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Palmas pra Record, a Batgirl da TV Brasileira

01/10/2010 - 11:36 am  -  24 comentários


Existe uma corrente que defende a idéia de que Informação é Poder. A Internet vai mudar o mundo, tirou o controle da informação das mãos dos poderosos, bla bla bla.

Uma corrente mais pragmática diz que se informação fosse poder as bibliotecárias dominariam o mundo. Eu concordo.Informação não é poder, Pai Mei é o Poder, mas na falta dele Poder é saber usar a informação. Então para o Poder Supremo precisamos de dois componentes: Informação e Sabedoria.

Filosófico, né? E onde entra a Record? Bem, a Record é uma rede de emissoras em todo o Brasil, disputa pau-a-pau com todas as outras, às vezes ganha, às vezes perde (oi Mion!) e está fazendo um trabalho bem profissional com a Internet. Nada revolucionário, mais do mesmo, diriam.

Até hoje.

Se informação é o primeiro passo para o poder, e todos mundo tem acesso à informação, como desnivelar isso? Fácil, tendo informação que mais ninguém tem.

A Record como todo mundo quer entrar nas mídias sociais. A Record como todo mundo tem um ENORME problema com métricas. Não dá para saber qual a real influência de um perfil no twitter baseado no número de seguidores, não dá para saber qual o efeito de uma comunidade no Orkut, qual a agilidade de uma informação dispersada por esses meios. É tudo uma grande caixa-preta, onde a maior parte das estimativas é chutada (pronto, entreguei) e quem vende viralização garantida, está mentindo.

Até hoje.

Como quem não quer nada, a Record estreou A Fazenda 3 sem aviso, sem fanfarra, um dia antes da data prometida. Qual o resultado disso?

Um monte de gente comentando no Twitter, postando em blogs, facebookando.

“Ah, mas fariam do mesmo jeito no dia da estréia”

Siiiim, querida salsa, fariam, mas com todo o ruído gerado pelo anúncio antecipado, pelos comerciais, pela mídia alertando para o programa.

O que a Record tem agora é acesso a dados e métricas de engajamento, participação, propagação, capilarização de um evento de âmbito nacional, SEM RUÍDO.

Cruzando os dados obtidos durante a exibição do programa com as informações internas da emissora é possível saber tudo que funcionou, o que não funcionou, o que viralizou, como se propaga a reação a algo exibido no vídeo… enfim, o sonho de um especialista em mídias sociais. A Record hoje potencialmente sabe mais do que qualquer um no Brasil sobre a real métrica das mídias sociais. Ela deu uma bela rasteira em todo mundo,  mostrando que distraídos venceremos é poeticamente bonito mas o mundo continua sendo dos mais antenados.

E quem não gostou que vá reclamar pro Bispo.



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10 desculpas esfarrapadas para não ser bloqueado no Twitter

25/09/2010 - 6:17 pm  -  47 comentários


Estou eu feliz alegre e serelepe tomando Salinas, quando chegou em casa e descubro uma provocação (no bom sentido, de dentro pra fora) do Nick Ellis, me indicando este post “10 razões para não bloquear alguém no Twitter“. Eu poderia simplesmente ignorar, afinal de contas a autora é claramente uma “especialista” em mídias sociais. Vejam o perfil da figura, ela tem 32.301 seguidores, seguindo 29.108 pessoas.

Isso, DE CARA é sinal de usuário de script OU de perfil followback, usando a estratégia de seguir todo mundo que segue de volta. Isso garante pelo menos 70% de retorno, ou seja: A cada 10 pessoas que você segue indiscriminadamente, sem sequer saberem quem você é, sete seguirão de volta.

Mesmo assim, acho que vale uma refutação mais detalhada dos argumentos, pois a Internet está se tornando terreno fértil para esses “especialistas” que não conhecem nossa realidade e ganham relevância quando são replicados por gente mais ingênua.

Vejamos então como os argumentos da iludida especialista para não bloquear alguém no Twitter se comportam no mundo real:

1 – Todo mundo merece uma segunda chance

Lindo, poético. ela diz que o sujeito vem, pede desculpas e aí somos todos amigos. Perfeito, mas na prática não acontece. idiotas não pedem desculpas, eles acham que estão certos, SEMPRE. Um bloqueado NUNCA cai em si e corre atrás de perdão. O primeiro ato após o block é começar (mais precisamente, continuar) a xingar e atacar o autor do block.

