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	<title>Contraditorium &#187; Velha Mídia</title>
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	<description>Fortune and Glory, Kid. Fortune and Glory.</description>
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		<title>Louis C.K., Velha M&#237;dia &#233; a M&#227;e e a batalha contra a pirataria</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 15:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Novas Mídias]]></category>
		<category><![CDATA[Velha Mídia]]></category>
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										</div><p><iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/6gcJzJ8fazM" frameborder="0" width="560" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Louis C.K. é um dos grandes nomes do stand up americano da atualidade. Em alguns medições ele atinge 450 miliCarlins. Como todo comediante do ramo ele vive de shows, DVDs e programas de TV. (Exceto o Rafinha Bastos, que agora é cantor, mas pensando bem eu disse “comediante”)</p>
<p>Ele (Louis C.K., não o Rafinha) tem enfrentado problemas pois a HBO não passa mais seus especiais –só prestigiam artistas da casa- e canais alterativos como Showtime e Cartoon network consideram a comédia de Louis muito controversa. </p>
<p>A saída foi a Internet, mas ele resolveu fazer diferente. Ao invés de se associar com um grande nome, uma grande distribuidora, ele preferiu fugir das restrições impostas por esses modelos e está distribuindo o novo show <a href="https://buy.louisck.net/">direto de seu site oficial</a>.</p>
<p>Sem DRM, sem restrições, sem limite por regiões, ele diz com todas as letras: “Você pode baixar o arquivo, ver quantas vezes quiser, queimar um DVD, <em>whatever</em>”. A única coisa que ele pede é que você PAGUE POR ESSE DIREITO, são míseros US$5,00 por um show inteiro, gravado profissionalmente em um teatro, editado e produzido. </p>
<p><span id="more-3894"></span>
<p>&#160;</p>
<p>É tudo que o discurso da pirataria (diz que) pede, não? Material de qualidade (o vídeo é em HD), original, sem DRMs e outras restrições, a um preço razoável. </p>
<p>Não, não é o bastante:</p>
<p><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/12/louis.jpg"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="louis" border="0" alt="louis" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/12/louis_thumb.jpg" width="586" height="306" /></a></p>
<p>O arquivo já chegou nos torrents. <a href="https://buy.louisck.net/purchase">mesmo com a mensagem</a> onde Louis explica que está experimentando com um meio novo de distribuição, que não entende muito o que são torrents, mas que quer chegar aos fãs diretamente, sem o custo das corporações e intermediários, então por favor pague a porra dos US$5,00.</p>
<p>Nos comentários no Pirate Bay, Metafilter e outros sites todo o racional do Louis C.K., fazer “a coisa certa”, falar direto com os fãs rendeu aprovação de –se tanto- 50%. </p>
<p>Há gente dizendo que Louis tem patrimônio de US$5 milhões então não precisa de mais. Outros dizem que se ele editou o show por conta própria o custo foi zero –ignorando toda a produção do teatro, cinegrafistas, etc, claro- e portanto não deveria cobrar.</p>
<p>Também há gente dizendo que ele está fazendo isso por propaganda e que o show já se pagou antes de começar a ser vendido.</p>
<p>CLARO, também tem o clássico “com tanta gente passando fome”. Um fã disse que baixou o torrent e PAGOU pelo show, “vamos mostrar ao mundo que nos importamos”. Outro caiu em cima dizendo que ele deveria doar os US$5,00 pras criancinhas famintas. </p>
<p>Em tudo é gente justificando não pagar os US$5,00, fazendo um malabarismo moral imenso. Fosse no Brasil provavelmente diriam que está caro, usando alguma lógica como dividir o preço da TV por assinatura pelo número de horas no mês.</p>
<p><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/12/android_pirate.jpg"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: right; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="android_pirate" border="0" alt="android_pirate" align="right" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/12/android_pirate_thumb.jpg" width="229" height="229" /></a>O preço é o fator menos importante para a pirataria. O iPhone e o Android estão cheios de esquemas de jailbreak e market places ilegais onde o sujeito pirateia jogos de US$0,99. Alguns usam a desculpa de que querem experimentar antes, mas HELLO? Jogos têm resenhas, vídeos, no Android dá até pra DEVOLVER o programa e pegar o dinheiro de volta. </p>
<p>Ninguém entra de graça no cinema “só pra experimentar o filme”, você não pede uma prova num restaurante antes de pedir o prato. </p>
<p>A GRANDE explicação para pirataria lembra a resposta de George Mallory quando perguntaram o porquê de ele ter escalado o Everest: “Porque [o Everest] estava lá”.</p>
<p>As pessoas baixam filmes músicas e fotos porque podem. </p>
<p>Eu não compro a idéia de que pirataria estimula vendas. Simplesmente não faz sentido. TODO MUNDO que já vi comentando sobre algo pirata que baixou, quando gera interesse o interesse vem na forma de “copia pra mim”. Paulo Coelho paga e bonzinho disponibilizando seus livros na Internet, mas é um caso bem especial. Primeiro, seu grande público não está online. Segundo, sua base de leitores é grande o suficiente para que a venda em loja não seja afetada.</p>
<p>Há casos de quadrinhos que fracassam no offline mas são sucesso na web, justamente por isso. O autor banca uma edição física do próprio bolso mas os “fãs” preferem esperar alguém comprar, escanear e subir. 1% de pagantes é uma proporção aceitável se você tem 1 milhão de leitores, não se tem 1000. </p>
<p>Vejam como funciona: Meu Twitter tem 32.605 seguidores. Se eu cobrasse R$0,50 de cada um todo mês pelo (imenso) privilégio de ler as pérolas de sabedoria que compartilho diariamente isso garantiria uma renda de R$16.302,50. Mesmo que eu cobrasse R$0,20 já seriam R$6.521,00 todo mês, é um bom trocado. </p>
<p><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/12/leoni_lnk1.jpg"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 0px 0px 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: right; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="leoni_lnk1" border="0" alt="leoni_lnk1" align="right" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/12/leoni_lnk1_thumb.jpg" width="275" height="343" /></a>Só que o mundo fora das planilhas não funciona assim. As pessoas querem as coisas de graça, estão acostumadas a elas assim. R$0,20 soa ofensivo como se eu tivesse pedido uma foto pelada de minhas seguidoras. Não que não sejam bem-vindas.</p>
<p>Mesmo a televisão por assinatura racionalmente pensamos no decodificador, no canal, não no conteúdo. É complicado quantificar o intangível. Essa Mais-Valia intelectual ainda é algo a ser definido.</p>
<p>Um excelente exemplo é o <a href="http://leoni.com.br/">Leoni</a>, um músico de primeira, que está aí desde sempre, Kid Abelha e Heróis da Resistência são nomes que entraram pra história do rock nacional.</p>
<p>Ele tem mais de 50 mil followers no Twitter e está experimentando com <a href="http://www.sibite.com.br/projeto/projetodetalhe.aspx?IdProjeto=165">um projeto de crowdfunding</a>, para determinar se consegue apenas com fãs montar um show em São Paulo.</p>
<p>Com tudo isso suas vendas online de músicas não são impressionantes. Tá certo que o site que ele escolheu não é nada amigável pra venda, mas mesmo assim ficam na casa de 5 downloads por semana. </p>
<p>Quando Leoni libera o álbum “A Noite Perfeita” para download gratuito ele atinge fácil 200 downloads em algumas horas. </p>
<p>Como assim, Bial? </p>
<p>&#160;</p>
<h3>Percepção de Valor</h3>
<p>Simples, gafanhoto: Percepção de Valor. O Touchpad da HP era uma bosta de tablet quando custava o mesmo que um iPad. Não vendeu absolutamente nada. Quando foi tirado de linha e pra não sair 100% no prejuízo a HP o ofereceu abaixo do preço de custo, em alguns casos a US$99,00 ele se tornou best seller.</p>
<p>A música do Leoni é uma merda? NÃO, mas a percepção de valor de conteúdo midiático na Internet é ZERO. Qualquer coisa que você possa baixar de graça, sem consequências se torna cara quando o valor atribuído é acima de zero. Por isso o jogo de US$0,99 é pirateado. A percepção de valor igual todo mundo, Leoni, Beatles, Restart, todo mundo no mesmo barco, mas se o Restart começar a tocar os primeiros 5 desejarão que seja o Titanic.</p>
<p>Todo mundo que baixa filmes na boa se sentiria ultrajado diante da idéia de roubar um DVD pirata de um camelô. Na cabeça da gente roubar um sujeito que está LUCRANDO com um filme pirata ainda é moralmente inferior a roubar toda a cadeia produtiva que viabilizou o filme.</p>
<h3>Radio GaGa</h3>
<p>O experimento de Leoni em focar no download não é inédito. O Radiohead também lançou seu álbum <em>In Rainbows</em> como um download, sem DRM, alta qualidade. Foram até mais ousados: Usaram o sistema de Honra, você baixa e paga se quiser, o quanto quiser. </p>
