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Breaking News: Morreu Tancredo!

13/10/2011 - 10:48 am  -  14 comentários


millhousemd

Eu não sou exatamente conhecido nas interwebs por minhas profundas habilidades diplomáticas e paciência monástica, e se tem algo que me irrita profundamente é quando subestimam minhas capacidades fuçatórias. Eu trabalho direto com essa bosta de Internet, me orgulho de estar em dia com tudo que acontece, então quando alguém aparece cheio de amor pra dar, indicando uma notícia ou link que eu CANSEI de ler nas últimas 24, 72 ou mesmo 36 horas eu fico pra morrer, quero matar um.

Mas NUNCA o autor da indicação.

Eu me irrito com o FATO de ter recebido uma notícia pra lá de velha, que cansei de ler, mas não guardo ressentimento nenhum contra quem enviou, e jamais faltaria ao respeito com o sujeito. Se o fiz alguma vez, aproveito que estamos na época do Yom Kippur e peço sinceras desculpas.

Um blogueiro é tão bom quanto suas fontes, e não há fontes melhores que leitores. Receber um link legal, um furo, uma novidade é um grande prêmio, faz parte ser enterrado sob uma pilha de links velhos. Nem todo mundo passa o dia fuçando coisas na Internet, o timing das pessoas varia. Com o tempo elas percebem que só porque algo chegou na caixa de email delas não quer dizer que seja notícia fresquinha, mas ficar apontando isso é ser desnecessariamente rude, e falta de educação não-intencional é desperdício de falta de educação.

Por isso mesmo eu incrivelmente ainda não saí gritando PUTAQUEPARIU ESSA MERDA TEM MAIS DE 4 ANOS E NEM FOI ENGRAÇADO DA PRIMEIRA VEZ!!!! cada vez que me mandam –ao menos uma vez por dia- a imagem que abre esse artigo.

É uma forma do leitor de aproximar, compartilhar uma brincadeira inocente, estabelecer contato. Longe de mim atacar o sujeito em sua primeira semana de Internet.

Portanto, fica a dica: Se você envia uma notícia, uma imagem ou um trocadilho pra algum tuiteiro com muitos seguidores, acredite: Ele apreciou ao menos seu gesto, Só não respondeu por falta de tempo, ou para não parecer rude dizendo “já vi, é velho”ou, no caso do MillHouse, para não incentivar, pois em 100% das vezes um “hehehe” é suficiente para que o sujeito mande imediatamente a SEGUNDA imagem photoshopada mais batida da carreira do Hugh Laurie:

winehouse


Barack Trollbama? Não, senso de humor

27/07/2011 - 5:59 pm  -  8 comentários


Os EUA estão passando pelo tradicional apocalipse anual quando o Orçamento da União estoura as provisões, e o Governo ameaça parar. Os lados se invertem, quem está no Governo fica a favor de ampliar o Orçamento, quem está na Oposição fica contra.

Desta vez o debate se tornou público E participativo, Obama foi na TV e convocou o público a ligar para os congressistas, exigindo posições e decisões. Claro que o sistema telefônico do Capitólio capitulou. Era o que ele queria.

Também estão sendo realizadas entrevistas e debates nas redes sociais. A Casa Branca patrocina vários desses eventos, e está de olho inclusive na repercussão, coisa que muita gente que acha que tem a empresa nas mídias sociais não faz.

Melhor ainda: Eles sabem que a melhor forma de acalmar os ânimos é humanizar a situação, e que forma melhor de mostrar que é gente, não um bot ou um autômato do serviço público por trás do perfil? Humor, claro.

Foi o que descobriu David Wiggs, que postou o twit abaixo reclamando que o evento estava chato:

 

Snap166

 

Na hora a Casa Branca respondeu:

 

Snap165

 

“Desculpe ouvir isso, Política fiscal é importante, mas pode ser árida algumas vezes. Aqui está algo mais divertido:  http://TinyURL.com/y8ufsnp

O link, se você ainda não clicou, leva para o Clássico Rickroll.

Tirando um ou outro chato inevitável todo mundo adorou, inclusive o próprio Rickrollado, que respondeu com um “Loved it”

Com isso atraíram atenção para um debate CHATÍSSIMO (embora importante), mostraram que há gente como a gente por trás do perfil e deram atenção a um cidadão com 300 seguidores no Twitter, fugindo da idéia infelizmente comum de só interagir com “formador de opinião”.

