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	<title>Contraditorium &#187; Tutoriais</title>
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	<description>Fortune and Glory, Kid. Fortune and Glory.</description>
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		<title>Da arte de escrever resenhas</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Aug 2007 07:24:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas Quentes]]></category>
		<category><![CDATA[Tutoriais]]></category>

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										</div>Vamos a um pequeno exercício. Pegue um filme que você já viu e gostou. Tente escrever uma resenha que seja original, com conteúdo, que faça alguém querer ver o filme. Agora leia de novo, veja o quanto de informação você colocou e que vai estragar a experiência. “O Sexto Sentido é genial, fantástica a idéia [...]]]></description>
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										</div><p>Vamos a um pequeno exercício. Pegue um filme que você já viu e gostou. Tente escrever uma resenha que seja original, com conteúdo, que faça alguém querer ver o filme.</p>
<p>Agora leia de novo, veja o quanto de informação você colocou e que vai estragar a experiência. </p>
<blockquote><p>“O Sexto Sentido é genial, fantástica a idéia do Bruce Willis não perceber que está morto”</p></blockquote>
<p>Não estou exagerando. Sem técnica, acabamos escrevendo isso mesmo. Junte entusiasmo e logo temos o texto estilo “caraca mané a cena que o Vader diz que é pai do Luke é show, você tem que ver esse filme”.</p>
<p>Agora tente escrever uma resenha falando do filme, atendo-se somente ao que é mostrado no trailer. Remova o que estragaria as surpresas, remova as piadas que você parafraseou, remova tudo que os personagens (e o espectador) não sabem, no começo do filme.</p>
<p>Remova as tentadoras frases “Mas&#8230; e se a tentativa de explodir o gerador de escudo da Estrela da Morte não der certo da primeira vez?”</p>
<p>Torna-se mais complicado, não? Escrever resenhas que excitem a imaginação do espectador sem entregar o filme não é tão simples. </p>
<p>Estava escrevendo <a href="http://www.carloscardoso.com/2007/08/25/paranoia-ou-ai-ai-ai-roubaram-meu-camaro/">uma resenha</a> pro Paranóia, que fui ver semana passada, e quando percebi não só contei metade das piadas do filme como confirmei se o personagem do David Morse era psicopata ou não.</p>
<p>Dado o estrago, era preferível que a resenha se resumisse a uma foto da Sarah Roemer e a legenda: &#8220;assista&#8221;.</p>
<p>
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2007/08/sarahroemer.jpg" /></div>
<div style="text-align: center;"><small>Assista.</small></div>
<p>Mas pombas, se me chamam para ver um filme em primeira-mão com certeza não é com a intenção de que eu conte o final. Mas também não devem querer que eu enfie uma foto da gostosinha-da-hora e pronto. Convenhamos, isso não vai realmente fazer ninguém ver o filme. </p>
<p>Também é muito fácil cair no golpe da Blogosfera Intelectual e resenhar filmes citando Ahmed Kalil III, maior cineasta iraniano pós-revolução islâmica, ou as referências a Sartre que só você viu, todos discordam e o diretor do filme ameaçou te processar se continuar a dizer que existem.</p>
<p>De todos os tipos de posts, as resenhas devem ser os mais revisados, analisados (acertei?) e escrutinizados. Você está brincando com algo importante, com o lazer das pessoas. Nada é mais broxante (metaforicamente falando, afinal vocês já conhecem <a href="http://www.google.com.br/search?q=o+homem+que+nunca+broxou&amp;ie=utf-8&amp;oe=utf-8&amp;aq=t&amp;rls=org.mozilla:en-US:official&amp;client=firefox-a">minha fama</a>) do que gente que conta final de filme.</p>
<p>Claro, há exageros. Já vi gente reclamando de spoilers quando outro comentou que o Titanic afundava, e alguns inclusive chiaram por comentários sobre Tróia. Dizer que a história tinha mais de 2500 anos não convenceu muito. Mas há uma diferença entre dizer que os gregos usam um cavalo de madeira pra entrar na cidade, e revelar que o Cypher é o traidor em Matrix. </p>
<p>Eu gosto de resenhas, gosto de ler o que os outros blogueiros acham dos filmes, mas evito fazer isso antes de assistir, justamente pelo excesso de gente dando com a língua nos dentes. Os estúdios estão se aproximando dos blogueiros, para eles nós somos uma excelente forma de divulgação, e por sua vez nós temos material exclusivo e total liberdade sobre o que vamos escrever. (fora o pão de queijo)</p>
<p>É uma simbiose excelente, e temos tudo para mais e mais blogueiros entrem nesses pacotes. Só que pra isso precisam aprimorar suas técnicas de redação, ou cometerão gafes que podem inclusive prejudicar a blogosfera cinéfila como um todo. </p>
<p>Um estúdio aceita uma crítica negativa, estão acostumados, mas eu acho que é mais aceitável pra eles você colocar um link para baixar o filme do eMule do que contar o final ou estragar as surpresas. E estão com a razão.</p>
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		<item>
		<title>Como trocar o cheque em D&#243;lar do Google Adsense</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jan 2007 06:32:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[ProBlogger]]></category>
		<category><![CDATA[Tutoriais]]></category>

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										</div>Eu sei, parece piada de mau gosto, mas pode ser que este texto ainda venha a ser útil. Sim, sou um otimista patológico. O Problema Ganhar dinheiro não é problema. Problema é que dadas nossas [BP]Reservas[/BP], se entrar mais dinheiro o Brasil explode, então dificultamos ao máximo a remessa de capital para cá. Com isso [...]]]></description>
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										</div><p><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2007/01/WindowsLiveWriter/ComotrocarochequeemDlardoGoogleAdsense_3F4B/dinheiro%5B3%5D1.jpg" atomicselection="true"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="199" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2007/01/WindowsLiveWriter/ComotrocarochequeemDlardoGoogleAdsense_3F4B/dinheiro_thumb%5B1%5D.jpg" width="411" border="0"/></a> </p>
<p>Eu sei, parece piada de mau gosto, mas pode ser que este texto ainda venha a ser útil. Sim, sou um otimista patológico.</p>
<h5>O Problema</h5>
<p>Ganhar dinheiro não é problema. Problema é que dadas nossas [BP]Reservas[/BP], se entrar mais dinheiro o Brasil explode, então dificultamos ao máximo a remessa de capital para cá. Com isso serviços como o PayPal não conseguem acordos operacionais com os [BP]bancos[/BP] locais, e qualquer transferência bancária é um parto. Como as empresas da Civilização não entendem nossa hojeriza a dinheiro, preferem enviar os pagamentos via [BP]cheque[/BP]. Papel. igual ao Século passado.</p>
<p>De posse de um cheque em [BP]Dólar[/BP], começa o suplício. <em>Onde</em> trocar? </p>
<p>Depois de muito pesquisar, descobri 3 meios. </p>
<p> <span id="more-549"></span><br />
<h4>1 &#8211; [BP]Casas de Câmbio[/BP]</h4>
<p>Algumas fazem a troca. Dependendo do valor, o pagamento é na hora. Em alguns casos são feitas [BP]consultas ao SPC[/BP]. Caso o cliente esteja com nome sujo, não aceitam o cheque. A taxa usada é a do Dólar paralelo. Algumas levam alguns dias, outras levam até 30 dias para efetuar a compensação. </p>
<p>Vantagens: Melhor taxa do Dólar que você vai encontrar</p>
<p>Desvantagens: Cada casa é um caso, em alguns lugares, como o Rio de Janeiro, <em>nenhuma</em> casa de câmbio trocará o cheque, por excesso de fraudes. Você vai ralar muito até achar uma que seja satisfatória; podem implicar com cheques altos.</p>
<h4>2 &#8211; O Seu Banco</h4>
<p>Ao contrário do que os próprios gerentes dizem, todo banco faz compensação de cheque em [BP]moeda[/BP] estrangeira. O problema é que nosso sistema bancário, que é um dos melhores do mundo, é também um dos mais preguiçosos. Saia do [BP]feijão-com-arroz[/BP] que os bancos estão acostumados, e farão de tudo para botar você pra correr. O [BP]Citibank[/BP], por exemplo, não só faz a compensação como permite que você <em>saque</em> o valor, mesmo sem ser correntista, se o cheque for do Citibank (como os do Google). Só que em três agências do Citibank no Centro do Rio, recebi <em>três</em> informações diferentes e contraditórias. Em resumo, seu banco faz a operação, só é preciso convencê-lo a isso.</p>
<p>Vantagens: Operação segura, pois é feita através do banco que você conhece e confia. Depósito rápido. Em alguns casos o dinheiro está na conta em menos de 3 dias.</p>
<p>Desvantagens: É feito um [BP]<em>empréstimo[/BP]</em>, e não uma compensação formal. Se houver algum problema com o cheque, você terá que responder pelo dinheiro adiantado. Limites em sua cesta de crédito também afetarão a possibilidade de compensar o cheque via rede bancária. Mais ainda, seu banco poderá se recusar a processar a compensação, mesmo que você diga que <em>não</em> quer o tal empréstimo, só quer o cheque compensado, no tempo que levar. As taxas também são salgadas. O Dólar usado é o oficial, e os custos variam enormemente. Alguns bancos cobram US$30,00, outros chegam a cobrar US$150,00 por operação. Pior, há relatos de bancos que cada mês cobram um valor diferente pela <em>mesma</em> operação.</p>
<p>Alguns bancos pedem até [BP]Contrato Social[/BP], como se todo candidato a ProBlogger tivesse um relacionamento íntimo e pessoal com o Google. </p>
<h4>3 &#8211; <a href="http://www.rendimento.com.br/">Banco Rendimento</a></h4>
<p><a href="http://www.terra.com.br/istoedinheiro/314/financas/314_dolar_delivery.htm">Com mais de 12 anos no mercado</a>, o Banco Rendimento é um dos maiores negociantes de moeda estrangeira no Brasil. Especializado no mercado de varejo do Dólar-Turismo, a maior parte das operações do banco é via Internet / [BP]correio[/BP] / fax. É o único lugar onde você vai chegar e ninguém olhará para os cheques em Dólar como os hominídeos de 2001 olhando para o [BP]Monolito[/BP]. </p>
<p>O processo é extremamente simples. Ao vivo, você pode ir a uma das agências da <a href="http://www.cotacao.com.br/">Cotação</a>, a corretora de câmbio que faz o <em>front end </em>levando:</p>
<ul>
<li>Cópia e original do cheque</li>
<li>Cópia e original de CPF / Identidade</li>
<li>Cópia e original de comprovante de residência</li>
</ul>
<p>De posse desses dados, será feita uma avaliação de crédito. Passando, você recebe o dinheiro no mesmo dia ou no máximo no dia seguinte. Não passando, o cheque é colocado em compensação, e em 30 dias úteis você será chamado para finalizar a operação. </p>
<p>Em ambos os casos é gerado um boleto de uma operação de compra de moeda estrangeira, onde você assina, comprometendo-se com a veracidade dos dados. Junto a isso é emitido um contrato, também assinado. Findado este passo, assim que os documentos chegam a [BP]São Paulo[/BP] o TED é liberado. Já tive documentos entregues no Rio 3 horas da tarde, e 9 da noite o dinheiro já estava na conta.</p>
<p>O Atendimento é excelente. A Etiene, em São Paulo é um doce de menina, mandando a documentação por email, e a Rosane, aqui do Rio, é uma Morena Jambo que só não é perfeita por ser eficiente demais e não dar tempo da gente jogar conversa fora.</p>
<h5>Taxas</h5>
<p>Comparado com bancos que cobram US$150 ,00 por uma operação dessas, as taxas dele são excelentes. Cheques em Dólar de até US$300,00 pagam uma taxa de US$10,00 e cheques acima desse valor pagam US$15,00.</p>
<p>Vantagens: Familiaridade da empresa com a operação, pouca ou nenhuma burocracia, agilidade no pagamento. O processo todo pode ser feito por correio, telefone e/ou fax.</p>
<p>Desvantagens: O câmbio utilizado é a do Dólar Turismo, que é bem abaixo do Dólar Paralelo. Todas as operações passam por São Paulo, então a filial local não é tão interessante, exceto pela Rosane. Só é permitida uma operação por mês. Não há limite de <em>quantos</em> cheques você pode trocar, mas só pode fazer isso de 30 em 30 dias. </p>
<p>Principal Desvantagem: Como é uma operação <em>completamente legal</em>, feita por uma instituição conhecida no Mercado, e com os dados devidamente repassados para o [BP]Banco Central[/BP], você se sente um perfeito idiota, ao ter seu cheque do Google bloqueado por burocratas tacanhos que assumem que todo brasileiro é um criminoso em potencial.</p>
<h5>Dados</h5>
<p>O <a href="http://www.rendimento.com.br/">Rendimento</a> / <a href="http://www.cotacao.com.br">Cotação</a> tem escritórios em: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Campinas, Porto Alegre, brasília, São José dos Campos, Joinville e Belo Horizonte. Todos esses atendem pelo número <strong>4002-1010</strong>. O resto do país pode usar o <strong>08000-146-777</strong>.</p>
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		<title>Tutorial: Como garantir visitas eternas</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jan 2007 22:30:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tutoriais]]></category>

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										</div>Há um paradoxo interessante no modelo dos [BP]blogs[/BP]: Da mesma forma que é quase impossível manter na tona conteúdo antigo,&#160; alguns posts manterão um fluxo constante de visitantes, mesmo depois de anos de publicados. Não estou falando dos hypes, embora eu ainda receba visitantes (e comentários) sobre os posts que, bem, vocês sabem de quais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
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											</iframe>
										</div><p><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2007/01/WindowsLiveWriter/TutorialComogarantirvisitaseternas_11F47/deadpoetsalt6.jpg" atomicselection="true"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" height="236" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2007/01/WindowsLiveWriter/TutorialComogarantirvisitaseternas_11F47/deadpoetsalt_thumb4.jpg" width="328" align="right" border="0"/></a>Há um paradoxo interessante no modelo dos [BP]blogs[/BP]: Da mesma forma que é quase impossível <a href="http://www.contraditorium.com/mapa/">manter na tona conteúdo antigo</a>,&nbsp; alguns posts manterão um fluxo constante de visitantes, mesmo depois de anos de publicados. </p>
<p>Não estou falando dos <em>hypes</em>, embora eu ainda receba visitantes (e comentários) sobre os posts que, bem, vocês sabem de quais estou falando ;) Sim, a Cocó e o Kabum.</p>
<p>O modelo de post mais rentável em termos de visitação é o <em>Tutorial</em>. Sim, é o mais trabalhoso, mas nada compensa mais. Quase todo dia meu tutorial sobre <a href="http://www.contraditorium.com/2006/05/01/entendendo-trackbacks-e-pingbacks">Trackbacks e Pingbacks</a>&nbsp;ganha&#8230; um pingback. E isso é ótimo. O cidadão que faz o trackback ficou obviamente satisfeito, o Tio Google reconhece o link e me chuta mais um pouquinho pro alto, eu apareço mais para os [BP]paraquedistas[/BP] e faturo mais uns caraminguás, para desespero e ódio dos que odeiam ProBloggers Profissionais*</p>