<p>Pois bem; 2 milhões de cópias <a href="http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=122006767">foram baixadas via Bit Torrent</a> e outras fontes não-autorizadas, mesmo o álbum estando disponível de graça no site oficial. Fornecer um email pelo visto é preço alto demais para prestigiar sua banda favorita.</p>
<p>Dos downloads oficiais, somente 38% decidiram pagar alguma coisa pelo álbum. Na média o valor considerado “justo” pelo fã foi de US$6,00. </p>
<p>A estratégia funcionou tão bem pro Radiohead <a href="http://exitthescene.wordpress.com/2011/03/29/radiohead-in-rainbows-marketing-strategy/">que foi abandonada</a>. O novo álbum deles está disponível para download no bom e velho modelo pague primeiro pegue depois, por US$7,00. Quem não gostou que pirateie. </p>
<p>Uma banda iniciante jamais sobreviveria com números assim. Muito menos um escritor de nicho. </p>
<p>&#160;</p>
<h3>Velha Mídia é a Mãe!</h3>
<p>A grande verdade é que a Internet AINDA é porta de entrada. Todo mundo quer um especial no HBO, todo mundo faz seu viralzinho e reza pra passar no Letterman, a música vende horrores no iTunes mas o sujeito SONHA em ser contratado por uma grande gravadora para poder fazer o circuito de shows.</p>
<p>Os projetos realmente independentes são poucos. Quando aparecem são devidamente hostilizados, inclusive pelos próprios fãs. Muitos consideram produção independente sinal de fracasso. </p>
<p>A música ainda precisa ser legitimada pela Billboard, pela Rolling Stones e pelo Grammy. Mesmo o Grammy Latino. </p>
<p>O blog ainda ganha prestígio quando lança um livro. De verdade, não ebook. </p>
<p>A Velha mídia tem o poder de massificar um produto, coisa que a fragmentação dos meios online impossibilita. Anunciar em 100 blogs não dá o mesmo retorno que uma Oprah ou uma Ana Maria Braga promovendo um livro. Mesmo políticos se sujeitam nos EUA até a programas de humor, em busca de exposição. </p>
<p>Quem quer viver de digital hoje precisa manter ótimas relações com a velha mídia, mandar releases educados para as redações, fazer o circuito de talk shows e rádios. Com ESCALA é possível vender o suficiente para poder desconsiderar a pirataria e dizer que ela é inofensiva. </p>
<p>A mentalidade de querer tudo de graça na Internet exige um esforço bem maior de massificação, pois quem vive de produção intelectual precisa atingir a minoria que ainda considera válida pagar por conteúdo. Dada a oferta de opções, a massificação via Internet é inviável. </p>
<p>Portanto, trate bem a Velha Mídia, se você vive de produção intelectual ela ainda é uma mãe.</p>
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		<title>Dada a pol&#237;tica de assinaturas deveriam mudar o nome para Revista Inpho*</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 01:13:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Velha Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
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										</div><p>&#160;</p>
<p><span style="line-height: normal; widows: 2; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; display: inline !important; font-family: ; white-space: pre-wrap; orphans: 2; float: none; color: ; word-spacing: 0px; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px" class="Apple-style-span"><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/11/luddites.jpg"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 0px 0px 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: right; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="luddites" border="0" alt="luddites" align="right" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/11/luddites_thumb.jpg" width="257" height="246" /></a>No Brasil é comum uma empresa tentar resolver uma redução de lucros causada por uma queda nas vendas aumentando o preço do produto. Assim ao invés de vender 10 unidades de R$10,00, o sujeito que vendia 7 passa a vender 5, por R$20,00. </span></p>
<p><span style="line-height: normal; widows: 2; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; display: inline !important; font-family: ; white-space: pre-wrap; orphans: 2; float: none; color: ; word-spacing: 0px; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px" class="Apple-style-span">Manter o lucro é essencial, mesmo diante da catástrofe iminente, por isso vemos casos de agricultores que preferem jogar fora seus produtos a vender abaixo do que consideram aceitável. Perfeito, mas receita ZERO para mim é mais inaceitável ainda.</span></p>
<p><span style="line-height: normal; widows: 2; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; display: inline !important; font-family: ; white-space: pre-wrap; orphans: 2; float: none; color: ; word-spacing: 0px; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px" class="Apple-style-span">Quando há alguma grande mudança tecnológica em geral o mundo se divide entre quem abraça a inovação e quem tenta tudo para evitá-la. A velha mídia é especialista na última parte, jornais ainda perdem tempo publicando previsão do tempo, quando qualquer telefone decente traz muito mais informação e muito mais atualizada, mas assustador mesmo é quando o pé firmemente fincado no passado não é de uma New Yorker, uma Gazeta Mercantil, um New York Times, mas de uma… revista de tecnologia.</span></p>
<p><span style="line-height: normal; widows: 2; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; display: inline !important; font-family: ; white-space: pre-wrap; orphans: 2; float: none; color: ; word-spacing: 0px; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px" class="Apple-style-span">OK, mais assustador ainda é quando a batida de pé se recusando a aceitar o futuro é algo já tentado… quase três anos atrás. Em 2009 <a href="http://www.contraditorium.com/2009/06/08/donos-de-jornais-alegrem-se-a-crise-acabou/">publiquei um artigo</a> mostrando o Newport Daily News, um jornalzinho dos EUA que resolveu combater a crise na mídia impressa cobrando mais caro pela versão digital do que pela versão em papel.</span></p>
<p><span style="line-height: normal; widows: 2; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; display: inline !important; font-family: ; white-space: pre-wrap; orphans: 2; float: none; color: ; word-spacing: 0px; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px" class="Apple-style-span">Agora, <a href="https://twitter.com/#!/jcmulatinho/statuses/136951461484572672">graças a uma dica via Twitter</a>, descobri que a Info está fazendo o mesmo.</span></p>
<p><span id="more-3856"></span>
<p><span style="line-height: normal; widows: 2; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; display: inline !important; font-family: ; white-space: pre-wrap; orphans: 2; float: none; color: ; word-spacing: 0px; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px" class="Apple-style-span"></span></p>
<p><span style="line-height: normal; widows: 2; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; display: inline !important; font-family: ; white-space: pre-wrap; orphans: 2; float: none; color: ; word-spacing: 0px; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px" class="Apple-style-span">Simples assim: Se você assinar somente a edição em papel, que mata árvores, usa um monte de componentes tóxicos, faz o Al Gore chorar e gera lixo, você paga R$142,80. Se quiser a versão impressa E a digital, paga R$162,70. Se preferir salvar o planeta, ser sustentável, abrir mão do papel, para deixar de ser ecochato pagará R$203,30.</span></p>
<p><span style="line-height: normal; widows: 2; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; display: inline !important; font-family: ; white-space: pre-wrap; orphans: 2; float: none; color: ; word-spacing: 0px; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px" class="Apple-style-span">Significa: No combo a edição digital da Info custa R$19,90. Fora do combo, R$203,30.</span></p>
<p><span style="line-height: normal; widows: 2; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; display: inline !important; font-family: ; white-space: pre-wrap; orphans: 2; float: none; color: ; word-spacing: 0px; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px" class="Apple-style-span">Agora a marmotagem: Vejam <a href="https://www.assine.abril.com.br/portal/assinar/revista-info/">a tabela de assinaturas da revista</a>:</span></p>
<p><span style="line-height: normal; widows: 2; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; display: inline !important; font-family: ; white-space: pre-wrap; orphans: 2; float: none; color: ; word-spacing: 0px; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px" class="Apple-style-span"><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/11/infodomal2.jpg"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="infodomal2" border="0" alt="infodomal2" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/11/infodomal2_thumb.jpg" width="551" height="172" /></a></span></p>