Manter um sujeito merecedor de block ativo significa poluir sua timeline. Pior ainda, significa que você está dando espaço e tempo a um sujeito que PODE merecer uma segunda chance, espaço e tempo que você deveria estar dedicando a um monte de gente que merece uma PRIMEIRA chance.

2 – O Twit deles foi motivado por um dia ruim

Todo mundo tem um dia ruim. Alguns são uma boa merda. Nos meus piores dias já briguei com amigos, magoei quem não merecia, mas em momento algum JAMAIS destratei desconhecidos. Meus garçons, manobristas, cozinheiros, barmans não têm nada a ver com meu dia ruim. Se um AMIGO me trata mal em um dia ruim, eu entendo perfeitamente. Não é o caso. Eu estou pouco me fodendo se é o pior dia da vida do sujeito. isso não dá a ele o direito de entrar no Twitter e me xingar.

3 – Você está tomando uma decisão emocional? Vai conseguir dormir depois disso?

Vou. Não conseguiria dormir é se minha vida fosse tão vazia a ponto de bloquear alguém no Twitter afetar meu son

[atualização] – foi-me visto notar que a autora usou a expressão “can you sleep on it”, que não altera o sentido original da primeira pergunta, mas deixa de ser um apelo à consciência (aquilo que o Xerife Lucas Buck diz ser apenas o medo de ser apanhado) e se torna uma ênfase da primeira idéia, da precipitação. Não, mula manca, esperar 24h não vão fazer uma miguxa fã do Fiuk que me manda 50 mensagens com ameaças de morte parecer mais racional e menos digna de block.

4 – Álcool pode estar envolvido

Se beber, não tuite, Se tuitar, não beba. Sério, enquanto alcoólatra juramentado, bebedor contumaz ou com qualquer outro que apareça pra convidar, eu ODEIO bêbado inconveniente. Dão má fama à categoria. São chatos, fazem barmens regularem drinks no final da noite, fazem mulheres ficarem temerosas, fazem mal até ao fígado.

Em qualquer país decente um crime cometido sob influência de álcool é considerado pior que um crime simples Se álcool é agravante para tudo, porque diabos deveria ser atenuante no Twitter? Assuma suas atitudes, bêbado ou são.

5 – Podemos ter entendido o twitter fora de contexto

Ah, claro. Filho da puta, babaca, etc, é tudo fora de contexto. Qual mesmo a desculpa? Ah sim, “eu estava sendo irônico”.  Ninguém bloqueia ninguém por falta de contexto. Bloqueamos por comentários agressivos, ofensivos e provocações gratuitas.

6 – Saiu sem querer

Essa é hilária. A mulher diz que não devemos bloquear alguém pois pode ter sido um deslize, o sujeito falou algo e em seguida pediu desculpas, não era pra ter dito. Então vejamos: O sujeito diz que sou um merda, mereço a morte, bla bla bla, mas foi sem-querer, não era pra ter tornado pública a OPINIÃO dele, e por causa disso não merece block? Desculpe, se eu não quero manter contato com quem publicamente não me respeita, que dirá com quem me despreza em segredo.

7 – Você nunca sabe

Essa eu tenho que traduzir quase na íntegra: “Você nunca sabe o que está se passando do outro lado do tuit de alguém. Eles podem estar em uma situação ruim e você não sabe. A conta de twitter deles pode ter sido usada pelos filhos, eles podem estar usando o Google Translator e não está funcionando, eles podem estar em um relacionamento ruim e isso está causando stress”

Sério, FODA-SE, FODA-SE MUITO. Ema ema ema, cada um com seu problema. Não é minha função achar justificativas loucas para um idiota vir me xingar no Twitter.

8 – Perdão é sempre o melhor caminho

9 – Você tem seguidores sobrando?

Não, definitivamente não. Por isso mesmo valorizo muito cada um que me segue, leio todos os replies, conheço (interneticamente falando) cada um deles, em minha mente estamos todos conversando. Ao bloquear um idiota estou abrindo espaço para meus seguidores legais. Descobri que os leitores ODEIAM brigas, não acham graça em longas e estéreis discussões. É perda de tempo para todos os envolvidos, menos o débil mental que tem como único prazer na vida brigar no Twitter para mostrar aos amigos brigões como é o Fodalhão que xingou muito o Cardoso.