<p>No caso eu não recomendo a criação de [BP]tutoriais[/BP] falsos, por mais que atraiam paraquedistas. &#8220;Como [BP]desbloquear orkut[/BP]&#8220;, &#8220;roube [BP]senha[/BP] do MSN&#8221; e outros do gênero só vão atrair visitantes não-qualificados, que ficarão insatisfeitos e sairão te xingando, ou pior, vão transformar seus comentários em <em>point</em> de gente sem-noção perguntando coisas idiotas. </p>
<p>Tutoriais legítimos funcionam melhor, são bem-recebidos por todos e agilizam sua vida. É muito melhor do que ficar explicando a mesma coisa várias vezes, ou do que simplesmente não explicar nada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Valeu, <a href="http://blog.cocadaboa.com">Manson</a>, adorei o termo!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.contraditorium.com/2007/01/19/tutorial-como-garantir-visitas-eternas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>19</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Como Baixar e Tocar Vídeos do YouTube, Google Video e 56 outros serviços</title>
		<link>http://www.contraditorium.com/2006/05/27/como-baixar-e-tocar-videos-do-youtube-google-video-e-56-outros-servicos/</link>
		<comments>http://www.contraditorium.com/2006/05/27/como-baixar-e-tocar-videos-do-youtube-google-video-e-56-outros-servicos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 May 2006 18:42:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas Quentes]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Tutoriais]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
											<iframe
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											</iframe>
										</div>O Google Video e o YouTube popularizaram enormente os vídeos online, mas há um porém; o formato preferido deles é o FLV, em Flash. Soberbo para visualização online, mas ruim de visualizar, ruim de salvar, ruim de catalogar. Esqueça a opção de download do Google Video, ela só funciona com o player proprietário e guarda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
											<iframe
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											</iframe>
										</div><p align="center"><a href="http://javimoya.com/blog/youtube_en.php"><img width="254" height="85" id="114869394571.gif" alt="videodownloader.gif" title="videodownloader.gif" style="display: inline; width: 254px; height: 85px" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/05/114869394571_tn.jpg" /></a></p>
<p>O <a href="http://video.google.com/">Google Video</a> e o <a href="http://www.youtube.com/">YouTube</a> popularizaram enormente os vídeos online, mas há um porém; o formato preferido deles é o FLV, em Flash. Soberbo para visualização online, mas ruim de visualizar, ruim de salvar, ruim de catalogar. Esqueça a opção de download do Google Video, ela só funciona com o player proprietário e guarda compulsoriamente seus vídeos em pastas obscuras.</p>
<p>Veja, neste rápido tutorial, um método mais prático de baixar para sua máquina E visualizar filmes dos dois principais serviços de video online, e mais um caminhão de outros.</p>
<p><span id="more-358"></span></p>
<p><span style="font-size: 1.5em">1 &#8211; Salvando FLVs</span></p>
<p>O recurso utilizado é o excelente site <a href="http://javimoya.com/blog/youtube_en.php">Video Downloader</a>. especializado em parsear os sites de vídeos, construir leitores genéricos, aceitar URLs e disponibilizar o video para dowload. Veja os sites suportados pelo aplicativo:</p>
<table border="1" align="center">
<tr>
<td>Youtube</td>
<td>Google Video</td>
<td>iFilm</td>
</tr>
<tr>
<td>Metacafe</td>
<td>Dailymotion</td>
<td>Myspace</td>
</tr>
<tr>
<td>Angry Alien</td>
<td>AnimeEpisodes.Net</td>
<td>Badjojo</td>
</tr>
<tr>
<td>Blastro</td>
<td>Blennus</td>
<td>Blip.tv</td>
</tr>
<tr>
<td>Bofunk</td>
<td>Bolt</td>
<td>Break.com</td>
</tr>
<tr>
<td>Castpost</td>
<td>CollegeHumor</td>
<td>Current TV</td>
</tr>
<tr>
<td>Dachix</td>
<td>Danerd</td>
<td>DailySixer.com</td>
</tr>
<tr>
<td>DevilDucky</td>
<td>Double Agent</td>
<td>eVideoShare</td>
</tr>
<tr>
<td>EVTV1</td>
<td>FindVideos</td>
<td>Free Video Blog</td>
</tr>
<tr>
<td>Grinvi</td>
<td>Grouper</td>
<td>Hiphopdeal</td>
</tr>
<tr>
<td>Kontraband</td>
<td>Lulu TV</td>
<td>Midis.biz</td>
</tr>
<tr>
<td>Music.com</td>
<td>MusicVideoCodes.info</td>
<td>MySpace Video Code</td>
</tr>
<tr>
<td>Newgrounds</td>
<td>NothingToxic</td>
<td>PcPlanets</td>
</tr>
<tr>
<td>Pixparty</td>
<td>PlsThx</td>
<td>Putfile</td>
</tr>
<tr>
<td>Revver</td>
<td>Sharkle</td>
<td>SmitHappens</td>
</tr>
<tr>
<td>StreetFire</td>
<td>That Video Site</td>
<td>TotallyCrap</td>
</tr>
<tr>
<td>VideoCodes4U</td>
<td>VideoCodesWorld</td>
<td>VideoCodeZone</td>
</tr>
<tr>
<td>vidiLife</td>
<td>Vimeo</td>
<td>vSocial</td>
</tr>
<tr>
<td>Yikers</td>
<td>ZippyVideos</td>
<td></td>
</tr>
</table>
<p align="center"><span style="font-size: 0.75em">Sites suportados pelo VideoDownloader</span></p>
<p>Toda vez que surge um novo site, eles rapidamente incluem. Mas esses já são suficiente para brincarmos. Clique em um dos links, grave a página do <a href="http://javimoya.com/blog/youtube_en.php">Video Downloader</a> em seus bookmarks.</p>
<p>Agora vamos achar um vídeo. Eu recomendo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=o7yZGZ51iyc">este aqui</a> com o Cajuru. É muito bom ver esse imbecil completo contando sobre seu membro minúsculo, sua virtual impotência, sua inabilidade sexual e suas experiências fazendo troca-troca. (juro! está tudo lá!)</p>
<p>Precisamos da URL do vídeo para iniciarmos o download. Visite o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=o7yZGZ51iyc">site do vídeo</a> no YouTube.Veja, no canto direito, a janela de identificação, semelhante à imagem abaixo:</p>
<p align="center"><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/05/114871022209.jpg"><img width="272" height="223" border="0" id="114871022209.jpg" alt="youtube_about.jpg" title="youtube_about.jpg" style="display: inline; width: 272px; height: 223px" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/05/114871022209_tn.jpg" /></a><br />
<span style="font-size: 0.75em">Caixa de informação do YouTube</span></p>
<p>Copie o campo URL. Deverá ser parecido com este:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=o7yZGZ51iyc">http://www.youtube.com/watch?v=o7yZGZ51iyc</a></p>
<p>Abra, de seus bookmarks, o site do VideoDownload. Cole a URL copiada no campo de download. Deixe o indicador em &#8220;Any Site&#8221;. Clique em &#8220;Download&#8221;.</p>
<p>A parte de baixo da tela irá piscar, como um, site AJAX carregando informação em background. Processada a mesma, um link detalhado surge. NÃO clique em download diretamente, ainda. Aqui é que está o pulo do gato.</p>
<p align="center"><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/05/114871074457.jpg"><img width="300" height="180" border="0" id="114871074457.jpg" alt="superchicken.jpg" title="superchicken.jpg" style="display: inline; width: 300px; height: 180px" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/05/114871074457_tn.jpg" /></a><br />
<span style="font-size: 0.75em">Atenção, este é o botão Download correto.</span>
</p>
<p align="left">Clique, agora, no botão azul &#8220;download&#8221; com o boão direito, selecionando a opção &#8220;Salvar Como&#8221;, &#8220;Save Target As&#8221;, &#8220;Save Link As&#8221; ou a equivalente em seu browser.</p>
<blockquote><p>Nota: É o botão &#8220;Download&#8221; na parte NOVA, que abrirá abaixo dos anúncios do Google, a parte que piscou momentaneamente como &#8220;&#8230;loading&#8230;&#8221;. Caso ele entre em <em>loop</em>, você com certeza está usando o Internet Explorer. Sugiro que use um browser decente.  </p>
<p><script type="text/javascript"><!--
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google_ad_output = "textlink";
google_ad_format = "ref_text";
google_cpa_choice = "CAAQ1bj2_gEaCCrb9sB1kWFPKL264YcB";
//--></script><br />
<script type="text/javascript" src="http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js">
</script></p>
</blockquote>
<p align="left">O diálogo irá oferecer para salvar o arquivo como &#8220;get_video.htm&#8221; ou algo assim. Renomeie para &#8220;videocajuru.flv&#8221;, ou o nome do video que você quiser utilizar. Salve-e em sua pasta de vídeos. O download se iniciará, e em pouco tempo você terá sua cópia local, independente dos humores da Internet e dos detentores de Copyright. Agora é só descobrir como assistir essa joça.</p>
<p align="left"><span style="font-size: 1.5em">2 &#8211; Assistindo FLV<br />
</span> Existem vários player disponíveis, um dos mais simples e eficientes em termos de tamanho/praticidade é o da <a href="http://rivavx.de/">Riva</a>. O Riva FLV Player, que pode ser baixado do <a href="http://rivavx.de/index.php?id=422&#038;L=3">site oficial</a> ou direto do <a href="http://www.download.com/Riva-FLV-Player/3000-2194-10435953.html?part=dl-RivaFLVPl&#038;subj=uo&#038;tag=button">download.com</a>.</p>
<p align="center"><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/05/114875444503.jpg"><img width="350" height="327" border="0" id="114875444503.jpg" alt="luana.jpg" title="luana.jpg" style="display: inline; width: 350px; height: 327px" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/05/114875444503_tn.jpg" /></a><br />
<span style="font-size: 0.75em">Vídeo da Luana Piovani no YouTube. Antes que pergunte, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=i4racK0POcU">aqui está o link</a>.</span></p>
<p>Não há mistério. Um menu File com opção Open e outra Exit. Use o Open para abrir seu arquivo FLV baixado e pronto, estará executando-o em segundos. Mais simples impossível.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Entendendo trackbacks e pingbacks</title>
		<link>http://www.contraditorium.com/2006/05/01/entendendo-trackbacks-e-pingbacks/</link>
		<comments>http://www.contraditorium.com/2006/05/01/entendendo-trackbacks-e-pingbacks/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 May 2006 18:04:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tutoriais]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
											<iframe
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											</iframe>
										</div>Um dos conceitos mais complicados para os blogueiros iniciantes é o trackback. Na verdade ele é muito simples de entender, e depois desta brevíssima explicação, vai reclamar muito se a sua plataforma não suportar o recurso. Função Social do Trackback: É uma ferramenta que cria links automáticos de notificação. Ao inserir uma URL de trackback [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
											<iframe
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											</iframe>
										</div><p align="center"><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/05/114650362876.jpg"><img width="468" height="119" border="0" id="114650362876.jpg" alt="trackback.jpg" title="trackback.jpg" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/05/114650362876_tn.jpg" /></a></p>
<p>Um dos conceitos mais complicados para os blogueiros iniciantes é o <em>trackback</em>. Na verdade ele é muito simples de entender, e depois desta brevíssima explicação, vai reclamar <em>muito</em> se a sua plataforma não suportar o recurso.</p>
<p><strong>Função Social do Trackback:</strong><br />
É uma ferramenta que cria links automáticos de notificação. Ao inserir uma URL de trackback em um post seu, você está gerando uma notificação para o artigo original da URL.</p>
<p><span id="more-339"></span></p>
<p>Digamos que eu li um artigo que gostei, no <a href="http://www.subsolo.org/gustibus/archives/2006/04/index.html#002078">De Gustibus</a>. Escrevo um post elogiando, acrescentando mais informação ou seguindo adiante com o tema. No campo de trackbacks de meu gerenciador, eu coloco a URL de trackback, indicada no artigo original.</p>
<p>Com isso, ao publicar o <em>meu</em> post, será enviado um pacote de dados ao outro blog, dizendo basicamente:</p>
<p>Cardoso, do blog tal, endereço tal, escreveu sobre o post tal, e disse&#8230;.</p>
<p>Com isso o blog citado fica sabendo de minha existência, eu passo a constar na lista de comentários do post, e não preciso visitar o blog para incluir uma referência manualmente.</p>
<p>Veja, por exemplo, como um link <a href="http://www.contraditorium.com/2006/05/01/plagiadores/">neste post</a> foi interpretado, automaticamente, pelo gerenciador de pingbacks d&#8217;<a href="http://acompanhia.blogarium.net/2006/04/24/pena-que-caranguejos-nao-andem-para-a-frente/#comment-359">A Companhia, uma das melhores empresas para blogar</a>™:</p>
<p align="center"><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/05/114650419770.jpg"><img width="300" height="115" border="0" id="114650419770.jpg" alt="cia.jpg" title="cia.jpg" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/05/114650419770_tn.jpg" /></a><br />
<span style="font-size: 0.75em; font-family: Verdana,'Trebuchet MS',Helvetica,Arial,sans-serif">Pingback n&#8217;A Companhia &#8211; clique para ampliar</span></p>
<p>As boas ferramentas permitem trackbacks para vários sites simultaneamente.</p>
<p><strong>Pingbacks</strong><br />
O pingback faz rigorosamente a mesma coisa, mas pode ser considerado uma evolução. Ao contrário dos trackbacks, que precisam ser manualmente indicados, no pingback todos os links de um post são testados como trackbacks. É excelente quando você quer citar um monte de gente.</p>
<p><strong>Exemplo</strong><br />
Veja os comentários deste post, o primeiro é um trackback de meu outro site.</p>
<p>Configurando Trackbacks<br />
Existem duas plataformas principais para blogs atualmente, Movable Type e WordPress. No Movable Type a opção para trackbacks (assumindo que estão habilitados nas configurações gerais) fica no rodapé da página de criação de posts.</p>
<p align="center"><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/05/114650164329.jpg"><img width="226" height="159" border="0" id="114650164329.jpg" alt="mt.jpg" title="mt.jpg" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/05/114650164329_tn.jpg" /></a><br />
<span style="font-size: 0.75em; font-family: Verdana,'Trebuchet MS',Helvetica,Arial,sans-serif">Movable Type &#8211; trackbacks</span></p>
<p>A opção &#8220;Accept trackBacks&#8221; é válida, afinal você não é obrigado a aceitar um trackback, pode muito bem deixar um post limpo, somente com comentários. Já o campo Outbound TrackBack URLs, é onde você coloca as URLs que deseja referenciar. Feito isso, postado o artigo, a comunicação é instantânea.</p>
<p>No wordpress temos o campo de TrackBacks (separados por espaços) logo abaixo do campo do resumo, ou excerpt. Também temos, dessa vez lá no alto, o campo que permite você habilitar os PingBacks.