<p><span style="line-height: normal; widows: 2; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; display: inline !important; font-family: ; white-space: pre-wrap; orphans: 2; float: none; color: ; word-spacing: 0px; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px" class="Apple-style-span">Notaram a sacanagem? O preço é para um ano, MAS você ganha 6 meses grátis. Já a digital você só pode assinar por 18 meses. </span></p>
<p>Vamos quebrar isso um pouco? Aqui uma tabelinha onde calculei o custo total para a assinatura de 18 meses, mais o custo individual de cada exemplar nos vários modelos.</p>
<p><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/11/infodomal3.jpg"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="infodomal3" border="0" alt="infodomal3" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/11/infodomal3_thumb.jpg" width="405" height="266" /></a></p>
<p>Incluí como fator de comparação também o custo da <a href="http://www.wired.com/">Wired</a>, considerada a bíblia geek. A assinatura anual sai a US$19,90, ou R$35,22 segundo o câmbio de hoje. O valor no caso não é cumulativo, a assinatura impressa dá acesso à versão digital. A digital não dá acesso à impressa, pois (ainda) não é possível fazer download de papel, apesar do que muitos usuários de fax imaginam.</p>
<p>Essa postura da Info, compartilhada praticamente por todo mundo no mercado editorial brasileiro é assustadora, pois mostra que todo o discurso de inovação, modernidade e compromisso com o futuro só vale da porta pra fora, se doer no bolso, voltamos ao Correio da Manhã, Última Hora, Samuel Weiner e Chatô. </p>
<p>A impressão que dá é que eles só aceitam ir para o futuro arrastados. Querem que nós financiemos sua ousada iniciativa mobile. Nós e os anunciantes, já que os anúncios na edição da Info para iPad <a href="http://www.publiabril.com.br/marcas/info/ipad/precos">custam entre R$16 mil e R$27 mil</a>. Ah, não tem anunciantes? Poxa, que diabo de edição mobile cara é essa que <a href="http://www.publiabril.com.br/marcas/info/revista/precos">UMA página dupla de R$150.600,00</a> da edição papel não cobre?</p>
<p>Essa estratégia avestruz vai durar até o dia em que blogs e portais perceberem que podem oferecer conteúdo premium em versão digital E impressa. Assim a mídia papel, que já não conta com uma boa reputação online descobrirá que invadiram sua praia, com know-how, reputação e PREÇO.</p>
<p><font size="1">* sim, eu sei que a regra é “m antes de p e b”, mas não estrague minha piada!</font></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.contraditorium.com/2011/11/16/dada-a-poltica-de-assinaturas-deveriam-mudar-o-nome-para-revista-inpho/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>J&#225; que a Globo n&#227;o ensina vamos ensinar ao G1 um pouco de televis&#227;o&#8230;</title>
		<link>http://www.contraditorium.com/2011/11/02/j-que-a-globo-no-ensina-vamos-ensinar-ao-g1-um-pouco-de-televiso/</link>
		<comments>http://www.contraditorium.com/2011/11/02/j-que-a-globo-no-ensina-vamos-ensinar-ao-g1-um-pouco-de-televiso/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Nov 2011 19:53:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fenomenologia]]></category>
		<category><![CDATA[Velha Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
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												src="http://www.linksalpha.com/social?blog=Contraditorium&link=http%3A%2F%2Fwww.contraditorium.com%2F2011%2F11%2F02%2Fj-que-a-globo-no-ensina-vamos-ensinar-ao-g1-um-pouco-de-televiso%2F&title=J%26aacute%3B+que+a+Globo+n%26atilde%3Bo+ensina+vamos+ensinar+ao+G1+um+pouco+de+televis%26atilde%3Bo%26hellip%3B&desc=Como+sempre+a+m%C3%ADdia+sensacionalista+adora+o+Oculto%2C+o+Misterioso%2C+o+Inexplic%C3%A1vel+para+quem+tem+menos+de+tr%C3%AAs+neur%C3%B4nios.+S%C3%A3o+mat%C3%A9rias+de+OVNIs%2C+esp%C3%ADritos%2C+Nossa+Senhora+do+Veja+Multiuso+e+toda+s&fc=333333&fs=arial&fblname=like&fblref=facebook&fbllang=pt_BR&fblshow=1&fbsbutton=1&fbsctr=1&fbslang=en&fbsendbutton=0&twbutton=1&twlang=en&twmention=cardoso&twrelated1=&twrelated2=&twctr=1&lnkdshow=noshow&lnkdctr=1&buzzbutton=1&buzzlang=pt_BR&buzzctr=1&diggbutton=1&diggctr=1&stblbutton=1&stblctr=1&g1button=1&g1ctr=1&g1lang=pt-BR">
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										</div>Como sempre a mídia sensacionalista adora o Oculto, o Misterioso, o Inexplicável para quem tem menos de três neurônios. São matérias de OVNIs, espíritos, Nossa Senhora do Veja Multiuso e toda sorte de besteira. OK, sendo justo, não é prerrogativa do G1, praticamente todo site de notícias tem uma área especializada nesse tipo de “jornalismo”, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
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											</iframe>
										</div><p>Como sempre a mídia sensacionalista adora o Oculto, o Misterioso, o Inexplicável para quem tem menos de três neurônios. São matérias de OVNIs, espíritos, Nossa Senhora do Veja Multiuso e toda sorte de besteira. </p>
<p>OK, sendo justo, não é prerrogativa do G1, praticamente todo site de notícias tem uma área especializada nesse tipo de “jornalismo”, que publica qualquer lixo em nome da Diretriz Máxima “encher espaço”, Um bom exemplo é o IG, que deu destaque para o delírio do Carlos Vereza, que confundiu rastros de condensação de aviões com discos voadores, <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/livros/carlos-vereza-vi-discos-voadores-e-eles-sabiam-que-eram-vistos/n1597348270389.html">nesta matéria aqui</a>.</p>
<p>As divagações esotérico-espírito-lisérgicas do renomado ator só não foram mais épica e involuntariamente hilárias que as declarações da astrônoma que disse nunca ter visto nada como aquilo. Ainda bem que Carl Sagan e Kepler não estão vivos para ouvir uma besteira dessas.</p>
<p>Mesmo assim o IG *AINDA* conseguiu se sair melhor que o G1, que fez questão de apenas repassar <strike>a notícia</strike> o lixo, <a href="http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2011/11/torcedor-diz-ter-filmado-ovni-durante-transmissao-de-jogo-nos-eua.html">nesta matéria aqui</a>:</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2011/11/torcedor-diz-ter-filmado-ovni-durante-transmissao-de-jogo-nos-eua.html"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto; padding-top: 0px" title="g1domal" border="0" alt="g1domal" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/11/g1domal.jpg" width="537" height="160" /></a></p>
<p>O portal foi gentil em fornecer um link pro tal vídeo, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=j0jcqw6-nZA&amp;feature=player_embedded">é este aqui</a>. Como ninguém merece tela de TV filmada com celular, aqui uma versão mais limpa:</p>
<p><iframe height="360" src="http://www.youtube.com/embed/yYcTayCuKf4" frameborder="0" width="480" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>É possível reparar pelo menos 4 “óbjetos” (segundo a grafia nova de ÓVNI) cruzando a tela. Um passa por trás das torres. Nossa, que horror, estamos sendo invadidos? Diz o G1 que o objeto (sem acento, me processem) teria sido filmado no dia 23 de Outubro. </p>
<p>Enquanto os ufeiros debatem e o G1 não fala um “A” sobre o assunto, se resumindo a divulgar a informação sem nada acrescentar (velha queixa da velha mídia contra Jornalismo Participativo e o Twitter) qualquer um com mais de 2 neurônios ativos percebe que o tal torcedor que filmou o OVNI é um idiota.</p>
<p>O tal vídeo NÃO foi filmado no dia 23. Dia 23 foi o dia do jogo. O tal vídeo é um TIMELAPSE, aquela técnica onde se utilizam imagens capturadas em intervalos longos de tempo, formando uma sequência animada depois. </p>
<p>É simples, há toneladas de Apps para fazer isso no iPhone e qualquer câmera decente tem o recurso. Até eu já brinquei disso, vejam:</p>
<p><iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/GHi5MMq112Y" frameborder="0" width="560" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Se você reparar no vídeo do tal “UFO” perceberá no canto esquerdo da imagem carros passando em movimento acelerado, como em todo filme em timelapse que se preza. </p>
<p>Isso tudo torna o tão OVNI ultra-rápido nada mais que… um avião. Na imagem mostrada na reportagem do G1 <a href="http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2011/11/torcedor-diz-ter-filmado-ovni-durante-transmissao-de-jogo-nos-eua.html">dá para ver as luzes piscando</a>. Já tirei <a href="http://www.flickr.com/photos/cardoso/126670813/sizes/o/in/set-1443652/">várias fotos assim, usando longa exposição</a>.</p>
<p>Aí eu pergunto: Eu sou (tão) mais inteligente que um jornalista do G1? Será que o tempo do leitor é tão inútil assim que precisa ser desperdiçado com esse tipo de nãotícia? </p>
<p>Se o caso fosse EXPLICADO deixaria de ser uma notícia idiota e se tornaria um serviço de utilidade pública, ensinando aos leitores que nem tudo que reluz é OVNI, que é preciso estudar as evidências com calma e buscar explicações simples antes de fazer alegações fantásticas. </p>