A lição é clara como a neve: Você pode até ser a Casa Branca, mas não precisa ser Chapa Branca.


Um Anúncio e a má notícia de que os trolls vão ter que me engolir…

18/04/2011 - 2:20 pm  -  63 comentários


A boa é que a Internet é excelente para quem quer gerar e compartilhar conteúdo, e é isso que quem me lê quer, conteúdo.

Tenho percebido nos últimos dias, pelos emails recebidos e pelos comentários nos posts que as discussões que eu iniciava, as opiniões e mesmo as gracinhas postadas fazem falta.

Agradeço MUITO o carinho que tenho recebido, é bem legal, mas a aporrinhação não compensa para um retorno à velha Interação. Para um escritor a maior ofensa possível é ser tirado de contexto, e isso acontecia diariamente. Pior, o contexto era simplesmente ignorado, em busca da humilhação e da histeria.

Um exemplo: Se eu lembrar daquele imbecil do John Galliano, que teve uma crise nazi-psicótica e soltou no meio de um restaurante:

“Eu amo Hitler”

APOSTO que em segundos teremos vários idiotas postando “RT @cardoso Eu Amo Hitler”

Por isso manterei minha distância do Twitter, mas não creio ser justo abandonar 28 mil pessoas que gostam de meu conteúdo.

NOTA: Recebi emails de gente me desafiando a apagar o perfil, se vou mesmo sair do Twitter. Caros imbecis: Você paga minhas contas? Enfie um guarda-chuva no cu e faça pirocóptero. Se me aporrinhar muito eu acabo é voltando, e VOCÊ será o culpado.

Ferramentas como o Instagram, Google Reader e o próprio WordPress permitem enviar conteúdo de forma simples e automática, sem sequer precisar abrir qualquer interface direta com o Twitter. Assim eu forneço o conteúdo, estimulo as conversações mas não me exponho à aporrinhação de dezenas de adolescentes em fase de autoafirmação infernizando minha timeline.

Assim os followers seguidores leitores pessoal do bem não ficam privados do conteúdo, eu não me privo de compartilhar e aos trolls sobra xingar muito no Twitter, a única coisa que sabem fazer, aliás.

Sei que não é uma solução ideal, mas ainda não há uma forma prática de manter uma conversa privada com 28 mil pessoas.

 

E Os Anúncios?

Calma, chegaremos neles.

Chegamos. Eu estou explorando novas plataformas, comecei a brincar com o Tumblr, uma espécie de twitter de blogs. Parece ser divertido. Criei o WTF do Cardoso, um Tumblr onde postarei besteiras do dia-a-dia, pensamentos, frases, vídeos esquisitos e bichinhos fofinhos, claro. Não linkarei todos os posts no Twitter, mas os auuunnnnnns virão dele.

 

O segundo Tumblr servirá para manter vivo meu passatempo preferido, comentar a “novela” do SBT. Há tantas deliciosas pérolas no magnífico texto de Tiago Santiago que seria um crime não preservá-lo para a posteridade efêmera da Internet.

Esse Tumblr é o “Amor, Tem Devolução?” e estreará hoje, se tudo der certo.

 

Em resumo:

  • Conteúdo volta ao meu Twitter via aplicações.
  • Interação somente via form do blog, comentários e MSN.
  • RTs de meus tuits estão recomendados e estimulados.
  • Dois novos Tumblrs pra gente brincar

 

Espero que as novidades sejam do agrado de quem sente falta de bom conteúdo, ainda não montei a melhor maneira de operacionalizar isso tudo, mas acho que chegaremos a um ponto que seja do agrado de todos os envolvidos. Todos que não vivem pra xingar muito, claro.


Marketing de Morto-Vivo

24/10/2010 - 11:16 am  -  8 comentários


Vou contar um segredo: A Internet é boba. Nós gostamos de LOL Cats, gostamos de memes bobos como o #xxxdadepressão, Serra Sniper e a bolinha de papel que ganhou até conta no Twitter.

A Internet é uma catarse permanente onde fugimos do dia-a-dia, e isso é perfeitamente válido.

Agora contarei outro segredo: Gente que entende essa “bobeira” e a respeita ganha muitos pontos. Falar a linguagem da Internet não é fazer hotsite com passarinho do Twitter, montar campanha e enfiar aquela maldita barra de ícones pra redes sociais, onde nada será monitorado e não haverá interação de qualquer tipo.