</p>
<p align="center"><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/05/114650269282.jpg"><img border="0" title="wp.jpg" id="114650269282.jpg" alt="wp.jpg" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/05/114650269282_tn.jpg" /></a></p>
<p align="left">Por default o &#8220;Allow Pings&#8221; está ativo. Tudo que você precisa fazer é colocar um link normalmente em seu texto, e se aquele link se mostrar um post de um blog que suporte o protocolo trackback/pingback, este será automaticamente incluído, aumentando sua presença no Google e indicando ao dono do link original que você está interessado no texto dele.</p>
<p><strong>Para Saber Mais:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://www.hixie.ch/specs/pingback/pingback">Especificação do PingBack</a></li>
<li><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Trackback">Wikipedia &#8211; TrackBack</a></li>
<li><a href="http://www.sixapart.com/pronet/docs/trackback_spec">Especificação do TrackBack</a></li>
<li><a href="http://www.haloscan.com/">Haloscan &#8211; para blogs que não suportam TrackBacks</a></li>
</ul>
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		<title>Flash no PocketPC</title>
		<link>http://www.contraditorium.com/2006/03/08/flash-no-pocketpc/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Mar 2006 23:30:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mobile]]></category>
		<category><![CDATA[Tutoriais]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns recursos são tão evidentes para os heavy users que muitas vezes passamos batido. Um bom exemplo é a capacidade dos PDAs rodando Windows Mobile de rodar Macromedia Flash. Como a Microsoft não inclúi o player em sua instalação-padrão, muitos deixam de usá-lo. Veja aqui como instalar o player em seu Pocket.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
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											</iframe>
										</div><table>
<tr>
<td valign="top"><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/03/114185808128.jpg"><img border="0" title="flash.jpg" id="114185808128.jpg" alt="flash.jpg" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/03/114185808128_tn.jpg" /></a></td>
<td valign="top">Alguns recursos são tão evidentes para os heavy users que muitas vezes passamos batido. Um bom exemplo é a capacidade dos PDAs rodando Windows Mobile de rodar Macromedia Flash. Achamos tão natural que não damos bola. Os usuários de Palm, que consideram isso sonho impossível, sequer cogitam. Como a Microsoft não inclúi o player em sua instalação-padrão, muitos deixam de usá-lo. Veja aqui como instalar o programa e aproveitar mais dos sites multimídia da Internet.</td>
</tr>
</table>
<p align="center"><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/03/114185829959.jpg"><span id="more-306"></span></a><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/03/114185829959.jpg"><img width="320" height="240" border="0" id="114185829959.jpg" alt="Screen002.jpg" title="Screen002.jpg" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/03/114185829959_tn.jpg" /></a><br />
<span style="font-size: 0.6em; font-family: Verdana,'Trebuchet MS',Helvetica,Arial,sans-serif">Sim, é o jogo do pinguim. Sim, em 640&#215;480. Clique para ampliar.</span></p>
<p>A Macromedia fez algumas sacanagens com o usuário de PDAs. Entre elas, proibiu o desenvolvimento de players para PalmOS. Só se acessa o código-fonte deles se assinarmos um contrato afirmando que não iremos desenvolver nada para Palm. Em uma estratégia não faço nem ninguém faz, o único PDA PalmOS que rodava Flash eram os Cliés da Sony.</p>
<p>Hoje em dia a maioria dos PDAs, mesmo da Palm, têm capacidade pra executar um filme Flash, mas por causa da Macromedia, não existe alternativa.</p>
<p>No campo Windows Mobile é mais tranquilo. Temos um plugin desenvolvido pela Macromedia, com suporte a Flash 6 que funciona admiravelmente bem na maioria dos sites.</p>
<p>Pode ser baixado <a href="http://www.macromedia.com/software/flashplayer_pocketpc/">DESTE LINK AQUI</a>. Não se assuste com a versão PocketPC 2003. Ele funciona muito bem no Windows Mobile 5, também. E em toda a glória da resolução VGA. Essa é a vantagem de um formato vetorial.</p>
<p>Instale, através de seu PC. Quase todo site com Flash no PPC passará a funcionar, isso inclúi os jogos e a maioria dos filmes.</p>
<p>Para ver filmes baixados e gravados, entretanto, não há solução freeware aceitável. O melhor player é o <a href="http://www.bryht.com/">Bryht Flash Player 2.0</a>. A versão não-registrada permite exibição de filmes em janela ou tela cheia, esta por um minuto.</p>
<p align="center"><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/03/114186041121.jpg"><img width="240" height="320" border="0" id="114186041121.jpg" alt="Screen003.jpg" title="Screen003.jpg" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/03/114186041121_tn.jpg" /></a> <span style="font-size: 0.6em; font-family: Verdana"><br />
Clássico filme &#8220;Smoke Kills&#8221;, exibido no PPC</span>
</p>
<p align="left">Recomendo baixar os skins VGA também, se seu Pocket suportar essa resolução.</p>
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		<item>
		<title>Quem Fabricou Meu Equipamento?</title>
		<link>http://www.contraditorium.com/2006/03/03/quem-fabricou-meu-equipamento/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Mar 2006 13:37:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas Quentes]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tutoriais]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
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										</div>Alguns equipamentos &#8220;Xing-Ling&#8221; são tão obscuros que é quase impossível achar drivers, manuais e mesmo o fabricante. Muita gente nem com o Google consegue. Felizmente Cardoso-Grissom conhece alguns truques. Vamos ver como, de posse do FCC-ID (obrigatório para todo equipamento eletrônico vendido nos EUA) podemos chegar ao fabricante do equipamento mais misterioso. O Renato Giovanny, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
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											</iframe>
										</div><table>
<tr>
<td valign="top"><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/03/114138804084.jpg"><img border="0" alt="logocsi.jpg" id="114138804084.jpg" title="logocsi.jpg" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/03/114138804084_tn.jpg" /></a></td>
<td valign="top">Alguns equipamentos &#8220;Xing-Ling&#8221; são tão obscuros que é quase impossível achar drivers, manuais e mesmo o fabricante. Muita gente nem com o Google consegue. Felizmente Cardoso-Grissom conhece alguns truques. Vamos ver como, de posse do FCC-ID (obrigatório para todo equipamento eletrônico vendido nos EUA) podemos chegar ao fabricante do equipamento mais misterioso.</td>
</tr>
</table>
<p><span id="more-303"></span></p>
<p>O <a href="http://renatogiovanny.blogspot.com/">Renato Giovanny</a>, do site <a href="http://meiobit.com/">Meio Bit</a> colocou uma mensagem meio frustrada, na lista Mundo Sem Fio:</p>
<blockquote><p>To com problemas para encontrar os drivers de um dongle wifi que comprei de<br />
segunda (?) mão. Ja UAPDG (usei a porra do google, viu cardoso!!?) e até o<br />
tal do driverguide. O troço não tem marcanem fabricante, as únicas coisas<br />
que vem nelsão &#8220;Made in Taiwan&#8221;, modelo: WN220 e o FCC ID: qdwwn220. Se<br />
alguém tiver por ai e puder mandar pra mim, ganha de brinde um cabo de<br />
sincronismo/ carregador pra palm (eca) m500/m505/515/130/125/550 Tungsten<br />
completamente &#8220;virge&#8221;.</p></blockquote>
<p>Eu já passei por isso, sei como é ficar órfão de pai e mãe com um equipamento na mão, sem ter a mínima idéia de quem fez aquilo. Felizmente, pequeno gafanhoto, a solução está na sua própria própria mensagem.<br />
<strong>O FCC-ID</strong><br />
Uma exigência básica para qualquer equipamento eletrônico vendido nos EUA é a aprovação do <a href="http://www.fcc.gov/">FCC</a>, o Federal Communications Council, uma espécie de Vigilância Sanitária para Eletrônicos. (além de controlar ferrenhamente as telecomunicações, Howard Stern que o diga. Para uma melhor idéia de quanto o FCC é amado, veja o vídeo da Canção do FCC, do seriado Family Guy, <a href="http://www.devilducky.com/media/37922/">neste link</a>.</p>
<p>No nosso caso o FCC é uma boa coisa, pois traz as informações que precisamos: O FCC-ID.</p>
<p align="center"><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/03/114139107835.jpg"><img width="320" height="212" border="0" title="fcc.jpg" alt="fcc.jpg" id="114139107835.jpg" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/03/114139107835_tn.jpg" /></a><br />
<span style="font-size: 0.6em; font-family: Verdana,'Trebuchet MS',Helvetica,Arial,sans-serif">tela de busca do FCC</span></p>
<p>Utilizando o <a href="https://gullfoss2.fcc.gov/prod/oet/cf/eas/reports/GenericSearch.cfm">FORMULÁRIO DE BUSCA POR FCC-ID</a>, colocamos a identidade QDWWN220, os três primeiros caracteres no primeiro campo, o resto no segundo. Ignore os outros campos. Comandando a pesquisa, temos o nosso resultado:</p>
<p align="center"><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/03/114139128189.jpg"><img width="320" height="84" border="0" title="fcc2.jpg" alt="fcc2.jpg" id="114139128189.jpg" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2006/03/114139128189_tn.jpg" /></a><br />
<span style="font-size: 0.6em; font-family: Verdana,'Trebuchet MS',Helvetica,Arial,sans-serif">resultado da pesquisa</span></p>
<p><a title="Sort by display correspondence" onclick="this.blur(); return sortTable('offTblBdy', 4, true);" /></p>
<p><a title="Sort by display correspondence" onclick="this.blur(); return sortTable('offTblBdy', 4, true);"> </a><a title="Sort by display correspondence" onclick="this.blur(); return sortTable('offTblBdy', 4, true);"> </a><a title="Sort by display correspondence" onclick="this.blur(); return sortTable('offTblBdy', 4, true);"> </a><a title="Sort by display correspondence" onclick="this.blur(); return sortTable('offTblBdy', 4, true);"> </a> <a title="Sort by display correspondence" onclick="this.blur(); return sortTable('offTblBdy', 4, true);"> </a><a title="Sort by applicant name" onclick="this.blur(); return sortTable('offTblBdy', 5, true);">Applicant Name</a>: AirVast Technology Inc.<br />
<a title="Sort by address" onclick="this.blur(); return sortTable('offTblBdy', 6, true);">Address</a>: 4F-1, No. 1, Ln. 21, Hsin Hua Rd., Kueishan Industrial Park,</p>
<p><a title="Sort by FCC ID" onclick="this.blur(); return sortTable('offTblBdy', 11, true);">FCC ID</a>: QDWWN220</p>
<p>Um dos links disponíveis, <em>VIEW FORM</em>, mostra um form com todos os dados do produto, entre eles:</p>
<fieldset title="Equipment Class and Product Code">
<legend class="small-blue-content">Equipment Class</legend>
<table border="0">
<tr>
<td><span class="small-bold-content">Equipment Class:</span> <span class="small-content">DTS &#8211; Digital Transmission System</span></td>
</tr>
<tr>
<td class="small-bold-content">Description of product as it is marketed: (NOTE: This text will appear below the equipment class on the grant):</td>
<td class="small-content">802.11b WLAN USB Stick</td>
</tr>
</table>
</fieldset>
<p>Confirmamos, é um adaptador WIFI USB. O FCC-ID não é falso, nem de outro produto colado para iludir a fiscalização. Vamos então usar o nome da firma, no Google:Achamos o site: <a href="http://www.airvast.com">http://www.airvast.com</a>. No momento estão com problema, por isso não é o fim da história.<br />
Mais uma pesquisa no Google por AVAST + WIFI + USB descobrimos que o chipset é um PRISM3, inclusive é como o tal que o tal dongle é reconhecido pelo WindowsXP.</p>
<p>Daqui, é trivial, milhares de páginas indicarão onde e como achar os drivers, começando por <a href="http://www.google.com/">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Como Fazer Perguntas Inteligentes</title>
		<link>http://www.contraditorium.com/2006/02/15/como-fazer-perguntas-inteligentes/</link>
		<comments>http://www.contraditorium.com/2006/02/15/como-fazer-perguntas-inteligentes/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Feb 2006 17:56:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Tutoriais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://news.contraditorium.com/2006/02/15/como-fazer-perguntas-inteligentes/</guid>
		<description><![CDATA[Texto de Eric Raymond, autor de A Catedral e o Bazar, explicando como conseguir ser ouvido, respeitado e respondido, em comunidades online.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
											<iframe
												style="height:25px !important; border:0px solid gray !important; overflow:hidden !important; width:550px !important;" frameborder="0" scrolling="no" allowTransparency="true"
												src="http://www.linksalpha.com/social?blog=Contraditorium&link=http%3A%2F%2Fwww.contraditorium.com%2F2006%2F02%2F15%2Fcomo-fazer-perguntas-inteligentes%2F&title=Como+Fazer+Perguntas+Inteligentes&desc=Eric+Raymond+%C3%A9+autor+do+cl%C3%A1ssico+%22The+Cathedral+and+the+Bazaar%22.+Entre+outras+dezenas+de+excelentes+contribui%C3%A7%C3%B5es%2C+ele+escreveu+%22How+to+ask+Questions+The+Smart+Way%2C+o+mais+elucidativo+texto+que+j%C3&fc=333333&fs=arial&fblname=like&fblref=facebook&fbllang=pt_BR&fblshow=1&fbsbutton=1&fbsctr=1&fbslang=en&fbsendbutton=0&twbutton=1&twlang=en&twmention=cardoso&twrelated1=&twrelated2=&twctr=1&lnkdshow=noshow&lnkdctr=1&buzzbutton=1&buzzlang=pt_BR&buzzctr=1&diggbutton=1&diggctr=1&stblbutton=1&stblctr=1&g1button=1&g1ctr=1&g1lang=pt-BR">
											</iframe>
										</div><p><a href="http://www.catb.org/%7Eesr/">Eric Raymond</a> é autor do clássico &#8220;<a href="http://www.catb.org/%7Eesr/writings/cathedral-bazaar/">The Cathedral and the Bazaar</a>&#8220;. Entre outras dezenas de excelentes contribuições, ele escreveu &#8220;<a href="http://www.catb.org/%7Eesr/faqs/smart-questions.html">How to ask Questions The Smart Way</a>, o mais elucidativo texto que já li sobre o assunto. Explica tudo que os veteranos aprenderam batendo cabeça por anos, e que os novatos hoje se recusam a aprender. </p>
<p>Não é um texto amargo, é divertido e explicativo, mostra como um hacker (no bom sentido, um fuçador, interessado) é muito mais propenso a ajudar quem se esforça do que quem fica sentado esperando a resposta de bandeja.</p>
<p><span id="more-246"></span></p>
<p>A tradução em português é de Marcos Machado, disponível em sua última versão <a href="http://www.istf.com.br/?page=perguntas">neste link</a>.</p>
<h1>Como Fazer Perguntas Inteligentes</h1>
<p>Original: <a href="http://www.catb.org/%7Eesr/faqs/smart-questions.html" targer="" _blank="">How To Ask Questions &#8211; The Smart Way</a> Revisão 3.2 &#8211; 10 Jan 2006<br />
Copyright © Eric S. Raymond</p>
<p>Tradução: <a href="http://www.istf.com.br/perguntas/" targer="" _blank="">Como Fazer Perguntas Inteligentes</a> Revisão 1.4 &#8211; 12 Jan 2006</p>
<p>Copyright © Marcos Machado</p>
<h2>Índice</h2>
<dl>
<dt><a href="#intro">Introdução</a></dt>
<dt><a href="#before">Antes de perguntar</a></dt>
<dt><a href="#asking">Quando você perguntar</a></dt>
<dd>
<dl>
<dt><a href="#forum">Escolha cuidadosamente seu fórum</a></dt>
<dt><a href="#usefora">Fórum web e IRC freqüentemente dão aos novatos as respostas mais rápidas</a></dt>
<dt><a href="#uselists">Como segundo passo, use a lista de discussão do projeto</a></dt>
<dt><a href="#bespecific">Use um subject específico e com significado</a></dt>
<dt><a href="#easyreply">Torne a resposta mais fácil</a></dt>
<dt><a href="#writewell">Escreva de modo claro, gramatical e sintaticamente correto</a></dt>
<dt><a href="#formats">Envie perguntas em formatos acessíveis e padronizados</a></dt>
<dt><a href="#beprecise">Seja claro e preciso sobre seu problema</a></dt>
<dt><a href="#volume">Quantidade não é precisão</a></dt>
<dt><a href="#notabug">Não diga que você encontrou um bug</a></dt>
<dt><a href="#grovelling">Curvar-se não é um substituto para fazer o dever de casa</a></dt>
<dt><a href="#symptoms">Descreva os sintomas do seu problema, não o que você “acha”</a></dt>
<dt><a href="#chronology">Descreva os sintomas do seu problema em ordem cronológica</a></dt>
<dt><a href="#goal">Descreva seu objetivo, não um único passo</a></dt>