<p>Estarei eu pedindo demais? Acho que sim, pois uma das possibilidades é querer que o estagiário do G1 efetivamente PENSE e jornalistique investigativamente as matérias, a outra possibilidade é que as editorias tapa-buraco magicamente abandonem a postura “escreve qualquer merda aí”. </p>
<p>Ambas são MUITO mais improváveis do que o alien do Carlos Vereza ser verdadeiro. </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Desculpe, &#201;poca, mas esse n&#227;o &#233; o Droid que voc&#234;s est&#227;o procurando</title>
		<link>http://www.contraditorium.com/2011/04/17/desculpe-poca-mas-esse-no-o-droid-que-vocs-esto-procurando/</link>
		<comments>http://www.contraditorium.com/2011/04/17/desculpe-poca-mas-esse-no-o-droid-que-vocs-esto-procurando/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 17 Apr 2011 03:59:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Velha Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
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										</div>Assim como Stephen Colbert eu não sou muito fã de fatos. Gente sem imaginação costuma usá-los para provar argumentos, o que não é vantagem. Qualquer um acredita em algo diante de fatos concretos. Por isso não gostei nada quando vi meu artigo no TechTudo, onde escrevi sobre a virtual (e aparentemente estranha) ausência de robôs [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
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											</iframe>
										</div><p>Assim como Stephen Colbert eu não sou muito fã de fatos. Gente sem imaginação costuma usá-los para provar argumentos, o que não é vantagem. Qualquer um acredita em algo diante de fatos concretos. Por isso não gostei nada quando vi <a href="http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/03/29/onde-estao-os-robos/">meu artigo no TechTudo</a>, onde escrevi sobre a virtual (e aparentemente estranha) ausência de robôs nas buscas a sobreviventes no Japão ser desmentido de forma espetacular por <a href="http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI226561-16382,00-ROBO+USA+SENSOR+KINECT+PARA+RESGATAR+VITIMAS+DE+TERREMOTOS.html">esta matéria da Época Negócios</a>:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/04/Snap158.png"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="Snap158" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/04/Snap158_thumb.png" border="0" alt="Snap158" width="464" height="647" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como assim, Bial?</p>
<p>Como bom geek sei recitar quase todas as Três Leis da Robótica de Asimov e tenho total conhecimento sobre robôs, ao menos os inexistentes. Sei ao menos em que pé anda a pesquisa, então o título já ficou estranho. Estes dois parágrafos então, só pioraram:</p>
<blockquote><p>O <strong>sistema de sensor Kinect, desenvolvido pela Microsoft para o videogame Xbox 360</strong>, já provou ter utilidades além da diversão, tal como demonstrou um grupo de estudantes britânicos que construíram um robô capaz de resgatar vítimas de um terremoto graças a essa tecnologia.</p>
<p>Teleguiado, autônomo e com um aspecto similar ao de famosos robôs como Wall-E e o protagonista do filme &#8220;Um Robô em Curto Circuito&#8221;. Assim é o autômato criado pelo grupo de estudantes da Universidade de Warwick (Reino Unido), que se apresentou na feira The Gadget Live Show 2011, aberta até este domingo na cidade britânica de Birmingham.</p></blockquote>
<p>Vamos lá. Primeiro, o robô é “capaz” de resgatar vítimas de um terremoto. Não há informações de tamanho, tipos de manipuladores, autonomia, nada. Se o robô foi apresentado na feira domingo, só lamento mas ele só vai resgatar vítimas do Japão se houver terremoto em Nosso Lar.</p>
<p>Segundo, decidam-se. É teleguiado ou autônomo? Os dois conceitos são opostos.</p>
<p>Em seguida o texto faz uma revelação importante, e nem é o fato do robô de Short Circuit se chamar Jonny Ken<sup>(eu sei!)</sup></p>
<blockquote><p>Um aspecto muito mais agressivo é o do &#8220;Titan the Robot&#8221;, que exibiu na feira seus 2,4 metros e 350 quilos de exoesqueleto com o objetivo de mostrar que um futuro de androides é possível.</p></blockquote>
<p>Na legenda da foto diz: “Robô Titan criado pelos estudantes de Warwick é apresentado…”</p>
<p>Qual a conclusão lógica, chamada mais imagem mais legenda? Esse robô é o tal criado pelos estudantes, e vai escavar destroços igual ao Optimus Prime, tecnologia fantástica. Duvida? Veja a apresentação:</p>
<p><object width="480" height="390"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oKm2aOd62ZI?fs=1&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/v/oKm2aOd62ZI?fs=1&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Geeks como eu sabem que movimentação bípede é algo muito, muito complicado. O robô andador mais sofisticado, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/ASIMO">Asimo</a> da Honda tem 1m39cm de altura, pesa 54 quilos e tem velocidade máxima de 6Km/h, nem de longe chega aos pés da agilidade demonstrada pelo Titan. Como um grupo de estudantes ingleses superou toda a pesquisa robótica mundial e ainda por cima criou um monstro de 350Kg?</p>
<p>Não superou.</p>
<p>A princípio desconfia-se de computação gráfica. Logo após o robô chegar ao palco um sujeito passa na frente da câmera, é um recurso clássico para trocar a imagem real pela animada. Os reflexos no chão são boas pistas, no caso estão corretos mas não provam a farsa, só indicam uma animação bem-feita OU um objeto real.</p>
<p>A reação das pessoas é uma boa dica, está MUITO correta, seria bem complicado dirigir atores, principalmente crianças para reagir a nada com tanta precisão e tanto realismo. Portanto o objeto era real, mas seria um robô?</p>
<p>A movimentação está fluída demais. Todos os micromovimentos de um humano estão ali. Robôs não fazem gestos desnecessários, nem hesitam.</p>
<p>A placa peitoral é a GRANDE dica. Está posicionada de forma extremamente para um operador humano poder enxergar. Junte a isso o tecido preto nas juntas do robô, e temos um clássico traje.</p>
<p>5 segundos de Google e descobrimos que o Titan não tem NADA a ver com estudantes de Birmingham. Buscando no Google o PRIMEIRO link é o do <a href="http://www.titantherobot.com/">site oficial do Robô</a>. O terceiro é da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Titan_the_Robot">Wikipedia</a>, onde são dadas todas as informações sobre o traje. Sim, Titan é um traje, ele é tão robô quanto o dinossauro do post anterior.</p>
<p>É magnífico, é lindo, eu adoraria ver um show desses, mas NÃO é um robô, NÃO é criado por estudantes de Birmingham e PRINCIPALMENTE não é a esperança para pobres coitados japoneses soterrados desde 11 de Março.</p>
<p>Eu sempre defendo que não se atribui à malícia o que pode ser explicado pela estupidez, então prefiro achar que o estagiário da Época, na falta de compreensão de inglês escrito misturou tudo, não percebeu que o robô era falso e nem era “o” robô e falou mais do que devia. Do contrário serei obrigado a achar que se aproveitaram de forma leviana de uma tragédia para criar uma chamada sensacionalista vendendo o produto mais vil que pode ser comercializado: Falsa esperança.</p>
<p><span style="font-size: x-small;">Agradecimentos à F.R. pela dica do link</span></p>
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		<title>Pro G1 é Trem Bala vs 14 Bis</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Apr 2011 12:14:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Velha Mídia]]></category>

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										</div>Estava lendo esta matéria do G1 sobre o tal Trem-Bala entre Rio e São Paulo. A idéia de transporte ferroviário rápido por si só é interessante, mas assim como Tsunamis, prefiro que aconteçam no Japão, onde há competência para lidar com eles. Lembre-se, o Brasil ainda não começou nenhuma obra importante pra Copa do Mundo, [...]]]></description>
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										</div><p>Estava lendo <a rel="nofollow" href="http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/04/camara-aprova-mp-que-autoriza-emprestimo-de-r-20-bi-ao-trem-bala.html">esta matéria do G1</a> sobre o tal Trem-Bala entre Rio e São Paulo. A idéia de transporte ferroviário rápido por si só é interessante, mas assim como Tsunamis, prefiro que aconteçam no Japão, onde há competência para lidar com eles. Lembre-se, o Brasil ainda não começou nenhuma obra importante pra Copa do Mundo, e já estamos na metade do prazo. Nós conseguimos atrasar a Nau do Descobrimento, aquela caravela que comemoraria os 500 anos do Descobrimento. Tivemos MEIO MILÊNIO para construir o negócio, e não cumprimos o prazo.</p>
<p>Um trem se movendo a 400Km/h cercado de gente que acha divertido atravessar trilho de trem com a composição passando, motoristas que não acreditam em sinalização ferroviária e caminhoneiros que sempre acham que “dá sim” e tentam ultrapassar o trem no cruzamento? Desastre em potencial.</p>