Falar a linguagem da Internet é mais que participar das fases, modas e memes. A sears por exemplo lançou uma campanha completamente voltada para a Internet mas sem uma gota de condescendência. É a http://sears.com/zombies, uma versão super-séria da loja da Sears, voltada para um público específico de desmortos vivos.

vendedor com cérebro? Isso non ecziste!

O site é completo, tem até esquema monte seu próprio zumbi E versão em zombian, a língua falada pelos zumbis. Não conhecia? Nem eu.

A loja-zumbi está integrada à loja “de verdade”, os produtos são, bem, produtos normais, afinal zumbis vestem as mesmas roupas dos vivos, só mais rasgadas e isso você faz em casa.

A Sears ousou bastante, há uma parcela do público que com certeza ficará de mimimi com a visão de mãos decepadas e vendedores segurando cérebros, mas uma parcela enorme da Internet, que é o público-alvo da campanha, correrá pro site pra fuçar a rede social de zumbis e bater papo com o porta-voz (do além) da campanha no Twitter, o ZombieShopper.

Eu gostei da ousadia, é raro encontrar uma empresa que aceite brincar com a própria marca (brincar, não fazer cagada, GAP) e envolvê-la em coisas minimamente questionáveis. O normal é manter um distanciamento  totalmente irreal do mundo, ao mesmo tempo que fazem toneladas de reuniões para descobrir o motivo da falta de identificação com os consumidores.

Ousar demanda coragem, mas é só parte da equação. Para que sua ousadia não caia no campo da bobeira paternalista, é preciso também ter, com perdão aos zumbis, cérebro.


Singela contribuição para as mulas que fazem marketing político…

22/10/2010 - 9:29 pm  -  11 comentários


A campanha que seria revolucionária nas mídias sociais, com “marketeiro do Obama” e tudo se revelou um grande fiasco. Basicamente eleição nas mídias sociais se resume a candidato processando Twitter, candidato pedindo direito de resposta em 140 caracteres e milhares de perfis falsos fazendo spam.

Acho que é difícil entender que uma ação POSITIVA gera muito mais buzz do que um ataque, até por questão de lógica. Uma idéia legal atrairá os partidários E os oposicionistas moderados, aquele pequeno grupo capaz de ver sem antolhos.

Infelizmente não é assim que a banda toca e foi tudo nivelado pela lama.

É uma pena,mas no máximo os marketeiros seguem as modinhas, não criam tendências. Exemplo: Ambos os candidatos, Serra e Dilma usaram avatares infantis no dia das crianças. Legal, isso os colocou em pé de igualdade com todo mundo. Mas… não era pra se destacarem?

Não é preciso nem pensar muito para imaginar pequenas ações que geram buzz sem colocar a mãe no meio, que tal por exemplo dar checkin no Foursquare várias vezes e virar Prefeito do Palácio do Planalto? Um buzz simples mas que daria discussão pra um dia inteiro.

“mimimi o Povo não sabe o que é o Foursquare”

Como já disse um grande estadista, “foda-se o Povo”.  O povo das mídias sociais sabe. Se você está em campanha em uma rede social, é obrigação profissional usar todos os recursos da mesma, falar a linguagem e conhecer profundamente seus meandros. Nesta eleição estou vendo uma simplificação rasteira do discurso, em todos os canais, em todas as mídias. É como se o kibeloco fosse estrategista e sua idéia de tratar o leitor como menor denominador comum tivesse sido implantada.

O Twitter não necessariamente funciona no racional, no caso é melhor apelar pra emoção. É inviável achar que é possível discutir detalhadamente projetos de campanha em 140 caracteres com milhares de pessoas falando. Você tem que usar a ferramenta para gerar identificação com o eleitor e então direcioná-lo para o site com propostas detalhadas.

Nessa eleição as mídias sociais foram usadas da pior forma possível, os spammers tratam Twitter como local de distribuição de santinhos, os candidatos tratam tuiteiros como inimigos e os “profissionais” de mídias sociais são tratados como profissionais de 3a classe pelos “estrategistas”, que entendem tudo de eleição e por extensão acham que entendem de Internet também.

No final o grau de satisfação dos envolvidos é zero, tudo se resume a uma questão prática de quanto vai-se ganhar nessa brincadeira e quando coloca-se a mão no dinheiro.

A ironia é que essa parte é verdadeiramente democrática, vai do estagiário da agência ao Presidente eleito.