<dt><a href="#noprivate">Não peça as pessoas para responderem em seu email particular</a></dt>
<dt><a href="#explicit">Seja específico com relação à sua pergunta</a></dt>
<dt><a href="#homework">Não mande seus deveres de casa</a></dt>
<dt><a href="#prune">Remova as perguntas inúteis</a></dt>
<dt><a href="#urgent">Não marque sua mensagem como “Urgente”, mesmo que ela o seja para você</a></dt>
<dt><a href="#courtesy">Boas maneiras não atrapalham, e algumas vezes ajudam</a></dt>
<dt><a href="#followup">Mande uma breve mensagem com a solução</a></dt>
</dl>
</dd>
<dt><a href="#answers">Como interpretar respostas</a></dt>
<dd>
<dl>
<dt><a href="#rtfm">RTFM e STFW: Como dizer que você está realmente enrolado</a></dt>
<dt><a href="#lesser">Se você não entender&#8230;</a></dt>
<dt><a href="#keepcool">Lidando com grosserias</a></dt>
</dl>
</dd>
<dt><a href="#not_losing">Não reaja como um otário</a></dt>
<dt><a href="#classic">Perguntas que não devem ser feitas</a></dt>
<dt><a href="#examples">Boas e más perguntas</a></dt>
<dt><a href="#youcantgetanswer">Se você não conseguir uma resposta</a></dt>
<dt><a href="#howtoanswer">Como responder perguntas de forma útil</a></dt>
<dt><a href="#resources">Fontes relacionadas</a></dt>
<dt><a href="#acknowledge">Agradecimentos</a></dt>
<dt><a href="#notasmm">Notas do tradutor</a></dt>
</dl>
<hr />
<h2>Sobre direitos autorais e cópias deste guia</h2>
<p>Todos os direitos deste guia pertencem a <a href="mailto:esr@thyrsus.com">Eric Steven Raymond</a>.<br />
De uma forma geral, seu desejo é que o maior número de pessoas o leiam,<br />
portanto você é livre para linkar e copiar este conteúdo. Entretanto,<br />
cópias estáticas não podem ser produzidas sem sua autorização. Se algum<br />
leitor vir seu nome em um documento, ele precisa ver todas as<br />
atualizações que este documento sofreu. Nada de cópias abandonadas e<br />
desatualizadas espalhadas pela Internet.</p>
<p>A versão em português deste guia foi produzida por <a href="mailto:mmachado@istf.com.br">Marcos Machado</a>.<br />
Da mesma forma, você é livre para copiar ou linkar este documento. Da<br />
mesma forma, mantenha sua versão atualizada (traduções também sofrem<br />
revisões!). O modo mais fácil de fazer isso é apenas linkar este<br />
documento, mas se preferir copiá-lo, visite regularmente esta página<br />
para se certificar de que possui a última versão.</p>
<p>Jamais remova estes avisos de direitos autorais e os links para o documento original.</p>
<hr />
<h2><a name="intro"></a>Introdução</h2>
<p>No mundo dos <a href="http://www.catb.org/%7Eesr/faqs/hacker-howto.html">hackers</a>,<br />
o tipo de resposta que você obtém as suas perguntas técnicas depende<br />
muito mais de como você faz a pergunta do que da dificuldade em<br />
preparar a resposta. Este guia ensinará a você como fazer perguntas do<br />
jeito mais indicado para conseguir uma resposta satisfatória.</p>
<p>Agora que o uso do open source está bastante difundido, é mais comum<br />
você encontrar respostas de outros usuários, mais experientes, do que<br />
dos hackers. Isto é uma Coisa Boa: usuários tendem a ser um pouco mais<br />
tolerantes com os tipos de problemas que os novatos enfrentam. E ainda,<br />
tratar estes usuários como hackers, da maneira como recomendamos aqui<br />
é, geralmente, a maneira mais efetiva de conseguir respostas úteis<br />
deles também.</p>
<p>A primeira coisa que você deve saber é que hackers realmente gostam<br />
de problemas difíceis e questões boas e intrigantes sobre estes<br />
problemas. Senão, nós não estaríamos aqui. Se você nos der uma questão<br />
interessante para mastigar nós ficaremos gratos à você; boas perguntas<br />
são um estímulo e um presente. Boas perguntas nos ajudam a desenvolver<br />
nosso entendimento, e freqüentemente revela problemas que não<br />
conhecíamos ou sobre os quais nunca pensamos. Entre hackers, “boa<br />
pergunta” é um forte e sincero elogio.</p>
<p>Apesar disso, hackers têm a reputação de encarar perguntas simples<br />
com arrogância e hostilidade. De vez em quando aparentamos ser rudes<br />
com novatos e ignorantes. Mas isto não é verdade.</p>
<p>Nós somos, sim, hostis com pessoas que não querem pensar nem fazer<br />
seu dever de casa antes de fazer perguntas. Pessoas assim são<br />
dissipadoras de tempo – elas pegam e não devolvem, elas desperdiçam<br />
tempo que pode ser usado em questões de gente que que merece uma<br />
resposta. Nós chamamos pessoas assim de “losers” (e por uma razão<br />
histórica, algumas vezes grafamos como “lusers”). N.T.: “Luser” é um<br />
trocadilho com as palavras “user” (usuário) e “loser” (perdedor,<br />
otário).</p>
<p>Nós percebemos que existem muitas pessoas que querem apenas usar os<br />
softwares que escrevemos e não têm nenhum interesse em aprender<br />
detalhes técnicos. Para muitas pessoas, um computador é apenas uma<br />
ferramenta, um meio para um fim; eles têm coisas mais importantes para<br />
fazer nas suas vidas. Nós reconhecemos isso e não esperamos que todos<br />
tenham interesse nas questões técnicas que nos fascinam. Entretanto,<br />
nosso estilo de resposta é ajustado para aqueles que possuem este tipo<br />
de interesse e que desejam participar da solução de problemas. Isto não<br />
vai mudar. Nem deveria; se isso acontecesse, nós nos tornaríamos menos<br />
eficazes naquilo que sabemos fazer de melhor.</p>
<p>Nós somos (na maioria dos casos) voluntários. Nós reservamos um<br />
tempo nas nossas ocupadas vidas para responder perguntas e, às vezes,<br />
ficamos sobrecarregados delas. Então nós as filtramos sem dó nem<br />
piedade. Em particular, nós jogamos fora questões de pessoas que<br />
aparentam ser “losers”, para que possamos gastar nosso tempo de forma<br />
mais eficiente, em questões de “winners”. (N.T.: vencedores)</p>
<p>Se você acha essa atitude condenável ou arrogante, reveja seus<br />
conceitos. Nós não estamos pedindo que se curve diante de nós – na<br />
verdade, o que muitos de nós mais queremos é tratá-lo como igual e<br />
recebê-lo em nossa cultura, se você fizer o esforço necessário para que<br />
isso seja possível. Mas é simplesmente inútil para nós tentar ajudar<br />
pessoas que não estão dispostas a ajudar a si mesmas. Tudo bem ser<br />
ignorante; mas não é legal bancar o estúpido.</p>
<p>Portanto, mesmo que não seja necessário ser tecnicamente competente<br />
para receber nossa atenção, você precisa apresentar atitudes que te<br />
levem a esta competência – mostrar-se preparado, atencioso, observador<br />
e disposto a ser um participante ativo no desenvolvimento de soluções.<br />
Se você não suporta este tipo de discriminação, sugerimos que você<br />
pague a alguém por um suporte comercial ao invés de pedir ajuda através<br />
de doações de hackers.</p>
<p>Se você decidir vir até nós para pedir ajuda, você não quer ser um<br />
perdedor. Você não quer nem se parecer com um perdedor. A melhor<br />
maneira de conseguir uma resposta rápida e precisa é perguntar como uma<br />
pessoa que possui confiança, inteligência e dicas, e que precisa de<br />
ajuda em um problema bem específico.</p>
<p>(Melhorias neste guia são bem-vindas. Você pode enviar suas sugestões – em inglês – para <a href="mailto:esr@thyrsus.com">esr@thyrsus.com</a> ou <a href="mailto:respond-auto@linuxmafia.com">respond-auto@linuxmafia.com</a>. Note, entretanto, que o objetivo deste documento não é ser um guia de <a href="http://www.catb.org/%7Eesr/faqs/hacker-howto.html">netiqueta</a>,<br />
e eu geralmente descarto sugestões que não estejam especificamente<br />
relacionadas a produzir respostas úteis em um fórum técnico)</p>
<h2><a name="before"></a>Antes de perguntar</h2>
<p>Antes de fazer uma pergunta por email, em um newsgroup ou em um fórum na web, faça o seguinte:</p>
<ol>
<li>
<p>Tente achar uma reposta pesquisando na Web.</p>
</li>
<li>
<p>Tente achar uma reposta lendo o manual.</p>
</li>
<li>
<p>Tente achar uma reposta lendo o FAQ.</p>
</li>
<li>
<p>Tente achar uma reposta por tentativa e erro.</p>
</li>
<li>
<p>Tente achar uma reposta perguntando a um amigo experiente.</p>
</li>
<li>
<p>Se você é programador, tente achar uma reposta lendo o código-fonte.</p>
</li>
</ol>
<p>Quando você faz uma pergunta, demonstre que você fez todas estas<br />
coisas antes; isto irá ajudar a estabelecer que você não está sendo uma<br />
esponja preguiçosa fazendo as outras pessoas perderem tempo. Melhor<br />
ainda, mostre o que você aprendeu fazendo todas estas coisas. Nós<br />
gostamos de responder questões de pessoas que demonstram que podem<br />
aprender com as respostas.</p>
<p>Use táticas como pesquisar no Google com o texto de qualquer<br />
mensagem de erro que você receba (e pesquise no Google Groups assim<br />
como na web). Isto pode levá-lo diretamente ao documento ou à thread da<br />
lista que irá responder à sua pergunta. Mesmo que isto não aconteça, é<br />
legal dizer “Eu pesquisei no Google a seguinte frase mas não encontrei<br />
nada útil” na sua mensagem quando pedir ajuda.</p>
<p>Prepare sua pergunta. Pense além. Perguntas corridas recebem<br />
respostas corridas, ou nenhuma. Quanto mais você demonstrar que<br />
investiu tempo e neurônios na solução do seu problema antes de pedir<br />
ajuda, mais provável será que você consiga nossa ajuda.</p>
<p>Tome cuidado com perguntas erradas. Se você fizer uma pergunta<br />
baseada em pressupostos equivocados, um hacker qualquer vai enviar uma<br />
resposta literal inútil enquanto pensa “Que pergunta idiota&#8230;”,<br />
esperando que a resposta ao que você perguntou, mesmo que não seja a<br />
reposta que você espera, te ensine alguma coisa sobre como fazer<br />
perguntas.</p>
<p>Nunca assuma que você merece uma resposta. Você não merece; você não<br />
está, afinal de contas, pagando por este serviço. Você irá ganhar uma<br />
resposta, se ganhar, fazendo perguntas substanciais, interessantes e<br />
intrigantes – uma que contribua com a experiência da comunidade ao<br />
invés de apenas extrair conhecimentos dos outros.</p>
<p>Por outro lado, deixar claro que você pode e quer ajudar no processo<br />
de desenvolver uma solução é um ótimo começo. “Alguém pode me indicar<br />
uma direção?”, “O que está errado no meu exemplo?” e “Qual site eu<br />
devia ter verificado?” é mais provável de receber uma resposta do que<br />
“Por favor, envie o procedimento exato que eu devo usar”, pois assim<br />
fica claro que você está disposto a completar o processo se alguém<br />
apenas indicar a direção certa.</p>
<h2><a name="asking"></a>Quando você perguntar</h2>
<h3><a name="forum"></a>Escolha cuidadosamente seu fórum</h3>
<p>Seja cuidadoso ao escolher onde você vai enviar sua pergunta. Você será ignorado ou tachado de idiota se você:</p>
<ul>
<li>
<p> enviar sua pergunta em um fórum que não trata do assunto</p>
</li>
<li>
<p> enviar uma questão muito básica em um fórum onde são esperadas questões tecnicamente mais avançadas, ou vice-versa.</p>
</li>
<li>
<p> enviar a mesma pergunta para diversos fóruns ou newsgroups.</p>
</li>
<li>
<p> enviar um email pessoal para alguém que não seja seu conhecido nem responsável direto por resolver seu problema.</p>
</li>
</ul>
<p>Hackers detonam questões que estão inapropriadamente direcionadas<br />
para evitarem que seus canais de comunicação de se tornem<br />
irrelevantes. Você não quer que isso aconteça contigo.</p>
<p>O primeiro passo é, portanto, escolher o fórum certo. Novamente,<br />
Google e outros mecanismos de pesquisa são seus amigos. Use-os para<br />
encontrar os sites dos projetos que estejam mais intimamente relacionados<br />
aos softwares ou hardwares que estão lhe causando problemas.<br />
Normalmente eles possuem links para um FAQ (Resportas à Perguntas<br />
Freqüentes), para listas de discussão e seus respectivos históricos.<br />
Estas listas de discussão são o último lugar onde pedir ajuda se seus<br />
esforços anteriores (incluindo ler o FAQ) não lhe trouxerem uma solução.<br />
A página do projeto também pode descrever como reportar um bug; se for<br />
o caso, siga as instruções.</p>
<p>Enviar uma mensagem para uma pessoa ou um fórum com o qual não está<br />
familiarizado é o mais arriscado. Por exemplo, não pense que o autor de<br />
uma página informativa quer ser seu consultor gratuitamente. Não faça<br />
projeções otimistas sobre sua mensagem ser bem aceita – se você não<br />
tiver certeza, envie sua mensagem em outro lugar, ou não envie.</p>
<p>Quando escolher um fórum web, um newsgroup ou uma lista de<br />
discussão, não leve estes nomes a sério tão rapidamente; dê uma olhada<br />
no FAQ ou na descrição da lista para ter certeza de que sua mensagem<br />
faz parte do tipo de assunto tratado no local. Ler algumas mensagens<br />
antigas antes de enviar a sua pode lhe ajudar a descobrir como as<br />
coisas funcionam na comunidade. Na verdade, é uma excelente idéia fazer<br />
uma pesquisa sobre as palavras-chaves relacionadas ao seu problema<br />
antes de enviar uma mensagem. Se isto não lhe ajudar a encontrar uma<br />
resposta, vai lhe ajudar a formular melhor sua pergunta.</p>
<p>Não dê uma rajada de perguntas em todos os canais de comunicação de uma só vez,<br />
isto é o mesmo que sair gritando e acaba irritando as pessoas. Vá com calma.</p>
<p>Saiba como classificar sua mensagem! Um dos erros clássicos é enviar<br />
perguntas sobre interface de programação Unix ou Windows em um fórum<br />
sobre a linguagem de programação, que é portável para ambas as<br />
plataformas. Se você não compreende o problema neste exemplo, é melhor<br />
não fazer nenhuma pergunta até cair a ficha.</p>
<p>Em geral, questões enviadas para um fórum público bem selecionado<br />
conseguem melhores respostas do que as mesmas questões enviadas para um<br />
fórum fechado. Existem muitas razões para isto. Uma é a quantidade de<br />
pessoas que podem responder. Outra é o tamanho da audiência. Hackers<br />
preferem ensinar algo que seja útil para muitas pessoas do que para<br />
poucas.</p>
<p>É compreensível que hackers experientes e autores de softwares<br />
populares recebem mais do que sua parcela de mensagens mal<br />
direcionadas. Ao enviar sua mensagem você pode, em casos extremos, ser<br />
a gota d&#8217;água – algumas vezes, colaboradores de projetos populares<br />
desistiram de dar suporte por causa do efeito colateral que o tráfego<br />
de emails inúteis causou nas suas caixas-postais, tornando-as<br />
intoleráveis.</p>
<h3> <a name="usefora"></a>Fórum web e IRC freqüentemente dão aos novatos as respostas mais rápidas</h3>
<p>Seu grupo local de usuários, ou sua distribuição de Linux, deve<br />
divulgar um fórum web ou um canal de IRC onde os iniciantes podem<br />
conseguir ajuda. Estes são bons lugares para começar, especialmente se<br />
você imagina ter topado com um problema relativamente simples e<br />
comum. Canais de IRC, quando divulgados, são um convite para entrar,<br />
fazer perguntas e receber ajuda em tempo real.</p>
<p>Se você está encontrando problemas em um programa proveniente de uma<br />
determinada distribuição de sistema (muito comum atualmente), é melhor<br />
fazer perguntas no fórum/lista da distribuição antes de tentar ir<br />
direto ao grupo do projeto. Os hackers de lá vão dizer “use nossa<br />
versão”.</p>
<p>Antes de enviar mensagem para um fórum web, verifique se ele não tem<br />
um mecanismo de pesquisa. Se tiver, tente encontrar algumas<br />
palavras-chaves sobre o seu problema; isto pode ajudar. Se você fez uma<br />
pesquisa genérica em uma ferramenta de pesquisa na web, tente a mesma<br />
pesquisa no fórum, pois as ferramentas genéricas podem não ter indexado<br />
todo o conteúdo do fórum ou já tê-lo feito há muito tempo, não<br />
mostrando tópicos recentes.</p>
<p>Existe uma tendência crescente nos projetos em usar fórum web e canais de<br />
IRC para suporte, deixando o tráfego de email destinado para o<br />
desenvolvimento. Então, procure por estes canais primeiro quando<br />
estiver procurando ajuda em um projeto específico.</p>
<h3> <a name="uselists"></a>Como segundo passo, use a lista de discussão do projeto</h3>
<p>Quando um projeto possuir uma lista de discussão, escreva para a<br />
lista, não para um determinado desenvolvedor, mesmo que você acredite<br />