<p>Como podemos chamar de desastre a visão da Aviação que o G1 tem.</p>
<p>Não sei se é necessário diploma para checar fatos, mas com certeza não é preciso para usar o bom-senso.</p>
<p>Vejam o parágrafo final da matéria:</p>
<blockquote><p>O tempo de viagem do Rio a São Paulo, com velocidade média de 280 km/h, será de 93 minutos. De avião, o mesmo percurso é feito em 110 minutos. A velocidade máxima prevista do trem-bala é de 350 km/h.</p></blockquote>
<p>OK, continhas.</p>
<p>93 minutos dá 1h33min. Um tempo bem baixo. Tão baixo que é abaixo do tempo gasto se fosse feito na velocidade média:</p>
<p>280  / 60 = 4,66Km/minuto</p>
<p>4,66 * 93 = 434Km. Faltam 77Km.</p>
<p>Se o percurso for feito na velocidade média de 280Km/h, ou 4,66Km/minuto temos:</p>
<p>511 / 4.66… = 109 minutos</p>
<p>1h49min</p>
<p>O tempo da viagem já aumenta em 19 minutos.</p>
<p>Vamos agora à parte divertida:</p>
<blockquote><p>De avião, o mesmo percurso é feito em 110 minutos.</p></blockquote>
<p>AHMMM?</p>
<p>511Km / 110 = 4,64 Km/min</p>
<p>4,64 * 60 = 278 Km/h</p>
<p>Um Airbus A320 tem velocidade média de decolagem de 275Km/h. Um 737 tem velocidade mínima de sustentação de 222Km/h. Velocidade de cruzeiro de 780Km/h.</p>
<p>O estagiário do G1 entretanto viajou em um avião 3 vezes mais lento. Será a Barrichello Airlines? Não, uma MacLaren é recordista tendo atingido 387,5Km/h e Schumacher ganhou o GP de Monza em 1998 mantendo uma MÉDIA de 237,59Km/h. Lento, mas definitivamente não tão lento. Faria Os 511Km de Rio-São Paulo em 2 horas.</p>
<p>Sabe quem voa a 278Km/h, G1? Um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cessna_206">Cesna 206</a>:</p>
<p><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/04/Cessna-206H.jpg"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border: 0px;" title="Cessna-206H" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/04/Cessna-206H_thumb.jpg" border="0" alt="Cessna-206H" width="514" height="350" /></a></p>
<p>Portanto, fica a dica: NUNCA subestime seu leitor, principalmente se houver a remota possibilidade de algum deles já ter voado na ponte-aérea e percebido que não levou UMA HORA E QUARENTA MINUTOS para chegar em São Paulo.</p>
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		<title>Como falhar miseravelmente prevendo o futuro</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2011 19:31:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Social Media]]></category>
		<category><![CDATA[Velha Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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										</div><p><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/04/charlie_eppes_numb3rs.gif"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px 0px 0px 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: right; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="charlie_eppes_numb3rs" border="0" alt="charlie_eppes_numb3rs" align="right" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/04/charlie_eppes_numb3rs_thumb.gif" width="242" height="196" /></a>Ontem dei boas risadas com um artigo que li falando que em 2016 o Android teria 50% do mercado de smartphones. Não ri nem dos números, ri da arrogância misturada com ignorância, do autor da projeção. É viável fazer previsões estatísticas de longo prazo, mas elas só valem se fatores imprevisíveis não modificarem o cenário. A 2a Guerra Mundial alterou todas as estatísticas mundiais sobre… tudo, só quem não foi afetado foi o pessoal como o Vovô Simpson que antes de 1936 já chamada a 1a Guerra Mundial de 1a Guerra. </p>
<p>Estatísticas de crescimento econômico, taxas de natalidade, longevidade e tempo médio vendo TV são “razoáveis”, dá para lidar com elas, mas no caso de avanços tecnológicos isso se torna MUITO complicado. Não é uma curva que volta a uma normalidade após uma anomalia. Projeções de crescimento do cinema foram pras cucuias após o surgimento da televisão. Toda e qualquer previsão de uso de telefones desandou após a chegada da Internet. </p>
<p>Projetar crescimento a longo prazo de produtos específicos em tecnologia é uma loucura. Essa projeção de Android dominando o mundo em 5 anos (como toda projeção dessa área) só é válida se NADA mudar, só evoluir em pequenos e inofensivos saltos. Não é assim que a banda toca. Vejamos cinco anos atrás, 2006. Motorola e Nokia no auge, Palm era a rainha da cocada preta, Windows Mobile um player ainda relevante. NENHUMA projeção de mercado incluiria a Apple, e se o fizesse provavelmente seria como <a href="http://suckbusters2.blogspot.com/2007/06/apple-iphone-debut-to-flop-product-to.html">esta previsão um tanto sombria aqui</a>. </p>
<p>Aí em 2007 a Apple lança o iPhone e embanana TODO o mercado. </p>
<p>Então, é impossível fazer projeções para o futuro, no mercado de tecnologia e internet?</p>
<p>Sim e Não.</p>
<p>Claro, há previsões que sempre dão certo, como “Ano que vem será o Ano do Linux no Desktop”, mas previsões específicas são muito, muito pouco confiáveis. O Orkut por exemplo teve um comportamento completamente anômalo. A princípio seria o GRANDE player das redes sociais, mas a invasão dos gafanhotos da Internet, os brasileiros, inviabilizou a plataforma pro resto do planeta. O Facebook, com sua idéia de Anuário de Colégio não iria adiante, e mesmo sua proposta de “reencontrar colegas da escola” seria extremamente limitada, se os usuários de forma imprevisível não subvertessem totalmente a idéia original. </p>
<p>Os discursos de privacidade online, tão queridos aos cyberativistas negam TODA a atual realidade de gente compartilhando conteúdo de forma até irresponsavelmente aberta. Quem prestasse atenção aos discursos da <a href="http://www.eff.org">EFF</a> e da <a href="http://www.fsf.org">FSF</a> jamais conceberia um Flickr.</p>
<p>As previsões mais abrangentes também podem ser desconfortavelmente imprecisas. Isso acontece quando há uma visão de túnel. É comum vindo de consumidores. Henry Ford mesmo dizia que se perguntasse o que os consumidores queriam, responderiam “cavalos mais rápidos”. </p>
<p>Por isso temos tantos carros voadores e computadores na cozinha em vídeos dos anos 50 e 60 mostrando o futuro. Aviação comercial era algo MUITO caro, a progressão lógica era que o automóvel evoluísse, pois era algo que todo mundo já tinha. Daí o carro voador, que seria mais barato do que pegar um vôo comercial. </p>
<p>Futurologia, principalmente na área tecnológica exige que você pense fora da <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WhwbxEfy7fg">caixa</a>, isso significa ter a grandeza de admitir que algo que você não gosta ou não vê utilidade pode ser a essência de alguma coisa bem grande. Haters não conseguem atingir esse grau de maturidade, o que resulta em matérias como <a href="http://www.pcworld.com/businesscenter/article/223204/why_tablets_are_just_a_fad.html">este patético texto da PC World</a> dizendo que tablets são só uma modinha.</p>
<p>Vejo o mesmo em relação a Twitter. Haters odeiam Twitter com tanta força que não sobra energia para os neurônios que os fariam perceber que a FERRAMENTA Twitter, a MARCA Twitter é irrelevante, a grande mudança ocorreu na forma com que a informação é trocada, essa agilidade na interconexão entre milhões de pessoas é, assim como a baitolagem, um caminho sem volta, com a vantagem do Bolsonaro não reclamar tanto de nós tuiteiros. </p>
<p>Agora, o bom exemplo: É possível fazer uma previsão muito consistente, sem ser detalhista a ponto da profecia, apenas tendo uma visão abrangente do Mercado, estudando os cenários globais e entendendo o ponto principal da tecnologia, o Elemento Humano.</p>
<p>Não conheço caso melhor para demonstrar isso que o vídeo Epic 2014, criado por Robin Sloan e Matt Thompson em 2004.</p>
<p> <object width="480" height="390"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eUHBPuHS-7s?fs=1&amp;hl=en_US"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/eUHBPuHS-7s?fs=1&amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="390"></embed></object>
<p>Eles ousaram prever não 5, mas 10 anos de evolução no jornalismo online e na relação entre pessoas, internet e informação. Estão faltando smartphone, twitter, facebook, youtube, PayPal,iTunes,Netflix e vários outros serviços. Mesmo assim ainda é uma visão instigadora do futuro, mesmo estando 7 anos no passado.</p>
<p>A percepção de que o Friendster seria uma fonte estratégica de informações foi matadora, a menos que você seja daqueles chatos literais que não entendem a diferença entre conceito e produto, e diga “FAIL, ele falou Friendster, não Facebook”. </p>
<p>O New York Times fechou seu conteúdo gratuito, como previsto, só demorou mais do que o esperado. A idéia de que os jornais se rebelarão, saindo da Web para atender um público mais velho e conservador somente com versão impressa provavelmente não irá se concretizar, mas o caminho descrito no vídeo bate muito com o que vem acontecendo. </p>