Eu não tenho seguidores sobrando, Diana. Não sou usuário de script como você. Por isso mesmo bloqueio sem dó qualquer um que atrapalhe minha interação com meus seguidores legítimos.

10 Karma

Karma, não vou fazer analogia com Nosso Lar. A explicação é bem mais terrena. Segundo a scripteira, “Tome cuidado para Não bloquear alguém apenas porque você quer magoar, chamar a atenção ou ser chato. Se você fizer isso, atrairá o mesmo tipo de seguidores”. Como assim, Bial? Alguém bloqueia para chamar a atenção? E como isso fará com que você atraia gente que também bloqueia indiscriminadamente? Não faz sentido. É como dizer que celibato é hereditário.

Conclusão: A cidadã não tem uma experiência real de Twitter, é uma usuária de scripts que usa o serviço como fonte de spam, nada mais. Confira o Twitter dela, não interage. 90% das mensagens são linkspam, o resto são  ”obrigado pelo elogio”. É fácil você pregar regras de comportamento irreais no Twitter se você vive uma existência irreal. É só ignorar todo mundo, em uma vibe esquizofrênica, acreditando que trolls não existem. Na prática não funciona assim. Interagir com todo mundo tem seus preço, um preço muito caro, que é lidar com idiotas.

Você pode ser realista, admitir que existem pessoas cuja única atividade no Planeta é aporrinhar os outros, ou pode achar que todo mundo é bonzinho e gastar seu tempo achando justificativas para o sujeito que nunca te viu antes mas saiu ofendendo você, seu trabalho e sua família.

Eu sinceramente não acho que esse tipo de gente mereça esse tempo. Prefiro bloquear e me dedicar a gente de melhor nível. Até porquê, se mal consigo justificar os MEUS atos, vou me preocupar em justificar o dos outros?



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Justin Bieber, Matador de Trolls

17/08/2010 - 1:49 pm  -  28 comentários


Pode ser falha na Matrix[bb], prenúncio de 2012[bb], mas o fato que o herói do dia é ninguém menos que o Jar-Jar Binks[bb] do Pop, Justin Bieber[bb].

Tudo começou quando um trollzinho de 5a categoria de 15 anos chamado Kevin Kristopik hackeou o Twitter[bb] de Ryan Butler, melhor amigo de Justin Bieber para conseguir o número do celular do astro pop. Como todo troll, Kevin é uma nulidade, e incapaz de se destacar por mérito próprio, tentou alcançar alguma relevância demonstrando ao mundo que O MUNDO está errado em dar atenção a outro. Como fazer isso? Enchendo o saco do Justin Bieber.

Kevin começou a passar trotes e mandar SMSs xingando o pequeno astro pop, afinal de contas um loser de 15 anos tem toda moral para dar lição de vida em um pop star que vale e rende milhões de dólares.

O trollzinho mesmo admite:

“Eu meio que me baguncei a vida dele um pouco. Ele decidiu se vingar.”

Decidiu se vingar, indeed, como diria T’ealc.

Por mais que seja uma boa moça, em algum momento Justin Bieber tinha que estar naqueles dias, então subiu nas tamancas[bb], rodou a baiana e decidiu cortar o rebolado do troll.

Como Kevin, sendo troll tem no DNA[bb] extrema burrice, estava enviando os SMSs e trotes de seu próprio celular. Justin então soltou uma mensagem no Twitter, lida por seus mais de 4,5 MILHÕES de seguidores.

“Everyone call me 248-417-5346 :) or text,”

O resultado? Mais de 26.000 SMSs, milhares de ligações, muitas delas internacionais. O número foi praticamente inutilizado. O trollzinho apagou a conta no Twitter e cancelou o número do telefone[bb]. CLARO, como todo mundo que não sabe brincar mas mesmo assim desce pro play, kevin disse que Justin Bieber abusou de seu status e poder como celebridade. O mimimi final dele foi: “I never asked for it, @justinbieber is a dick, I still like him, but this was so low.”

O pai do inocente floquinho de neve reconhece que o filho estava aporrinhando o cantor, está preocupando com a conta de telefone, dadas as ligações internacionais recebidas, mas acha que Justin poderia ter lidado com a situação de forma diferente. COMO SEMPRE, nunca há a sugestão de COMO seria essa “forma diferente”.