saber quem melhor pode responder sua pergunta. Procure na documentação<br />
do projeto e visite seu site para descobrir o endereço da lista.<br />
Existem várias boas razões para se fazer isso:</p>
<ul>
<li>
<p>Qualquer questão que seja boa para um determinado<br />
desenvolvedor tem muito valor também para o resto do grupo. Por outro<br />
lado, se você acha que sua questão é idiota demais para enviar ao<br />
grupo, isto não é uma desculpa para atormentar um determinado<br />
desenvolvedor.</p>
</li>
<li>
<p>Fazer perguntas na lista<br />
divide o trabalho entre os desenvolvedores. Um único desenvolvedor<br />
(especialmente se ele for o líder do projeto) pode estar muito ocupado<br />
para responder suas perguntas.</p>
</li>
<li>
<p>Muitas listas<br />
são arquivadas e indexadas por ferramentas de pesquisa na web. Alguém<br />
pode encontrar sua pergunta e a resposta apenas pesquisando ao invés de<br />
perguntar a mesma coisa na lista.</p>
</li>
<li>
<p>Se algumas<br />
perguntas são feitas com muita freqüência, os desenvolvedores podem<br />
usá-las para melhorar a documentação ou modificar o próprio sistema<br />
para torná-lo menos confuso. Mas se a pergunta for feita<br />
individualmente, ninguém poderá ter uma visão geral do problema.</p>
</li>
</ul>
<p>Se um projeto possui um fórum ou lista dividido entre usuários e<br />
desenvolvedores (hackers), se você não está modificando o código<br />
(hacking), use o fórum/lista para usuários. Não pense que você será<br />
bem-vindo na lista de desenvolvedores, pois eles considerarão sua<br />
mensagem como um ruído atrapalhando o tráfego de desenvolvimento.</p>
<p>Entretanto, se você tem certeza de que sua questão não é banal e você<br />
não conseguiu ajuda na lista de usuários por vários dias, tente a de<br />
desenvolvedores. Uma boa recomendação é dar uma olhada na lista por<br />
alguns dias, antes de enviar sua mensagem, para aprender os modos do<br />
pessoal que a freqüenta (esta dica é válida para qualquer lista privada<br />
ou semi-privada).</p>
<p>Se você não encontrar um endereço do fórum/lista de um determinado<br />
projeto, mas encontrar o endereço do mantenedor do projeto, vá em<br />
frente e faça sua pergunta a ele. Mas, mesmo neste caso, não assuma que<br />
a lista não existe. Deixe claro na sua mensagem que você tentou mas não<br />
encontrou a lista apropriada. Diga também que você não se importa de<br />
ter sua mensagem encaminha para outras pessoas. (Muitas pessoas<br />
acreditam que emails devem permanecer privados, mesmo que não tenham<br />
nenhuma informação secreta neles. Permitindo que sua mensagem seja<br />
encaminhada você dá ao destinatário a opção de como tratá-la.)</p>
<h3> <a name="bespecific"></a>Use um subject específico e com significado</h3>
<p>Em listas de discussão, newsgroups ou fórum web, o título da<br />
mensagem é sua chance de ouro para atrair, com 50 caracteres ou menos,<br />
a atenção de especialistas qualificados. Não desperdice este<br />
oportunidade com “Por favor, me ajudem” (muito menos “PRECISO DE<br />
AJUDA!!!”; mensagens assim são descartadas por reflexo). Não tente nos<br />
impressionar com sua angústia; ao invés, use este espaço para uma<br />
descrição super-concisa do seu problema.</p>
<p>Uma boa convenção para títulos/assuntos de mensagens, usada pelo<br />
suporte técnico de muitas organizações, é o “objeto – anomalia”. A<br />
parte “objeto” especifica o que está com problemas e a “anomalia”<br />
descreve como o comportamento diverge o esperado.</p>
<p> <strong>Estúpido</strong>:</p>
<blockquote>
<p>AJUDA! Vídeo não funciona direito no meu laptop!</p>
</blockquote>
<p> <strong>Inteligente</strong>:</p>
<blockquote>
<p>XFree86 4.1 cursor do mouse distorcido, Fooware MV1005 vid. chipset</p>
</blockquote>
<p> <strong>Mais inteligente</strong>:</p>
<blockquote>
<p>XFree86 4.1 cursor do mouse na Fooware MV1005 vid. chipset – distorcido</p>
</blockquote>
<p>O processo de organizar o título no modelo “objeto – anomalia” vai<br />
ajudar você a organizar seu raciocínio sobre o problema. O que é<br />
afetado? Só o mouse ou outros gráficos também? Isto é específico do<br />
XFree86? Só da versão 4.1? Será que é específico do chipser Fooware? Só<br />
no modelo MV1005? Um hacker que olha esta mensagem pode imediatamente<br />
entender, de uma tacada só, o que está lhe causando problema e qual o<br />
problema que você está enfrentando.</p>
<p>De uma maneira geral, se imagine olhando para um índice de um<br />
arquivo de perguntas, só com o título delas sendo exibido. Faça seu<br />
título refletir sua questão de forma que o próximo cara com uma<br />
pergunta semelhante a pesquisar o arquivo de perguntas consiga seguir<br />
esta thread até a resposta final, ao invés de enviar a mesma pergunta<br />
novamente.</p>
<p>Se você faz uma pergunta através de uma resposta, certifique-se de<br />
trocar o título (assuto) da mensagem para indicar que você está<br />
perguntando. Um título que contenha “Re: teste” ou “Re: novo bug”<br />
atrairá bem menos atenção. Além disso, cite trechos da mensagem<br />
original o mínimo possível para que os novos leitores a entendam.</p>
<p>Não responda uma mensagem em uma lista para começar uma nova thread.<br />
Isto irá limitar sua audiência. Alguns programas leitores de email,<br />
como o “Mutt”, permite ao usuário ordenar a mensagem por thread<br />
(assunto), encadeando sua mensagem dentro de outras. Pessoas que usam<br />
esse tipo de software e não estão interessados no tópico original jamais<br />
verão sua mensagem.</p>
<p>Trocar o assunto não é suficiente. O Mutt, e provavelmente outros<br />
leitores de email, procuram por outras informações no header, e não o<br />
campo de assunto, das mensagens para associá-la a uma determinada<br />
thread. Ao invés de responder, se quiser começar um novo assunto, crie<br />
uma mensagem completamente nova.</p>
<p>Em fórum web as regras para boa prática são um pouco diferente, pois<br />
as mensagens são fortemente ligadas a um determinado assunto e muitas<br />
vezes invisíveis fora de suas threads. Trocar o assunto quando<br />
perguntar alguma coisa através de uma resposta não é essencial (nem<br />
todos os fóruns permitem fornecer um assunto específico para cada<br />
mensagem da thread, e mesmo quando fazem, ninguém dá atenção a eles).<br />
Mas fazer uma pergunta em resposta a outra é uma prática controversa<br />
por si só, pois ela só será vista por quem está acompanhando a thread.<br />
Então, a não ser que você queira atingir somente os participantes<br />
ativos nesta thread, inicie uma nova.</p>
<h3><a name="easyreply"></a>Torne a resposta mais fácil</h3>
<p>Terminar sua pergunta com “Favor enviar resposta para&#8230;” tornará<br />
mais difícil conseguir uma resposta. Se você não quer se incomodar em<br />
tirar alguns segundos para configurar o “Reply-to” no seu programa de<br />
email, nós não vamos nos incomodar em tirar alguns segundos para sequer<br />
pensar no seu problema. Se seu programa não permite isso, use um<br />
programa melhor. Se seu sistema operacional não lhe permite usar nenhum<br />
outro programa, use um sistema operacional melhor.</p>
<p>Em fóruns web, pedir para responder para um endereço de email é<br />
extremamente rude, a menos que a resposta contenha dados confidenciais<br />
(e alguém irá, por alguma razão, deixar você – mas não todo o fórum –<br />
ler a mensagem). Se você deseja receber um email quando alguém<br />
responder sua mensagem, configure o fórum para fazer isso. Esta função<br />
está presente em quase todos os fóruns sob o nome de “Monitorar<br />
tópico”, “Enviar email de aviso de resposta” etc.</p>
<h3><a name="writewell"></a>Escreva de modo claro, gramatical e sintaticamente correto</h3>
<p>Nós descobrimos, por experiência, que pessoas que são preguiçosas e<br />
não tomam cuidado com a escrita são, em geral, preguiçosas e sem<br />
cuidado com o ato de pensar ou programar (pode apostar nisso).<br />
Responder perguntas de preguiçosos descuidados não é compensador;<br />
preferimos gastar nosso tempo em outro lugar.</p>
<p>Expressar sua dúvida bem e de forma clara é importante. Se você não<br />
quer se importar com isso, nós não queremos nos importar com você.<br />
Gaste algum tempo aprimorando seu linguajar. Ela não precisa ser dura<br />
ou formal – na verdade, a cultura hacker dá valor à linguagem informal,<br />
casual e com humor usada com precisão. Mas ela deve ser precisa; ela<br />
deve indicar que você está pensando e prestando atenção.</p>
<p>Soletre, pontue e use maiúsculas e minúsculas corretamente. Não<br />
DIGITE TUDO EM MAIÚSCULAS, isto é lido como grito e é considerado<br />
grosseria. (Tudo em minúsculas é só um pouco menos chato, pois é<br />
difícil de ler)</p>
<p>De uma forma geral, se você escreve como um semi-analfabeto muito<br />
provavelmente será ignorado. Escrever como “l33t script kiddie hax0r” é<br />
o absoluto beijo da morte e garante que você não receberá resposta<br />
nenhuma (ou, no máximo, uma pilha de escárnios e sarcasmos).</p>
<p>Se você está fazendo perguntas em um fórum que não está na sua<br />
língua natal, você tem direito de errar um pouco na gramática ou na<br />
sintaxe das palavras – mas não nos casos de preguiça (e sim, nós<br />
conseguimos perceber a diferença). Além disso, a não ser que você saiba<br />
que idioma seu correspondente fala, escreva em inglês. Hackers<br />
atarefados costumam descartar mensagens em línguas que não entendem, e<br />
inglês é a língua padrão da Internet. Escrevendo em inglês você<br />
minimiza as chances de ter sua mensagem descartada sem ser lida.</p>
<h3><a name="formats"></a>Envie perguntas em formatos acessíveis e padronizados</h3>
<p>Se você tornar sua mensagem difícil de ser lida, é muito provável<br />
que ela seja passada para trás em prol de mensagens mais fáceis de se<br />
ler. Então:</p>
<ul>
<li>
<p>Envie mensagens em plain text, não em HTML. (não é difícil <a href="http://expita.com/nomime.html" target="_blank">desligar o HTML</a>)</p>
</li>
<li>
<p>Anexos<br />
no formato MIME tudo bem, desde que eles contenham algo realmente útil<br />
(como um código-fonte ou um patch), não uma bugiganga qualquer gerada<br />
pelo seu programa de email (como uma cópia da sua mensagem em outro<br />
formato).</p>
</li>
<li>
<p>Não envie mensagens em que os<br />
parágrafos são muito longos e sem quebras de linhas. (Isto torna<br />
difícil responder apenas parte da mensagem) Considere que seus<br />
correspondentes lerão seus emails em telas com no máximo 80 colunas e<br />
configure a quebra de linha para este valor ou menos.</p>
</li>
<li>
<p>No<br />
entanto, não quebre linhas de dados (como trechos de log ou<br />
transcrições de sessões). Dados devem ser incluídos como eles são, pois<br />
seus correspondentes terão certeza de estar vendo o que você viu.</p>
</li>
<li>
<p>Não<br />
envie mensagens codificadas em MIME Quoted-Printable para uma lista em<br />
língua inglesa. Esta codificação é necessária quando você está enviando<br />
em uma língua que não pode ser representada pela codificação ASCII, mas<br />
muitos programas de email não a suportam. Quando isso acontece, aqueles<br />
=20 espalhados pelo texto atrapalham a leitura &#8211; ou podem sabotar a semântica.</p>
</li>
<li>
<p>Nunca,<br />
jamais espere que hackers leiam documentos criados em aplicações<br />
proprietárias como o Microsoft Word ou Excel. Muitos hackers reagem a<br />
isso da mesma forma que você reagiria se jogassem uma montanha<br />
fedorenta de esterco de porco na sua porta. Mesmo que eles possam<br />
escalar a montanha, eles não vão querer fazer isso.</p>
</li>
<li>
<p>Se<br />
você está enviando sua mensagem de uma máquina Windows, desligue os<br />
estúpidos “Smart Quotes” da Microsoft. Com isto você vai evitar<br />
espalhar lixo pelo seu email.</p>
</li>
<li>
<p>Em fóruns web,<br />
não abuse dos “smiles” e das formatações HTML (quando forem<br />
permitidas). Um smile ou dois tudo bem, mas um texto colorido e cheio<br />
de carinhas fazem as pessoas pensarem que você é um retardado. Abuse de<br />
cores, fontes e smiles e você será tratado como uma adolescente<br />
cacarejando, o que não é uma boa idéia a não ser que esteja mais<br />
interessado em sexo do que em respostas.</p>
</li>
</ul>
<p>Se você está usando um programa de email com interface gráfica (como<br />
o Netscape Messenger, o MS Outlook ou semelhantes) saiba que você pode<br />
estar violando estas regras com as configurações default. Quase todos<br />
estes programas possuem a função de ver os fontes da mensagem. Dê uma<br />
olhada na pasta de mensagens enviadas e veja se você está mandando<br />
texto puro ou mensagens incrustadas de lixo.</p>
<h3><a name="beprecise"></a>Seja claro e preciso sobre seu problema</h3>
<ul>
<li>
<p>Descreva os sintomas do seu problema ou bug cuidadosamente e de forma clara.</p>
</li>
<li>
<p>Descreva<br />
o ambiente em que isto ocorre (máquina, OS, aplicação etc.). Forneça a<br />
distribuição usada e o respectivo release (por exemplo: “Fedora Core<br />
4”, “Slackware 9.1” etc.).</p>
</li>
<li>
<p>Descreva a pesquisa que você fez para tentar entender o problema antes de fazer sua pergunta.</p>
</li>
<li>
<p>Descreva os passos que você deu para diagnosticar e tentar resolver o problema antes de fazer sua pergunta.</p>
</li>
<li>
<p>Descreva qualquer mudança recente no seu sistema possa ser relevante para o problema.</p>
</li>
</ul>
<p>Faça o máximo possível para antecipar as perguntas que um hacker lhe<br />
faria, e tente respondê-las antecipadamente no seu pedido de ajuda.</p>
<p>Simon Tatham escreveu um excelente tratado sobre “<a href="http://www.chiark.greenend.org.uk/%7Esgtatham/bugs.html" target="_blank">Como reportar bug de forma efetiva</a>” (em inglês). Eu recomendo fortemente que você o leia.</p>
<h3><a name="volume"></a>Quantidade não é precisão</h3>
<p>Você deve ser preciso e informativo. Isto não é conseguido apenas<br />
despejando uma grande quantidade de código ou dados no seu pedido de<br />
ajuda. Se você tem um grande e complicado caso de teste que está<br />
causando problemas em um programa, tente podá-lo e torná-lo o menor<br />
possível.</p>
<p>Isto é útil por pelo menos três razões. Um: demonstrar ter feito um<br />
esforço para tornar a pergunta mais simples aumenta sua chance de<br />
conseguir uma resposta, Dois: simplificar a pergunta aumenta sua chance<br />
de receber uma resposta realmente útil, Três: durante o processo de<br />
simplificação do pedido, você pode encontrar a solução ou desenvolver<br />
um remendo por conta própria.</p>
<h3><a name="notabug"></a>Não diga que você encontrou um bug</h3>
<p>Quanto você estiver com problemas em um determinado trecho do<br />
software, não diga que você encontrou um bug a não ser que esteja<br />
completamente certo disso. Dica: a menos que você possa fornecer um<br />
patch que resolva o problema, ou um teste de regressão contra uma<br />
versão anterior que demonstre o comportamento estranho, você<br />
provavelmente não tem certeza o suficiente. Isto se aplica também a<br />
páginas web e a documentação; se você encontrou um “bug” na<br />
documentação, você deve fornecer um texto para substituição e em quais<br />
páginas a correção deve ser feita.</p>
<p>Lembre-se, existem muitos outros usuários que não estão passando pelo<br />
mesmo problema que você. Do contrário você teria notado isso lendo a<br />
documentação ou pesquisando na Web (você já fez isso, <a href="#before">não fez</a>?). Isso significa que é muito provável que é você quem está fazendo algo de errado, não o software.</p>
<p>O pessoal que escreveu o software se dedicou muito para fazer o<br />
melhor possível. Se você diz que encontrou um bug, isto significa que<br />
eles fizeram algo de errado, e você quase sempre irá ofendê-los – mesmo<br />
que você esteja certo. Não é nada diplomático gritar “bug” no assunto<br />
da mensagem.</p>
<p>Ao escrever sua mensagem, é melhor escrever imaginando que você fez<br />
algo de errado, mesmo que intimamente você saiba que encontrou um bug.<br />
Se for mesmo um bug, você vai ouvir isso na resposta. Faça dessa<br />
maneira e os desenvolvedores irão se desculpar com você no caso de um<br />
