou me barrar, quando entrei sozinho.

No último dia estava com o Jonny Ken e percebi que era um segurança novo. “saco”, pensei. Ter que chamar o Carlos (o Assessor de Imprensa da MS) ou –humilhação máxima- o Moardib, que foi pelo MeioBit mas pediu credencial direto pra Microsoft e ganhou uma de imprensa- era fora de cogitação. Quem poderia nos salvar?

Douglas Adams! O genial autor inglês do Guia do Mochileiro das Galáxias. Lembrei da técnica ensinada por Ford Prefect no último livro da série, quando precisa entrar em uma boate privê e ainda por cima arrastar Arthur Dent junto.

Acelerei o passo, Jonny veio atrás. O segurança ameaçou levantar o braço sinalizando que parássemos, mas fui mais rápido. Sem diminuir, balancei a mão em um gesto de “sem problemas”, apontei pro Jonny e disse:

“Tudo bem, ele está comigo”.

Funcionou maravilhosamente, como Ford/Adams haviam ensinado.



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Dissecando o Hype do Banner do Senado

16/07/2008 - 5:59 pm  -  18 comentários


Estudar os fenômenos da Internet é quase tão divertido quanto fazer parte deles, ainda mais com a certeza de sempre aprendermos algo de novo.

Desta vez por exemplo eu estava preparado. Quando do hype das Fotos da Gol tive que mudar correndo de plano de hospedagem e mesmo assim o servidor não aguentou. A famigerada tela de Excesso de CPU do Bluehost assombrava minhas noites.

Agora quando decidi fazer o post tomei duas providências:

1 – Verifiquei a disponibilidade de recursos de meu servidor com mais potência, o do MediaTemple (na verdade já estava nele faz tempo)

2 – Removi meu plugin de cache standard, o WP-Cache e instalei o WP-Super Cache, um plugin preparado para enfrentar mesmo o Efeito Digg. Funcionou, o site ficou lento mas não saiu do ar.

 

Quanto aos números de acesso, vamos ver como foi a semana do hype:

hype4

hype5

Domingos costumam ser dias fracos, e como o artigo foi ao ar quase 16h, a visitação não sofreu grande alteração. Já na segunda-feira foram mais de 3.000 usuários únicos extras, por causa dos links. Isso resultou em 35,45% do tráfego vindo de outros sites (fora sites de busca). Em comparação no mês de Julho a média de tráfego vindo via links cai para 12,30%.

Vamos isolar, usando o Google Analytics somente a página com a denúncia dos banners do senado:

 

hype2

No período de 13 a 16 (por volta das 6 da manhã) de Julho de 2008 a página foi visualizada 9084 vezes, por 7982 pessoas. Com 198 comentários / links significa que a página provocou reação em 2,78% dos leitores. Pode parecer pouco mais levando-se em conta a Regra do 1%, 2,78 é um número expressivo. (nota: os números variam um pouco, não vou refazer conta, estou com preguiça)

E quanto à origem desses visitantes?

 

  hype3 

Imagem capturada um pouco depois da anterior

Dos 9218 pageviews da matéria 1728 vieram de links diretos, pro email de terceiros (não-gmail), etc. Vamos ignorá-los.

O primeiro lugar é da Rosana Hermann, com absurdos 1493 visitantes referenciados para cá. Em segundo vem o Fenômeno, o único site realmente capaz de derrubar servidores na Internet Brasileira, o UEBA. O poder de mobilização dele é imenso, ainda mais por não ter um formato de blog e publicar muitos links, o que dispersa o público. Em terceiro o blog do Malvados. Aliás, palmas para o Dahmer, que teve a grandeza de colocar de lado sua implicância com “blogs de aluguel” e publicar o link, ao contrário de um jornalista que de vez em quando se traveste de blogueiro e respondeu a um email com a denúncia com “Indo atrás da velha imprensa para se divulgar, Cardoso? =)”.

Em 4o lugar o blog do Marcelo Tas, que parece que está fazendo sucesso com um tal de CQC. Eu não conheço, e “um tal” não é pejorativo, é no sentido de “não chegou até a mim”. Já aconteceu antes. Passei anos antes de ver o Pânico, depois virei fã do Christian Pior e evangelizo sempre que posso. Dada a quantidade de gente que fala (bem) do CQC, melhor não esperar tanto tempo e dar logo uma olhada. Onde passa? Qual o link? Onde acho?

Derrubando Mitos

Não estou falando do dória mandar pouco mais gente que o Orkut, mas do Ueba. É consenso entre quem trabalha com Internet que o tráfego do Ueba não é qualificado. O público de sites como o Digg, Fark e similares consome muito rápido, olha, vai embora, não clica em banners (nem do Senado). Correto?

ERRADO!

Vamos ver o tempo de visitação médio entre as fontes mais relevantes de visitas:

hype6

Para um público dispersivo e volátil, uma permanência de CINCO MINUTOS na página é mais que satisfatório. Rivalizou com os 5:33 da Rosana Hermann, que, é consenso, tem um público qualificado. Mesmo o Malvados, que tem um público acostumado a conteúdo que se resolve em 3 quadros aparece com respeitáveis 4:39. Ninguém fez feio.

Dica SEO, afinal eu falo de blogs

Aporrinhar a Rosana atrás de links não é uma boa sugestão, então peço veementemente que você não faça isso. O Dahmer também não. Ele tem humor ácido e sabe desenhar, você não vai gostar de vê-lo irritado. O melhor aqui é o Ueba. Bolas, ele VIVE de links enviados pelos leitores.