Palmas pra Record, a Batgirl da TV Brasileira

01/10/2010 - 11:36 am  -  23 comentários


Existe uma corrente que defende a idéia de que Informação é Poder. A Internet vai mudar o mundo, tirou o controle da informação das mãos dos poderosos, bla bla bla.

Uma corrente mais pragmática diz que se informação fosse poder as bibliotecárias dominariam o mundo. Eu concordo.Informação não é poder, Pai Mei é o Poder, mas na falta dele Poder é saber usar a informação. Então para o Poder Supremo precisamos de dois componentes: Informação e Sabedoria.

Filosófico, né? E onde entra a Record? Bem, a Record é uma rede de emissoras em todo o Brasil, disputa pau-a-pau com todas as outras, às vezes ganha, às vezes perde (oi Mion!) e está fazendo um trabalho bem profissional com a Internet. Nada revolucionário, mais do mesmo, diriam.

Até hoje.

Se informação é o primeiro passo para o poder, e todos mundo tem acesso à informação, como desnivelar isso? Fácil, tendo informação que mais ninguém tem.

A Record como todo mundo quer entrar nas mídias sociais. A Record como todo mundo tem um ENORME problema com métricas. Não dá para saber qual a real influência de um perfil no twitter baseado no número de seguidores, não dá para saber qual o efeito de uma comunidade no Orkut, qual a agilidade de uma informação dispersada por esses meios. É tudo uma grande caixa-preta, onde a maior parte das estimativas é chutada (pronto, entreguei) e quem vende viralização garantida, está mentindo.

Até hoje.

Como quem não quer nada, a Record estreou A Fazenda 3 sem aviso, sem fanfarra, um dia antes da data prometida. Qual o resultado disso?

Um monte de gente comentando no Twitter, postando em blogs, facebookando.

“Ah, mas fariam do mesmo jeito no dia da estréia”

Siiiim, querida salsa, fariam, mas com todo o ruído gerado pelo anúncio antecipado, pelos comerciais, pela mídia alertando para o programa.

O que a Record tem agora é acesso a dados e métricas de engajamento, participação, propagação, capilarização de um evento de âmbito nacional, SEM RUÍDO.

Cruzando os dados obtidos durante a exibição do programa com as informações internas da emissora é possível saber tudo que funcionou, o que não funcionou, o que viralizou, como se propaga a reação a algo exibido no vídeo… enfim, o sonho de um especialista em mídias sociais. A Record hoje potencialmente sabe mais do que qualquer um no Brasil sobre a real métrica das mídias sociais. Ela deu uma bela rasteira em todo mundo,  mostrando que distraídos venceremos é poeticamente bonito mas o mundo continua sendo dos mais antenados.

E quem não gostou que vá reclamar pro Bispo.


10 desculpas esfarrapadas para não ser bloqueado no Twitter

25/09/2010 - 6:17 pm  -  46 comentários


Estou eu feliz alegre e serelepe tomando Salinas, quando chegou em casa e descubro uma provocação (no bom sentido, de dentro pra fora) do Nick Ellis, me indicando este post “10 razões para não bloquear alguém no Twitter“. Eu poderia simplesmente ignorar, afinal de contas a autora é claramente uma “especialista” em mídias sociais. Vejam o perfil da figura, ela tem 32.301 seguidores, seguindo 29.108 pessoas.

Isso, DE CARA é sinal de usuário de script OU de perfil followback, usando a estratégia de seguir todo mundo que segue de volta. Isso garante pelo menos 70% de retorno, ou seja: A cada 10 pessoas que você segue indiscriminadamente, sem sequer saberem quem você é, sete seguirão de volta.

Mesmo assim, acho que vale uma refutação mais detalhada dos argumentos, pois a Internet está se tornando terreno fértil para esses “especialistas” que não conhecem nossa realidade e ganham relevância quando são replicados por gente mais ingênua.

Vejamos então como os argumentos da iludida especialista para não bloquear alguém no Twitter se comportam no mundo real:

1 – Todo mundo merece uma segunda chance

Lindo, poético. ela diz que o sujeito vem, pede desculpas e aí somos todos amigos. Perfeito, mas na prática não acontece. idiotas não pedem desculpas, eles acham que estão certos, SEMPRE. Um bloqueado NUNCA cai em si e corre atrás de perdão. O primeiro ato após o block é começar (mais precisamente, continuar) a xingar e atacar o autor do block.

Manter um sujeito merecedor de block ativo significa poluir sua timeline. Pior ainda, significa que você está dando espaço e tempo a um sujeito que PODE merecer uma segunda chance, espaço e tempo que você deveria estar dedicando a um monte de gente que merece uma PRIMEIRA chance.