bug, ao invés de você ter que se desculpar com eles caso você tenha bagunçado as coisas.</p>
<h3><a name="grovelling"></a>Curvar-se não é um substituto para fazer o dever de casa</h3>
<p>Algumas pessoas, quando percebem que não podem ser rudes ou<br />
arrogantes são o extremo oposto, submissos e suplicantes. “Eu sei que<br />
sou um patético novato, mas&#8230;”. Isto não ajuda em nada. Pior ainda<br />
quando isto é acompanhado de informações vagas sobre o problema.</p>
<p>Não perca seu tempo, nem o nosso, com comportamento primata. Ao<br />
invés, apresente o histórico e os fatos da forma mais clara possível.<br />
Isto é bem melhor do que curvar-se.</p>
<p>Algumas vezes os fóruns web possuem áreas específicas para novatos.<br />
Se você acha que tem uma pergunta muito elementar, se encaminhe para<br />
lá. Mas também não chegue lá se curvando.</p>
<h3><a name="symptoms"></a>Descreva os sintomas do seu problema, não o que você “acha”</h3>
<p>Não ajuda em nada dizer a hackers o que você acha que está causando<br />
problema. (Se suas teorias sobre o diagnóstico fossem tão boas, você<br />
estaria pedindo ajuda?) Portanto, certifique-se de que está relatando<br />
apenas os sintomas como eles se apresentam e não sua interpretação dos<br />
fatos ou teorias. Deixe eles interpretarem e darem o diagnóstico. Se<br />
você acha que é importante dar sua opinião, deixe isto claro e explique<br />
porque esta resposta não serve para você.</p>
<p> <strong>Estúpido</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Estou tendo erros aleatórios de SIG11 na compilação<br />
do kernel, e suspeito que alguma trilha da minha placa-mãe está<br />
quebrada. Como posso verificar isso?</p>
</blockquote>
<p> <strong>Inteligente</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Meu K6/233 em uma placa-mãe FIC-PA2007 (chipset VIA<br />
Apollo VP2) com 256MB Corsair PC133 SDRAM está provocando erros de<br />
SIG11 aproximadamente 20 minutos depois de ligado durante a compilação<br />
do kernel, mas nunca antes de 20 minutos. Um reboot não afeta essa<br />
contagem de tempo, mas deixá-la desligada de noite sim. Troquei todos<br />
os pentes RAM e não ajudou. Os logs relevantes da sessão de compilação<br />
seguem abaixo.</p>
</blockquote>
<p><b>Falta traduzir:</b> Since the preceding point seems to be a tough one for many people to grasp, here&#8217;s a phrase to remind you: &#8220;All diagnosticians are from Missouri.&#8221; That US state&#8217;s official motto is &#8220;Show me&#8221; (earned in 1899, when Congressman Willard D. Vandiver said &#8220;I come from a country that raises corn and cotton and cockleburs and Democrats, and frothy eloquence neither convinces nor satisfies me. I&#8217;m from Missouri. You&#8217;ve got to show me.&#8221;) In diagnosticians&#8217; case, it&#8217;s not a matter of skepticism, but rather a literal, functional need to see whatever is as close as possible to the same raw evidence that you see, rather than your surmises and summaries. Show us.</p>
<h3><a name="chronology"></a>Descreva os sintomas do seu problema em ordem cronológica</h3>
<p>As melhores dicas do que está acontecendo quando algo dá errado<br />
estão em eventos imediatamente anteriores. Portanto, sua mensagem deve<br />
conter o que você fez e o que a máquina fez, do início ao fim. No caso<br />
de processos via linha de comando, ter um log da sessão (ex.:<br />
utilitário script) e citar as 20 principais linhas é muito útil.</p>
<p>Se o programa que está apresentando problemas possui uma opção de<br />
diagnóstico (tipo -v para verbose), tente selecionar opções que adicionarão informações úteis de debug. Lembre-se de que mais não é necessariamente melhor. Escolha um nível de debug que irá informar ao invés de afogar o leitor em lixo.</p>
<p>Se sua mensagem, com isso, ficar muito grande (mais do que quatro<br />
parágrafos), pode ser útil criar um resumo bem sucinto no início,<br />
seguido do relatório cronológico. Com isso, hackers poderão saber o que<br />
procurar quando estiverem lendo sua mensagem.</p>
<h3><a name="goal"></a>Descreva seu objetivo, não um único passo</h3>
<p>Se você está tentando descobrir como fazer alguma coisa (ao<br />
contrário de relatar um bug), inicie descrevendo o objetivo. Só então<br />
descreva os passos executados para alcançá-lo e onde você está empacado.</p>
<p>Geralmente, pessoas que precisam de uma ajuda técnica possuem um<br />
objetivo maior e empacam no que elas acham que é um caminho para este<br />
objetivo. Elas vêm procurar ajuda sobre este passo que está causando<br />
problema sem, muitas vezes, perceber que o caminho inteiro é que está<br />
errado.</p>
<p><strong>Estúpido</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Como eu faço para a paleta de cores do programa FooDraw me mostrar o código hexadecimal?</p>
</blockquote>
<p><strong>Inteligente</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Estou tentando trocar a tabela de cores em uma imagem<br />
com valores que eu escolhi. Só que a única maneira que eu vejo para<br />
fazer isso é editar a entrada na tabela, mas eu não consigo fazer<br />
com que o FooDraw me mostre o código hexadecimal.</p>
</blockquote>
<p>A segunda versão da questão é mais inteligente. Ela permite que seja<br />
sugerida uma ferramenta mais útil do que a vem sendo tentada até então.</p>
<h3><a name="noprivate"></a>Não peça as pessoas para responderem em seu email particular</h3>
<p>Hackers acreditam que a solução de um problema deve ser um processo<br />
público e transparente onde desde a primeira tentativa até a resposta<br />
final possa ser corrigida caso alguém com mais conhecimento descubra<br />
que ela está incompleta ou incorreta. Além disso, eles são<br />
recompensados em parte por serem reconhecidos como competentes por<br />
seus semelhantes.</p>
<p>Quando você pede para responderem de forma particular, você está<br />
quebrando tanto o processo quando a recompensa. Não faça isso. Esta é<br />
uma escolha de quem está respondendo – e, se ele assim o fizer,<br />
provavelmente é porque considerou a questão muito mal feita ou óbvia<br />
demais para ser útil aos demais participantes.</p>
<p>Existe uma única exceção à esta regra. Se você acha que o tipo de<br />
pergunta fará com que você receba diversas respostas parecidas, então<br />
as palavras mágicas são “mandem para meu email e farei um resumo para o<br />
grupo”. Isto é bem visto por tentar salvar a lista de uma avalanche de<br />
mensagens substancialmente idênticas – mas você precisa cumprir a<br />
promessa de mandar o resumo.</p>
<h3><a name="explicit"></a>Seja específico com relação à sua pergunta</h3>
<p>Perguntas vagas tendem a ser consideradas perda de tempo. As pessoas<br />
que melhor podem te dar uma resposta são, geralmente, as mais ocupadas<br />
(justamente por fazerem todo o trabalho). Pessoas assim são alérgicas à<br />
perda de tempo, e conseqüentemente as perguntas vagas.</p>
<p>É mais provável que você consiga uma resposta sendo específico com<br />
relação ao que você espera que seus correspondentes façam (dar dicas,<br />
enviar um código, verificar seu patch etc.). Isto vai fazer com que<br />
eles concentrem seus esforços e estabeleçam um limite sobre o tempo e<br />
energia necessários para te ajudar. Isso é bom.</p>
<p>Para entender o mundo em que os especialistas vivem, imagine que a<br />
sabedoria é um recurso abundante e o tempo é muito escasso. Quanto<br />
menos tempo for necessário para atender seu pedido, maior a chance de<br />
conseguir uma resposta de alguém realmente bom e realmente ocupado.</p>
<p>Portanto, é melhor posicionar sua pergunta de forma que ela exija o<br />
menor tempo possível para um especialista analisar – mas isto não é<br />
mesma coisa que simplificar a questão. Por exemplo, “Você pode me<br />
mostrar onde encontro informações sobre X?” é uma pergunta mais<br />
inteligente do que “Você pode me explicar X?”. Se você tem algum código<br />
que não está funcionando, é mais inteligente perguntar o que está<br />
errado nele do que pedir para que o consertem.</p>
<h3><a name="homework"></a>Não mande seus devers de casa</h3>
<p>Hackers são bons em descobrir perguntas feitas nos deveres de<br />
casa; muitos de nós fizemos os nossos próprios deveres. Estas<br />
questões existem para que você faça o trabalho, para que você aprenda<br />
com a sua experiência. Tudo bem pedir dicas, mas não a resposta<br />
completa.</p>
<p>Se você suspeita de ter enviado uma questão do seu dever de casa,<br />
mas mesmo assim não souber resolvê-la, tente perguntar em um grupo de<br />
usuários ou (como último recurso) em uma lista usuários de um projeto.<br />
Mesmo que os hackers percebam este tipo de questão, alguns usuários<br />
avançados podem pelo menos lhe dar umas dicas.</p>
<h3><a name="prune"></a>Remova as perguntas inúteis</h3>
<p>Resista à tentação de terminar sua mensagem com perguntas<br />
semanticamente nulas, como “Alguém pode me ajudar?” ou “Existe uma<br />
resposta?”. Primeiro: se você descreveu seu problema razoavelmente bem,<br />
estas questões são, na melhor das hipóteses, supérfluas. Segundo: por<br />
elas serem supérfluas, hackers as consideram irritantes – e tendem a<br />
enviar resposta logicamente impecáveis mas igualmente inúteis como<br />
“Sim, posso te ajudar” e “Não, não há ajuda aqui para você”.</p>
<p>Evite perguntas de “sim/não” a não ser que queira uma resposta do tipo “<a href="http://homepages.tesco.net/%7EJ.deBoynePollard/FGA/questions-with-yes-or-no-answers.html" target="_blank">sim/não</a>”.</p>
<h3><a name="urgent"></a>Não marque sua mensagem como “Urgente”, mesmo que ela o seja para você</h3>
<p>Isso é problema seu, não nosso. Alegar urgência é normalmente<br />
contra-producente: muitos hackers simplesmente apagarão a mensagem por<br />
causa do egoísmo na tentativa de atrair atenção especial e imediata.</p>
<p>Existe uma “semi-exceção”. Se você estiver com problemas em alguma<br />
lugar de alto-nível, onde um hacker se interessaria em ajudar; neste<br />
caso, se você estiver com o prazo sob pressão, e se você disser isso<br />
educadamente, o pessoal talvez se interesse o suficiente para acelerar<br />
a ajuda.</p>
<p>No entanto, isto é muito arriscado, pois a métrica dos hackers sobre<br />
o que é ou não interessante provavelmente difere da sua. Mensagens<br />
vindo da Estação Espacial Internacional podem ser qualificadas como<br />
interessante, por exemplo, mas mensagens sobre caridade ou causa<br />
política quase certamente não. Vejamos, enviando “Urgente: Me ajudem a<br />
salvar a pele dos bebês focas!” fará você ser evitado ou insultado<br />
mesmo por hackers que consideram os bebês focas importantes.</p>
<p>Se você acha isso um mistério, releia todo este documento repetidamente até entendê-lo, antes de enviar qualquer mensagem.</p>
<h3><a name="courtesy"></a>Boas maneiras não atrapalham, e algumas vezes ajudam</h3>
<p>Seja cortês. Use “Por favor” e “Obrigado pela atenção”. Deixe claro<br />
que você ficou grato pelo tempo que as pessoas gastaram te ajudando<br />
gratuitamente.</p>
<p>Para ser honesto, isso não é tão importante quanto a correção<br />
gramatical, clareza, ser preciso e dar boas descrições, evitar arquivos<br />
proprietários etc. (tampouco substituto); Hackers em geral preferem uma<br />
descrição rude mas precisa do que uma mensagem educada e vaga. (Se isto<br />
confunde você, lembre-se de que damos valor a uma questão de acordo com<br />
o que ela nos ensina)</p>
<p>No entanto, se você estiver com suas questões técnicas em ordem, boa educação aumenta sua chance de conseguir uma resposta útil.</p>
<p>(Informamos que recebemos uma séria objeção dos hackers veteranos<br />
com relação ao “Desde já, agradeço a atenção”. Alguns hackers dão, a<br />
esta frase, a conotação de que não existirá um agradecimento posterior.<br />
Nossa recomendação aos que desejam agradecer antecipadamente é de que<br />
façam um agradecimento pessoal aos que ajudaram na solução do problema.)</p>
<h3><a name="followup"></a>Mande uma breve mensagem com a solução</h3>
<p>Envie um resumo da solução a todos que ajudaram você; faça-os saber<br />
que a ajuda foi útil e agradeça-os novamente. Se o problema atraiu<br />
muito interesse na lista/fórum, envie esta mensagem diretamente para lá.</p>
<p>A melhor maneira é responder a própria mensagem, adicionando<br />
“RESOLVIDO”, “SOLUÇÃO” ou outra coisa igualmente óbvia no assunto da<br />
mensagem. Em listas muito dinâmicas, um participante que lê uma<br />
mensagem sobre “Problema X” e logo abaixo “Problema X – RESOLVIDO” pode<br />
pular esta questão (a não ser que ele julgue o problema X interessante)<br />
e usar seu tempo resolvendo outros problemas.</p>
<p>Sua mensagem não precisa ser longa; um simples “Era um problema no<br />
cabo de rede! Obrigado a todos!” é melhor do que nada. Na verdade, uma<br />
mensagem curta e simples é bem melhor, a não ser que a solução para o<br />
problema tenha realmente uma profundidade técnica muito grande. Diga<br />
apenas que passo resolveu o problema, não precisa recriar todo o<br />
processo de solução.</p>
<p>Para problemas mais complexos é interessante criar um sumário da<br />
solução do problema. Descreva o seu problema final. Descreva o que<br />
funcionou para solucionar o problema e deixe os “tiros n&#8217;água” para o<br />
final. As tentativas que não deram certo devem vir por último, depois<br />
da solução correta e do sumário. Evite transformar sua mensagem em uma<br />
história de detetive. Dê nome as pessoas que te ajudaram; assim você<br />
fará muitos amigos.</p>
<p>Além de ser cortês e informativo, este tipo de mensagem ajudará<br />
outras pessoas que estejam procurando no histórico da lista/grupo/fórum<br />
a conhecerem que solução foi útil para você e qual será útil para elas.</p>
<p>Por último, mas igualmente importante, esta mensagem faz com que<br />
todos os que ajudaram se sintam satisfeitos por terem ajudado a<br />
solucionar seu problema. Se você não é um techie ou um hacker, confie<br />
em nós quando dizemos que este sentimento é importante para os gurus e<br />
experts a quem pediu ajuda. Narrativas de problemas que não levam a<br />
nenhuma solução são frustrantes; hackers se coçam até ver isto resolvido.<br />
Você acumulará uma bom karma se ajudá-los a se sentirem bem, o que será<br />
muito, mas muito importante na próxima vez que precisar de ajuda.</p>
<p>Considere fazer com que outras pessoas não passem pelo mesmo<br />
problema que você. Se você achar que criando um patch ou um FAQ ajudará<br />
o próximo, faça-o e mande para o fabricante.</p>
<p>Entre os hackers, este tipo de atitude é mais importante do que uma<br />
boa educação. É assim que você adquire uma reputação, o que pode ser um<br />
bem muito valioso.</p>
<h2><a name="answers"></a>Como interpretar respostas</h2>
<h3><a name="rtfm"></a>RTFM e STFW: Como dizer que você está realmente enrolado</h3>
<p>Existe uma antiga e sagrada tradição que diz: se você recebe uma<br />
resposta com as letras RTFM, a pessoa que as enviou acha que você<br />
precisa “ler a porra do manual” (Read The Fucking Manual). Ele deve<br />
estar certo. Vá ler o manual.</p>
<p>RTFM tem um irmão mais novo. Se você recebe uma resposta com as<br />
letras STFW, a pessoa que as enviou acha que você precisa “procurar na<br />
porra da web” (Search The Fucking Web). Ele deve estar certo. Vá<br />
procurar na web. (Uma versão mais leve é “Google é seu amigo!”)</p>
<p>Em fóruns web, você também pode ser convidado a pesquisar nos<br />
arquivos de mensagens anteriores. De fato, alguém pode até mesmo lhe<br />
indicar o link da conversa onde seu assunto já foi discutido. Mas não<br />
dependa deste comportamento. Faça sua própria pesquisa antes de<br />
perguntar.</p>
<p>Muitas vezes a pessoa que te mandou ler o manual ou procurar na web<br />
está com o manual aberto na página que você precisa ler ou tem o link<br />
de onde a resposta pode ser encontrada enquanto digita sua mensagem.<br />
Estas respostas significam que ele acha que (a) a informação que você<br />
precisa é fácil de encontrar, e (b) você irá aprender mais se procurar<br />
a informação por contra própria do que se recebê-la de mão beijada.</p>
<p>Não se sinta ofendido por causa disso; para os padrões do hacker,<br />