<p>Assim, temos um vídeo que erra em sua previsão final mas acerta projetando todo um cenário mundial de redes sociais, informação e mídia, coisa que só é possível quando a própria visão não é limitada e tacanha. É complicado? Com certeza, por isso há tão poucos Gates e Jobs e tantos haters como os fãs da Apple que em 2001, quando do lançamento do iPod <a href="http://www.contraditorium.com/2010/06/03/jesus-te-ama-mas-seu-consumidor-odeia-tudo-que-voce-faz/">comentaram pérolas como estas</a>:</p>
<p>&#160;</p>
<blockquote><p>“iPoop… iCry. Eu esperava por algo a mais.” </p>
<p>“Grande, justo o que o mundo precisa, outro maldito player de MP3. Vai Steve, cadê o Newton?”</p>
<p>“Hey, algumas idéias, Apple: Ao invés de entrar no mundo dos brinquedos e gadgets, que tal gastar um pouco de tempo resolvendo sua pateticamente cara linha de servidores? Ou vocês realmente querem se tornar uma glorificada empresa de gadgets de consumo?”</p>
<p>“US$400 por um MP3 Player!”</p>
<p>“Eu chamaria de Cube 2.0 e não vai vender, será morto em pouco tempo, e não é realmente funcional”</p>
<p>“Todo esse hype em torno de um MP3 Player? Dispositivo Digital Revolucionário? O campo de distorção da realidade está distorcendo a mente do Steve se ele pensa por um segundo que essa coisa vai decolar”</p>
<p>“Esse iPod é para garotos ricos mimados com pais insanos ou fãs da Apple fanáticos como Talibãs. Ele tem boas caracteristicas mas esqueça comprar um por US$399!!! Nunca, quem comprar essa coisa é uma pessoa muito estúpida!”</p>
<p>“Steve Jobs está sob efeito de uma consultoria terrível ou muita maconha. A proposta não é realista. Se a Apple fizer algo assim de novo, vai falir”</p>
<p>“Escolha ruim. O produto está fora da competência da Apple – dispositivos de computação – Quando a maioria pedia por um PDA, eles lançam um Player de MP3″</p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Skavurska em russo &#233; bem melhor!</title>
		<link>http://www.contraditorium.com/2011/03/25/skavurska-em-russo-bem-melhor/</link>
		<comments>http://www.contraditorium.com/2011/03/25/skavurska-em-russo-bem-melhor/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Mar 2011 11:01:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Propaganda e Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Velha Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
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											</iframe>
										</div>Um dos grandes erros da propaganda tradicional é querer se manter tradicional. A idéia de criar personagens não é nova. Sem voltar muito no passado (ok, talvez seja voltando muito) o Garoto Bombril com o Carlos Moreno&#160; é um exemplo clássico de idéia vencedora, mas isso funciona na Internet? O nível de exigência dos espectadores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
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										</div><p><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/03/SKAVURSKA.jpg"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px 0px 0px 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: right; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="SKAVURSKA" border="0" alt="SKAVURSKA" align="right" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/03/SKAVURSKA_thumb.jpg" width="233" height="314" /></a>Um dos grandes erros da propaganda tradicional é querer se manter tradicional. A idéia de criar personagens não é nova. Sem voltar muito no passado (ok, talvez seja voltando muito) o Garoto Bombril com o Carlos Moreno&#160; é um exemplo clássico de idéia vencedora, mas isso funciona na Internet?</p>
<p>O nível de exigência dos espectadores é muito alto, eles não vão replicar algo que só funciona na TV a menos que seja genial, e não dá para ser genial o tempo todo, nem eu consigo. (viram? Fingi humildade, menti. Uma falha.)</p>
<p>Um segredo: Não é preciso ser genial para se destacar online. Ninguém precisa matar um leão de ouro por dia pra ser visto e replicado. Basta seguir uma regrinha muito simples, que horroriza clientes e publicitários burros:</p>
<p><strong>Produza entretenimento, não propaganda.</strong></p>
<p>É, assusta, afinal você, meu caro, está trabalhando com propaganda e seu cliente quer divulgar o produto dele. Não quer <em>paitrocinar </em>um estandapeiro de YouTube. Ele é um anunciante, não um mecenas. </p>
<p>Concordo plenamente, patrocínio é uma coisa, propaganda é outra. </p>
<p>Só que aqui nas interwebs ninguém gosta de propaganda. (fora também mas não temos saída) Há plugins para remoção de banners, gente que chega ao ponto de editar comerciais e remover a assinatura do anunciante no final e haters para acusar blogs cada vez que publicam um anúncio. </p>
<p>Nós gostamos é de entretenimento. Gostamos de conteúdo instigante, conteúdo que seja… LEGAL. </p>
<p>Trabalhar com personagens é um bom começo, mas “filminho com história” também já está batido. </p>
<p>Então como a <a href="http://www.youtube.com/user/OldSpice">Old Spice</a> conseguiu fazer uma campanha de tanto sucesso usando um personagem caricato e baixo orçamento?</p>
<p>INTERAÇÃO.</p>
<p><span id="more-3606"></span>
<p>Enviaram mensagens para 112 personalidades da Internet (obviamente a minha se extraviou) e convidou-as a… conversar. Ao mesmo tempo anunciaram no Twitter que o personagem apareceria na conta para responder perguntas. Até então o Old Spice Man era conhecido pelo comercial veiculado durante o Superbowl:</p>
<p><object width="560" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/owGykVbfgUE?fs=1&amp;hl=en_US"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/owGykVbfgUE?fs=1&amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="349"></embed></object></p>
<p>&#160;</p>
<p>A idéia da interação veio bem depois.</p>
<p>Os tuiteiros e os convidados VIP entraram na brincadeira. As respostas vieram na forma de vídeos curtinhos, produzidos durante dois furiosos dias, com toda uma equipe de redatores, produtores técnicos e Isaiah Mustafa, o ator gravando e subindo quase em tempo real as mensagens.</p>
<p>Logo um monte de gente que cobra –e caro- pra se associar com qualquer marca entrou na brincadeira, que atingiu níveis épicos de nonsense, como na resposta ao Twit de Demi Moore, que exigiu uma “resposta especial em vídeo”:</p>
<p>&#160;</p>
<p><object width="560" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GPlg9ez4L1w?fs=1&amp;hl=en_US"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/GPlg9ez4L1w?fs=1&amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="349"></embed></object></p>
<p>&#160;</p>
<p>Foram produzidos 185 vídeos, zilhões de twits e respostas de celebridades como Ellen DeGeneres, Demi Moore, Christina Applegate, Alysa Milano, George Stephanopoulos, Kevin Rose, Ashton Kutcher e outros, além de empresas como Starbucks, Gilette e até mesmo @Twitter. </p>
<h2>Eu Não Quero Interagir</h2>
<p>Nem sempre é preciso, ou mesmo recomendado interagir. Se a ação não for muito bem planejada corre o risco de ser destruída por haters, ou pelo estagiário que colocam pra tomar conta do twitter. (estou olhando pra você, FIAT)</p>
<p>A interação também custa caro, ninguém tem profissionais com cérebro sobrando para dedicar exclusivamente a responder twits de uma campanha por dias, às vezes semanas. Comofas então?</p>
<p>A palavra-chave continua sendo… entretenimento. </p>
<p>O personagem da Net não faz sucesso na Internet (trocadilho proposital) pela falta de interação E pela falta de… entretenimento. É só um personagem bidimensional feito para vender TV por Assinatura. Vejamos aqui como gente realmente criativa usa um personagem russo caricato para vender Direct TV, através da abordagem que chamo… ESQUILO!</p>
<p>&#160;</p>
<p><object width="560" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-vHT6b7u1_Y?fs=1&amp;hl=en_US"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/-vHT6b7u1_Y?fs=1&amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="349"></embed></object></p>
<p>&#160;</p>
<p>Tirando as louras, você reparou na girafinha. SIm, você adorou a girafinha. Você vai passar o vídeo adiante por causa da girafinha. </p>
<p>Desde o dia 11 de Março de 2011, 400 mil pessoas já viram a girafinha no YouTube.&#160; Desde o dia 19 de Novembro de 2008,&#160; 2222 pessoas viram a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=mmskctchvE8&amp;feature=related">mensagem de fim de ano do Skavurska</a>.</p>
<p>Para por aí?</p>
<p>Dificilmente, a girafinha tem fãs. E história. </p>
<p><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/03/minilufreitas.jpg"><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="minilufreitas" border="0" alt="minilufreitas" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/03/minilufreitas_thumb.jpg" width="428" height="272" /></a></p>
<p>Essas girafinhas são criadas nas <a href="http://www.petitelapgiraffe.com/about.php">Fazendas Sokoblovsky</a>, crescem até 78cm e dão excelentes animais de estimação, usam caixa de areia que nem gatos e comem folhas de bonsai. </p>