2 – O Twit deles foi motivado por um dia ruim

Todo mundo tem um dia ruim. Alguns são uma boa merda. Nos meus piores dias já briguei com amigos, magoei quem não merecia, mas em momento algum JAMAIS destratei desconhecidos. Meus garçons, manobristas, cozinheiros, barmans não têm nada a ver com meu dia ruim. Se um AMIGO me trata mal em um dia ruim, eu entendo perfeitamente. Não é o caso. Eu estou pouco me fodendo se é o pior dia da vida do sujeito. isso não dá a ele o direito de entrar no Twitter e me xingar.

3 – Você está tomando uma decisão emocional? Vai conseguir dormir depois disso?

Vou. Não conseguiria dormir é se minha vida fosse tão vazia a ponto de bloquear alguém no Twitter afetar meu son

[atualização] – foi-me visto notar que a autora usou a expressão “can you sleep on it”, que não altera o sentido original da primeira pergunta, mas deixa de ser um apelo à consciência (aquilo que o Xerife Lucas Buck diz ser apenas o medo de ser apanhado) e se torna uma ênfase da primeira idéia, da precipitação. Não, mula manca, esperar 24h não vão fazer uma miguxa fã do Fiuk que me manda 50 mensagens com ameaças de morte parecer mais racional e menos digna de block.

4 – Álcool pode estar envolvido

Se beber, não tuite, Se tuitar, não beba. Sério, enquanto alcoólatra juramentado, bebedor contumaz ou com qualquer outro que apareça pra convidar, eu ODEIO bêbado inconveniente. Dão má fama à categoria. São chatos, fazem barmens regularem drinks no final da noite, fazem mulheres ficarem temerosas, fazem mal até ao fígado.

Em qualquer país decente um crime cometido sob influência de álcool é considerado pior que um crime simples Se álcool é agravante para tudo, porque diabos deveria ser atenuante no Twitter? Assuma suas atitudes, bêbado ou são.

5 – Podemos ter entendido o twitter fora de contexto

Ah, claro. Filho da puta, babaca, etc, é tudo fora de contexto. Qual mesmo a desculpa? Ah sim, “eu estava sendo irônico”.  Ninguém bloqueia ninguém por falta de contexto. Bloqueamos por comentários agressivos, ofensivos e provocações gratuitas.

6 – Saiu sem querer

Essa é hilária. A mulher diz que não devemos bloquear alguém pois pode ter sido um deslize, o sujeito falou algo e em seguida pediu desculpas, não era pra ter dito. Então vejamos: O sujeito diz que sou um merda, mereço a morte, bla bla bla, mas foi sem-querer, não era pra ter tornado pública a OPINIÃO dele, e por causa disso não merece block? Desculpe, se eu não quero manter contato com quem publicamente não me respeita, que dirá com quem me despreza em segredo.

7 – Você nunca sabe

Essa eu tenho que traduzir quase na íntegra: “Você nunca sabe o que está se passando do outro lado do tuit de alguém. Eles podem estar em uma situação ruim e você não sabe. A conta de twitter deles pode ter sido usada pelos filhos, eles podem estar usando o Google Translator e não está funcionando, eles podem estar em um relacionamento ruim e isso está causando stress”

Sério, FODA-SE, FODA-SE MUITO. Ema ema ema, cada um com seu problema. Não é minha função achar justificativas loucas para um idiota vir me xingar no Twitter.

8 – Perdão é sempre o melhor caminho

9 – Você tem seguidores sobrando?

Não, definitivamente não. Por isso mesmo valorizo muito cada um que me segue, leio todos os replies, conheço (interneticamente falando) cada um deles, em minha mente estamos todos conversando. Ao bloquear um idiota estou abrindo espaço para meus seguidores legais. Descobri que os leitores ODEIAM brigas, não acham graça em longas e estéreis discussões. É perda de tempo para todos os envolvidos, menos o débil mental que tem como único prazer na vida brigar no Twitter para mostrar aos amigos brigões como é o Fodalhão que xingou muito o Cardoso.

Eu não tenho seguidores sobrando, Diana. Não sou usuário de script como você. Por isso mesmo bloqueio sem dó qualquer um que atrapalhe minha interação com meus seguidores legítimos.