Aqui o resultado: Como podem ver o celular fica um tanto impossível de ser usado com o número, depois de ser Bieberificado…

A História se repete: Na hora de aporrinhar o Bieber o cara era o Phodalhão, o Grande Hacker, iria encher até o alvo mudar o número do celular, depois se gabaria no Twitter de como trollou o Justin Bieber até ele pedir arrego. Já quando o outro reage, é abuso de poder? BRING IT ON, BIATCH!

Fonte: Freep,Appinsect



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Aprenda a manipular seguidores no Twitter

14/08/2010 - 12:45 pm  -  12 comentários


Dizem que uma das justificativas para o comportamento dos trolls é que destruir é mais fácil que construir. Em princípio faz sentido, mas na prática não justifica, pois em sua maioria não é uma opção, esses seres NÃO tem qualquer capacidade construtiva, destroem por falta de opção mesmo. Não por ser… “mais fácil”. Por isso mesmo acho muito, muito legal quando vejo iniciativas diametralmente opostas, quando vejo gente se reunindo de forma espontânea, sem nenhum objetivo maligno apenas para criar algo… legal.

Como no caso de dois usuários do Twitter, Guy Dayan e Shelly Peleg. Tiveram a idéia de criar um mosaico na grade de followers de sua conta no Twitter. Não é novidade, a Rosana Hermann já publicou várias vezes link para sites de scripts que automatizam isso, criando usuários-fantasma com o único intuito de aproveitar o avatar. Mas.. qual a graça? No caso dos dois eles pediram voluntários, forneceram os avatares e seguiram as pessoas.

O resultado ficou muito mais… humano.

Via Neatorama



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Sisifode aí, blogueiro

21/07/2010 - 3:56 pm  -  81 comentários


mentalidade troll perfeitamente definida

Segundo as lendas gregas (lenda é como se chama a religião dos outros) Sisifo era um Rei, filho do Rei da Tessália (Elios, não o Michel, cacete) e um grande FDP, capaz de irritar gente em uma escala divina.

Como castigo os deuses o condenaram a uma eternidade empurrando uma pedra até o alto de um morro, apenas para no final do dia ver a rocha deslizar de volta.

A condição de blogueiro lembra muito isso, sendo que os trolls são os deuses (na metáfora e na mente deles) e nós empurramos pedra. A essência é que eles nunca, nunca estão satisfeitos. Assim como a Paz no Mundo, a Paz na Internet é extremamente simples para quem não vive a situação, por isso é comum ver gente soltando pérolas como “é só não responder”, “não seja rude”, ou então a famosa e nojenta “Liberdade de Expressão”, usada por gente honesta e sincera que não contemplou a possibilidade de gente entrar e sair xingando apenas pelo prazer de fazê-lo, e acha que o Mundo Online é igual seu bloguinho (no bom sentido) de 5 visitas semanais, freqüentado apenas pela família e amigos íntimos.

Aí entra a segunda posição errada: “toda critica é válida”. Não é.

Quem tem mais exposição (e não precisa muito, 15 visitas semanais e você já está na chuva) sabe que não é assim que a banda toca. Continue reading “Sisifode aí, blogueiro” »



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De CQC, Kibes e Moinhos de Vento

23/03/2010 - 3:23 pm  -  125 comentários


moinhos

Semana passada rolou um auê nas Internets, um quadro do CQC havia sido censurado na Justiça. Eu não gosto do CQC, já falei isso e não assisto o programa, mas ao contrário dos Trolls tenho grandeza suficiente para entender que um programa, mesmo um que não me agrada ser censurado é algo sério. Assim fui ver o tal quadro, posteriormente liberado por um Desembargador. (mais detalhes aqui)

Eu recomendo a TODO MUNDO que assista, foi algo delicioso de se ver. Colocaram um GPS em uma TV, doaram para a Sec. de Educação de Barueri. O Secretário (irmão do Prefeito) adorou o presente, falou que iria para uma escola, etc. Depois de alguns dias a TV foi retirada por um funcionário da prefeitura “para sintonização” e sumiu.