Use mais o UEBA. Visite o site, veja os links mais visitados e monte um perfil do que o leitor dele gosta, e tente adequar seu conteúdo. Sabendo usar somente o Ueba já viabiliza economicamente um blog.

Conclusão

O que não me surpreendeu, embora tenha me decepcionado é ver que enquanto um assunto crítico como esse rendeu no mesmo período 1000 Pageviews A MENOS do que o link onde falo do filme pornô da Leila Lopes. Definitivamente o povo Brasileiro funciona na base de Pão e Circo mesmo.



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Atendendo a pedidos, comentários por emails

24/02/2008 - 12:17 pm  -  14 comentários


Muita gente tem pedido esse recurso. Eu enrolei enquanto pude, pessoalmente não gosto do recurso, toda hora tenho que me descadastrar dos posts do Leo, por exemplo. Mas se eu só me preocupasse com minha opinião no blog, seria da Blogosfera Intelectual.

Então, meninos e meninas, agora é possível acompanhar os comentários de um post por três meios diferentes:

1 – assinando o RSS dos comentários daquele post

2 – visitando religiosamente a página, como os sujeitos que dizem que o Contraditorium é uma merda, eu sou chato feio e bobo e nunca mais voltarão aqui

3 – selecionando a caixa de comentários por email, no final do formulário de… comentários do post.

PS: A mensagem é idêntica à do blog do Leo. Foi proposital. Ele encabeçou a lista dos que pentelharam atrás desse recurso, então nada mais justo do que me dar (à revelia) a tradução da linha…

PS2: O serviço, claro, está em testes. Por favor dêem retorno se está funcionando bem, mal ou não faz nada.



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Como Linus roubou o código do Windows e outras maravilhas do jornalismo especializado

30/07/2007 - 4:49 am  -  24 comentários


Segundo o IDG Linus Torvalds, basicamente roubou o código-fonte do Windows para fazer o Linux. Sério, vejam a afirmação, neste artigo deles, descoberto pelo BR-Linux:

Se Linus Torvalds não experimentasse o código fonte do Windows e o tivesse personalizado como quis, ele talvez nunca tivesse criado o kernel Linux.

Chocante, não?

Não. É só mais um erro besta de tradução. O estagiário que traduz artigos da PC World para publicação na versão nacional fez o melhor que conseguiu. Estagiários mal são formas de vida, é compreensível.

O que não é compreensível é esse tipo de erro -comum- passar batido. A culpa é de uma aberração no Brasil (e em parte no Mundo) – o jornalismo especializado por delegação. O sujeito raramente tem uma graduação na área (não que eu defenda isso como obrigatório), ou sequer é fã, interessado, usuário. Normalmente surge a idéia de fazer uma coluna sobre tecnologia, escolhem quem está mais folgado e delegam. “Agora você cuida da informática, Zé”.

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Kit Blogueiro Viajante, ou mundo sem fio my ass

22/03/2007 - 11:26 pm  -  16 comentários


Estava preparando a mala para a viagem de sábado, quando vou cobrir o BarCamp pelo MeioBit, e na hora que cheguei ao kit de gadgets… caramba. Tenho que dar razão à Bia Kunze (e isso não acontece todo dia) quando ela diz que para cada cabo que se perde é uma fonte que se ganha.

A maior quantidade de tralhas que levamos por aí é composta de fontes, carregadores, extensões, etc. Na foto acima, meu kit de viagens, com somente o necessário:

Parte da esquerda, fora do notebook, sentido horário:

  • Cabo de força da fonte do macbook
  • Cabo USB retrátil
  • Adaptadores do cabo
  • Fonte de alimentação do carregador da câmera digital
  • Carregador USB de tomada
  • Carregador do DigiMate
  • Carregador do Celular
  • Carregador do macbook
  • Headset para usar Skype

Em cima do macbook:

  • iPod
  • Base carregadora da câmera digital
  • Celular
  • Mini-tripé para a câmera
  • Cabo retrátil do iPod
  • Bateria extra pra câmera
  • DigiMate

Ah, claro, a câmera digital também vai, mas não dava pra aparecer na foto.

Esse kit é o mínimo. Se eu tivesse um smartphone de última geração talvez até pudesse abrir mão do notebook, mas em compensação teria menos flexibilidade para, por exemplo, editar imagens e pesquisar sites. No final eu ganharia em portabilidade e perderia em qualidade do material produzido, e qualidade é sempre um diferencial, vale o sacrifício.

O blogueiro está mais para correspondente de guerra do que para jornalista. Não temos uma equipe de produção, como na TV, nem temos um fotógrafo, como um repórter normal. Somos aquele maluco que se mete no meio da selva pra encontrar o Khmer Vermelho.

Mesmo assim não temos do que reclamar. A idéia de atualizar notícias, ao vivo, é quase ficção científica para quem lembra do evento que era uma ligação internacional, ou de como para fazer um DDD tínhamos que ligar algumas horas antes pra Embratel, dando o número a chamar, e esperar ansiosamente o telefonema de retorno. “Senhorrrr…. sua ligação foi completada”.

Principalmente, a lição que fica é: Toda essa tecnologia estará sendo usada para cobrir um evento que é, essencialmente, sobre pessoas.

PS: Estou decolando no sábado pela manhã, e desta vez vou de Gol. Seria muita sacanagem recortar a silhueta de um Legacy vindo em direção à câmera e colar na janela?



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