<p>O que leva uma operadora de TV a cabo gastar dinheiro criando um site completo sobre um animal que não existe, exceto daqui a alguns meses no Zoológico de Tóquio?</p>
<p>De novo: Entretenimento. Esqueça os cínicos chatos que acham <em>cool</em> odiar tudo que é legal. Esqueça aquela gente velha morta por dentro que acha tudo “bobeira” se não estive embasado em citações de Aristóteles. Esqueça os malas que acham que todo filme tem que ser Cidadão Kane.</p>
<p>Pessoas normais gostam de coisas legais. Um site sobre uma minigirafa que apareceu em um comercial engraçadinho não vai nem pretende mudar o mundo. A única pretensão é torná-lo mais divertido e vender Direct TV.</p>
<p>Foram bem-sucedidos em ambos. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>BBB11, Jornalismo e molecagem &#8211; Tá pensando que boneca é brinquedo?</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Jan 2011 01:24:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Novas Mídias]]></category>
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		<description><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
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										</div>Hoje o Twitter pegou fogo por causa de um boato de que uma tal de Ariadna Thalia, participante da 11a edição do Big Brother Brasil seria travesti. É uma dúvida justa, tanto para quem não quer abrir o hambúrguer e achar um salame quanto pra quem leva o sanduiche pra casa e ao invés de [...]]]></description>
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										</div><div class="wp-caption aligncenter" style="width: 587px"><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/01/ariadnas.jpg"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px;" title="ariadnas" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/01/ariadnas_thumb.jpg" border="0" alt="ariadnas" width="577" height="289" /></a><p class="wp-caption-text">Uma Porta da Esperança ao contrário. Duas dessas trazem presentes.</p></div>
<p>Hoje o Twitter pegou fogo por causa de um boato de que uma tal de Ariadna Thalia, participante da 11a edição do Big Brother Brasil seria travesti.</p>
<p>É uma dúvida justa, tanto para quem não quer abrir o hambúrguer e achar um salame quanto pra quem leva o sanduiche pra casa e ao invés de uma salsicha encontra um carpaccio (agora livre-se dessas imagens mentais se for capaz).</p>
<p>A informação veio em tons de  “acusação” &#8211; com aspas pois ao contrário de países cujos governos seguem os preceitos da Religião da Paz™ no Brasil ser travesti não é crime – mas foi levada numa boa pela comunidade do Twitter, até pq mesmo para os mais homofóbicos, azar de quem está dentro da tal casa e não sabe desse pequeno detalhe sobre a moça. Aliás, pequeno o escambau, apareceu uma foto e aquilo não é ferramenta, é uma suíte de aplicativos completa. Só não digo que é o OpenOffice pq ao contrário da moça ele é grande mas não funciona.</p>
<p><a href="http://twitter.com/#!/diariotlover">Conversando no Twitter</a> com o autor do <a href="http://diariotlover.com/">Diário T-Lover</a> (não julgue, tem gente que gosta até de <a href="http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20091213052103AAnSP8T">morcilha</a>, cada um na sua) ele explicou que a <a href="http://diariotlover.com/2010/06/05/top-t-gatas-ariadna-thallia/">Ariadna Thalia Travesti</a> (cuidado, NSFW, peitos de silicone e graças a Exupery o essencial continua invisível aos olhos) não é a Ariadna do BBB NEM a da tal matéria.</p>
<p>OK, que matéria e qual a molecagem afinal?</p>
<p>Well…. O Ego, aquele bastião do jornalismo criado por Carlos Castello Branco, Bob Woodward e Samuel Wainer foi rápido no lance, publicando a matéria. Mais rápido ainda foi ao tirar do ar e subir de volta,<a href="http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/ariadna-do-bbb-11-seria-travesti-e-ja-teria-feito-programa-na-espanha/">substituindo a chamada do título</a>. Vejam a sutil diferença, mostrada aqui graças ao Google:</p>
<p><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/01/essafoinatrave.jpg"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; padding-top: 0px; border: 0px;" title="essafoinatrave" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/01/essafoinatrave_thumb.jpg" border="0" alt="essafoinatrave" width="553" height="351" /></a></p>
<p>Note a sutil diferença na URL das duas chamadas. Na primeira o título já havia sido mudado mas a URL continua. Essa foi apagada para que a URL refletisse o novo título.</p>
<p>ARIADNA DO BBB É TRAVESTI E JÁ FEZ PROGRAMA NA ESPANHA</p>
<p>ARIADNA DO BBB SERIA TRAVESTI E JÁ TERIA FEITO PROGRAMA NA ESPANHA</p>
<p>É a mesma sutil diferença de afirmar com todas as letras que o estagiário do Ego é retardado e dizer que poderia muito bem ser.</p>
<p>É uma regra BÁSICA do jornalista que qualquer estudante, retardado ou não precisa aprender, mas como o Ego provavelmente usa macacos de cheiro travestidos de estagiários para economizar no vale-transporte, violam constantemente essa norma essencial da profissão. NÃO ACUSE SEM PROVAS, SEU IMBECIL, ENERGÚMENO, ANIMAL DE TETA.</p>
<p>Acusações levam a processos. Por mais que o Ego seja das Organizações Globo, e um processo no caso quase impossível de rolar, é um péssimo hábito. Por isso que todo mundo por mais obviamente culpado que seja, até a condenação é chamado de suspeito ou –melhor ainda- acusado.</p>
<p>às vezes é extremamente irritante ler esses textos em “jornalês”, mas é uma questão de responsabilidade. Um órgão (epa) sério de imprensa não pode se dar ao luxo de fazer acusações genéricas como o “todo político é ladrão” ou “ator é tudo viado”, tão comuns de se ouvir em mesa de bar. (nota: pra teatro infantil tá liberado)</p>
<p>Uma acusação sem sustentação deixa de ser jornalismo e vira fofoca. Um juiz não daria ganho de causa se a tal Ariadna fosse travesti de programa, por mais baixaria que fosse o que o Ego estaria fazendo ainda seria jornalismo, mas quando não ligam nem para o detalhe de confirmar a presença do detalhe, deixa de ser trabalho de imprensa, fica clara a ausência de qualquer esforço investigativo ou compromisso com a Verdade. É fofoca e fofoca anda muito próxima de calúnia e difamação.</p>
<p>Quem tem blog está sujeito a esses mesmos riscos, com agravante de que processar um blogueiro anônimo é bem mais simples que processar um site da Globo.com. Ainda mais por não estarmos protegidos pela Lei de Imprensa. Assim é essencial que posts com denúncias, acusações e similares sejam muito, muito bem documentados, sem xingamentos e surtos de emoção.</p>
<p>Uma mudança simples na formulação de um título pode ser a diferença entre uma grande aporrinhação Legal e uma matéria que só renderá elogios e cliques no AdSense. E se você acha que isso tudo é apenas um detalhe, e detalhes são insignificantes, experimente sair com a Ariadna errada.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>H&#225; diferen&#231;a entre mostrar os dois lados e ser o fio-terra do jornalismo</title>
		<link>http://www.contraditorium.com/2011/01/05/h-diferena-entre-mostrar-os-dois-lados-e-ser-o-fio-terra-do-jornalismo/</link>
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		<pubDate>Wed, 05 Jan 2011 18:18:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Fenomenologia]]></category>
		<category><![CDATA[Velha Mídia]]></category>

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										</div>Existe uma corrente no jornalismo que acredita em uma imparcialidade magnânima da Imprensa, um distanciamento total que seria até justificativa pro tal dilema insolúvel de ver uma criancinha se afogando e não fazer nada para não interferir na notícia. Nesse ponto aliás um câmera resolveu o dilema de forma brilhante: Ele respondeu: “salvar ou continuar [...]]]></description>
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										</div><p>Existe uma corrente no jornalismo que acredita em uma imparcialidade magnânima da Imprensa, um distanciamento total que seria até justificativa pro tal dilema insolúvel de ver uma criancinha se afogando e não fazer nada para não interferir na notícia. Nesse ponto aliás um câmera resolveu o dilema de forma brilhante: Ele respondeu: “salvar ou continuar filmando? Fácil, coloco a câmera no tripé, ligo e vou salvar o moleque”.</p>
<p>A tal imparcialidade prega que você tem sempre que ouvir os dois lados. É justo, mas a verdade é que mesmo que toda história tenha dois lados, só por ser contra não te qualifica para ser o outro lado. Decidir quem será apresentado como oposição é tão importante quando a própria história. A credibilidade e “imparcialidade” da imprensa também deve ser julgada por essa escolha.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 248px"><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/01/eltonbaby.jpg"><img style="background-image: none; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="eltonbaby" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2011/01/eltonbaby_thumb.jpg" border="0" alt="eltonbaby" width="238" height="329" align="right" /></a><p class="wp-caption-text">É evidente que esse moleque filho de dois pais gays homosexuais terá um destino horrível: Será nerd</p></div>