Sumiu em termos, graças ao GPS rastrearam até a casa de uma funcionária. O Secretário de Educação não sabia disso, foi um rebu. Só que como isto é Brasil, o corrupto se mostrou apenas uma engrenagem do Sistema, e a principal e única função do Sistema é proteger o Sistema.

Em entrevista ao CQC o Prefeito de Barueri, Rubens Furlan perdeu uma excelente oportunidade de baixar as calças e girar o pinto, como o Brüno. Seria menos danoso. Sério, foi uma Vergonha Alheia digna de lavadeiras, na visão mais estereotipada-novela-da-globo do termo. Ele xinga todo mundo, chama Marcelo Tas de Careca Babaca, xingou Deus e o Mundo, foi algo assim patético. Assistam, por favor.

Dito isso, no Twitter elogiei muito a idéia, apesar da péssima execução do Danilo Gentili, Sim, ele é muito ruim. Deveria vir para a mídia impressa, pois escreve MUITO, MUITO melhor do que standapeia ou reporteia.

A idéia foi tão forte que NEM ele estragou. AÍ meu mundo caiu.

Eu sempre soube que o CQC é uma franquia de um programa argentino. Isso é normal, a Globo vive licenciando formatos da Endemol, The Office, Life on Mars são séries que também foram “franqueadas”, não há demérito nisso.

Demérito há em repetir as mesmas idéias já feitas na edição original. Sim, os argentinos fizeram a matéria com o GPS na Televisão, igualzinho.

Entendam: A idéia continua do caralho, mas levando-se em conta todos os envolvidos, o mérito do sucesso da matéria é dividido entre o Prefeito de Barueri e os argentinos. Não é JUSTO elogiar ninguém do CQC Brasil pela CRIAÇÃO da idéia.

apedrejamento

CLARO, comentei isso e fui apredrejado. Minha sorte é que os fãs xiitas do CQC ainda não chegaram na Idade do Bronze. Dizer que não gosto do programa que os faz se sentir inteligentes é uma heresia.

Como Criador me decepciona quando vejo algo requentado, é uma postura pessoal, eu gosto de material original, admiro quem pega barro e cria Vida. Os mitos da Criação costumam ser os mais bonitos. Mas estou sozinho.

Meu grande embate com o Kibeloco é esse. É um blog que virou sinônimo de cópia. Hoje na Internet brasileira o termo “kibar” é de uso público. Ele repete material publicado em outros blogs com dias de atraso, não coloca fonte e quando coloca não põe link, exceto quando é algum blog da patota.

Não sou só eu. O Cocadaboa foi um dos grandes blogs a se posicionar contra a kibagem, o Treta iniciou a campanha Usura Não!, adotada por vários outros blogs para lembrar ao Tabet que ele não está sozinho no mundo e é bom creditar fontes.

Em resposta a essa acusação de falta de talento e ausência de criatividade, Antônio Tabet me ataca xingando de Gordo. Como dizem em Lei & Ordem, não há mais nada a apresentar, a Promotoria encerra.

O problema é que eu estou me sentindo sozinho. Minhas preocupações com criatividade, originalidade não ecoam. Piadas óbvias repetidas são aceitas, talvez pela familiaridade seja mais fácil rir delas. Gentili é chamado de gênio ao fazer piadas sobre o Trânsito de São Paulo. Ontem entre os vários ataques dos fãs do CQC, guardei dois especiais:

kibada1

kibada2 

Como podemos ver o mercado para o ChatRoleta vai bem. As SETE empresas que deram entrada no INPI tentando registrar a marca “Twitter” vão bem. Os iFones, oPhones e similares vão bem. As mais de 400 aplicações de peido do iPhone vão bem. O kibeloco vai bem, a Esfirra Doida, o Tabule Demente e vários outros blogs com certeza existentes vão bem.

Copiar não é demérito, copiar é quase obrigação, visto que o “Leandrinho” e a “Patti” não me deram sequer opção de discordar.

Eu só pergunto a essa gente, como pergunto ao Tabet: De quem vocês irão copiar quando todo mundo com criatividade tiver desistido de produzir algo original?



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Troll toma Carcada Federal – comédia em 4 Atos

22/03/2010 - 1:24 am  -  32 comentários


Hoje o Congresso dos EUA aprovou a primeira grande legislação reformando o sistema de saúde do país. Isso está gerando uma briga Federal, a oposição conservadora ameaça dizendo que medicina socializada é socialismo (é o modelo que temos no Brasil, e não somos –ainda bem- Cuba) e que Obama é agente do Comunismo, em breve viverão como na Alemanha Oriental, etc.