ele está demonstrando um certo tipo de respeito por não ignorar você.<br />
Você deve agradecê-lo por tamanha generosidade.</p>
<h3><a name="lesser"></a>Se você não entender&#8230;</h3>
<p>Se você não entender a resposta, não mande imediatamente um pedido<br />
de explicação. Use as mesmas ferramentas que você usou antes de fazer<br />
sua pergunta (manuais, FAQ, web, amigos experientes) para entender a<br />
resposta. Então, se você ainda assim precisar de explicações, demonstre<br />
que você aprendeu.</p>
<p>Por exemplo, suponha que eu te diga: “Me parece que você ficou preso<br />
no zentry; você precisa limpá-lo.” Aqui está uma péssima réplica: “O<br />
que é um zentry?” E aqui está uma boa réplica: “Ok, eu li o manual e<br />
zentries são mencionados apenas nas opções -z e -p. Nenhuma delas diz<br />
como limpar o zentry. É alguma dessas opções ou deixei passar alguma<br />
coisa?”</p>
<h3><a name="keepcool"></a>Lidando com grosserias</h3>
<p>Muito do que se parece com grosserias no círculo hacker não tem o<br />
objetivo de ofender. Pelo contrário, isto é um produto de um estilo de<br />
comunicação direta, sem rodeios, que é natural em pessoas que estão<br />
mais preocupadas em resolver problemas do que fornecer carinho e afeto.</p>
<p>Se você se sentir agredido, tente reagir calmamente. Se alguém está<br />
realmente te agredindo é mais provável que um membro sênior da lista ou<br />
do fórum acalme o atacante. Se isto não acontecer e você revidar, é<br />
provável que seu suposto agressor esteja agindo de acordo com as normas<br />
da comunidade hacker e então você será o errado na história. Isto<br />
afetará suas chances de conseguir a ajuda que procura.</p>
<p>Por outro lado, você ocasionalmente verá agressões no grupo. Esta é<br />
uma forma aceitável de rebater os que realmente ofendem o grupo,<br />
dissecando seu comportamento de forma ríspida, como se o escalpelassem<br />
verbalmente. Entretanto, muito cuidado ao fazer isso. A linha que<br />
separa uma correção de incivilidade de uma guerra sem sentido é tão<br />
tênue que os próprios hackers têm medo de chegar perto; se você é um<br />
novato ou não pertence ao grupo, sua chance de acertar é muito baixa.<br />
Se você está procurando informação e não entretenimento, é melhor<br />
manter os dedos fora do teclado e não arriscar.</p>
<p>(Algumas pessoas afirmam que os hackers possuem uma forma moderada<br />
de autismo ou da Síndrome de Asperger e que, na verdade, apresentam uma<br />
deficiência no cérebro que os impedem de terem um comportamento social<br />
“normal”. Isto pode ou não ser verdade. Se você não é um hacker, isto<br />
pode ajudá-lo a colaborar com nossa excentricidade ao achar que temos o<br />
cérebro danificado. Vá em frente, não importa; nós gostamos de ser o<br />
que somos, e geralmente possuímos um saudável ceticismo quanto a<br />
diagnósticos médicos.)</p>
<p>Na próxima seção falaremos de um assunto um pouco diferente; do<br />
tipo de grosseria que você vai ver quanto se comportar mal.</p>
<h2><a name="not_losing"></a>Não reaja como um otário</h2>
<p> Algumas vezes você irá fazer besteira em uma comunidade hacker – de<br />
forma descrita neste artigo ou similar. E você será avisado onde<br />
exatamente você errou, geralmente sem papas na língua. Em público.</p>
<p>Quando isso acontecer, a pior coisa que você pode fazer é ficar<br />
chiando, alegar que foi violentado verbalmente, exigir desculpas,<br />
gritar, prender a respiração, ameaçar ir para a justiça, reclamar com o<br />
patrão das pessoas, deixar a tampa do vaso levantada, etc. Invés disso,<br />
eis o que deve fazer:</p>
<p>Supere. Isso é normal. Na verdade, isto é saudável e muito apropriado.</p>
<p>Normas de comunidades não as sustentam: elas são mantidas por<br />
pessoas que as aplicam na prática, visivelmente, em público. Não<br />
reclame que todas as críticas devam ser feitas em particular: Não é<br />
assim que isto funciona. Também não é útil insistir que você foi<br />
insultado quando alguém comentar que uma afirmação sua está errada ou<br />
que ele pensa diferente. Isto é uma atitude deplorável.</p>
<p>Existem alguns fóruns por aí onde, por causa de um errático senso de<br />
super-cortesia, os participantes são banidos por delatarem erros na<br />
forma como a mensagem é enviada, dizendo “não diga nada se você não vai<br />
ajudar o usuário”. Isto impede que importantes dicas de comportamento<br />
sejam passadas para a comunidade e tornam o fórum inútil.</p>
<p>Exageradamente amigável (como descrito acima) ou útil: escolha um.</p>
<p>Lembre-se: Quando aquele hacker diz que você pisou na bola e (não<br />
importa quão ríspido) ele diz que você não deve fazer isso novamente,<br />
ele está preocupado com (1) você e (2) sua comunidade. Seria muito mais<br />
simples ele ignorar você e deixá-lo de fora da sua vida. Se você não<br />
consegue se sentir grato por isso, pelo menos tenha um pouco de<br />
dignidade, não esperneie, não espere ser tratado como uma boneca de<br />
porcelana só porque você é um novato com uma alma teatralmente sensível.</p>
<p>De vez em quando alguém irá atacar você, de forma gratuita e sem<br />
nenhuma razão aparente, mesmo que você não tenha feito nada de errado<br />
(ou tenha feito somente na imaginação do seu agressor). Neste caso,<br />
ficar reclamando é uma maneira de realmente pisar na bola.</p>
<p>Estes atiçadores são ou lamers que não sabem de nada mas acreditam<br />
serem experts ou pretensos psicólogos testando o quanto você suporta.<br />
Os outros leitores ignoram eles, ou encontram maneiras próprias de<br />
lidar com essas pessoas. Este comportamento trás problemas por si só e<br />
isso não deve preocupar você.</p>
<p>Não caia no joguinho de guerra de insultos. Estas brigas devem ser<br />
ignoradas – uma vez que você se certificou de que são apenas brigas sem<br />
sentido, não atacam nenhum ponto em que você realmente errou nem tenta,<br />
de nenhuma forma, elucidar sua questão.</p>
<h2><a name="classic"></a>Perguntas que não devem ser feitas</h2>
<p>Pergunta: Onde eu encontro o programa ou o recurso X?</p>
<p>Pergunta: Eu posso usar X para fazer Y?</p>
<p>Pergunta: Como eu configuro meu prompt da shell?</p>
<p>Pergunta: Eu consigo converter um documento do formato AcmeCorp em arquivo TeX usando o conversor de arquivos Bass-o-matic?</p>
<p>Pergunta: Meu {programa, configuração, statement SQL} não funciona.</p>
<p>Pergunta: Estou com problemas no meu Windows. Você pode me ajudar?</p>
<p>Pergunta: Meu programa não funciona. Acho que o sistema X está ruim.</p>
<p>Pergunta: Estou com problemas para instalar o Linux ou X. Pode me ajudar?</p>
<p>Pergunta: Como invadir/roubar op de um canal/ler o email de outra pessoa?</p>
<p><strong>Pergunta</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Onde eu encontro o programa ou o recurso X?</p>
</blockquote>
<p><strong>Resposta</strong>:</p>
<blockquote>
<p>No mesmo lugar onde nós encontramos, mané – na outra ponta de uma pesquisa web. Meu Deus, ninguém aprendeu como usar o <a href="http://www.google.com.br/">Google</a>, ainda?</p>
</blockquote>
<p><strong>Pergunta</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Eu posso usar X para fazer Y?</p>
</blockquote>
<p><strong>Resposta</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Se o que você deseja fazer é Y, você deveria<br />
perguntar sem pressupor um método que pode não ser o apropriado.<br />
Questões assim indicam que a pessoa não é apenas ignorante com relação<br />
a X, mas também confusa sobre o problema Y e muito apegada aos detalhes<br />
de uma situação particular. Normalmente é melhor ignorar essas pessoas<br />
até que elas melhor definam seus problemas.</p>
</blockquote>
<p><strong>Pergunta</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Como eu configuro meu prompt da shell?</p>
</blockquote>
<p><strong>Resposta</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Se você é esperto o suficiente para fazer esta pergunta, é esperto o suficiente para <a href="#rtfm">RTFM</a> e descobrir por conta própria.</p>
</blockquote>
<p><strong>Pergunta</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Eu consigo converter um documento do formato AcmeCorp em arquivo TeX usando o conversor de arquivos Bass-o-matic?</p>
</blockquote>
<p><strong>Resposta</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Tente e descobrirá. Se você fizer isso você (a) vai descobrir a resposta e (b) não vai desperdiçar meu tempo.</p>
</blockquote>
<p><strong>Pergunta</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Meu {programa, configuração, statement SQL} não funciona.</p>
</blockquote>
<p><strong>Resposta</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Isto não é uma pergunta, e eu não estou disposto a<br />
brincar de perguntas e respostas até conseguir extrair a pergunta certa<br />
de você – tenho coisas melhores para fazer. Ao ver coisas assim, minha<br />
reação é, normalmente, uma destas:</p>
<ul>
<li>Você tem algo a acrescentar? </li>
<li>Ah, que pena, espero que resolva este problema. </li>
<li>E o que eu tenho a ver com isso?</li>
</ul>
</blockquote>
<p><strong>Pergunta</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Estou com problemas no meu Windows. Você pode me ajudar?</p>
</blockquote>
<p><strong>Resposta</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Sim, jogue fora esse lixo da Microsoft e instale um sistema operacional open-source como o Linux ou BSD.</p>
<p>Nota:<br />
Você pode fazer perguntas relacionadas a máquinas Windows se elas forem<br />
sobre programas que possuem uma versão oficial para ele ou interaja com<br />
ele (p.ex.: Samba). Apenas não se surpreenda com a resposta de que o<br />
problema é no Windows e não no programa, pois o Windows é tão<br />
problemático que geralmente é isto o que acontece.</p>
</blockquote>
<p><strong>Pergunta</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Meu programa não funciona. Acho que o sistema X está ruim.</p>
</blockquote>
<p> <strong>Resposta</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Mesmo que seja possível você ser o primeiro a<br />
perceber uma deficiência óbvia de uma system call ou uma biblioteca de<br />
sistema usada por centenas ou milhares de pessoas, é mais provável que<br />
você esteja fazendo alguma coisa errada. Declarações extraordinárias<br />
precisam de evidências extraordinárias. Quando você afirma uma coisa<br />
dessas, você precisa se preparar com uma documentação clara e completa<br />
sobre o problema.</p>
</blockquote>
<p><strong>Pergunta</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Estou com problemas para instalar o Linux ou X. Pode me ajudar?</p>
</blockquote>
<p> <strong>Resposta</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Não. Eu preciso estar em frente ao seu computador<br />
para fazer isso. Pergunte para o seu grupo local de usuários Linux.<br />
(você encontra uma lista de grupos de usuários <a href="http://www.linux.org/groups/index.html">aqui</a>). </p>
</blockquote>
<p><strong>Pergunta</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Como invadir/roubar op de um canal/ler o email de outra pessoa?</p>
</blockquote>
<p> <strong>Resposta</strong>:</p>
<blockquote>
<p>Você é uma forma de vida inferior por querer fazer esse tipo de coisa e um idiota por pedir ajuda a um hacker.</p>
</blockquote>
<h2><a name="examples"></a>Boas e más perguntas</h2>
<p>Finalmente, irei demonstrar como fazer perguntas de forma<br />
inteligente através de exemplos; pares de questões sobre o mesmo<br />
problema, uma pergunta feita de forma estúpida e outra de forma<br />
inteligente.</p>
<p><strong>Estúpida</strong>: Onde posso encontrar informações sobre o Foonly Flurbamatic?</p>
<p>Esta pergunta está implorando por uma resposta do tipo “<a href="#rtfm">STFW</a>”.</p>
<p><strong>Inteligente</strong>: Usei o Google para procurar por<br />
“Foonly Flurbamatic 2600” mas não obtive nenhum resultado satisfatório.<br />
Alguém sabe onde encontrar informações sobre programação para este<br />
device?</p>
<p>Esta passou pelo “STFW” e parece que tem realmente um problema.</p>
<p><strong>Estúpida</strong>: Não consigo fazer o código do projeto foo compilar. Porque ele está ruim?</p>
<p>Ele assume que alguém fez besteira. Muito arrogante da parte dele.</p>
<p><strong>Inteligente</strong>: O código do projeto foo não compila<br />
sob um Nulix version 6.2. Já li o FAQ, mas não existe nenhuma<br />
referência a problemas com sistemas Nulix. Aqui está uma transcrição da<br />
minha tentativa de compilar o código; fiz alguma coisa errada?</p>
<p>Ele especificou o sistema, ele leu o FAQ, ele mostrou o erro e ele<br />
não está assumindo que o problema é de ninguém além dele mesmo. Este<br />
cara merece alguma atenção.</p>
<p><strong>Estúpida</strong>: Estou tendo problemas com minha placa-mãe. Alguém pode me ajudar?</p>
<p>O hacker Fulano de Tal normalmente exclama, ao ler uma mensagem<br />
assim, “Certo, quer tapinha nas costas e que troque a fraldinha<br />
também?”, e logo depois dá um soco na tecla delete.</p>
<p><strong>Inteligente</strong>: Eu tentei X, Y e Z na placa-mãe S2464.<br />
Não funcionou, então tentei A, B e C. Note o curioso sintoma quanto<br />
tentei C. Obviamente o problema está na rebimboca da parafuseta,<br />
mas os resultados não são os que eu esperava. Quais são as causas mais<br />
comuns para isso acontecer em placas Athlon MP? Alguém tem alguma<br />
idéia de como posso resolver o problema?</p>
<p>Esta pessoa, por outro lado, parece ter se esforçado por uma<br />
resposta. Ele demonstrou uma lógica de quem está batalhando pela<br />
solução e não quer que alguém jogue a resposta no seu colo.</p>
<p>Na última pergunta, atente para a súbita mas importante diferença<br />
entre pedir “Me dê uma resposta” e “Por favor me ajude a descobrir que<br />
diagnósticos preciso rodar para encontrar uma luz”.</p>
<p>Na verdade, o formato desta última questão é baseada em um incidente<br />
real que aconteceu </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Bit Torrent &#8211; Tutorial Completo</title>
		<link>http://www.contraditorium.com/2006/01/09/bit-torrent-tutorial-completo/</link>
		<comments>http://www.contraditorium.com/2006/01/09/bit-torrent-tutorial-completo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Jan 2006 10:59:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Tutoriais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://news.contraditorium.com/?p=204</guid>
		<description><![CDATA[Como utilizar o protocolo mais eficiente já inventado para baixar filmes, músicas e programas da Internet. Tutorial completo com links e arquivos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
											<iframe
												style="height:25px !important; border:0px solid gray !important; overflow:hidden !important; width:550px !important;" frameborder="0" scrolling="no" allowTransparency="true"
												src="http://www.linksalpha.com/social?blog=Contraditorium&link=http%3A%2F%2Fwww.contraditorium.com%2F2006%2F01%2F09%2Fbit-torrent-tutorial-completo%2F&title=Bit+Torrent+-+Tutorial+Completo&desc=%0D%0A%0D%0ASe+voc%C3%AA+%C3%A9+um+produtor+de+%5BBP%5DHollywood%5B%2FBP%5D+pare+de+ler+por+aqui.+Se+for+um+usu%C3%A1rio+querendo+aprender+como+funciona+o+mais+eficiente+sistema+de+troca+de+arquivos+inventados%2C+veio+ao+lugar+certo&fc=333333&fs=arial&fblname=like&fblref=facebook&fbllang=pt_BR&fblshow=1&fbsbutton=1&fbsctr=1&fbslang=en&fbsendbutton=0&twbutton=1&twlang=en&twmention=cardoso&twrelated1=&twrelated2=&twctr=1&lnkdshow=noshow&lnkdctr=1&buzzbutton=1&buzzlang=pt_BR&buzzctr=1&diggbutton=1&diggctr=1&stblbutton=1&stblctr=1&g1button=1&g1ctr=1&g1lang=pt-BR">
											</iframe>
										</div><table border="0">
<tr>
<td><img src="/wp-content/images/napsterlogo.jpg" alt="napster" border="0"/></td>
<td>Se você é um produtor de [BP]Hollywood[/BP] pare de ler por aqui. Se for um usuário querendo aprender como funciona o mais eficiente sistema de troca de arquivos inventados, veio ao lugar certo. Com este tutorial qualquer novato que nunca baixou um [BP]MP3[/BP] irá utilizar o Bit Torrent para buscar [BP]filmes[/BP], [BP]livros[/BP], [BP]músicas[/BP] [BP]seriados[/BP] e programas compartilhados na Internet. Tutorial completo com links e arquivos.