<p>Vejam por exemplo o caso de Sir Elton John. Um cantor fabuloso (e Faaabuloso) que desafiou todas as convenções, paradigmas e estereótipos sociais. Não por ser gay, mas por manter uma relação estável e feliz com David Furnish. um parceiro que é do meio cinematográfico. Como apesar de ter todo o direito de engravidar (agradeçam à Frente Judaica do Povo) por não ter útero nenhum dos dois conseguiria levar uma gravidez a termo.</p>
<p>Apelaram para uma mãe de aluguel, uma doadora de óvulos e graças à ciência Zachary Jackson Levon Furnish-John nasceu, no dia 25 de Dezembro, Dia Internacional de Crianças Com Dois Pais, pelo visto.</p>
<p>Ótimo pra eles, certo?</p>
<p>A mídia cobriu o caso, é justo. Mostraram pessoas felizes pelos dois, pessoas indiferentes, gente que acha estranho. Tudo bem. Só que a BBC foi além. No mesmo dia em que o casal anunciou o nascimento da criança, a emissora levou ao ar uma reportagem sobre o caso. O contraponto foi <a href="http://www.pinknews.co.uk/2010/12/29/exclusive-why-did-bbc-call-on-christian-who-supports-execution-of-gays-to-comment-on-sir-eltons-baby/">uma entrevista com um Babaca de proporções continentais chamado Stephen Green</a>.</p>
<p>Esse idiota (aqui entra o mimimi “você chamou o cara de idiota, perdeu a razão, isso não é argumento”. Pega na minha e balança) é um militante radical conservador fascista cujas pérolas incluem defender a pena de morte para gays em Uganda e lamentar que a Inglaterra não segue o exemplo, para “proteger as crianças”. Ele também comparou Ian Watkins, membro de uma banda pop e gay (U-AU!) a um assassino serial.</p>
<p>Stephen Green é um idiota com discurso religioso radical que passa o tempo todo dizendo o quanto Deus odeia gays e como eles terão um destino horrível, já que no Mundo Real Deus parece impotente (fale com Seu médico. Eu falaria) diante de gays tristes, felizes, alegres, bem casados, baladeiros, quietinhos e todos os outros estados da Condição Humana.</p>
<p>Escolher um idiota assim como contraponto de uma matéria onde um casal só quer viver sua vida e ser feliz é algo malicioso. É gerar polêmica artificial. Green seria contraponto válido se a matéria fosse sobre um posicionamento gay igualmente radical e imbecil, como obrigar pré-adolescentes a namorarem meninos e meninas, para determinar sua identidade sexual.</p>
<p>Em um mundo ideal radicais como Green viveriam no ostracismo, mas o público já se acostumou a esse tipo de polêmica, é preciso se revoltar com algo, contra ou a favor. Brandimos o punho fechado, dizemos “que absurdo! Alguém tem que fazer algo! Mas não eu.” e seguimos com nossas vidinhas medíocres, tendo a sensação do dever cumprido.</p>
<p>A mídia brasileira é cheia disso. Qualquer tema sempre é “enriquecido” com a opinião de um pai de santo (mãe, se for programa vespertino), uma cartomante e um jogador de futebol. Pautam sempre quem dá mais ibope. Entre um cientista e um Ex-BBB o cientista fica de fora até dos programas do Discovery, se a pauta ficar na mão de brasileiro.</p>
<p>Se um tema é apresentado de forma moderada, com uma argumentação racional, é questão de justiça pautar o contraponto nos mesmos moldes. Infelizmente manter um programa ou escrever uma matéria de forma atraente, que capture a atenção do público é algo complicado, demanda talento. Já pra instigar barraco é bem mais simples, você solta no ar o xingamento, senta e fica vendo o circo pegar fogo, uma excelente forma de chamar o público de palhaço.</p>
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		<title>Editora Abril Gananciosa? Não, blogueiro, você que é pobre.</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Nov 2010 21:15:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Monetização]]></category>
		<category><![CDATA[Novas Mídias]]></category>
		<category><![CDATA[Velha Mídia]]></category>

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										</div><p><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2010/11/lola.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3420" style="margin: 2px;" title="lola" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2010/11/lola-228x300.jpg" alt="" width="228" height="300" /></a>Quanto você cobraria para veicular um anúncio em um blog iniciante?</p>
<p>Vamos complicar: Imagine que você é um jornalista experiente, mas nunca teve um blog. É seu primeiro. Agora imagine que seu blog só pode ser visto por UM tipo de computador. Pra complicar MAIS ainda, pense que esse computador, o único capaz de acessar seu blog custa MUITO caro, mais de R$2 mil.</p>
<p>Feia a coisa? Imagine então que pra complicar esse computador sequer é vendido no Brasil.</p>
<p>Quanto você cobraria por um anúncio na primeira edição desse blog, com audiência cativa ZERO e nenhum histórico de visitas?</p>
<p>A maioria dos blogueiros sequer cobraria, sairia oferecendo permutas, pensaria em crescer e depois então cobrar. É uma visão correta, dentro do que o senso comum chama de&#8230; humildade.</p>
<p>Felizmente o pessoal da Editora Abril não dá bola para blogueiros, entendem seu negócio como business e não acreditam nessa postura de &#8220;vamos começar bem <em>mirde</em> e se crescer&#8230;&#8221;</p>
<p>Depois da edição da VEJA para o iPad <a href="http://www.publiabril.com.br/noticias/402">cinco outros títulos da editora sairão na plataforma</a>: Elle, Casa Cláudia, Alfa, Exame e Lola. Confesso que não sou o target, nunca tinha tomado conhecimento da existência da <a href="http://lolamag.abril.com.br/">Revista Lola</a>, por isso foi a que escolhi para investigar.</p>
<p>O resultado é assustador para o pessoal que pensa pequeno, que minimiza o fato da revista ter uma edição no iPad ou mesmo para os haters que argumentam (não que haters realmente agumentem) que não há iPad no Brasil nem público para justificar uma edição, que dirá publicidade.</p>
<p>A Abril não só está investindo de verdade na plataforma como está cobrando de verdade. Não é um experimento, não é uma parceria. É, como eu disse, business. Não interessa que a edição seja a primeira, não importa que não tenham sequer números de circulação para fornecer (até pq não circulou ainda).</p>
<p>Uma edição dessas tem um alcance muito maior do que os leitores primários. É o tipo de trabalho que gera notícia, é comentado e replicado em sites, programas, revistas e jornais. Antes do iPad se firmar como mídia viável por causa da audiência, já se firma por esse efeito multiplicador. É, resguardadas as proporções, o mesmo que ocorreu com o Second Life. A quantidade de visitantes é ínfima mas a publicidade gratuita, o buzz gerado pela simples existência do Avião da TAM ou da Agência do Itaú é dezenas, centenas de vezes o valor do investimento.</p>
<p>Por isso a Abril pode cobrar o que cobra. <a href="http://www.publiabril.com.br/upload/files/0000/0293/LOLA_iPad_final.pdf">Segundo o media kit da Revista Lola</a>, um anúncio multipágina interativo sai por R$27 mil. Um anúncio simples, composto basicamente de um JPEG 1024&#215;768 sai por R$16 mil.</p>
<div id="attachment_3419" class="wp-caption aligncenter" style="width: 602px"><a href="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2010/11/Screen-shot-2010-11-16-at-6.49.07-PM.png"><img class="size-full wp-image-3419 " title="Screen shot 2010-11-16 at 6.49.07 PM" src="http://www.contraditorium.com/wp-content/uploads/2010/11/Screen-shot-2010-11-16-at-6.49.07-PM.png" alt="" width="592" height="285" /></a><p class="wp-caption-text">Tá caro? Não, você que é pobre e não sabe cobrar.</p></div>
<p>16 contos por um anúncio em uma versão para iPad, um equipamento de mais de R$2 mil, que sequer está à venda no Brasil. Pessoas de bom-senso diriam que a Editora Abril enlouqueceu, perdeu qualquer parâmetro e em sua arrogância criou valores irreais para uma mídia que sequer existe.</p>
<p>Pessoas de bom-senso diriam que antes de tudo é preciso muita humildade, para ter sucesso em uma nova e inexplorada mídia.</p>
<p>Só que o mundo não é desbravado por pessoas humildes e com bom-senso. Gente ousada e pioneira desafia o bom-senso e tem a justificada arrogância de achar que triunfarão mesmo sendo os primeiros a tentar algo. Eu admiro essa ousadia e arrogância justificada. Se há uma lição a ser aprendida é a de parar de pensar pequeno, é a de assumir que a expertise, o know-how, a qualidade e o prestígio conquistado em uma mídia podem e devem ser usados como base para outra mídia mais nova.</p>
<p>Acima de tudo, a lição é que se você quer que o Mercado valorize seu trabalho, o primeiro passo é você valorizá-lo.</p>
<p>De resto,como autor do Contraditorium, <a href="http://www.contraditorium.com/2010/10/23/contraditorium-o-1o-blog-brasileiro-no-ipad/">o Primeiro Blog Brasileiro no iPad</a>, só posso dizer pra Revista Lola e suas co-irmãs, bem-vindas as iPad. Calouras ;)</p>
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