Isso levou um trollzinho irrelevante a uma atitude impensada, inconseqüente, idiota e precipitada da qual se arrependerá diversas vezes nos próximos anos.

Ato I

Nosso querido trollzinho, que assina no Twitter como @Solly_Forell e tem um blog ultra-conservador resolve que enough is enough e durante um dos momentos-chave do Governo Obama posta para seus pífios 294 seguidores do Twitter a seguinte pilha de excremento:

obamatroll1 “ASSASINATO! América, nós sobrevivemos aos assassinados de Lincoln e Kennedy. Certamente superaremos uma bala na cabeça de Barack Obama!”

Ato II

Twiteiros indignados começam a repassar o que é basicamente uma apologia ao assassinato do Presidente. O Trollzinho arrepia as penas dizendo que está exercendo sua Liberdade de Expressão, que é Direito Constitucional. Ao mesmo tempo a história começa a se espalhar para a blogosfera e logo chega na mídia de verdade.

Em resposta aos protestos, ele responde:

obamatroll3 “Atenção Liberais pirracentos: Ninguém quer machucar seu precioso IMPERADOR. Parem de chorar, vocês todos são uma piada dos dias de hoje”

Nessa hora alguém avisa ao trollzinho que segundo o Artigo 18, Capítulo 41, seção 871 do US Code, ameaças contra da vida do Presidente ou do Vice-Presidente via mídia impressa como cartas, papel, panfletos ou similares são crime federal e punidas com 5 anos de cadeia.

Ato III

O trollzinho afina. Posta o seguinte texto via Twitter:

obamatroll2 “PS: Nenhum bom americano gostaria de ver algo assim acontecer com nosso Presidente.(…)”

Em seguida ele começa uma desesperada sequência de posts conciliatórios, explicando que não deveria ter usado linguagem inapropriada, mimimi estava só brincando, etc. A velha desculpa dos trolls.

No Twitter, Republicanos Conservadores chamam Solly Forell de imbecil para baixo, dizendo que ele está acabando com a imagem deles. Partidários de Obama iniciam campanha para reportá-lo como SPAM, denúncias são feitas em todos os emails e formulários das agências federais.

Vendo que o bicho está pegando, o trollzinho perde a linha e começa a atacar de novo, desta vez tentando mostrar que ele é pacífico, que suas mensagens foram tiradas de proporção e que errados são os que acham que ele queria matar o Presidente, apenas porque ele disse isso COM TODAS AS LETRAS.

O Twitter informa que a conta foi removida, por violação dos termos de uso, mas alguns minutos depois, ela volta. Terá o trollzinho vencido, será que a Liberdade de Expressão permite mesmo ameaçar o Presidente?

Ato IV

Aqui nosso trollzinho descobre o motivo da conta ter voltado ao ar. Os Twits com ameaça foram removidos, mas o resto continua, assim fica mais fácil acessar o que o troll escreveu, sem a necessidade de um mandado.

Como cereja do bolo, o Daily Finance informa no final do dia que o Serviço Secreto dos Estados Unidos entrou na jogada e vai tirar a limpo qual é a da ameaça.

Meus parabéns, trollzinho. Começou o dia como um babaca, terminou como uma babaca odiado pelo país inteiro e de quebra ainda terá que bater longos papos com um certo funcionário público:

jack_bauer

Fonte: Mary Jo, do Nomadismo Celular



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A Vênus é Platinada mas não é Midas

26/01/2010 - 12:11 pm  -  36 comentários


Milhares de anos atrás em meu primeiro livro expliquei que a beleza da Internet é que a facilidade de acesso à Informação independe do tamanho de quem está por trás dela. O site da Globo é tão fácil de ser acessado quando meu blogueenho. O que eu não previ é que além desse fator, a penetração e audiência das outras mídias também não seria tão importante para determinar a relevância de uma presença na web.

Saltar de mídia é muito, muito complicado. E não falo só para quem faz, falo para quem consome. As expectativas ficam extremamente viciadas, o consumidor de uma mídia tem uma imagem mental impossível de atender quando o conteúdo que ele consome muda para uma nova mídia.