10 Karma

Karma, não vou fazer analogia com Nosso Lar. A explicação é bem mais terrena. Segundo a scripteira, “Tome cuidado para Não bloquear alguém apenas porque você quer magoar, chamar a atenção ou ser chato. Se você fizer isso, atrairá o mesmo tipo de seguidores”. Como assim, Bial? Alguém bloqueia para chamar a atenção? E como isso fará com que você atraia gente que também bloqueia indiscriminadamente? Não faz sentido. É como dizer que celibato é hereditário.

Conclusão: A cidadã não tem uma experiência real de Twitter, é uma usuária de scripts que usa o serviço como fonte de spam, nada mais. Confira o Twitter dela, não interage. 90% das mensagens são linkspam, o resto são  ”obrigado pelo elogio”. É fácil você pregar regras de comportamento irreais no Twitter se você vive uma existência irreal. É só ignorar todo mundo, em uma vibe esquizofrênica, acreditando que trolls não existem. Na prática não funciona assim. Interagir com todo mundo tem seus preço, um preço muito caro, que é lidar com idiotas.

Você pode ser realista, admitir que existem pessoas cuja única atividade no Planeta é aporrinhar os outros, ou pode achar que todo mundo é bonzinho e gastar seu tempo achando justificativas para o sujeito que nunca te viu antes mas saiu ofendendo você, seu trabalho e sua família.

Eu sinceramente não acho que esse tipo de gente mereça esse tempo. Prefiro bloquear e me dedicar a gente de melhor nível. Até porquê, se mal consigo justificar os MEUS atos, vou me preocupar em justificar o dos outros?


Justin Bieber, Matador de Trolls

17/08/2010 - 1:49 pm  -  28 comentários


Pode ser falha na Matrix[bb], prenúncio de 2012[bb], mas o fato que o herói do dia é ninguém menos que o Jar-Jar Binks[bb] do Pop, Justin Bieber[bb].

Tudo começou quando um trollzinho de 5a categoria de 15 anos chamado Kevin Kristopik hackeou o Twitter[bb] de Ryan Butler, melhor amigo de Justin Bieber para conseguir o número do celular do astro pop. Como todo troll, Kevin é uma nulidade, e incapaz de se destacar por mérito próprio, tentou alcançar alguma relevância demonstrando ao mundo que O MUNDO está errado em dar atenção a outro. Como fazer isso? Enchendo o saco do Justin Bieber.

Kevin começou a passar trotes e mandar SMSs xingando o pequeno astro pop, afinal de contas um loser de 15 anos tem toda moral para dar lição de vida em um pop star que vale e rende milhões de dólares.

O trollzinho mesmo admite:

“Eu meio que me baguncei a vida dele um pouco. Ele decidiu se vingar.”

Decidiu se vingar, indeed, como diria T’ealc.

Por mais que seja uma boa moça, em algum momento Justin Bieber tinha que estar naqueles dias, então subiu nas tamancas[bb], rodou a baiana e decidiu cortar o rebolado do troll.

Como Kevin, sendo troll tem no DNA[bb] extrema burrice, estava enviando os SMSs e trotes de seu próprio celular. Justin então soltou uma mensagem no Twitter, lida por seus mais de 4,5 MILHÕES de seguidores.

“Everyone call me 248-417-5346 :) or text,”

O resultado? Mais de 26.000 SMSs, milhares de ligações, muitas delas internacionais. O número foi praticamente inutilizado. O trollzinho apagou a conta no Twitter e cancelou o número do telefone[bb]. CLARO, como todo mundo que não sabe brincar mas mesmo assim desce pro play, kevin disse que Justin Bieber abusou de seu status e poder como celebridade. O mimimi final dele foi: “I never asked for it, @justinbieber is a dick, I still like him, but this was so low.”

O pai do inocente floquinho de neve reconhece que o filho estava aporrinhando o cantor, está preocupando com a conta de telefone, dadas as ligações internacionais recebidas, mas acha que Justin poderia ter lidado com a situação de forma diferente. COMO SEMPRE, nunca há a sugestão de COMO seria essa “forma diferente”.

Aqui o resultado: Como podem ver o celular fica um tanto impossível de ser usado com o número, depois de ser Bieberificado…

A História se repete: Na hora de aporrinhar o Bieber o cara era o Phodalhão, o Grande Hacker, iria encher até o alvo mudar o número do celular, depois se gabaria no Twitter de como trollou o Justin Bieber até ele pedir arrego. Já quando o outro reage, é abuso de poder? BRING IT ON, BIATCH!

Fonte: Freep,Appinsect


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