</td>
</tr>
</table>
<p><span id="more-204"></span></p>
<h2>HISTÓRIA ANTIGA</h2>
<p>Até o século passado, transmissões de arquivos era coisa séria. Ou você assinava um serviço como o RENPAC da Embratel, um serviço de EDI como o do Infolink ou ficava à própria sorte, lidando com modems, protocolos e handshakes. Se você não sabe o que é zmodem, kermit e zoltrix, você é uma criatura mais feliz.</p>
<p>No tempo do BBS a comunicação era linear. Um usuário baixando um arquivo não interferia no download de outro usuário, mas também não ajudava. Era frustrante subir um arquivo, cheio de vontade, para descobrir que outro havia subido o mesmo arquivo minutos antes. Também não importava se todos menos você tinham o arquivo. Seu download não ganhava nem perdia.</p>
<p>Com arquivos de 16 ou 20Kb tudo bem, mas o advento do Netscape, o primeiro arquivo realmente grande a ser distribuído, tudo ficou pior. Não havia o conceito de recomeçar um download do ponto onde havia parado, as conexões eram lentas; em sua maioria trinta ou quarenta usuários compartilhavam um link de 64Kb.</p>
<p>Isso atrasou muito a principal função da Internet, que é a troca de arquivos de sacanagem.<br />
Embora a quantidade  de usuários e sua pulverização pelos quatro cantos do planeta tenham matado o conceito de BBS, as alternativas de distribuição de arquivos ainda refletiam aquele modelo inicial. Até hoje um download via FTP não passa de dois computadores enviando e recebendo pacotes de informação relativos a um arquivo, independente do que os computadores em volta estejam fazendo.</p>
<h2>NAPSTER, GNUTELA E OUTROS BICHOS</h2>
<p><center><br />
<img src="/wp-content/images/napster.jpg" border=0 alt="napster" /><br />
</center></p>
<p>A primeira geração de programas peer-to-peer assumia que uma enorme quantidade de gente tinha arquivos a compartilhar, e seria benéfico fornecer uma ferramenta para que essas pessoas interagissem entre si. Funcionou muito bem. Bilhões de músicas passaram pelo Napster, tornando o MP3 um formato conhecido e tirando o sono das gravadoras. Entretanto nem tudo são flores. O [BP]Napster[/BP] baixava os arquivos de um usuário de cada vez. Você não ganhava nenhuma vantagem por baixar um arquivo popular.<br />
Os programas como o Gnutella, que ainda sobrevive, mutado no Kazaa sofriam da mesma limitação.</p>
<blockquote><p><b><font COLOR=RED>DICA:</font> As figuras são ampliáveis, basta clicar.</b></p></blockquote>
<p><center><br />
    <a href="/wp-content/images/torrent10.jpg" rel="lightbox">     <img src="/wp-content/images/torrent10-thumb.jpg" border=0 alt="teste" /> </a><br />
<small>Tela do NeoNapster, uma versão<br />politicamente correta da ferramenta.</small><br />
</center></p>
<h2>A MULA</h2>
<p>Seria uma alternativa interessante o eMule, mas mérito de gerenciarem melhor os downloads logo foi ofuscado por uma tendência a trazer muitos arquivos falsos, spams, vírus e pornografia ilegal. Nada garante que um arquivo baixado seja realmente o que você espera.<br />
Outro inconveniente é o modelo de fila. Condiciona-se o download de um arquivo a diversos fatores, como ordem de chegada, quantidade de arquivos disponíveis do *seu* lado, em alguns casos até consegue-se o máximo em egoísmo on-line; troca condicional. Só permito o download do arquivo A se você compartilhar, para mim, o arquivo B.<br />
Por isso muitos arquivos, embora tenham disponibilidade teórica, na prática são quase impossíveis de baixar pelas redes tradicionais.  </p>
<h2>O VERDADEIRO PONTO-A-PONTO</h2>
<p>A humanidade estava razoavelmente satisfeita com o modelo existente. Pouca gente tinha banda larga, os arquivos em geral eram músicas individuais em mp3, e ninguém sentia realmente as deficiências do modelo.<br />
Então veio o [BP]DVD[/BP]. E o leitor de DVD para micros. E o DeCSS, um programa que integrava essa bagaça toda. Junte uma gota de inventividade, um container de maldade contra a MPAA, um formato de compressão chamado divx;) e presto! Temos filmes inteiros em excelente qualidade. E uma eternidade de espera para baixar cada um deles.</p>
<blockquote><p>
MPAA &#8211; Motion Pictures Association of America – São o mal. Sério. São Satã em pessoa. Eles querem impedir que você empreste seus discos. Se juntar cinco amigos, já está violando a licença. Leia o texto de alerta em qualquer um de seus DVDs. </p></blockquote>
<p><center><br />
<img src="/wp-content/images/riaa.jpg" border=0 alt="teste" /><br />
<small>Uma visão não muito exagerada da RIAA.</small><br />
</center></p>
<h2>NASCE O TORRENT</h2>
<p>Um sujeito muito inteligente, chamado <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bram_Cohen" target="new" alt="bramcohen">Bram Cohen</a>, que provavelmente tinha uma enorme coleção de filmes educativos de domínio público, pensou no problema, que na verdade tem duas partes: </p>
<ol>
<li>como distribuir uniformemente um arquivo para o maior número de pessoas simultaneamente?</li>
<li>omo evitar filas e sobrecarga de servidor quando da fase inicial, onde somente um, ou poucos computadores possuem o tal arquivo?</li>
</ol>
<p>A solução proposta foi simples e elegante. Por definição, todo membro de um enxame (o termo que compreende os computadores conectados a um arquivo torrent) é tanto receptor quanto transmissor.</p>
<p>Veja na figura abaixo o modelo tradicional versus o modelo torrent.</p>
<p><center></p>
<h3>Modelo Tradicional: Um servidor,<br />nenhuma interação entre clientes</h3>
<p><img src="/wp-content/images/torrent11.jpg" border=0 alt="torrent" /><br />
<small>fonte: <a href="http://download.wikimedia.org/" target="new">Wikimedia</a></small><br />
</center></p>
<p><center></p>
<h3>Modelo Torrent: Um tracker, clientes<br /> interagindo e trocando dados entre si</h3>
<p><img src="/wp-content/images/torrent12.jpg" border=0 alt="torrent" /><br />
<small>fonte: <a href="http://download.wikimedia.org/" target="new">Wikimedia</a></small><br />
</center></p>
<p>No modelo tradicional temos um servidor que controla as transferências, os pacotes e arquivos disponíveis, quem está com o quê. Isso gera uma enorme carga no servidor. Se o mesmo sair do ar, diga adeus. </p>
<p>No modelo torrent, o servidor ainda existe. É chamado de tracker. Na prática só serve para guardar o arquivo .Torrent com as informações básicas do arquivo compartilhado, como tamanho, nome, endereço do(s) tracker(s)- sim, um torrent pode ser referenciado por mais de um tracker de cada vez &#8211; e, principalmente, dados para autenticação. Com isso você evita baixar &#8220;O convento das freiras lésbicas karatecas assassinas&#8221; renomeado para &#8220;Bambi&#8221;. Ou o contrário.</p>
<p>Um tracker tem outras funções. Controla sua relação de envio / recebimento. Alguns usuários não entendem o conceito de compartilhar e forçam seus clientes para que somente recebam. Isso é ruim par todo mundo, então alguns trackers impõe limites para quem só recebe sem dar nada em troca, mas nunca limitando qualitativamente o conteúdo. Nada daquele esquema de trocas de alguns servidores do eMule.</p>
<h2>EXEMPLO PRÁTICO</h2>
<p>A Applet abaixo foi desenvolvida pelo pessoal do site <a href="http://aphid.org" target="new">http://aphid.org</a>. Está sendo hospedada no meu servidor para não consumir a banda deles. </p>
<p>Este programa é um excelente exemplo de funcionamento do Bit Torrent. Vamos entendê-lo:</p>
<p>Existem dois tipos de pontos em uma rede torrent: Os Seeders e os Leechers. Seeder é que semeia um Torrent, Leecher é que chupa. Vamos simular a criação de uma nova .torrent no cyberespaço.</p>
<p>Os comandos são simples: Tecla “+” adiciona um Leecher ao conjunto, tecla “s” adiciona um Seeder. Clique a Applet para ela ganhar o foco, em seguida tecle “+” umas 3 vezes. Verá que aparecem círculos com um espaço vazio. Esse espaço representa seu arquivo.</p>
<p>Com 3 ou 4 círculos orbitando, nada acontece. Precisamos de um Seeder. Tecla “s”. Veja como ele imediatamente elege um Leecher aleatoriamente como primeiro receptor. Ele está aos poucos enviando o arquivo para esse Leecher, mas por enquanto tudo ainda é igual ao modelo do eMule. </p>
<p>Em algum momento esse nó inicial irá começar a compartilhar com os outros, mesmo sem ter terminado o arquivo. Acrescente mais uns 5 ou 6 nós. Ideal que fique com uns 10. Aguarde alguns segundos para que a os mais recentes passem a receber dados. Veja como alguns nós bem posicionados recebem dados de diversas fontes simultaneamente!</p>
<p>Se você tiver paciência, verá o nó mais antigo se transformar em um Seeder. A essa altura sua tela deve estar uma teia de aranha de informações se entrecruzando. </p>
<p>Imagine isso em um ambiente de banda larga! A eficiência é assombrosa, sem sobrecarregar nenhum dos nós da rede. Idéia de gênio.<br />
<center><br />
<applet code="btsim" archive="/wp-content/images/btsim.jar" width="450" height="450"><br />
</applet><br />
<small>Bit Torrent Simulator &#8211; <a href="http://aphid.org" target="new">http://aphid.org</a></small></p>
<p>Clique na applet, use &#8220;s&#8221; para adicionar seeds e &#8220;+&#8221; para adicionar leechers.<br />
</center></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Convertendo 3GP e Quicktime para AVI</title>
		<link>http://www.contraditorium.com/2005/11/28/convertendo-3gp-e-quicktime-para-avi/</link>
		<comments>http://www.contraditorium.com/2005/11/28/convertendo-3gp-e-quicktime-para-avi/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Nov 2005 08:34:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas Quentes]]></category>
		<category><![CDATA[Mobile]]></category>
		<category><![CDATA[Tutoriais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://news.contraditorium.com/?p=175</guid>
		<description><![CDATA[Converter vídeos de celulares e PDAs não é tão complicado assim. Aprenda neste tutorial como resolver esse problema de forma simples e rápida]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
											<iframe
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												src="http://www.linksalpha.com/social?blog=Contraditorium&link=http%3A%2F%2Fwww.contraditorium.com%2F2005%2F11%2F28%2Fconvertendo-3gp-e-quicktime-para-avi%2F&title=Convertendo+3GP+e+Quicktime+para+AVI&desc=%0D%0A%0D%0ACom+o+advento+dos+%5BBP%5Dtelefones%5B%2FBP%5D+que+filmam%2C+%5BBP%5DPDAs%5B%2FBP%5D+com+%5BBP%5Dc%C3%A2meras%5B%2FBP%5D+e+m%C3%A1quinas+digitais+capazes+de+produzir+filmes+relativamente+decentes%2C+produzir+filmes+se+tornou+f%C3%A1cil.+Dif%C3%AD&fc=333333&fs=arial&fblname=like&fblref=facebook&fbllang=pt_BR&fblshow=1&fbsbutton=1&fbsctr=1&fbslang=en&fbsendbutton=0&twbutton=1&twlang=en&twmention=cardoso&twrelated1=&twrelated2=&twctr=1&lnkdshow=noshow&lnkdctr=1&buzzbutton=1&buzzlang=pt_BR&buzzctr=1&diggbutton=1&diggctr=1&stblbutton=1&stblctr=1&g1button=1&g1ctr=1&g1lang=pt-BR">
											</iframe>
										</div><table border="0">
<tr>
<td><img src="/wp-content/images/3gp.jpg" alt="3gp" border="0"/></td>
<td>Com o advento dos [BP]telefones[/BP] que filmam, [BP]PDAs[/BP] com [BP]câmeras[/BP] e máquinas digitais capazes de produzir filmes relativamente decentes, produzir filmes se tornou fácil. Difícil é se livrar do formato quase proprietário .3GP que a [BP]Nokia[/BP] iniciou e todo mundo foi atrás. Com este tutorial você aprenderá a converter os vídeos de seu celular em algo mais portável, além de se livrar daqueles Quicktimes esquisitos que também infestam a rede.
</td>
</tr>
</table>
<p><span id="more-175"></span></p>
<h2>Formato .3GP</h2>
<p>Sigla de <a href="http://www.3gpp.org/" target="new" alt=? 3gpp">3rd Generation Partnership Project</a>, é uma espécie de padrão para gravação de multimídia (leia-se vídeos e fotos) em dispositivos portáteis, principalmente telefones. O algoritmo principal de compressão é o [BP]MPEG-4[/BP], começou a ser suportado do Quicktime 6.5 em diante. </p>
<p><img src="/wp-content/images/capture3.jpg" alt="capture"/><br />
<small>Vídeo 3GP rodando no player Quicktime</small></p>
<p>Suportado mas não tolerado. Pouquíssimos programas de edição trabalham com ele, quem não tem um computador atualizado com a última versão não consegue visualizar, e principalmente usuários de PDAs não se dão bem com esses arquivos.</p>
<p>A melhor saída é converter esses vídeos. Mas como?</p>
<p>Existem diversas ferramentas no mercado que clamam converter esses arquivos. A grande maioria, pagas. Entre as freeware, uma se destaca, embora totalmente fora dos holofotes. O conjunto <a href=”www.radgametools.com/” target=”new” alt=”radtools”>Rad Vídeo Tools</a> é um conjunto de programas muito compacto (1,4MB) que utiliza filtros DirectX para acesso. Isso quer dizer que o que o subsistema de vídeo do Windows lê, ele lê. E entende. São raros os formatos que ele não entende.</p>
<h2>Baixando o Programa</h2>
<p>A primeira providência é baixar o RadVideoTools, <a href="http://www.radgametools.com/down/Bink/RADTools.exe" target="new" alt="rad">deste link aqui</a>.</p>
<p>Feito isso, instale-o. Será criado um folder na sua listagem de programas chamado Bink and Smacker. Nele você acha o executável para o Rad Vídeo Tools.</p>
<h2>Escolhendo um CODEC</h2>
<p>Existem literalmente centenas de opções de CODECs para compactar seu vídeo, mas não adianta escolher o mais perfeito e absoluto CODEC do mundo, se ninguém o utiliza. Em termos de compressão/facilidade de uso/popularidade o melhor de todos hoje é o <a href="http://www.divx.com/" target="new" alt="divx">Divx.</a>. Vamos assumir que ele está instalado, mas nada impede que qualquer outro, como o obsoleto CINEPAK ou o arcaico Vídeo For Windows seja usado.</p>
<h2>Iniciando o Trabalho</h2>
<p>De posse de um arquivo .3GP feito com seu [BP]celular[/BP] ou PDA ou câmera, abra o RAD Vídeo Tools (de agora em diante chamado RVT).</p>
<p><a href="/wp-content/images/capture1.jpg"><img src="/wp-content/images/capture1small.jpg" alt="capture"/></a><br />
<small>Tela Inicial. Clique para ampliar.</small></p>
<p>Da interface inicial toda, só são importantes os botões Play, Convert a File e File Info.</p>
<p>Play, como você deve ter deduzido, traz à tona o player-padrão do arquivo que você está convertendo, devidamente selecionado na listagem exibida. File Info traz um monte de informações úteis sobre seu vídeo, como resolução, frame rate e outras.</p>
<p><img src="/wp-content/images/capture2.jpg" alt="capture"/><br />
<small>Exemplo da opção File Info</small></p>
<p>Convert a File é o que queremos. Mas um momento; onde está nosso vídeo?</p>
<p>Exato. A Extensão .3GP não é reconhecida. Ela é recente demais, e sabe-se lá o motivo os produtores o RVT não a incluíram nas versões atuais do programa. </p>
<p>Não é problema. No DropDown “Files of Type:”, selecione “All Files” e nossos .3GPs irão aparecer. Selecione o desejado, clique em Convert a File e vamos para a tela principal.</p>
<p>Se você receber uma mensagem como a abaixo, não se preocupe. O RVT é inteligente demais às vezes. Ele acha que arquivos de nomes semelhantes numerados em seqüência são partes do mesmo vídeo e se oferece para uni-los em um único arquivo grande. Não é nossa intenção aqui, então selecione “não”, se questionado.</p>
<p><img src="/wp-content/images/capture4.jpg" alt="capture"/><br />
<small>Mensagem exibida quando detectados arquivos sequenciais.</small></p>
<p>Nesta tela tempos as principais opções de conversão. Você pode escolher converter somente o vídeo, somente o áudio ou ambos. Basta selecionar na checkbox “convert vídeo” e “convert audio”. Não se preocupe com os parâmetros. São para usuários mais experimentados e interessados em alterar frame rate, tamanho dos vídeos, etc.</p>
<p><a href="/wp-content/images/capture5.jpg"><img src="/wp-content/images/capture5small.jpg" alt="capture"/></a><br />
<small>Tela Principal. Clique para ampliar.</small></p>
<h2>Escolhendo A Saída</h2>
<p>No campo Output file info, selecione “Browse”. Será aberta uma caixa de diálogo, no diretório original do arquivo a ser convertido. Digite o nome do arquivo-destino, ou deixe o nome original. Não se preocupe, o RVT nunca irá sobrescrever seu arquivo original.</p>
<h2>Iniciando a Conversão</h2>
<p>Clique em “Convert” (de novo). O programa iniciará uma janela pedindo para você escolher o CODEC. Selecione Divx, clique em OK. </p>
<p><img src="/wp-content/images/capture6.jpg" alt="capture"/><br />
<small>Selecionando o CODEC desejado.</small></p>
<p>Se tudo estiver ok em sua máquina, uma janela mostrando o progresso da conversão irá aparecer. Poucos segundos ou algumas horas (dependendo do tamanho do seu vídeo) o botão “Cancel” mudará para “Done”, o tempo estimado deixará de ser exibido e voilá. Seu vídeo .3GP que não toca em lugar nenhum agora toca no seu Palm, no PC do Vizinho ou até no Celular, se for um Symbian com suporte a .AVI.</p>
<p><img src="/wp-content/images/capture7.jpg" alt="capture"/><br />
<small>Tela de processamento da conversão.</small></p>
<p>Este programa também funciona de forma excelente para converter traillers em Quicktime (extensão .MOV).</p>
<h2>Resultado da Conversão</h2>
<p>Veja o resultado abaixo, depois de RE-convertido para Quicktime, graças ao DailyMotion.</p>
<div style="margin-bottom:25px;margin-top:25px;">
<div style="width:320px;text-align:left;margin-left:auto;margin-right:auto;">
<style type="text/css">#lfn5faoqzmjuc7i50fn9zumlz140knwoj9acl152{width:320px;height:256px;border:none;margin:0px;}</style>
<p><iframe src="http://www.dailymotion.com/blog/video/10946?key=lfn5faoqzmjuc7i50fn9zumlz140knwoj9acl152" style="width:320px;height:256px;border:none;margin:0px;" width="320" height="256" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" id="lfn5faoqzmjuc7i50fn9zumlz140knwoj9acl152">Dailymotion blogged video</iframe><br /><span style="font-size:0.9em;margin-top:0px;"><a href="http://www.dailymotion.com/video/10946">Bruna e Bia</a><br />Originally uploaded by <a href="http://www.dailymotion.com/cardoso">cardoso</a><br /></span></div>
</div>
<p><font size=4 color=red>ATENÇÃO:</font><br />
Se ao abrir o arquivo você receber o erro &#8220;Error opening .3gp&#8221;, em 99% das vezes significa que você não têm o CODEC instalado.</p>
<p>Baixe a última versão do Quicktime, <a href="http://www.apple.com/quicktime" target="new" alt="apple">do site da Apple</a> e o instale. Tudo irá funcionar.</p>
]]></content:encoded>
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	</channel>
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