Embora seja consenso mundial que a trilogia de Senhor dos Anéis foi respeitosa, instigante e épica, os fãs mais inveterados de Tolkien torcem o nariz para ela. Quando forçados a detalhar os motivos do desprazer, caem em justificativas como “O Gollum não é como eu imaginei”, o que convenhamos é impossível de satisfazer.

Você com certeza não se lembra, mas a Rede Globo já lançou várias revistas, relacionadas com seus programas. A mais recente é a Revista do Fantástico. Você já viu alguém comprar? Pois é. O prestígio do programa não é transferível para a mídia impressa.

Agora estão investindo pesado em mídias sociais, não só levando uma twiteira popular (ok, em Zion) e um flogueiro, o tal do Orgastic, mas montando microblogs, criando um site absurdamente completo e bancando até aplicações aplicações em Realidade Aumentada.

Assumindo que estamos falando de um programa com dezenas de milhões de espectadores, assumindo que temos uma inclusão digital invejável junto ao target do Brokeback Big Brother Brasil esse site tem tudo pra cair por excesso de uso, arregimentar milhões de visitas e mesmo valendo a regra do 1% dos visitantes que interagem, ficar lotado de comentários, correto?

Vejamos o Blog da Torcida, especificamente o post Você é simplesmente FANTÁSTICA…. da torcida da tal Lia. Agora repare no número de comentários:

globo1

O post é do dia 21, hoje, 26, são 250 comentários. No blog da torcida, onde os ânimos estão mais agitados, onde os visitantes têm mais oportunidade de deixar suas preferências bem claras. Para dar uma idéia, meu post sobre o Haiti tem 115. E eu não sou exatamente a 4a maior rede de TV do mundo.

Mais acima, dia 22, há o post mais comentado, com 2.432 participações. É um número expressivo, e demonstra que a torcida da tal Morango é de longe a maior, mas… é um número significativo?

Não.

2.000 comentários pode ser grande pra blogueiros comuns, mas há gente com capacidade de mobilização muito maior. E desproporcional. Peguemos o Marcos Mion, que trabalha para um segmento de público específico (12 a 14 anos, com QI abaixo de 30) e na MTV, uma emissora que só existe via assinatura ou Bombril na antena de UHF. Em teoria seu poder de mobilização seria ínfimo, comparado ao da Globo.

Então expliquem como sem nenhum acesso aos recursos globais, ele consegue ter em seu blog posts com 37.025 comentários. E  não, não é fato isolado. Logo abaixo vêm posts com 17 mil e 11 mil comentários.

Você leu certo. Um Marcos Mion mobiliza QUINZE VEZES o que um Big Brother Brasil e toda a máquina de divulgação da Globo conseguem mobilizar.

O Mion é um gênio digital? Não, no máximo é um ás no Twitter (com trocadilho). O segredo, que provavelmente nem ele sabe que descobriu é que mídia complementar não é algo bom para transferir audiência. O William Bonner se tornou uma potência no Twitter por oferecer algo completamente novo. Mesmo criptoesquerdistas que fingem odiar a Globo se renderam, pois o prestígio é usado para o contato inicial, para sabermos quem é esse tal de Bonner. A partir daí, ele mostra uma persona oposta ao que vemos na TV.

Se fosse um Twitter corporativo em nome do Bonner, usado para comentar institucionalmente as notícias do Jornal Nacional,não teria nem 10.000 seguidores.

A Internet é feita de indivíduos que gostam de interagir com indivíduos, isso fica claro até pelo número de seguidores do Twitter oficial do BBB (34.000) versus o do Boninho (147 mil). Redes sociais fazem sucesso quando pessoas percebem outras pessoas por trás delas. O grande erro cometido repetidamente por veículos alienígenas à Internet é acreditar no paradigma Campo dos Sonhos – Se construir, eles virão. Virão puerra nenhuma, só virão se acharem que tem mais alguém por lá. Vide o fiasco da Abril Blogs.

É assim que a banda toca. O Internauta não está preocupado se você é a maior empresa do planeta. Se não for alguém (no sentido de gente, enquanto pessoa, a nível de ser humano) e interagir one-to-one, humanizando o contato o visitante passará, olhará mas não entenderá como uma interação real. De quase 20 milhões de espectadores na TV, sua relevância online será menor do que a do Mion.



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